Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2017 | 05h00

PETROBRÁS

Aumentos de preços

Mês passado cancelei meu telefone fixo, que não serve para mais nada. Relutei em fazê-lo porque a linha me custou cerca de US$ 3 mil em 1993, tempos da telefonia estatal. Hoje vemos a Petrobrás tentando recuperar-se do rombo causado pela roubalheira e incompetência petista, aplicando sucessivos aumentos na gasolina, no gás de botijão, etc., e ainda há quem ache que o petróleo é nosso. Nas estatais, nosso é somente o rombo. Que a privatização das teles sirva de lição. Privatização da Petrobrás já!

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Descontrole

Os preços dos combustíveis no Brasil não param de subir e a culpa, segundo o governo, são os preços internacionais, que regem o mercado. Entretanto, como explicar que nos outros países a gasolina está com preço estabilizado e o preço do petróleo tem estado em queda? Essa é mais uma conversa pra boi dormir. O que o governo quer mesmo é jogar a conta do rombo da Petrobrás nas costas do cidadão. Os constantes aumentos dos combustíveis estão trazendo sérios problemas à economia do País e às famílias, comprometendo o controle da inflação e passando à população a impressão de total descontrole do governo.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Livre concorrência

Se Lula e Dilma faliram a Petrobrás, não é justo que nós paguemos por isso. Os preços cada vez mais altos dos combustíveis só têm uma justificativa: salvar a empresa do buraco. Deveriam vender o que sobrou dela e abrir o mercado. A livre concorrência vai tornar os preços justos para os consumidores. Ah, mas estamos no Brasil, esqueci que quem se dá mal aqui é o povo!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

PERDAS DA POUPANÇA

Pedras no caminho

Os poupadores que entraram com ações individuais contra as perdas causadas pelos planos econômicos ficaram de fora. Só o fato de os bancos terem feito acordo com os poupadores que entraram com ações coletivas é prova inconteste de que eles estão conscientes de que devem a milhares de outros que, como eu, foram espoliados no seu direito inconteste. Para os que entraram com ações individuais sobraram duas opções. A primeira, aderir às ações coletivas, o que lhes acarreta graves problemas, como ter de reunir de novo, depois de décadas, toda a papelada exigida e, pior anda, retirar o processo individual em andamento, o que não é nada fácil. A segunda, continuar com o processo individual, o que dependeria da boa vontade do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de desengavetar a liminar da Febraban que travou o andamento de tais processos há mais de oito anos e remetê-los à apreciação do plenário. Ao que me consta, tal apreciação dependeria também de a ministra Cármen Lúcia pôr o caso na pauta para a devida apreciação.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Acordos hollywoodianos

Então, os bancos fazem acordo com os poupadores que toparam a briga, mas não reconhecem o direito dos outros, os pacíficos, que não os molestaram judicialmente?! Certamente, várias razões tiveram estes para o silêncio. Expectativa de não sobreviver à esperada demora talvez seja uma delas. Que morram agora, então, uma vez que os tubarões ficarão mesmo com todo o produto da puxada de tapete! Nos velhos faroestes, os banqueiros costuravam com os xerifes, na surdina, sujas artimanhas. Mas lá acabavam presos. 

LUIZ C. BISSOLI

lcbissoli46@gmail.com

São Paulo

Exegese

Do ponto de vista da hermenêutica, é muito intrigante o acordo entre a Advocacia-Geral da União, a Federação Brasileira de Bancos, o Instituto de Defesa do Consumidor e a Frente Brasileira dos Poupadores. Pessoas que perderam o prazo e não entraram com ação podem agora requerer o levantamento dos valores diretamente nos bancos, mesmo após a prescrição do direito. O acerto valeria para as ações coletivas, mas permitiria que as ações individuais tenham prosseguimento, se não houver opção pelos termos do acordo a ser homologado. Entretanto, se o STF não pôde julgar as ações envolvendo planos econômicos por falta de quórum qualificado, pois há vários ministros impedidos de votar, como agora poderia homologar o mérito do acordo que valeria para mais de 1 milhão de processos que não podem ser julgados?

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Tá tudo na Receita

Considerando a possibilidade de devolução das diferenças dos Planos Bresser, Verão, Collor 1 e 2, como as aplicações em poupança eram declaradas à Receita Federal, pelas normas vigentes, justo seria que todos os prejudicados fossem identificados por esse órgão público, cruzados os dados e informados aos bancos para pagamento. Seria um modus operandi isento e livre da morosidade dos informes dos bancos, que são, na verdade, parte.

