Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2017 | 05h00

ESQUERDA RADICAL

O contraenfrentamento

Excelente o editorial O enfrentamento como solução (26/12, A3), como alerta aos apelos da esquerda para a tomada do poder no Brasil, independentemente da iminente condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância. No texto do editorial, se traduzirmos as palavras do sr. Guilherme Boulos para a realidade, teremos o seguinte: onde se lê “a produção de riquezas é responsabilidade do Estado, que se encarregará de distribuir essa riqueza entre todos”, na realidade leia-se que “a produção de riquezas será confiscada ou roubada pelo Estado”; onde está mencionado por esse senhor, sobre o papel do Estado, que este “se encarregará de distribuir essa riqueza”, pode ser traduzido e complementado por “o Estado se encarregará de distribuir essa riqueza (roubada) entre os corruptos e corruptores da gangue que tomar o poder”, como aconteceu no governo de esquerda lulopetista; por fim, onde se lê “acabando com a pobreza”, traduza-se por “multiplicando a pobreza”, conforme estamos vivenciando, como consequência dos desmandos e desvios fraudulentos das riquezas nacionais pelos governos esquerdistas do PT.

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Boulos e o conto do vigário

É surpreendente que em pleno século 21 ainda existam cabeças que pregam a luta de classes e a força bruta, método geralmente usado pelas esquerdas como “solução” para acabar com as diferenças sociais, como afirma Guilherme Boulos, do MTST, grupo especializado em arruaças, em invadir propriedades alheias e intimidar a sociedade com seus atos de terrorismo, que vão desde a queima de pneus em vias de grande movimento até o enfrentamento físico durante as invasões de propriedades urbanas na base do grito. Em recente manifestação, esse genuíno filhote de Lula e porta-voz da vanguarda do atraso declarou que “no capitalismo é assim: muitos trabalham e poucos têm dinheiro. Por isso lutamos contra ele”. Eu complementaria sua frase acrescentando outra: a desvantagem do capitalismo é que ele divide desigualmente as riquezas, enquanto o socialismo oferece generosamente a igual distribuição da miséria. Só mesmo os mais desavisados do MTST para caírem nesse conto do vigário.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Intercâmbio

Considerando a retrógrada teoria da esquerda radical brasileira e o êxodo de venezuelanos para o Brasil, poderíamos propor um acordo diplomático à Venezuela: para cada venezuelano que fugir (ou for expulso) do chavismo para o nosso país, mandaríamos um petista/esquerdista para lá, onde eles aprenderiam, na prática, as “maravilhas” do regime que querem implantar no Brasil. O começo do “intercâmbio” poderia ser do nosso embaixador Ruy Pereira (declarado persona non grata pelo governo de Nicolás Maduro) pelo sr. Guilherme Boulos, do MTST.

ANTÔNIO JÁCOMO FELIPUCCI

annafelipucci@hotmail.com

Batatais 

Caberiam numa Kombi?

O governador do Maranhão, Flávio Dino, do Partido Comunista do Brasil, diz que “tirar Lula da eleição seria um suicídio coletivo”. É claro que esse senhor se refere ao PT e aos poucos partidos de extrema esquerda.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Penduricalhos dos juízes

O Estadão tem publicado matérias sobre os penduricalhos que elevam em quase R$ 900 milhões os benefícios pouco republicanos dos digníssimos juízes de Direito em todo o Brasil. O grande problema é que, embora a moralidade desses pagamentos seja manifestamente contestável, eles continuarão a ser feitos, a menos que o Conselho Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal (STF) os proíbam. Caso contrário, os brasileiros apenas continuarão a observar, constrangidos, a farra que tais magistrados fazem com o nosso dinheiro. A propósito, da entrevista publicada ontem com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, fica claro que os recursos alocados para uma determinada categoria de servidores serão inevitavelmente retirados de outra finalidade pública, uma vez que o caixa do governo é único. Nesse caso, sugiro que seja indagado dos juízes e suas associações, frequentemente defendendo seus privilégios na imprensa, quais órgãos e finalidades deveriam ter seus recursos cortados para que eles possam ser beneficiados. Em resumo, deveriam indicar de onde sairia o dinheiro para seus penduricalhos.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

O que os juízes necessitam com a máxima urgência é de um auxílio-moralidade, de modo a fazê-los abrir a mente e entender o absurdo de seus chamados direitos adquiridos. Basta de privilégios num país de desdentados!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Três turmas no STF

