Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2017 | 03h09

LULOPETISMO

Nada que ver com o peixe

Seguindo com sua mal disfarçada campanha presidencial, sob as bênçãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula voltou a discursar, quinta-feira, em frente ao Complexo Petroquímico do Rio, fazendo a demagogia de sempre. “O Comperj está fechado, mas eu teimei de vir aqui porque queria fazer uma foto”, vociferou. “É inaceitável que um país em meio a essa crise econômica e esse desemprego deixe parada uma obra dessa magnitude por irresponsabilidade de um governo”, criticou, sem, todavia, assumir sequer 1% da paternidade pela crise e pelo desemprego, além de se negar a indicar a fonte dos recursos para a conclusão desse projeto em tempo de vacas magras, como o atual. “Eu vim até aqui para mostrar que isso não é correto” – como se ele próprio nada tivesse que ver com o peixe. E, transpirando indignação: “Se estivesse produzindo, quanto imposto estaria sendo gerado, quantos empregos?”. Algum desavisado que estivesse ouvindo poderia até acreditar que a culpa por tudo isso não é do próprio Lula, de sua protegida “work alcoholic” e do PT, que participou ativamente da rapinagem que resultou no petrolão, o esquema bilionário de pilhagem da Petrobrás, em boa parte já desvendado pela Lava Jato. “O País só fala em corte de gastos e em corrupção (...) quem roubou tem que estar preso, mas as empresas não podem fechar”, pontificou o réu em sete processos penais, já condenado à prisão num deles. Esquece o heptarréu que o Comperj – empreendimento de muitos bilhões – não fechou, já que nem sequer abriu: é mais uma entre tantas obras superfaturadas e inacabadas dos tempos em que o PT dava as cartas no Planalto.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Camburão

Outra do ex-presidente Lula: “Se você quer diminuir em 50% a criminalidade, é só garantir emprego, salário e escola para o povo, que você vai perceber que a violência vai diminuir no dia seguinte”. Logo ele, que é o maior responsável pela maior crise que este país já viveu e levou à paralisia da nossa economia, com milhões de desempregados! Esse sujeito não merece subir em palanque, precisa subir logo, isso sim, pelos fundos de um camburão.

LUIZ GONZAGA SARAIVA

lgtsaraiva@icloud.com

São Paulo

Platitudes

Por mais que fale, Lulla nunca diz nada.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Kadafi financiou ‘Lulla’?!

Se Lulla recebeu US$ 1 milhão do ditador sanguinário Kadafi para financiar sua candidatura em 2002, conforme a noticiada delação do ex-petista Antônio Palocci, está mais do que provado que os petistas tinham mesmo a intenção de permanecer no poder para sempre. E como todas as ditaduras, usando e vilipendiando os cofres públicos, destruindo nosso futuro, nivelando todos os brasileiros por baixo. Se nossa democracia não estivesse consolidada, teriam conseguido e nosso fim seria igual à Venezuela, onde falta tudo, em especial a liberdade. É duro ouvir as balelas de Lulla em carreatas País afora como “salvador da pátria”, sabendo que sua eleição lá atrás foi financiada pelo terrorista sanguinário Kadafi. É muita cara de pau!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Cassar o registro do PT

Com a proibição, pela lei eleitoral, de aporte de dinheiro de procedência estrangeira, como o US$ 1 milhão repassado à campanha de Lula pelo ditador líbio Muamar Kadafi, relatado por Palocci, o registro do PT pode e deve ser cassado pelo TSE. Ou mais um crime cometido pela legenda vai ficar impune, enfraquecendo ainda mais a imagem da Justiça no Brasil?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

LOS HERMANOS

Tutti buona gente

A Justiça argentina, seguindo a linha do rigor aplicada no Brasil a políticos nas investigações da Operação Lava Jato, pediu que a ex-presidente Cristina Kirchner seja presa e perca sua imunidade parlamentar. Amigona de Lula, Dilma e Nicolás Maduro, Cristina, já denunciada por corrupção, agora é acusada de ter prejudicado investigações sobre o atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), cometido por terroristas iranianos, em que morreram 85 pessoas!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Sem almoço grátis

Evo Morales, um dos últimos membros do Foro de São Paulo ainda no poder, veio em missão a Brasília para questionar por que a Petrobrás não quer renovar o contrato de fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil, que vence em 2019. Viciado na relação paternalista criada e estimulada pelo governo do PT, quando, em completo detrimento do interesse dos consumidores e contribuintes brasileiros, o PT não só concordou em aumentar o preço do gás pago aos bolivianos muito acima do inicialmente acordado, como também aceitou sem nenhum constrangimento o confisco de propriedades da Petrobrás naquele país, Evo ainda não entendeu uma das leis básicas do capitalismo, particularmente quando se trata de comercialização de uma commodity: para vender mais tem de baixar o preço! Temer, certa e educadamente, passou a mensagem de que a era dos almoços gratuitos acabou.

