Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2017 | 03h00

PODER JUDICIÁRIO

Supremo balanço

Em balanço apresentado na sessão de encerramento do ano judiciário, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), comemorou um acervo de menos de 50 mil processos aguardando julgamento. Dito isso, partiram os ministros para um merecido descanso, do qual só voltarão – acredite quem quiser – na semana que antecede ao carnaval. Nesse período não teremos o ministro Dias Toffoli agindo de ofício, em supressão de instâncias, para conceder habeas corpus a velhos companheiros da militância petista. Tampouco veremos um senador ser afastado do exercício do mandato e proibido de sair à noite pelos ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso – este último indignado com a, segundo ele, “agitada vida noturna” do referido parlamentar. Fará falta o ministro Ricardo Lewandowski, que, abnegado, abandonou sua licença médica para cancelar a medida provisória que suspendeu o aumento salarial dos funcionários federais e, assim, colaborou para a grandiosidade do buraco nas contas públicas. E muita saudade na espera pelos novos habeas corpus para presos pela Lava Jato, a serem concedidos pelo exausto ministro Gilmar Mendes, que encerrou o ano sob a capa de presidente do TSE, libertando o ex-governador Garotinho, após, na véspera, haver concedido a Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, transferência para a prisão domiciliar na comunidade do Leblon, no Rio de Janeiro, e, de quebra, ainda proibiu a condução coercitiva em todo o País. O lado bom disso é a expectativa de que o Brasil possa, por menos que seja, viver uns 40 dias de normalidade institucional.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Descalabro

Nosso sistema judiciário é um despropósito, típico do país das jabuticabas. Da prisão domiciliar cinco-estrelas de Marcelo Odebrecht à prisão tardia de Paulo Maluf, da libertação de Anthony Garotinho, Adriana Ancelmo e outros até o Lula vociferando, solto, um vendaval de horrores. E o povo está na dormência, como diria Guimarães Rosa.

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Papai Noel

Só falta o STF soltar o Sérgio Cabral na noite de Natal...

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Com o ministro Gilmar Mendes nos tribunais superiores, quem precisa de Papai Noel?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Tão bonzinho...

Vendo o ministro Gilmar Mendes libertando políticos presos em decisão monocrática, lembrei-me do bordão de uma atriz de antigo humorístico na TV: “Brasileiro é tão bonzinho”...

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Privilegiados e o resto

O STF, via Lewandowski, quer que o governo dê o reajuste aos funcionários públicos, que já recebem altos salários e outras vantagens, que deixam indignados os brasileiros e muito prejudicam a economia do País, que terá de desembolsar mais de R$ 6 bilhões por esse pacote de bondades. Já a desaposentação, que oneraria muito menos os cofres públicos, foi rejeitada pelo mesmo STF sob a alegação de que o País não suportaria conceder esse direito ao trabalhador que recolhe compulsoriamente para o INSS mesmo depois de aposentado. Uma clara demonstração de que não há Justiça neste país, só politiqueiros agindo de acordo com os próprios interesses.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

A decisão de Lewandowski de suspender a medida provisória sobre reajuste para servidores públicos, não levando em conta a difícil situação fiscal do Estado, é, em termos fiscais, irresponsável e em termos criminais, um franco abuso de poder.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Mensagem da Ajufe

A mensagem de fim de ano enviada aos juízes federais pelo presidente de sua associação de classe (Ajufe), Roberto Veloso, comemorando o fato de o Congresso Nacional não ter votado em 2017 o projeto que acaba com a orgia dos penduricalhos que burlam o teto salarial dos magistrados, de R$ 33.763 – como auxílio-moradia, auxílio-saúde, auxílio-alimentação –, pagos por 26 Tribunais de Justiça, é uma humilhação para a sociedade brasileira. Para completar, a Ajufe ainda organiza uma mobilização contra a reforma da Previdência. Ou seja, os 13.185 juízes dos Estados da Federação estão “se lixando” para o grande desequilíbrio das contas públicas do País e para a pobreza de 52 milhões de irmãos brasileiros. Esse é o meu Brasil... Infelizmente.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Esperando há 44 anos

