Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2017 | 03h06

FINANÇAS PÚBLICAS

Como seria bom...

Imagine como seria bom para o Brasil se a reforma da Previdência fosse aprovada nos seus pontos fundamentais. E como o mundo nos veria com outros olhos: um país sério que passou a ser exemplo a ser seguido, pronto para investimentos que viriam em abundância. Que bom seria se os deputados pensassem no médio e no longo prazos, em vez de só na próxima eleição, e votassem a favor de tema de tamanha importância, mesmo contrariando o desejo comezinho de eleitores que não conseguem avaliar o poder de revitalização de nossa economia que tal reforma permitiria. Imagine como seria fantástico se o Congresso se desse conta de que o futuro do Brasil está em suas mãos, acreditando em como seria bom para os filhos e netos dos próprios parlamentares viverem aqui, num país visto pelo mundo como aquele que realmente fez a lição de casa, capaz de se reinventar, de combater a corrupção, um país que deseja vencer e se renovar. Ainda dá tempo, temos uma oportunidade de ouro de aprovar a mãe de todas as reformas. Os que torcem contra talvez não se deem conta, por ignorância ou má-fé, de quanto os privilégios custam caro ao conjunto dos brasileiros. O mito de que a Previdência não é deficitária tem minado nossa força, nossa economia, e só serve para manter privilégios inconcebíveis num país pobre e excludente como o nosso. Imagine se um milagre iluminasse a mente dos parlamentares, transformando-os como por encanto em patriotas, entendendo que o futuro do País é também o dos seus. Com certeza entrariam para a História como os congressistas que, a despeito da desconfiança pelas suspeitas de corrupção que os ronda, foram os que conseguiram mudar para melhor os destinos da Nação. Será que poderemos ter alguma esperança? Com a palavra, os srs. parlamentares.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Projeto do Brasil

A reforma da Previdência não é um projeto do governo de ocasião, é um projeto do Brasil. Os deputados e senadores que não votarem em apoio a essa reforma cometem um ato de covardia contra o Brasil, nossos filhos e netos, que herdarão o descalabro fiscal e a volta da inflação. Senhores, esqueçam as mesquinharias e pensem no Brasil. Acordem, senhores, acordem!

ELY WAGNER CORRAL MARTINS

elypp@terra.com.br

Presidente Prudente

De fato, deputados e senadores, principalmente da oposição, têm de entender que a reforma previdenciária não é do presidente, mas uma necessidade do Brasil. A expectativa de vida, ano após ano, é cada vez maior e, portanto, aumentar o tempo de contribuição e de idade para a aposentadoria é absolutamente necessário. Hoje o aposentado ainda consegue receber seu benefício, amanhã só Deus sabe.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Boicote ao esforço fiscal

O Congresso apresenta centenas de emendas para driblar o congelamento de salários dos servidores públicos. E articula proposta de emenda constitucional para quebrar a regra do teto para algumas categorias de privilegiados ocupantes de cargos na administração pública. São essas as contribuições do Congresso Nacional para “combater, com vigor”, o assustador déficit orçamentário do governo federal?!

HUGO JOSE POLICASTRO

hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

Reajuste para servidores

Os parlamentares votarão contra o governo (e contra o País) nas emendas de reajuste dos servidores com medo de perderem o voto deles. Então, que os não servidores deixem de votar nesses parlamentares.

VICTOR HUGO RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

Miopia grave

Há uma grita geral a respeito dos recursos que não chegam a atividades estratégicas, como pesquisa, museus, moradias populares, universidades. E a culpa é toda atribuída ao governo Temer. Poucos percebem que esse é o preço que se paga pelo aumento enorme dos custos da folha salarial e das aposentadorias do funcionalismo público, decorrentes da gestão irresponsável dos governos nas últimas décadas. E quando Temer propõe as reformas que vão eliminar as distorções do funcionalismo, permitindo demissões por falta de produtividade e cortando as vantagens descabidas nas suas aposentadorias, grande parte da população é contrária. Dá para entender?

