Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2017 | 03h00

ENTÃO, É NATAL

Epístola ao bom velhinho

Querido Papai Noel, perdoe minha ausência nos últimos 70 anos. Não queria incomodar, o senhor sempre tão ocupado... Eu fico imaginando o que querem os políticos. Alguns, ser favorecidos com direito a passe livre e festas de fim de ano em casa, com a família, oferta do Supremo. Outros, o fim dos delatores, caluniadores e assombrações premiadas. Não é fácil a vida dos políticos, perseguidos, desconfiados, um olho no voto e outro no bolso. Artistas no papel de inocentes servidores, de patriotas íntegros e dedicados à cau$a e à coi$a públicas, vítimas de enriquecimento involuntário, do japonês da Federal, daquele juiz do Paraná e da boca do povo. Como em todo ano de Copa do Mundo, aí vêm eleições, vilões contra uns poucos mocinhos, as verdades sobre o crime privilegiado e as mentiras do privilégio organizado. Essa gente aposta na impunidade. No lava lento. E que soltem os presos e não prendam os soltos. Tá feio. Eles estão sempre livres de culpa, do arrependimento e do remorso. Papai Noel, por favor, dê-nos militantes do mérito, da competência e da ética, do partido chamado Brasil. Pela importância do meu pedido, não atenda a mais ninguém, em nome da nossa pátria. Amém!

PAULO CHEDID

paulochedid@uol.com.br

São Paulo

Barbaridades natalinas

Enquanto o povo compra e pensa no Natal (eu também), as barbaridades rolam soltas: Michel Temer concede indulto de Natal a corruptos da Lava Jato, ignorando a Procuradoria-Geral da República, e Rodrigo Maia concede aposentadoria de R$ 9,6 mil a José Dirceu. Só Paulo Maluf se ferrou (por enquanto). Mas a Justiça dos EUA lava a nossa alma e vai mandar José Maria Marin para uma prisão federal – e só pode recorrer preso! Faz o serviço que o Brasil não fez. Aliás, Marin foi vice-governador de Maluf. Oh, dupla do balacobaco... Feliz Natal, Brasil!

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Violência maior

Temer assinou o decreto que concede indulto natalino a praticantes de delitos sem grave ameaça ou violência à pessoa, como, por exemplo, segundo a lei, corrupção e lavagem de dinheiro. Ora, um magistrado minimamente bem-intencionado está obrigado a ligar essas duas tipificações a crime hediondo, trazendo à tona a resultante do desvio de bilhões de reais durante décadas: milhares de mortes “naturais” e “acidentais” (por falta de saúde e de segurança) e o comprometimento de várias gerações de brasileiros (por carência educacional). A violência está implícita e a interpretação nesses casos não tem por que fugir do óbvio.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Marin na prisão

Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin foi condenado em seis das sete acusações sobre propina, corrupção, etc., nos EUA. E já vai para a prisão! Mas Marin devia ter sido preso quando furtou a medalha de um jogador, e foi flagrado por câmeras de televisão, na premiação da Copa São Paulo de Juniores. Apanhado em flagrante delito de furto na TV! Mas aqui é Brasil... Corrupto é libertado, enquanto na Inglaterra, por exemplo, um ministro das Minas e Energia foi despedido por mentir sobre uma multa de trânsito. Pequena diferença, não?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Río de Janeiro

Bagunçou de vez!

Políticos brasileiros não são presos, são transferidos para mansões de alto luxo e verdadeiros hotéis-fazenda. Agora, por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, e “por falta de tornozeleiras eletrônicas” – pode?! –, até o doleiro Funaro está cumprindo prisão domiciliar em seu sítio, que conta com piscinas, quadra de tênis, extensa área verde, heliponto, etc. Um verdadeiro paraíso, que deveria ser confiscado para restituir ao menos uma pequena parte dos roubos cometidos ao longo de décadas. Enquanto isso, o povo morre nas filas dos hospitais, por falta de segurança, etc., etc...

