Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 03h04

SISTEMA CARCERÁRIO

Mutirão da Justiça

Em estatística, dependendo de onde e como é obtida a amostra, chega-se a qualquer resultado. Assim, notícia publicada no nosso Estadão (9/12) nos dá conta de que o Brasil ocupa o triste e lamentável terceiro lugar entre os países que mais prendem no mundo, só atrás da China, com uma população de 1,4 bilhão de pessoas, e dos EUA, com 310 milhões de habitantes. O Brasil, com seus 208 milhões de habitantes, tem uma população carcerária de 726,7 mil presos, um triste índice de 349 presos por 100 mil habitantes. Se, no entanto, analisarmos países menos populosos, mas com regimes de exceção, como Venezuela, Cuba e várias ditaduras da África e da Ásia, constataremos que os nossos índices, apesar de lamentáveis, não têm comparação com os dessas nações. Na minha opinião, em vez de gastar dinheiro na construção de mais presídios, um mutirão da nossa Justiça para julgar, apenar ou libertar os cerca de 40% de presos sem condenação certamente desafogaria a superpopulação carcerária. Ademais, as penas alternativas poderiam ser mais utilizadas para presos por pequenos delitos. Parece-nos absurdo que um infeliz que roubou um quilo de arroz ou uma lata de leite em pó seja jogado numa cela superlotada de marginais de altíssima periculosidade. Afinal, de que adianta trancafiar um pobre desempregado que não possa pagar pensão à ex-esposa?

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

LULOPETISMO

Ridículo

Não era para falar mais desse senhor. Mas, conforme noticiado, o ex-presidente disse que “Temer inventou a doença da corrupção”. Quer dizer: a Justiça, da primeira instância ao Supremo Tribunal, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas e a imprensa, todos entraram na conversa do atual presidente e inventaram a Lava Jato e a corrupção. Ridículo! Será que esse senhor acha mesmo que o pessoal que o cerca em sua campanha antecipada acredita nessas bravatas, que o tornam menor e alienado? O destino de pessoas assim é o lixo da História. Mas antes devolva os milhões que estão em bancos e imóveis no Brasil e no exterior.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Loucura

Dizia, na Grécia antiga, o teatrólogo Eurípedes: “Deus enlouquece primeiro aqueles a quem quer destruir”. Na sua passagem pelo Estado do Rio de Janeiro, Lula declarou, com toda a sua peculiar veemência: “O Rio não merece a crise que está passando. Não merece ter governadores presos porque roubaram. Eu não sei se isso é verdade, porque não acredito em tudo o que a imprensa fala”. Outro trecho de sua retórica: “A Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio”. E vai daí a pior... Pelo visto, Deus já o enlouqueceu.

NELSON CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

Tudo virado

O poste está urinando no cachorro, o errado já é certo, valores trocados por sabores, o artigo quinto já foi pros quintos, e agora vem o Lula em ilegal “caravana”, que antes chamávamos de campanha eleitoral, culpando a Lava Jato por toda a crise do País? Era só o que faltava!

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Está atiçando

Pelo tom agressivo de seus comícios eleitorais, o Lula quer ser preso antes de ser condenado em segunda instância.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Tipo exportação

O episódio Kadafi mostra a postura moderna e audaciosa da propinocracia brasileira, globalizando suas atividades com os ditadores e corruptos amigos. Operações multinacionais são de rastreamento muito mais difícil, especialmente passando por nações dominadas pelos que tudo podem. E essa turma sabe disso. A metástase data de mais de uma década. Quanto será que rolou, neste meio tempo, para empresas, entidades e VIPs brasileiros por conta disso? Será que mais essa conta um dia cairá no colo dos brasileiros?

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

PSDB

Esquerda o quê?

Segundo o noticiário, o PSDB teria criado a ala “Esquerda pra Valer” com figuras de proa do partido. É de perguntar: pra “valer” o quê? Expliquem-se o quanto antes, pois nos 13 anos de “esquerda” fomos ao fundo do poço!