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

PSDB desnorteado

“Os aliados são sempre relativíssimos: quando estou bem com a população, eles são fiéis; quando a população se afasta de mim, ficam tentando ir para uma posição de independência crítica, esse é o jogo tradicional no Brasil...” – é o que FHC diz no terceiro volume dos Diários da Presidência, segundo leio no artigo de Fabio Giambiagi O Congresso de 2019 (7/11, A2). Pois bem, é isso justamente que FHC está preconizando ao defender o desembarque do PSDB do governo Temer até o fim do ano. Em assim agindo, não está obedecendo à ética da responsabilidade que deve ser a que norteia o político, como bem ensina Max Weber e à qual mais de uma vez apelou para justificar algumas medidas tomadas quando presidente. Agora que a segunda flechada do “pretenso salvador da moralidade republicana” Rodrigo Janot também não atingiu o alvo e se inicia um período de maior estabilidade política, criando oportunidade para que o governo se concentre na aprovação das reformas corajosas a que se propôs, vem FHC com a proposta inoportuna e prejudicial ao Brasil de deixar a base aliada. Começa a produzir resultados a política posta em prática por Temer anunciada no programa Ponte para o Futuro, do PMDB, que em muitos pontos coincide com o programa do PSDB: redução sustentável da Selic de 14,25% para 7,5%, podendo chegar a 7% no fim do ano, o que gera uma economia no custo dos juros da dívida interna de mais de R$ 200 bilhões; recuperação da Petrobrás e volta dos leilões do pré-sal, com a mudança do xenófobo e retrógrado marco regulatório do petróleo; queda do desemprego; reação da economia e fim da recessão; e volta dos investidores estrangeiros – só para enumerar alguns dos indicadores mais importantes de melhora da situação econômica do País. Esses fatos evidenciam que o momento é de cerrar fileiras em torno do governo Temer, não de abandoná-lo, como defende FHC. Isso comprova que FHC e o PSDB estão sem rumo, dividida a sua bancada no Congresso e com sua presidência em disputa. O que pode o Brasil esperar do PSDB, se ele não enxerga o que os fatos estão escancarando à evidência?

PAULO A. DE SAMPAIO AMARAL

drpaulo@uol.com.br

São Paulo

“Manter reajuste de servidores, criar novo imposto sindical e liberar salários públicos acima do teto. Com políticos desse quilate o Brasil jamais vai sair do buraco em que nossos ‘desgovernantes’ o enfiaram”

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE AS PAUTAS PRIORITÁRIAS NO CONGRESSO NACIONAL

luigiapvercesi@gmail.com

“Com o comportamento atual, não passa de um luxo inútil e caro”

HARALD HELLMUTH / SÃO PAULO, SOBRE A UTILIDADE DO LEGISLATIVO PARA O CIDADÃO CONTRIBUINTE

hhellmuth@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CONGRESSO IMPRODUTIVO

É impressionante como o nosso Congresso é inutilmente prolixo, improdutivo e recheado de parlamentares achacadores por cargos no Executivo, boa parte ainda envolvida e já denunciada por corrupção. Agora, como se nada mais eles tivessem para fazer, apresentaram 236 emendas para modificar duas medidas provisórias (MPs) do governo, uma que suspende o reajuste dos servidores públicos federais em 2018 e a segunda (MP 805) que aumenta a contribuição previdenciária destes servidores, mas somente para aqueles que ganham mais de R$ 5 mil. Ou seja, duas medidas sensatas, objetivamente apresentadas pelo Planalto e inadiáveis para ajudar a minorar o explosivo déficit público em 2018. É esta improdutividade, esta deficiência do nosso Parlamento e da classe política como um todo que há décadas vem impedindo avanços na qualidade da educação, do atendimento à saúde, na infraestrutura, no crescimento econômico e no bem-estar social no País. Uma lástima!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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REAJUSTE DE SERVIDORES

Parlamentares já fizeram 236 propostas para manter reajuste de servidores. Os congressistas, como sempre, estão trabalhando no próprio interesse, porque ano que vem tem eleições e não querem perder as tetas e mamatas de que desfrutam, como semana de 2,5 dias, emendas de qualquer feriado, férias de quase 90 dias por ano, etc. Boicotam o País para se manterem indefinidamente no poder e se esbaldar com leis e regulamentos que criam para proveito próprio. 