ALFREDO JOSÉ DA SILVA NETO

alfredoneto.silva@terra.com.br

São Paulo

TUCANATO

Em quem votar?

Tenho 60 anos, sempre votei no MDB, depois no PMDB e, desde sua fundação, no PSDB. Com toda essa irresponsabilidade partidária aonde os tucanos vão chegar? A lugar nenhum, estão só confirmando fazer parte da escória de políticos e partidos que os eleitores do PSDB repugnam. Caminhar nesse mantra irresponsável só me faz lembrar do Serjão e do Mário Covas. Como fazem falta políticos com moral ilibada! Pois até isso o PSDB perdeu, veja-se o caso do mineirinho... A pergunta que fica: em quem votar? Precisamos encontrar uma nova sigla ou um melhor partido.

MARCIO M. PASCHOLATI

marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

Opção com chances

Tenho lido muitas críticas neste Fórum ao PSDB e à candidatura Alckmin a presidente. Vejo com simpatia o nome de João Amoêdo, do Partido Novo, mas creio que ele não tenha chances, pelo menos em 2018. Em quem vamos votar, então? Só nos restam duas alternativas, Henrique Meirelles ou Geraldo Alckmin, e penso que o governador tem mais chances. Ele é o nome mais factível e com real possibilidade de vitória. Caso contrário, veremos o caos definitivo se instalar no nosso já caótico país. Nestas horas, pragmatismo é fundamental.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

FORO PRIVILEGIADO

 

Com sete votos já pronunciados no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a extensão do foro por prerrogativa de função (foro privilegiado), resta aos três ministros que advogam a causa dos corruptos graúdos da República (Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski) pedir “vistas do processo” e tentar obstruir seu andamento até que nada seja resolvido. Estão em sintonia com a farsa encenada no Congresso Nacional, onde as raposas de rabo peludo representam que vão acabar com o foro, mas, na verdade, abrem novos furos para blindar ex-presidentes. Fora com o foro privilegiado! Corruptos na cadeia!

 

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

*

PRAZO

 

Muito se especula sobre o prazo que os senhores ministros do STF têm quando suspendem um julgamento com pedido de vista, como foi o caso recente do ministro Dias Toffoli na questão relevantíssima para o Brasil que decidia sobre o foro privilegiado. Com placar de 7 a 1, o ministro Tosfoli pediu vista, suspendendo o julgamento. O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, no seu artigo 134, concede para isso um prazo de 10 dias, com prorrogação automática por mais 10 dias (Resolução 278/2003 do STF). Depois desse prazo, compete à presidência da Corte cobrar o ministro procrastinador. Assim, esperamos que Sua Excelência fique atenta ao cumprimento da lei.

 

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

*

DEVER DE CASA

 

Após restringir o foro por prerrogativa de função, mais um dever de casa para o STF: abreviar o prazo de devolução dos pedidos de vista em propostas apresentadas para discussão na Corte há mais de nove meses, impedindo que o mecanismo seja usado inadequadamente.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

*

PELO FIM DOS PRIVILÉGIOS

 

Se o ministro de STF Dias Toffoli já avisou, ou deu a entender que, só devolverá o processo sobre a restrição do privilégio de foro em 2018, fica decidido e evidenciado que a democracia brasileira não está estabelecida na representação do interesse da população, porém nos interesses de determinados grupos de poder. E, ainda, que esta democracia é um sistema brasileiro específico de representação, e não democracia no sentido literal do termo, pois, senão, seria do interesse de todos que prevalecesse o rápido fim de quaisquer privilégios.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

*

MULTA

 

Em São Paulo, quem for flagrado fazendo xixi na rua será multado em R$ 500. Duvido que haja reincidência, mas me pergunto: qual deveria ser o valor da multa por aquilo que Toffoli fez no STF no julgamento do foro privilegiado?

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

IMPUNIDADE

 

Forças não tão ocultas querem manter o foro privilegiado para ex-presidentes. Se entendi bem, quanto mais importante o cargo político, mais impunidade. Viva o STF!

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

LENDA URBANA?

