Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2017 | 03h07

LIÇÃO DO PROFESSOR TITE

Um exemplo a ser seguido

“A luta contra a corrupção é algo muito maior que a seleção brasileira.” Em poucas palavras Adenor Leonardo Bachi, o Tite, resumiu tudo o que os brasileiros de bem gostariam de dizer: se o futebol é paixão, não podemos deixar que este país se torne um picadeiro que tenha somente pão e circo. Os brasileiros hoje têm consciência de que temos de fazer o melhor. “Tomara que o futebol da seleção seja de vencer sendo o melhor. Que ele passe uma mensagem ao público de que nós queremos ser mais competentes. Não queremos ser mais malandros do que ninguém” – assim Tite deu uma lição aos nossos maus políticos, que só percebem os benefícios próprios. E já que estamos tirando toda a sujeira de baixo do tapete, vamos tentar fazer do Brasil um país mais justo. Vamo-nos espelhar no trabalho sério que a nossa seleção está fazendo para dar um pouco mais de alegria ao nosso povo. Vamos pensar no coletivo, no interesse público. Aprovar as leis que venham em benefício de todos, e não só de uma minoria. Cuidar dos jovens, para acabarmos com a violência, pensar em projetos sociais, como moradias dignas, terras para quem quer realmente produzir, melhorar a educação, valorizar o professor. Porque sem um projeto sério de educação jamais sairemos do atoleiro em que estamos.

ELISIÁRIO DOS SANTOS FILHO

elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

Mais consciência

Não queremos ser mais malandros que ninguém. Não queremos tirar vantagem, simular. Queremos ser mais competentes. Acrescentaria a essas palavras do técnico Tite as seguintes: ao me eleger para cargo público, prometo visar antes o bem da coletividade, em vez do meu próprio, respeitando cada centavo do dinheiro público.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

‘O direito de nascer’

O Estado, em seus editoriais, vem chamando a atenção para a urgência da aprovação pelo Congresso Nacional da reforma da Previdência, a PEC 287/16, que tramita na Câmara dos Deputados desde que Michel Temer ainda ocupava interinamente a Presidência da República. Totalmente desfigurada, ela está nas mãos do presidente da Casa para ser votada ainda este mês, mas duvido e faço pouco que isso venha a ser feito, pois, acima de tudo, estarão o interesse mesquinho e eleitoreiro dos parlamentares e a horrenda demagogia das centrais e dos sindicatos que se dizem “protetores” dos trabalhadores. Se este ano está difícil, em 2018, ano eleitoral, então, nem pensar. Dizem as boas línguas que o Congresso será renovado em até 80%. Por medo disso, Suas Excelências em hipótese alguma votarão essa proposta saneadora e necessária, embora impopular. O próximo presidente que se vire e recomece essa novela sem fim. Enquanto a irresponsabilidade continua, os mais interessados, os trabalhadores, cada vez mais confusos e alheios a tudo, aposentam-se precocemente, aumentando o déficit previdenciário a cada mês que passa. Destaco o editorial de 2/12, que diz o seguinte: “O tempo pode curar muitas feridas, mas no caso da Previdência ele só as agrava. Mais nociva do que o passar do tempo, no entanto, é a tibieza dos que colocam interesses eleitorais acima do interesse público”.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Eterna barganha

Parece incrível, mas tudo neste nosso país tem de levar a marca dos maus políticos. Até ajustes tão necessários à nossa economia têm de ser barganhados por cargos e benesses. Fazer oposição irresponsável é a marca do nosso Congresso, que não tem o menor compromisso com o futuro do Brasil. São mutreteiros e malandros dos mais diversos partidos que fazem oposição pelo simples prazer de fazê-lo, com o objetivo de tirar o máximo de proveito possível de qualquer que seja a ação da equipe econômica do governo que vise a melhorar o futuro deste país. O Brasil torce para que esses cidadãos de má índole não retornem nunca mais ao Legislativo brasileiro e façam bom proveito das picaretagens auferidas durante seus mandatos.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Por água abaixo

Vivemos momentos difíceis por causa do processo político, que não permite melhorar a economia, apesar dos problemas estruturais que temos tido. Avançamos em relação ao passado recente, mas a politicagem só cria obstáculos. Interesses pessoais e partidários superam os da Nação. Se não estivermos ancorados no médio e no longo prazos, o problema fiscal levará ao retrocesso e tudo irá por água abaixo, começando pela falida Previdência. Inexplicavelmente, os políticos contrários às reformas simplesmente são incapazes de apresentar alternativas factíveis. Só fazem críticas por serem contrários ao governo. O que resta a fazer senão compeli-los a aceitar as absolutamente necessárias reformas emergenciais, sob risco de, em breve, não haver dinheiro disponível para os aposentados e pensionistas? Os que não acreditam, nem fazem as contas, esperem para ver.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Cenário a evitar

Poderemos ter uma economia semiestagnada ou com problemas financeiros graves, como vimos recentemente na Grécia e em Portugal e como estamos vendo no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. É esse cenário que precisamos evitar. Quanto mais retardarmos a reforma da Previdência, e ela é inevitável, maiores serão os custos para a sociedade brasileira.

