Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2017 | 03h10

ELEIÇÕES 2018

Sangue novo

O nome de Luciano Huck começa a despontar. O povo quer cara nova. O PT acha que o eventual candidato Huck representa o desespero da oposição. Ora, ora, se alguém está desesperado só pode ser o próprio PT, vendo Huck com 60% da preferência do eleitorado! Ele representa a mudança, aquele que pode fazer pelo Brasil o que as velhas raposas da política não souberam ou não quiseram fazer. Temos de renovar o Congresso, pôr lá gente competente, de cima a baixo. Não dá mais para suportarmos essa roubalheira em nosso país. Chega de gente que se vende para votar algo que beneficia a Nação. Que venha Luciano Huck, o Brasil precisa de sangue novo, novas ideias e jeito de governar sem o rabo preso com ninguém.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Corrupto na testa

Com cara de alucinado, Lula afirmou com veemência que quer disputar as eleições para o Planalto com alguém que tenha o logotipo da Globo na testa, referindo-se ao ameaçador salto nas pesquisas de Luciano Huck. Já o honesto povo brasileiro acha que o desafio só será válido se Lula vier com o logotipo de “condenado” na própria testa, deixando espaço para as demais condenações que estão a caminho. Para dar um “sossega leão”, só Papuda nelle!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

O favorito dos brasileiros

O resultado da aceitação do sr. Luciano Huck, com 60%, para eventual candidatura à Presidência da República confirma o total descrédito dos políticos profissionais que infestam o nosso país, em todos os níveis. Mas de nada adiantará elegermos um novo nome, sem vinculação com o sistema atual, sem efetuarmos uma completa limpeza no Congresso Nacional, nos governos estaduais e nas Assembleias Legislativas (vide o exemplo do Rio de Janeiro). Portanto, depende unicamente de nós, brasileiros de bem, mudar o nosso país, votando conscientemente e expurgando definitivamente aqueles que destruíram o Brasil e hoje se arvoram em salvadores da Pátria.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Desafios

Embora disparado na frente com 60% nas intenções de voto para a Presidência, sabemos que Luciano Huck nunca exerceu nenhum cargo na esfera política. Como bom empresário, poderá sair-se bem, mas não vai ser nada fácil enfrentar os problemas que assolam o País. Administrar com o apoio dos deputados é tarefa árdua, pois eles dão sempre primazia a seus interesses pessoais. Se Huck tem mesmo intenção de concorrer à Presidência, que se prepare com muito afinco e disposição, porque o desafio é mesmo muito árduo.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Presidentes artistas

Aos 14 anos de idade, durante o quarto centenário de São Paulo, tive o privilégio de conviver com alguns artistas da Broadway e de Hollywood que vieram para o festival de cinema, parte das comemorações. Continuei amigo e admirador deles por toda a vida. Digo isso porque os artistas, além do talento exigido, têm de trabalhar muito, com inteligência e constante aprimoramento da sua cultura. Agora que surge um artista como eventual candidato à Presidência, conclamo todos a se lembrarem de Ronald Reagan. Quando lançada a sua candidatura, questionava-se: “Como um artista de cinema pode ser presidente dos Estados Unidos? Que loucura!”. Pois bem, foi um dos melhores presidentes do passado recente, que certamente muito contribuiu na luta contra o comunismo e para a ruína da URSS. Quem sabe se não será um artista que liderará nosso país, renovando nosso podre mundo político e trazendo esperança aos jovens brasileiros?

SAMUEL RIBEIRO

ribeirosammy1940@gmail.com

Maldonado, Uruguai

JUSTIÇA

Coisa mais maluca...

Em maio a Defensoria Pública de São Paulo acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para pedir a liberdade de uma senhora, mãe de três crianças menores de 12 anos, condenada a três anos e dois meses em regime fechado por furtar ovos de Páscoa e 1 kg de frango, na cidade de Matão, em 2015. A pena da ré supera sentenças impostas a vários figurões condenados na Lava Jato. O juiz de primeiro grau que prolatou a sentença chamou a atenção para a “culpabilidade intensa” da pobre coitada: afinal, ela furtara ovos de Páscoa (!) e um peito de frango – onde já se viu... ?! E tanto tinha razão o magistrado a quo que sua decisão foi confirmada em segunda instância, sendo a condenada, grávida, encaminhada a um presídio de Pirajuí para cumprir a sentença. Essa história maluca me veio à mente ao ler a reportagem Toffoli critica ação por desvio de R$ 37 mil (22/11, A7), na qual o ministro – vice-presidente do STF – diz que, “pelo valor” (irrisório), a Procuradoria-Geral da República (PGR) não deveria sequer ter aberto ação penal contra os acusados, a saber, o deputado Francisco Ariosto Holanda (PDT-CE), um assessor parlamentar e o proprietário de uma locadora de veículos. A acusação diz que os três simulavam aluguéis de carros para desviar recursos públicos. Dias Toffoli votou contra a abertura da ação. Afinal, pontificou, “abrir ação penal por causa de um peculato, de desvio de locação de carro de R$ 37 mil? Se tiver desvio, reembolsa, mas ação penal...”. Agora, a pergunta que não quer calar: se o crime relatado, praticado por um figurão da política, não justifica sequer a abertura de ação penal, por que diabos a Justiça não teve misericórdia com a desvalida mãe que – provavelmente no desespero – furtou ovinhos de Páscoa e um peito de frango, em Matão, para alegrar a prole? Não que se justifique, mas, convenhamos, isso faz algum sentido?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Toffoli e a lei