 

Há muita lenda urbana em torno de foro privilegiado, disse Gilmar Mendes. Lenda urbana? O que há de lenda em impunidade, desfaçatez e desonestidade?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

*

O CRIME COMPENSA

 

Alberto Youssef foi condenado a 120 anos de prisão; Paulo Roberto Costa, a 75 anos; Fernando Baiano, a 22 anos; e Marcelo Odebrecht, a 28 anos. As delações premiadas estão mandando esses presidiários para suas mansões particulares, com tornozeleiras eletrônicas. Os políticos denunciados que têm foro privilegiado continuam atuando livremente como funcionários públicos, tomando decisões importantes e bem longe das cadeias. Até o presente momento, os verdadeiros líderes das quadrilhas que roubaram bilhões do Brasil ainda não foram encarcerados. Pelo visto, o crime compensa.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

MÃOS DE FERRO

 

A entrevista ao “Estadão” na semana passada (26/11, A6), a ministra Cármen Lúcia, como sempre cheia de palavras de efeito, reconheceu que “processos da Lava Jato precisam ser julgados” e que “revisar o foro privilegiado agilizaria os processos”. A entrevista dá a impressão totalmente diferente das atitudes da ministra à frente da presidência daquela Corte, quando se mostra insegura e sem determinação para enfrentar seus pares. Neste ano em que preside o STF, poderia ter mudado o regimento interno, que permite que, mesmo depois de um 7 a 1 num julgamento, ainda caiba aos ministros pedirem vista do processo. Foi isso o que fez o ministro Dias Toffoli, diante de um país embasbacado, quando pediu vista no processo que julga a extensão do foro privilegiado. Ou Cármen Lúcia preside um STF com mãos de ferro ou não preside, já que nos últimos anos todos os ministros parecem ter um político amigo para chamar de seu. Regras, ministra. Regras!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

COVARDES

 

Nossa ministra Cármen Lúcia, usando de suas prerrogativas e autoridade de presidente do STF, não poderia ter negado o pedido de vistas do ministro Dias Toffoli, diante do fato de sete ministros já terem votado a favor da matéria? Aguardar o Congresso Nacional decidir sobre o tema para quê? Como apregoado, não é o STF quem dá a palavra final? Ou estão com medo de posicionarem-se a respeito, sem que tenham o respaldo do Congresso? Bando de covardes.

 

Maria Eugenia Alves de Magalhães Castro magecastro@gmail.com

São Paulo

 

*

O CRIME E O FORO PRIVILEGIADO

 

Acompanho várias sessões do plenário do STF pela TV, principalmente as que discutem questões referentes à corrupção. Vou parar de assistir a elas, porque fazem mal à minha saúde. Quando ouço um ministro dizer que um homicídio é um crime comum, fico estarrecida. Como assim? Alexandre de Moraes é muito fraco, só fala abobrinhas e, o pior, as fala durante mais de uma hora. Quando não o faz, recorta e cola frases do Google e vem repeti-las no plenário. Vamos ao que interessa: o Supremo precisa julgar logo este absurdo caso do foro privilegiado. Todos sabemos por que ele foi criado, logo que saímos da ditadura. Nunca foi para dar carta branca a esta roubalheira toda. Pergunto-me: quem comete mais homicídios direta ou indiretamente, Fernandinho Beira-Mar ou Sérgio Cabral? Marcola, do PCC, ou José Sarney e Renan Calheiros? Vivemos tempos negros no Brasil. Nem vou mencionar Gilmar Mendes, que está completamente comprometido - fora a truculência e a falta de vergonha. É como mulher, aos 62 anos (já vi muito absurdo nestes anos todos), assim como a ministra Cármen Lúcia, que ainda tenho esperança de que nós, mulheres, possamos iniciar a mudança. O povo merece mais respeito.

 

Eleonora Junqueira Franco eleonora.f@hotmail.com

São Paulo

 

*

‘O CHORO PRIVILEGIADO’

 

