Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

Memorial da Anistia

No início da semana vi no Estadão que há uma fila, de longa espera, de cerca de 900 mil cirurgias eletivas. E agora leio que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está gastando mais de R$ 20 milhões para construir um inútil Memorial da Anistia. Minha conclusão é que não faltam verbas neste país, mas, sim, competência gerencial, agravada por corrupção desenfreada.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Condução coercitiva

As redes sociais nas quais têm presença professores de universidades federais, durante todo o dia, na quarta-feira (6/12), reverberaram “indignações” por causa de decisão judicial que autorizou condução coercitiva do reitor, da vice-reitora e de funcionários da UFMG. Não obstante seja legítimo discordar da condução e questionar se uma intimação não teria o mesmo efeito para as investigações, observa-se que nas mensagens se abstraem as razões dos procedimentos da Polícia Federal, os quais, segundo o delegado Leopoldo Lacerda, têm conexão com a má aplicação de R$ 19 milhões na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil e desvio adicional de R$ 4 milhões, tudo apurado pela Controladoria-Geral da União (CGU). Para os “indignados”, o que se pretende é impedir a construção do memorial, que seria parte do “golpe” em curso, que teria como um dos objetivos destruir a universidade pública. Quanta imaginação! Quanta confusão! Quanto delírio e má-fé, comprometendo a objetividade que se espera de professores universitários! O que essa mobilização mostra é como as universidades públicas se transformaram em centros de doutrinação, verdadeiras “madrassas”. Para os docentes “indignados,” políticos e empresários podem ser conduzidos coercitivamente, presos, condenados, etc., mas os professores, não. Isso tem o nome de corporativismo puro.

AMILCAR BAIARDI, professor da Pós-Graduação da UCSAL

e professor titular da UFRB/UFBA

amilcarbaiardi@uol.com.br

Salvador

Roubo é roubo

A esquerda, no Brasil, perdeu os recursos públicos que eram acochambrados nos tempos do PT na Presidência da República, via Petrobrás, por exemplo, para sustentar seu projeto de poder, visando a implantar aqui o nefasto bolivarianismo. Considerando que as universidades públicas são bastiões dessa gente nebulosa, parece ser de lá que são desviados, agora, os recursos para tal sustento, em detrimento do ensino superior. Roubo é roubo, não adianta querer transmudar isso em “revolução”.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

COMBATE AO CRIME

Retrato da esbórnia

Estampada na primeira página do Estadão de ontem, a fotografia de jovens e sorridentes policiais fluminenses a emoldurarem Rogério 157, o bandido celebridade mais procurado do Estado e capturado por eles, é o retrato da esbórnia que tomou conta do Rio de Janeiro. E, de alguma forma, é o retrato também do próprio Brasil, em que há uma subversão total de valores e tudo é motivo de pilhéria. Como querer ser respeitado pelo mundo, se agentes do Estado, pagos com dinheiro público, agem como crianças em parques de diversões a exibirem seus brinquedos e sua caça? Vergonhoso e acintoso! O Brasil é surreal.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

A vontade de alguns policiais de aparecer na foto como participantes da prisão do meliante Rogério 157 foi maior que o cuidado de preservar sua identidade.

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

Liturgia dos cargos

Gostaria de felicitar a Polícia Civil do Rio de Janeiro pelo excelente trabalho de investigação que culminou com a prisão do principal traficante da Rocinha. E, ao mesmo tempo, alertar os jovens policiais que fizeram selfies com o criminoso sobre a importância da liturgia do cargo de certas profissões. Alguém confiaria num padre contumaz frequentador de bares? Ou num magistrado que andasse sempre em lugares suspeitos de cometimento de ilicitudes? Ou num policial assíduo participante de bailes patrocinados pelo tráfico local? Serve também para os policiais militares que estão usando a atividade de operações especiais para auferir vantagens financeiras. A instituição policial militar do Rio não é empresa comercial, tem mais de 200 anos e centenas de integrantes mortos em serviço, defendendo a população carioca e fluminense. A profissão de policial, seja civil ou militar, requer muita discrição, até para facilitar as investigações e proteger a vida de quem a exerce.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

