Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2017 | 03h00

RECONSTRUÇÃO NACIONAL

A padaria

Imagine uma panificadora onde todos se ajudam para fabricar um pão com aceitável aprovação da clientela. Assim, os encarregados do preparo da massa levam em consideração as sugestões dos que vão assá-la, o que garantirá um constante aperfeiçoamento do produto e assegurará o progresso do estabelecimento e a satisfação dos consumidores. Tais resultados não seriam possíveis se as equipes não cooperassem, ou seja, se o pessoal do forno se limitasse a esperar que o outro time lhe oferecesse vantagens em troca do ajuste da temperatura recomendada para um resultado palatável. Esse cenário é a metáfora do jogo de empurra entre o Planalto e o Congresso acerca da reforma da Previdência. Ora, desse jeito a coisa desandará, a freguesia ficará insatisfeita e o estabelecimento estará condenado à falência em médio prazo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Pensar mais no Brasil

Esses deputados irresponsáveis que ameaçam obstruir votações na Câmara, trazendo dificuldades para aprovação de matérias importantes do programa do governo, como a reforma da Previdência, essencial para o equilíbrio das contas públicas, deverão ser substituídos na próxima eleição por cidadãos com ideias novas. Que pelo menos os aliados responsáveis ajudem a boa intenção do governo Temer de pôr o País nos trilhos, deixando para a minoria de opositores inconsequentes, que ajudaram a destruir o Brasil nos 13 anos de governo petista, não votar nada que favoreça os brasileiros.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Apoio indispensável

Discordo de Fernando Henrique e alguns outros tucanos: uma coisa é apoiar as reformas e outra coisa é apoiar, digamos, ideologicamente o governo, além de participar em pastas importantes. Esse apoio é, evidentemente, muito mais significativo. Podemos até dizer decisivo. Disso tem consciência, seguramente, o presidente Temer, por sua vasta experiência política e seu protagonismo no cenário político atual, já que não pode prescindir da consistência do PSDB na sustentação do seu governo.

HELIO TEIXEIRA PINTO

helio.teixeira.pinto@gmail.com

Rio de Janeiro

Palpite infeliz

Deixando de participar do governo, o PSDB não ajuda o Brasil nem a si próprio, só favorece a oposição, a mesma que nos levou à situação de hoje. O Brasil precisa que o governo atual, que poderia ser de qualquer outro partido que não o PMDB, implemente as medidas de saneamento econômico que estão à vista de todos, a maioria delas iguais às do ideal do PSDB. Se o partido não concordar com detalhes, que lute de dentro para que sejam feitas as correções que julgar necessárias. O guru Fernando Henrique Cardoso já errou feio quando o mensalão veio à tona e levou o PSDB a uma posição de esperar para ver, pensando que com o escândalo a oposição desapareceria. Não desapareceu, ao contrário, voltou mais forte. Que o guru não repita o erro. Admitamos que para um sociólogo deve ser fantástico ver chegar à Presidência quem lhe sucedeu, mas para os demais brasileiros isso está sendo por demais danoso. Não deixem a história se repetir.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Nova lei trabalhista

Lembrando tirada clássica do nosso saudoso Garrincha, pergunto: já combinaram com os russos? Refiro-me à nova lei trabalhista e à Justiça especializada, notadamente seus juízes de primeira instância, que tudo podem inibir, haja vista o alto montante necessário para se conseguir uma segunda decisão.

BENEDITO ANTONIO TURSSI

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

Sindicalismo preguiçoso

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não pode sucumbir à tentativa do deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, de emplacar novo imposto sindical. Chega de mamata! Ainda não ficou claro?

MARCOS A. MENEZES FREITAS

mmenezesfreitas@uol.com.br

São Paulo

Burrocracia

Para que conste o termo “blindado” no certificado de propriedade de veículos uma empresa precisa juntar 33 documentos, dois requerimentos, três declarações (uma manuscrita) – com firma reconhecida – e levar o veículo a dois locais para revisão. Se por algum motivo da própria burocracia se passarem 30 dias, exige-se de novo a preparação e apresentação de toda a documentação. Conforme reportagem recente do Estado, o Brasil é o campeão em exigências burocráticas. Eis aí um caso clássico.