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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VELOCIDADE MÁXIMA

Quando há interesses que envolvam vantagens, mordomias e benefícios próprios, é impressionante a velocidade dos parlamentares em agir em seu favor. Basta ver que, em face do adiamento do aumento do funcionalismo público para 2019, foram geradas nada menos que 236 emendas para mudar a proposta original. Também não posso deixar de citar que a Câmara articula Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para regular supersalários, após a polêmica envolvendo a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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236 EMENDAS

Cumprimento o "Estadão" por esta pauta, sempre dentro da linha austera e responsável deste grande jornal, por mostrar o absurdo destes deputados populistas já em busca de votos e trabalhando contra a Nação. Só o bom jornalismo poderá influenciar o pensamento da população com a lucidez necessária contra o populismo regressivo que pode aprofundar ainda mais a dificuldade de gestão desta crise.

José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

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PARA QUE TEMER?

Se Michel Temer não conseguir barrar o aumento do funcionalismo nem realizar a reforma da Previdência, razões que muitos invocaram para mantê-lo no cargo, ele cai? Ou vai tudo acabar em pizza? Henrique Meirelles e sua equipe continuam com qualquer governo, fazendo exemplarmente seu trabalho. Assim, se Temer fracassar e continuar no cargo, o objetivo terá sido somente manter sua impunidade! 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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EM DEFESA DE QUEM

Se alguém imaginava que a Câmara federal não iria se mexer para liberar os supersalários, é porque não descobriu ainda a serviço de quem a maioria está lá. Falam sempre em nome dos mais fracos para defender os mais fortes.  

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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ESCRAVOS CLASSE A

Enfim, a Casa do Povo, a Câmara dos Deputados, tenta uma agenda decisiva em prol das minorias. Na esteira do trabalho escravo denunciado por Luislinda Valois, vai-se examinar o caso destes assalariados que não têm dinheiro para perfumes franceses, roupas de grife ou viagens para o exterior na primeira classe. Como Geddel Vieira Lima, querem construir um piso extra neste imóvel de bacanas que sangra o Tesouro Nacional. A maioria destes senhores (e senhoras, claro!) legisla de olho no próprio futuro, já que tinha um outro ganha-pão antes da deputância e quer mantê-lo na inatividade que se avizinha, com a renovação monstro da próxima legislatura. Afinal, perderão os auxílios creche, alimentação, paletó, moradia, mais 14.º salário, carro com motorista, apartamento funcional e coisa e tal. Terão apenas o que a Previdência legislativa lhe concederá: salário integral e o Totalcare, como plano de saúde. De Sarney a FHC, passando por Lula, Dilma, Mercadante, Jungmann, Collor (quase esqueço, tão quietinho está!) e mais mil Fulanos e Beltranos, como sobreviverão? Ou sobreviveriam, pois é quase certo que colherão o benefício?

Roberto Maciel dos Santos rvms@oi.com.br

Salvador

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OS DOSSIÊS DE CABRAL

Investigação aponta que ex-governador Sérgio Cabral financiou dossiê contra juiz Marcelo Bretas, responsável por processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Ou seja, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, ao fundamentar a revogação da transferência de Sério Cabral para uma instituição prisional de segurança máxima, usou de razões falaciosas, de conduta suspeita e de uma atuação constantemente questionada.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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SURPRESA

O cidadão normal, ao constatar um depósito bancário sem explicação em sua conta bancária, tentará descobrir a origem. Na falta de razões plausíveis, certamente recorrerá ao banco e poderá até concluir tratar-se de um desses enganos em operações bancárias. Não demoraria, no entanto, a elucidar o mistério, pois dinheiro é conservativo: se chegou a algum lugar, é porque saiu de outro. Não foi como agiu o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Em depoimento à Justiça, declarou ter tomado conhecimento, a partir das investigações, de US$ 833 mil, por cujo desvio é acusado, colocados à sua revelia em conta por ele aberta na Suíça em 2008, sem ter tomado providências para definir a trajetória da expressiva quantia. Como se vê, um episódio típico da corrupção brasileira, cujo véu somente agora começa a ser levantado.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CHORORÔ DO EX-MINISTRO