OSCAR THOMPSON

OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Já que Morales veio fazer uma visita ao Brasil, poderia ter-nos restituído, formalmente, a refinaria da Petrobrás que Lula deixou que roubasse dos brasileiros e pagar ao menos uma parte do que a Bolívia nos deve. Afinal, dos países ditos bolivarianos, a Bolívia é o que está em melhor situação hoje, tendo em vista que o Brasil é o maior comprador de seus produtos, como o gás (e até drogas, estas ilicitamente). Temer deveria ter aproveitado a ocasião, uma vez que já foi chamado de golpista por essa mesma funesta figura. Por que não o fez?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

G0VERNO TEMER

O ‘impopulista’

Espero que o próximo presidente não seja populista, mas “impopulista”, como Michel Temer, que, apesar dos pesares, fez a reforma trabalhista, está encaminhando a previdenciária e, se bobear, realiza a tributária em 2018, tudo isso em meio mandato. Sem contar a redução da inflação de 12% para 2% e dos juros de 14% para 7%.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

“Ver Lula bravatear por aí, cuspindo mentiras caluniosas, e pensar que por oito anos ele chefiou esta nação... Isso dá calafrios!”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE O MAIS HONESTO, EM DESCARADA CAMPANHA ELEITORAL FORA DA LEI

fransidoti@gmail.com

“Que futuro se espera de um país cuja classe política rouba seu próprio povo?!”

MARCOS ABRÃO / SÃO PAULO, SOBRE CORRUPÇÃO

m.abrao@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JERUSALÉM

É evidente que o presidente americano, Donald Trump, oprimido pelas suas questões internas, lançou mão da conhecida estratégia da tergiversação: reconheceu Jerusalém como capital de Israel exclusivamente para desviar o foco dele. E é tão mais evidente que grupos radicais islâmicos, como o Hamas, e parte da comunidade internacional, ávidos por algum motivo para acusar e criticar o Estado "opressor" de Israel, aproveitam a ocasião oferecida "na bandeja" pelo presidente. Trump é intempestivo e imprevisível e Jerusalém é um problema delicado. A reação violenta contra Israel, entretanto, não se justifica. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ESTOPIM

A decisão tomada pelo atual presidente dos Estados Unidos em relação à mudança de localização da embaixada americana em Israel é mais um estopim aceso numa região que deveria ter as negociações como pauta principal. Os palestinos e israelenses já deveriam ter solucionado, com o entendimento, uma crise que vem desde que a ONU foi criada. E o presidente Trump não está contribuindo em nada para que isso aconteça, ao contrário, aumenta as divergências. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O UMBIGO DE TRUMP

O presidente dos EUA, Donald Trump, insiste em fechar a porta e deixar o mundo do lado de fora. Num planeta globalizado, onde a economia tem poderes de guerra, a atitude pode representar, em muito pouco tempo, um tiro no pé de cada um dos quase 328 milhões de americanos.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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VULCÃO EM ERUPÇÃO

Donald Trump é como um vulcão em permanente erupção: inútil, incomoda e destrói!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos EUA representa tão somente a admissão de que Jerusalém, a capital milenar do povo de Israel desde os tempos bíblicos, é o que é. Lá se encontram a sede do governo, do Legislativo e do Judiciário do Estado de Israel. Os EUA não se manifestaram sobre o status de Jerusalém oriental: nem a favor, nem contra e muito pelo contrário - deixaram o assunto para que as partes negociem entre si. Este ato não ocasionará nem os benefícios apregoados pela Casa Branca nem os custos alardeados pelos seus opositores. Muito menos perturbará as negociações do processo de paz com os palestinos em curso. Não há negociações em curso. Tampouco os acordos de paz com Egito e Jordânia ou a recente aliança estratégica entre Israel, Arábia Saudita e os países do Golfo devem ser afetados. A ameaça do Irã e do extremismo islâmico para todos os demais é real demais para ser ignorada pelos players. Os árabes ainda se preocupam muito com os palestinos. E os israelenses, mais ainda. Quando a Autoridade Palestina se interessar de verdade, um acordo de paz entre palestinos e israelenses ocorrerá. Possivelmente, até antes que a embaixada dos EUA em Jerusalém fique pronta.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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RESOLUÇÃO VIOLADA

A resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU está sendo violada pela decisão do presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir para lá a embaixada americana de Tel Aviv. O poder de veto dos Estados Unidos tem sistematicamente impedido o cumprimento da resolução que pede a retirada de Israel dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias e "o reconhecimento da soberania, integridade territorial e independência política de todos os Estados da região e seu direito a viver em paz". Entretanto, em dezembro do ano passado, por 14 votos a favor e apenas a abstenção dos Estados Unidos, foi aprovada uma nova resolução. Esta pede o fim de todos os assentamentos israelenses em territórios palestinos, incluindo Jerusalém oriental, e reafirma que o estabelecimento de assentamentos, algo que ocorre desde 1967, "não tem validade legal e viola a lei internacional", além de ser um "enorme obstáculo para o alcance de uma solução de dois Estados e da paz na região".

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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A DIPLOMACIA NO LIXO

Donald Trump, ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel, transferindo também sua embaixada para a cidade, joga no lixo o histórico de décadas da diplomacia dos EUA, de manter harmonia entre seus aliados. O mundo árabe repudia essa decisão, assim como também a Europa Ocidental. E de nada adianta o secretário de Estado Rex Tilerson dizer que essa decisão não vai alterar o compromisso de Trump com as negociações de paz no Oriente Médio. Ora, se o presidente americano tivesse alguma preocupação com a paz na região, não teria tomado essa decisão, que mais poderá produzir generalizados conflitos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ERRO DIPLOMÁTICO

Osvaldo Aranha, diplomata brasileiro de vital importância para a criação do Estado de Israel, é motivo de orgulho para nosso país. Homem honesto é coisa rara, numa nação com tanta canalhice como a nossa. Já Donald Trump errou (7/12, A9) ao declarar Jerusalém como capital exclusiva de Israel. É, sim - inegavelmente -, de soberania e direito israelense. Mas não exclusivamente. Ou seja, de novo Donald Trump fez a coisa certa do modo mais errado possível!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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TRUMP E JERUSALÉM

Durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos, quando concorriam à presidência Donald Trump e Hillary Clinton, tendo esta a bagagem de seu marido Bill Clinton, ex-presidente daquele país, a eleição da ex-primeira-dama era cantada e decantada como "favas contadas", enquanto o primeiro, para os adeptos de Hillary, não passava de um fanfarrão que mostrava mais insanidade mental do que condições de governar a maior nação do planeta. Vencida a eleição, Trump começou a mostrar ao povo americano que não tinha nada de insano, e a prova disso foi o enfrentamento com o ditador coreano do norte com lançamentos de ogivas nucleares intimidadoras. A mais recente prova da capacidade política do presidente americano foi a recente decretação da cidade de Jerusalém como capital oficial do Estado de Israel, que já poderia ter sido feita desde 1948, quando da criação do Estado judeu pela ONU. Capital ou não do Estado de Israel, Jerusalém continuará sob a cobiça de palestinos, muçulmanos, árabes, xiitas e sunitas, que jamais aceitaram a presença dos judeus como vizinhos, mais por questões religiosas do que técnicas e culturais. Que os palestinos e seus assemelhados não esqueçam a Guerra de Seis Dias.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A COMPLEXIDADE DA QUESTÃO

Cidade sagrada há muitos séculos para os judeus, cujas rezas a evocam "se eu esquecer de ti, ó, Jerusalém, que minha mão direita se paralise"  e,  no Pessach (Páscoa Judaica) levantam os copos de vinho pronunciando "no ano próximo em Jerusalém" -, Jerusalém converteu-se lamentavelmente em causa de discórdia entre as diferentes religiões. É fundamental reconhecer que desde que Israel conquistou a Cidade Velha dos jordanianos, em 1967, todas as religiões gozam de liberdade absoluta ali. Aliás, ironia da História, existem hoje em dia polêmicas nesse sentido entre os judeus! Refiro-me ao conflito entre os ultraortodoxos e o resto dos israelenses judeus. Mas este é outro capítulo.