ANTÔNIO DIAS NEME

antonio.neme@terra.com.br

São Paulo

TUCANATO

Alckmin e Temer

São os cabeças-pretas que instigam hostilidades entre o PSDB e o governo de Michel Temer. Já os aliados e auxiliares de Geraldo Alckmin afirmam que o governador vai evitar críticas à gestão Temer quando falar na convenção tucana. Mas que crítica poderia fazer a um governo que em pouco tempo conseguiu tirar o Brasil do fundo do poço em que foi lançado por Lula e Dilma? Ou à inexorável reforma da Previdência, que nenhum governo antes teve coragem de levar avante para não sofrer desgaste nas urnas? Se a reforma é tímida, é por culpa dos políticos que puseram seus mandatos acima dos interesses da Nação. E que dizer das críticas a desmandos de peemedebistas, quando o PSDB tem um Aécio Neves? O desembarque do governo neste momento me parece um ato de covardia e traição que vai ajudar a desgastar ainda mais o PSDB e nenhum bem fará ao Brasil. Só os emplumados não enxergam.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



À ESPERA DE UMA CIRURGIA


Se 904 mil pessoas esperam por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) – reportagem do “Estado” em 4/12 –, qual será o número de óbitos, já que a decadência do sistema no Brasil piorou consideravelmente durante o governo do ex-presidente Lula, que de 2003 a 2007 usou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), criada para ser aplicada apenas na saúde, para fazer superávit primário, quando deveria ter melhorado tudo no SUS? Ter modernizado instalações e aumentado o número de aparelhos de imagem, contratado médicos especializados, etc. No entanto, encheram o SUS de funcionários burocráticos – se convocarem todos ao mesmo tempo, vai faltar escrivaninha. Fora que, durante 14 anos do PT no poder, as tabela de valores pagos pelo SUS a hospitais conveniados ficou longe de acompanhar a inflação galopante. As Santas Casas que o digam, estão quebradas. Podem crer que, se quase 1 milhão de pessoas aguarda “cirurgia”, no período do lulodilmismo milhões faleceram. Nem precisa conferir.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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PODE PIORAR


“Brasil tem 904 mil na fila por cirurgia eletiva no SUS. A espera chega a 12 anos.” Atualmente temos este quadro de calamidade que, infelizmente, poderá ser agravado de maneira significativa. Proposta do próprio ministro da Saúde e já “liberada” pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prevê que planos de saúde mais baratos, que não contemplam procedimentos/cirurgias complexos, sejam liberados para serem comercializados. Isso fará com que a demanda pelo SUS aumente substancialmente, não resolvendo em nada a grave crise por que passa a cobertura à saúde da população, já péssima, como descrito na reportagem publicada pelo “Estado” em 4/12. Este descaso nada mais é do que uma condenação indireta à morte de milhares de brasileiros pagadores de impostos escorchantes para não terem nada em troca.


José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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PRIVILÉGIO


O SUS pode demorar 12 anos para atender um cidadão comum. Um funcionário público é atendido imediatamente. Isso não é privilégio?


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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CALAMIDADE


A cada dia que passa nos deparamos com situações inaceitáveis, inconcebíveis, alarmantes e totalmente vergonhosas relacionadas ao pouco-caso e ao desprezo do governo atual e dos anteriores pela população brasileira que necessita de qualquer tipo de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Todos são pagos e sustentados por nós – e muito bem, por sinal, com inúmeras vantagens, benefícios e mordomias – para que pudéssemos receber em troca o mínimo necessário para sobreviver, mas esse retorno nos vem mal e porcamente, basta ver a situação calamitosa em que nos encontramos: temos 904 mil pacientes na fila de espera por uma cirurgia eletiva, e a espera pode chegar a absurdos 12 anos. Ou seja, dependendo de quem viver até lá, poderá, com muita sorte, ser atendido. Enquanto isso, nossos políticos corruptos, ladrões e sujos, seus familiares e agregados são atendidos no Hospital Sírio-Libanês, no Hospital Albert Einstein, no Hospital São Luís, com um detalhe de suma importância: tudo pago por nós, marionetes, trouxas, manipulados, escorchados e massacrados pela corja.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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CORJA DE LADRÕES


SUS, vergonha nacional. Para quem não sabe, 904 mil pessoas esperam por uma cirurgia eletiva. E este número pode ser ainda maior, se considerarmos que os dados levam em conta apenas 16 Estados e 10 capitais. Às vezes, em meus devaneios, lembro-me daquela passagem bíblica em que Jesus, de chibata na mão, expulsa os mercadores e ladrões do templo de seu Pai. Daí eu me pergunto: será que não existe meia dúzia ou mais de brasileiros armados de chicotes e com coragem para invadir o Congresso Nacional e expulsar dali aquela corja de Barrabás que se apoderou do comando do Brasil?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.Br

São Paulo


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ELEIÇÃO 2018, A RADICALIZAÇÃO


