Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2017 | 03h00

REFORMAS

Camões revisitado

Chega o fim do ano, os espíritos desarmam-se e “cessa tudo o que a antiga musa canta”. Mal dá para a agenda de confraternizações, presentes, champanhe, ceia. No réveillon, uma ou outra do milhão de almas fascinadas pelo sortilégio das areias de Copacabana talvez, em seus votos, pense um pouco neste país esbulhado. Depois vem o preguiçoso janeiro pré-carnavalesco e, por fim, nossa festa máxima de exportação. Definitivamente, Lava Jato, reformas, sucessão presidencial, delações, prisões, malas, cuecas perdem espaço nas nossas considerações. Ninguém é de ferro. E os políticos, a cumprir à risca o script da representatividade, postergam a reforma da Previdência para depois do carnaval. Querem mais o quê?

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

‘Fevereiro tem carnaval’

Tem carnaval, sim, é claro. E 2018 tem Copa do Mundo e, sobretudo, é ano de eleições. Daí que a reforma previdenciária decerto ficará para 2019 – para não dizer pras calendas gregas. Uma desgraça, eu diria, termos parlamentares sem responsabilidade alguma com o seu povo, que agoniza com tanto descalabro.

LEANDRO FERREIRA

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos

Convocação extraordinária

Na urgência de fazer levar à votação as reformas, o governo agiria com acerto se tivesse convocado extraordinariamente o Congresso Nacional e posto em pauta tanto a reforma previdenciária como a tributária, que poderiam mudar o rumo do crescimento e desenvolvimento do Brasil. O adiamento para fevereiro não agrada, porque é mês de poucos dias, de carnaval, e o arrastar da votação causa frisson nas agências de risco e diminui os nossos investimentos. Em ano de Copa e de eleição, o governo precisa acelerar essas votações, para não perder o rumo da economia.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Tempos incertos

A incerteza quanto à reforma da Previdência Social, sem dúvida, acarreta obstáculos ao desenvolvimento do País, constituindo fator negativo para as entidades internacionais medidoras de riscos e oportunidades de investimentos, caso da Moody’s. Nada mais correto, portanto, que o conjunto de observações apresentadas no editorial A incerteza golpeia o País (15/12, A3), porque o Brasil necessita das reformas da Previdência, tributária e política para criar um clima de credibilidade no País para investimentos e para alavancar a economia. A Câmara e o Senado precisam apoiar e aprovar rapidamente as reformas necessárias. Menos politicagem e mais trabalho!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Dois mais dois

A ignorância dos nossos representantes no Congresso em termos de matemática é simplesmente notável. A questão da reforma da Previdência é puramente numérica. Ideologias não podem desconsiderar o óbvio.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Picaretagem

Dos 513 deputados federais, pela conta de Lula 300 são “picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”. Deu para entender por que a conta não fecha para aprovação da reforma da Previdência? Os congressistas podem votar o que querem e quando querem... Sem-vergonhice pura e simples!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Sujeição

É lamentável vermos um presidente da República refém dos congressistas.

FAUSTO JAMES VIDOTTO

faustovidotto@yahoo.com.br

São Carlos

Os intocáveis

Existem dois tipos de previdência no Brasil: a do cidadão comum, que é obrigado a aceitar o que lhe impõem, e a dos privilegiados, que não abrem mão de suas benesses e não se submetem à previdência da maioria dos trabalhadores. Este é o país dos dois pesos e duas medidas. E o governo, sempre refém do Legislativo, é obrigado a isentá-los de qualquer sacrifício imposto ao cidadão comum. A reforma previdenciária mexerá muito no bolso do pobre trabalhador, mas, sem dúvida nenhuma, não afetará quase nada os intocáveis que trabalham para o governo e recebem salários milionários pagos por nós, pacatos cidadãos.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Governo cede a servidores

Na verdade, trata-se da elite dos funcionários públicos, que luta por seus privilégios, enfeitados pelo bordão dos “direitos adquiridos”, assemelhados aos privilégios da nobreza na velha ordem.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

