Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 03h05

DE OLHO EM 2018

Campanhas ilegais

Provavelmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem uma orientação que escapa ao comum dos mortais. Em função disso, “caravanas” não caracterizariam propaganda eleitoral antecipada, sendo tratadas como mero evento turístico. Eventuais comícios, vistos sob esse prisma, seriam considerados como meros encontros sociais, eventos merecedores de soberana indiferença. Cabe perguntar: até quando? Provavelmente, até meados de 2018, quando as majestades togadas considerarão tudo isso meros pecadilhos, seguramente inimputáveis. Talvez uma doce reprimenda venha a expressar uma suave reprovação, apenas. Caso essas “caravanas” sejam proibidas – evento altamente improvável –, bastará trocar o nome por cáfila: cáfilas da cidadania, que tal? E tudo continuará como dantes nessa prestimosa geleia geral.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Acorda, TSE

É fácil impedir as campanhas eleitorais antecipadas, em época vedada pelo calendário eleitoral. Basta querer. Por exemplo: multiplique-se o valor simbólico da multa atual por cem e, novamente, por dez as multas acumuladas a cada transgressão da legislação eleitoral. E se for julgado conveniente, prisão. Outra possibilidade: cancelamento por cinco anos do pagamento do Fundo Partidário e demais benefícios, pelo TSE, do partido transgressor. Mais simples ainda: tornar inviável por tempo indeterminado a candidatura em causa e prender o transgressor. Política tem de ser coisa séria.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

CORRUPÇÃO X ELEIÇÃO

Tudo é possível?!

O PT trabalha desde agosto com um parecer jurídico encomendado pelo partido e elaborado pelo advogado eleitoral Luiz Fernando Pereira no qual são apontadas nove hipóteses para Lula da Silva poder concorrer à Presidência da República em 2018 mesmo condenado em segunda instância pela Justiça Federal. Se a candidatura do multirréu vier a ser realmente efetivada nessas condições, o Brasil terá inaugurado um cenário vergonhoso, inacreditável e inédito em relação às práticas internacionais de justiça. E ratificará o fato de que neste nosso sistema legal, cheio de fissuras que fazem a fortuna dos causídicos, tudo é possível, até mesmo o inaceitável em qualquer outro sistema planeta afora.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

TUCANATO

Suicídio eleitoral

Em matéria versando sobre as tratativas acerca da votação da reforma da Previdência (4/12, B5), é citado que “a ala tucana que faz oposição a Temer afirma que votar por essas mudanças seria o mesmo que suicídio eleitoral”. Votar a favor é do interesse de 30 milhões de segurados do INSS. Já votar contra é do interesse de 1 milhão de privilegiados “servidores” públicos. Portanto, votar contra significará um suicídio eleitoral, digamos, bem mais numeroso.

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Jogo duplo

O PSDB está se fazendo de vítima, tentando passar a ideia de que foi traído pelo PMDB de Temer. Na minha avaliação, o PSDB está para o PMDB como o PMDB está para o PT. Todos são iguais. Já é tarde demais para renovar e o País respirar. Voto facultativo é a melhor opção.

LUIS HENRIQUE V. DE OLIVEIRA

lhv_oliveira@hotmail.com

Jales

Adeus às ilusões

A atitude do PSDB diante da aparente desorganização de seus membros causa a seus eternos eleitores sensação de desamparo. Uma grande desilusão ante a omissão descarada de apoio às indispensáveis reformas, mesmo vindas de um governo de outra sigla, que nunca escondeu sua cara, mas tenta pôr o País no rumo das necessidades dos cidadãos. Infelizmente, estamos sem chão e à procura de novos rumos. Sempre votei nos candidatos tucanos, mas...

LEILA E. LEITÃO

leilaelston@uol.com.br

São Paulo

GESTÃO DORIA

Prefeito reprovado

Eu me pergunto o que define se uma pessoa é inteligente ou não. João Doria é considerado uma pessoa inteligente, mas os sucessivos tiros no pé que ele se vem dando me fazem duvidar disso. Doria nem ao menos aprende com o fracasso de José Serra, que deixou a Prefeitura por voos mais altos e deu com os burros n’água. A continuar assim, Doria não se elege mais nem pra síndico de prédio.