O livro vencedor do “Gran Prix Du Histoire de 2007” é um estudo histórico sobre as boas maneiras, de 1789 até os dias de hoje. Nele, o autor realizou extensa pesquisa a partir da Revolução Francesa, marco da transformação não apenas do sistema político até então vigente no mundo ocidental, como de costumes e hábitos impostos pelos novos detentores do poder. Para os líderes da Revolução Francesa, sem dúvida, “Monsieur e madame” denotavam subserviência, traziam o ranço servil do feudalismo que pretendiam erradicar. Majestades, altezas e eminências, é claro, também tiveram seu uso proibido em território francês. Todos, a partir de então, seriam simplesmente cidadãos, a começar do rei, um dia Luís XVI, dali por diante Cidadão Luís Capeto, até o encontro fatal com a guilhotina. Com esta mesma artimanha, “companheiras e companheiros” significou à população brasileira a horizontalização do poder. Assim, “participamos do Estado” não por meio de nossos representantes (parlamentares), mas pelo próprio chefe do Executivo. Lula era nosso “companheiro”. E, sim, instituiu medidas de cunho social, que certamente custaram menos  do que o recebido pelos agentes políticos durante o período de mais repugnante corrupção da história nacional. Depois seguiu-se Dilma, e aqueles que no início tinham certo temor ou pudor em apropriar-se de dinheiro oriundo de corrupção também perderam a vergonha. Então, por que agora Lula lidera, e Jair Bolsonaro fica em 2.º, a mais recente pesquisa de intenção de voto para as eleições de 2018 (Datafolha de 29 e 30 de novembro de 2017)? Um pouco o pronome de tratamento explica, “carrega a companheira e o companheiro” para o Palácio da Alvorada. “Divide” com o povo as decisões. Populismo mais tacanho possível. Bolsonaro em 2.º reforça o temor a Lula e o PT, ao promíscuo PMDB, o híbrido PSDB. O radicalismo é mera consequência.


Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


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PESQUISA DATAFOLHA


Ao tempo em que o País atravessa a mais aguda e severa crise política, econômica, ética e moral de sua história, herança maldita do cleptolulopetismo, de lamentável memória, a última pesquisa Datafolha revela que inacreditáveis 34% a 37% dos eleitores tiveram a desfaçatez de declarar que votarão em Lula em 2018. Com efeito, cada um deles faz por merecer o gigantesco índice de desemprego, a penúria vivida pela indústria, comércio e serviços, o desalento que assoma a todos e as sombrias previsões de um futuro melhor no curto prazo, sobretudo para as classes mais pobres. Fazem jus a ter o País que tem. Pobre Brasil, pobres brasileiros.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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OS COMEDIANTES


A mais recente pesquisa para as eleições presidenciais de 2018 consagrou dois candidatos radicais (um “esquerdopata” e um “destropata”) na liderança para ocupar o trono de presidente do Brasil. Poder-se-ia (a mesóclise é uma homenagem ao atual “presidente de plantão”) alegar que tais pesquisas refletem, digamos, fotografias do momento e que nas urnas o resultado será diferente. Ocorre que esta pesquisa já é a sexta, ou a sétima, consecutiva que aponta aqueles dois “impolutos” candidatos à frente dos escrutínios. O líder da pesquisa e o seu seguidor mais próximo destacam-se por divisas pessoais no mínimo curiosas: o primeiro se diz “a alma mais honesta deste país” (embora condenado pela Justiça a 9,5 anos de cadeia por corrupção e outros ilícitos, nada recomendáveis); e o seguidor mais próximo, um saudosista da ditadura militar (1964/1985), costuma vociferar, entre outras barbaridades, que “comunista bom é comunista morto”. Ouso vaticinar que tais pesquisas eleitorais estão certas e que este será o resultado previsível das eleições de 2018. Justifico invocando razões históricas, sociológicas e (principalmente) antropológicas. O assim chamado “povo brasileiro” sempre se comportou com “singularidade” em suas práticas de civismo, senão vejamos: 1) é a única sociedade humana do planeta que reelegeu democraticamente (no voto direto) um ditador que antes permanecera 15 anos no poder; 2) foi a última sociedade humana a libertar a escravidão (idem), que vigorou no País por mais de 350 anos, com apoio popular; 3) os ancestrais indígenas dos brasileiros observavam o rito cultural de canibalizar seus inimigos, após cevá-los em chiqueirinhos. Durante o período da cevadura, e antes de comer os inimigos capturados, os índios brasileiros ofereciam suas mulheres e filhas para serem, digamos, “experimentados” pelos inimigos que iam ser devorados, como prova de honra de guerra e boa vontade para com o próximo. Portanto, há razões históricas e antropológicas para entender e compreender as opções políticas e a escolha das lideranças do povo brasileiro.


Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro


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SÍNDROME DE ESTOCOLMO?


Toda vez que aparece uma conta bancária de Lula do exterior, o Datafolha divulga pesquisa apontando-o como vencedor na corrida presidencial, e, o pior, recentemente, o condenado afirmou no Twitter que, caso seja eleito presidente, vai “regular” os meios de comunicação – eufemismo petista para o ato de censurar/amordaçar a imprensa. Pergunto: será que o  Datafolha está padecendo da Síndrome de Estocolmo (estado psicológico em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade por seu agressor)?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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MANTRA FURADO


“Lula segue na liderança para 2018, diz pesquisa” (“Estadão”, 3/12/2017). As pesquisas do Datafolha, sucursal do jornal “Folha de S.Paulo”, conhecido ninho esquerdista, sempre são suspeitas, pois procuram mostrar que Lula, o capo da Entidade Criminosa Politicamente Organizada (ECPO) PT, seria imbatível nas urnas, tanto por manipulação e apresentação das perguntas na pesquisa como o descarte de pesquisas fora do procurado. Obviamente, esquecem as leis do País, segundo as quais um condenado tem como pena acessória a perda de seus direitos políticos. E a decisão do Supremo, de que se um réu não pode ser substituto eventual do presidente, quanto mais então o próprio? Além de já condenado, Lula responde como réu em muitos outros processos. O mantra de que não existem provas é furadíssimo.