Irene G. Freudenheim irene.margarete@terra.com.br

São Paulo

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ISRAEL CAPITAL?

Estou com Trump e não abro. Também acho que a capital de Israel deva ser Jerusalém. Como o anjo Gabriel se atrasou, demorando quase seis séculos para se anunciar a Maomé, este se viu na lanterna dos profetas, precedido por Abraão, Davi, Jacó, Isaac, Moisés e Jesus, entre outros, todos personagens muito manjados no Antigo e do Novo Testamento, frequentadores assíduos de Jerusalém. Maomé sempre foi de outra freguesia.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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HISTÓRIA

Como está relatado na "Bíblia", Jerusalém é a capital do povo hebreu há nada menos do que três milênios. Ao transferir a embaixada norte-americana para a cidade santa das três religiões monoteístas do mundo, reconhecendo-a como capital de Israel, Donald Trump faz história e justiça. Que na terra abençoada reinem a paz, a tolerância e a boa coexistência entre judeus, árabes e cristãos. Shalom. Salam. Amém.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O TESOURO DA FAMÍLIA VIEIRA LIMA

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, o deputado Lúcio Vieira Lima e a mamãe dos dois, Marluce, acumularam R$ 51 milhões de uma "papança" na Caixa Econômica Federal! 19 volumes, entre malas e caixas, onde guardavam seu "tesouro escondido". O problema com a Famiglia Vieira Lima foi o excesso de bagagem. Se fosse apenas uma mala, com R$ 500 mil, não seria caracterizado crime, como já definiu o atual chefe da Polícia Federal, Fernando Segóvia. O que suscitou suspeitas de poupança de origem duvidosa foi o desleixo da família baiana em deixar seu dinheirinho num apê emprestado e descuidado. Uma falta de respeito e de consideração para com a moeda nacional. Tão logo façam a tão decantada delação premiada, receberão suas respectivas tornozeleiras eletrônicas e, então, poderão gozar do que sua rica poupança federal lhes possa proporcionar.

           

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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'MAMMA' MAFIOSA

Com relação ao indiciamento de Marluce Quadros Vieira Lima, mãe de Geddel Vieira Lima, que o ajudou a contar e a guardar os R$ 51 milhões ganhos por corrupção, só podemos dizer que o Brasil criou mais uma jabuticaba. Uma "mamma mafiosa", já que nas organizações mafiosas da Itália a verdadeira "mamma" não sai do fogão! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MÁFIA FAMILIAR

Mamãe Geddel e filhinhos deveriam ir juntinhos para a cadeia. Máfia familiar bem nutrida.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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DINHEIRO LAVADO

Como pode a Polícia Federal afirmar que os R$ 51 milhões atribuídos a Geddel eram dinheiro lavado, se em várias cédulas foram encontradas impressões digitais?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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EXIGÊNCIA

Enquanto os brasileiros trabalhadores e honestos (a maioria esmagadora) não exigirem que figuras como Collor, o clã Sarney, Maluf, Lula e asseclas, Cabral, Garotinho, Cunha, Aécio, Geddel, o clã Picciani, o clã Calheiros, Marin, Teixeira, Del Nero, Nuzman, Eike, Odebrecht, etc. - apenas para citar a "elite" e os mais conhecidos - estejam na prisão pagando por seus atos e suas famílias impedidas de usufruir de seus desvios, em vez de continuar seus "negócios" livremente e impunes, o Brasil continuará sendo um país rico e "do futuro". E sua população permanecerá pobre, faminta, doente, analfabeta e miserável.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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TORPES MERCENÁRIOS

Os mercenários de outros tempos vendiam sua vida com bravura e por glória. Eram, contudo, homens de segunda categoria. Nossos mercenários, suas excelências os congressistas, são mercenários de quinta categoria, sem bravura e sem glória. Não vendem sua vida, vendem o futuro da Nação, com torpeza e indignidade.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

"Planalto gasta R$ 43 bilhões pela reforma da Previdência, mas tem dificuldade em convencer aliados" ("Estadão", 12/12). A Câmara dos Deputados, por meio de muitos de seus representantes, mostra por que os políticos estão tão em baixa na opinião pública. A dificuldade de Michel Temer em aprovar a reforma da Previdência passa pelo fácil imediatismo, bem como por nenhum compromisso verdadeiro com o futuro do País, além da mais abjeta falta de quaisquer princípios. Se houver uma votação desfavorável, nas próximas eleições devem ser denunciados os deputados que votaram contra nos seus Estados.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

    

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HORA DA VERDADE

 

Num momento crucial para o Brasil, o corporativismo e os interesses pessoais e partidários são secundários. A prioridade é o Brasil. É hora da verdade: deputado que for contra a reforma da Previdência é contra o Brasil.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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REFORMA? QUE REFORMA?

