Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2017 | 03h00

NEGÓCIOS

Embraer e Boeing

Nesta oportunidade em que a Boeing, a maior empresa aeronáutica do mundo, demonstra interesse na Embraer, para fusão ou associação, comprovando o altíssimo padrão de excelência que a nossa indústria aeronáutica alcançou, é indispensável saudar os seus criadores e todas as diretorias e os engenheiros que se sucederam na empresa, mantendo aceso o sonho de Santos-Dumont, Casimiro Montenegro e Ozires Silva. Esse fato nos permite afirmar que temos condições de manter as nossas conquistas, independentemente do tipo de negociação que venha a ser feito.

DECIO FISCHETTI, engenheiro ITA

etcmkt@terra.com.br

São Paulo

Se a Boeing vier mesmo a comprar a Embraer, vai ser só para fechar a concorrência. Nunca estaria interessada em vir para o Brasil, com seus sindicatos fisiológicos, leis trabalhistas e tributação descontrolada, que tornam inviáveis as relações de produção, além da xenofobia comercial, que faria com ela o que já foi feito com centenas de firmas estrangeiras, aplicando-lhes multas bilionárias sob qualquer pretexto. Pensando bem, na hora em que surgir a notícia de que a Boeing de fato comprou o controle da Embraer, vai começar o processo de fechamento da empresa. É só assistir. Vai sair barato para a Boeing.

MARCOS DE SOUZA DIAS

marcosdesouzadias@gmail.com

Maringá (PR)

CORRUPÇÃO

Dura lex, sed lex

Parabéns à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), por negar a prisão domiciliar ao deputado Paulo Maluf. A Justiça tardou, e muito. A sociedade espera que, em caso da justa condenação, o mesmo critério seja aplicado ao réu que está com julgamento marcado para 24 de janeiro.

FRANCISCO PAULO URAS

francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

Nosso sistema de Justiça é uma piada. Cada poderoso se diverte quando e da forma que quer. Um solta o “garotinho”, outro prende o “velhinho”, um terceiro dá “flechadas”. Cada qual com sua vontade de aparecer e suas tendências ideológicas.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

Por que só agora?

Prisão depois de décadas, quando o réu já está debilitado, não é justiça, é vingança, resultado do interminável blá-blá-blá dos julgamentos, dos recursos que demoram demais para serem julgados. Por que os juízes do Supremo precisam detalhar e justificar seus votos, se estão no topo do Judiciário, posição conquistada por seu notável saber? Por que recorrer a resultados de julgamentos realizados em outros países no início do século passado para justificar o voto presente? São juízes, e não filósofos.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Maluf x Cabral

O arrependimento de Lula por ter sido fotografado ao lado do Maluf é atenuado pelo apoio irrestrito que ele deu ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, modelo de honestidade e competência na administração pública “deste país”, que, aliás, ele acha estar sendo “injustiçado”.

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2012@gmail.com

São Paulo

Falta do que fazer

A imprensa brasileira anuncia que Bono Vox, da banda U2, virá ao Brasil em 24 de janeiro para acompanhar o julgamento do demiurgo de Garanhuns. Pena que Bono Vox não tenha vindo ao Brasil quando dos escândalos do mensalão e do petrolão, bem como não se tenha dignado a saber por que foram fechados numerosos hospitais e 14 mil leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), nos 13 anos e meio de lullopetismo. Seria bom que esse senhor se preocupasse com os 13 milhões de desempregados deixados sem dinheiro para sequer se alimentarem, enquanto o seu querido amigo Lulla da Silva declara no Imposto de Renda valores absurdos em investimentos e cifras enormes deixadas como herança por sua esposa. Por certo os familiares das crianças e dos idosos falecidos nas filas dos hospitais à espera de tratamento repudiam a sua visita por motivo tão insignificante.

ANTONIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Tempo de refletir

Os 13 anos de desgoverno bolivariano destruíram o Brasil, arrasaram as finanças públicas, endividaram os considerados pobres convencendo-os de que estariam ricos, promoveram queda acentuada na renda do trabalhador, inflação de dois dígitos, juros altos, aumento do desemprego e pioraram a saúde, a educação e a segurança. Enfim, arruinaram o País econômica, social e politicamente. A administração de Michel Temer, marcada pelo diálogo com o Congresso Nacional, está conseguindo pôr a casa em ordem: recuperou a capacidade do País de atrair investimentos, fez o risco Brasil cair, estabeleceu um limite para os gastos públicos, aprovou a reforma trabalhista, liberou o saque das contas inativas do FGTS para idosos, diminui a inflação, os juros e aumentou o emprego, entre outras conquistas. Faltando dez meses para as eleições, o líder e candidato do PT à Presidência da República quer voltar, vendendo esperanças demagógicas que ele próprio e sua turma aniquilaram. Que os eleitores reflitam bem antes de votar.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

O povo brasileiro é insensato. Temer tem feito um governo de recuperação do País e sofre reprovação absurda nas pesquisas. Isso demonstra por que elegemos políticos incapazes, corruptos e muito mais. Se tivéssemos um pouco de cultura, nossa situação seria bem diferente.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Adriano Pires, Alex Canziani e família, Aluizio Bezerra da Silva, Andrea Matarazzo, Andreas de Souza Fein, Elenita Fogaça Comunicação, Equipe CT Travel, Equipe Fórum Permanente, Equipe do Unicef no Brasil, Ernesto Caruso e família, Klaus Reider e família, Lody Brais – Associação Cultural Brasil-Líbano, Luciana Caravello Arte Contemporânea, Luiza Erundina de Sousa, Porto Seguro, Programa Deles & Delas, Projesso, Prometeon Tyre Group – Marco Cortinovis, chief Communication Officer, RDS Estúdio, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Unilever, Vera Moreira Comunicação, Virgílio Melhado Passoni e Vitor de Jesus.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

SINAIS DE UM NOVO BRASIL

 

As prisões de Paulo Maluf e Sérgio Cabral, as acusações contra Lula, Aécio Neves e outras destacadas figuras da política nacional e as denúncias de corrupção nos governos do PSDB paulista nos apresentam um Brasil novo. Diferente daquele onde o governante dizia “ora, a lei” e cadeia era definida como lugar para portadores de três pês (pobre, preto e prostituta). Durante muito tempo acreditou-se que Maluf jamais seria punido nem se pensou que Cabral, de carreira promissora, seria preso com tantas acusações. Também era improvável que Aécio, neto e herdeiro político de Tancredo Neves, restasse combalido política e judicialmente. Temos uma grande batalha – travada nos escaninhos institucionais – entre os que defendem os direitos adquiridos (também classificados como indutores da impunidade) e a nova geração que ousa aplicar os métodos mais radicais e, com eles, põe às claras muitas falcatruas, acabando por destruir sólidas reputações. Independentemente do caminho que as execuções legais tomarem, só o que já aconteceu serve para mudar radicalmente a vida política do País. A falência dos métodos dos que nos governaram e representaram politicamente nas últimas décadas determina o surgimento de novos políticos. Eles terão de portar um amplo e irrestrito respeito às leis e aos bons princípios para evitar, no futuro, terem o mesmo destino dos poderosos de ontem. Que venham, porque o Brasil precisa de mudanças...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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MALUF NA PAPUDA

 

Paulo Maluf deveria era estar sendo solto. E por quê? Porque ele já deveria ter cumprido sua pena. O delito dele foi cometido na década de 1990. Por culpa deste vergonhoso Supremo Tribunal Federal (STF), ele vem enrolando. Então “dona Carminha” se sente poderosa ao obrigá-lo a cumprir a pena, pensando que está lavando a honra do STF. Não está, pois enquanto advogados de bandidos travestidos de ministros fizerem o que querem o povo envergonhado vê o desenrolar de mais uma comédia pastelão.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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GRANDE FEITO

 

A polida ministra Cármen Lúcia terá um Natal feliz. Merece. Afinal, mandou para a cadeia um vetusto cidadão, perto dos 90 anos, o perigosíssimo Paulo Maluf. Dezenas de réus, condenados ou não, crianças perto de Maluf, cumprem pena em casa. A ministra cumpriu direitinho as orientações da patrulha raivosa. Grande feito da ministra.  Vai para o céu sem escalas.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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PUNIÇÃO OU CRUELDADE?