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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O JULGAMENTO DE LULA


Enquanto não for devidamente enjaulado o “capo di tutti capi”, a roubalheira vai continuar imperando. Todos acham que, “se ele pode, por que nós não?”. Particularmente, os com foro privilegiado sabem que nunca pagarão por seus malfeitos, pois, mesmo pegos, o julgamento e a condenação ficarão para as calendas gregas. Junte-se a isso o especial deleite que um certo juiz dos juízes tem em mandar soltar gente do mal, mesmo contrariando a opinião de sensatos e até – vejam a que ponto chegamos – dos pobres de conhecimento. Pagar penas presos em seus palacetes é um escandaloso deboche para os que lutam para sobreviver. Haja estímulo para a caderneta de poupança de Benfica!


Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro


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BORRADO


O desembargador João Pedro Gebran Neto, da 8.ª turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), que é relator da ação penal contra o hexarréu Lula, já elaborou seu relatório e seu voto sobre o caso, enviando os autos para análise do revisor Leandro Paulsen, que, logo após, o submeterá ao crivo do terceiro desembargador, Victor Luis dos Santos Laus. Como a tradição naquela Corte é maior no aumento das penas e poucas são as reduções ao apenado, Lula está com intenso “frio na barriga”. Afinal, o homem “mais honesto” abusou do direito de mentir, roubar, denegrir a imagem do País, desrespeitar e desafiar a Justiça, e agora está todo borrado mesmo. Fora Lula!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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UM ANO PELA FRENTE


As pesquisas eleitorais não conseguem acertar o resultado eleitoral com quase um ano de antecedência, pois não há candidato com mandato buscando reeleição. Em 1988, as pesquisas apontavam empate entre Leonel Brizola e Silvio Santos, mas o segundo turno da eleição presidencial de 1989 foi disputado entre Fernando Collor e Lula. A imprevisibilidade eleitoral do presidencialismo de coalizão acentua a instabilidade política, em decorrência do grau de incerteza do arranjo político necessário para formar uma maioria parlamentar e diminuir a negociação por cargos, verbas e ministérios a cada votação no Congresso Nacional.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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ALIENADOS OU MASOQUISTAS?


Segundo o Datafolha, para quem as pesquisas normalmente indicam que a Terra é plana, uma nova pesquisa aponta que 62% dos brasileiros consideram o governo Temer pior que o de Dilma Rousseff. Eu me pergunto: são alienados ou masoquistas? Michel Temer está longe de ser o que sonhamos, mas está num patamar milhões de anos luz menos pior que o desgoverno da “work alcoolic”.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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FALHA TÉCNICA


As pesquisas que avaliam o governo Temer apontam-no como ruim e péssimo. Para melhor localização nesse contexto, lancei-me a avaliá-lo, indagando de amigos e conhecidos tais resultados. Não houve confirmação. Ocorre que as indagações que faço, no geral, destinam-se a pessoas de bom nível intelectual e escolaridade, de média a superior, o que dá a entender que há alguma falha técnica na arte de pesquisar. Ou será que há erro generalizado ao entender o “nós e eles”, “nós e eles, ladrões” ou “nós, ladrões e eles”? Caberá, ainda, pesquisar os pesquisadores, muitas vezes portadores de objetividade arraigada em convicções cegas, que acalentam sonhos de parco poder e grande efeito na destruição da nacionalidade.


Lígia Maria V. Fioravante lmfiora@uol.com.br

São Paulo


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COM APROVAÇÃO EM BAIXA...


A única estratégia que interessa ao presidente Temer em 2018 é encontrar alguma forma de manter seu foro privilegiado, escapar da polícia e continuar não tendo de responder às acusações de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça que lhe foram imputadas pela Procuradoria-Geral da República.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PIB CRESCE 0,1%...


...no terceiro trimestre, acreditem! Mas não se animem, quanto mais crescer, mais os Três Poderes se encarregam de utilizar esse crescimento com novas despesas e diversos desvios. Exemplo mais do que evidente, a Previdência, que precisa ser reformada novamente (e com urgência), e por nossos “probos” representantes dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), que recebem aposentadorias especiais maiores que um salário mínimo “por dia” – e a grande maioria jamais contribuiu para o INSS. A Previdência é sustentada apenas pela iniciativa privada, que contribui até o limite mensal de dez salários mínimos e, ao se aposentar, chega a receber pouco mais de cinco salários mínimos, na atualidade. Inju$tiça? Servidores públicos contribuem para um fundo de pensão com valores insignificantes, mas quando se aposentam recebem valores sempre atualizados pelos salários daqueles que estão na ativa. Algumas categorias nada contribuem e recebem aposentadorias que chegam a R$ 33,7 mil  mensais, e é aí que está o “rombo” da Previdência. Só os trabalhadores da iniciativa privada sempre contribuíram com até dez salários mínimos mensais, que sustentam a Previdência e, quando se aposentam, só receberão o teto máximo de R$ 5.531,31 (cinco mil, quinhentos e trinta e um reais e trinta e um centavos), teto que deve ser a aposentadoria de qualquer cidadão brasileiro, estabelecendo um mesmo limite para todos os contribuintes do INSS, observados os limites de idade para mulheres (62 anos) e para homens (65 anos) para se aposentarem. Saibam qual é um claro exemplo que obriga, de tempos em tempos, a necessidade da reforma da Previdência: como contemporâneo do nosso atual presidente, nos aposentamos nos idos de 1994/1995. Com certeza, a contribuição ao INSS foi sobre os dez salários mínimos – no início a minha aposentadoria era o correspondente a 8,8 salários mínimos e, atualmente, é de 3,3 salários mínimos, que em reais atingem R$ 3.132,00 (três mil, cento e trinta e dois reais). Tenho como comprovar. Com todo respeito, enquanto o presidente recebe de aposentadoria R$ 30.060,00 (trinta mil e sessenta reais), quase dez vezes mais, além do salário de presidente, etc., etc., será que recolhia ao INSS o equivalente a 100 salários mínimos? É mais um dos muitos que deveria estar recebendo o teto máximo de R$ 5.531,31, por isonomia e para dar exemplo. Para a aprovação da reforma da Previdência, é só estabelecer o teto para contribuição e da aposentadoria, que não pode ser superior aos R$ 5.531,31. Para mim também! Deduzindo que a crise da Previdência é causada por aposentadorias que extrapolam em muito os valores contributivos e até sem terem contribuído com nada, e$ta é a crise da Previdência! E o PIB cresceu 0,1% no último trimestre!


Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo


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QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA


Ainda não caiu a ficha de muitos dos congressistas brasileiros que é de vital importância a aprovação da reforma da Previdência. É questão de sobrevivência, pois a despesa com aposentadorias é uma bola de neve montanha abaixo, que precisa ser contida. Senhores deputados e senadores, sejam plurais, esqueçam os partidos e a impopularidade que comprometem a reeleição, pensem no Brasil, priorizem o Brasil. Embora tardiamente e descaracterizada, é imprescindível aprovar a reforma da Previdência. Quem é contra a reforma é contra o Brasil.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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OFENSIVA DO PT


Este jornal noticiou ontem (4/12), na “Coluna do Estadão”, que o PT fará ofensiva contra a reforma da Previdência e escalou o seu ex-ministro da Previdência Carlos Gabas para uma rodada pelo País com o objetivo de desacreditar a proposta da reforma. Será que vamos ficar passivos diante do PT tentando detonar nossa economia de novo? Vamos deixar Lula ficar mais forte, comprometendo-se com o oposto do que é bom para o nosso Brasil, só para agradar à classe média que agora quer conquistar e que teme ser prejudicada pelas mentiras que lhe são transmitidas? É evidente que Lula e o PT não pensam no País, mas tão somente em conquistar o poder novamente. Sim, porque, se a reforma da Previdência porventura passar, a economia vai melhorar muito, com o Brasil sendo percebido interna e externamente como confiável, sério e promissor, já que as contas públicas passarão a fechar e, desta forma, investimentos seriam trazidos de volta. Com certeza, o dinheiro sobrará para melhoria em áreas importantes, gerando empregos e progresso. Enfim, tudo o que o PT não quer. Querem o “quanto pior, melhor”, terreno fértil para garantir sua volta ao poder. Assim, é fundamental que esta reforma passe, e para isso há necessidade de pressionar deputados federais para que a aprovem, pelo bem do País e do povo brasileiro. Afinal, todos sabem que, se essa reforma não for aprovada, as contas jamais fecharão e a dívida pública aumentará exponencialmente, já que a população envelhece rapidamente e o número de aposentadorias aumentará, mas não o número de contribuintes na mesma proporção. E, então, nossos filhos e netos terão de pagar por isso. Assim, é importantíssimo termos conhecimento de como os deputados federais vão se posicionar a respeito. Quem não defender a reforma da Previdência não pode ser digno do nosso voto. Vamos lutar por ela. Não se trata de ser a favor ou contra este governo. Trata-se de ser a favor do Brasil e do futuro do País, e pelo avanço que a vitória desta proposta proporcionaria. Esperemos sinceramente, e sobretudo, que deputados da bancada do PSDB pensem mais no País do que nas próximas eleições, já que esta sempre foi uma das principais bandeiras deste partido, que contribuiu no passado para o desenvolvimento do País com o Plano Real. Uma derrota desta proposta vai emperrar o desenvolvimento do Brasil e terá como efeito adicional a vitória do PT, que tanto nos prejudicou e ainda tenta nos prejudicar.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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O QUE ESPERAM OS CONGRESSISTAS?


Até que ponto a melhora da economia não se deve à redução de gastos do governo? Vejamos: com a redução de gastos, o governo passa a ter déficits menores e, assim, precisa vender menos títulos para cobrir os déficits. Com isso, obtém o financiamento de que precisa pagando menores juros, que são representados pela taxa Selic. Com a Selic menor, os investidores “juristas” passam a investir mais em algo produtivo, melhorando a economia. Imaginem, então, como seria com a racionalização e a equalização dos gastos da Previdência. O governo passará a gastar menos e a pagar juros ainda menores, caindo mais a Selic, oxalá a valores decentes. Com isso, a economia florescerá, com maior geração de empregos. Até aumentos de salários poderão ocorrer, porque compensará aos empregadores remunerar bem seus funcionários. Afinal, o que esperam nossos congressistas para aprovar a reforma da Previdência? Expliquem isso a seus eleitores. Deixem os “do contra” de lado, porque estes não têm jeito mesmo.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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REFORMA FUNDAMENTAL


A reforma da Previdência é a favor dos pobres e fundamental para o País, que, sem ela, quebra. Além disso, iguala as aposentadorias públicas e privadas, acabando com uma das maiores imoralidades do Brasil. Diante dessa imensa responsabilidade de aprová-la, muitos políticos do Congresso, sob as mais ridículas desculpas, não aceitam a reforma, já bastante alterada. Que joguem fora as cuecas borradas pelo medo, ponham fraldas e assumam, sem murmúrios, o voto não ao Brasil. Tenho nojo destes farsantes covardes. Michel Temer e os honrados políticos que tanto fizeram pelo País nestes poucos meses não serão os derrotados, e sim a imensa maioria dos brasileiros, que paga a conta, mas não é admitida na festa.  