A primeira turma da Corte Suprema é, de modo geral, constituída pelos ministros mais jovens e a segunda, pelos mais idosos. Observa-se uma disparidade de posições, o que conduz à falta de um mínimo de coerência nas decisões, desembocando na perda de confiança da população, já que elas demonstram ser guiadas por catecismos diferentes. O mais bizarro, porém, é a declaração reservada de um dos ministros dando conta de ser uma tradição na Casa a segunda turma, majoritariamente composta pelos mais experientes, conceder mais habeas corpus que a primeira. Ora, que tal, então, formar três turmas de três ministros, com um rotativo? Desafogaria ainda mais o plenário e diminuiria o peso de tradições comprometedoras.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano novo de Antônio Dias Neme, Arcângelo Sforcin Filho, Celso Luís Gagliardo, Costa da Mata Atlântica, Elaine Dell Omo e Guto Pacheco, Equipe  360WayUp, Eugênio José Alati, Fernando Lopes de Almeida Soares, Francisco Zardetto, Gustavo Guimarães da Veiga, Jose Claudio Bertoncello, José Sergio Trabbold, Kolorines Tecnology, Luiz Thadeu Nunes e Silva, Márcia Callado, Marcio Maciel – Associação Comercial de Ubatuba, Palavra Bem Escrita, Ricardo Nassif Hussni, Roberto L. Chadad – Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Robinson F. Casal – Canal Arte da Guerra, Aviação & Mercado e Poder Naval, Santelmo Xavier Filho, Telemática Sistemas Inteligentes, Theodiano Bastos – Itaú Corretora de Valores e Thiago de Siqueira Couto.

MICHEL TEMER E AS TAXAS DE JUROS

O presidente Michel Temer conseguiu produzir na véspera de Natal, durante pronunciamento na TV, um discurso convincente ao elencar medidas tomadas por seu governo, algumas das quais, sem dúvida, produziram efeito desejado na economia do país como um todo, dada a desastrosa situação herdada da antecessora. Contudo, deu uma escorregada feia ao afirmar que “Em um curto espaço de tempo colocamos a economia em ordem, saímos da recessão e temos as taxas de juros mais baixas dos últimos anos”. Que país vive o senhor presidente para afirmar que “temos as taxas de juros mais baixas dos últimos anos? Talvez e muito provavelmente o país dos que torram a torto e direito cartões corporativos. O cidadão comum, e a classe empresarial empresário, são comidos pelas pernas por juros reais pornográficos que beiram (em alguns casos ultrapassam) os 500% ao ano pagos na conta do cheque especial e do cartão de crédito – algo que, segundo entendidos no assunto, sem paralelo em todos os países do mundo. Nas grandes redes de lojas, se você não se sujeita a “comprar” um cartão de crédito personalizado (que fatalmente vai induzi-lo(a) a gastar além do que necessita e pode) a usura corre solta. Algumas destas lojas passaram a focar ganhos financeiros que se mostram mais atrativos do que o lucro gerado na venda de bens físicos. A verdade é que não dá mais para engolir a velha desculpa de que “as taxas de inadimplência” justificam juros na estratosfera. Este e outros governos que o antecederam são coniventes com este estado de coisas e talvez (muito provavelmente, diria) existam motivações muito mais perniciosas para fazer com que a sociedade brasileira sangre às custas dos lucros vultuosos que o sistema bancário brasileiro aufere a cada ano. Caia na real, senhor presidente!

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

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BOM TRABALHO

Excelentíssimo sr, Michel Temer, presidente da República: eu tenho certeza que com a sua vasta experiência na política, o senhor sabe que o seu futuro político eletivo acabará no final de 2018. Porém, o trabalho que o senhor já fez e continua tentando fazer ficará marcado no ego de todos os brasileiros honrados e patriotas. Continue assim, pelo menos poderá se recuperar das possíveis falhas humanas cometidas e herdará um Brasil melhor que o recebido a todos os brasileiros, inclusive aos seus adversários que lhes entregaram um país semidestruído. Faço votos de boas-festas e um excelente ano novo de 2018. Parabéns!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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TEMER E O STF

O presidente Temer faz gols ao organizar a economia e as imprescindíveis reformas, mas pisa na bola ao indultar políticos punidos pela Lava Jato. O Brasil de pires na mão, mas no STF Luiz Fux manteve o auxílio-moradia, justo aos que costumam extrapolar o salário constitucional e Ricardo Lewandowski cancelou a suspensão do aumento salarial ao funcionalismo público – ambos legislam em causa própria (acarretam R$ 12 bilhões de prejuízo num país onde o básico é caótico (infraestrutura, saúde, educação, transporte, segurança...).