É lamentável que o futuro presidente da mais Alta Corte de Justiça do País demonstre desconhecer os mais comezinhos princípios do Direito Penal. É o que fez o ministro Dias Toffoli ao recusar a ação penal proposta pela PGR contra o deputado federal Francisco Ariosto Holanda (PDT-CE) por desvio de recursos públicos. Crimes de bagatela ou de insignificância monetária, de acordo com recente súmula do STJ, a de n.º 599, não se aplicam quando se trata de dinheiro público. Portanto, o valor de R$ 37 mil, supostamente apropriado pelo deputado, remete a competência para o Supremo Tribunal e exige apuração, julgamento e, quiçá, condenação. É o que recomenda o artigo 102, inciso I, b, da Constituição da República. Pobre Brasil.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

“Enquanto Luciano Huck é o favorito dos eleitores, Luiz Inácio é o preferido dos picaretas, ops!, políticos”

JOSÉ PERIN GARCIA / SANTO ANDRÉ, SOBRE A ÚLTIMA PESQUISA PARA A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EM 2018

jperin@uol.com.br

“Fora o foro privilegiado, fora os políticos corruptos! Foco nas eleições de outubro de 2018, renovar é preciso”

NIVALDO RIBEIRO SANTOS / SÃO PAULO, IDEM

nivasan1928@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÕES 2018

O significado da pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, publicada ontem neste jornal, que mostra Luciano Huck à frente na intenção de voto para a Presidência da República em 2018, é tão claro quanto preocupante: não é a preferência especial pelo apresentador que move esses eleitores - já que, até o momento, Huck não veio a público mostrar a que veio como candidato -, mas, sobretudo, a rejeição do eleitorado ao modo tradicional de fazer política, ou seja, aos assim chamados "políticos profissionais". É ingenuidade, e quase esquizofrenia, acreditar que alguém possa exercer de forma competente a Presidência da República sem o inerente e igualmente importante exercício da política. Abominar políticos corruptos é necessário. Desacreditar da política e, por isso, votar em eventuais aventureiros é de irresponsabilidade incalculável. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DESCRÉDITO

Aprovação de Luciano Huck sobe 17 pontos, de 43% para 60%. Nada de anormal, pois hoje, no Brasil, nossos políticos andam tão desacreditados que, se o palhaço Tiririca se candidatar a presidente da Republica, ganha estourado.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O ELEITOR PERDIDO

O "Estadão" estampou ontem (23/11), em sua primeira página, resultado da pesquisa de intenções de votos para a Presidência da República efetuada pela Estadão-Ipsos. Por ela podemos aquinhoar como o eleitor brasileiro está realmente perdido. Luciano Huck a lidera, mas os execráveis Lula e Marina Silva vêm logo a seguir. Huck seria uma espécie de João Doria, para os descrentes na política. Quanto a Lula, ele nunca mais deveria ser cogitado, e, no entanto, boa parte do eleitorado ainda acredita nesta figura que rapou cofres públicos. 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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NORMALIDADE DEMOCRÁTICA

O Brasil já elegeu e reelegeu um semianalfabeto e uma assaltante de bancos, entre outras tantas maravilhas. Todos os ex-presidentes da República vivos deveriam estar na cadeia, inclusive e principalmente o atual, Michel Temer. A candidatura de Luciano Huck, jovem e bem-sucedido empresário da indústria do entretenimento, deveria ser vista com a mais absoluta normalidade democrática. Mil vezes melhor alguém de fora da imundície política do que os velhos candidatos de sempre, se equilibrando em liminares para poderem se candidatar e manter sua imunidade, sem a qual Lula, Aécio & cia. não respiram. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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EXPRESSÃO CORRETÍSSIMA

Nossa maior perplexidade e desalento não é ter visto o Barômetro Político Estadão-Ipsos que classifica, por ordem de aprovação popular, os dez candidatos à Presidência da República do Brasil em 2018, citando Luciano Huck em primeiro lugar. Na verdade, o que nos preocupa, desanima, enoja, ridiculariza e, sobretudo, subestima é ver o "cara" (Lula) em segundo lugar. É simplesmente inimaginável, após tudo o que fez no poder. A partir deste resultado absurdo, ridículo e vexatório, podemos citar sem medo de errar a expressão criada e dita pelo filósofo francês Joseph-Marie Maistre no século 19: "Cada povo tem o governo que merece". Né, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CELEBRIDADES

Voto em Luciano Huck só por causa da Angélica. E tenho dito!