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Confiança perdida

É surpreendente que ainda existam pessoas bem-intencionadas que creem que o PSDB esteja preocupado com o futuro do País e disposto a ajudar o Executivo na aprovação de medida saneadora importante, qual seja, a reforma da Previdência. Acompanhando a política pátria há mais de 60 anos, perdi totalmente a confiança nos tucanos quando o partido entregou de mão beijada a Presidência ao Lula, deixando de apoiar José Serra com a disposição e força necessárias para elegê-lo, pois, afinal, era o candidato do governo; e quando inventou de usar a palavra “governabilidade” para salvar Lula do impeachment, que deveria ter sofrido em consequência da eclosão do escândalo do mensalão, que acabou levando o Brasil à maior crise econômica e moral de sua História.

FLÁVIO RODRIGUES DE AGUIAR

flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

GOVERNO TEMER

Previdência

Após o grande prejuízo causado ao Brasil pelas denúncias infundadas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, é elogiável o empenho do presidente Michel Temer em restabelecer sua base de apoio no Congresso para tentar aprovar ainda este ano a reforma da Previdência, indispensável para o equilíbrio das contas públicas e para viabilizar o sistema previdenciário. Será lamentável se os parlamentares não derem o quórum necessário para sua aprovação.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Desindexação

O presidente Temer deveria aproveitar este especial momento de inflação baixíssima, graças à sua política séria e equilibrada, para desindexar toda a economia, livrando-nos do mal da influência da inflação passada nos preços presentes. Só assim teremos uma economia sadia.

JAIR NISIO

jair@smartwood.com.br

Curitiba

“Nas andanças pelo País, o mais honesto declarou que Michel Temer criou a doença da corrupção. Camisa de força nele!”

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE LULA DA SILVA EM CAMPANHA ELEITORAL FORA DA LEI

mbulach@gmail.com

“Os que vão votar contra são os mesmos que sempre consideraram o ‘quanto pior, melhor’ para o País”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

robelisa1@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Às vésperas da votação da polêmica, urgentíssima e mais que necessária reforma da Previdência, cabe citar o que disse com propriedade e conhecimento o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles: "Se a proposta que modifica a Previdência não passar, o Brasil pode se transformar numa Grécia. Isso seria uma barbaridade". O futuro de milhões de pensionistas e segurados depende de 308 votos. Reforma, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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QUESTÃO FISCAL

Quando leio sobre a leviandade com que se trata a questão do ajuste fiscal, lembro-me do rompimento da barragem de Mariana (MG) há dois anos. Quem poderia prever as trágicas consequências da enxurrada de lama com o rompimento da barragem? Ora, todas as autoridades federais, estaduais e locais envolvidas e todos os gestores da Samarco. Hoje, quem poderia prever as consequências do descalabro fiscal? Absolutamente todos. E, mesmo assim, as projeções para o déficit e a dívida vão muito bem, obrigado, e ninguém toma as devidas providências. É melhor agir enquanto ainda é tempo. Se a barragem começar a fazer água, não há Meirelles que segure!    

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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'LUZ NO CONGRESSO'

Perdoe-me, senhor editorialista do "Estadão", que na semana passada pedia "Luz no Congresso" (7/12, A3), referindo-se à urgência da reforma da Previdência. Luz no Congresso, se não for incêndio, com certeza é uma locomotiva em sentido contrário, uma vez que tudo o que vem de lá em nada beneficia o povo brasileiro. Nossos congressistas, em sua maioria ladrões e politiqueiros, só pensam em encher suas burras e desesperadamente lutam pela reeleição. Quanto ao povo, que se exploda o povo!

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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LEGADO

Se fosse possível injetar uma gota de sangue na veia da maioria dos parlamentares do Congresso Nacional, eles pensariam na possibilidade de participar da grande oportunidade de, junto com o governo, deixarem um grande legado aos seus descendentes e para todos os brasileiros. Seriam sempre lembrados pela coragem de enfrentar questões como esta da reforma da Previdência.