Sobre o artigo em que Fernando Gabeira (1/12, A2) critica o pedido de vista inconsequente do ministro Dias Toffoli no julgamento da ação do foro privilegiado, quando o resultado plenário já expressava o placar de 7 a 1 a favor da proposta do relator do caso, fato desrespeitoso desse ministro, bloqueando um pensamento da maioria do plenário, é a primeira vez que vejo uma crônica ou crítica destes pedidos de vista absurdos que acontecem no meio do Judiciário, mais precisamente no âmbito do STF. De qualquer maneira e de modo geral, os pedidos de vista em processos, na sua grande maioria, expressam o caminho subterfúgio para engavetar ou postergar determinados encaminhamentos, e o magistrado deveria, primeiro, já estar preparado para participar do julgamento e dar a sua opinião no assunto; e, segundo, se por acaso ainda queira melhor avaliar o tema, deveria ter no mínimo um prazo de no máximo duas semanas para retornar o caso em plenário, como normalmente acontece na inciativa privada quando um Comitê Executivo de uma empresa vai opinar e decidir sobre algum assunto e na eventualidade de haver ainda (coisa rara) alguém que queira mais prazo para opinião, normalmente, recebe o objetivo de retornar com o assunto na próxima reunião. No meio do Judiciário e também na Justiça Eleitoral, estamos acostumados a ver engavetamentos de decisões importantes para o País retidas por um determinado ministro por meses e até anos, o que representa uma falta de respeito para com o cidadão que o paga, e muito bem, para desempenhar suas funções.

 

Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos

 

*

PELAS RUAS

 

Não dá para acreditar que, entre os 513 deputados e os 81 senadores, nenhum deles ficou sabendo do que aconteceu durante a “visita” do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli ao presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu antes de mais um capítulo da novela do foro privilegiado, em que mais uma vez os principais personagens foram Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Depois de o ministro Alexandre de Moraes já ter ficado com o processo na gaveta atendendo a um pedido de vista desde o dia 6/1/2017 e Dias Toffoli interromper o julgamento fazendo mais um pedido de vista do mesmo processo, já definido pela maioria dos ministros, o povo nas ruas não cansa de dizer que “não dá mais para confiar na imparcialidade dos senadores, deputados e dos ministros do STF supracitados. Pedido de vista em voto vencido?” Acorda, Brasil!

 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

*

DIAS TRISTES

 

Que “dias” tristes estamos vivendo no Supremo! Senhor ministro Dias Toffoli, com a devida vênia, aquele seu pedido de vista foi um verdadeiro insulto à nossa inteligência. Poupe-nos, por favor.

 

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

*

O TRABALHO DO TRIBUNAL

 

Enquanto o STF não acabar de vez com o foro privilegiado, terá de conviver com a árdua tarefa de julgar principalmente políticos, que usam e usufruem deste artifício que os torna desiguais perante as leis.

 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

 

*

CENA POLÍTICA

 

Não se pode esperar que qualidade de governo se ganhe de presente ou declaração de direito. Bons governos democráticos são possíveis, como comprovam, por exemplo, os países do norte da Europa, o Canadá e a Austrália. Lá os cidadãos, principalmente os mais instruídos, não permitem deslizes sistemáticos, sendo apoiados pela imprensa escrita e televisiva. No Brasil é preciso quebrar a “tolerância” com uma “classe política” que se comporta como se fosse uma nobreza alienada no cuidado “de seus interesses”, em parte inscritos na Constituição de 1988. Como? É difícil de organizar uma movimentação de massas por uma mudança tão multifacetada e exigente de conhecimento ou costumes/cultura. Restam o empenho constante, a discussão pública, o ataque a políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal e, finalmente, o voto. Perguntarão: em quem se pode votar? Comecemos pela abordagem contrária: não se vote em quem emperra a reforma da Previdência, em “fixas-sujas” e em populistas sem programas consistentes.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

*

REFORMA INEVITÁVEL

 

Enquanto parlamentares alegam ser impossível votar a reforma da Previdência enquanto a população não estiver suficientemente esclarecida, a Justiça suspende a campanha do governo a favor da reforma - criada justamente para esclarecer a população -, a pedido de associação de auditores da Receita Federal, alegando, entre outras coisas, tendenciosidade em relação às expressões “pouco trabalhar” e “privilégios” (não entendi onde está o exagero...). A verdade é que as alegações tanto dos parlamentares como dos servidores públicos são conversa para boi dormir que não engana mais ninguém. Postergar o inevitável é caminho certo rumo ao abismo, com, sem e apesar da Justiça.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

BLACK TEMER

 

O desespero de Temer e Meirelles para aprovar um remendo de reforma previdenciária faz com que gastem verbas publicitárias, verbas de emendas, cargos em ministérios e tudo o que se possa imaginar quando se fala de PMDB e seus aliados. Em nenhum momento explicitou-se como irão ficar os devedores da Previdência. As desonerações vão permanecer no sistema previdenciário? A sistemática que onera com benefícios sociais a Previdência oficial vai continuar? A dívida de quase R$ 3 trilhões para com a Previdência será cobrada? Ao contrário, a única coisa que querem alterar é a dose de sacrifício dos trabalhadores alterando a idade mínima para 65/62 anos mantendo os mesmos padrões de benefícios obscenos em relação aos que os marajás do Executivo, Legislativo e Judiciário recebem... E a sociedade, calada.  

