Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 03h10

REFORMAS

Previdência

Enfrentar as mudanças estruturais que há muito tempo são urgentes no País não é tarefa fácil para nenhum governante. Não é por atitudes demagógicas e voluntariosas que um presidente da República conseguiria fazer aprovar no Congresso Nacional reformas como a trabalhista e impor um teto para os gastos públicos, senão por uma postura e ações de estadista. Ao propor reformas, mais do que necessárias, imprescindíveis, o governante certamente afronta privilégios e por conta enfrenta uma minoria de cidadãos (?) inconformados que se rebelam e espalham inverdades, mormente nestes tempos de redes sociais e fake news. A reforma da Previdência é um exemplo das desinformações que a minoria que vive com privilégios, à custa da maioria que trabalha e paga impostos, tenta impingir para assustar o povo e, assim, influenciar deputados e senadores, assustando-os também com a propalada perda de eleitores. As transformações estruturais são necessárias, principalmente para eliminar os sugadouros dos recursos que deveriam ser destinados à educação, à saúde, à segurança pública e a obras de infraestrutura para a modernização do Brasil. Pensem bem neste momento os senhores do Congresso Nacional. O ideal seria começarmos 2018 com esse enorme avanço resolvido, aumentando o clima de confiança que os investidores auspiciam.

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Teto salarial e desigualdade

A efetividade do teto salarial do funcionalismo público, que deve ser válido em todas as esferas de governo e todos os Poderes, na administração direta e indireta, incluindo remuneração, benefícios e auxílios, é assunto tão urgente como as reformas preconizadas, mas tem sido espantosamente negligenciado, embora seja vital para a economia e o equilíbrio fiscal. Na edição de ontem do Estado há quem defenda a reforma da Previdência e quem se insurja contra o teto de gastos (investimentos), mas o silêncio em relação à burla do teto salarial é absurdo, principalmente porque o tema já foi constitucionalmente regulamentado e é desobedecido por interpretações subjetivas de viés corporativo, representando o despejo de recursos públicos num ralo imensurável e se tornando fator gerador de desigualdades.

AIRTON REIS JÚNIOR

areisjr@uol.com.br

São Paulo

Alternativa grega

Eu já trabalhava quando, ainda jovem, foi criado o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Fui um dos primeiros em Campinas a fazer opção por tal regime e não me arrependi. Na ocasião houve uma grande e generalizada gritaria dos sindicatos, no Brasil todo, sob a alegação de que se extinguia a estabilidade aos dez anos de serviço e o sistema era prejudicial para o trabalhador. A orientação geral era para não optar. Pergunte-se hoje aos sindicatos e aos trabalhadores se querem o fim do FGTS. O mesmo se passa com a Previdência Social. Não percebem os sindicatos que uma boa arrumação na estrutura da Previdência resultará, no futuro, em razoável nível de segurança para os que estiverem abrangidos pelo sistema? Observação que vale também para os srs. deputados. A outra opção é fazer como fez a Grécia: muita generosidade e, depois, quebrar, castigando seus cidadãos sem piedade.

JOSÉ ROBERTO CICOLIM

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

Para não haver dúvidas

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a reforma da Previdência, elas acabaram: como o PT e a CUT, entre outros, estão se esgoelando e fazendo passeatas contra a reforma, é evidente que ela é ruim para eles e, portanto, boa e necessária para o Brasil.

CÉSAR GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Deixa o homem governar

É lamentável a irresponsabilidade dos políticos, principalmente os da oposição tentando barrar, a qualquer custo, a reforma da Previdência, simplesmente pensando nas próximas eleições. Chega de “fora Temer”, é bom lembrar que não temos ninguém decente para pôr no lugar. Pensem no País, deixem o homem governar e fazer as reformas necessárias. Sem essas reformas o Brasil quebra!

CARLOS DOS REIS CARVALHO

bigcharles020@gmail.com

Avaré

Sempre o mesmo

Nossos políticos nunca mudam! Discutem a reforma da Previdência, uns apoiam e outros, não, mas o povo é sempre o prejudicado. Quando é que o povo, que os sustenta, vai ser lembrado?