Francisco Azevedo Figueiredo neloref3produz@terra.com.br

Marília

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VACILO

Grande número de tucanos está vacilando sobre a reforma da Previdência, disse Alberto Goldman, presidente interino do PSDB. Já passou da hora, e faz tempo isso, de o PSDB mudar o nome para PDV: Partido dos Vacilões. 

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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CONTRA OS IDOSOS

Há décadas sou eleitora do PSDB, razão pela qual me sinto no direito de enviar meu protesto a este partido, no momento em que o governo pressiona para que "fechem questão" na reforma da Previdência, cujo desdobramento venho acompanhando com muita atenção. Tenho 68 anos e meu marido, 70. Ambos somos aposentados com renda próxima a três salários mínimos cada um, ou seja, renda familiar de até 6 salários mínimos. Com vida modesta, conseguimos pagar um bom plano de saúde para ambos (R$ 1.400,00), comprar nossos remédios, pagar condomínio, água, luz, telefone, comida, etc. Lazer, quase nenhum. A reforma da Previdência quer acabar com os idosos neste país. No que se refere ao acúmulo de pensão por morte com aposentadoria, quem tiver aposentadoria de 3 salários mínimos não terá direito a nenhuma pensão por morte no caso de falecimento do cônjuge, ou seja, tanto eu quanto meu marido teremos nossa renda familiar cortada em 50% caso um de nós venha a falecer, uma vez que a reforma propõe o acúmulo limitado a dois salários mínimos! Pergunto aos senhores deputados como fazer para pagar com três salários mínimos um plano de saúde (já que o Estado é totalmente deficiente neste atendimento), remédios, comida, roupa, água, luz, condomínio, etc., etc.? Pessoas com mais de 65 anos não têm como voltar ao mercado de trabalho e serão brutalmente atingidas por esta reforma perversa, mas que prevê a manutenção de privilégios para diversas "castas" deste país. Nós, aposentados com mais de 65 anos, protestamos contra esta barbaridade que nos impedirá de ter uma velhice digna, enquanto privilégios são mantidos para muitos. Por que ninguém pensa em reformar o gigantismo do Estado, um mostrengo absurdo, ineficiente e corrupto? Por que não se combate a sonegação, por que se perdoam dívidas de grandes empresas à custa do contribuinte? E por aí vai, a lista é grande quando se trata de desperdício e roubo de recursos públicos. Eu e minha família, além de muitos amigos, nos lembraremos disso nas próximas eleições.

Francisca L. Paoloni fran.paoloni@terra.com.br

São Paulo

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A PROPÓSITO...

O governo federal perpetua um vergonha e uma humilhação aos idosos deste país com a absurda e estúpida prova de vida do INSS, que obriga os velhinhos de 85, 90, 95 anos a irem até a agência bancária onde recebem sua aposentadoria, de maca ou até em cadeiras de rodas, para provarem que estão vivos. Uma vergonha dos bancos, que batem recordes de lucros, e do governo federal esta humilhação aos idosos. A opção oferecida é fazer uma procuração e "refrescá-la" anualmente a um custo mínimo de R$ 250, pois, se o velhinho não pode ir ao banco, com certeza não poderá ir ao cartório. Cartórios já são um escândalo de país subdesenvolvido! Obrigar um idoso que ganha míseros R$ 900 a pagar por uma procuração ou "refrescá-la" é totalmente imoral e vergonhoso. Procuração é válida até ser cassada. Este escândalo chamado "refrescar" uma procuração é mais uma invenção para abarrotar os cartórios com o nosso suado dinheiro. Mais uma exigência imbecil que, infelizmente, não foi eliminada. O INSS tem de repensar e alterar essa exigência com urgência. Ninguém é contra o controle e o combate às fraudes, mas não é com medidas absurdas como esta que se vão combater os desvios. E por que os bancos que recebem - e não é pouco - por esse recadastramento e até para efetuar o crédito dos aposentados não podem ir até a casa dos velhinhos fazer esse serviço? E por que um atestado médico de que o idoso está vivo não é aceito? Mais um desrespeito dos bancos e do governo federal pelo aposentado e idoso.