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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TÁ DANADO

A esperança que com a chegada do Natal as matérias, editoriais, opiniões e noticias fossem dar um alento para todos nós foi por terra. O editorial principal de hoje do Estadão “Bagunça nas delações” (25/12, A3), mal o Papai Noel partiu com seu trenó de volta ao Polo Norte, escancara a predominância política das ações do Supremo Tribunal Federal que deveria se ater unicamente a um protagonismo essencialmente jurídico, entretanto troca as pernas e entra em questões que não deveriam lhe dizer respeito. Nem poderia ser diferente, na medida em que a escolha dos ministros é atribuição de um ente político por excelência, qual seja, aquele que ocupa a cadeira de presidente da República. Passando de ganso a pato, noticiário da página A4 “Temer busca ponte com Toffoli, que assumirá STF” causou uma confusão mental neste leitor. Seria aquela famosa “Uma ponte para o futuro” que o PMDB lançou através do presidente em exercício e já esqueceu? Não, trata-se de um “namoro”, uma sedução do presidente tampão para garantir favores daquele que vai ocupar a presidência do STF futuramente, já que o “namoro” dele com a atual presidente “azedou”. Note-se que continuamos a tratar de questões políticas. Nada jurídicas. Como lembrete, dentro dessa notícia, um pequeno quadro ressaltado em azul dá conta de que o atual ocupante do planalto mantém “um constante diálogo” com quem? Nada menos, nada mais de que com o Libertador-Mor da República. É estarrecedor, expressão que a ex-presidente disléxica adorava usar quando se referia aos atos daqueles que queriam o seu afastamento. Agora, o que assusta mesmo são as duas notícias que não foram publicadas pelo jornal, mas por um blog mantido no exterior por jornalistas de expressão que, apesar de longe de nosso país, costumam saber mais das coisas do que muitos jornalistas locais. A primeira alerta que um dos desembargadores do TRF-4 do RS que vai julgar em segunda instância a ação na qual o ex-presidente, vendedor de terrenos na lua, foi condenado em primeira instância, tende a votar contra a condenação do apedeuta de Garanhuns. Nesse caso, mesmo que os outros dois desembargadores confirmem a condenação, mantendo ou alterando a pena aplicada, não será uma decisão unânime, o que dá direito a embargos infringentes por parte da defesa que vai recorrer. E aí vem a segunda notícia informando que a presidente do STF, indicada a essa corte pelo “ser mais honesto deste país”, já manifestou que concederá o Habeas Corpus ao condenado. Parodiando a expressão francesa poderíamos dizer que “La gratitude oblige”. Assim, o Ano Novo nem começou e a impressão é que a melhor saída do Brasil continua sendo pelo aeroporto. Bye, bye!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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EPIFANIA NACIONAL

Felipe nasceu espontaneamente, ali no chão da loja em Curitiba, de uma gloriosa mãe Jaqueline, antes da hora, no lugar inapropriado, por vontade própria. Nasceu alí o novo Brasil, teimoso, decidido, com vontade de viver. Este Natal improvisado comoveu o Brasil, em epifania nacional. Símbolo de um povo resistente em oposição aos homens de Brasília, donos do poder, aparentemente vivos, mas de consciências mortas. Aos bandidos do poder um Indulto de Natal, ao povo eleitor um tapa na cara. Aos políticos corruptos as graças humanitárias de seus pares ainda soltos. As feições de pedra do sinistro da Injustiça, Torquato Jardim, e seu chefe, Michel Temer, são uma prova irretocável de que o poder em Brasília está em mãos de cadáveres insepultos. A vida lateja nos corações que caíram em lágrimas com o milagre do Natal, no chão da loja em Curitiba, onde nasceu nosso Salvador Felipe!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O INSULTO DE NATAL