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

SAÚDE PÚBLICA

Hospital Santa Marcelina

Considero absurda a ordem de fechamento do pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina. É melhor pôr doentes nos corredores do que deixá-los sofrer e morrer na sarjeta. Médico com 80 anos de vida, sei o que é sofrer junto com os doentes pobres que ali estão por não terem dinheiro para pagar atendimento particular. Já internei doente e o deixei no banheiro, sentado na privada, apoiado no suporte de soro e medicado com analgésicos e antibióticos. Não havia lugar nem nos corredores! Já atendi três, quatro doentes ao mesmo tempo. Enfermeiros(as) e atendentes exaustos, caindo sobre os doentes, isso é melhor (menos ruim) que não atendê-los. Parabéns às irmãs do Santa Marcelina, que fazem de tudo para manter o hospital funcionando. Parabéns também aos médicos(as) e enfermeiros(as), que por baixíssimos salários arriscam a própria vida em locais infectados (dando de si sem pensarem em si), trabalham de madrugada, nos feriados, domingos, em más condições. Solicito ao SUS publicar a vergonhosa tabela de honorários. Quanto paga por consultas, cirurgias, e internações? Essa tabela está quebrando as Santas Casas, os hospitais filantrópicos, universitários, etc. Parabéns a todos os hospitais particulares, filantrópicos, etc., conveniados com o SUS, que não calculam nos custos o valor de locação do imóvel e a depreciação dos equipamentos, mas, mesmo deficitários, continuam funcionando.

SALOMÃO FAIMBERG TESSLER

stessler@uol.com.br

São Paulo

POLUIÇÃO

O ar de São Paulo

A respeito da reportagem Respirar o ar de SP por 2 horas equivale a fumar 1 cigarro (Metrópole, 5/12), pergunto: por que os ônibus, quando param nos pontos finais ou nos terminais (por exemplo, na Rua Xavier de Toledo, no centro, onde ficam estacionados pelo menos 20 deles), mantêm os motores ligados, despejando fumaça nos pedestres?

CLAUDIO PESCHKE

clauke@ig.com.br

São Paulo

“Na opinião de Lula, ‘ladrão tem que ir para a cadeia’. Pena que a Justiça seja tão lerda”

OMAR EL SEOUD / SÃO PAULO, SOBRE O HEPTARRÉU JÁ CONDENADO POR CORRUPÇÃO

elseoud.usp@gmail.com

“A polícia prendeu o traficante Rogério 157. E quando será preso o Luizinho 171?”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, IDEM

jrniero@yahoo.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A PRISÃO DE ROGÉRIO 157

Após a prisão do marginal Rogério 157, o traficante mais procurado pela polícia do Rio de Janeiro, cabe uma súplica: ministro Gilmar Mendes, por favor, não solte este também!

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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TIETAGEM DA POLÍCIA

É inacreditável, mas as fotos não mentem: policiais cariocas, inclusive mulheres, aparecem sorridentes e felizes tirando selfies com o traficante preso Rogério 157. Bandido virou mocinho e protetor. O cidadão decente está cada vez mais espoliado e humilhado. Não duvido de que o marginal será astro do "Fantástico" e de capas de revistas. O mundo enlouqueceu.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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PRESOS

A polícia do Rio não fez mais que a sua obrigação ao prender finalmente um dos chefes do tráfico de drogas no Estado. Quero ver prender os chefões das quadrilhas criminosas que agem em Brasília: Temer, Aécio, Lula e tantos outros criminosos que são absolutamente imunes às ações da polícia e causam muito mais prejuízos à Nação. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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'BRASILEIRO DO ANO'

A revista "Isto É" premiou o juiz Sérgio Moro como o Brasileiro do Ano. No evento, em São Paulo, na hora da entrega do título, outros premiados se levantaram para aplaudir o juiz da Lava Jato, menos o "núcleo político" do governo que estava presente ali: o presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco. Com exceção de Meirelles, todos investigados pela Operação Lava Jato. Que coisa feia, que falta de educação. Para mim, gesto mesquinho como este é sinal de culpabilidade. Somente quem deve age assim, com tamanha pequenez.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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POUCA ESTATURA