Elio Silva Santos ericadf@bol.com.br

Brasília 

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'A HORA DA CORAGEM'

Sobre o editorial do "Estado" de 28/11, "A hora da coragem", faltam homens no Brasil! Na política brasileira, nesta hora crucial, temos intrujões travestidos de homens e mulheres. Vejam o recém-nomeado delegado-geral da Polícia Federal, dizendo que a reforma da Previdência seria "péssima" para os policiais federais. Até quando vão pensar que o Estado é seu servidor, e não vice-versa? Cumprimento os editorialistas. Parte do parágrafo final do editorial deveria ser manchete do jornal: "Uma minoria que, ao preço do futuro de milhões de brasileiros, tenta manter intocados os seus privilégios". Até quando, brasileiros e brasileiras?

José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

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ESFORÇO DE TODOS

De forma geral, estão corretas as direções apontadas pelo Banco Mundial, em estudo recente, para os ajustes a serem feitos pelo Brasil para superar a crise e voltar a se desenvolver. Mas não podemos perder de vista os motivos que estão na gênese da crise econômica atual: o aprofundamento da corrupção, que foi resultado da apropriação em larga escala pelos partidos políticos da máquina pública para se perpetuarem no poder, em prejuízo da saudável alternância democrática, da sociedade e dos próprios agentes econômicos, uma vez que o instrumento para essa apropriação foram os recursos que deveriam ser destinados a investimentos na infraestrutura do País, com a conivência principalmente das empreiteiras. Assim, sem enfrentar esse problema, com a melhora do controle que deveria ser feito particularmente pela imprensa livre, de nada adiantará exigir ainda mais sacrifícios da população, com o fim da gratuidade nas universidades públicas para quem pode pagar, por exemplo. Quanto à reforma da Previdência, ela precisa prever regras válidas de fato e de direito para todos, trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada, mas principalmente dos políticos de todas as esferas, garantindo a efetividade do teto constitucional.

Airton Reis Jr. areisjr@uol.com.br

São Paulo

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GASTAR MENOS E FAZER MAIS

Triste é que tais afirmativas tenham de constar de um estudo do Banco Mundial. Até agora, não figuram com ênfase no governo, no Congresso e na discussão pública. O governo encontra resistências absurdas para executar o óbvio que é a reforma da Previdência, sendo acossado para "gastar mais", uma forma de chantagem e corrupção.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br 

São Paulo

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PRIVILÉGIOS NÃO SÃO DIREITOS

Destaque-se trecho do editorial deste jornal de 22 de novembro, "Brutal desigualdade": "Entre 2001 e 2016, o rombo do sistema previdenciário do funcionalismo federal, que atende menos de 1 milhão de pessoas, foi de R$ 1,39 trilhão. No mesmo período, o déficit do regime previdenciário geral, vinculado ao INSS e que oferece cobertura a 30 milhões de segurados, foi de R$ 1,08 trilhão". Esse fato monstruoso deve ser encarado como privilégio e privilégios não são direitos.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

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CRITÉRIO E PROFUNDIDADE

Longe de negar a desigualdade, mas é assimétrica a comparação entre o valor médio das aposentadorias do INSS e das do funcionalismo público. No INSS está abrigada a imensa massa de trabalhadores com baixa qualificação profissional e baixos salários, tais como empregadas domésticas, comerciários, ajudantes, serventes. E nada de abrir as contas da Previdência. E nada se fala das aposentadorias dos políticos. Será mesmo verdade que em Banânia somente o carnaval e o futebol são analisados com critério e profundidade?