TIRIRICA

Canto de cisne

E Tiririca finalmente abriu a boca. Seu canto de cisne. O primeiro e o último. O que falou? O que se esperava: que pior fica, sim! Mas, como pessoa discreta, deixará para contar o que ficou pior, provavelmente, em suas memórias póstumas. Afinal, “abestado” ele não é. O Legislativo perde seu maior puxador de votos, que em termos de produção nessa atividade fez muito pouco. Na vida tudo é substituível, de modo que o sistema encontrará outro capaz de trazer votos e produzir nulidades. Quem viver verá.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Valeu, deputado

Tiririca despede-se com vergonha e pedindo apoio para o povo de seu país. Foi preciso um palhaço dizer o que todos os deputados de bem têm vontade de dizer, que se “trabalha muito e produz pouco”. Agora falta os deputados que não praticam falcatruas nem são corruptos deixarem de “prevaricar” e dizerem tudo o que acontece de errado naquela Casa. O ano de 2018 deverá ser de faxina e, assim, precisamos da colaboração dos honestos e, acima de tudo, do povo, para que vote bem nas eleições.

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Novo presidente do TJSP

Manoel de Queiroz Pereira Calças, o presidente eleito do Tribunal de Justiça de São Paulo, não parece preocupado com os problemas do País, uma vez que o meio em que atua está bem. Ou seja, desde que o “batalhão” de 2 mil juízes e 359 desembargadores não seja afetado na reforma. Assim ele falou em entrevista ao Estadão. Achei lamentável.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A RENÚNCIA DE TIRIRICA

 

Vice-campeão de votos na legislatura brasileira, o deputado federal Tiririca teve a magnitude, a grandeza de prometer abandonar a política no fim de seu mandato, tendo em vista a podridão que reina no Congresso Nacional. Tiririca, eleito e reeleito, afirmou que um deputado federal ganha muito bem, mais de R$ 23 mil livres, mas que muito pouco é feito em benefício dos mais carentes. Tempos atrás, Lula afirmou que o Congresso Nacional era formado por “uns 300 picaretas”. Foi a declaração de fato verdadeira do ex-presidente.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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O PALHAÇO PROFISSIONAL

 

Comparando o palhaço profissional com os atuais postulantes ao cargo de presidente do Brasil, sem dúvida alguma o palhaço seria a melhor opção. Primeiramente, não tem fama de ladrão, poderá viajar em voos comerciais e aposentar o dispendioso Aerolula. Não daria carona a pilantras, amantes com malas de dinheiro, parceiros de maracutaias ou toda a escória que vive sonhando com a volta do “messias de Garanhuns”, que nos promete tirar do abismo por ele mesmo criado. Tiririca também tem a vantagem de conhecer um número bem maior de congressistas picaretas. Eram 300, na conta de Lula, que escondia na contagem os petistas e os ladrões aliados. No seu breve discurso de desabafo, o palhaço falou taxativamente que estava decepcionado com “quase todos”, então podemos contar por baixo uns 500 picaretas!

 

Rogério Amir Rizzo rizzomoreno41@gmail.com

São Paulo

 

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ENVERGONHADO

 

O deputado federal Tiririca, que foi eleito com mais de 1,3 milhão de votos, declarou na tribuna da Câmara que, apesar de palhaço, está envergonhado por exercer o seu mandato. Disse que, mesmo recebendo R$ 23 mil mensais líquidos, ter apartamento, carro, entre outras benesses, anda de cabeça em pé, pois nunca fez nada errado – diferente de seus pares que vivem se escondendo, mas são experts em dar “carteiradas”. Tiririca disse que cumprirá seu mandato até o fim de 2018 e que não vai tentar a reeleição. Foi a primeira e a última vez que subiu no púlpito. Será que esse exemplo de dignidade à politicalha servirá de alguma coisa? Muda, Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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VOTO DE PROTESTO

 

Tiririca não decepcionou seus eleitores. Seus votos foram de protesto. Os que nele votaram esperavam o que ele, exatamente, fez: nada.