Milton Pereira de Toledo Lara t.lara@terra.com.br

São Paulo


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BALELA


Não pude deixar de me revoltar, mais uma vez, ao me deparar com a manchete do caderno de Economia do “Estadão” deste domingo, 3/12: “Sem reforma da Previdência, verba para os setores de saúde e educação vai diminuir até secar em 2028”. Nossos políticos, cujos interesses principais todos já conhecemos, inclusive os que detêm o poder atualmente, se apegam, mais uma vez, às despesas da saúde e da educação para servir de argumento definitivo sobre a necessidade da reforma da Previdência. Quem já se deu ao trabalho de analisar a situação da Previdência no Brasil sabe, sem nenhuma dúvida, que o sistema de remuneração da mesma, nos moldes atuais, está superado. Um único argumento basta para mim, ou seja, a nossa população, felizmente, já tem a sua expectativa de vida acima da época em que os cálculos em vigor foram elaborados. Entretanto, antes de cortar as verbas para a saúde e a educação, existe um número imenso de dotações orçamentárias destinadas aos nossos políticos que, como sabemos, o aplicam prioritariamente em benefício próprio e/ou para enriquecimento ilícito. Podemos citar como exemplos as execráveis verbas partidárias e a recém-criada para a campanha eleitoral. A reforma da Previdência é, sem dúvida nenhuma, necessária e urgente, mas com certeza, antes de onerar ainda mais a população, o governo Temer tem por obrigação cortar as mordomias de todos os cargos em comissão da máquina pública, destinados a membros dos Três Poderes e cupinchas regiamente remunerados e via de regra totalmente despreparados para o seu desempenho. Também há que diminuir a diferença existente entre os vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o maior do funcionalismo, e o salário mínimo, que já não representa o mínimo há muito tempo. Apontar somente a saúde e a educação como fatores para o aumento de encargos para a população já encheu faz tempo e ninguém acredita mais nessa balela.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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RISCO DE DESMANIPULAÇÃO


Editorial do “Estadão” de 22 de novembro de 2017 mostrava a “Brutal desigualdade” entre os valores médios das aposentadorias, cuja média no regime é de R$ 1.240,00. No Poder Executivo, a média é de R$ 7.583; no Judiciário de R$ 26.302; e, no Legislativo, de R$ 28.547. Em 1 de dezembro de 2017, o colunista do caderno de Economia Fernando Dantas, em seu artigo intitulado “Privilégio adquirido”, informava que, segundo dados que estão no documento Aspectos Fiscais da Seguridade Social no Brasil, o Brasil gasta por ano R$ 127.692,40 com cada militar reformado; R$ 99.217,90 com cada pensionista ligado à carreira militar; R$ 68.115,90 por aposentado ou pensionista do serviço público civil na esfera federal; R$ 10.715,50 por aposentado ou pensionista rural; e R$ 1.501 por beneficiário urbano do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), o regime previdenciário do setor privado. Os números referem-se ao déficit da Previdência do setor público federal, civil e militar. Desconta, portanto, as contribuições dos que estão na ativa, e é efetivamente pago por nós, contribuintes como um todo. Na mesma edição, fomos informados de que a digníssima juíza federal Rosimayre Gonçalves de Carvalho, em medida liminar concedida à Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, suspendeu os anúncios da campanha a favor da reforma da Previdência do governo, intitulada Combate aos Privilégios. A juíza alertou para os riscos de a opinião pública ser “manipulada”. Na minha humilde opinião, data vênia, juíza, o único risco que se corria era justamente de que a opinião pública fosse informada e, portanto, “desmanipulada”!


José Gilberto Silvestrini  jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga


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MULHERES E APOSENTADORIA


A média de vida das mulheres brasileiras é de 79,4 anos (IBGE). De acordo com o projeto atual da reforma da Previdência, poderão se aposentar aos 62 anos. E a gritaria é grande contra a medida. Pena, por questões de timing, teria sido melhor Temer divulgar a pesquisa amplamente e, depois, propor a idade mínima, que, aliás, poderia ser igual à dos homens, 65 anos, e ainda restariam 14,4 anos de aposentadoria.


Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo


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PREVIDÊNCIA E ATITUDE


Com toda razão Fernando Henrique Cardoso reclama “Coragem e decência” em seu mais recente artigo no “Estado” (3/12, A2). Em resumo, trata-se de atitudes, e atitudes hão de prevalecer sobre considerações eleitoreiras ou outras pouco confessáveis. As atitudes definirão as mudanças na cultura política. Um partido há de liderá-las. Até que enfim alguém da cena política pronuncia que a reforma da Previdência depende apenas de atitude. Atitude que gera credibilidade, que resulta em votos conscientes e fundamenta uma reforma da cultura política.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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JECA TATU