Pagamos muito por uma Justiça ineficiente, ineficaz, caríssima, injusta e que não funciona. Posso dizer isso de cátedra, apesar de seus ministros, desembargadores, juízes, etc., receberem polpudos salários, mais os penduricalhos, chegando ao absurdo de um juiz ter recebido R$ 227 mil de salário em novembro. Isso é mais que uma bofetada na nossa cara. Vejam o nosso caso. Impetramos uma ação trabalhista, requerida por cem professores, contra a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que já foi julgada em primeira instância e cujo resultado foi procedente. Imediatamente a secretaria recorreu – essa reclamação corre na 12.ª Vara Trabalhista da Comarca de São Paulo, processo n.° 2.797/73, encabeçado por Nivea Otero d’Almeida e outros. Faz 44 anos (isso mesmo, quarenta e quatro!) que a ação está tramitando e até o momento não temos uma conclusão. Da centena de requentes, apenas alguns, como eu, ainda estão vivos (estou com quase 80 anos). Enfim, só temos a dizer que, apesar dos polpudos vencimentos, os componentes do Judiciário só se preocupam com seu absurdo salário e os outros que se danem. Nessa situação, como podemos confiar na Justiça brasileira? Deus queira que algum dia esse processo seja resolvido. Aleluia!

NILSON SOARES DA SILVA

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Almir Pazzianotto Pinto, Aloisio de Toledo César, Alta Genetics do Brasil, Católicas pelo Direito de Decidir, Commbox Tecnologia, Conecte, Ingrid & Alexandru Solomon, CP4 Cursos no Exterior, Cultura Artística e Revista Missões.

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O SUPREMO E AS CRISES

 

Muito interessante a entrevista do jornalista Gilberto Amendola com o professor da Faculdade de Direito da FGV-SP dr. Carlos Ari Sundfeld (“Estado”, 21/12, A9). Diz o entrevistado que o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a interferir na vida nacional, e mal, a partir do momento em que foi criada a TV Justiça. É uma grande verdade. A vaidade, e somente a vaidade, justifica os longos e ineficientes votos dos atuais ministros; os descabidos pedidos de vista dos autos quando já decididas as questões ali postas; o palavreado rebuscado, porém vazio de conteúdo, visando, quem sabe, a impressionar os leigos. Realmente, o STF de hoje mais gera do que resolve conflitos. O Brasil precisa de um Supremo integrado por juristas de peso (Aliomar Baleeiro, Moreira Alves, Brossard, Ribeiro de Lima, etc.), e não de um Supremo carregado de vaidosos e pesados analfabetos jurídicos.

 

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindóia

 

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CERTEIRO

 

Merece destaque a contundente entrevista “‘Supremo virou fator de criação de crises’”, do professor de Direito da FGV Carlos Ari Sundfeld (21/12, A9), que analisou com pertinência e propriedade os últimos anos de atuação do Supremo Tribunal Federal. Por oportuno, cabe reproduzir dois trechos: “Os heróis do momento são os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Eles se comportam como dois deuses se digladiando. (...) O Supremo já foi um instrumento importante para acalmar e estabilizar o País. Ele ainda faz isso em algumas matérias, mas acabou se transformando em um fator de criação de crises. Hoje é um tribunal que está mais gerando fatores de crises do que as resolvendo. É algo delicado, perigoso e não sabemos como vai terminar”. A esta altura dos acontecimentos, não poderia soar mais oportuno e certeiro, pois não?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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BAIXA POLÍTICA

 

Não é necessários ser professor de Direito para observar que o que Supremo já faz há um bom tempo é, na realidade, baixa política, pura e simples, além de abuso de poder, principalmente por ministros indicados pelos governos do PT. Para o próximo governo, talvez seria uma sugestão ao Senado iniciar um processo de impeachment contra alguns que exorbitaram muito de suas funções, para pôr a Alta Corte constitucional e ministros em seu devido lugar. A política é apenas para quem foi eleito para tal. Nos últimos anos, a excelsa Corte muitas vezes agiu, singela ou coletivamente, como um simples e ralés “juizado de porta de cadeia” da mais baixa politicagem.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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SUPREMO?