 

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

 

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VOTO DE BURRICE

 

Tiririca diz que vai deixar a política. Que boa notícia. Um parasita a menos em nossa política. As pessoas que o elegeram alegaram ser um voto de protesto. Na minha opinião, foi voto de burrice. Colocaram lá mais um parasita que ganhou muito e não produziu nada e, pior, carregou mais um monte de figuras inexpressivas com a votação de protesto burro que teve. As pessoas têm de pensar bem para quem dão seu valioso voto. Quando elegem um palhaço, acabamos todos transformados em palhaços.

 

Elisabete Darim Parisotto beteparisotto@gmail.com

São Paulo

 

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CABEÇA BAIXA

 

Engraçado o conceito de cabeça erguida do sr. Tiririca! Foi usado pelo deputado Valdemar da Costa Neto para eleger alguns nomes do partido que, de outra maneira, não teriam sido eleitos, e não percebeu. O voto de protesto, como um dia foram eleitos o Cacareco e o Macaco Tião, desta vez elegeu um palhaço, só que de carne e osso, que passou oito anos recebendo nosso$ e só agora descobriu que o ambiente que frequentava era “maluco”. Deve abaixar a cabeça, meu caro.

 

Cecilia Centurion www.ceciliacenturion.com.br

São Paulo

 

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SEM GRAÇA

 

Tiririca afirma que vai deixar a política porque ele não é “palhaço”.

 

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

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O INCOERENTE TIRIRICA

 

Tiririca é no mínimo incoerente. Falou daquela Casa onde os parlamentares têm de se esconder pelos malfeitos que fazem. Esqueceu-se de dizer que comprou passagem aérea com dinheiro público para fazer um show em Minas Gerais, por exemplo. Na verdade, o Congresso é o lugar onde as falcatruas acontecem, e Tiririca sabe também que seus votos representaram a eleição de um palhaço, que é como se sente o povo brasileiro. Dois fatos a lamentar na sua fala: com salário de deputado, não paga um convênio médico para sua mãe; e em sete anos de mandato não percebeu o estrago que o PT fez no País.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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‘PESOS E CONTRAPESOS’

 

No mínimo muito interessante o artigo do general Rômulo Bini Pereira (“Pesos e contrapesos”, 6/12, A2). Em resumo, disse que o Judiciário e o Legislativo não estão se comportando da maneira que se espera num país democrático, mas falta dizer algo a respeito do Executivo. Teria ele omitido tal poder por considerar que este já está refém dos demais poderes? Mas o mais intrigante é o fecho do artigo, ou seja, “o País precisa encontrar soluções (...) As forças vivas da Nação (...), incluindo as Forças Armadas, não podem permitir (...). Para bom entendedor, meia palavra basta.

 

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

 

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ESPAÇO ABERTO

 

Louvável a abertura de espaço que o “Estadão” fez a Rômulo Bini Pereira, que trouxe o controverso tema da intervenção militar. Justo o “Estadão”, que foi aguerrido na luta contra a ditadura militar. Só temos a agradecer, como leitores, a imparcialidade deste brilhante jornal. Meus cumprimentos.