MARCO CRUZ

mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

NINHO TUCANO

Desagregando o PSDB

No dia da demissão do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati, pelo presidente afastado, senador Aécio Neves, este disse que sempre trabalhou pela união do partido. Não, o senador indiciado sempre foi o desagregador do partido, sempre teve agenda própria, traindo companheiros de partido. Foi assim com José Serra, quando promoveu Lula em Minas Gerais, na famosa combinação Lulécio. O mesmo ocorreu contra Geraldo Alckmin, quando Aécio promoveu Dilma na famosa combinação Dilmasia. O PSDB já poderia ter feito o presidente da República, não fosse a trairagem do senador mineiro. A falta de realismo, espírito público e partidário fica demonstrada na tomada do partido pela força, o que provocará a terceira derrota seguida do PSDB na disputa pela Presidência da República.

WALTER SANT’ANNA ZEBINDEN

zebinden@terra.com.br

Campinas

Inimaginável, mas real! Num certo ninho de tucanos, um cardume de traíras...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Bicudos

Os indígenas dizem que quando se juntaLogomarca

Observando a verdadeira rinha em que se transformou o PSDB, proponho a mudança do símbolo do partido de tucano para galo de briga.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

“Uma coisa é não gostar do presidente, outra coisa é não gostar do Brasil!”

GABRIEL MAMERE NETO / BARUERI, SOBRE O NECESSÁRIO APOIO ÀS IMPRESCINDÍVEIS REFORMAS PARA TIRAR A 

NAÇÃO BRASILEIRA DO SUFOCO 

gmamere@terra.com.br

“O único partido com candidato à Presidência competente e não corrupto vai implodir?”

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE A GUERRA DOS TUCANOS

luigiapvercesi@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A OPORTUNIDADE DE 2018

 

Com tudo o que foi trazido à tona nos últimos tempos sobre o comportamento inadequado de políticos brasileiros, há que esperar que nas eleições de outubro de 2018 nós, eleitores, mudemos a cara do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Caso isso não aconteça, podemos "tirar o cavalinho da chuva". Daremos mostra de que não queremos deixar de sermos trouxas. Não desperdicemos a oportunidade de banir do cenário político homens demagogos que, por serem exímios manipuladores da massa popular, há décadas se locupletam no poder e mandam migalhas para o povo. 

  

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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E O VOTO IMPRESSO?

Muito interessante a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Ministério da Defesa na busca da maior lisura possível na veiculação da propaganda eleitoral para o pleito de 2018, minimizando a influência das notícias falsas. Mas o eleitor brasileiro quer mesmo é se certificar de que o seu voto será impresso ao fim do processo na urna eletrônica, conforme lei aprovada em 2015. Parece que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está tergiversando no cumprimento do preceito, que é fundamental, na medida em que comprovadamente as urnas não são invioláveis.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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'FAKE NEWS' E AS ELEIÇÕES

É bom saber que foi criada uma força-tarefa, com a participação do TSE, do Ministério da Defesa, com o apoio da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência, para combater as "fake news" e proteger a nossa democracia. Com esse combate, podemos acreditar numa eleição mais ética em 2018. E tomara que os eleitores, que usam as redes sociais, também tenham mais responsabilidades com aquilo que compartilham, pois só assim vamos alcançar uma política saudável e acabar com a corrupção que destrói o nosso país. Só assim vamos, realmente, dar o nosso apoio à Operação Lava Jato. Enfim, que vença o candidato que conquistar o maior número de votos, pelo seu projeto de governo, e não pela ajuda de marqueteiros pagos com "pixulecos", nem pelos robôs que espalham "fake news". 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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FANTASIAS

Ainda que não se goste de Jair Bolsonaro, pré-candidato presidencial de 2018, será uma afirmativa realista, imparcial e intelectualmente honesta a que a sra. Eliane Cantanhêde fez em sua coluna "Me engana que eu gosto" ("Estadão", 3/11): "Bolsonaro se esconde por trás da fantasia de 'militar', da mesma forma que Lula usa a de 'pobre e do povo" e Valois, a de 'negra vítima da escravidão'"? De qualquer forma, tenho de concordar com a frase com que a articulista encerra o seu texto: "Só não vê quem não quer".