 

Pedro Machado C. de Castro pmcc1324@gmail.com

Lorena

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NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SP

É correto um advogado/desembargador administrar um dos poderes da República, com 45 mil servidores, sem formação técnica em Administração? Eis a questão! Vejam, para começar, nenhuma preocupação administrativa/financeira com a reforma da Previdência, não está nem aí com o País. É lamentável.

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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DEVEDORES DA PREVIDÊNCIA

Duas pequenas sugestões ao presidente Temer, ao ministro da Fazenda e a outros: 1) cancelar a Desvinculação de Receitas da União (DRU); e 2) cobrar todos os devedores oferecendo pagamento em até dez parcelas, mais a do mês, pois, se descontaram o INSS dos funcionários e não pagaram, devem ser intimados com rigor, e isso é bem fácil de fazer com o avanço da tecnologia. Que tal divulgar na imprensa, para conhecimento geral, devedores como bancos, clubes e empresários? É bom lembrar que a previdência dos funcionários públicos é diferente da previdência social dos trabalhadores privados, portanto o funcionalismo público não pode de forma alguma impactar a previdência privada. Quando chegar janeiro, o salário mínimo terá um aumento ridículo, e o dos coitados dos aposentados, menor ainda, porém os preços de remédios, alimentos, transportes, etc. continuam em elevação. Eu aproveito para dar mais uma sugestão: que tal os membros do governo, de forma geral, receberem um salário mínimo para pagar suas despesas com aluguel, etc.? Com certeza nos primeiros dez dias estariam pedindo arrego.

José F. Rodriguez rodriguez1941@gmail.com

Santos

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TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Muito se fala e se escreve a respeito da reforma da Previdência, mas até o momento nada escuto nem vejo referência às aposentadorias nas profissões que, por força de sua originalidade, começam seu recolhimento na terceira ou quarta décadas da vida dos profissionais. Entre outros, são os médicos, os engenheiros, os odontólogos, os professores, os mestres universitários, etc. Se o sr. Temer quer 40 anos de contribuição, como ficam os profissionais referidos acima? Vão contribuir até a morte, não vão se aposentar? Os mentores da reforma provavelmente olharam para seus próprios umbigos ao definirem o tempo de contribuição. É preciso levar a sério, respeitar a originalidade das profissões.

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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COMO ENTENDER?

 

Segundo consta por meio da imprensa, o Brasil não está conseguindo pagar os juros da dívida pública. Como consegue, então, fornecer R$ 1,7 bilhão para os partidos políticos e promete em 2018 fornecer outros R$ 3 bilhões aos congressistas para distribuírem para as prefeituras caso seja aprovada a reforma da Previdência? Lógico, é para tentar reeleger os políticos que negociam para votar!

  

Aldo Matachana Thomé aldo@projex.com.br

Ourinhos

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JUROS MENORES

Depois de 31 anos, o Banco Central (BC), na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2017, reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 7,5% ao ano para 7% ao ano. Esse fato histórico e importante para a economia brasileira, contudo, não foi conquistado na base da canetada, como fixou em 7,25% a Selic em outubro de 2012 a incompetente presidente Dilma Rousseff. Foi o presidente do BC, Ilan Goldfajn, com competência e respeitando as regras de mercado, que conseguiu com seus pares do Copom esta façanha de derrubar a taxa, que em outubro de 2016 era de 14,25% ao ano. Este resultado está em perfeita harmonia com a boa recuperação da nossa economia, que, saindo da recessão, deve ter um crescimento do PIB de pouco mais de 1% neste ano. E, como anunciou o BC, em fevereiro a Selic pode cair para 6,75% ao ano. A queda de juros é boa para incentivar o consumo e os investimentos e, também, para diminuir as despesas com o pagamento de juros sobre a dívida pública.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUEM GANHA E QUEM PERDE