 

Fabio Ciocchi fabiociocchi@gmail.com

São Paulo

 

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MEIAS VERDADES

 

No “Estadão” de ontem (7/12, C10), Luis Fernando Veríssimo, brilhante escritor, contista, colunista ou qualquer outra classificação que se possa dar a ele e por quem tenho grande admiração como leitor, faz sob o título “Saudosos” uma regressão histórico-política sobre o período da ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985, advertindo os mais novos sobre o perigo de manifestações saudosistas atuais de alguns patrícios que defendem novamente uma intervenção militar para “pôr ordem na casa”. Sem entrar no mérito da questão e concordando com algumas meias-verdades que o colunista apresenta quando se refere ao período acima mencionado, que segundo suas palavras foi “(...) um tempo de ordem e probidade que nunca existiu. Havia corrupção como agora (sic), com um coronel à frente de cada estatal, com a diferença que não era permitido investigá-la”, quando diz que a “(...) ditadura ocorria nos porões onde presos políticos eram torturados e assassinados (...)”, sem mencionar que simultaneamente a contra revolução urdia no escuro dos “aparelhos” sequestros e atentados para assassinar os que eram considerados inimigos da democracia (sic), são todas meias verdades, porque seguramente havia mais ordem do que existe hoje. Também havia corrupção, mas não como agora, como diz a coluna (nem de longe), e, se na época havia coronéis à frente das estatais, hoje existem corruptos civis nas mesmas posições. Mas esse não é o ponto. O que os brilhantes intelectuais como Veríssimo, Chico e outros colegas do mesmo viés utópico-rançoso-comuno-socialista (desde que lhes seja garantida a Veuve Clicquot e o foie gras de cada dia) nunca mencionam e sempre passam ao largo é como estaria o nosso amado país hoje se não tivesse ocorrido o “golpe militar” (expressão preferida deles) de 1964 e prevalecesse a democracia (sic) do proletariado pretendida pelos que estavam no poder à época e foram destituídos? Com certeza teríamos passado, anos atrás, a mesma situação por que passa a Venezuela hoje. Com a palavra, os brilhantes intelectuais.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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SAUDADE

 

A crônica de ontem de Veríssimo (“Saudosos”) deveria ter uma complementação, “Saudosos 2”, sobre os admiradores do lulismo. Estes têm a chance de “matar a saudade” com a volta do seu líder, corruptor da sociedade, em outubro de 2018. Os bolsonaristas certamente “ficarão na saudade”, seu eleitorado (mais civil do que militar) não suplantará os votos para Lula. Esquece o brilhante escritor que Jair Bolsonaro atentou contra hierarquia e disciplina, os dois pilares do estamento militar respeitado como dogma, da China aos Estados Unidos, da Suécia ao Vaticano (sim, a Guarda Suíça!); em suma, em qualquer país de qualquer ideologia política ou social, de qualquer configuração armada.

 

Paulo Mario B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ELEIÇÃO 2018

 

A Justiça Eleitoral já deveria colocar termo nestas pesquisas de intenção de voto feitas numa fase em que os possíveis candidatos ainda nem estão definidos, com exceção do “apedeuta” que, debaixo das barbas e dos bigodes dos muitos togados dos nossos tribunais, faz campanha aberta e acintosa pelo Brasil afora, principalmente nos Estados onde é visto como um Messias que levará o povo a um “país prometido”. Estampar nas manchetes que em qualquer pesquisa Lula será eleito “de barbada”, por maioria de mais de 30% dos votos, é incitar o eleitor portador de catarata política a ser influenciado por propaganda enganosa. Quando as manchetes que vendem mais jornais dão Lula na frente, escondem o fato de que a crise que o Brasil vive se deve aos 13 anos de desgoverno da dupla Lula/Dilma. Os jornais sabem que Lula pode até ser preso e ficar impedido de se candidatar, mas o que importa é vender mais alguns exemplares. Despertem, excelências togadas.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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A IMPRENSA ELEGERÁ LULA

 