 

Que Paulo Maluf precisa ser punido pelos seus crimes ninguém discute. Que ele possa estar exagerando suas doenças e limitações físicas perante o Judiciário para conseguir prisão domiciliar é possível. O que é preciso ficar claro é que prisão em regime fechado não significa tortura em regime fechado. Nenhum cidadão de 86 anos – e isso se aplica a qualquer indivíduo na escala social –, por mais saudável que seja, tem condições de permanecer num recinto de 12 metros quadrados ou coisa parecida, incluindo um cubículo a que se dá o nome de banheiro, compartilhado com outros detentos. Doente, então, pior ainda. É legítimo o desejo da sociedade de punição por crimes cometidos. Punição com requintes de crueldade é outra coisa.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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PARA RECORDAR

 

Ao ver a imagem do senhor Paulo Maluf, estampada neste jornal, sendo amparado para andar, além de usar uma bengala, lembrei-me da imagem do falecido presidente do Chile Augusto Pinochet usando cadeira de rodas para embarcar no avião que o trouxe de Londres de volta para Santiago, uma vez que seus defensores alegavam frágil estado de saúde. Entretanto, quando, ao chegar ao seu destino, a aeronave liberou a saída dos passageiros, o que se viu foi um lépido e fagueiro Pinochet andando normalmente e cumprimentando  seus  aliados. Interessante, né não? 

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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ISONOMIA

 

Com Maluf preso, Lula não vai poder pleitear isonomia.

 

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

 

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LULA E MALUF

 

Na década de 1970 o magnífico Chico Anysio antecipou o bloqueio das contas de Lula e de Paulo Maluf, além de outros políticos, com seu conhecido personagem político Walfrido Canavieira, dizendo: “Dinheiro bloqueado não traz felicidade”.

 

Jose R. de M. Soares  joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

 

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OS 86 ANOS DE PAULO MALUF

 

Relembre-se que Lula da Silva, no início de sua aventura política, criticava intensivamente Paulo Maluf. Tempos depois, pediu seu apoio em favor de Fernando Haddad na eleição para prefeito da capital paulista. Lula da Silva poderá ser preso, mas Paulo Maluf já o foi. Entretanto, recorde-se também que os maiores de 70 anos podem gozar o benefício de serem aprisionados em suas respectivas residências, da mesma forma que quem tiver problemas de saúde. Assim, é questão de tempo para vermos Paulo Maluf em sua residência, mesmo que seja com tornozeleira eletrônica. Lula da Silva ainda tem mais uns dias de liberdade e de comícios.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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PRÓXIMOS CAPÍTULOS

 

Seria muito bom ver Lula dividindo cela com Maluf. Com certeza os dois fazem parte da gangue de políticos mais corruptos do Brasil. A verdadeira história está para ser contada.

 

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

 

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CALMA, MALUF

 

Nós temos aí o ministro Gilmar Mendes, que seguramente vai garantir a você uma feliz prisão domiciliar em sua mansão dos Jardins, em São Paulo, com ou sem tornozeleira, com ou sem bengala, com ou sem câncer... Você vai poder continuar rindo de todos nós tranquilamente.

 

Eva Sabine Medaglia evasabine@hotmail.com

São Paulo

 

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LIBERDADE

 

Se eu fosse o ministro Gilmar Mendes, mandava soltar o ex-prefeito Paulo Maluf.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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PAPAI GILMAR NOEL

 

Cartinha de um garotinho aflito, encontrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Querido Papai Gilmar Noel, neste Natal quero de presente a minha liberdade, apesar de todas as estripulias que há anos venho aprontando”. Quem disse que Papai Noel não existe?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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LIVRE DA CADEIA

 

A greve de fome de Anthony Garotinho o fez... engordar!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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GENTE GRANDE

 

Quando será que o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho vai ficar “adulto”?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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MINISTRO LIBERTADOR

 

Ao mandar soltar tantos corruptos presos, o ministro Gilmar Mendes leva um profundo gosto amargo à boca dos brasileiros. Alegar que o ministro é legalista e garantista não cabe, já que ele mesmo desdenhou os indícios de sua própria suspeição no caso da soltura de seu compadre o empresário Jacob Barata. Alegar que é um ministro ávido por aparecer em noticiários e ter seu nome mencionado em conversas de toda uma nação parece o mais provável. No entanto, caro ministro, a História já o registrou há muito. Pena que o senhor não será enquadrado em nenhuma linha histórica doutrinária ou política importante – quando muito será mencionado a título de curiosidade, entre tantas destes nossos dias nebulosos.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

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HABEAS CORPUS

 

No Brasil, os corruptos não precisam de advogados, eles podem contar com o ministro Gilmar Mendes.

 

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

 

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SONHO DE NATAL

 

O ministro Gilmar Mendes é o sonho de Natal de muitos bandidos. Desserviço ao Brasil!