VICTOR HUGO RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

SAÚDE PÚBLICA

PS interditado

A cada dia que passa fico mais triste com o descaso dos nossos dirigentes. Um hospital como o Santa Marcelina, na zona leste de São Paulo, que acolhe todos sem distinção, passar por esse problema de interdição por superlotação no pronto-socorro... Ora, isso acontece porque as freiras tentam desesperadamente atender todos os que necessitam de socorro. Em vez de interditar, deem mais recursos às irmãs para continuarem a sua obra, que ajuda e oferece alívio a todos os que lá chegam.

LEONILDA FERREIRA

leonilda.filtrosfam@gmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Professores esforçados

Discordo do editorial Investir bem nos professores (4/12, A3) quando afirma que somos bem remunerados e nos atribui a culpa pelo fracasso na educação. Sou professor efetivo de Geografia na rede estadual paulista, na qual ingressei no ano 2000 por concurso público, e mais três vezes passei nos novos concursos e em duas provas de mérito. Tanto investimento da minha parte, como de demais colegas, não surte efeito por causa da indiferença dos alunos e da família em relação à educação. A escola virou ponto de encontro com fins sociais, com boa merenda e “talvez” local onde estudar. Vivemos o socialismo na educação: alunos com baixíssimo rendimento em razão da indisciplina e que não deixam o professor lecionar acabam chegando com os bons alunos às séries posteriores. Exige-se tanta capacitação dos professores, mas fica a pergunta, plagiando Garrincha: combinaram com os russos (alunos)? Conto com a publicação deste desabafo de um professor que se esmera no seu trabalho.

FANDE MAMUD JÚNIOR

fande.mamud@yahoo.com.br

Ourinhos

N. da R. – Em momento algum o editorial atribui aos professores o “fracasso do ensino”, como afirma o missivista. Ele leu o que não está escrito.

“Cidadão consciente não vota em quem emperra a reforma da Previdência, em fichas-sujas nem em populistas sem programas consistentes”

HARALD HELLMUTH / SÃO PAULO, SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2018

hhellmuth@uol.com.br

“Das recentes pesquisas pode-se dizer que chovem, mas não molham...”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE AS CONSULTAS ELEITORAIS FEITAS COM 

MUITA ANTECEDÊNCIA DO PLEITO, EM QUE PONTIFICAM LULA E BOLSONARO

rtwiaschor@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A URGÊNCIA DA SAÚDE

A existência de 904 mil pacientes aguardando cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) - "Estadão" de 4/12 - é um vergonha. Esse número, apurado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), ainda é parcial, pois só 16 das 27 unidades federativas responderam à pesquisa. O governo trata os doentes com excesso de crueldade, impondo-lhe verdadeira tortura. Os grupos que defendem os direitos humanos deveriam protestar também neste caso e exigir solução. Não pode o paciente sofrer anos a fio porque a Constituição não é cumprida no seu artigo 196, que diz: "A saúde é direito de todos e dever do Estado". Infelizmente, a saúde pública é um desastre, a educação não educa, a segurança pública é deficiente e praticamente todos os direitos do cidadão constantes da Constituição são negligenciados. Precisamos da mais ampla e sincera reforma administrativa, que garanta a efetiva prestação dos serviços públicos já existentes, não permitindo que os recursos sejam empregados e, por qualquer razão, não cheguem ao destinatário final. Corrigir a ineficiência da máquina é muito mais urgente do que reformar a política, a Previdência, a lei trabalhista ou qualquer outra área. O cidadão está morrendo porque não recebe os serviços que lhes são devidos pelo Estado.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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PAGAMOS POR NADA

 

Vivemos num país onde a carga tributária é uma das maiores do planeta (38%), mas não temos segurança, nem educação minimamente satisfatória e muito menos saúde minimamente desejável. Assim, temos o direito de pagar tributos e o dever de não poder fugir deles. Resultado parcial das observações: 904 cirurgias eletivas pendentes no SUS, cuja realização demorará por volta de 12 longos anos. Enfim, o benefício em relação ao custo Brasil é quase nulo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PRIORIDADES

Fomos notificados pela imprensa de que existem mais de 904 mil pessoas esperando em filas, há mais de 7 anos, por cirurgias eletivas. Já para as cirurgias de mudança de sexo o SUS atende prontamente. O que é prioridade no nosso país? O povo realmente necessitado, com certeza, não é.