A queda dos juros Selic para 7% ao ano, na verdade, beneficia o governo, cujo serviço da dívida pública passa a ser reduzido. Por outro lado, prejudica os poupadores, que passam a receber menos em suas aplicações em renda fixa, as únicas seguras. Infelizmente, graças à concentração bancária no Brasil, onde cinco bancos movimentam 80% de todos os recursos monetários, os juros efetivamente cobrados dos devedores têm sido pouco afetados pela queda da Selic. Os lucros apurados nos balanços não deixam dúvidas disso.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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JUROS DO CHEQUE ESPECIAL

O aumento absurdo dos juros do cheque especial foi tema de recente reportagem publicada no caderno de Economia & Negócios do "Estadão", analisando o fato inédito dos seus já superarem os do cartão de crédito. O professor do Insper Ricardo Rocha explicou que as pessoas estão evitando cair no parcelamento e evitam o crédito rotativo. O Bradesco, que chega a cobrar um juro anual de 696,16%, explicou que "interpretar as taxas depende de agregar fatores como a base de portfólios e o histórico estatístico". Contudo, não detalhou quais são as variantes empregadas nessa avaliação. Deu para entender? Claro que não, foi o chamado "enrolation". Na realidade, sabemos que também em matéria de dinheiro o que vale de fato é a relação entre a oferta e a procura. Como antes os cartões de crédito se aproveitavam da ignorância da maioria da população em calcular uma equação exponencial, optando pelo crédito rotativo, podiam cobrar, por exemplo, um juro anual de 333,68%, jamais explicando aos seus clientes que era equivalente a 13% ao mês. Assim, colocavam-se em situação de inadimplência, pois com tais juros a dívida se tornava impagável. Minha esposa tem um cartão de crédito e todo mês, junto com a fatura, vem a figura sorridente de um apresentador de TV sugerindo o parcelamento da fatura. Ela nunca aceitou, claro, mas muitas pessoas acabam caindo na esparrela. A festa terminou quando o governo proibiu tal prática, determinando que as pessoas não poderiam adiar o pagamento da fatura por mais de 30 dias. Obviamente, aquelas em dificuldades financeiras se voltaram para o cheque especial, e o aumento da procura é que provocou a alta dos seus juros. O resto é conversa mole para boi dormir.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

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MOEDAS DIGITAIS

A Venezuela acaba de lançar sua moeda digital, petro, para competir com o bitcoin, que é bem transacionado na Venezuela devido à perda diária de valor do bolívar venezuelano. Se o próprio bolívar já era quase "virtual", em face de sua inconvertibilidade em qualquer outra moeda, o que será de uma moeda virtual controlada pelo governo de Nicolás Maduro? Provavelmente, os únicos investidores serão alguns fundos de pensão das estatais brasileiras ainda nas mão dos "petralhas" e sindicalistas.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CORRUPTOS SE ENTENDEM

O ex-presidente Lula, corrupto e já condenado, deu total apoio à ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, que teve na semana passada decretado um pedido de prisão. A dupla também continua apoiando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que trouxe humilhação ao seu povo. Já o presidente da Bolívia, Evo Morales foi ferrenho defensor da impedida Dilma Rousseff. Como dizia aquela velhinha de Taubaté, "todos são aves de mesma plumagem".

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2018

Evo Morales na Bolívia, Maduro na Venezuela e Lula no Brasil. Deus, salve a América (do Sul).

Eduardo Módolo eduardomodolo@yahoo.com.br

Cerquilho 

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CAMPANHA FORA DA LEI

Por que o ex-presidente Lula (PT) vem fazendo sistematicamente campanha eleitoreira com grande antecipação e ainda com a cobertura da mídia? Diz o velho ditado que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", e novamente teremos um desgoverno populista. É lícito o que ele vem pregando Brasil afora, com as vistas grossas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? 