Terça-feira, em evento de homenagem e distribuição de prêmios a várias personalidades brasileiras marcantes, estavam entre os homenageados, entre outros, o presidente da República, Michel Temer, um dos seus braços direitos, o sr. Moreira Franco e o juiz federal Sérgio Moro. Obviamente, por sua atuação no combate à corrupção sistêmica que impera no Brasil, ao ser anunciado como Brasileiro do Ano, Sérgio Moro recebeu manifestação gritante dos presentes e, em especial, dos que estavam no palco com ele, que o aplaudiram de pé. Somente duas pessoas não seguiram o gesto: o presidente da República e seu braço. Pergunto, assim, a quem conhece o Brasil: já tivemos um presidente na história republicana do País tão pequeno? E olhe que não pergunto sobre a estatura.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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APLAUSOS PARA SÉRGIO MORO

A cúpula do governo Temer não se levantou para aplaudir Sérgio Moro eleito o Brasileiro do Ano pela revista "Isto É". Por que será? 

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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TEMER X MORO

O que Temer fez, por ocasião da homenagem a Moro, só pode ser descrito como falta de educação.

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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EDUCAÇÃO

O presidente da República deveria pelo menos ter um pouquinho de educação, quando participa de uma solenidade de homenagem a uma autoridade, embora esteja sendo processado por corrupção.

Plinio Vergueiro Neves plinio_neves@uol.com.br

Espírito Santo Do Pinhal

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A CARAPUÇA

O governo Temer foi muito deselegante em não receber dignamente o juiz Sérgio Moro, aclamado em evento em São Paulo. Ruim politicamente e péssimo em relação à "carapuça".

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FEZ BEM

Agiu muito bem o presidente Temer ao não aplaudir e se levantar para o juiz Moro. "Tem de manter isto, viu?" Quem amanhã será julgado (e oxalá condenado) por seus malfeitos não deve mesmo fazer rapapés ao juiz da causa futura... Quem deverá fazer isso deverá ser o sacrificado advogado de sua causa quase perdida. Moreira Franco & Michel Temer, escrevam o que digo, ainda receberão seu merecido banho de sol, e ambos sabem disso. Até porque, se Moro vier a ser indicado futuramente à hoje apequenada Suprema Corte, caso Jair Bolsonaro se eleja, receberão pelo que fizeram e causaram à Nação. Não se levante, presidente Temer, apenas saia pela garagem da história.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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LACUNAS

Os editoriais de domingo publicados pelo "Estadão" (3/12, A3) são excelentes como sempre no trato dos problemas cruciais que nosso país vem enfrentando no momento. No entanto, em dois deles sente-se falta de alguma complementação às críticas que lá são feitas para, como se diz, "amarrar as pontas" dos temas apresentados. No texto sobre os atuais "coronéis", faltou lembrar que o PT, com o Bolsa Família, deu uma aula de esperteza política aos demais partidos e aos governantes anteriores que nunca fizeram nada para impedir que os antigos coronéis nordestinos mantivessem o cabresto eleitoral sobre seus pobres e desvalidos votantes por meio do "par de sapatos descasado" ou da "cédula de dinheiro rasgada ao meio". Agora, como é dito no próprio editorial, "(...) é preciso cuidar do curto prazo. As pessoas que vivem em situação de pobreza necessitam de auxílio imediato". Em outras palavras, usando frase do nosso atual presidente dita em outro contexto: "É preciso manter isso, viu?". Quanto ao outro editorial, "A batalha final", que busca desqualificar (melhor seria, talvez, criticar construtivamente) a atuação do que é chamado de "partido" da Lava Jato, pela tentativa de alguns procuradores em orientar os eleitores para as eleições de 2018, realmente esse não é papel do Ministério Público, mas quando é questionado se os candidatos que forem "abençoados pela Lava Jato "(...) estão à altura dos imensos desafios que se impõem no horizonte nacional", cabe a pergunta: "E os que atuam hoje, estão? No final, outra afirmação absolutamente correta diz que "(...) o Ministério Público não é órgão destinado a recomendar ou a desaconselhar o voto dos eleitores", suscitando outras questões: qual é, então, o órgão correto para recomendar e desaconselhar os votos dos eleitores? Os partidos e os políticos atuais nas propagandas eleitorais na TV? Data vênia, senhores! Isso é trágico!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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ACERTO COM AS HIENAS