Claudio  Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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REVOLTA

Ainda tenho a opinião de que todos os corruptos que desviam dinheiro público, principalmente, da área de saúde, da segurança e dos transportes deveriam responder criminalmente por homicídio doloso, afinal, quantas vidas não se perderam, se perdem e se perderão por causa desses bandidos? Como no Brasil a urgência urgentíssima é em dar habeas corpus a marginais de alta periculosidade, que são aqueles que usam canetas, não creio que muita coisa mudará, a não ser que o povo se rebele e, numa revolta, faça com que estes corruptos amarguem da pior forma possível punição por seus desmandos, seu descaso. Ou 904 mil pessoas na fila do SUS não são motivo suficiente para uma revolução? Os piores inimigos do povo brasileiro são os governos municipais, estaduais e federal, com seus políticos calhordas, bem como o Judiciário, por sua conivência com os poderosos.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

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JUSTIÇA E JUSTIÇA SOCIAL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sugeriu que a jurisprudência que autoriza o início do cumprimento de pena após a condenação de réus em segunda instância deve ser repensada, e é dispensável no âmbito da Operação Lava Jato. No mesmo dia, reportagens mostraram a agonia de milhares de doentes sem atendimento médico adequado ao longo de todo o Brasil, por culpa, sobretudo, da corrupção. E quando o Direito é um discurso com fim em si mesmo, e não meio para a consecução de uma verdadeira justiça, inclusive social, até mesmo tribunais superiores se tornam dispensáveis.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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GILMAR FORA DE PRUMO

Não precisa ser jurista para saber que, infelizmente, o ministro do STF Gilmar Mendes fala demais e anda fora de prumo. Quando diz que prisão após condenação em segunda instância é "dispensável" e que "a detenção provisória virou eterna, talvez para obter delação", trata-se de uma declaração grave e irresponsável do ministro. Ele desrespeita o grande trabalho que fazem o Ministério Público Federal e a Polícia Federal na caça aos corruptos. A prisão após condenação em segunda instância, conforme decisão do próprio STF, é um avanço judicial importante para que criminosos não fiquem impunes graças a leis anacrônicas que permitem recursos judiciais intermináveis.  Afinal, quem Gilmar quer proteger da prisão? Seu amigo e empresário corrupto Jacob Barata Filho, que por três vezes foi liberto da prisão pelo ministro Mendes, indignando toda a Nação e grande parte de juristas renomados? Ou seria, entre muitos políticos investigados, também o chefe de toda esta quadrilha, Lula da Silva? Ora, no momento que vivemos, saindo de uma histórica recessão, com alto índice de desemprego, não é hora de brincar com as nossas instituições.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DE NOVO

O ministro do STF Gilmar Mendes critica a prisão preventiva. Isso vale só para seus amigos ou para o total da massa carcerária? São cerca de 40% dos presos no Brasil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DISPENSÁVEL

Ministro do Supremo afirma que provisórias decretadas a partir da operação tornam detenções dispensáveis após condenação. Seguindo a mesma linha de raciocínio do caríssimo ministro, o STF também é totalmente dispensável. Senão vejamos: inúmeros processos contra políticos parados até 10 anos, pedidos de vista em processos já decididos, processos de perdas das poupanças parados há mais de 30, sim, 30 anos no STF! Para que, então, temos o STF?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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DO PRÓPRIO VENENO

Se o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) conhecido como "o libertador-mor da República" resolver assumir uma nova "persona", agora como "vira-casaca-mor do Judiciário" e mudar seu voto na questão da possibilidade de cumprimento de pena a partir de condenação em segunda instância, não seria o caso de outro ministro, favorável à decisão já tomada nessa questão, pedir vista do processo por tempo indeterminado, fazendo com que alguns membros da nossa maior Corte provassem do próprio veneno? Seria, no mínimo, divertido!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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NÚMEROS