Eduardo G. M. Jardim jardim@rjnet.com.br

São Paulo

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NOVAMENTE MARINA SILVA

Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, ainda não é candidata a presidente do Brasil e também não reúne condições necessárias para ocupar tal posto. Marina, que reaparece agora no cenário político, é uma petista travestida de ambientalista. Com ela na Presidência, o Brasil continuará sendo um gigante adormecido. Usinas hidrelétricas, rodovias, ferrovias e portos não poderão ser construídos porque o sapo que habita aquela lagoa desaparecerá se obras forem adiante. Sem energia, nem lenha poderá ser usada, para não comprometer as florestas, muito menos os combustíveis fósseis, altamente poluentes. Marina na Presidência faria o Brasil voltar à idade da pedra.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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GOLPE NO NINHO TUCANO

 

A destituição do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) do cargo de presidente nacional do PSDB na última semana foi, sem dúvida, uma espécie de golpe no ninho dos tucanos. Aécio Neves (PSDB-MG), afundado até o pescoço em descrédito e respondendo a nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu de maneira monocrática tirar Tasso à força do comando da sigla. A iniciativa de Aécio é uma clara demonstração de autoritarismo, visto que nem mesmo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi consultado a respeito. Se tivesse sido, como ele próprio afirma, seria contra. Parece-me que o PSDB decidiu, de fato, cair em descrédito. Brigar em rede nacional com sinais claros de racha em suas bases é um indicativo de que os tucanos continuam inaptos à Presidência da República.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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PIU, PIU

Voam penas de tucano para todo lado na briga de foice - no escuro e no claro - pelo comando do PSDB. A esta altura, o bichinho deve estar mais depenado que peru em noite de Natal. Isso prova que a palavra "democracia", que espertamente se infiltrou no nome do partido (Partido da Social Democracia Brasileira), não significa absolutamente nada para aquela turma de egocêntricos que domina a "máquina partidária", como gostam de dizer. Como tantas outras agremiações políticas, os tucanos só pensaram em tirar uma lasquinha do poder. Covardes, jamais tomaram posição. Quando tiveram a oportunidade de tirar Lula do poder, em meio ao mensalão, o que teria evitado este caos por que o Brasil está passando, se omitiram. Seu negócio de sempre foi ficar em cima do muro bicando um inseto ou outro e se fingindo de morto. Durante um período, encolheram a asa esquerda, a única com que sabem voar, tentando enganar a população com um discurso meloso de centro só para atingir o poder. Mas, talvez cansados de fingir o que não são, estão mostrando que a palavra que realmente importa em seu nome é "social", e não democracia. E social de socialismo, bem entendido, que definitivamente não combina com democracia. FHC, seu presidente de honra, que até fez um bom governo, está falando em fazer acordos - imaginem o absurdo - com o PT. É o abraço dos afogados no lamaçal de corrupção que eles mesmos criaram. Só que a mamata acabou e o povo acordou. O destino dos donos do PSDB é virar farofa. Farinha para isso não falta... E pensar que em algum instante acreditei em suas propostas e cheguei até a votar neles. Que decepção. Mas a vingança será maligna e transformará - pelas urnas - tucano em pardal. Piu, piu... 

 

Percy de Mello C. Junior percy@replicante.com.br

Santos 

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AQUI JAZ

Prestes a completar 30 anos, em 2018, o PSDB levou seu tiro de misericórdia. O algoz? Aécio Neves.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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DUPLO SUICÍDIO

O PSDB conseguiu algo impossível: suicidar-se duas vezes com Aécio Neves. Que pena...

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ESCORPIÃO MIMADO

A cada dia que passa, ficamos cada vez mais entendendo por que o "escorpião mimado" Aécio Neves perdeu as eleições para presidente em Minas Gerais. 

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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ESTILO AUTORITÁRIO

A destituição do senador Tasso Jereissati do cargo de presidente provisório do PSDB é mais uma manifestação do estilo autoritário do senador Aécio Neves. Com isso, ele divide ainda mais o partido, que perde cada vez mais a possibilidade de ser a alternativa nas próximas eleições presidenciais. Se a cúpula está dividida, as bases sofrem os reflexos e por certo diminuem as possibilidades de sucesso eleitoral. O senador mineiro, por certo, não leva isso em consideração.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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NA LAMA

Como pode um senador como Aécio Neves - que no mês de setembro, por decisão da primeira turma do STF, devido a suposto recebimento de propina da JBS, teve seu mandato suspenso e ainda foi obrigado a ficar recluso em sua casa -, depois de salvo pelo plenário do Senado, retornar à atividade parlamentar e, como dono do PSDB, destituir o presidente interino do partido, Tasso Jereissati? De longe, este não é o PSDB de Covas e FHC, em cujos candidatos grande parte do eleitorado brasileiro apostou maciçamente nas campanhas eleitorais das últimas três décadas. Na realidade, Aécio, com o silêncio ou a passividade incompreensível de outros líderes do partido, literalmente está jogando na lama a imagem, que já não era boa, do partido tucano. E também as pretensões de um candidato do PSDB vencer o pleito em 2018 e assumir o comando desta maltratada República. Ora, se antes o PSDB era reconhecido como o partido que ficava em cima do muro, agora se esculhambou. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MERECIMENTO