Célia H. Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Avaré

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PESAR

É com pesar que leio Eliane Cantanhêde anunciar o medíocre e piegas apresentador Luciano Huck como o "novo" no cenário político. O Brasil não pode ficar entre essa celebridade sem conteúdo e o carbonário Bolsonaro. Socorro!

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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GLOBO VERSUS LULA

O ex-presidente Lula, com toda a humildade que lhe é peculiar, está tão ciente de uma fácil vitória nas próximas eleições que passou a desafiar a Rede Globo de televisão. "Quero uma disputa com alguém com o logo da Globo na testa", foram as palavras ontem do colecionador de processos judiciais e grande líder dos "petralhas". O sr. Lula da Silva, com certeza, nunca ouviu falar de Orson Welles, que, em 1938, levou grande parte da população americana ao desespero simplesmente usando o microfone de uma pequena emissora de rádio. Desafiar a "Vênus Platinada", sr. Lula, é uma jogada de alto risco.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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FICHA

Lula, em recente declaração, falou da sua pretensão de disputar a Presidência com Luciano Huck, figura global. Ainda não caiu a ficha do ex-presidente que ele tende a, em Benfica, concorrer ao elevado cargo com Sérgio Cabral e Anthony Garotinho. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MESMA HISTÓRIA

Huck está repetindo a mesma história de Silvio Santos, que, aproveitando o sucesso, intencionou se candidatar a presidente, mas, sendo alertado por Lobão (senador) de que teria sua vida aberta, desistiu. O mesmo deve acontecer com Huck, que, se for esperto, deve desistir dessa candidatura.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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CALDEIRÃO SOCIAL

Popularmente falando, caldeirão não passa de uma caldeira com pés, toda feita de barro e que serve para cozinhar em grande quantidade qualquer alimento. O apresentador Luciano Huck, sem partido político, criou um programa de TV que leva seu nome: "Caldeirão do Huck". A finalidade da atração é mais social do que política, eis que visa mais às famílias dos mais necessitados que querem a reforma da moradia, do projeto social, etc. Essa finalidade o tornou tão popular que, em levantamento inédito do Estadão-Ipsos (23/11), o apresentador Huck "dispara e atinge 60%" das intenções de voto para a Presidência da República em 2018. Ocorre que esta pesquisa baseou-se em sua atuação no Caldeirão, visto que ele, Huck, ao que se sabe, nunca exerceu atividade política em seu caldeirão, onde o fogo é bem diferente... Além disso, como informa o "Estadão" na reportagem em tela, os 22 nomes aventados pela pesquisa só são do mundo político e do Poder Judiciário, o que virá beneficiar a campanha social de Huck. Espero que o porte físico do apresentador tenha muque suficiente para enfrentar tão desgastante trabalho eleitoral, e que Ovídio, poeta romano, quando afirma com grande sabedoria que "tempus edax rerum" (o tempo é o senhor das coisas), favoreça também Luciano Huck.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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PESQUISAS ELEITORAIS

Creio que, levando em conta a situação atual que vive nosso país, estas "pesquisas" eleitorais sejam no mínimo inoportunas e precipitadas, servindo apenas como propaganda eleitoral antecipada, já que faltam ainda 11 meses para a realização das eleições. Todo cidadão tem o direito de se candidatar, mas a insistência em promover de forma artificial  possíveis candidatos soa aos ouvidos do eleitor consciente como uma imposição de alguns  grupos e entidades que buscam  de forma direcionada obter os votos de cidadãos menos esclarecidos, que se impressionam com qualquer forma de assistencialismo que possa  supostamente ajudá-los, mas que na realidade apenas ajuda aqueles que o praticam.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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SOLUÇÃO