ELEIÇÕES 2018

RenovaBR

O título da reportagem sobre o RenovaBR (15/12, A6) diz que o grupo excluiu candidatos “extremistas”. Lendo o texto, vejo que Rede e PSOL figuram entre as legendas de origem de alguns “selecionados”. Interessante saber que, para o RenovaBR, essas legendas não se caracterizam como “extremistas”. Quem conhece um pouco de História sabe que nas Revoluções Francesa e Russa os idealistas bem-intencionados foram chamados de “idiotas úteis” e os primeiros a ser decapitados ou fuzilados pelos regimes que ajudaram a estabelecer.

FREDERICO D’AVILA

fredericodavila@srb.org.br

São Paulo

ECONOMIA

Juros bancários

A taxa Selic está em 7% ao ano. A inflação atingiu a média de apenas 1,83% (INPC) nos últimos 12 meses. Mesmo assim, os juros bancários continuam em torno de 5% a 6% ao mês (!), para clientes geralmente de classe média, que às vezes são obrigados a apelar para empréstimos – taxas essas para o Crédito Direto ao Consumidor comum. Para o cheque especial e o cartão de crédito, aí os juros são de “apenas” 11% a 13% ao mês. Simplesmente absurdo e injustificável. A diferença entre o que os bancos cobram dos clientes e o que eles remuneram pelas aplicações (spread) é enorme. E não venham com a velha justificativa de que há muita inadimplência, porque, apesar desse argumento, seus lucros são exorbitantes, como frequentemente se lê nos jornais. Dizem os economistas que não se pode tabelar juro, mas não é possível que o Banco Central continue indiferente a tal situação.

EDUARDO M. HUET BACELLAR

ed.bacellar@hotmail.com

Birigui

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ELEIÇÕES 2018

 

Com os dois candidatos da eleição passada em desgraça – Dilma Rousseff impichada e Aécio Neves denunciado e investigado –, a eleição presidencial de 2018 terá a falta de pesos pesados na disputa. Na falta deles, surgem absurdos como o apresentador Luciano Huck (bom para a TV, mas sem experiência política) e, agora, especula-se o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), até recentemente inexpressivo. O governador paulista, Geraldo Alckmin, que já foi candidato e perdeu em 2006, luta para concorrer pelo PSDB. A pré-confirmação da impossibilidade de Lula candidatar-se deverá levar o PT buscar outro poste na cartola. E, se para presidente não há peso-pesado, menos ainda para o os governos estaduais, o Senado e a Câmara dos Deputados. As grandes estrelas estão manchadas por crimes apurados na Operação Lava Jato e similares. O clima atípico exige ainda mais cautela dos eleitores, que precisam estar conscientes de que todos os eleitos terão algum tipo de influência no encaminhamento do País durante os próximos quatro anos. É de seu interesse saber quem são os candidatos a todos os postos em sua região, conhecer as propostas de cada um e só decidir depois. Isso, com certeza, não resolverá todos os problemas do País, mas servirá para dar uma peneirada e eleger menos gente ruim.

           

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA

 

Quem sucedeu a Figueiredo? Sarney! Quem sucedeu a Sarney? Collor! Dilma sucedeu a Lula. Quem sucedeu a Dilma? Temer! Quem sucederá a Temer? Talvez Jair Bolsonaro ou Henrique Meirelles ou Ciro Gomes ou Marina Silva ou Geraldo Alckmin ou... Lula. Prefiro Floriano! Volte, Floriano! Para presidente, Floriano Peixoto! Candidatos, orientem-se, pois assim o Brasil não aguenta!