O criminoso e ex-ministro Henrique Eduardo Alves, com todo o chororô a que tem direito, em depoimento ao juiz Vallisney de Oliveira, da 10.ª Vara Criminal Federal de Brasília, disse com toda a "sinceridade" que lhe é peculiar que abriu uma conta na Suíça para esconder seu patrimônio, pois tinha receio de que fosse dilapidado pela ex-esposa Mônica Azambuja, no divórcio que enfrentava. Todavia, não tinha a mínima ideia de quem tenha depositado toda aquela dinheirama encontrada pela Polícia Federal em sua conta. Na verdade, ficou claro que, além do golpe em sua ex, também deu golpe no País. Que mofe na cadeia!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CHORÕES

Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves e Rodrigo Rocha Loures, além do fato de serem os três políticos flagrados com a mão no dinheiro da corrupção, têm outra singularidade comum: são os três grandes chorões da cadeia. Os ladrões fazem parte do círculo mais íntimo de Michel Temer. Geddel e Alves, na qualidade de ministros; e Loures como assessor palaciano e carregador de malas de meio milhão de reais em pizzarias paulistas. Tudo em nome da governabilidade!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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VACCARI FOI PARA O BREJO

João Vaccari Neto, o homem da grana do Partido dos Trabalhadores (PT), não se conformou com os 10 anos a que foi condenado pelo juiz Sérgio Moro e recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), de Porto Alegre. A emenda saiu muito pior do que o soneto, e a vaca foi literalmente para o brejo, com o aumento da pena para 24 anos. Seu chefe, Lula, que também recorreu ao TRF4, está agora com a barba de molho, pois para quantos anos poderá esse tribunal elevar os 9,5 anos que ele ganhou de Moro?

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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REVISÃO DE PENA

Se Vaccari, em 2.ª instância, teve a pena de prisão aumentada de 10 anos para 24 anos, por que a pena de Lula não pode ser aumentada de 9,5 anos para 22,8 anos? Basta aplicar a regra de três: simples assim.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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RECURSOS

Devido ao aumento da pena do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, passando de 10 anos para 24 anos, pelos desembargadores da oitava turma do Tribunal Regional Federal da quarta região (TRF4), do Rio Grande do Sul, os advogados de defesa do ex-presidente Lula da Silva já devem estar tramando algumas artimanhas para alegar que os referidos desembargadores fazem julgamentos políticos, que o ex-presidente é totalmente inocente e vai recorrer, também, na Organização das Nações Unidas, uma vez que "elle" é alvo da perseguição da mídia conservadora e da elite golpista. Além de mentiroso, o ex-presidente Lula da Silva continua se vitimizando e achando que ainda engana os brasileiros.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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O PT EM SILÊNCIO

Aumentada a pena do tesoureiro e nem um pio. Quem cala consente...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA, CORRUPÇÃO E O CORTE HISTÓRICO

 

O agravamento da pena de João Vaccari - de 10 anos para 24 anos de prisão - não deve servir de parâmetro nem de ponto de apoio para o agravamento da situação de Lula. A Justiça, para ser boa, não pode agir politicamente nem sob pressão, mas interpretar fielmente aquilo que está nos autos. E os descontentes têm o caminho do recurso às instâncias superiores. Vaccari, Lula, outros políticos, empreiteiros, doleiros, atravessadores e demais réus têm de ser punidos concretamente pelo que fizeram ou, em sendo obrigação, deixaram de fazer. As circunstâncias colocaram às claras os esquemas de corrupção que sustentam os diferentes grupos de poder. É de fundamental importância que a Justiça se mantenha isenta e atenta às folhas dos processos, nunca ao clamor das ruas ou dos grupos de pressão. Quem, com seu comportamento, comete crimes tem de receber a mais justa punição para que a sociedade seja redimida e, se possível, ressarcida dos prejuízos sofridos. Pode-se dizer que marchamos para um corte na história. Muitos poderão não sobreviver política ou empresarialmente, mas o País precisa retomar o seu rumo. Além do que já apareceu, muita coisa ainda deve rolar e ser esclarecida. Se não acabarmos com a mentira e a impunidade, elas continuarão acabando com o Brasil e fazendo todo o povo sofrer...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O DEPOIMENTO DE EDUARDO CUNHA