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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O ELÁSTICO STF

A irmã de Aécio Neves, Andrea Neves, foi liberada da prisão domiciliar pelo ministro da Suprema Corte Marco Aurélio Mello. O colega de profissão do mesmo tribunal, Gilmar Mendes, libertou o empresário Jacob Barata Filho, o "Rei do Ônibus" no Rio de Janeiro, pela terceira vez. A flexibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) é impressionante. Pelo andar da carruagem, estes nobres ministros proibirão a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, que está prestes a julgar o ex-presidente em segunda instância. Lula poderá se candidatar e completar o seu plano de se eleger em 2018, com o monte de dinheiro disponível no Partido dos Trabalhadores. Todo o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público terá sido em vão, sem falar nos milhões de reais gastos na Operação Lava Jato.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

O advogado da "alma mais honesta do Brasil" está reclamando de que os juízes que a julgarão em segunda instância estão indo muito rápido, deixando evidente que gostaria que agissem mais lentamente. Eu pensava que as almas que não têm nada a temer iriam querer que o julgamento fosse feito o mais cedo possível. 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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HENRIQUE MEIRELLES CANDIDATO?

Como é impossível a volta de um travestido Dom Sebastião, estaríamos considerando, agora, alternativamente, um Cardeal Richelieu?

 

Henrique Boneti hboneti@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO - NÃO BASTA TAPAR BURACOS

O prefeito de São Paulo, João Dória, afirma que irá recapear a cidade com o dinheiro arrecadado com as multas de trânsito, e parece que ele está disposto mesmo a isso, já que até dentro dos túneis foram colocadas câmeras de alto padrão em todo o percurso, quando antes eram apenas no início. Só que não basta apenas tapar buracos. Nossas ruas, que hoje mais parecem o traçado de um rally, não aguentam mais três anos sem raspar e recapear tudo, de tanta emenda malfeita nas administrações anteriores. A cidade está no seu limite, e pelo ranking de maior e melhor cidade do País nós, paulistanos, merecíamos transitar por ruas de verdade. Asfaltadas e muito bem sinalizadas. Mas, como sonhar não ganha eleição, para que nosso sonho se realize nós, paulistanos, deveríamos pagar multa até por respirar. Aí, sim, teria verba!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SOLUÇÕES EDÍLICAS

O pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina está com superlotação? Feche-se o hospital. E se a moda pega? Linha 1 do Metrô está sobrecarregada? Feche-se a linha 1 do Metrô.  A escola municipal do bairro está superlotada? Feche-se a escola. Transporte gratuito de estudantes está sobrecarregado? Pois que se recolham os ônibus escolares. Os buracos nas ruas e calçadas são tantos que não há como regularizá-los? Que se deixe tudo como está. E o povo? O povo que se dane. 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PRETENSÃO

Muita pretensão do atual prefeito de São Paulo colocar o nome do programa de Cidade Linda. Após um ano de gestão, quase nada de melhoria conseguimos ver: praças destroçadas, entulho para todos os lados, buracos de todos os tipos e tamanhos nas vias, moradores de rua em profusão, etc. Será que o sonho acabou? E o cara ainda pensa em ser presidente da República...

Vartenis Lima vartenis@gmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA, PROBLEMA DE ESTADO

 

Virou moda atribuir a violência e a criminalidade à falta de policiamento ou aos métodos de trabalho empregados pela força policial. O tema já sustentou campanhas eleitorais e serviu de instrumento para os agitadores. Uns clamam por maior presença policial, outros acusam a violência policial. O professor Rafael Alcodipani, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma lucidamente que a parte da polícia na questão da segurança é de 20% e o resto é questão social. No seu raciocínio, é importante cultivar a convivência pacífica entre policiais e não policiais, lembrando que, acima de tudo, são seres humanos. É do interesse geral encontrar o elo perdido que antagonizou a instituição e setores da sociedade e todos compreenderem que segurança é um problema de Estado. Temos de compreender que polícia não aumenta nem diminui o crime. Se for colocada massivamente num ponto, os criminosos simplesmente mudarão de lugar e continuarão a praticar seus ilícitos. As cadeias superlotadas mostram o quanto as polícias têm trabalhado. Mas, se não tivermos ações sociais preventivas que desmotivem o crime, a insegurança continuará e poderá, até, aumentar.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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