FHC, em seu mais recente artigo, menciona, em rápidas pinceladas, as conquistas obtidas em seus governos, seguidas pelas dos mandatos petistas, esquecendo-se, porém, dos significativos avanços que, quer queria ou não, pertencem ao período do regime militar. Desta vez, assume um tom mais suave do que o das últimas manifestações, nas quais favorecia com firmeza o desembarque imediato, pelo partido do qual é ícone, do atual governo, cujo programa, no entanto, recebera inicialmente apoio sem restrições. Lembrou, agora, a necessidade de ratificar uma agenda reformista nascida na postulação programática do PSDB e acrescentou que, mesmo que ocorra o abandono do barco, o partido não deve abdicar de suas propostas. Só um pequeno reparo: o ditado “ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”, citado na abertura do artigo, não é do tempo do Jeca Tatu, mas de muito antes, da primeira metade do século 19, proferido pelo naturalista francês Auguste de Saint Hilaire (1779-1853), que viveu em nosso país estudando suas plantas. Como se vê, o Brasil ainda não acabou e saúvas de espécies desconhecidas à época persistem e aumentam sua população.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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QUESTÃO FECHADA


Em seu artigo de 3/12, FHC defende a unidade  do PSDB e a defesa dos princípios programáticos do partido. Concordo com  sua posição, mas deveríamos demonstrar claramente a união e o posicionamento partidário, e não individual, fechando questão a favor das reformas da Previdência, tributária e, principalmente, da reforma política e o amplo combate à corrupção, começando no próprio partido.


José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto


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RUMO


O artigo de FHC (3/12, A2) serve de rumo não só para o PSDB, como, também, para os demais partidos que têm como objetivo –real – o progresso ético e econômico de nosso país.


José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto


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‘CORAGEM E DECÊNCIA’?


No seu artigo “Coragem e decência”, publicado no jornal “O Estado de S. Paulo” dia 3/12/2017, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pergunta: “É boa a prestação de serviços pelo SUS?” “Depende”, escreve o mesmo. Onde está a “decência” em afirmar isso? Há duas semanas atendi uma paciente com quadro de câncer de útero que caminha há meses para a rede do SUS, e nada lhe é oferecido. Centenas de homens diagnosticados com câncer de próstata no Brasil não receberão o devido tratamento pelo SUS para a sua doença, que vai evoluir e matá-los. Devemos, sim, com todo respeito a um ex-presidente, ter a decência e a coragem para dizermos a verdade aos leitores do jornal “O Estado de S. Paulo”, que o SUS está falido porque os políticos brasileiros roubaram fortunas desviadas do SUS. O artigo do ex-presidente FHC nada tem a me ensinar em termos de coragem e decência.


Modesto Jacobino, médico, foi vice-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia jacobino@svn.com.br

Salvador


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SEM MORAL


FHC, como presidente vitalício do falido e caído PSDB, do qual sempre fui eleitor, adora falar, e fala muito, mas também coisas que não mudam nem vão mudar em nada o PSDB, afinal, nas próximas eleições, vai acontecer com eles o que aconteceu com o “ético” e “honesto” PT nas últimas eleições. Acho que FHC deveria ficar calado, porque depois que, quando presidente, disse em alto e bom som que quem se aposentava aos 50 anos era vagabundo – e ele o fez bem antes dos 50 anos, ainda com mais de uma aposentadoria –, não tem moral para falar mais nada nem em nome do PSDB nem em nome de ninguém.


Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro


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NÃO À INCOERÊNCIA


Para ver se seu partido, o PSDB, acorda de vez e joga no lixo da incoerência as mesquinharias políticas da sua cúpula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em mais um excelente artigo no “Estadão” (3/12, A2), recorreu até aos tempos do Jeca Tatu, citando o célebre ditado “ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”. Para melhor dizer: ou o PSDB dá um corretivo nos cabeças pretas, sai definitivamente de cima do muro e toma coragem para apontar soluções para os problemas nacionais, incluindo apoio irrestrito à reforma da Previdência, e também de aproximação com o PMDB, ou o seu candidato ao Planalto, provavelmente Geraldo Alckmin, ficará isolado e sem chance de vitória no pleito de 2018.     


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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CEGUEIRA


É impressionante a cegueira do sr. FHC. Esqueceu-se de que é o único culpado pela situação atual ao preferir, em sua imensa vaidade, eleger um sindicalista esperto, em vez de apoiar José Serra, que lhe é intelectualmente superior. Tudo para lustrar um pouco mais a sua biografia de sociólogo. Deu no que deu. E, agora, quer erguer esta bandeira? O sr. FHC passou os oito anos dos mandatos de Lula sem abrir a boca, e agora espera que se apoie o sr. Alckmin, cuja biografia não poderia ser mais nula e apagada, ao jamais assumir um compromisso com coisa alguma nem ter executado nenhum projeto em nível estadual digno desse nome. O Metrô que o diga. Recordam a porcentagem com a qual foi reeleito de raspão em São Paulo? Não chegou a 1%. Imagino um debate político entre os atuais candidatos: Alckmin (o Santo, vestindo uniforme da Petrobrás), tatibitate, como sempre, sem dizer a que veio, só vomitando números; Lula (o Brahma), surfando no seu papel preferido de animador de auditório; e Jair Bolsonaro, tonitruante em suas convicções trumpistas. E o sr. FHC (por que só agora?) fala em levantar as bandeiras das políticas que apoia para o Brasil. Argh!