Só a trupe do "quanto pior, melhor" pode se regozijar ante uma realidade dolorosa: a situação fiscal do País é muito grave. É um problema de Aritmética, negado por adeptos de alternativas enganosas que proliferam no picadeiro informático e em discursos parlamentares. Alguns chegam a negar e existência do déficit. Provavelmente, marcham lado a lado com aqueles que sustentam ser a Terra plana. Entre aqueles que admitem a seriedade do problema há diversas seitas bizarras de onde partem soluções escalafobéticas. Vejamos. Negando o fato de estarmos diante de um ciclo, uma circunferência, se preferem, afirmam saber onde um círculo tem início e sustentam que, antes de mais nada, devem ser recuperadas as perdas geradas pelos inadimplentes, que devem ser cobrados. Claríssimo, caríssimos! Ocorre que essas cobranças já são feitas, talvez com insuficiente energia, mas nem de longe se pode falar em condição "sine qua non" - não, não se trata do Cine Quanon descoberto nas ruínas de Troia. Cabe perguntar aos paladinos dessa imposição como cobrar os débitos de Vasp, Varig e Transbrasil, que encabeçam a lista dos devedores? Como cobrar as dívidas daqueles que as contestam judicialmente no todo ou em parte? É precipitado o diagnóstico de litigância de má-fé por eles. Admitindo que seja possível recuperar um volume significativo desses débitos, o problema estrutural continuará. O benefício daí resultante seria comparável ao que se conseguiria extraindo molares cariados de um paciente vitimado por um câncer terminal. Quem se lembra dos probleminhas dos tempos da escola há de recordar o problema de uma piscina alimentada por uma torneirinha e esvaziada por um ralo enorme. Colocar um balde de água somente adiará o esvaziamento. Enquanto o débito da torneira não mudar e o débito do ralo se mantiver, qualquer aluno - mesmo aqueles que dizem "nóis pega os peixe" - concordará que é apenas uma questão de tempo. Nem será preciso tecer comentários quanto à alteração da forma da pirâmide etária, conceito ao alcance de qualquer parlamentar disposto a encarar a verdade. Há e haverá menos jovens ingressando no mercado de trabalho e os velhinhos teimam em permanecer no planeta. É a realidade, Excelências! Outra seita milita contra a abolição dos "privilégios adquiridos", e todos estão prestes a fornecer exemplos: fulano se aposentou com 55 anos, etc. Infelizmente, será possível atuar apenas daqui para a frente. A PEC da reforma previdenciária prevê a eliminação de discrepâncias gritantes, estabelecendo uma regra de transição, cuja suavidade pode ser discutida, mas sua inevitabilidade não autoriza um procedimento drástico, sob pena de acarretar uma torrente de ações judiciais, submergindo nosso Judiciário, já atolado pela sua própria discutível eficiência. Não poderão faltar na relação dos ferozes oponentes dessa PEC aqueles que veem nela apenas uma deslavada manobra das instituições financeiras à procura de uma possibilidade de vender planos de seguridade privada, apurando lucros, etc., etc. Será que os mesmos seriam contrários à compra de eletrodomésticos que ao fim e ao cabo engordam os lucros de "xópins" (como gosta de grafar Veríssimo)? Finalmente, seria de esperar um apoio maciço dos tucanos, inquilinos habituais de muros ideológicos, afinal a reforma está no seu cardápio de propostas oferecido ao seu eleitorado. É possível identificar em boa parte dos tucanos uma peculiaridade anatômica do seu aparelho digestivo, que de tão rudimentar torna difícil identificar a extremidade utilizada para emitir opiniões. Essa anomalia explica também a dificuldade em proferir um discurso coerente e manter, ainda que de forma imprecisa, um nexo com posições definitivamente provisórias. Seria esse o motivo da desilusão dos seu apoiadores? De maneira geral, enquanto mesmo aqueles que acham a PEC necessária e não acreditam nas soluções mágicas dos ilusionistas de plantão, visceralmente contrários a tudo o que possa arruinar os planos de assunção do poder, estiverem parafraseando Ricardo III, que trocava seu reino por um cavalo, adotarem o bordão "meu voto por uma(s) boquinha(s), continuaremos a praticar a patinação na maionese, nova modalidade olímpica, na qual brilhamos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS VIRÃO?