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MENOS DEMAGOGIA

 

Ao que tudo indica, no Estado de São Paulo a eleição de 2018 será menos poluída de demagogia, porque o número de candidatos do PT deve cair 43%, com relação ao pleito anterior, de 2014. Como publicou o “Estadão”, se em 2014 174 candidatos do partido de Lula disputaram cadeiras para o Legislativo, no próximo ano, pelo apurado, esse número deverá ficar em apenas 99 postulantes. Mesmo assim, é um número alto de candidatos, já que, pelo mal que o PT causou ao País, quebrando a nossa economia, gerando 14,2 milhões de desempregados, e ainda impiedosamente ter assaltado os cofres públicos, o partido merecia ser banido da vida pública brasileira. Ainda mais quando o dito chefe da quadrilha petista, já condenado e dono do partido, Lula da Silva, andou dizendo sem escrúpulos algum, e em praça pública, no Rio de Janeiro, que corruptos eleitos democraticamente nas urnas não deveriam ser presos só porque desviaram recursos dos contribuintes...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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A ESCOLHA DE UM PRESIDENTE

 

Na atual situação em que o Brasil se encontra devemos nos preocupar, além de nos empenhar para escolher muito bem e eleger um presidente com passado imaculado e antecedentes que o classifiquem nos padrões mínimos indispensáveis para tal, além de bons princípios, idôneo, honesto e que queira trabalhar em prol da população, que foi massacrada, pisoteada e escorchada, além de roubada indiscriminadamente pelos últimos governos corruptos e sujos que comandaram e manipularam o País. Não é uma tarefa simples, as nossas opções são ínfimas, mas existem. O ideal para chegarmos a um consenso é utilizar o meio da eliminação, que com certeza chegaremos a alguém que se enquadre e preencha os quesitos necessários. Vale a pena salientar que entre os inúmeros candidatos temos dois veteranos persistentes, dos quais não se falou, em nenhum momento, nada que os desabonasse: Levy Fidelix (PRTB), com 446.708 votos (0,43% do eleitorado brasileiro); e José Maria Eymael (PSDC), com 61.233 votos (0,06% dos válidos), nas últimas eleições. Não seria um bom momento para ambos se unirem e de comum acordo apoiarem um bom candidato e com boas chances, em face das dificuldades de eles mesmos se elegerem?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FICHA CORRIDA

 

Incrível a quantidade de políticos brasileiros investigados, denunciados, réus e até mesmo condenados, na Operação Lava Jato e afins, que vão disputar mandato nas próximas eleições.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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PAUTA

 

Pelo que está se desenhando na política brasileira, trocas de acusações serão o principal tema para as eleições que irão ocorrer em 2018. 

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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VOTO

 

Diante do atual quadro político, nas próximas eleições só resta votar no Ministério Público Federal, na Polícia Federal e na Justiça.

 

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

 

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APOCALIPSE

 

Vivemos um surrealismo impressionante: saúde, educação e infraestrutura estão sucateadas; as contas públicas, no seu pior nível, com quase todos os Estados falidos; os índices de violência estão entre os maiores do mundo, a ponto de outros países sugerirem a possíveis e raros turistas evitar o Brasil; nossos Três Poderes estão infestados dos piores elementos dos últimos tempos; entre os candidatos para a eleição de 2018 não sabemos definir qual o pior; é a visão do inferno. Tentei construir uma arca, por que sei que o apocalipse virá. Não encontrei madeira, pois as florestas foram devastadas. Se alguém tem a solução, envie cartas para este jornal.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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LIMPANDO A CENA

 

Que fique bem claro: ninguém veio ao mundo dar lição de moral em marmanjo corrupto, mas que não se arrefeça nosso desejo de tirá-los de cena para que possamos, enfim, enxergar o futuro.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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O ATRASO EM BUSCA DO ATRASO

 

O mundo da política é uma “pandega” mesmo. Uma hora, amigos do peito; na outra, inimigos confessos. E, logo em seguida, aliança para toda a vida. Quando leio a frase de Ciro Gomes de que “Justiça boa é Justiça rápida”, em alusão ao julgamento do ex-presidente “Lulla” no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), marcado para 24/1/2018, já o vejo de olhos arregalados querendo “papar” os “militontos” do Nordeste que acreditam em Papai Noel. Fadas madrinhas e outras crenças que fazem dessa parte do País a área mais atrasada, menos escolarizada e crente em qualquer um que grite num palanque.  Realmente, o boquirroto que já meteu o pau no PT, em “Lulla” e “Dillma”, agora vê num provável impedimento da candidatura de seu “hoje amigo Lulla” uma chance de chegar ao poder. E podem crer, estarão de mãos dadas no palanque – isso se “Lulla” ainda estiver em liberdade. É o atraso correndo atrás do atraso.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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TRF-4

 

Aos que pretendem fazer de 24 de janeiro o “réveillon do povo”, um feliz ano novo!