O presidente Michel Temer, com seu decreto sobre o indulto de Natal, deverá receber efusivos aplausos da classe corrupta nacional e a nossa mais indignada reprovação. Como o indulto significa a extinção da pena, ela tem endereço certo para todos aqueles que saquearam os cofres públicos, durante os governos petistas, do qual ele foi vice-presidente, nos mandatos de Dilma Rousseff. Até hoje, nesta terra da impunidade, o crime contra o patrimônio público não foi considerado como crime hediondo, como seria o caso. Quando um criminoso rouba dinheiro do governo, ele certamente provoca uma diminuição nas verbas essenciais para a manutenção da Saúde e da Segurança Pública, entre outras. Em consequência, provoca a morte de um número incalculável de pacientes, por falta de recursos nos hospitais, além das vítimas de assaltos e outros crimes graves. Cumpre relembrar as inúmeras reportagens dos meios de comunicações, nos mostrando vítimas fatais entre aqueles que aguardavam atendimento em hospitais e aqueles que morreram com bala perdida ou vítimas de latrocínios, muitas vezes, por um simples celular. E essa afirmativa não é teórica. É definitivamente a realidade com que nos deparamos todos os dias, em todas as cidades deste pobre País. E.ao relaxar ainda mais as penas para tais criminosos, o presidente nega tudo o que aprendeu em sua vida acadêmica e prioriza o que vivenciou na sua trajetória política. Já estava duro de engolir beneficiários da delação premiada, cumprirem penas reduzidas em suas mansões, muitas delas adquiridas com o dinheiro do crime que cometeram. Esse indulto, aumentando as benesses para os sentenciados, foi um insulto a tod os nós.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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INDULTO

Para cada acerto na economia Michel Temer erra duas vezes na política.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MORDE E ASSOPRA

O governo de Temer, tem como política de conduta o "bate" e "assopra" ou linguajar mais adequado aos personagens, o "bom" e o "mau" policial, enquanto um fica, em tese, ao lado do estrito cumprimento da lei "protegendo" o bandido, o "mau" procura de toda forma assustar, amedrontar e a terrorizar o preso. Mas, porquê dessa conduta? Facilitar a corrupção. Simples assim. Este é o caso do indulto de natal, claramente dirigido a um seleto grupo de condenados, e quiçá, prevendo o futuro do próprio presidente. O art. 37, da Constituição Federal, reza que o ato da administração pública direta ou indireta, deve obedecer a cinco princípios: da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência O ato do presidente, embora revestido de discricionariedade, não é inatacável, não pode ser à revelia da lei. No caso, os princípios da impessoalidade e moralidade, se mostraram ausentes, porque dirigido a um determinado seguimento de condenados, e, portanto, completamente imoral e o da publicidade foi ofuscada pela publicação em cima da hora, não dando tempo para a sociedade se manifestasse. Essa conduta representa, em tese, crime de prevaricação e de responsabilidade, ao qual o presidente pode ser o agente ativo. Com a palavra da Dra. Raquel Dodge, Procuradora da República.

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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DISPENSÁVEL

Com o modelo Temer de indulto poderíamos acabar com justiça em todos os níveis e economizar uma boa grana.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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TEMERIDADE

Por indulto a corruptos no Natal, Temer avacalhou geral.

ROBERTO TWIASCHOR rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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LAVANDERIA

Temer declarou 2017 o ano do perdão aos corruptos. Pelo indulto de Natal, cumpriu 20% da pena está limpo.

Jesus Antonio Ribeiro jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Bernardo do Campo

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PARABÉNS

Prezada Vera, parabéns por seu artigo “Qual garantismo ?”, absolutamente impecável! Em tempos de baixo nível cultural, de simplismos e reducionismos, de jornalistas que sequer merecem a categorização, seu texto é um bálsamo para o leitor que (ainda) tem cérebro. Feliz 2018, vamos precisar!

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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SOLTURA DE PRESOS

Enquanto os ministros do STF acharem que os condenados são uns anjinhos, não acabarão com o crime organizado no Brasil.

Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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JUSTIÇA DESIGUAL

O excesso de recursos, habeas corpus, e demais medidas jurídicas que influem na prisão de políticos famosos, assim como a velocidade de mudanças nas ordens de prisões deixam o povo confuso e descrentes da já desacreditada justiça brasileira. Não é possível assistirmos o prende-solta cotidiano divulgado na mídia de grande circulação com reflexos nas redes sociais. Creio que o Supremo Tribunal Federal deveria salvar sua pele restringindo as decisões monocráticas de alguma forma. O povo está cansado de ver esta lambança jurídica que atinge a moral da sociedade brasileira e das instituições em geral. Daqui a pouco poderemos assistir o fim da justiça formal transformar-se na justiça medieval com linchamentos, enforcamentos, decepamento de mãos de ladrões, surras com chicote em praças públicas e demais meios de se fazer justiça com as próprias mãos de um povo enfurecido com seus direitos completamente diferenciados dos poderosos que podem pagar advogados e usufruir de uma justiça desigual.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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JUIZ PODE SOLTAR MALUF

Nossas leis são tão ruins e tão emboladas, QUE NEM JUÍZES SE ENTENDEM, quanto mais o cidadão que paga esses "funcionários públicos".