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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BOLA MURCHA

 

Gilmar bom, que sempre defendeu bem o Brasil, foi o goleiro bicampeão do mundo. Este Gilmar Mendes só faz gol contra o povo brasileiro.

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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PRENDE E SOLTA

 

Gilmar Mendes, o bem apelidado “ministro purgante” do STF (solta todos), merece sofrer urgente impeachment para parar com o contínuo e avacalhado prende e solta de políticos comprovadamente ladrões e corruptos.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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VERMÍFUGOS

 

Intestino preso? Vermes? Lacto-purga. Ladrão? Corrupto preso? Gilmarmendes.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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RECESSO DO JUDICIÁRIO

 

Graças a Deus o recesso do Judiciário já começou, senão o ministro Gilmar Mendes colocaria mais uma “cambada” de corruptos nas ruas. Ou seria melhor não haver o tal do recesso, acabando de vez com a volúpia natalina do ministro? É para pensar!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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SORTEIO VICIADO

 

Antes, pelo Brasil afora, juízes que cumpriam a lei como manda o figurino eram calados à base da “peixeira”. Hoje ninguém precisa sujar as mãos de sangue. Basta recorrer à Suprema Corte, que qualquer Gilmar Mendes resolve. Até parece que os sorteios para julgar “habeas corpus” feitos na Suprema Corte estão mais viciados do que qualquer roleta no mais mequetrefe cassino paraguaio. Só dá Gilmar Mendes, este justiceiro às avessas?

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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JUIZ EM LIQUIDAÇÃO

 

Gilmar Mendes é a cara da Justiça brasileira. Cega em suas decisões e caolha na aplicação das leis. Surda aos anseios da população e altamente receptiva aos da bandidagem. Muda para os reles mortais, mas altamente eloquente na defesa dos poderosos corruptos e políticos quadrilheiros. Gilmar quer entrar para a História como grande jurisconsulto. Mas, com suas ações, que mais o caracterizam como um rábula, mostra que sua justiça conspurcada, denegrida, corrompida, sem escrúpulos e comprada já o coloca no lixo da História, onde para sempre será lembrado como... Gilmar Vende-se. À disposição de qualquer bandido endinheirado ou de colarinho branco.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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CREDIBILIDADE

 

Em bate-boca transmitido ao vivo e a cores para todo o País, Joaquim Barbosa, presidindo a Corte Suprema durante sessão em 2009, declarou enfaticamente que o ministro Gilmar Mendes estava destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. Desde então, a sociedade vem sendo impactada por decisões tomadas por Gilmar que, com caneta poderosa, cada vez mais explicita seu objetivo de enfraquecer a Operação Lava Jato, responsável pela prisão de poderosos corruptos a ele de alguma forma vinculados, aos quais concede habeas corpus unilaterais. O órgão máximo da Justiça brasileira, perdendo, em consequência, a confiança da população, como previu seu ex-presidente, é mantido refém de tais atitudes, sem que seus integrantes, talvez por corporativismo, reajam adequadamente.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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QUEREMOS MUDANÇAS

 

Queiram ou não, a verdade é esta: enquanto os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e os 31 ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) forem indicados pelo presidente da República, o Brasil estará fadado à desgraça. São 35 partidos políticos, a maioria com lideranças duvidosas, determinando quem vai ser o próximo ministro. Se continuar assim, sempre vamos ter de engolir um Gilmar, um Toffoli e um Lewandowski. Queremos, para o bem do povo e felicidade geral da Nação, que os ministros do STF e do STJ sejam concursados, e não indicados por políticos. Não estamos mais aguentando “habeas corpus”, arquivo de processos, prisão domiciliar. A clareza das decisões vergonhosas existente entre os Três Poderes da República para salvar bandidos políticos está nos causando raiva, ódio, náuseas.    

 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

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SORDIDEZ JURÍDICA

 

Liminares fruto de decisões autocráticas, na última sessão do STF, que só voltará a funcionar em fevereiro de 2018, revela certa sordidez.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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‘A IMPRENSA E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA’

 