 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

*

‘PRIVILÉGIO ADQUIRIDO’

 

O artigo de Fernando Dantas no “Estadão” de 1/12 (“Privilégio adquirido”, página B4), minuciosamente descreve onde estão os verdadeiros rombos nas contas públicas da Previdência no País. Gritam hoje que o Estado gasta mais com universidades federais do que com o ensino básico. Gritam que o povo hoje vive mais do que deveria, mesmo com a saúde pública decadente, portanto devem trabalhar até os 65 anos. No entanto, erros do passado que vão da aposentadoria dos militares até rurais, cuja contribuição nunca correspondeu para o tamanho do seu benefício, no passado privilegiaram o funcionalismo e moradores das zonas rurais contando que o País explodiria em crescimento e sustentaria toda essa gente que pesará na conta do Estado até 2050. Esqueceram-se de que um país sem infraestrutura e educação condizente fica engessado. E, com tantos gastos, como crescer? O País realmente está em xeque-mate, venha a reforma da Previdência que vier. Não adianta nem sugerir leitura do artigo de Fernando Dantas aos nossos congressistas, para que pesem em sua consciência o tamanho do rombo enfrentado pelo País. Nem saberão interpretar o texto. Triste Brasil! 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

DIREITO DESRESPEITADO

 

Por que os meus direitos constitucionais adquiridos não são respeitados igualmente aos dos ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça, de juízes e políticos? Por que o INSS desrespeitou brutalmente os meus direitos e nenhum juiz determina o cumprimento da lei que me favorece? Tenho provas documentais do INSS no meu processo de aposentadoria! O governo militar respeitou. Que tal a Justiça me obrigar a mostrar as provas?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

*

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Já que todos somos iguais, por que a diferença de tempo mínimo de contribuição entre os funcionários públicos e privados? E por que a diferença entre homens e mulheres? E por que, ainda, as aposentadorias especiais? Concordo que as pessoas com trabalhos insalubres precisam de uma consideração especial, mas que perigo há em ser senador, deputado, etc., que com oito anos já têm direito a aposentadoria especial? Se queremos ser uma República e respeitar os princípios republicanos (todos somos iguais diante a lei), isso não pode ser só no nome do país.

 

Luis Picardo l.picardo@yahoo.es

São Paulo

 

*

O IMPOSTO DA PROPINA

 

A mudança que o Brasil precisa fazer não é a tal reforma da Previdência, mas sim o fim da propina. O País não pode existir com os parlamentares cobrando e recebendo propina o tempo todo - tudo se compra tudo se vende, em plena luz do dia. O presidente da República é o primeiro a se utilizar da propina na compra de votos no Parlamento. Por duas vezes comprou sua inocência, apesar das acachapantes provas de corrupção contra ele. Se o Brasil não tiver competência nem vontade política de acabar com a roubalheira da propina, deveria ao menos institucionalizá-la, colocar uma regra, cobrar impostos sobre esta que hoje é uma das maiores atividades econômicas do País.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

POLITICAGEM

 

Ser presidente no Brasil é difícil, muito mais difícil se for honesto e priorizar o bem do Brasil. Na maioria das vezes, os projetos de correção econômica ou melhoria, quando submetidos ao Legislativo, são conflitantes com os interesses populistas, partidários ou corporativos, e descaracterizados. Mesmo assim, raramente são aprovados e, a duras penas, quando o são, é em razão dos agrados aos preocupados congressistas em se manter no poder. Daí a estagnação no Brasil, que tem tudo para ser de ponta.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

*

PRÊMIO AOS FIÉIS

 

Os políticos, assim como uma pedra de carvão, apagado suja em brasa, queima. Durante as votações na Câmara para livrar o pescoço de Temer de duas denúncias, sobressaíram-se dois deputados, sendo um deles Carlos Marun (PMDB-MS), que via em Temer as qualidades de um Querubim ao banhar-se no Lago Paranoá. Marun está cotado para assumir a Secretaria de Governo. Talvez por isso o deputado defenda com tanta veemência a permanência do “patrão” no posto.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