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DESVENDANDO OS PORQUÊS

Nós, os eleitores que vamos às urnas em 2018, se realmente acontecerem as eleições, estamos procurando quem pode nos desvendar esses mistérios: por que a política brasileira, com raras exceções, é comandada sempre pelas mesmas famílias? Por que o cidadão que tem aversão à política e aos políticos e que muitas das vezes por necessidade "rouba" um pacote de feijão ou um pedacinho de linguiça num supermercado não tem as regalias da prisão domiciliar dos políticos e empresários que roubaram e continuam roubando os cofres públicos? Essa é a pior das perguntas: a imprensa, diuturnamente anuncia barbaridades como sequestros, roubos, assassinatos. Esporadicamente aparece um familiar de políticos sofrendo com as barbáries supra citadas. Por quê?

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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CORRUPÇÃO, PALAVRA DO ANO!

É isso mesmo! O ano de 2017 pode sim ser resumido em uma só palavra: “corrupção”. Essa é a palavra que está na boca das pessoas, juntamente com gratidão, e matéria constante nos jornais e revistas do país, além de ser essa a opinião de 37% dos brasileiros ouvidos na pesquisa recente do instituto Ideia Big Data, feita com duas mil pessoas que escolheram a palavra do ano entre cinco finalistas: mudança 9%, tenso 10%, crise 18%, vergonha 26% e corrupção foi a palavra mais lembrada entre os entrevistados com 37%, o que mostra o descontentamento da sociedade com nossas instituições democráticas, atingindo os três poderes da República, já a palavra gratidão é de uma outra pesquisa. Ancorado na longa série de denúncias e investigações que atingiram até mesmo o presidente da república, que teve de se virar e fazer mágica para evitar que fosse investigado e até afastado do cargo. O fato é que o brasileiro encontrou na palavra “corrupção”, o resumo e vergonha do ano. As votações aconteceram pelo aplicativo Pinion, desenvolvido pelo instituto Idea Big Data e que possui mais de 680 mil usuários inscritos. As palavras citadas na pesquisa revelam um viés critico da sociedade com os atuais fatos envolvendo autoridades, políticos e empresários. Estamos diante de uma situação que o brasileiro quer ver superado no novo ano que esta por vir. A #apalavrado ano é uma tradição ocidental desde a década de 1970, de muita credibilidade, quando a Society of German Language passou a selecionar o vocabulário que melhor resume o espírito da época. No caso do Brasil dos últimos 15 anos foram crises, vergonha e “corrupção” !

Turíbio liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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DEFINIÇÕES

Palavras mais utilizadas em tempos recentes para descrever acontecimentos trágicos neste país: Absurdo, abuso, aflição, arrogância, assalto, assassinato, assistencialismo, bolivarianismo, bovino, cadeia, calúnia, camburão, cara de pau, chicana, coercitivo, compadrio, corporativismo, corrupção, crime, déficit, deformidade, desemprego, desesperança, desinformação, desqualificação, embromação, enganação, escândalo, escárnio, escravidão, falência, falsidade, flechada, frouxidão, gênero, ignorância, imbecilidade, imoralidade, impunidade, incompetência, indignação, informalidade, inimaginável, injúria, injustiça, irresponsabilidade, juros, lavagem, leniência, lentidão, lulopetismo, marginal, marqueteiro, medo, mentecapta, mentira, miséria, monocrático, nepotismo, nhenhenhém, nojo, oportunismo, palácio, palhaçada, pancadão, penduricalho, populismo, prevaricação, prisão, privilégio, propina, quadrilha, reclusão, repulsa, roubalheira, safadeza, sem-vergonhice, sequestro, soberba, sofisma, suborno, surreal, terrorismo, tiro, traficante, tramoia, truculência, vaidade, vergonha, vício.