Graças à imprensa brasileira, que todo santo dia estampa em manchete de primeira página foto do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ele lidera as pesquisas de intenção de voto para a presidência em 2018. Que ele e sua sucessora, Dilma Rousseff, destruíram o País, tornando o nosso Brasil o país mais corrupto do planeta, isso não é novidade nenhuma para nós, uma minoria de brasileiros minimamente esclarecida. Só que a maioria esmagadora de brasileiros descamisados e beneficiários de projetos sociais, queiramos nós ou não, criados por Lula, representa praticamente 40% do eleitorado brasileiro que considera o ex-presidente um verdadeiro santo.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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NUNCA FUI CONSULTADA

 

É inacreditável que nós, brasileiros que trabalhamos a vida toda e só queremos viver com respeito e dignidade, tenhamos de aturar este senhor Lula mentindo descaradamente, como se tivesse feito um bom governo com o PT e seus asseclas, pelegos e sanguessugas da Nação. Será que alguém acredita nesses institutos de pesquisa colocando o homem em primeiro lugar? No meu bairro, Vila Pompéia, nunca me perguntaram em quem eu votaria na próxima eleição. É óbvio que a pesquisa é dirigida ou mentirosa.

 

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

 

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PESQUISAS ELEITORAIS

 

Eu nunca fui pesquisado, nem tenho conhecidos que o foram. Onde são feitas as pesquisas eleitorais? No Nordeste? Ou são pesquisas fabricadas? A “Folha” é confiável? Ela não é nitidamente de esquerda? Onde Lula consegue tanta popularidade? Será que o povo não lê jornal? Não assiste à televisão? Não sabe o que se passa no País?

 

Jose Francisco de Faria josefdefaria@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CEGOS

 

Os piores cegos são aqueles que não querem ver. Os brasileiros, de maneira geral, que participam de pesquisas eleitorais.

 

Sergio S. Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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TEMPO

 

Como bem salientou recente editorial do “Estadão” (“Utilidade das pesquisas”, 5/11, A3), as pesquisas eleitorais, no momento atual, servem somente para Lula da Silva constranger magistrados e para Jair Bolsonaro dar verniz de seriedade à sua conhecida fanfarronice. A condenação de Lula da Silva, em segunda instância, sairá logo mais, por decisão do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, confirmando a decisão de Sérgio Moro de condená-lo a 9,6 anos no caso do triplex do Guarujá. E então, ressalte-se, ficha-suja não pode ser candidato. Bolsonaro muda a cada dia o seu comportamento e, então, só quem não é observador não vê que não é o homem para o Brasil. Ambos, com certeza, não terão condições de enfrentar um candidato sério e coerente, com serviços bons a apresentar e, antes de tudo, decência no trato da coisa pública. Lula da Silva, Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva e outros vão-se juntar para perder do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O tempo dirá e fará justiça.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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NÃO SEJAMOS OMISSOS

 

As pesquisas que levam o eleitorado a se manifestar sobre a classe política, tanto do Executivo quanto do Legislativo, mostram um quadro que deveria merecer profunda reflexão. Da parte da classe política, que avaliem até onde estão respeitando o seu eleitorado, principalmente levando em conta o exercício da cidadania. Mas o eleitorado, que faz tantas críticas, precisa também se autoavaliar, tanto em relação ao candidato ao qual deu o seu voto quanto à sua forma de acompanhar o seu desempenho no cargo para o qual foi eleito. Como se pode concluir, se a omissão for deixada de lado, a situação pode vir a mudar.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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SENTENÇA JÁ

 

A recente pesquisa de opinião sobre candidatos para as eleições presidenciais de 2018 coloca Lula em primeiro lugar, o que aumenta a urgência para que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, pronuncie sua sentença. Afinal, o “cara” é inocente, apesar das dezenas de delações premiadas dizendo o contrário e de uma sentença bem fundamentada do juiz Sérgio Moro na primeira instância. A justiça deve ser cega, surda e muda, mas não paralisada!