 

Na manchete do caderno “Política” do “Estadão” de ontem: “‘Supremo virou fator de criação de crises’”. Pergunto a quem possa responder: nós temos um Supremo Tribunal Federal?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A AMEAÇA DO SUPREMO

 

O vácuo no poder deixado pela derrocada moral da elite política brasileira, que teve como epicentro os governos dos petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, trouxe como consequência nefasta o abalo à normalidade da democracia no País. Do Supremo Tribunal Federal (STF), justo ele, o baluarte da Constituição, surge a ameaça pelo despertar do viés autoritário de alguns de seus ministros. Seja por pedido de vista de processos, ministros impedem a conclusão de julgamentos a seu bel-prazer; seja por decisões monocráticas, como a concessão de liminares paralisando medidas do Executivo; ou, ainda, por maioria de votos numa turma, em decisões que invadem competência privativa do Legislativo. Exemplos, o do ministro Ricardo Lewandowski, que determinou a suspensão da medida provisória que adiava o reajuste de servidores federais, o que agravará em muito o rombo nas contas públicas. É de notar que Lewandowski foi um dos três votos vencidos, entre 11 ministros, a votar pelo reajuste do teto salarial do Supremo no ano de 2018. O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, inimigo declarado da Operação Lava Jato, atendendo a pedidos feitos pelo PT e pela Ordem do Advogados do Brasil (OAB), vetou a condução coercitiva em todo o País. E nós, sempre é bom lembrar, somos os que pagam os régios proventos e as imensas benesses a estes servidores que, por pior que nos sirvam, não podemos demitir.

 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NOS TERMOS E LIMITES LEGAIS

 

Realmente, as conduções coercitivas realizadas pela Polícia Federal têm acontecido mesmo que o conduzido ainda não se tivesse negado a depor ou comparecer. Era, então, um verdadeiro espetáculo pirotécnico, com o objetivo de conclamar aplausos para os condutores e paras demais autoridades do caso. Na verdade, a OAB, como preservadora dos direitos e garantias individuais, nos termos de seus estatutos, sempre foi contra o ato coercitivo ou desmotivado, porquanto deve a condução coercitiva ser realizada nos termos do Código de Processo Penal. Assim, o ministro do STF Gilmar Mendes decidiu nos termos e limites legais. Quanto ao PT, o seu interesse sempre foi a proteção exclusiva de seus integrantes.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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DAS GENTILEZAS SUPREMAS

 

Para colher depoimentos, a Polícia Federal precisará pedir a suspeitos a gentileza do seu comparecimento até o posto policial. E isso graças ao ilustríssimo ministro do STF dr. Gilmar Mendes. Sensibilizada, e penhoradamente, a bandidagem agradece.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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NO EMBALO DO RECESSO

 

Sem entrar no mérito, final de ano, recesso, as notícias de “lá” rareiam. Péssimo para as figuras acostumadas à crista da onda. Então, pimba: em decisão monocrática “dele”, ficam proibidas as conduções coercitivas. O cachorro continua abanando o rabo.

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

 

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TERRA-ARRASADA

 

Decisão monocrática é briga de símios?

 

Roberto de M. Costa Leite r-mamede@uol.com.br

Ubatuba

 

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UM SÓ JUIZ

 

A desmoralização da Justiça já é sem limites com a divulgação de salários, perda de autonomia e defasagem dos orçamentos, além da conhecida morosidade. Para piorar, o ministro Gilmar Mendes resolver interpretar a seu bel talante a legislação, proíbe a condução coercitiva e solta a torto e a direito aqueles famosos empresários e políticos que destruíram a economia do Brasil. Sem mudar o STF, o Brasil não acredita na Justiça e duvida de que os culpados serão condenados pela Corte Suprema, que, além de deflagrar a imunidade, é pioneira na impunidade.

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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RETRATOS DO BRASIL

 

Para quem tem a ilusão de viver em um país civilizado, eis as decepções de nossa triste realidade:

1) o benzimento do presidente da República por um pai de santo afro-baiano a fim de “descarregar” o “trabalho” que lhe fizeram maldosamente para que viesse a falecer; 2) Henrique Meirelles, ex-executivo dos irmãos Batista, da JBS, vai em busca de apoio para sua eventual candidatura em 2018; 3) crise e envolvimento na Lava Jato paralisaram milhares de obras pelo País; 4) Leandro Karnal, emulando a escrava Luislinda Valois, queixa-se de estar se matando de tanto trabalhar; 5) a aprovação de Lula chega a 45% e sua imagem melhora (?); 6) a Argentina aprova a reforma de sua Previdência. No Brasil a reforma patina. 7) Vereadores de São Paulo criam 13.º para si mesmos. 8) Os salários dos juízes não serão resolvidos enquanto não houver uma política para toda a administração pública. 9) Gilmar Mendes atende ao PT e à OAB e proíbe conduções coercitivas. E 10) ministros batem boca no STF. Isso é um breve resumo da primeira página do “Estadão” de 20 de dezembro.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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GILMAR MENDES