Não importa quem vença as eleições para presidente em 2018, sem a maioria da Câmara dos Deputados, não governa, será governado, cobrado por ministérios, cargos e indicações por todos os partidos. O grande problema do Brasil é o poder absoluto da Câmara dos Deputados - os partidos fazem uma triagem de seus candidatos e só vai ser escolhido se tiver "bala na agulha". Luciano Huck, Joaquim Barbosa, Sergio Moro são possíveis candidatos com chances reais de vitória, mas não são a solução para o País. A solução seria uma maioria patriota e honesta na Câmara dos Deputados. A Presidência da República é um cargo secundário, sem poder algum sem a maioria governista. Não podemos nos iludir com um nome, precisamos de 300 deputados de primeira linha, este deve ser o principal obstáculo a ser vencido para acabar com tudo isso que está aí, uma vergonha, um "toma lá dá cá" que começou há vários séculos e parece não ter fim. Se o preço da democracia, da liberdade é entregar o País aos políticos que temos hoje, é melhor pensarmos em alguma alternativa, e rápido!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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'BRUTAL DESIGUALDADE'

Enfim um editorial que acerta no alvo ("Brutal desigualdade", 22/11, A3). O problema da Previdência no Brasil não é só o que a proposta governamental se propõe a corrigir. Mas, principalmente, resolver o maior problema que afeta o déficit público: a desigualdade de tratamento que é dado ao regime geral e ao serviço público. A Constituição não diz que somos todos iguais perante a lei? Então vamos fazer uma reforma da Previdência que atinja todos ao mesmo tempo e da mesma forma. Enquanto isso não for feito, sou contra qualquer reforma, mesmo que necessária, se não for para resolver o problema de uma só vez, igualando direitos e deveres entre os aposentados públicos e privados.

Leonidas Alperowitch leonidas@replac.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA NA TV

Michel Temer está cometendo um ledo engano ao defender, agora por meio de propaganda televisiva, que a salvação das finanças depende da aprovação da reforma previdenciária, um autêntico garrote vil que tem a peculiaridade de atingir as classes mais oprimidas. Segundo afirmação do Banco Mundial (Bird), a reforma de Temer tem o condão de beneficiar os ricos. Parodiando aquele personagem político de Chico Anísio: "pobre que se exploda". 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DE NOVO?

A reforma da Previdência Social afeta a vida de milhões de brasileiros. Não deve ser tratada de forma afobada, com base em dados parciais e equivocados. Em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi feita uma reforma da Previdência que não resolveu o alegado déficit da Previdência Social. Em 2003, no governo Lula, do PT, foi feita outra reforma da Previdência, que também não resolveu o déficit. Em 2017, no governo Temer, do PMDB, está sendo proposta outra reforma da Previdência, que também não vai resolver o déficit. A solução para o alegado déficit da Previdência deve passar, necessariamente: 1) pela não incidência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) na seguridade social; 2) pelo cumprimento estrito do que estabelece o artigo 195 da Constituição federal (financiamento da seguridade social). Vejam que no período de 2004 a 2011, de acordo com dados oficiais do Siafi e reproduzidos nos relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), a DRU retirou da seguridade social R$ 744 bilhões, em valores atualizados a 2016. Já em 2004, por exemplo, com a DRU o resultado da seguridade social foi negativo, de -R$ 17 bilhões. Sem a DRU, foi positivo, de +R$ 12 bilhões. Ou seja, nesse ano foram retirados da seguridade social R$ 29,7 bilhões. Enfatizo, são dados oficiais. Recordo, ainda, que o artigo 195 da Constituição federal determina que a seguridade social, e não apenas a Previdência, de maneira isolada, será financiada mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. E os orçamentos da União são: o orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e o chamado orçamento de investimentos das empresas estatais. Não existe constitucionalmente um orçamento da Previdência Social, tratado de forma isolada, que venha a apontar déficit ou superávit. Creio ser interessante sugerir ao ministro da Fazenda que faça algo diferente na economia. Vai que dá certo e o crescimento econômico e a distribuição de renda ocorram de forma consistente e sustentável. Agora, convenhamos, DRU, de novo? Aumento de impostos, de novo? Contingenciamento de recursos, de novo? PIBinho, de novo? Desemprego, ainda alto, de novo? Ah, não! Também a reforma da Previdência, de novo? Novamente! Todas essas medidas já foram adotadas, e não resolveram o problema. Como dizem os jovens, que representam o futuro do Brasil: "Já deu". Por quanto tempo ainda vamos ficar repetindo medidas que já foram adotadas, e não deram certo?

Ivo Montenegro IVOM@TCU.gov.br

São Paulo

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A PROPOSTA DO BANCO MUNDIAL

Recomenda o Banco Mundial o fim do ensino superior gratuito, o que jamais foi, pois é pago pelos impostos do povo; e congelamento de salários, etc. Tudo para que esse capital de uso público seja despejado nas privadas mãos do grande empresariado e dos tais investidores, eles mesmos os proprietários deste Banco Mundial. Muito, muito justo! Este Banco Mundial, na verdade é um "bando" mundial.