Sinceramente, fiquei penalizado com a situação de "penúria" que diz estar vivendo o ex-deputado Eduardo Cunha, o ex-tudo-podia, que depôs esta semana à Justiça Federal. Situação análoga à da ministra Luislinda Valois. De todo-poderoso a um simples quase delator, articulando para se safar de pelo menos cem anos de cadeia. O problema é que ninguém acredita mais nele. Vai mofar na cadeia e, por ser mentiroso, não vai levar ninguém com ele. Perdeu, malandro.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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CUNHA ATACA FUNARO

O meliante Eduardo Cunha demonstra que suas declarações e apoios valem tanto quanto o avalista de Vadico, o marido de Dona Flor, o que poderia deixar o presidente Michel Temer preocupado, mas quem assina decretos, à sorrelfa, que libera desmatamento, escravidão, etc. e tem tantos delatores deve estar acostumado com seus esqueletos no armário. Vive em terreno minado. Faz parte de seu dia a dia.

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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DEFESA

Se Eduardo Cunha acredita no seu exaltado depoimento, deve estar precisando de atendimento médico...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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JOGANDO CONTRA O BRASIL

Tido como um dos melhores presidentes que o Brasil já teve, tendo enfrentando diversas crises mundiais durante seu governo, como a crise do México em 1995, a asiática em 1997-1998, a crise russa em 1998-1999, evitando que o Brasil fosse contaminado por um debacle financeiro internacional que quebrou a economia de várias nações, Fernando Henrique Cardoso ainda implantou o Plano Real, domando uma hiperinflação de 60% ao mês, e criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, evitando que a máquina pública gastasse mais do que arrecadava. Com um passado de grandes feitos que beneficiaram o País, hoje FHC surpreende com atitudes que jogam contra a estabilidade do País ao exigir que os ministros de seu partido, o PSDB, deixem o governo Temer até o fim do ano. E qual a razão? Eleições de 2018?  Neste momento que atravessamos, o que importa é o bem do País, e não uma briga entre comadres do PMDB com o PSDB, que faz Lula esfregar as mãos de esperança vendo suas chances de chegar ao poder aumentarem num futuro próximo. Afinal, quem torce contra reformas necessárias como a da Previdência, hoje, cedo ou tarde vai constatar que está torcendo contra o Brasil, e não contra um governo. Nesta fogueira de vaidades vai ter quem ponha fogo no circo para chegar lá, se não for preso pela Lava Jato ou inabilitado politicamente. De um estadista como FHC espera-se uma atitude patriótica, e não lulices.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

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DESEMBARCAR OU NÃO DO GOVERNO?

PSDB, protagonista ou coadjuvante, eis a hamletiana questão.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O POLÊMICO FHC

Não podemos negar que a gestão de nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tenha sido excelente, a única que prestou após as Diretas Já. Porém, como todos sabem, ele nunca negou ter sido (ou ainda o é) um apreciador das velhas teorias comuno-socialistas, como bem me lembro, ainda como professor na Escola de Sociologia e Política, e pelos livros que publicou, mas um dia mandou rasgar e, no atual momento, se tem a impressão de querer reeditá-los. Sabemos e vimos que pouco se empenhou, ao fim do seu governo, para eleger o candidato de seu partido à sua sucessão e pudemos ver o seu contentamento ao passar a faixa para o seu velho amigo e companheiro de palanques, Lula da Silva, o que acabou resultando na maior tragédia, em termos de governo, que o Brasil já viveu e da qual ainda tenta se recuperar. Agora, com as lutas internas dentro do seu partido, declara que quer que este desembarque do governo Temer, um governo que, apesar de estar passando por sérios problemas políticos, está mostrando bons resultados. O que será que está ocorrendo na cabeça deste velho e desastrado socialista?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PROEZA

Eliane Cantanhêde falou da "Tripla proeza de FHC" (7/11, A6), que enfraquece o governo, fortalece o racha do PSDB e aquece a campanha de Lula.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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FHC SÓ PENSA EM ELEIÇÃO

Lendo o excelente artigo da sempre competente Eliane Cantanhêde "Tripla proeza de FHC" (7/11, A6), vê-se claramente que o grande estadista está menos preocupado com os destinos do País - Dilma só caiu porque os tucanos apostam o afastamento depois de muita relutância - e mais, com a desgraça do governo Temer para angariar votos! Parabéns à jornalista, pela lucidez de seus argumentos e análise.