 

Graças ao sr. Gilmar Mendes, a partir de hoje a polícia não pode mais deter para averiguações. Graças a ele, também, uma ré condenada foi libertada para ficar com os filhos. E as outras detentas na mesma situação Brasil afora? Deveria soltar todas, então. Um país que tem uma figura como o sr. Gilmar Mendes no seu Supremo Tribunal, tomando decisões questionáveis de forma autocrática, não precisa de inimigos.

 

João Teodoro A. de Araujo joao@araujoengenheiros.com.br

São Paulo

 

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INSULTOS DE NATAL

 

Muitas são as perguntas que todos se fazem quando se trata do Supremo Tribunal Federal (STF), sua importância, seu custo, seu verdadeiro papel e o porquê de a maioria dos ministros poderem praticamente tudo quando se trata de dizer quem cometeu crime e definir o veredicto, além da prerrogativa de contrariar o que parece óbvio para a maioria dos “mortais” (aliás, algo que eles têm a certeza de não ser). Vejam o que faz, por exemplo, Gilmar Mendes – e o que não fazem a presidente Carmén Lúcia e outros pares que só dizem amém – ao conceder “insulto” de Natal a Adriana Ancelmo, esposa do arqui-inimigo do Rio de Janeiro e da Nação Sérgio Cabral, determinando seu recolhimento domiciliar por ter ela filhos menores de idade (só no Rio existem 326 presidiárias com filhos menores de 12 anos); a rejeitar denúncias contra o senador Benedito de Lira, os deputados Arthur Lira, Eduardo da Fonte e José Guimarães; e a suspender inquérito contra o governador do Paraná e agora vice-presidente do PSDB, Beto Richa. Tudo isso esta semana e, no caso dos políticos, sob a alegação de que “não havia indícios mínimos de prova que justificassem a instauração de ação penal”. Como diria um conhecido apresentador de TV: Tá de brincadeira? As atitudes, no mínimo, estranhas e imorais de Gilmar – também conhecido como “o mais eficiente laxante da Justiça brasileira” –, já que tem o ministro inúmeras ligações com pessoas ligadas aos mais variados crimes de corrupção, como, por exemplo, os apurados pela Lava Jato, bem como alguns de seus negócios empresarias receberem verbas governamentais (em dois anos, repasses aumentaram 1.766%), deveriam, fôssemos um país sério e tivéssemos um Supremo à altura, levar este douto senhor a ser julgado pela história atual. A de hoje, a de agora. Não àquela que quando chegar deverá dizer que Gilmar Mendes foi um ministro do STF com notável saber jurídico mas que nunca se sentia impedido de julgar nada nem ninguém, tripudiava sobre as pessoas e até as próprias instituições e colegas e sempre se considerava acima de qualquer suspeita. Ou que cometeu tais e quais crimes de conduta, de responsabilidade e outros que, porventura, possam ser revelados. Mas que a população brasileira atual, de hoje e de agora, vê como ele é, o que pensa e o que faz quando ri da desgraça alheia, protegendo os seus supostos interesses. A mesma que exige um julgamento imediato para ele e para qualquer outro que possa ter contrariado a lei dos homens.

 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

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SOBRE A ROCHA

 

O Supremo Tribunal Federal é a rocha sólida sobre a qual o império da corrupção foi construído. Prova disso é o fato de o ministro Gilmar Mendes ter mandado soltar novamente a esposa de Sérgio Cabral, apesar da estarrecedora avalanche de provas que existe contra o casal de criminosos, alegando que a ré tem filhos para criar. A soltura de Adriana Ancelmo é uma nova cusparada na cara da sociedade e da Justiça. O Brasil não estaria na situação em que se encontra se o Tribunal Superior Eleitoral, por exemplo, cumprisse o seu dever e cassasse a chapa Dilma-Temer, eleita em 2014. O Brasil não estaria onde está se o Tribunal de Contas da União fosse mais que um gigantesco cabide de empregos. O Brasil não seria o país mais corrupto do mundo se o STF funcionasse minimamente, se houvesse exemplos de deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidentes da República julgados e condenados pela mais alta Corte de Justiça do País, que se recusa terminantemente a cumprir o seu dever.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PRISÃO DOMICILIAR

 

Realmente, para alguns “ministros”, aqui, no Brasil, o crime compensa...