O PSDB merece ser presidido por Aécio Neves. Os incomodados que se retirem e procurem outra coisa para fazer na vida, longe do crime organizado. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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MESMA FARINHA

Quando um senador (Aécio) que está seriamente encrencado com a Justiça, que só não perdeu seu mandato pelo espírito corporativista de seus pares, no Senado, retoma para si a presidência do PSDB, com um único fim, o de retirar do cargo um companheiro que o exercia interinamente, a pergunta que fica é: qual a diferença deste partido para o PT ou o PMDB? É tudo farinha do mesmo saco. Os corruptos, condenados ou não, é que são seus comandantes. Pouca coisa nos sobra para 2018. Que Deus nos ilumine!

Roberto L. Ponto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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APOSENTADO

Será que Alberto Goldman vai pleitear mais uma aposentadoria após ocupar a presidência do PSDB?

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br

São Paulo

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'RELAXA E GOZA'

Diante do processo de autofagia do PSDB, a "jararaca" pode vivenciar maravilhosos orgasmos, né não?  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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VAQUINHA PROMÍSCUA 

Atendendo pedido da direção petista, a "tigrada" do PT resolveu fazer uma "vaquinha" para Lula continuar sua campanha eleitoral antecipadamente. A "vaquinha" não deixa de ser muito confusa e bagunçada, beirando a promiscuidade. Seus correligionários conseguiram juntar cerca de R$ 100 mil em alguns dias. Na verdade, se Lula tivesse um pouco de vergonha na cara, usaria a propina que recebeu da corrupção. Ora, está sendo investigado em seis inquéritos por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, já é penta-réu e já há uma condenação no seu currículo. Mesmo assim, seus seguidores não se importam com a vida criminosa que leva. Papuda "nelle", para mudar o País!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                                               

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APREENSÃO NO PT

Uma mudança na visão dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), elevando a pena de 10 anos de prisão para 24 anos de reclusão ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, elevou o clima de apreensão no PT quanto ao futuro de seu líder máximo, Lula da Silva, reavivando seus piores pesadelos. Os petistas já consideram a decisão um prenúncio do que pode ocorrer quando o ex-presidente apresentar recurso pedindo suspensão ou diminuição de pena, podendo ter a sentença de 9,5 anos, determinada por Sérgio Moro na primeira instância, elevada. Nessa toada, os petistas ainda agradecerão o magistrado de Curitiba pela sua modéstia.   

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

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A PF SOB NOVA DIREÇÃO

A escolha do delegado Fernando Segóvia, pelo presidente Temer, pelo ex-presidente Sarney e pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha - todos investigados na Operação Lava Jato - para sucessor de Leandro Daiello à frente da Polícia Federal (PF), enfraqueceu o ministro da Justiça, Torquato Jardim. O PMDB fez pressão para que o sucessor de Daiello na PF fosse alguém ligado ao partido, após a Lava Jato atingir o núcleo político do governo Temer. A cobrança aumentou depois que um relatório da Polícia Federal apontou o presidente como "chefe do quadrilhão" do PMDB. Será que Temer, Sarney e Padilha fizeram toda esta manobra para ter um comandante da PF trabalhando em seu favor?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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'COMPANHEIRO' SEGÓVIA?

Se a escolha do novo diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, foi confabulada entre o presidente Temer e o ex-presidente Sarney, algo bem sinistro está sendo costurado na republiqueta das bananas. Porque, quando corruptos escolhem cargos de confiança, com certeza "escolhem corruptos amigos coniventes", e, na atual conjuntura, com a corrupção sendo escancarada e investigada exaustivamente pela PF, como a população brasileira poderá saber o que está sendo "engavetado ou não"? Depois das inúmeras tentativas, finalmente a Lava Jato será calada, para alegria da tropa que hoje infesta o Congresso Nacional. É a carniça escolhendo quem deverá devorá-la? O retrocesso sem querer largar o osso. Voltaremos às ruas, com certeza. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A SENHORA PROCURAD'OURO