Acompanhamos as tratativas (negócios) entre governo e excelências para aprovação da reforma da Previdência. Conhecemos as péssimas condições do instituto, que segue célere para o abismo. Sabemos, também, da casta de privilegiados, com proventos nababescos, esperneando. 210 deputados (pouco mais) proclamam: não votarão pela aprovação da nova fórmula. Afirmam ter "medo" dos eleitores em 2018. Penso: qual a razão desse temor? Se o representante eleito faz bem o que lhe cabe, seu eleitor acompanha e repete o voto. A estratégia, há muito conhecida, continua a mesma. Senadores e deputados afirmam, convictos, que não votarão pela aprovação. Este vergonhoso jogo do "não" pode tornar-se "sim". Emendas ($) resolvem o problema. O governo, parece, começou a acertar o passo com a hienas. R$ 3 bilhões estarão à disposição, inicialmente, para os prefeitos. Barbaridade!

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André 

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DEPUTADOS 'ESPERTOS'

Em quanto foi valorizado cada voto que falta para completar os 308 necessários para tocar o Brasil para a frente?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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MAIS R$ 3 BILHÕES

Temer quer que base obrigue deputados a aprovarem Previdência. Por votos, governo dará mais R$ 3 bilhões a prefeitos. A notícia causa asco e confirma a podridão que é a política atual. Como Judas (aliás, piores do que ele), os políticos se vendem por dinheiro, moeda esta que, distribuída a rodo pelo governo, compra e cala os corruptos que hoje dominam o Executivo. Por sua vez, temos clara a situação de que uma boa parte dos políticos é dominada pelos chefões dos partidos, uma vez que devem seguir a determinação da base. O que se nota é que apenas uma minoria de raposas domina o Congresso e os congressistas, ou seja, mandam e determinam como devem os "cordeiros" votar. Aqui temos o exemplo de que a maior parte dos eleitos (que deveriam honrar o voto recebido e cumprir promessas de campanha) nada mais é do que fantoche manipulado pelas cordinhas do poder. Exemplo disso são aqueles que se manifestam no Congresso, ou seja, uma meia dúzia - e sempre os mesmos. Os demais ou estão ao celular ou conversando, e como gado são conduzidos. É uma pena que a maioria do povo brasileiro não enxergue isso e não entenda que seu voto tem de ser valorizado e seu candidato, cobrado insistentemente. E, se não cumprir o que prometeu na campanha, seja execrado em praça pública. Acho que todos os candidatos deveriam promover uma declaração pública do que pretendem fazer em prol do povo e, caso não cumpram durante seu período de mandato, sejam obrigados a devolver todo o dinheiro que receberam pelo cargo, já que, na pior das hipóteses, fizeram propaganda enganosa. Os almoços e jantares promovidos por Michel Temer e Rodrigo Maia no fim de semana, por exemplo, nos remetem à reunião de ladrões nas tabernas, onde planejam os saques e discutem a partilha. Acordem, senhores eleitores, pensem no futuro, pensem em seus filhos e netos, pensem no País.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

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A REFORMA E A ELEIÇÃO

A preocupação do atual governo com que as bases pressionem os parlamentares a aprovarem a reforma da Previdência nos termos propostos por sua equipe econômica, pelo visto, não leva em consideração que eles temem exatamente a reação negativa entre o seu eleitorado. Por várias razões, entre as quais, por certo, a falta de diálogo, de discussão sobre encaminhamentos de uma questão que vai ter reflexos nos procedimentos em relação aos futuros aposentados. Uma situação são os conchavos nos gabinetes, a outra são os contatos com quem votará nas próximas eleições. E, neste caso, por certo, prevalece a segunda situação.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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IMPRESSIONANTE

Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez uma análise do projeto de aprovação da reforma da Previdência que me deixou embasbacado. Disse ele: "Até sábado eu estava pessimista; hoje estou realista". Notaram a profundidade de suas palavras? Impressionante. Não disse absolutamente NADA. Pior, impossível. Se a reforma vier com o impacto de suas palavras, o povo está perdido. Mas ele continuará bem, obrigado.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O PRESIDENCIALISMO DE COOPTAÇÃO

 