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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PASSAR O PAÍS A LIMPO

Esse é o desejo de todo cidadão brasileiro. Não há como apoiar qualquer reforma na previdência sem que se corte com urgência os altos salários e o famigerado auxilio moradia que até policiais militares recebem. Um dos segmentos que deve ser devassado são os fundos de pensão das estatais saqueadas no governo anterior. Só na Previ - dos funcionários do BB - foram 200 milhões de reais e ninguém responde ou foi responsabilizado por esse roubo ao participante. Isso sem falar que naquele fundo os diretores recebem bônus milionários de 500 mil reais anuais mesmo a entidade não tendo fim lucrativo e com déficit em quatro exercícios. No mínimo ilegal e Imoral. O teto fixado por eles para suas aposentadorias e de 54 mil, muito acima do constitucional. Assim, com apenas 3 anos de contribuição levam para toda a vida esses salários milionários. Um escândalo!. No governo passado, dito dos trabalhadores, retiraram 8 bilhões dos participantes para que o patrocinador pagasse mais dividendos ao Governo. Com base em um normativo da Previc que contraria leis ordinárias. Mas na questão do teto salarial não respeitaram a Previc! Tudo isso sob a omissão do BB, do Governo e controlador, da Previc e do Ministério Público. Os aposentados e pensionistas estão com pesadelos pois ainda não se sabe o real valor do prejuízo. Outros fundos já apontam prejuízos bilionários e petroleiros, economiários estão sendo obrigados a cobrir o rombo, cujos autores permanecem impunes! Cadê o PF e o MP?

Elaine Maria H. Santos hcampagnucio@hotmail.com

Brasília

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AGRONEGÓCIO E MEIO AMBIENTE

Parabéns a Evaristo E. de Miranda da EMBRAPA (página A2 de 23/12/2017) que desmistificou a questão ambiental na agricultura brasileira (tão combatida pelas ONGS internacionais e pelos “do contra” nacionais), apontando que: o Brasil preserva mais de 66% de seu território com vegetação nativa. Cultiva apenas 7,6% da sua área quando a Dinamarca cultiva 76% e a Índia 60%. A área cultivada na Espanha e na França somadas equivalem a área cultivada no Brasil com cerca de 0,64 milhões de quilômetros quadrados, quando nosso território tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados.

Ciro Terêncio Russomano Ricciardi ciro@prominer.com.br

São Paulo

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ARGENTINA

A criminosa mutilação dos direitos trabalhistas e previdenciários argentinos por parlamentares que apoiam o devaneio “macriano” de reconduzir o país ao século 19, serve de alerta ao eleitor brasileiro: não se pode votar em políticos aleatoriamente – é de primordial importância eleger candidatos de partidos comprometidos com o bem-estar social e a independência da nação. Aqui não é a Argentina!

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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SE A MODA PEGA...

O secretário do Tesouro de Donald Trump recebeu, de presente de Natal, um embrulho repleto de estrume de cavalos. Segundo consta, o secretário não é bem visto pelo povo americano. Ora, se a moda pega por aqui, o Congresso Nacional virará um estábulo de quinta categoria. Pobre dos cavalos!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO POR QUÊ?

A pesquisa Datafolha aponta que 7 entre 10 brasileiros reprovam as privatizações. Se continuarmos a deixar o povo cego e sem informação, fazendo-os crer em candidatos populistas vamos pagar a conta eternamente dessa quadrilha que se instalou no poder. Será que os brasileiros contra as privatizações sabem por que nossos políticos gostam das estatais? Eles não perceberam que além dessas empresas serem cabides de emprego, elas também servem para serem roubadas? Basta ver o que fizeram os maiores partidos do país, em destaque PT e PP que têm diversos de seus diretores presos. A equipe econômica que hoje tem credibilidade deveria vir a público esclarecer a população como a Petrobras foi roubada, não só ela, como muitas outras. Privatizadas, essas empresas têm maiores chances de oferecer empregos na iniciativa privada e não ficar nas mãos de políticos que só beneficiam os seus. Ainda dá tempo de acordar, pois 2018 vem aí e as eleições são um momento para se colocar os pingos nos is. É preciso alguém com coragem para apontar os roubos e fazer a população ver que é possível privatizar sem prejuízo ao Brasil. A telefonia e a Vale só estão vivas porque saíram das mãos do governo.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Pesquisa mostra que 70% da população é contrária às privatizações. Se vê que não esperaram anos por um telefone, nem saíram à noite para falar com o pediatra pelo orelhão da esquina. E não percebem que a privatização das telecomunicações que aumentou as linhas telefônicas de vinte para duzentos e vinte milhões foi uma vantagem enorme para a população. Não percebem que a Embraer passou de uma empresa deficitária para esse sucesso porque liberada das amarras dos políticos e dos sindicatos. E a Vale? Se tornou uma das líderes mundiais depois da privatização. Vamos comparar com as empresas mantidas públicas? A Eletrobrás acumulou perdas imensas decorrentes de corrupção e incompetência que tem sido cobertas com dinheiro de nossos impostos. Petrobrás roubada em bilhões e que fez investimentos de mais de cinquenta bilhões “porque Lula assim decidiu” mas que são totalmente errados. Caixa Econômica e Banco do Brasil fizeram empréstimos que não vão recuperar, “porque Lula assim decidiu” . Será que 70% de nossa população não pensa? As mentiras contadas pelos pelegos que mamam nas tetas do estado convencem mais que a realidade que vivemos nos últimos anos?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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INSPEÇÃO VEICULAR X MAIS UMA TAXA