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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RÁPIDO DEMAIS

 

O advogado de Lula, Cristiano Zanin, enquanto tenta retardar ao máximo o processo que corre na 13.ª Vara Federal de Curitiba contra seu cliente, usando todo tipo de ações procrastinatórias, e vendo seu repertorio de álibis se esgotar, resolveu interpelar o tribunal onde tramita o recurso de Lula, o TRF-4, questionando a velocidade com que o processo tramita naquela corte, insinuando ainda que, por se tratar de Lula, a ação está sendo agilizada propositalmente. A dúvida é: o defensor de Lula não deveria estar feliz que o processo esteja caminhando rápido? Afinal, se ele acredita que o seu cliente é inocente, deveria ser o primeiro a pedir agilidade a fim de provar que seu representado é a “alma mais honesta deste país”. Ou será que ele não põe fé na inocência do seu cliente?

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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BOM SINAL

 

O voto do relator do TRF-4 é secreto, mas o tempo curto que levou para analisar a sentença de Sérgio Moro, que tem 960 parágrafos e é considerada antológica, indica que ela foi confirmada. Além disso, a fúria do advogado de defesa de Lula com a pressa na votação parece dar a mesma indicação. Bom sinal!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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PRESIDÊNCIA

 

Lula encasquetou que, a qualquer preço, retornará à Presidência. Dilma Rousseff fez “o diabo”, foi reeleita e defenestrada. Gleisi Hoffmann que se cuide, pois, se “elle” perder para Jair Bolsonaro, como prêmio de consolação cobiçará a presidência do PT. Síndico é uma espécie de presidente, mas sem chance em Guarujá, no Edifício Solaris. Lá “elle” não será eleito, visto que reluta em assumir legalmente a cobertura tríplex. A outra saída, em última instância, será na Papuda (DF) ou em Pedrinhas (MA). Boa sorte, Lula!

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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DIFÍCIL ESCOLHA

 

O Brasil não merece ter de escolher entre Lula e Jair Bolsonaro, isso não é democracia! O País vive na ditadura dos partidos políticos, são eles que decidem quem vai governar o País, e ao povo cabe apenas escolher o menos pior entre aqueles previamente escolhidos pelos partidos políticos. O Brasil não vai sair da lama em que se encontra com políticos profissionais que não teriam vez na iniciativa privada, mas que nas mãos dos partidos se tornam reis do Brasil. O País precisa começar a escolher seus governantes entre os homens e mulheres de bem, pessoas comuns, é preciso acabar com a ditadura dos partidos políticos e acabar com a figura do político profissional no governo da Nação.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O INCÔMODO BOLSONARO

 

A imprensa e a dita inteligência sempre foram absurdamente condescendentes com o cidadão Luís Inácio Lula da Silva. Suas oportunistas grosserias distribuídas desde os tempos em que enganava os trabalhadores no sindicato dos metalúrgicos, até as atuais aleivosias lançadas contra a Justiça, quase nunca receberam dos ditos formadores de opinião maiores censuras, com raras e honrosas exceções. Muito pelo contrário, as tiradas eram consideradas folclóricas. Eis que, agora, a medida da régua do deputado Jair Bolsonaro é completamente diferente. Editoriais, colunistas e articulistas, preocupados com o aparente crescimento de uma possível candidatura, maximizam tudo aquilo que o deputado um dia falou ou pensou, até mesmo difundindo inverdades. Por que será que uma candidatura considerada de direita, conservadora, incomodaria tanto? Ousaria responder: Gramsci explica!

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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SIM, PODE SER

 

Tirando os 30% históricos que votam em Lula e em seus postes, nós, os outros 70%, estamos sem rumo quanto à escolha do próximo presidente da República. Não sendo período oficial de campanha ainda, já dá para medir a temperatura de como vai ser o ano que vem, haja vista a baixaria sobre Jair Bolsonaro, por exemplo. Há até quem o compare a Lula – desespero puro, sei lá por quê, cada um sabe de si, mas o fato é que, apesar de ter mais de 20 anos de vida pública, ninguém chama Bolsonaro de corrupto, muito menos de ladrão, e, convenhamos, em se tratando de Brasil, já é uma grande coisa. Sim, é um forte candidato e cada vez mais eu o descarto menos.