Será que Gilmar Mendes, agora conhecido como o soltador-amor de criminosos, ainda não estudou as estatísticas sobre a Justiça brasileira? Que menos do que 3% das condenações em segunda instância são reformadas no Superior Tribunal de Justiça? Parece que, para ele, é melhor ter 97% dos criminosos soltos. Ou ele está com medo dos juízes que prestaram concurso público e não foram nomeados pelos amigos, como ele? 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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CONDENAÇÕES LENTAS

É ponto pacífico que a prisão de corruptos e outros criminosos após prisão em segunda instância, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, foi um avanço muito significativo. A condenação em terceira instância é por demais lenta e prejudica muito a punição de malfeitores em processos que duram anos para terminar. Mas o ministro Gilmar Mendes, falastrão, como sempre, afirma mais uma vez que a condenação em segunda instância é plenamente dispensável. Fica claro que ele é sempre favorável à demora das punições aos corruptos e demais malfeitores de toda espécie. Ora, ora, senhor ministro.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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DITADORES NO JUDICIÁRIO

Desde quando o Judiciário foi investido com o poder de decidir o que é certo para a sociedade e determinar o que deve ser feito? Até mudança constitucional em contrário é papel que cabe ao Legislativo. Ao Judiciário apenas é definido o papel de resolver conflitos de interpretação com relação às leis emanadas do Legislativo! E ao STF não cabe "nadar contra a corrente", mas, sim, impedir que qualquer um, seja por que motivo for, saia do curso da lei. Se não queremos ditadores no Executivo, muito menos os queremos no Judiciário.

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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IMPEDIMENTO

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, diz que decidirá em breve sobre impedimento de Gilmar Mendes. Se ele continuar decidindo da forma como está fazendo, nada mais justo um corretivo ao nobre ministro.

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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AS ESTRIPULIAS DE MENDES

Gilmar Mendes representa o atraso, não passa de um boquirroto. Sua presença no STF envergonha o nosso país. É como se o PCC tivesse um representante no Congresso Nacional. Ele não tem nenhum respeito por ninguém e age ao seu bel prazer, achando-se acima da lei. O caso da soltura do empresário Jacob Barata Filho beira as raias do absurdo. Enquanto seus pares do Supremo não resolverem reagir contra este mequetrefe, as coisas não vão mudar. O único ministro que se contrapõe a este representante das forças corruptas que dominam este País é o ministro Luiz Roberto Barroso, pessoa digna de todo respeito.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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INTERESSES PESSOAIS

Mais uma vez o ministro do Supremo Gilmar Mendes afronta e indigna os cidadãos de bem deste país, soltando, pela terceira vez, criminosos comprovadamente atuantes no transporte coletivo do Rio de Janeiro. Nossa instância maior da Justiça, que atravessa uma séria crise de credibilidade, novamente deu mostras de parcialidade, criando uma onda de protestos e revoltas em todo o País. O ministro Gilmar Mendes, responsável por mais esta ação, demonstra interesses pessoais no habeas corpus de Jacob Barata Filho, já que foi padrinho de casamento da filha do réu, que, por "coincidência", é cliente do escritório de advocacia onde trabalha a esposa de Mendes. O ministro zomba do Brasil e dos brasileiros, agindo como ditador judiciário, certamente constrangendo seus pares de toga.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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FELIZ NATAL!

Papai Noel poderia esvaziar seu saco de presentes deixando mais saúde, educação, segurança e honestidade para a população brasileira, e retornar à Lapônia, na Finlândia, com o saco cheio de corruptos, bem longe do alcance dos habeas corpus do ministro Gilmar Mendes.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DE OLHO NO MINISTRO