O nosso sistema deixou de ser presidencialismo de coalizão faz tempo. Como diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB: "O Brasil tem um presidencialismo de cooptação". Um presidente, quando eleito, precisa compor maioria parlamentar para aprovar projetos e medidas, caso contrário, fica emperrado. Temos, salvo engano, mais de 30 siglas partidárias com representação no Congresso, e é impossível governar dessa forma. Quando se tem maioria parlamentar, superado o primeiro estágio do problema, é preciso negociar com a base. A negociação, como sabemos, envolve ministérios e cargos em estatais e agências reguladoras. Resultado: muita gente incompetente em funções estratégicas e um verdadeiro desastre do ponto de vista administrativo ou de políticas públicas. Superados o primeiro e o segundo desafios, temos um terceiro: lidar com uma legião de parasitas que se apossaram do Estado brasileiro, saqueiam os recursos no meio do percurso e têm apoio em suas bases regionais. Trocando em miúdos: precisamos rever todo o sistema, acabar com a mamata e dar autonomia real aos entes federativos. Uso como exemplo o modelo norte-americano.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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A QUALQUER CUSTO

Em "Ricardo III", o rei de Inglaterra enfrentou a derrota de soberano na batalha de Boswc, conde de Richmond, descrito por Shakespeare. Ao perder seu cavalo, em plena luta, desesperado, exclamou a frase célebre: "Meu reino por um cavalo". Michel Temer, de longe, pode ser comparado ao soberano inglês, mas a frase pode ser parodiada no cenário do Congresso por uma outra, diante do desespero do presidente da República pela sua obsessão em fazer aprovar a reforma da Previdência, que já custou ao governo bilhões de reais na compra de deputados, escambo de cargos ministeriais, bem como vantagens por meio de subsídios com perdas milionárias para os cofres públicos. A educação naufraga a olhos vistos, a saúde, que só existe nos cabides de empregos do governo, assumiu que mais de 900 mil usuários do SUS estão à espera de uma cirurgia eletiva que o ministério confessa não existir no curto prazo. Bravatas são contadas nas propagandas do governo, tais como o aumento do PIB em ridículos 0,1% no terceiro trimestre. Parodiando Shakespeare em "Ricardo III": "A aprovação da reforma da Previdência, tenha o custo que tiver".

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TERRORISMO X PREVIDÊNCIA

Excelentíssimo sr. Michel Temer, mediante seus últimos pronunciamentos a respeito dos correntes riscos à Previdência (de que há "terrorismo inadequado" quanto a informações sobre a reforma da Previdência), pergunto-lhe: qual seria o terrorismo "adequado"?

Antonio C. de S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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IGUALDADE DE OPORTUNIDADES     

O analista Ricardo Meirelles cita um ponto fundamental em sua recente entrevista ao "Estado" (27/11, C2), quando afirma que, ao mesmo tempo que a reforma da Previdência é essencial, por outro lado há omissão (da sociedade e de governos) quanto à discussão de como promover a empregabilidade das pessoas que têm mais de 50 anos. Esse tema tem relação com a opinião de Almir Pazzianotto Pinto, pois o ex-ministro do Trabalho apontou que milhares de pessoas deixaram de contribuir para o INSS devido à crise, o que só fez aumentar o déficit da Previdência. Assim, se nada for feito para equalizar as oportunidades no mercado de trabalho, a faixa etária mencionada na entrevista de Ricardo Meirelles seguirá em desvantagem em relação aos demais brasileiros produtivos, bem como será paliativa a redução da dívida da Previdência.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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MOLHO X PEIXE

"Se" a "atual" reforma previdenciária for aprovada, será que terá valido a pena? Empresários e investidores, qual é a de vocês? Querem ganhar no curto prazo ou no longo prazo? Cuidado, pois podem perder. Sem a aprovação da reforma previdenciária definida, o Banco Central vai continuar reduzindo a taxa Selic, mesmo com as agências de classificação de risco sinalizando reduzir a nota do País? Será que o molho não ficará mais caro que o peixe? Haja pó-de-arroz.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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E O FGTS?