Nélio Ìndio do B. Simões nelioindiodobrasil@gmail.com

Campinas

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USP

Já passou da hora de cobrar de quem pode pagar; e quem não pode bolsa.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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UNIVERSIDADES DE 'CLASSE MUNDIAL'

O artigo "Por que não atingimos a 'classe mundial'" ("Estado", 22/11, A2) é pessimista, pois a Universidade de São Paulo (USP) há décadas é uma universidade de "classe mundial". Intercâmbio com universidades norte-americanas e europeias não é novidade. E não são poucos os cientistas estrangeiros que demonstraram interesse em permanecer nela, e não só do cone "sur". O número de artigos científicos significativos, publicados em revistas de reconhecida importância, vem crescendo, pelo menos, desde os anos 50. Nem sequer a ditadura, com as dificuldades de importação, inibiu a atividade científica; nem a grande perda de tempo com a discussão de assessores anônimos (na verdade ocultos) de cujos pareceres, opiniões ou humor depende a consecução de auxílio para os projetos de pesquisa, embora as verbas sejam públicas. Há no artigo pontos que mereceriam debate mais amplo. Segundo a autor, "quem tem mérito - e representa os interesses e anseios da sociedade", é quem deveria indicar os dirigentes da universidade. Concordo, porém, pergunto: quem define os critérios que conferem o mérito? Os cientistas ou os burocratas da ciência? Quem diz quais são os interesses e os anseios da sociedade? A sociedade ou os burocratas? E, se for a sociedade - com seria lógico -, por que o autor questiona o interesse manifestado por sindicalistas e outros segmentos em contribuir na escolha de assuntos de investigação científica?

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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CONFISSÃO

Após ler apenas as páginas A1, A2 e A3 do "Estadão" de 22/11, dobrei o jornal e deixei-o de lado. Nem sequer tive ânimo para ver o Calvin... É desanimador, tenho enorme vontade de desistir de ser brasileiro. Se bem que já se imaginava: o artigo do professor Elcio Abdalla é de uma contundência e clareza fantásticas... ainda vamos ver a USP (e outras) entre as piores universidades do mundo! Quanto aos desvarios de Rodrigo Janot (22/11, A3), nem é bom comentar. Não sei por que me lembrei de seu quase homônimo Jânio. Na mesma edição do jornal, logo a seguir lemos sobre a verdadeira tragicomédia dos deputados meliantes do Rio de Janeiro. Um verdadeiro despautério: prende, solta, prende, solta... e por aí vai. Quando é que nossa "Justiça" vai crescer e criar juízo? Por essas e outras, estou de mudança para Passárgada. Lá, pelo menos, sou amigo do rei.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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RODRIGO JANOT

Em entrevista ao "Estadão", o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot destilou seu ressentimento contra o jornal, acusando-o de não ser isento em suas matérias editoriais, que sempre se balizaram pela lei e pelo respeito ao Estado Democrático de Direito. Entre outras perguntas, quando questionado sobre eventuais arrependimentos sobre sua decisão de perdoar os irmãos Joesley e Wesley Batista por centenas de crimes cometidos, o ex-procurador respondeu que faria exatamente a mesma coisa, ou seja, ratificou a absurda impunidade oferecida à dupla de empresários corruptos que lesaram os cofres públicos. E, indo além, pontificou: quando se vê um presidente e um senador da República cometendo crime, não poderia permitir que isso continuasse sem tomar nenhuma providência - e acrescentou não ter "estômago" para ler os editoriais deste jornal. Ora, ora, ora, se o ex-procurador, alçado por si próprio à condição de paladino da Justiça, desejava mesmo fazer uma justiça imparcial, deixando de lado simpatias pessoais, por que arquivou o processo sobre a compra da Refinaria de Pasadena, diante de tantas provas, inclusive a delação de Nestor Cerveró denunciando a aquisição da "ruivinha" que gerou um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão à Petrobrás? Por que Janot não processou Dilma Rousseff e Lula no episódio em que ela iria nomeá-lo para um ministério para escapar do juiz Sérgio Moro, por obstrução de Justiça? Por que não moveu uma palha sequer para cassar o mandato de Dilma Rousseff pelos crimes das pedaladas? Joesley ficou bilionário nos governos do PT, por intermédio de fraudes cometidas no BNDES, mas por que na delação dele só apareceu Michel Temer, que era um zero à esquerda nos governos do PT? Por que foi pedido só o afastamento de Aécio Neves, se Gleisi Hoffmann e Renan Calheiros têm mais processos do que o tucano no Supremo Tribunal Federal (STF)? E, por fim, por que não denunciou Dilma Rousseff no episódio em que ela e sua marqueteira criaram um e-mail falso com o objetivo de monitorar os avanços da Operação Lava Jato? 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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MAU GOSTO