Já fiz comentários sobre a grata surpresa que tivemos com as primeiras posições adotadas pelo atual ministro da Justiça e pela recém-empossada procuradora-geral da República que, por certo, contrariam o desejo de quem os nomeou. Resta, agora, a esperança de que o mesmo aconteça com o indicado para novo comandante da Polícia Federal, do cargo de diretor-geral. Mas, voltando à Doutora (com D maiúsculo) Raquel Dodge, percebe-se a cada dia que se trata de uma pessoa de "ouro" dentro do cenário jurídico nacional. A última posição adotada por ela, noticiada pelo "Estadão" de quinta-feira (9/11, A7), defendendo a transferência do crápula que ocupou o governo do Estado do Rio de Janeiro para uma penitenciária federal de segurança máxima, posição calcada em vários fatos objetivos, foi uma bela "chinelada" num magistrado que, ocupando alto posto no Poder Judiciário, tem tomado decisões com relação a vários meliantes (acusados, indiciados, denunciados e até condenados) disfarçados de pessoas de bem, todas elas decisões que indicam total falta de isenção no julgamento dos vários casos. Essa falta de isenção recorrente demonstrada pelo citado magistrado não qualificaria qualquer juiz principiante a ocupar sequer o posto de 4.º árbitro de uma partida de futebol. Parabéns, senhora procuradora!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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A PREVIDÊNCIA E O CONGRESSO

Em meio à discussão sobre a reforma da Previdência, deputados têm "superfolga" de 10 dias. Eles devem estar se sentindo tão escravos quanto uma ministra... Só falta pedirem acúmulo de benefícios e salários. Ô dó!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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GATO NO TELHADO

Infelizmente, os prognósticos são pouco animadores. Como "disse" Michel Temer, a reforma da Previdência subiu no telhado... Pobre Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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REFORMAS

O que esperar de reformas, quando quem decide são os maiores beneficiários do continuísmo? 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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SONHAR NÃO PAGA IMPOSTO

Se houvesse uma forma rápida de mudar a Constituição, fecharíamos o Congresso Nacional imediatamente. Interessante também seria descentralizar os cofres públicos. Cada Estado seria responsável pelas suas receitas e despesas. Acabar com o foro privilegiado seria uma maravilha. Como é bom sonhar...

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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PREVIDÊNCIA E INFORMAÇÃO

Não vejo a mídia, especialmente a TV, procurando esclarecer à população a necessidade da reforma da Previdência. E, no entanto, o rombo nas contas da Previdência mantém o Brasil a meio passo de um profundo abismo. A mídia tomou como tarefa ajudar aqueles políticos que não pensam no País? Parece que sim.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

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INCOERÊNCIAS

O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a nota zero nas redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que contivessem conteúdo considerado desrespeitoso aos direitos humanos. Um deputado federal candidato a presidente da República, que já fez declarações públicas misóginas e homofóbicas, não só continua trabalhando, como vai muito bem nas pesquisas eleitorais. Enquanto isso, a TV Globo afastou um jornalista de suas funções acusando-o de racista por ter verbalizado, há um ano, palavras inapropriadas num momento de exasperação. Há algo de muito incoerente no reino da Dinamarca...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NOTA ZERO PARA A REDAÇÃO

Tendo sido professora do ciclo básico e do ensino médio, diretora de escola e supervisora de ensino na rede estadual de ensino do Estado de São Paulo, considerei um absurdo o tema da redação do Enem 2017 ("os desafios para a formação de surdos no Brasil"), que, na verdade, poderia ter sido: "Desafios para a formação educacional de crianças e jovens". Conhecedora da real situação da rede escolar, sei que em algumas escolas existem problemas de estrutura física, falta de material, falta de professores, falta de especialistas para deficientes, etc. Tal situação não só prejudica a inclusão de qualquer tipo de aluno, como, em alguns casos, provoca o pior: o êxodo de alunos. Nossas autoridades deveriam se esforçar ao máximo para melhorar toda a estrutura e o nível de ensino no Brasil, para todo tipo de aluno, e não querer excluir muitos deles por meio de uma péssima e errônea escolha do tema da redação para o Enem, sacrificando milhares de jovens que estudaram muito, apoiados pelos seus familiares e professores. Muitas pessoas foram sacrificadas, até nas suas necessidades básicas, para pagarem cursos de reforço para fazerem boas redações. O tema da redação do Enem deste ano merece nota zero, reforçada com o exemplo da dificuldade pela qual passou o jovem Bernardo Manfredi ("Surdo nota mil expõe dificuldade no Enem", "Estadão", 7/11, A17).