 

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

 

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UM NOVO NOME PARA O TRIBUNAL

 

Vivemos um momento complicadíssimo no País. Infelizmente, por causa da cleptocracia petralhista, o Judiciário assumiu um papel preponderante no dia a dia. Também infelizmente o STF, que na minha opinião deveria tomar decisões colegiadas, parece ser dominado por um ou outro juiz, e temos visto várias decisões monocromáticas. A Polícia Federal cumpre seu papel e prende; e um certo juiz manda soltar em seguida. O glorioso Sérgio Cabral, que é condenado a cada 15 dias a mais 15 anos de prisão, teve sua esposa liberada, aquela que “ganhou” de um “puxa-saco” um anelzinho de módicos 220 mil euros. Por que, mesmo? Seria o insulto, digo indulto, de Natal? O glorioso Anthony Garotinho, que juntamente com Cabral destruiu o Rio de Janeiro, também teve sua prisão relaxada. Para completar com a cereja do bolo, quem não quiser prestar depoimentos em juízo – aliás, sem contar o absurdo do “não vou me pronunciar” – não mais poderá ser conduzido coercitivamente. Diante de tantas decisões unilaterais, sugiro renomear o nosso STF para STG, supremo do Gilmar, ou também STB, afinal o mesmo ministro gosta de bater boca com seu colega togado, ministro Barroso, para decepção dos brasileiros de bem, que esperam que haja um mínimo de decoro naquela Corte. Ah, esqueci-me de mencionar outra decisão monocromática, tomada pelo fatiador do mensalão. Reajuste do funcionalismo e aumento de contribuição, ora, para quê? Melhor gastar milhões em lanchinhos e auxílio-moradia... Ministra Cármen Lúcia, por favor, reveja isso urgentemente. Estes funcionários dos brasileiros devem estar fazendo suas malas para viajar ao exterior, afinal são 60 dias de férias por ano, igual a nós, pobre mortais, e, com os penduricalhos que recebem, qualquer destino passa a ser barato, mesmo que seja do outro lado do mundo. Triste! Muito triste tudo isso!

 

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DECISÕES NA CALADA DA NOITE

 

Meu pai sempre me dizia: “Filho, tome muito cuidado, respeite, mas fuja dos homens que vestem saias – juízes, padres, etc.”. Sábias palavras que agora, com quase 70 anos, vou contrariar. “Pai, com um STF como o que temos, não dá para respeitar. Veja bem, meu pai, a situação é a seguinte: uma presidente fraca e pusilânime; ministros com micagem de caras e bocas; ministros boquirrotos; ministros amigos dos amigos; ministros compadres; ministros sindicalistas; ministros militantes partidários; ministros que libertam terroristas; ministros que protegem corruptos; ministros que solapam a luta contra a corrupção; e, sobretudo, ministros que não trabalham e procrastinam e decidem em beneficio da ideologia própria. Como posso, meu finado e querido pai, respeitar esta Suprema Corte que de ‘suprema’ e de ‘corte’ só tem o nome? Como posso respeitar este ‘cabide de empregos’ e mordomias? Não, pai, desculpe, não dá para respeitar, só resta fugir... Isso o sr. não me disse como”.

 

João Cesar Ribeiro cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo

 

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A PRÓXIMA DE GILMAR

 

Já vai mandar soltar Lula. Mas ih, espera aí! Nem prenderam o homem ainda! Ainda...

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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ALFORRIA AOS CORRUPTOS

 

Nestes tempos modernos, mas estranhos, o Supremo Tribunal Federal, por alguns ministros, tornou-se a “princesa Isabel” para os políticos acusados de corrupção, dando a eles, indistintamente, a alforria desmedida. Pode-se dizer, então, que está recriada neste poder da República a Lei Áurea para a corrupção, invertendo-se a lógica e tornando todos os cidadãos de bem escravos de uma nação pervertida em seus já mínimos e basilares valores éticos e morais, que se perde mais a cada dia nas entranhas de decisões judiciais incompreensíveis aos olhos dos brasileiros sérios.