Os brasileiros, já cansados de corrupção e do descalabro dos governos, se deparam agora com a leniência de alguns segmentos da Justiça brasileira, agora mais percebida nos seus mais poderosos escalões deste poder da República. Os olhos daqueles que se indignavam contra a corrupção agora se voltam para as intempestivas e incompreensíveis decisões do ministro Gilmar Mendes, com efeito ensurdecedor, em face do silêncio do STF. Seria inimaginável num sistema democrático que alguém pudesse ter tanto poder sem base justificável. Soltar bandido por três vezes, na contramão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, é uma agressão ao nosso Judiciário, ao País e ao seu povo, que procura por novos tempos. Sob suspeição por ter ralações de amizade com o acusado, o ministro Gilmar se torna o maior protagonista desta crise. Para sua própria proteção e da imagem do STF, deveria ser imediatamente afastado desta prerrogativa de concessão de habeas corpus para pelo menos este caso. Mas, como parece costume, a Suprema Corte, que desejaríamos que fosse Suprema no mais nobre significado desta palavra, se esconde no manto de seus regimentos internos e no apoio incondicional aos seus membros, mesmo que equivocados. Não deveria. Dessa maneira o STF desacredita o Brasil e abre portas para devaneios como a chamada intervenção constitucional. O STF não pode tolerar absolutamente nenhuma ação que possa ser ou mesmo parecer que está tomando medidas para proteger algumas pessoas e não à nação destas. Ninguém pode se sobrepor à nossa democracia e aos anseios de seu povo. Em alguns países ditatoriais, o Executivo se sobrepõe à Justiça para praticar as suas decisões autoritárias livremente. Aqui, no Brasil, parece que membros da Justiça podem fazer o mesmo.

Manoel Sebastiao de Araujo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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ATO VERGONHOSO

Senhores ministros, até quando vão ficar calados vendo os absurdos despachos deste sr. Mendes? Sra. presidente Cármen Lúcia, não há no regimento interno do STF um item que permita ao presidente  punir atos vergonhosos praticados  por um dos seus ministros? Ou não é um ato vergonhoso mandar soltar um preso para quem o cunhado do ministro trabalha e para quem a esposa do ministro advoga? A quem posso recorrer contra essa vergonha nacional?

Godofredo C. F. Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

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VIROU BAGUNÇA

O Supremo virou laxante? Toda a esperança e a confiança da população na Justiça na época em que Joaquim Barbosa fazia parte do Supremo viraram fumaça. O caso Barata virou o "maior barato", a amizade virou bagunça, como diria o saudoso Adoniram, também Barbosa.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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COMENTÁRIOS DESAIROSOS 

As decisões de um ministro do STF têm tido grande repercussão. E isso exige dos magistrados da Corte Maior os procedimentos que não permitam que se tirem ilações que diminuam o conceito de que todos os ministros precisam desfrutar. Mas, no momento político atual, muitas liberações de quem já está preso suscitam dúvidas e até comentários desairosos. Isso precisa ser evitado. Já basta o clima negativo nos procedimentos da classe política, quando visam a interesses pessoais ou corporativos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ESPETACULARIZAÇÃO NO STF

Muito se tem falado ultimamente sobre o "reality" em que está se transformando o STF, com seus ministros se sentindo atores diante de uma câmera. Contudo, há alguns ministros que têm extrapolado suas participações. O ministro Gilmar, por exemplo, discute suas posições na imprensa muito antes de a questão ser colocada em votação, parece que está tentando intimidar os demais juízes. O ministro Dias Toffoli parece carregar a carteira do PT até hoje, debaixo daquela capa, enquanto o ministro Alexandre de Moraes dá-nos a impressão de que nunca leu nada do que está sendo discutido no STF. Dá saudades do dr. Carlos Ayres Britto. Mas estão sempre à procura dos holofotes. A Corte Suprema nos EUA cuida muito mais da dignidade.

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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PEDIDOS DE VISTA

Na edição de segunda-feira do jornal "Estado" foi veiculada matéria tratando da extrapolação dos prazos normais nos pedidos de "vistas" pelos ministros da Corte Suprema em processos. Foram elencados os nomes dos ministros e prazos decorridos sem a devolução para julgamento. Acredito que, por um lapso, não foi mencionado que o ministro Luiz Fux pediu vistas no processo ACO 2.162 em 11/6/2015 e, até o momento, não devolveu o processo para julgamento. Isso deve ser um recorde.

José Antonio Moreira rsbrasil@real-soft.de

São Paulo

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LONGO PRAZO

Os pedidos à vista no STF são devolvidos a longo prazo.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DE NORMAS

Pedido de vista de processo em julgamento consta das normas internas do STF. Dão ao ministro prazo de 2 semanas para devolvê-lo - prazo que deve ser obedecido. Pois o STF é paradigma para toda a instituição do Judiciário. Máxime, quando se trata de matéria já decidida em plenário. Sob pena de julgar - injustamente, afirmo - que esse pedido tem fim escuso. Mas é o que, infelizmente, está acontecendo. Com desnecessário prejuízo para a figura do Supremo. Que sejam mudadas essas normas internas com a finalidade de, em havendo esgotado o prazo regulamentar, ser o julgamento novamente colocado em pauta para ser finalizado.  