Pedro G. de Matos Neto pedrogomesdematosneto@gmail.com

Fortaleza

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NO VÁCUO DE PROPOSTAS

FHC não se dispõe a citar as mudanças que apoia, porque promove que o PSDB se distancie do governo Temer por razões de tática eleitoreira. Isso sem apontar para as necessidades do País, do povo. Apenas mexe no mingau. Os deputados, que deveriam zelar pelo bem-público, só se ocupam do bem próprio e de imaginada reeleição. Defender sindicalistas gera votos? Quantos? Defender os servidores superfavorecidos gera votos? Quantos? Desmanchar a reforma previdenciária não impede o ajuste fiscal, a redução das despesas financeiras com juros da dívida e a redução dos juros básicos (Selic)? Onde está a imprensa opinativa e onde se escondem os "entendidos" na TV para esclarecer os cidadãos? Estão todos esperando que as coisas se resolvam sozinhas para, então, posarem de sábios? E por que os candidatos à Presidência não preenchem o vácuo de propostas para solucionar os problemas de ocupação, saneamento, custo Brasil, emissões de CO2, segurança, etc., etc? É mera incompetência? Desta forma, nenhum otimismo se justifica.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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LULA 2018

Que Lula seja candidato a presidente da República em 2018 e que as urnas o condenem ou o absolvam. Uma condenação em segunda instância daria a ele o poder absoluto de definir as eleições de dentro da cela, de ordenar que seus seguidores votem "naquela" ou naquele candidato... A jararaca em cativeiro acumula mais veneno.

Luiz Ress Erdei portal@portasblindadas.com.br

Osasco

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SEGURANÇA PÚBLICA EM SP

Higienópolis pede socorro! Quase todos os restaurantes do bairro já foram assaltados. Arrastões todas as semanas, sequestros em plena luz do dia e, para culminar, o assalto à agência dos Correios ocorrido na segunda-feira, às 10 horas da manhã, com troca de tiros em plena Avenida Angélica. Até quando, sr. governador?

Arsonval M. Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br

São Paulo

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OPERAÇÃO 'TIRO NO PÉ'

Rio de Janeiro, 7 de novembro de 2017. Operação em São Gonçalo com a participação de cerca de 3.500 homens das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), das Polícias Civil, Militar e Federal, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As tropas utilizam 24 tanques de guerra e 18 embarcações. Resultado da megaoperação: 5 suspeitos presos e 2 agentes da PRF baleados no pé.

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@hotmail.com

Guarulhos

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CEM ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA

Ao contrário de festejarem a Revolução Russa, os brasileiros deveriam saudar Duque de Caxias, que se lançou contra as tropas de Solano Lopes no arroio de Itororó com aquela frase famosa: "Quem for brasileiro que me acompanhe!".

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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A METÁSTASE BRASILEIRA

Tenho acompanhado as matérias no "Espaço Aberto" do "Estadão" sobre a Revolução Russa, em 1917, e não poderia ficar calado sem dar minha opinião sobre esse cruel acontecimento. Fábio de Biazzi, em seu estupendo artigo "A alma e o arame farpado" (1/11, A2), mostra com todas as letras a terrível e sangrenta tomada do império czarista russo pelos revolucionários comunistas, que impetraram ao povo um cerco macabro à religião, à liberdade, à cultura, ao livre pensamento, à moral e o mais triste: a destruição da consciência, dom inequívoco dos seres humanos. Quem teve o privilégio de assistir ao filme "Doutor Jivago" teve uma pequena percepção da barbárie ali demonstrada-moldurada por uma história de amor intrínseco ao momento. Para nós, brasileiros, restou a metástase dessa doença maligna representada pelos bolcheviques tupiniquins: alguns já presos, outros ainda fomentando suas ideologias em faculdades, no Legislativo, na vida de falsos artistas e nos movimentos populares de assalto às propriedades públicas e privadas: as excrecências denominadas de MTST e MST.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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