Não vou entrar no mérito da urgência da aprovação da reforma da Previdência. Mas existem muitas informações importantes que não são reveladas, enquanto outras são distorcidas ou omitidas para formar uma opinião favorável aos interesses de quem as divulga. Meu comentário baseia-se no artigo "O que mais querem os servidores públicos?", de autoria do sr. Claudio Adilson Gonçalez, publicado no "Estadão" de segunda-feira (4/12, página B2). O articulista erra quando afirma que "a maioria dos trabalhadores que recebem salário acima do teto, se quiser preservar seu padrão de vida após a aposentadoria, terá de contar apenas com suas próprias poupanças". Isso não é verdade, pois estes trabalhadores, ao se aposentarem, contam um gordo saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que, bem aplicado, resulta num rendimento que garante uma boa complementação salarial, em muitos casos mantendo os níveis salariais equivalentes aos da ativa. Por outro lado, os servidores públicos, ao contrário dos celetistas, se aposentam com o último salário, pois contribuem para a previdência sobre o total de seus rendimentos e não contam com o benefício do FGTS.

Gerson A. Rubin gersonrubin@hotmail.com

São Paulo

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APOSENTADORIAS

O "nós contra eles" dos anos lulopetistas transformaram-se, na era Temer, em "empregados da iniciativa privada contra servidores públicos".

Geraldo Magela da S. Xavier gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

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ELEIÇÕES 2018

A pesquisa extemporânea realizada pelo Datafolha a longínquos dez meses das eleições 2018, apresentando Lula como favorito à Presidência da República, é um alento para toda a sociedade brasileira, considerando o grau de acerto previsto pela empresa, que em 7/11/2016 dava a democrata Hillary Clinton como a possível vencedora das eleições nos EUA, com um índice de aprovação de 90% sobre o improvável vencedor Donald Trump. Para os incrédulos, segue a fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/1830275-hillary-tem-90-de-chances-de-ganhar-diz-pesquisa.shtml 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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JAIR BOLSONARO

Jair Bolsonaro tem seu público cativo, mas por si só não inspira confiança em outros setores de que tenha competência para levar este país à frente. A menos que se rodeie de uma equipe de excelências, deixa a desejar. Mas hoje, ao saber que pode haver um entendimento entre ele e o economista Paulo Guedes como provável futuro ministro da Fazenda, senti que Bolsonaro marcou ponto importante. O perfil de Paulo Guedes é o de um liberal cuja independência intelectual não o deixa confinado dentro de partido algum. Defensor das reformas - a da Previdência, a trabalhista e a tributária - e da privatização das estatais como sendo o meio mais eficaz de atacar o desmedido gasto público, grande obstáculo para nosso desenvolvimento, ele promete soluções novas e corajosas para enfrentar os velhos problemas de sempre. Se o flerte entre Bolsonaro e Paulo Guedes desembocar num relacionamento estável e compromissado, se estes bons ventos continuarem a soprar, crescem as chances de Bolsonaro conquistar para 2018 eleitores até então inseguros e titubeantes quanto às suas reais possibilidades de fazer uma boa gestão. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MARINA SILVA CANDIDATA

Marina Silva diz que será candidata à Presidência em 2018, mas o que ela vai trazer de novidade? Nada, mas é bom lembrar que durante cinco anos fez parte como ministra do governo petista, e de forma tão apagada só pediu demissão magoada com Lula, que simplesmente a ignorava. Contudo, basta ele balançar a mão que ela voltará correndo para os braços dele. Marina Silva, como muitos que pertenceram ao governo Lula, não quis saber ou não fez questão de enxergar a corrupção imensa implantada naquele período, que grassava fácil como fogo em mato seco. Se participar, não duvido que terá muitos votos, afinal sobram eleitores analfabetos capazes de eleger qualquer coisa, até mesmo ela. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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MEIRELLES PRESIDENTE?

Apavora-me a ideia da probabilidade eventual da eleição de Henrique Meirelles para futuro presidente do Brasil em 2018. Este resultado representaria o sucesso do maior golpe já aplicado em nossa República, já que este senhor participou e desfrutou de todas as maracutaias que levaram o Brasil à atual bancarrota. Esta "manobra" de elegê-lo como presidente da República é o único "salvo-conduto" para todos os atuais políticos corruptos que hoje arrasam o Brasil.