Estes são os dias em que saberemos ou não se o governo Temer conseguiu os votos necessários para colocar em votação a reforma previdenciária, ou seja: 308 votos favoráveis dos 513 deputados. Serão dias decisivos para pôr à prova a capacidade de articulação e negociação do governo federal e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A votação será acirrada, e não é para menos, pois o que está em jogo é o direito de milhões de brasileiros de uma geração em que se começava a trabalhar cedo e, também por isso, se aposentava cedo. Ocorre que as pessoas hoje estão vivendo mais, e isso põe em xeque este sistema em que os que estão no mercado de trabalho sustentam aqueles que já estão aposentados. A reforma é mais que necessária - isso é fato, e todos os congressistas sabem, embora o sacrifício tenha como alvo os trabalhadores (até agora, Executivo, Legislativo e Judiciário não fizeram a sua parte, mesmo fazendo parte do bolo, abrindo mão de mordomias e economizando dinheiro público). Muito pelo contrário, o governo tem promovido jantares e liberado verbas para municípios e Estados na tentativa de conseguir os votos necessários. É claro que o trabalhador, único sacrificado, resiste como pode a esta reforma, se não vê por parte dos políticos reciprocidade. Os trabalhadores que completaram as exigências para a aposentadoria - os que têm direito adquirido, em tese, deveriam estar tranquilos, já que a Constituição federal os protege. Mas o que se vê é uma verdadeira corrida aos postos do INSS para se aposentar, mesmo perdendo parte do salário. O fato é que ninguém mais confia nem nos políticos nem nos juízes brasileiros.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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ESTE É O CAMINHO

Estamos batendo na mesma tecla desde a saída de Dilma Rousseff da Presidência do Brasil, quando afirmamos que, por mais otimistas que possamos ser e pelo estrago ter sido violento, o País não se recuperaria antes de no mínimo cinco anos, tempo confirmado por estudo elaborado pelo Instituto Teotônio Vilela. Agora, vale ressaltar que muito suave foi a avaliação do presidente do Instituto, José Aníbal, ao afirmar que "isso mostra que a obra petista é devastadora. Há um ano e meio Dilma saiu porque, se ficasse, o País quebraria". Prezado senhor, temos de admitir e reconhecer que, diante dos desastrosos acontecimentos, o País quebrou, né não? Basta ver os inúmeros estabelecimentos que fecharam, os que faliram literalmente, as indústrias que reduziram sua produção e as que cerraram suas portas, prestadoras de serviços totalmente paradas e o absurdo número de 13 milhões de desempregados. O atual governo está empenhado em recuperar o País, com muitas dificuldades está caminhando para tal. Ajudaria muito se tivéssemos políticos honestos, bem intencionados, disciplinados e que de fato quisessem trabalhar e se empenhar pelo bem do País, para apoiar o atual governo, que, devemos reconhecer, já nos faz sentir uma diferença favorável, pequena ou grande, na economia. Só pelo fato de ter-se estabilizado a economia, parando de cair, não podemos deixar de reconhecer que houve uma melhora, né não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NOJENTOS

Palavra dura e pouco civilizada, é a única que descreve certos políticos, na função de deputados federais, quando assumem posições sabidamente contrárias aos interesses pátrios. Ao questionarem a reforma da Previdência, não se dão conta de que estão dando um tiro no pé, pois serão alijados da posição atual agora em 2018. Mario Henrique Simonsen, que, entre 1974 e 1979, foi ministro da Fazenda e do Planejamento nos governos Geisel e Figueiredo, ou seja, há mais de 40 anos, já alertava que fatalmente a conta não iria fechar e que era apenas uma questão de tempo para chegar ao limite, como agora está se constatando. Nos mesmos 40 anos em que nada aconteceu por aqui vários países asiáticos, arrasados durante a Segunda Guerra, se transformaram em grandes potências econômicas. E nós? Continuamos sendo "o país do futuro", dependendo do humor e das espertezas de vigaristas nojentos. O que estão esperando nossos espertos políticos? Que nos transformemos numa Grécia ou numa Venezuela, que alguns amam e elogiam? Não é à toa que eles não podem mais voar em aviões de carreira sem serem moralmente apedrejados. Esqueçam os interesses pessoais (ou escusos?) e cumpram seu dever. Recuperem-se, aprovando a reforma da Previdência sem mais delongas. 