 

Claudio Antelo claudioantelo@icloud.com

São Paulo

 

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FINAL DE ANO

 

Natal e ano-novo... No país da impunidade e com uma Ju$tiça ineficiente, que só faz “média” com bandidos e condenados, agora é o momento dos salvos condutos e dos habeas corpus para muitos. A violência urbana cresce, passando dos limites da falta de segurança pública, e, para mostrar rigidez, só agora vão prender Paulo Maluf... Será que desta vez vai? Lula continua solto e desafiando o Judiciário... Até quando? 

 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

 

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A PRISÃO DE PAULO MALUF

 

Ainda que tardiamente, o deputado Paulo Maluf desfruta daquilo em relação ao que sempre se achou mais poderoso, a Justiça. Tempos estranhos, como diz seu advogado, eram aqueles em que Paulo Maluf assaltava os cofres públicos vergonhosamente. Aqui, em São Paulo, existe um bando de decrépitos que ainda vota nele. Parabéns ao ministro Edson Fachin, que determinou a prisão imediata. Fim de linha, Maluf.

 

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

 

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HORA ERRADA

 

Esta nossa Justiça não tem jeito, mesmo. Claro que Maluf deveria ser preso, mas não agora, depois de 20 anos, idoso, com problemas de saúde e dificuldade de locomoção. Seria mais sensato deixá-lo em prisão domiciliar, aplicar uma multa elevada e deixá-lo, apesar de não merecer, viver seus últimos dias de vida em casa.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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O FATO

 

Demorou, mas a Justiça cumpriu seu papel. Maluf foi preso. Se hoje está doente ou velhinho, o fato é que este senhor roubou São Paulo e tem de ficar preso, além, é claro, de devolver o dinheiro que roubou. Os canalhas também envelhecem, portanto não há que ter pena de ladrão.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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TÉCNICA GAROTINHO

 

Assistindo ao trajeto de Paulo Maluf de sua casa para a Polícia Federal e, posteriormente, ao Instituto Médico Legal, ficou claro que a técnica adotada foi a mesma usada por Anthony Garotinho. Saiu lépido de casa e entrou sozinho no carro. Ato contínuo, precisou ser “amparado” para sair do carro e fazer curto trajeto. Posou de debilitado fisicamente talvez para comover algum juiz de plantão e obter relaxamento de sua prisão, ou até prisão domiciliar. Políticos são todos forjados com a mesma m... assa.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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ROUBA, MAS FAZ

 

O célebre dito “rouba, mas faz”, agora, diante da recente decisão do ministro Fachin, do STF, ficou assim: “Rouba, mas faz, mas vai preso”. Até que enfim, talvez, por uns dias.

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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LIÇÃO

 

Maluf não vai se reeducar ou aprender nada indo para a cadeia. O resto dos políticos e da população vai.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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CARTEL NO METRÔ

 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mandou a Procuradoria do Estado acionar empreiteiras que formaram cartel nas obras do metrô, como denunciou a Camargo Correa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Governador, na minha opinião, quem deveria ser acionadas não seriam as empreiteiras, e sim os políticos que aceitaram entrar no jogo sujo que elas propuseram.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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HERDEIROS DE MARIO COVAS

 

Desde Mario Covas o PSDB parece ter embarcado num trem. Agora, anda desesperado para apear dele. Difícil, depois de tanto tempo.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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PREFEITO DE SÃO PAULO

 

Sobre a entrevista do prefeito João Doria (“‘Temos de saber ouvir e ter humildade para melhorar, sobretudo em zeladoria’”, “Estado”, 21/12, A14), é uma pena, Doria perdeu o encanto! Vai ter de se reiterar!