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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VAI ENTENDER...

 

De norte a sul, de leste a oeste, todos reclamam da morosidade da Justiça brasileira, mas, quando ela age rápido, como sempre deveria ser, pasmem, justo quem repete todos os dias que é perseguido por Sérgio Moro e se diz o homem “mais honesto do Brasil”, bem como seus notáveis advogados, reclamam da celeridade judicial, embora o julgamento seja em outra vara. É difícil de satisfazer a gregos e troianos...

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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‘O DIA DA REVOLTA’

 

Zé  Dirceu, homem condenado  a mais de 30 anos de prisão pela Justiça brasileira e com grande chance de ter a pena aumentada, aguarda em liberdade, fazendo uso da tornozeleira eletrônica, a apreciação dos seus recursos à Justiça. Mas pasmem, meus caros leitores: o condenado está convocando a militância petista para estar em Porto Alegre (RS), em 24 janeiro de 2018, dia do julgamento do ex-presidente Lula pelo  Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Classifica a data como “O Dia da Revolta”. Diz, ainda, que “é hora de ação, e não de palavras”. Parece mentira, mas não é possível que os órgãos de comunicação tivessem a coragem de inventar uma coisa dessa. Arrepio-me só de pensar que o condenado pode mesmo ter feito essa loucura. Fechem os olhos e meditem por alguns segundos no estrago que poderá ocorrer. Cruz credo! Ele, segundo o que eu li, falou outros absurdos, mas não vou relatá-los aqui porque tenho receio de que crianças venham a ler este texto e possam ficar com muito medo. Será que não é o caso de liberar a tornozeleira? Vou parar por aqui. O meu sobrinho perguntou-me o que é incitação ao crime e eu preciso pesquisar para tirar-lhe a dúvida.  

     

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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VENEZUELA CONTINENTAL?

 

O editorial do “Estado” de sexta-feira (“Mais um deboche de Maduro”, página A3) diz que a “pobreza” na Venezuela atingiu 30,2% das famílias, enquanto 51,5% dos lares se encontravam em situação de “pobreza extrema”, com escassez generalizada de remédios e comida – dados de 2016. É difícil de imaginar um país enfrentando dificuldade assim em tempos de paz, máxime se for petroleiro e detentor das maiores jazidas de hidrocarbonetos do planeta. Mas os socialistas – que ninguém duvide! – conseguem essas e muitas outras proezas mais. Tanto que, malgrado tudo, o chefão bolivariano mantém-se no poder e pretende nele permanecer por mais sete anos pelo menos, tempo mais que suficiente para alinhar seu país, que é riquíssimo em recursos naturais, ao patamar das nações da África subsaariana! Por aqui, Lula, chefão do PT, legenda simpática ao despotismo e ao miserê bolivariano, sonha em tornar ao poder contando com o apoio de um eleitor que deveria (por Deus!) saber ter sido ele o responsável por dois megaescândalos de corrupção – o mensalão e o petrolão –, além de ter sido o mentor de uma incompetente, Dilma Rousseff, que, no poder, afundou o País na pior recessão de sua história. Ainda assim e conquanto réu em sete processos penais, o mandachuva petista lidera as prévias para o pleito presidencial de 2018! Convenhamos, tal não é para fracos, e eu tiro o chapéu, como se dizia antigamente! “Lá e cá más fadas há”, diz o dito, que bem se aplicaria a esta novela cucaracha digna do realismo fantástico sul-americano. E, para não me alongar, aduziria: olho vivo, minha gente, para que amanhã o Brasil não se torne uma nova Venezuela, só que em tamanho continental.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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NADA A DECLARAR?