AS ELEIÇÕES E O CONGRESSO

 

Por melhor que seja o presidente da República eleito, como se vê diuturnamente, ficará refém do Congresso Nacional, onde os deputados e senadores desejam, primeiramente, trocas em seu favor para, depois, aprovarem os projetos de importância capital para a Nação. Assim, se não houver uma renovação nos eleitos para a Câmara e o Senado, dificilmente o presidente eleito conseguirá governar na direção de alavancar o País, mediante as reformas ainda necessárias, além de outros projetos de importância nacional. Na verdade, o Brasil se encontra num impasse político, e a reforma política à altura dos desejos nacionais não será aprovada como deve ser. Ou será?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

*

E AS CRECHES PROMETIDAS?

 

É chocante e doloroso perceber com que agonia vive uma catadora de recicláveis no Recife (PE), como constava na matéria publicada no “Estadão” de quinta-feira (30/11). Maria da Paz Oliveira, de 28 anos, com marido desempregado se recuperando de um atropelamento e três filhos, nem todos os dias consegue alimentar a família porque, com a coleta de recicláveis, quando recebe algo, leva por dia R$ 5,00 para casa! Por sorte, vive num barraco doado pela mãe. Mas Maria, que tem vergonha de pedir esmolas, já pensou até em roubar para alimentar os filhos. Porém, se for presa, fica pior, diz ela... Lúcida e consciente, aponta solução para minorar o problema no mínimo dos filhos, que não passariam fome se tivessem vaga na creche. Aliás, ficariam a salvo de duas fomes: a alimentar e a da educação que lhes garanta um futuro melhor, e que começa nas creches. Dilma Rousseff prometeu entregar até 2014 6,5 mil creches. Pouco mais de 2 mil foram entregues, e dezenas destas, apesar de prontas, estão abandonadas - a maioria nem iniciada foi. Como não faltam políticos inescrupulosos, estes dizem que é por falta de verba. Porém a Operação Lava Jato, de legado de Lula, mostra para onde foram esses recursos... Para o bolso dos corruptos! Pelo montante que desviaram dos contribuintes, contudo, daria para triplicar a construção prometida de creches, e ainda melhorar a qualidade do atendimento, que é o caos, na saúde. Porém este estado social deplorável em que vivem a digna Maria da Paz Oliveira e sua família atinge também outros milhões de brasileiros. É uma vergonha!  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

*

SECAS E INUNDAÇÕES

 

“Em 4 anos, secas e inundações afetam 55,7 milhões” (“Estadão”, 1/12). Os 55,7 milhões afetados são representantes do povão. Se houvesse representante da elite, de políticos e do Judiciário, já estariam solucionadas, pelo menos onde afetasse essas classes. Como não as afeta, não há vontade política, o principal para a solução.

 

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

 

*

EMBROMAÇÃO NO CASO SAMARCO

 

O rompimento da Barragem do Fundão, da Samarco, causou um enorme desastre ambiental e matou 19 pessoas. Dois anos já se passaram e os danos materiais e pessoais são imensuráveis. A atividade da pesca ficou prejudicada nos 667 km de devastação. A lama tóxica deixou rastros ao longo do Rio Doce e, principalmente, na vida das pessoas que vivem às suas margens. O site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais não exibe resultado para as consultas dos milhares de processos em andamento referentes a este acidente. A transparência se faz necessária nesses processos judiciais. O Ministério Público Federal está cobrando da Samarco, Vale e BHP Billiton a compensação do desastre e os programas de apoio social e ambiental. Para quem perdeu tudo o que tinha, essa compensação tem caráter urgentíssimo.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

‘ESTADÃO’ SOB CENSURA

 

A propósito do tocante artigo “Oliveiros, meu herói da resistência”, do jornalista Ethevaldo Siqueira (1/12, A2), sobre os anos de chumbo grosso, de lamentável memória, vividos na redação do “Estadão” nosso de cada dia, cabe, por oportuno, lembrar, com profunda indignação e revolta, que faltam menos de duas semanas para que se completem inacreditáveis e intermináveis 3 mil dias (!) em que o jornal permanece sob censura. Até quando?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.