José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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VOTOS PELA REFORMA

Ministro da Casa Civil de Michel Temer, Eliseu Padilha, aquele enroscado na Justiça (acusado de querer abafar a Operação Lava Jato, citado durante a Lava Jato 45 vezes, denunciado por envolvimento em corrupção, suposto responsável pela distribuição de R$ 4 milhões repassados pela Odebrecht à campanha de Temer), agora promete R$ 3 bilhões "se reforma (da Previdência) for aprovada". Seria mais um processo, se a Justiça brasileira fosse séria, porque, se isso não for compra de votos, eu não sei o que é! Gostaria de um pronunciamento da Justiça brasileira sobre essa aberração.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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MAIS RESPONSABILIDADE

O principal projeto de Michel Temer, a reforma da Previdência, apesar de dificultar a aposentadora de parte dos brasileiros, tem como objetivo equilibrar as contas públicas, garantir oportunidades para todos e cortar privilégios. Para tanto, ele necessita destes parlamenteares indecisos que só pensam na eleição de 2018 em detrimento da aprovação da proposta. Hoje, temos um governo sério, que já conseguiu, a duras penas, a reforma trabalhista, a aprovação do teto dos gastos, a saída da recessão, o início da diminuição do desemprego, dos juros, da inflação e a retomada do crescimento. Deputados e senadores, sejam mais responsáveis e pensem mais no Brasil.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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A PREVIDÊNCIA E O PALANQUE

Se os deputados, prováveis candidatos em 2018, não querem votar a reforma da Previdência por medo de perder votos, como a apresentarão e defenderão na campanha de 2018? Se creem que o povo em geral é contra a reforma porque ela é dura, já devem estar preparando as mentiras em que basearão as suas plataformas. "Apoiar a reforma agora é perder votos e comprometer a reeleição". Pode haver intenção mais canalha do que esta, ao preparar-se claramente para mentir, ou omitir, sem nenhum escrúpulo? E dane-se o Brasil!

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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TEATRO DO ABSURDO

O "Estado" exagerou no editorial de domingo (3/12) "A ficção que trava a reforma", ao classificar de absurda a possibilidade de Michel Temer não só vir a ser candidato às eleições presidenciais do ano que vem, como de ser efetivamente eleito. Se há algo que não falta na política brasileira são possibilidades absurdas que podem, sim, virar realidade. Apenas para mencionar alguns exemplos passados e presentes deste grande teatro do absurdo: a reeleição de Dilma Rousseff em 2014, Lula e Bolsonaro à frente das pesquisas para 2018 e Celso Russomano candidato a governador pelo Estado de São Paulo após duas derrotas seguidas na concorrência à prefeitura paulista. A candidatura de Temer pode até ser improvável e absurda. Impossível é que não é. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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BATATA QUENTE

A recente pesquisa "sob medida" realizada pelo Datafolha a longínquos dez meses das eleições, apresentando Lula como favorito, sem conhecer ao menos quem serão os candidatos que ainda se apresentarão até 2018 - alguns com boas chances de vencer o pleito -, não passa de um exercício de futurologia com a mesma precisão de uma bola de cristal, com a finalidade de usar supostos altos índices de popularidade de Lula para constranger o juiz Sergio Moro, fazendo-se passar por líder popular perseguido pela Justiça. Não por acaso, os advogados de Lula entraram com o quinto recurso de suspeição contra Sérgio Moro na ação em que o "honestão" é acusado de receber propina da Odebrecht. Pela quinta vez esse tipo de recurso foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). A batata de Lula está assando.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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'A UTILIDADE DAS PESQUISAS'

Sobre o editorial "A utilidade das pesquisas" (5/12, A3), declaro: no panorama político partidário atual, só mudarei meu modesto voto em Jair Bolsonaro se surgir um candidato independente. A propósito, onde está o jurista Modesto Carvalhosa?