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Isto é Brasil

Quando tomamos conhecimento de que um criminoso condenado como José Dirceu – atualmente em liberdade provisória graças a um ministro protetor no Supremo Tribunal –, que está pregando a baderna de seus “guerrilheiros” por ocasião do próximo julgamento do capo, vai auferir uma aposentadoria mensal de R$ 9.600, paga com dinheiro dos nossos impostos, isso nos faz pensar que o crime compensa mesmo!!! Só nos resta esperar que o País feche para balanço, para que, ao reabrir, nos mostre um novo Brasil, com uma Justiça em que todos sejam realmente iguais perante a lei.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Presente de grego

A aprovação pela Câmara Municipal de São Paulo da adoção do 13.º salário para os vereadores, o prefeito e o vice-prefeito é uma desgraça para o Brasil. Com toda a certeza, todos os mais de 5 mil municípios brasileiros vão querer seguir o exemplo da capital paulista. Ainda que, segundo pesquisa recente, mais de 80% desses municípios só sobrevivam graças às verbas que recebem do governo federal, na forma de transferências financeiras. Vivem, na verdade, em escandalosa indigência, sem a menor condição de prestar bons serviços de educação, saúde, água, esgoto, calçamento, etc., à população. Mas, pelo que se vê por aí, os governantes não fazem nenhuma objeção a remunerar muito bem seus políticos. Pelo salário que proporciona, não tenham dúvida, a ocupação de vereador é de fazer inveja. O vice-prefeito, então, ganha para não fazer nada. O povo só paga!

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Antonio Brandileone, Antonio Carlos Soares Guerreiro – vice-almirante comandante do 8.º Distrito Naval, Antonio Salim Curiati, Argus – Sergio Gabriel Wakim Junior, Arte Inventos Gastronomia, Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência das Instalações (Abrinstal), Automotivosnet Consultoria, Bernard Appy, Casé Assessoria, Cleinaldo Simões Assessoria de Comunicação, Convergência Comunicação Estratégica, Costa da Mata Atlântica, Cristovam Buarque, Ricca & Associados, Oliveira Campos & Giori Advogados, OPA Assessoria em Comunicação, Riviera Master Imóveis, Roberto Giannetti da Fonseca, Robert Haller, Roberto Macedo, Roberto Moreira da Silva, Roberto Teixeira da Costa, Roberto Twiaschor e Rosita Capelo Fonteles.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O BRASIL EM PRIMEIRO


Insatisfeitos com os habeas corpus e as prisões domiciliares, juízes contrários à Operação Lava Jato prometem para 2018: vêm aí a prisão bar, a prisão praia, a prisão shopping center. O critério não será o bom comportamento, mas os bons advogados. Ano que vem ninguém tasca o nosso título de presos mais soltos do mundo!


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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DELATORES E O GOZO DO PRIVILÉGIO


Quando se iniciaram os tais acordos de delação premiada, eles se mostraram proveitosos – haja vista a dinheirama, que passa de bilhões de reais, já recuperada e devolvida ao governo federal ou a uma Petrobrás quase falida mercê de diretorias que saquearam vergonhosamente seu caixa – e a expectativa era de que finalmente toda a corja de políticos e empresários de renome envolvidos neste gigantesco processo de corrupção, enfim, terminaria na cadeia. Nosso otimismo devagar vai morrendo, quando percebemos que quando se trata de delatores de calibre, graças aos tais acordos, eles ficam pouco tempo na cadeia e vão gozar o resto da pena em liberdade, em casa, carregando apenas uma tornozeleira eletrônica e respeitando (?) exigências que todos sabem ser difíceis de fiscalizar.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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TERRA DA IMPUNIDADE


Brasil, pátria das chuteiras e da impunidade, nação miscigenada de raças e privilégios, palco iluminado das novelas que fazem chorar e das personalidades insensíveis. Brasil, ame-o ou deixe-o, pois, sem meias medidas ou outras alternativas, nada pior que estar preso à terra das palmeiras, onde canta o sabiá, e não estar conformado com a própria realidade histórica se não há escolhas.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro


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A LIBERDADE QUE NOS AGRIDE


Pelas muitas imoralidades, incoerências e atitudes minimamente suspeitas praticadas ao conceder habeas corpus a torto e a direito para alguns dos criminosos mais impiedosos do País, políticos e empresários que roubaram o dinheiro da saúde, da educação, dos transportes, da segurança, da Previdência e dos salários, além de roubarem o sonho e a esperança de milhões de brasileiros e brasileiras de passar o País a limpo, o ministro “nada supremo” Gilmar Mendes deveria sofrer impeachment, sim, e, provados culpas, excessos e desvios, ser preso, sem nenhum tipo de benefício como prisão domiciliar, tornozeleira eletrônica, direito a regime semiaberto ou qualquer um daqueles que ele deu, por exemplo, ao médico especialista em reprodução humana que estuprou dezenas de pacientes; ao político mais ficha suja do Brasil; a um empresário campeão de corrupção ativa e passiva; ao chefe da máfia dos ônibus do Rio de Janeiro (com o qual tinha relação familiar); a um ex-governador que comprava votos com cheques-cidadão; deputados e senadores flagrados praticando atitudes indecorosas como transitar com dinheiro sem origem e pedir favores a acusados na Lava Jato; e tantos outros inimigos da Nação e lavradazes contumazes. Sua arrogância, petulância e seus gestos de supremacia para com a maioria da população e até mesmo para com os colegas dos tribunais onde atua – mesmo tendo ele notável saber jurídico, como parece – não podem continuar prevalecendo e provocando a ideia de que vale a pena roubar, estuprar, matar ou praticar crimes hediondos neste país, saindo pela porta da frente livre, leve, solto e rindo de nossa cara.


João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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GRANDE GILMAR


Gilmar dos Santos Neves, goleiro dos melhores do Brasil. Digno no que praticava. Jogou no Jabaquara, meu querido Corinthians e no nobre adversário Santos. Seguia o lema, sabedor ou não, “decus in labore” (dignidade no trabalho). Era tão digno no que fazia que, quando enfrentava meu time, é claro que eu torcia contra ele, desejava que vencêssemos por um a zero, preferencialmente gol de penalty, quase defendido. Grande Gilmar.


Walter Dias da Rosa walter.dias1656@terra.com.br

Votorantim


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A POLÍTICA DE PERNAS PARA O AR


O ano está terminando tão ou mais turbulento do que começou. Depois das duas tentativas de afastamento do presidente Michel Temer, a prisão de ex-ministros e ex-parlamentares, ocorre agora o encarceramento do deputado Paulo Maluf, entre outras coisas. A Odebrecht acusa a formação de cartel de empreiteiras nas obras do Rodoanel de São Paulo, realizadas a partir de 2004, nos governos dos tucanos Geraldo Alckmin, José Serra e Alberto Goldman e do liberal Claudio Lembo. Alckmin reage e diz que vai exigir reparação dos prejuízos que as empreiteiras possam ter causado ao Estado, a exemplo do que já fez com a Siemens nos casos do Metrô e da CPTM. Desde o surgimento do mensalão e, agora, na Lava Jato e similares, os políticos restam com a biografia manchada. Os que forem candidatos aos diversos cargos eletivos em 2018 precisam encontrar o meio de provar, ou pelo menos dizer, ao eleitorado que são diferentes daqueles que trouxeram o País à bancarrota... 


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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PRESIDENTE DE NATAL


Prezado Papai Noel, nós, eleitores brasileiros, pedimos um presente muito especial: um novo presidente de Natal! Competente, inteligente, que realmente nos represente. Bom caráter e grande administrador. Que saiba unir a Nação e corrigir as injustiças. Seja presidente de todos, para o bem geral da Nação. Papai Noel, nosso desespero é tal que acreditamos no senhor! Nós, 206 milhões de brasileiros, merecemos um feliz presidente em 2018!

               

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

                   

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AMIGOS SECRETOS


Nas festas natalinas é hábito nas empresas, nas repartições públicas, etc. organizarem o “amigo secreto”, cujo objetivo é uma troca de presentes e revelar quem era o “amigo”. Mas, com o que vem acontecendo no mundo político em Brasília, onde cada um faz o que bem entende, não duvido (desculpem-me a forma jocosa) de que o PT e o PSDB estarão juntos na reta final das eleições de 2018, e Lula, sabendo que irá para a prisão domiciliar, presenteará Geraldo Alckmin com os 30% de seus fiéis eleitores.


José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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CONTRA FEITIÇOS


Em março de 2015 o babalorixá conhecido como Pai Uzêda procurou Dilma Rousseff e avisou a então presidente de que Eduardo Cunha representava o poder sobre o mal. Às vésperas do Natal de 2017, o pai de santo disse que o PT fez macumba contra o atual presidente Michel Temer. Uzêda reiterou que foram descobertos “quatro bonecos” de vodu contra o presidente nos Palácios do Jaburu e do Planalto. Em 2014, Uzêda foi candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro pelo Partido Progressista (PP). A autoridade máxima de um terreiro parece indecisa sobre o seu vínculo partidário. Afinal de contas, ele é defensor do PT, do PMDB ou do PP?