Carlos Icarahy Gonçalves icarahyrg@uol.com.br

São Paulo 

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US$ 1 MILHÃO PARA LULA

A notícia de que Muamar Kadafi doou US$ 1 milhão para campanha de Lula vai elevar seus índices de aprovação nas pesquisas! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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FALANDO DE SI

Em seu giro pelo Rio de Janeiro, onde pregou sandices das mais variadas, como a que responsabilizou a Operação Lava Jato pelos prejuízos causados à economia, Lula, logicamente, evitou mencionar que sua criatura - esta, sim a causadora da ruína nas contas do País - já tinha falido até mesmo uma loja de produtos de R$ 1,99. O ex-presidente heptaréu, chegou ao desplante de criticar a paralisação das obras da Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), não pela corrupção que lá reinava, mas por irresponsabilidade de um governo, como se produção e corrupção produzissem um ambiente ideal para a empresa crescer forte e saudável. Indo além, Lula afirmou que prender ladrão é uma necessidade neste país, e, referindo-se em tom de crítica à colaboração premiada dos executivos da Petrobrás, completou: "Todo cara que faz delação é porque roubou" (...) "aqueles que roubaram devolvem uma pequena parte ao Ministério Público, apenas uma pequena parcela do roubo, e vivem  rindo à custa do que roubou". Com essa declaração, de quem conhece a fundo o assunto, Lula, hoje um "sem palestras" de onde recebia quantias milionárias, surpreendentemente, acabou revelando um pouco de si, daquilo que fez para continuar sobrevivendo, aos risos e no maior deboche.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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'FAKE NEWS'

O pior míope é aquele que insiste em ver sem correção. Age como se vivesse num universo paralelo, meio divorciado da realidade ao seu redor, que enxerga seriamente distorcida, o que o leva a tomar decisões que podem ter consequências desastrosas para os que têm visão clara em relação ao que está realmente acontecendo. Metaforicamente, essa é uma deficiência que acomete  grande parte do povo brasileiro, da qual se aproveita o sr. Lula da Silva, que, em campanha eleitoral ilegal, com o beneplácito da Justiça Eleitoral, sai Brasil afora bradando falsidades e mentiras  mais contundentes que "fake news". Urge uma distribuição generalizada de óculos restauradores.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PREÇO ALTO

O que mais se vê e lê ultimamente são críticas a Jair Bolsonaro, Lula, Geraldo Alckmin ou outro possível candidato à Presidência da República em 2018. Não criticam Marina Silva, pois é uma criatura lendária que alguns afirmam que habita as florestas do Acre e a cada três anos surge do nada e é candidata à Presidência da República para, após as eleições, levar consigo 23 milhões de votos que são enterrados ao pé de uma árvore sagrada. O problema do Brasil e dos brasileiros é justamente conviver com a liberdade democrática, ser simpático a Bolsonaro não significa obrigatoriamente que deve odiar Lula e Alckmin, e vice-versa, nem fazer das redes sociais uma arena "sangrenta" ou se comportar como os integrantes de torcidas organizadas que se matam por um futebol de segunda, se comparado à Europa. A democracia cobra um preço que é a civilidade, o respeito à opinião contrária e a aceitação do resultado de uma decisão nas urnas, seja qual for o resultado. É um preço caro e é preciso primeiramente ser civilizado para arcar com este custo.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DEMOCRACIA

E o que restou depois de pouco mais de 30 anos de democracia? Discussão sobre gêneros e polícia que tira selfie com bandido.

Antônio Dias Neme antonio.neme@terra.com.br

São Paulo

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POSE PARA FOTO

Ridícula a foto dos policiais do Rio de Janeiro com o traficante Rogério 157, preso na semana passada. Soou mal e leitores e a imprensa criticaram muito. Então vamos ter de sustentar mais um bandido com viagens de jatinho, prisão especial, etc.? E ele continuará  mandando, como já declarou, traficando e corrompendo policiais e carcereiros. E quando a mídia diz que existe uma banda podre na polícia e o ministro da Justiça diz que há conluio da polícia com os bandidos não há por que se indignarem. É a pura verdade. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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