José C. de Camargo Ribas jcrautomotive@yahoo.com.br

Curitiba 

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GESTÃO DÓRIA

A queda violenta do índice de aprovação do prefeito de São Paulo, João Dória, tem um motivo muito claro: é decorrente não diretamente da sua gestão, mas do fato de ele ter abraçado de forma rápida, intempestiva e impensada a possibilidade de candidatar-se às eleições presidenciais de 2018, deixando literalmente para segundo plano a cidade e seus habitantes. Erro estratégico inoportuno, movido a ambição pessoal e que pode custar caro ao futuro político do prefeito. Ainda há tempo hábil para recuperar-se. A próxima escorregada pode ser fatal para ele e para São Paulo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O DESAFIO DE JOÃO DÓRIA

O prefeito da cidade de São Paulo, João Dória Junior, certamente tem um programa planejado para os próximos três anos de seu mandato, cujo objetivo é melhorar a vida do cidadão paulistano. O impacto positivo do programa Corujão da Saúde o levou a pensar em candidatar-se em 2018 para presidente do Brasil. Ele foi hostilizado pela oposição e aparece no 8.º lugar nas recentes pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2018. Enquanto isso, esta semana o "Estadão" trouxe em manchete da primeira página a informação de que há na fila do SUS 904 mil pessoas aguardando uma cirurgia eletiva no País, e na cidade de São Paulo são 31 mil. Eis a oportunidade de o prefeito João Dória mostrar a que veio.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICA E TRABALHO

Reprovação de Dória triplica e iguala à de Haddad. Política e trabalho são assuntos antagônicos. Quem faz política não trabalha e quem trabalha não faz política. Portanto, explica-se assim não só a situação da cidade de São Paulo, como a de todo o País.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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EM TEMPO

As últimas pesquisas mostram que a imagem do prefeito João Dória vem sofrendo acelerado desgaste. Se ele insistir na sua luta pela disputa presidencial de 2018, os paulistanos não o perdoarão, pois sua figura está cada vez mais parecida com a de um político oportunista. Ainda dá tempo de cumprir o que prometeu: "prefeitar".

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

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VAIDADE POLÍTICA

Já fui paulistano, agora apenas paulista, mas continuo amando a maravilhosa capital do nosso Estado, a cidade com mais de 12 milhões de habitantes, o maior centro industrial e comercial do Hemisfério Sul. Mas tal importante qualidade não satisfaz a vaidade do atual prefeito João Dória, que, não conseguindo ser candidato a próximo presidente da República, agora está mexendo os pauzinhos para ser governador de São Paulo. Após um bom início como prefeito, com o programa Cidade Linda, começou a viajar para dentro e fora do nosso país para se projetar pessoalmente, descuidando da missão que lhe confiara o povo paulistano. Como acontece com quase todos os políticos, a vaidade (ou o interesse) é mais forte do que o sentimento de cidadania. Seria muito salutar se houvesse uma disposição legal que proibisse a candidatura para qualquer cargo eletivo antes de o político terminar o que está exercendo.

    

Salvatore D' Onofrio salvatore3445@gmail.com

São Paulo

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A MOSCA AZUL

Será que o prefeito (?) João Dória, que sempre se disse um gestor, e não um político, se esqueceu de "prefeitar" e está mesmo acreditando que tem carisma suficiente para seduzir o eleitorado a votar em seu nome para governador do Estado ou presidente da República? O que sua excelência tem feito pelo município de São Paulo para sonhar tão alto? Acaso teria sido picado pela mosca azul do poder? Seria bom o senhor alcaide lembrar-se do dito popular segundo o qual "devagar se vai longe".

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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SÃO PAULO POLUÍDA

Levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da ONU revelou que a cidade de São Paulo está nada menos do que 90% (!) acima dos níveis seguros de partículas finas inaláveis no ar, o que acarreta grande malefício aos pulmões de seus cidadãos. Segundo a pesquisa, respirar o ar da cidade por duas horas em seu trânsito caótico equivale a fumar um cigarro, provocando ao longo dos anos o surgimento de doenças graves e letais. Diante do exposto, cabe apenas incentivar a Prefeitura a implementar o quanto antes a volta da inspeção veicular, antes que seja tarde demais. Respira, São Paulo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RESPIRAR EM SÃO PAULO

Fernando Haddad acabou com o programa de inspeção veicular na cidade; João Dória pretende restaurá-lo no final de 2018. Enquanto isso, os paulistanos seguem fumando ao respirar o ar no trânsito, sem serem consultados. Os dois não merecem ser multados?

Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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PRIVATIZAR, EIS O CAMINHO

 

A venda do complexo do Anhembi - sambódromo, auditórios e dependências -, aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo, pode representar o começo da modernização da administração pública paulistana e brasileira. Atrás dela deverão vir a alienação do Autódromo de Interlagos e até dos parques municipais. A privatização livrará aqueles patrimônios das amarras da máquina pública, que, por definição, administra mal. Feito o negócio, o centro de convenções, o autódromo e os parques deverão abrigar eventos ou até prestar serviços que lhes deem renda e os emancipem como empreendimentos. Restará ao poder público a tarefa de normatizar e fiscalizar as atividades e recolher tributos relativos a esses serviços. A diferença básica é que o poder público, mesmo que administre mal, não vai à falência, como ocorre com o particular. Temos, no Brasil, bons exemplos de privatização na área bancária e nas telecomunicações. Ao acabar com os bancos estaduais eliminou-se muitos problemas e, deixando de lado o monopólio das comunicações, permitiu-se a evolução do telefone celular, da internet e toda a gama de aparelhos que hoje facilitam a vida da população e barateiam os custos de serviços. Todo governo deveria privatizar suas empresas e manter apenas a função estatal. Isso vale tanto para o presidente da República quanto aos governadores e prefeitos...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SÉRGIO CABRAL E O PUXA-SACO

O criminoso Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, confirmou em juízo que o "puxa-saco" Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta, deu à sua mulher Adriana Ancelmo um anel de R$ 800 mil, mas que isso não fazia parte de nenhum acordo para que a construtora do presenteador participasse da reforma do estádio do Maracanã. A declaração é tão estapafúrdia que Cabral, três anos depois, resolveu devolver o "mimo". Ora, se não há nenhuma contrapartida, é inacreditável dar uma joia desse quilate à esposa do presidiário Cabral. Será, então, que existiam "segundas intenções" entre Cavendish e Adriana, esposa de Cabral, naquela "farra dos guardanapos" em Paris? Aliás, para piorar, ninguém sabe onde está o bendito anel!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O ANEL DE 220 MIL EUROS

"O anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou!" Foi tudo por amor! O triângulo Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo e Fernando Cavendish vivia em santa paz na "terra do nunca seremos pegos", até que o encanto se desfez. De príncipes da malandragem carioca, transformaram-se em sapos na charneca da corrupção. Embretados pelo senhor juiz, os bruxos se delatam mutuamente e são deletados pela população perplexa com tanta safadeza. "Foi tudo caixa 2 em uso pessoal." Somos apenas adolescentes arteiros brincando de roda! US$ 124 milhões? Era tudo de faz de conta! Um "triângulo" mágico! Anel? Carinho de Delta puxa-saco!

      

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CORRUPÇÃO NO FUTEBOL

O sr. Marco Polo del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que já deve ter até vendido suas malas de viagem, está sendo investigado por aqui? Ainda vão reeleger a figura? Já desde a Federação Paulista de Futebol (FPF) havia fortes suspeitas de corrupção, e, que eu saiba, nunca apuradas - até mesmo de assédio sexual. Vamos ficar atrelados ao resultado da Justiça americana? Vergonha!

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

                                          

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ÁRBITRO DE VÍDEO

Nós, alunos do 5.º ano de uma escola da "terra da linguiça", no interior de São Paulo, lemos a interessante reportagem "Após polêmica com Jô, Brasileirão pode ter árbitro de vídeo na próxima rodada", publica em 18 de setembro de 2017, que fala sobre a novidade tecnológica que está sendo utilizada nos estádios, conhecida como árbitro de vídeo. É bastante curioso saber que em outros países, como Alemanha e Itália, este sistema já seja utilizado, e no "país do futebol" não. Concordamos com o uso de tal instrumento, pois acreditamos que o árbitro de vídeo fará com que diminuam, bem como sejam evitados, os erros de arbitragem e as discussões em campo durante as partidas, sendo mais fácil de sanar as futuras dúvidas quanto a um lance.

 

Alunos do 5.º ano C e professora Jovina de Melo Bueno, E.M. Padre Donato Vaglio fi.melo17@gmail.com

Bragança Paulista

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