João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo

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CEDO DEMAIS

Interessante editorial do "Estado" de ontem sobre pesquisas eleitorais (5/12, A3). Para mim, além de ser um pouco cedo para essas pesquisas, caso tenham alguma credibilidade, mostram que, se Lula está em primeiro, a situação é grave. Ou temos muito mais vigaristas no País do que imaginamos ou pensamos serem somente os políticos e servidores corruptos.

  

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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CRUZADA PELA EDUCAÇÃO

Inacreditável! Absurdo! Lula disparado em primeiro lugar nas pesquisas para a Presidência em 2018? Uma cruzada pela educação já!

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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UM ERRO PODE SER FATAL

Será que os  muitos "presidenciáveis" de tantos partidos não se deram conta de que, enquanto eles acariciam seus próprios umbigos, pulverizam suas chances de chegar ao poder? A esquerda, estrategicamente, se afunila. Ou vai Lula... e, se não der, os lulistas todos apoiarão um candidato de esquerda, seja ele Ciro Gomes, do PDT, ou Manuela D'Ávila, do PCdoB. No momento oportuno se decidirão. É neste cenário que os tucanos resolveram afoitamente apear do governo Temer para não se "contaminar". E agora o PMDB dá o troco descartando a possibilidade de apoiar Geraldo Alckmin na campanha presidencial. É muita falta de profissionalismo, excesso de egocentrismo ou pura falta de sintonia com os anseios do povo? Sabe-se lá. Chegamos a um ponto em que um erro será fatal para nosso futuro. Ou vai ou racha de vez! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MAIS DO MESMO

O brilhante articulista Fernão Lara Mesquita ("Estado", 5/12, A2) é o único que aborda a verdadeira reforma política de que o Brasil precisa. Voto distrital puro, com recall, igualdade na representação na Câmara e facilitação de leis de iniciativa popular e referendo em leis que envolvam benefícios para as castas que sugam o Brasil igual a saúva mencionada na coluna. O triste é que esse debate não aparece na mídia, em fóruns, nos círculos intelectuais, em lugar nenhum. Conclusão: a eleição de 2018 será mais do mesmo, infelizmente.

José Severiano Morel Filho zzmorel@icloud.com

Santos

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É PRECISO, SIM, COMEMORAR O CRESCIMENTO

O crescimento de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2017, aliado à popularidade crescente do presidente Temer - não captada pelas pesquisas - e à retomada de todos os setores da economia, alegra o brasileiro. Os salários estão em alta, o emprego está a todo vapor e os investimentos seguem a tendência de confiança. Em meio a tudo isso, temos ainda a excelente notícia de que a Operação Lava Jato está cumprindo seu papel de acabar com a corrupção de maneira transparente e republicana. O eleitor também entendeu esse momento alvissareiro, como as pesquisas mostram: Geraldo Alckmin, Luciano Huck, Jair Bolsonaro e Michel Temer lideram a preferência dos eleitores mais qualificados - pois eles representam o novo na política -, ao mesmo tempo que as candidaturas que representam o atraso vão caindo cada vez mais. Cumprimento o "Estadão" pela excelente cobertura, imparcial e técnica, estendendo a saudação a todos os seus colaboradores que nos brindam diariamente com textos instigantes e bem escritos. 

Gustavo José Conde condegustavo@gmail.com

Caçapava 

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O MINHOCÃO E O AR DE SP

A pretensão de "parque" no Minhocão - via elevada passando no meio de prédios residenciais, a 8 metros de altura, sem as mínimas condições de segurança - pretendida pelo Projeto de Lei (PL) 10/14, do vereador José Police Neto, é considerado "atentatório à saúde e segurança pública". Sem eliminar a estrutura do Minhocão, os carros de cima congestionarão as pistas debaixo, dobrando os já altos índices de poluição. As pistas do Minhocão, com 17 metros de largura, funcionam como gigantesca "tampa de panela" que impedem a dispersão na atmosfera dos gases poluentes, cancerígenos, vitimando ainda mais os milhares de moradores.

Francisco Gomes Machado, diretor do Movimento Desmonte Minhocão mdm16sp@gmail.com

São Paulo

 

 

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