Conhecendo o Brasil, o povo brasileiro e os políticos, sei que a inspeção veicular, finalmente regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) após 20 anos, não resolverá o problema de emissão de gases poluentes e de ruídos e muito menos retirará de circulação veículos em péssimo estado de conservação. Essa regulamentação será apenas mais uma oportunidade, para o governo arrecadar mais dinheiro, que não será destinado para o bem comum, apenas sairá pelos ralos da corrupção. Empresas de apadrinhados serão beneficiadas para "fazer" essa tal inspeção. E não existe fiscalização para provar que essa inspeção é meramente uma enganação, para inglês ver. Será que a mídia vai acompanhar esse assunto? Aff, estou cansada de pagar, pagar, pagar... para nada. E o Estadão, acredita em Papai Noel?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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AINDA O NATAL

O Natal sempre foi um motivador de paixões, sejam de amores fraternos, de irmandade, de amores carnais, de amores platônicos e o menos useiro, por irônico que possa aparecer: o amor entre cristãos, ou seja, dos homens entre si devotos ao menino Jesus – afinal o Natal comemora o seu nascimento, ou deveria...E, como dissemos paixão, pode ser também de tristezas ou melhor dizendo, depressões. É uma data cristã por sua origem, passa por um emaranhado de ações de marketing para movimentar a rede de lojas varejistas e os grandes e modernos shopping centers, num embrenhado de luzes piscantes, renas voadoras, e trenós transportando homens gordos e barbudos que deveriam lembrar São Nicolau, origem católica do “Papai Noel”, e a roupagem do bom velhinho que até aderiu ao marketing do refrigerante mais vendido no mundo, a Coca Cola que do verde original passou a adotar o vermelho. O poder de comunicação, do apelo de vendas desse evento promocional é tão forte que chega a demarcar se a economia do país vai bem ou não. Não somente o mundo dos negócios é oportunista a essa ocasião, mas também os políticos, a exemplo do Presidente da República do nosso pais usar a cadeia nacional de comunicação para “cumprimentar” o povo pela data, mas na realidade uma oportunidade de promover seu governo, até então desprestigiado pelo povo, com os menores índices de aceitação conhecidos pós governo militar. Mas não é um fenômeno somente nacional e sim de todo o mundo ocidental, de economia capitalista. Há uma grande semelhança entre São Nicolau e Papai Noel, semelhança não somente na aparência, mas também nas ações. São Nicolau foi canonizado pela igreja Católica por ser atribuído a ele muitos milagres. Viveu na cidade portuária de Myra, Grécia, hoje Turquia. Foi amado por toda a Europa, depois que seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália, foi canonizado, e desde então comemora-se no dia 06 de dezembro o Dia de São Nicolau. Na Holanda ficou muito popular e de lá os holandeses trouxeram as tradições para a América o que popularizou ainda mais São Nicolau como o bom velhinho que presenteia a todas as crianças e promove milagres. Mas temos a outra face do Natal, como exemplo vi agora há pouco numa rede social um vídeo de um “Papai Noel” visitando um asilo de velhos. Minha mente passou a acompanhar os passos do “Papai Noel” e suas falas, oferecendo uma balinha ao interno do asilo, seguido de um apelo de Feliz Natal. Os velhinhos, alguns até não tão velhos, uns em cadeira de rodas, outros em macas, camas, sofás.... Agradeciam e davam um enorme sorriso e, invariavelmente evocavam o nome de Deus e de um novo ano saudável a todos. Fiquei a imaginar que qualquer um de nós poderá estar num Natal desses, vindouros, em um lugar igual- dependendo de algumas variáveis que possam ocorrer. É exatamente por isso que o Natal não só é feito de alegrias, mas também de tristezas, pois a falta de amor sincero e leal entre as pessoas é uma realidade, de tal forma que os homens tentam mascarar ou dissimularem, nessas ocasiões, tornando um momento mágico, às 24h00 do dia 24 ou às 0h00 do dia 25 de dezembro – quando todos comemoram com abraços e brindam o momento com vinhos espumantes e, poucos minutos depois cada qual segue sua viagem com juras de que ligarão uns para os outros para agendamento de novos encontros – o que todos sabem que não virá a ocorrer. Existem também, os que aproveitam o Natal, que repetimos, seria a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, para fazerem da data uma ocasião para se redimirem de seu sovinismo e egoísmo durante o ano e distribui alguns sorrisos às crianças de alguma associação acompanhados de algum presente arrecadado em campanhas para tal. Muito nobre por parte dessas pessoas, mas e o dia a dia dessas crianças? Não é o mesmo que o governo faz: dá o peixe mas não ensina a pescar...