Confesso, achei de extremo mau gosto entrevistar o ex-procurador-geral trapalhão, ocupando espaço tão nobre no jornal. A marca registrada desta figura ficou demonstrada, mais uma vez, na entrevista: a insolência. Ele "se acha". Como num time de futebol, são ele e mais 10.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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'PAU MANDADO'

Disse o insuspeito ex-procurador-geral da República, referindo-se ao delegado Segóvia, atual responsável pela Polícia Federal, que a referida autoridade é um "pau mandado". Lembrei-me, então, de velho ditado segundo o qual "quem usa cuida". Talvez Janot tenha por hábito prestar-se a desempenhar o papel de pau mandado, julgando, portanto, o comportamento alheio pelo seu próprio.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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'AS CONFUSÕES DO SR. JANOT'

O editorial do "Estadão" (22/11, A3) conclui que o sr. Rodrigo Janot, enquanto procurador-geral da República, esteve na hora errada e no lugar errado. Tomara que a dra. Raquel Dodge, no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), esteja na hora certa e no lugar certo.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CONFUSÕES NÃO, SÃO ILAÇÕES

Fico surpresa que um jornal do status do "Estadão" se importe com o que diz um ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, durante sua gestão, fechou os olhos para o maior quadrilheiro que a história brasileira vai registrar em seus anais. Lula, o ex-presidente mais corrupto do Brasil, heptarréu, responsável pela destruição de Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e tantos outros crimes, está livre, leve e solto. Ele e sua criatura, dona Dilma, que somente no caso Pasadena deveria estar presa pelos prejuízos causados ao País, não foram lembrados por Janot. O que fez o ex-procurador? Sentou-se em cima dos processos de seus protegidos e despejou suas flechas contra Michel Temer, prejudicando o Brasil e deixando a situação da população ainda pior. Janot saiu, mas deixou um rabo para trás. Falta esclarecer o caso  JBS. Ninguém engoliu a farsa, e vem este senhor falar do jornal? Poupe-nos de seu veneno  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LEMBRANDO MILLÔR

A propósito do contundente editorial "As confissões do sr. Janot" (22/11, A3), sobre as críticas indevidas do magistrado contra o "Estadão" nosso de cada dia, cabe, por oportuno, citar o impagável Millôr Fernandes: "A boca é o aparelho excretor do cérebro". Pois é...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ABAIXO DA LEI

Raquel Dodge, em seu discurso de posse na Procuradoria-Geral da República (PGR), afirmou que o Ministério Público deve "assegurar voz a quem não a tem e garantir que ninguém esteja acima e ninguém esteja abaixo da lei" (sic). O cidadão comum conhece perfeitamente, no Brasil de hoje, em que consistem as tentativas de determinadas figuras ligadas ao poder de se situarem acima da lei. Mas a condição especificada como abaixo dela não é bem compreendida. Seria interessante que a brilhante magistrada viesse a público e, didaticamente, explicasse o seu significado, uma vez ser senso comum que todos, no dia a dia, devem se subordinar ao limite legal e, portanto, abaixo dele.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RETRATO DO DESCASO

Não foi surpresa alguma o que aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, quando 39 deputados estaduais revogaram a prisão de Jorge Picciani, Paulo Melo e Albertassi. Quem escolheu os deputados do Rio de Janeiro foram os eleitores fluminenses, os mesmos que elegeram Sérgio Cabral, Garotinho, Pezão e tantas outras figuras carimbadas do cenário político nacional. O resultado de tamanho descaso dos políticos pode ser visto na grave situação, principalmente da Cidade Maravilhosa, que está mergulhada numa violência assustadora.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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'TERRA SEM LEI'

Acredito que muitos devam estar, como eu, preocupados com objetos, pessoas, poderes que se encontram "perdidos" e andam encontrando pessoas inocentes. Explico: bala perdida acha cidadão de bem. Pode ser criança, adulto, melhor idade, pobres, nem tão pobres, negros, brancos, índios, não importa. A maioria dos casos é fatal. Na rua, em casa, na escola, onde for. Pedaço "perdido" de concreto de ponte encontrou a passageira de um veículo. Uma jovem juíza, muito provavelmente gozando de plena saúde, que deixou entre seus entes uma filha de 22 anos. Ela, que transitava normalmente por via pública. Teve um caso peculiar e bem interessante: o da represa de resíduo de mineração que, segundo engenheiros, não oferecia risco. Estourou e encontrou cidades, rios e até o mar. Devastou tudo, matou pessoas. E uma das últimas: a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que está totalmente "perdida" - cada um dê o seu sentido a esse adjetivo. Eu, particularmente, fico com o da procuradora-geral da República. Para a dra. Raquel Dodge, o Rio de Janeiro "é uma terra sem lei". A Alerj, com uma só tacada "perdida", fez com que seu ato (revogação da prisão dos deputados do PMDB) atingisse a grande maioria do povo brasileiro, matando-a de indignação e vergonha alheia. Essa decisão, graças aos magistrados do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), foi revertida e redirecionada. Atingiu quem de direito. O cachorro voltou a abanar seu rabo, pois estava ocorrendo o contrário. A cada dia fico com mais medo de coisas e atos perdidos que possam nos encontrar e nos ferir no corpo e na alma.