P. M. Wilke wilke.pmichael@gmail.com

São Paulo


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CANDIDATURAS PRESIDENCIAIS


Num momento de tão grandes incertezas, o PSDB tenta se equilibrar após decisões desastradas. Muitos leitores deste “Fórum” já manifestaram reiteradas vezes o desapontamento que passaram a sentir pelo partido. Mesmo assim, o círculo de candidatos potenciais a presidente a ser apresentado à população segue sendo o dos mesmos já vistos nos últimos 20 anos. Será que o partido não tem quadros ou será que a máquina partidária impede a necessária oxigenação? Tem-se de trabalhar com fatos, com a realidade, e, se um postulante que já foi candidato anteriormente tem índice baixo de simpatia popular, é porque infelizmente tem baixo nível de identificação  com  quem  o elegera. É lamentável que assim seja, mas não podemos deixar de notá-lo, já que seguramente isso será objeto de avaliação futura pelos adversários. O fato a ter fresco na memória é que um provável futuro candidato ter perdido um segundo turno com votação menor que no primeiro também o desabona. Será possível um postulante se reinventar no curto prazo e vender uma imagem tão renovadora, como a buscada hoje pelo eleitor até as próximas eleições? O candidato virtual aposta que sim. Veremos no futuro como a aposta se concretizará.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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ELEIÇÃO NO ESTADO


O perfil do pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, Luiz Felipe D’Ávila, sinaliza um dos mais relevantes fatos eleitorais de 2018. Se, paulatinamente, fica claro que a transição da velha política para a nova não acontecerá num piscar de olhos, Ávila nos traz o alento de uma proposta calcada em conteúdos, estribada em primoroso preparo intelectual, desassombro e clareza no detalhamento. Quem conhecê-lo vai preferi-lo. Desta vez Geraldo Alckmin não terá do que se arrepender com a indicação.       


Fernando Dourado Filho douradofernando372@gmail.com

São Paulo


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‘PEGA, MATA, ESFOLA’


Bolívar Lamounier, como sempre, produz artigos que primam pela clareza e profundidade no trato de assuntos políticos. No artigo “Pega, mata, esfola” (2/12, A20), venho sugerir, modestamente, que o parágrafo final fosse: “Deixemos, pois, de lado a nossa triste condição de súditos de uma monarquia disfarçada, que nem o passado recente conseguem guardar na memória”. Quanto ao passado remoto, da Proclamação da República, a amnésia é total, mas quanto ao presente, somos induzidos a pensar em Monarquia, quando a mídia faz todos os dias referência aos Palácios habitados pelos “imperadores” e suas cortes.


Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia


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DESPREZO PELO VERNÁCULO


Duvido que esta carta seja publicada, mas, se a escrevo, é por estar convencido de que a degradação moral do Brasil é acompanhada, qual doença infantil, por um desprezo progressivo, sub-reptício e pseudocultural pelo vernáculo. Sabemos que os idiomas, embora dinâmicos na sua evolução, carregam em si toda a bagagem emocional, cultural e libertária de um povo. Não é à toa que os regimes ditatoriais, frequentemente e de várias formas, procuram sufocar a liberdade linguística das suas minorias. Olavo Bilac, príncipe dos poetas brasileiros e grande civilista, com propriedade nos lembra que “a pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos, é o idioma criado ou herdado pelo povo. Um povo começa a perder a sua dignidade, a sua existência autônoma quando começa a perder o amor pelo idioma natal”. Este fenômeno presente, principalmente, no comércio e na imprensa, que parece sem sentido, inócuo e até ignorado por boa parte dos políticos e intelectuais brasileiros, é um dos ingredientes que faz falta na argamassa de um povo com p maiúsculo.


Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo


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PRÉDIOS PÚBLICOS ABANDONADOS


Na maioria dos municípios brasileiros existem prédios públicos desocupados e, paradoxalmente, as prefeituras, o Estado e até o governo federal pagam aluguéis para instalar suas repartições. A mudança do perfil tecnológico, como a troca da máquina pelo computador, permitiu a execução dos serviços em espaço menor que antes. Os antigos arquivos de papel hoje estão em mídias guardadas dentro de gavetas. Nas localidades servidas por estrada de ferro, a desativação do trem de passageiros jogou na ociosidade estações, armazéns e grandes oficinas. Muitos desses prédios estão abandonados. O ideal seria que os governos federal e estaduais tivessem o controle efetivo de seus imóveis e a eles dessem destinação sempre que perdem a finalidade inicial. Isso evitaria o sucateamento e a tomada dos imóveis pela criminalidade e ainda economizaria o dinheiro hoje empregado em aluguel. Não podemos nos esquecer de que todo este patrimônio foi construído com o dinheiro do povo. Nada melhor do que servirem à coletividade, sempre.


Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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VACINA CONTRA A DENGUE


Vejam o absurdo e a incoerência: a vacina contra a dengue não serve para quem nunca teve dengue, só para quem já teve a doença. Dá para acreditar? Quem não tinha dengue e se vacinou para não tê-la pegou a doença. Só no Brasil uma coisa desta. Nem a autoridade do governo, no caso o diretor da Anvisa, sabia dessa situação da vacina e teve de ligar para a Sanofi (laboratório que fabrica a vacina) para se inteirar do assunto para ter dados sobre a vacina. Isso é demais! É inacreditável! Conclusão (e acredite se quiser): quem nunca teve dengue não deve ser vacinado, só deve ser vacinado quem já teve a dengue.


Cleomenes Simões cleobazi@hotmail.com

Guarulhos


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A SOLIDÃO


Magistral a crônica de Ugo Giorgetti (“As formas de solidão”, 3/12, A23) apresentando a solidão vivida por três jogadores de futebol que passaram por momentos marcantes nesta semana: os goleiros Muralha e Aranha e o meio-campista Zé Roberto. Parabéns ao cronista pela sensibilidade.  Parabéns ao “Estadão”, por ter um escritor dessa envergadura em suas páginas.


Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

 

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