Não foram raros os momentos em que a imprensa tomou um lado quando os interesses na Nação foram ameaçados por partidos políticos que, tendo chegado ao poder por vias democráticas, usaram dos mais variados artifícios para se manterem no comando, usando desde fraudes até jornalistas a serviço de poderosos, passando pela intimidação contra os meios de comunicação livres, estes, sim, verdadeiros representantes da voz da sociedade e dos eleitores traídos por promessas eleitoreiras jamais cumpridas. Assim foi na Venezuela desde os tempos de Chávez até Maduro, que juntos suprimiram mais de duas centenas de jornais, rádios e canais de TV não alinhados ao chavismo. No Brasil não foi diferente quando o jornal “O Estado de S. Paulo”, usando de sua credibilidade, sintetizou as vantagens da aprovação da reforma da Previdência que igualaria as aposentadorias de políticos juízes e promotores à da iniciativa privada, criando uma economia de R$ 500 bilhões, estabelecendo regras justas para o recebimento do beneficio de acordo com o que cada trabalhador contribuir, além da geração de mais empregos, queda nos preços e mais dinheiro para a saúde, a educação e a segurança públicas. Na contramão do artigo do jornalista Eugênio Bucci “A imprensa e a reforma da Previdência” (21/12, A2), um grande jornal não sobrevive de verbas do governo, a exemplo do que ocorreu durante as duas gestões petistas, mas da defesa de princípios democráticos e do bom jornalismo, que sabe distinguir em suas matérias um governo que em pouco mais de um ano conseguiu reverter o quadro caótico herdado pela antecessora de outro que levou e economia ao caos e ainda tentou implantar um regime autoritário, abrindo, ainda, um espaço democrático para a pluralidade de opiniões que não raramente divergem da linha editorial.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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FIRMANDO POSIÇÃO

 

O jornalista Eugênio Bucci fez um rodeio desnecessário e prolixo, em seu artigo publicado no “Estadão” de 21/12, para dizer que a imprensa está errada quando apoia a reforma da Previdência. Ora, a imprensa tem um papel social importante, e defender, como faz o “Estadão” em seus editoriais, esta reforma é defender a Nação, para que seja evitado um desastre econômico sem precedentes. A reforma da Previdência, se aprovada, como se espera, mesmo com menor alcance do que o projeto original, vai permitir desenvolvimento econômico e bem-estar social aos quase 210 milhões de brasileiros – inclusive para seus opositores, servidores públicos federais ávidos por privilégios, dirigentes sindicais e partidos e políticos sem compromisso algum com a Pátria. Surpreende-me que este respeitado articulista também seja contra que um presidente da República venha a público, como fez Michel Temer, e agradeça o apoio da imprensa à reforma. Diz que “é constrangedor”, que, “na democracia moderna, a causa dos jornais é a informação” e que “o governismo é o pior dos partidarismos. E não há nada pior aí que o jornalismo a favor”. Essa constatação de Bucci é lamentável, porque de certa forma indica que o apoio do “Estadão” e de outros jornais à reforma da Previdência se trata de um favor. Ora, caro jornalista, se um jornal, por mais equivocado que seja, não puder firmar uma posição sobre uma causa no seu nobre espaço editorial, seria o mesmo que um periódico não ter alma.   

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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ESPAÇO DEMOCRÁTICO

 

Com efeito, causou estranheza e mal-estar o artigo “A imprensa e a reforma da Previdência”, do jornalista e professor da USP Eugênio Bucci (21/12, A2), de como deve ser o papel apartidário e independente da imprensa. Na pena de quem sempre escreve com tinta vermelha a favor da esquerda em artigos contundentes e muitas vezes panfletários, suas palavras soam um tanto quanto deslocadas e fora de contexto. Seu lugar deveria ser, indiscutivelmente, nas páginas avermelhadas da “Folha de S. Paulo”, jornal onde 60% (!) dos jornalistas são da elite de esquerda, segundo disse com todas as letras seu editor-executivo, Sérgio D’Ávila. O fato de o “Estadão” dar espaço a profissionais como Bucci (eleitor e defensor do PT) é o melhor exemplo de como a boa imprensa deve agir, contemplando todos os lados do espectro político, sempre em busca da informação e da verdade dos fatos. Basta de hipocrisia!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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SP – INVESTIMENTO ‘SEM CONTRAPARTIDA’?

 

Consta na “Coluna do Estadão” que o prefeito João Doria “termina o ano contabilizando R$ 677 milhões de investimentos privados no município sem contrapartida”. E ainda que o “réveillon na Paulista será patrocinado pela CEF e pela Sabesp”.

O.k., tudo bem que estas duas últimas são paraestatais, mas, como tal, também assumem os riscos do empreendedor (art. 173, § 1.º, inciso II da Constituição). Pergunto-me a troco do que tanta generosidade do setor privado na gestão João Doria? R$ 677 milhões “sem contrapartida” são de estranhar.

 

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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