 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NA GELADEIRA

 

Foram deprimentes as atitudes, primeiro, dos senadores, depois, dos deputados federais ao aprovarem, “em votação simbólica” o Fundo para Eleição, no valor próximo de R$ 2,5 bilhões, mesmo já contando com o Fundo Partidário de mais de R$ 800 milhões anuais. Desta forma, não pudemos saber quem votou a favor ou contra. Diante disso, está na hora de nós, eleitores e eleitoras do bem, que ainda somos a grande maioria, renovarmos em 2018, com nosso voto, os membros do Congresso Nacional! Para tanto, conclamo aqueles ou aquelas que tenham interesse a aderir ao movimento por meio do qual iremos elaborar listas daqueles nomes que estarão na geladeira por vários motivos, como réus em processo por corrupção ou crimes de responsabilidade, sob investigação por suspeita de corrupção ou responsabilidade, deputado ou senador que não pensa no País, mas sim no seu umbigo, como em cargos nas estatais, indicando pessoas sem nenhuma experiência na área. Também estarão na geladeira aqueles que só votam com o governo se tiverem alguma compensação, não importando se o projeto é de interesse ou não para a melhoria de nosso país. Enquanto o candidato estiver na geladeira, não terá o nosso voto, e dela somente sairá se provar que nada deve. Elaboraremos listas por Estado, e para tanto precisaremos de um representante em cada um deles, e tais listas serão publicadas nos jornais e nas redes sociais. Aguardamos adesões e vamos lutar por um Brasil mais limpo e melhor!

 

Hertez Corrêa hertezc@gmail.com

São Paulo

 

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QUEBRANDO A BANCA

 

Por que o presidente Michel Temer continua acenando com mais verbas para a reforma da Previdência (“Estadão”, 7/12)? Ela não foi vendida como uma medida econômica inadiável que impedirá o futuro colapso no pagamento das aposentadorias? De que adianta fechar uma torneira e abrir a outra? E o desperdício do senhor presidente, quem irá reformar?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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NÃO COM ESTE CONGRESSO

 

Seria de bom tom o mercado se conscientizar de que uma “reforma da Previdência” como deveria não acontecerá com este atual Congresso, porque a cada dia que passa o presidente Temer abre mão de verbas e benesses que, mais um pouco, chegarão à economia que faríamos com a reforma, rolando para as mãos destes que não querem jamais perder a boquinha, os tais do “toma lá dá cá”. Assim, quem sabe com um novo Congresso, dedetizado desta gente, sairá uma reforma que englobará a todos sem exceção, seja da iniciativa privada, seja da rede pública? Porque não dá para o brasileiro comum, que são mais de 100 milhões de contribuintes, ficarem pagando por uma aposentadoria minguada, sustentando aposentadorias milionárias para quem até hoje nunca o serviu. Quem já foi bem atendido na rede pública quando precisou de seus serviços que levante as mãos. É justo pagar aposentadorias privilegiadas? Não, não e não!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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RESPONSABILIDADE

 

É elogiável o empenho de Michel Temer para aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, no intuito de equilibrar as contas públicas e diminuir o desemprego. Que os partidos políticos aliados do governo e os parlamentares sejam responsáveis e pensem no futuro do País, seguindo o exemplo do presidente, votando a favor da reforma.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Sim, se iniciarmos 2018 com a reforma da Previdência aprovada, a maioria dos congressistas que votou pelo sim terá muito mais chances de se reeleger em 2018 com a economia saindo da convalescência e ganhando força pelo ânimo que substituirá o desânimo do empresariado e da classe média. Esta, que Lula tem a pretensão de colocar sob seu sovaco, sofre atualmente, cansados que estamos de tanta ladainha inútil pelos corredores do Congresso Nacional.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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