Gilson Marcio Machado gilsonmmachado@hotmail.com

São Paulo

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MINHOCÃO

A matéria “como o Minhocão me transformou em ativista acidental” dá visão equivocada e abstrai que o Minhocão – viaduto passando no meio de prédios residenciais, a 8 metros de altura, “sem as mínimas condições de segurança”, conforme Laudo Técnico do Corpo de Bombeiros - foi imposto à população na década de 70, pelo ex-Prefeito Paulo Maluf, gerando graves problemas de saúde, segurança, invasão de privacidade, incomodidade insuportável a milhares de moradores e degradando 4 importantes bairros centrais.

Francisco Gomes Machado, diretor do MDM - Movimento Desmonte Minhocão, vice-presidente do Conseg - Conselho de Segurança - de Santa Cecília, Higienópolis, Barra Funda e Campos Elíseos consegscsp@gmail.com

São Paulo

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ATHOS, ATIVISTA ACIDENTAL

Os direitos humanos constitucionais ao descanso, sossego, saúde e segurança são anteriores e mais importantes do que ao lazer. O fundador do "parque" Minhocão (que reconhece não morar na região) parece não saber dos problemas que nós moradores sofremos com esse elevado do Maluf. Os carros passam. As pessoas ficam e olhando para dentro dos apês, tiram fotos de nossa intimidade. Há cracolândia noturna. Sexo ao vivo. Um inferno. Sem falar na poluição atmosférica e sonora absurdas! Desmonte do Minhocão, já! Parque, sim, mas no chão.

Marlene Klaiom da Silveira marleneklaiomsilveira@gmail.com

São Paulo

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O SOM DE PARAISÓPOLIS

O seu direito de fazer alguma vai até onde vai o direito do próximo. Esse conceito básico de civilidade e de convívio pacífico na democracia inexiste para aqueles que realizam os pancadões e festas movidas a música na comunidade de Paraisópolis. Para milhares de moradores da Avenida Giovanni Gronchi e das ruas próximas à comunidade é impossível dormir, assistir televisão e conversar nas salas de casa devido ao som extremamente alto e insuportável produzido pelos festeiros. Isso acontece não só nos finais de semana principalmente mas como nos dias úteis, indo até a madrugada. Todos tem o direito de se divertirem mas não com isso o de perturbar o próximo. Sem atenção alguma por parte da Prefeitura e da autoridade para manter a lei, temos que aguentar um barulho desse...

Aristodemo G. Pietro arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

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CRACOLÂNDIA E AVIÃO

Passei pela Cracolândia na segunda - feira de Natal e constatei os resultados positivos na erradicação do 'showroom da droga' . E ainda mais uma obra importante da gestão João Doria : a passarela Comandante Rolim Amaro, sobre a avenida Washington Luís, em frente ao aeroporto de Congonhas, foi reformada e seis meses. Que vergonha para Marta, Kassab e Haddad.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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