Paulo Henrique Torres paulo.h.torres@hotmail.com

Bauru 

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ANARQUIA

O Estado e a cidade do Rio de Janeiro vivem, de fato, um sistema anárquico, sem princípio da autoridade e desprovido de aplicação das normas legais. Basta observar o sorriso dos deputados de volta à cadeia; a falência dos hospitais públicos; o domínio cada vez maior de traficantes e milicianos; a mortalidade excessiva de policiais militares e civis, além do sofrimento dos funcionários públicos que não recebem salário há meses. Não foi por acaso a declaração da procuradora-geral da República de que o Rio é dominado por clima de "terra sem lei".

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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A NOVA DIREÇÃO DA PF

"Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa (...)" Com essa infeliz frase, que nem deveria estar no contexto da cerimônia de posse no cargo que passa oficialmente a ocupar, Fernando Segóvia, o novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), julga ter quitado o débito com o presidente Michel Temer por sua nomeação. Claro está que a referência é para a única mala com a qual o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures saiu da Pizzaria Camelo, em ridícula corridinha.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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PADRÃO SEGÓVIA

Qual será o novo padrão de provas da Polícia Federal, já que não é um "Loures" (uma mala com R$ 500 mil)? Será um "Geddel" (um apartamento com muitas malas com R$ 51 milhões)?

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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CORRUPTOS ALIVIADOS

Começou muito mal o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia. Já mostrou a que veio no primeiro pronunciamento. Os políticos corruptos estão mais tranquilos e, em contrapartida, a reforma da Previdência poderá, enfim, ser aprovada. Nosso Brasil vai cada vez mais célere para o abismo!

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté 

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LINGUARUDO

A charge do novo diretor-geral da PF na "Coluna do Estadão" de 22/11 está simplesmente fantástica! Define bem como ele começou mal: falando muito e em favor dos corruptos, como se pode perceber na cara de satisfação de Temer e Eunício de Oliveira na foto estampada no jornal de 21/11.

 

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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VIRADO NO ALHO

Este país parece que está vivendo um cenário circense. Cada vez mais me convenço de que só temos "trapalhões" neste governo. Não os trapalhões do programa de televisão. Ora, senhores! Um delegado que assumiu a direção-geral Polícia Federal vem dizer que mala com dinheiro não é prova de crime? Então o que fizeram os portugueses no tempo do Império, que contrabandeavam pedras preciosas, ouro e pau-brasil para Portugal? Era de brincadeira? Este país está "virado no alho" mesmo. Deus salve a América!

César R. Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

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MALAS DE DÚVIDAS

Que nem todo Segóvia deva ter o virtuosismo do grande Mestre Andrés, isso se compreende. Mas fica uma dúvida a ser explicada: se uma única mala (aquela mala...) não dá materialidade criminosa, será que um único tiro, ou uma única facada, que mate também não dê? Me conta, vá...

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo 

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PROVAS DE UM CRIME

A mala contendo R$ 500 mil não prova crime algum, assim como o amante usando somente um par de meias não estava nu ao ser flagrado junto com a esposa pelo marido. Por que ninguém vem a público e esclarece de vez o que era aquele dinheiro? 

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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FEUDALISMO E DARWINISMO