 

Leio no “Estadão” de sexta-feira (15/12): “Apresentado no início de 2017, um estudo feito pelas principais universidades da Venezuela apontou que a pobreza extrema atingiu, em 2016, 51,5% dos lares do país, que não tinham renda para pagar a cesta básica de alimentos. Outros 30,2% das famílias viviam em situação de pobreza” (página A3). Indago onde estão os partidos e organizações que se autoqualificam monopolistas das causas sociais. Ao PT, ao PSOL, PCdoB, PCB, PSTU, UNE, MST, MTST, enfim, a toda a “esquerda” brasileira tal situação de extrema pobreza de nossos vizinhos venezuelanos não os compadece?

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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A ARTE E OS MOVIMENTOS SOCIAIS

 

Do alto de um apartamento no Rio de Janeiro que custa pelo menos R$ 45 mil/m2, sentada num piso de mármore travertino romano que custa outros R$ 2 mil/m2, Paula Lavigne fala de política e diz que Guilherme Boulos trará “qualidade para o debate” (“‘Minha preocupação é com o uso descontrolado de robôs e fake news’”, entrevista ao “Estado”, 15/12, A6). Como em política séria a coerência é primordial, Lavigne e Caetano Velloso deveriam convidar os integrantes do MTST para frequentarem seu apartamento. Quem sabe assim bata o arrependimento e vendam o seu bem material milionário para dar moradia digna a centenas de famílias “sem-teto”, lideradas por Boulos. No dia em que Paula e Caetano convidarem os “sem-teto” de verdade, não podem se esquecer de servir as champanhes de R$ 300 a garrafa que costumam oferecer aos seus convivas.

 

Raquel Amorim quel.amorim7@gmail.com

Belo Horizonte

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

É imprevisível quando o Congresso imprevidente reformará a Previdência. A economia que trema e quem tem privilégios que não tema, pois Michel Temer não irá tomar providência. Foi uma temeridade ter acreditado em Temer. Só sobrou um prato de trigo para um triste tigre.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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NA NÉVOA

 

Chega de “mi, mi, mi”, a elite do funcionalismo público é quem está fazendo a maior pressão para que não se aprove a reforma da Previdência.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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PREVIDÊNCIA E COMUNICAÇÃO

 

Pelo amor de Deus! Parem de usar o presidente Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles para explicar a reforma da Previdência. São incompreensíveis perante o povão! Sugiro usarem o economista Mansueto de Almeida, secretário de Acompanhamento Econômico do ministério. Ocupem o horário do Jornal Nacional e da novela e mostrem, em linguagem e gráficos bem simples, a gravidade do problema. Falem para o povo! Se não, a viola vai para o saco.

 

Agamedes Paduan agamedespaduan@gmail.com

São Paulo

 

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A ÍNDOLE ‘REFORMISTA’ DO PSDB

 

Eliane Cantanhêde tem razão (“Coleção de erros”, 15/12, A6). O presidente Temer errou ao acreditar no programa e na índole do PSDB, considerado essencial para mudar as regras da aposentadoria. Quem banca uma ministra como Luislinda Valois (Direitos Humanos) com um salário de R$ 61,4 mil mensais e mantém em seus quadros líderes com duas ou mais aposentadorias quer mudar alguma coisa? Se os tucanos tivessem algum compromisso com a modernidade, tratariam não apenas de apoiar a reforma emergencial proposta pelo governo, como partiriam para a defesa de um sistema previdenciário autossustentável e mais justo em que as novas gerações de trabalhadores não bancam as aposentadorias dos mais velhos. Bons exemplos no mundo não faltam!