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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ALIANÇA RENOVADORA


A supressão da letra “P” do PMDB traz imediatamente à lembrança o tempo da ditadura militar e do bipartidarismo, quando havia o agora retornado MDB, Movimento Democrático Brasileiro, da oposição, e a Arena (Aliança Renovadora Nacional), representante, no Congresso, do governo militar. Embora o nome fosse até bonito, os militares só faziam alianças com os poucos que lhes interessavam e, se renovavam alguma coisa, eram os generais que assumiam periodicamente a presidência, além de uns tantos senadores biônicos. O que o Brasil precisaria neste momento é, sim, de uma autêntica e verdadeira aliança renovadora, que unisse todos em torno do objetivo de acabar com a recessão, sanar as contas públicas, melhorar a economia, a saúde e a educação, criar empregos e praticar reformas estruturais sustentáveis no longo prazo. Utopia? Talvez. Mas não é pecado sonhar.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O QUE É POLÍTICA, MESMO?


Cada vez mais aumenta a distância entre a “Política”, uma teoria sonhada, e a “política” praticada. Já nem sabemos mais o que Política significava. Onde estão os homens que serão capazes de unir a teoria e a prática?


Silvia M. Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com

São Paulo


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QUEM VAI REELEGÊ-LOS?


Fosse o Brasil um país de políticos decentes, os deputados federais pressionariam o governo para que tomasse medidas para evitar que as pessoas morressem de fome e pelo crime. Pressionaria por reformas que tirassem os 13,5 milhões de brasileiros da extrema pobreza: aperfeiçoamento do Bolsa Família com possibilidade de evolução do beneficiário para o mercado de trabalho; simplificação do sistema tributário para  promover crescimento e criação de empregos, etc. Também parlamentares decentes se compadeceriam ao ver os índices do Atlas de Violência 2017 – Brasil, um país  ensanguentado com milhares de vidas ceifadas. São urgentes a reforma do ensino, usando toda a tecnologia disponível e que atraia os jovens para fidelizá-los à escola antes que entrem no crime; urgentes os programas de recuperação dos pequenos infratores, usando a mesma tecnologia. Mas não! Os indignos parlamentares dão de ombros para a tragédia e voltam seus olhinhos gordos para os já bem pagos servidores públicos, pretendendo beneficiá-los numa troca perversa para engordar mais ainda seus bolsos de deputados. E ainda têm o desplante de iniciar um movimento pluripartidário para que o povo os reeleja! 


Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo


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NOVOS VENTOS TROPICAIS


O Brasil parece estar sendo atingido por uma espécie de Simun, fenômeno típico no Saara africano. No nosso caso, esses ventos vêm desafiando o que antes não passava de tabu da impunidade. O legendário político, ex-prefeito da cidade de São Paulo, deputado Paulo Salim Maluf, depois de anos a fio de recursos processuais, finalmente caiu nas malhas da lei e foi condenado à prisão em regime fechado, recorrendo à prisão domiciliar por causa de seu estado de saúde e idade avançada. Na época de prefeito, foi criado até o verbo “malufar” como sinônimo de impunidade. Lula, o brasileiro “mais honesto” que os petistas conhecem, perde ação por danos morais contra o procurador Deltan Dallagnol em que o mentecapto exigia uma indenização de R$ 1 milhão por um Power Point apresentado pelo procurador incriminando o ex-presidente. Enquanto isso, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está sendo considerado o Lactopurga da Corte. Soltar é com ele.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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PRISÃO


De tanto “malufar”, Maluf na cadeia foi parar.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo


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JUSTIÇA TARDIA


Maluf demorou 25 anos para ser condenado. Só que agora, com 86 anos de idade, provavelmente ele será trancafiado em sua mansão, onde poderá usufruir nababescamente de sua “adega milionária” (vastamente publicada na mídia) até que deixe este mundo. Por isso Gilmar Mendes hoje deseja mudar seu voto em apoio à prisão após condenação em segunda instância, que poderá, pelo tamanho da Lava Jato, levar à cadeia de ex-presidentes até assessores dos assessores, cuja função primordial era carregar malas e malas de dinheiro roubado do povo brasileiro. Quantos Malufs hoje estão à espera dessa canetada do ministro, porque assim e com seus advogados pagos a preço de ouro – dinheiro ganho com corrupção – poderão se defender em liberdade até que a morte os leve. E o pior: sendo eleitos sucessivamente, como fizeram os paulistas com Maluf por todos estes anos. A lei poderia mudar para fazer justiça, mas o povo continua ignorante e cego. 