O leitor sr. Ricardo C. Siqueira ("Fórum dos Leitores", 20/11) perguntou "o que deu errado com o Brasil" e procura respostas. Nada errado. O Brasil está certo, vai muito bem, rico e abundante; progride a "olhos vistos". O erro é nosso, de interpretação da realidade. Usamos referenciais teóricos inúteis (democracia, ética, justiça "cega", valores cristãos, igualdades sociais, direitos civis, etc.). Vivemos de olhos fechados, apenas "refletindo" sobre tudo o que "ouvimos" de ótimos discursos e sábias palavras democráticas. Precisamos mudar o significado das coisas e dos "cargos" das pessoas usando os "olhos de ver". Velhas palavras e conceitos vencidos são inúteis. As únicas teorias e práticas que realmente explicam o Brasil são o feudalismo, o darwinismo social e a etologia. Somos, na verdade, uma carnavalesca monarquia feudal e darwinista, muito bem organizada e lucrativa para nossos grandes políticos, banqueiros empresários e amigos: os nobres, lordes e pares da Corte do Reino do Brasil e Sapucaí; Lula é o rei (no exílio) e Temer, o regente interino. Dilma, a infanta; Renan, Jucá, Sarney, Cardozo, Meirelles, Odebrecht, Batistas, Goldfajn, Lehmann, os duques. Maia e outros, os condes, marqueses e barões; e assim por diante. Vivem acima do bem, do mal, das leis e com livre acesso ao Tesouro; atuam e falam como nobres e deixam as despesas e os custos para nós, os súditos e plebeus. Tudo para eles, migalhas para nós, como no século 19. Não há corrupção: os nobres políticos, por "direito divino" (a voz do povo é a voz de Deus), têm direito aos rendimentos de seus feudos. Já do ponto de vista darwinista, estamos num enorme e suculento Serengueti africano. Os imensos rebanhos de herbívoros (o povo) no meio da savana e os felinos (os nobres) em volta, caçando e comendo quem quiserem, sem misericórdia. Dividem as caçadas, mas não a caça; os maiores comem mais e primeiro; as hienas se aproveitam e roubam a caça dos outros; depois chegam abutres e, ao final, formigas, que limpam os ossos dos herbívoros; e os macacos e pássaros gritam e alertam para a chegada dos predadores (a imprensa?); as serpentes e águias picam e bicam os menores. As ideologias políticas tradicionais não servem para explicar o Brasil, feudal, carnavalesco e darwinista. Estamos sempre interpretando tudo errado e jamais teremos soluções apropriadas; não enxergamos; só escutamos, pensamos e achamos. Precisamos de uma revolução comportamental para extinguir a corte e os nobres, domar e civilizar o darwinismo. Refazer uma República democrática igualitária e verdadeiramente federativa, baseada na autoridade, na hierarquia, na disciplina e no sistema ético rigoroso e eficiente, de recompensas e punições conforme o mérito/demérito (a americana de 1776 seria ótima, não?).

Michel Abib Cutait cutait@terra.com.br

Itu

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CONTRASTE

Que contraste! ("Estadão" de 23/11, página A2). Do lado direito da página, a coluna de Eugênio Bucci ("Todo o poder às celebridades?"), que nos ilumina sobre a classe política de uma forma tão inteligente e perspicaz que me fez lembrar de Yuval Noah Harari contando a história da humanidade em "Homo Sapiens". Interessante é que a sua caracterização do político obtuso que busca a celebridade acabou sendo enfatizada pelo texto ao lado, do senador José Serra ("Uma péssima cartada"), pois este parece buscar a celebridade, tirando proveito da ignorância e do preconceito de parte da população, derramando sobre o leitor informações que parecem recolhidas de mensagens de grupos de WhatsApp. Esquece-se de que é muito fácil conferir as suas "fake news" na internet. É verdade: por meio do jogo lava-se dinheiro, sonegam-se impostos e incentiva-se a prostituição, porque tudo isso se passa no submundo da ilegalidade. Nem passa pela sua cabeça resolver isso pela via da regulamentação. Alguns pintam os bigodes, outros implantam botox, mas o senador tenta construir sua celebridade destilando seu preconceito nos jornais, mesmo que o preço seja manter o jogo na ilegalidade.  

Paulo Heise heise.paulo@gmail.com

São Paulo

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JOGOS DE AZAR

Sempre fui admirador e eleitor de José Serra, considerando-o o político mais preparado. Como prova disso, a sua passagem pelo governo de São Paulo, como ministro do MEC e a criação dos remédios genéricos. Mas, agora, com "Uma péssima cartada" ("Estadão", 23/11, A2) pisou na bola. Os cassinos, comprovadamente, incentivam o turismo. Las Vegas, que só tem areia e cassinos, recebe 30 milhões de turistas por ano - o Brasil todo recebe 6 milhões; o Uruguai, que tem cassinos, recebe mais turistas que o Brasil. Pobre não consegue nem entrar em cassino, tem de pagar cache. Liberar o jogo somente em alguns pontos turísticos, não autorizar as máquinas eletrônicas espalhadas pelas esquinas e cobrar impostos não vão atrapalhar a arrecadação da Caixa Econômica Federal, nem o viciado em jogo deixará de jogar na Loto. 

Aurélio Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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NOVA TERAPIA PARA LEUCEMIA

A leitora Lúcia Senna fez um comentário muito infeliz no "você no estadão" de 22/11. Cara leitora, saiba que o referido tratamento beneficia um específico tipo de leucemia, a linfoide aguda, em crianças e jovens até 25 anos e que falharam em outros tratamentos. Diversos outros tipos de Leucemias ainda são tratados e curados com Quimioterapia e Radioterapia, assim como muitos outros tipos de câncer. 

Dr. Agamedes Paduan agamedespaduan@gmail.com

São Paulo

 

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