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL

 

A Amazônia vem sendo desmatada, de forma criminosa, ao longo dos anos. Dados coletados pelo Ministério do Meio Ambiente, que registram monitoramento das áreas desmatadas desde o ano de 1988, mostram valores que variaram, em valores absolutos, de 21.050 km²/ano, em 1988, para 6.207 km²/ano, em 2015, com estimativas de valores, ainda não consolidados, de 7.989 km²/ano, para o ano de 2016. Com extensão total de 4 milhões de km², desde 1988, já teve uma área de cerca de 425 mil km² desmatados. O que, num período de 28 anos, representou um porcentual de 10,63% da sua área. Números de 2011 provenientes de estudos do IBGE indicavam que a área desmatada da Amazônia já equivalia a três vezes o tamanho do Estado de São Paulo, com uma área total desmatada, até aquela data, de 754.840 km², que, somados aos dados dos anos subsequentes, trazem uma superfície desmatada total estimada de 784.510 km², num porcentual de 19,61% da área total da floresta. Estudos realizados pelo Inpe e pela Embrapa analisaram dados entre 2007 e 2008, revelando que 62,20% do que foi desmatado foi destinado à pecuária. Um dado animador, observado pelo estudo, é o de floresta em regeneração, numa área estimada de 150.815 km² de mata secundária, que, se não for explorada, poderá num futuro próximo recuperar a sua biodiversidade. A natureza tem esse poder de se regenerar, quando da ausência da influência humana. A mineração e ocupações humanas foram utilizações que mais aumentaram sua participação nas áreas desmatadas entre os anos de 2008 e 2012, segundo estudos desenvolvidos pela mesma parceria do Inpe e da Embrapa. De tudo o que foi dito, observa-se que a mão humana tem este poder de destruir tudo o que toca, e mais ainda as mãos das grandes forças quem detêm o poder do dinheiro em nosso país. Somos um país continental e com problemas imensos e difíceis de serem resolvidos, por ocasião das grandes distâncias que precisam ser percorridas, mas são tantas as notícias de desvios que recheiam os telejornais e as mídias em geral que elas nos levam a crer que a destruição da Amazônia poderia ser evitada ou, pelo menos, minimizada ao máximo, se recursos não fossem roubados. Entendendo que a biodiversidade da floresta tem de ser mantida, a preservação, em conjunto com a liberação de recursos, poderia transformar o nosso país num celeiro de tecnologia de medicamentos, com a descoberta de princípios ativos diversos. São muitas as possibilidades, que nos fortaleceriam como nação diante de toda a comunidade internacional. Brasil, um país de infinitas possibilidades e sem atores dispostos a aproveitá-las de maneira digna.

 

Ricardo S. São Pedro ricardosilvasaopedro@hotmail.com

Salvador

 

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MARACANAÇO

 

Definitivamente, o falido Rio de Janeiro está rendido, dominado e entregue ao deus-dará. As cenas de violência gratuita, barbárie e vandalismo ocorridas antes do início da partida final do Flamengo contra o Independiente da Argentina, pela Copa Sul-Americana, são profundamente chocantes e absolutamente condenáveis e inadmissíveis, sobretudo num cenário desportivo como o estádio considerado templo do futebol mundial. O “Maracanaço” ficará indelevelmente registrado como uma covarde, lamentável e deprimente página (rubro)negra na história vitoriosa do futebol brasileiro. Vergonha, vergonha, vergonha!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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SELVAGERIA E PUNIÇÃO

 

O espetáculo que a torcida do Flamengo, com seu comportamento bandido e selvagem, proporcionou para as televisões que alcançam a América e outros pontos do globo, com cenas que marcam nosso país de forma vergonhosa, forçam as perguntas: como mudar isso? Como acabar com este horror? Sabemos que medidas punitivas aqui, no Brasil, ficam só na conversa, mas a solução não é difícil, como parece, basta não ficar por conta do clube e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas das federações internacionais como Conmebol e Fifa, que, por meio de uma medida disciplinar, proíbam por cinco anos a  participação do clube carioca em competições promovidas por essas organizações. Quem sabe neste tempo sua torcida e as demais aprendem a ser civilizadas.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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