 

José Angelo Vergamini angelovergamini@ig.com.br

São Paulo

 

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‘A IMPRENSA E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA’

 

O artigo subscrito pelo jornalista Eugênio Bucci ontem (“A imprensa e a reforma da Previdência”, página A2) contribuiu imensamente para o resgate da imagem da imprensa brasileira, que parece não se dar conta dos riscos que corre ao assumir postura governista, irreflexiva, numa temática de grande relevância social. A impressão que se tem, vinda do leitor ordinário, é de que a imprensa aderiu à óbvia retaliação governamental a setores do funcionalismo público que exercem a função jurisdicional ou de fiscalização e controle. Também se fixa neste mesmo leitor comum a percepção de que o argumento contra o privilégio de casta se presta para disfarçar importantes pontos da reforma da Previdência do regime comum. Desde a remota infância leio com respeito “O Estado de S. Paulo” e costumo consultar habitualmente as edições correspondentes aos momentos históricos dramáticos desta triste e suposta República, e a postura independente, calcada nos cânones liberais, sempre esteve presente. O desrespeito a instituições republicanas, a menos no tom agressivo adotado por alguns jornalistas, mormente do caderno “Economia”, chega a ser constrangedor. A reforma previdenciária é obviamente necessária, como medida de ajuste fiscal. É evidente que setores produtivos não podem ser onerados pelo temido déficit. Esta adaptação, que deve ser permanente e nem sequer receber o dramático nome de “reforma”, deve ser explorada com responsabilidade e comprometimento social. A valorização do trabalho, do incentivo à produtividade nas faixas etárias hoje agraciadas com o aumento da expectativa de vida, elemento comunicacional positivo e convincente, foi substituído pelo estimulação do ódio a determinada, embora grande e expressiva, classe de trabalhadores, cuja utilidade social é inquestionável. Não compraz à elegância de postura deste jornal alinhar-se aos métodos de Joseph Goebbels, ou do “varre, varre, vassourinha” e do “caçador de marajás”. Mais do que leitores, este jornal pode perder, com a adesão a governantes à beira do cárcere, os seus admiradores; joga para o outro campo ideológico tradicionais aliados. É de fato preferível que não haja diferença entre os setores público e privado na Previdência Social, e parece bastante óbvio que dinheiro público não deve ser comprometido com dano fiscal em interesses que podem ser atendidos de outra forma. É chamativa, contudo, a ignorância proposital das reformas já realizadas nesse sentido, e que alteraram substancialmente o regime que vigorava anteriormente, ao já extinguir a aposentadoria integral do servidor público, com efeitos prospectivos, além de outras importantes alterações. A ignorância não costuma ser bem-vinda nos setores de escol do jornalismo, o que leva à infeliz de conclusão de que a indução a erro é deliberada. Enfim, o artigo de Eugênio Bucci restaurou a confiança do subscritor neste jornal, e revela não haver internamente uma coerção avessa aos princípios democráticos da comunicação social. Provavelmente, com este novo tom, a esperada “reforma” possa enfim ser positivamente estimulada e votada.

 

Celso Coccaro ccoccar@gmal.com

São Paulo

 

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ARTIGO OPORTUNO

 

Cumprimento o professor Eugênio Bucci pela excelente, oportuna e necessária lição de jornalismo “A imprensa e a reforma da Previdência” (“Estado”, 21/12, A2). Ler a aprender!

 

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

 

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VOTOS PARA 2018

 

O ano está prestes a se encerrar e chega o momento de enviar meus votos de feliz Natal ao “Estadão”, a seus colaboradores e respectivas famílias. Da mesma forma, desejo a todos um próspero 2018, pleno de saúde e realizações. 2017 será talvez lembrado como o ano da inflexão: aparentemente o Brasil localizou seu caminho para o desenvolvimento, triste é verificar que mais um ano se passou e seguimos sem saber o que de fato ocorreu no lamentavelmente famoso episódio da Operação Boi Barrica. Há anos faço votos para que no ano seguinte possamos conhecer os detalhes daquela operação. O clã Sarney parece confirmar que a decadência é seu destino. Ainda assim, sua atuação na política nacional (ainda que, provavelmente, restrita a seus porões) faz com que, infelizmente, o “Estadão” tenha completado neste mês de dezembro 3 mil dias sob censura. Além de meus votos já expressados, acrescento meu desejo de que, em 2018, nem o “Estadão” nem nós vivamos um dia sequer amordaçados.

 

Andreas de Souza Fein andreas.fein@gmail.com

São Paulo

 

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FRANCELINO PEREIRA 1921-2017

 

Francelino Pereira, ex-governador de Minas Gerais, viveu quase 100 anos sem saber a resposta para a sua marcante e preocupante indagação, “que país é este?”, cantada em prosa e verso por artistas, jornalistas e historiadores.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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