 

Lenir Novaes Olyntho lenir.olyntho@hotmail.com

São Paulo

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RUIM PARA TODOS

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano teve o tema "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil". O assunto educação sempre é interessante, ainda mais para surdos ou pessoas portadoras de deficiências físicas. Neste contexto, acredito que a educação atual é muito ruim para todos. Um exemplo: no mês de outubro, Sumaré (SP) realizou os jogos estudantis (15 a 19 anos), nos quais eu trabalhei como árbitro de futsal. Antes do início de cada partida há a escolha do campo de jogo ou bola, que tradicionalmente é disputada no cara ou coroa ou par ou ímpar. Mas eu modifiquei o método de escolha e fiz perguntas de Matemática (tabuada) ou Geografia. Pois bem, das perguntas de tabuada, 90% erraram, os acertos foram somente para 5 x 5 e 7 x 7. E, em Geografia, perguntei sobre em que região do País se localiza o Ceará ou a Paraíba, e em que continente ficam o Japão e a China, mas ninguém soube responder. Reflexão: diante dos fatos, creio que os ouvintes estão piores do que os surdos. Educação?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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OS SURDOS DO ENEM

 

"Desafio para a formação educacional de surdos no Brasil". Esse foi o tema da prova de redação que os elaboradores do Enem/2017 desencavaram para aterrorizar os postulantes a ingressar no ensino superior. Não que deficientes auditivos não sejam merecedores do melhor de nossa atenção. A questão é: proposições dessa natureza possibilitam efetivamente que os estudantes brasileiros aprendam a escrever melhor e a desenvolver suas ideias, de modo a deixar de figurar no ranking mundial entre os piores do mundo, onde foram colocados justamente pelo atual sistema falido de ensino? Os surdos certamente se sentiriam mais gratificados se suas demandas fossem temas de políticas públicas consequentes, em vez de redações para adolescentes que mal sabem construir uma sentença com nexo até o fim. Resolver problemas pertinentes aos que têm deficiência auditiva deveria ser função de nossos ineptos governantes, estes, sim, surdos da pior espécie, aqueles que não auscultam os clamores da sociedade. Só têm ouvidos para o canto da sereia do poder e para o tilintar da grana que transita solta nas altas esferas. Na falta de vontade política para lidar com as questões espinhosas geradas por legiões de surdos, mudos, cegos, enfermos, miseráveis e analfabetos, nossos mandatários repassam-nas, por intermédio dos burocratas do MEC, aos coitados dos estudantes cuja única aspiração é ter uma formação universitária decente para poder engrossar com dignidade a multidão de desempregados com diploma na mão. Não é de hoje que os sádicos elaboradores dos exames do Enem levantam temas excruciantes para torturar a molecada e iniciar-lhe em assuntos inextricáveis ou insolúveis: a violência contra a mulher (2015), o trabalho infantil (2005), a valorização do idoso (2009), os abusos da mídia (2004), a intolerância religiosa (2016), o racismo (2016, 2.ª prova), a publicidade infantil (2014), a Lei Seca (2013), a preservação da floresta (2008), a violência (2003), a imigração (2012). Certamente, os pupilos sentir-se-iam mais à vontade discorrendo sobre games, música, filmes, esportes ou sentimentos universais como amor, amizade, medo, alegria, em que talvez pudessem fazer extensas e criativas dissertações, exercer sua expressividade e, com mais propriedade, manifestar suas opiniões. Mas quem está interessado em sua opinião, Zé Mané? O Enem quer apenas que o noviço recite a cartilha adotada, colocando-lhe na boca (e na ponta da caneta preta) lemas do receituário politicamente correto para homogeneizar o entendimento da molecada. Ao mesmo tempo que glorificam teses de diversidade e liberdade de opinião, preconizam, quando se trata de educação, uma modorrenta unicidade de pensamento. Faz parte dos objetivos dos educadores de plantão desde cedo assombrar a galera com questões "adultas", repletas de "responsabilidade social" (seja lá o que eles acham que isso possa ser) e abortar impiedosamente seu mundo de sonhos e fantasias despolitizado ("alienado"). Afinal, o objetivo do nosso sistema de ensino não é formar pessoas felizes, realizadas, cheias de vida, de bem com o mundo, e sim "guevarinhas" raivosos, militantes engajados em promover passeatas, incitar ocupações e substituir regimes corruptos de direita por regimes corruptos de esquerda. Resta-nos oferecer dicas aos jovens para sobreviver a isso. 

Sérgio Sayeg sygsergio@gmail.com

São Paulo

 

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