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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INDUMENTÁRIA


Alguém poderia explicar por qual motivo  a Polícia Federal não usou sua tradicional indumentária por ocasião da prisão do senhor Maluf? Por que um simples crachá, em lugar dos jalecos? Evitar constrangimentos ao meliante?


Raphael Baptista raphael.baptista@uol.com.br

São Paulo


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FÉRIAS


Após anos sem poder tirar férias, Maluf vai aproveitar o spa da Papuda, sem se preocupar com a Interpol.


Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo


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CASO OI


Nunca na história deste país uma empresa teve uma dívida de R$ 64 bilhões para negociar como a operadora Oi. Só o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil devem amargar uma dívida de mais de R$ 12 bilhões. O ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu devem ter muito a explicar o porquê deste “sucesso”.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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IMPEACHMENT NO PERU


A votação de 78 a 19, com 21 abstenções, mostra que o Parlamento do Peru agiu com responsabilidade para manter a estabilidade política do país. Apesar de o fujimorismo contar com amplo apoio, não conseguiu atingir a maioria qualificada de 2/3 (87 deputados do total de 130). O partido do presidente não tinha apoio suficiente sozinho para barrar o impeachment por contar com apenas 19 votos, mas os partidos aliados se abstiveram para negar o afastamento do presidente, cuja capacidade de negociação será posta à prova para manter-se até o final do mandato.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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A CALAMIDADE VENEZUELANA


Causou espécie, revolta e profundo mal-estar a reportagem (e as fotos que a acompanhavam) “Crise se agrava e crianças morrem de fome na Venezuela” (18/12, A10), sobre a calamidade que acomete a população do país que tem as maiores reservas de petróleo do planeta. De fato, o bolivarianismo chavista destruiu uma nação outrora próspera, reduzindo-a a um quadro de terra arrasada, como se tivesse sido aniquilada numa guerra. Venezuela, quem te viu, quem te vê. Fora, Maduro!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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FOME NA VENEZUELA


Roubaram uma flor, pisaram no jardim, mataram o cachorro, entraram na casa, roubaram a luz, amedrontaram os moradores e acabaram lhes arrancando a voz. Resultado: uma catástrofe social sem precedentes.


Sergio. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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EXCESSO DE DEMOCRACIA


Não sabia que o excesso de democracia reinante na bolivariana Venezuela – isso segundo os grandes pensadores Lula, Dilma e Gleisi Hoffmann – provocava fome, doenças, mortes, etc.


José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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FAMÉLICOS


Gostaria de saber o que cantores e artistas, intelectuais, UNE, MTST e pelegos que apoiam os partidos de esquerda brasileiros, como PT, PCB, PCdoB, PSTU, PSOL, PCO e outros, têm a dizer sobre a morte de crianças na Venezuela, por fome?


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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A FÉ COMUNISTA


Para o dirigente comunista, desde que ele e o partido estejam bem, pouco importa se o povo passa fome. Essa é a moral desta religião idiota chamada marxismo, cuja igreja é o comunismo.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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OLHOS FECHADOS


O que está acontecendo na Venezuela é o resultado do comunismo: só sobrevivem os fortes, a população diminui drasticamente e, sem forças para reagir, é dominada e escravizada. Nicolás Maduro acusa os EUA pela crise humanitária e financeira em seu país e está aos poucos vendendo “pedaços” da Venezuela para a China e a Rússia, que poderiam tirar o país da crise capitalizando-o em troca do fornecimento futuro de petróleo, mas a real intenção é tomar posse de território e instalar postos avançados na América do Sul naquele que é o país com a maior reserva de petróleo do mundo. E Cuba? E os médicos cubanos? E os remédios que Cuba fabrica? Só mandaram os comandos para matar a população e instalar o terror com o apoio único da presidente do PT. O que se pode esperar do resto do planeta para resolver os problemas da Venezuela? Nada, absolutamente nada. Será tratada como os países da África que estão em guerra e só servem para testar novos mísseis em combate real. São apenas isto, campos de testes de armamento moderno, e o que importa são a eficiência, a letalidade. E, apesar de tudo isso, nos consideramos humanos...


Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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