Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2017 | 03h00

2017-2018

Um ano para ser esquecido

Certamente, a maioria do povo brasileiro quer esquecer 2017, porque foi o ano em que se conheceu a real extensão do caráter dos políticos brasileiros. Eles extrapolaram na dissimulação, nas mentiras e na afronta ao cidadão, engordando suas contas bancárias com dinheiro público e enriquecendo advogados coniventes, por força de lei, com os malfeitos de sua vida pregressa. Mitômanos profissionais e ladravazes por convicção não perderam a oportunidade de externar a verdadeira face de sua falta de ética e de dignidade. Este foi um ano em que o brasileiro jogou uma pá de cal sobre o Poder Judiciário, sepultando a esperança de decisões justas e sérias. Certamente, a grande maioria das pessoas deste país espera por um 2018 com ações decentes, comportamentos éticos e vergonha na cara de quem decide os destinos desta nação.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Esperança

Havia de minha parte muita apreensão quanto ao ano de 2018, pelas importantes decisões que deveremos tomar ao longo dele (eleições, reforma da Previdência, privatizações e enxugamento do Estado perdulário), mas a decisão tomada pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de barrar liminarmente o absurdo indulto de Natal assinado pelo presidente Temer lança uma centelha de esperança de que a impunidade tenha fim neste país. Que outras decisões moralizadoras e justas sejam frequentes no decorrer do próximo ano.

CLAUDIO JUCHEM 

cjuchem@gmail.com

São Paulo 

Impiedosamente

Em 2018, iremos à luta, arma na mão, o voto. Para o bem da Pátria, extirpemos do poder os criminosos cuja desenvoltura debocha da paciência honrada, macula a democracia e a República; cobremos os rigores da lei para corruptos do mensalão, do petrolão, condenados e indiciados; fustiguemos os excelentíssimos patifes, germes impunes acoitados nos tribunais superiores, teflonados pelo foro privilegiado, escarro jurídico que alimenta o larvário do Executivo, do Congresso, do Judiciário. Temos de higienizar a Praça dos Três Poderes, impiedosa, mas democraticamente, com o sufrágio de nomes honrados – que os há, escondidos – nas urnas de outubro. O governo se tornou infrator solerte e cínico, vide habeas corpus e liminares marotos, o caviloso indulto de Natal engendrado pelo presidente da República e pelo ministro da Justiça para beneficiar corruptos e torpedear a Lava Jato. O poder nos ensina a delinquir, a debochar da Justiça, faz com que acreditemos que o crime compensa.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

tunantamina@gmail.com

Belém

CORRUPÇÃO

O que fazer?

A Operação Lava Jato descortinou um amplo esquema de corrupção que exaure os recursos do País e escraviza a população brasileira. É da máxima importância destruir esse esquema, prender responsáveis, restituir o erário e ter um mecanismo de acompanhamento da gestão pública que impeça o seu retorno. Os maiores obstáculos a essa tarefa são o fato de que os corruptos não passam recibo, o de que trabalham em quadrilha e o de que estão infiltrados e enraizados nas três esferas de poder. No âmbito de resolver a ausência de evidências físicas, os instrumentos da condução coercitiva para depoimento e a prisão preventiva são essenciais para a coleta de provas, uma vez que desproveem o suspeito de aviso prévio e lhe dão menos recursos para a destruição de evidências. Considerando que os crimes de corrupção são feitos em quadrilha, o instrumento da delação premiada é fundamental para desvendar a rede de corrupção. A prisão após condenação em segunda instância é essencial para limitar o uso de recursos protelatórios que poderiam ser exercidos, dando força à negociação de delação premiada. Os enormes danos que a corrupção causa ao País justificam largamente essas medidas. Quanto ao mecanismo de acompanhamento da gestão pública, este deve ser delegado àqueles que legitimamente têm interesse numa gestão proba e eficiente: os eleitores. Para isso, temos de mudar nosso sistema eleitoral para o voto distrital. Divide-se o País em distritos com aproximadamente o mesmo número de eleitores, em cada distrito os partidos indicam um candidato e o mais votado ganha a incumbência de representar o distrito. Os resultados serão campanhas mais baratas, eleitores mais próximos de seus representantes e a possibilidade de recall, espécie de cartão vermelho para retirar do cargo aqueles que se mostrarem infiéis a seus eleitores. Por fim, o caminho de combate à corrupção passa por grandes manifestações públicas, porque temos de demonstrar apoio à Lava Jato e ao voto distrital, sem a interferência dos corruptos que ainda hoje têm poder para impedir as mudanças necessárias.

CARLOS DE OLIVEIRA ÁVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

Seriedade

Neste 2018 que se abre, o importante é o brasileiro não ser refém de discursos populistas. O resto com seriedade se constrói passo a passo.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI 

fransidoti@gmail.com

São Paulo

O PT NO PODER

Uma bolha

O Partido dos Trabalhadores (PT) cantou em prosa e verso os 40 milhões de brasileiros que seus governos teriam tirado da miséria. Bateu nessa tecla, reelegeu Lula, elegeu e reelegeu Dilma Rousseff – que, entre outras coisas, pretendia estocar vento e saudava a mandioca –, mas vê-se que tudo não passou de empulhação. Criou uma bolha fictícia de crescimento econômico com crédito fácil e subsídio para tudo, mas se esqueceu de que isso tem um custo. Não existe almoço grátis. Na realidade, eles sabiam que tudo era uma empulhação, demagogia. O que eles queriam era eleger-se, reeleger-se e instalar a corrupção no País. E conseguiram. Não que a corrupção nunca tivesse existido, ela existe desde o Brasil Império, mas nos tempos de PT tratou-se de uma espécie de terra arrasada. Os 40 milhões que teriam deixado a miséria voltaram a ela, todos e mais alguns milhões em pior situação. Viram os recentes números divulgados pelo IBGE? 52,168 milhões de brasileiros vivendo hoje abaixo da linha da pobreza. Aqueles 40 milhões não eram nenhum milagre. Milagre houve para o partido, que ainda tem simpatizantes.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano novo de Carlos Battesti – Convergência Comunicação Estratégica, Grupo Treimam/TDPS e Humberto Boh.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

QUE EM 2018...

Que em 2018 não se repita um 7 a 1 como o de 2014; não ocorra de novo um “tem de manter isso aí, viu?”; não surjam mais malas voadoras nem seja o País surpreendido por outro paiol com milhões de reais sem explicação. Que o Supremo Tribunal Federal (STF) consiga finalmente condenar algum político corrupto – há muitos – e que seus togados voltem a ser paladinos da Justiça, e não meros representantes dos donos do poder nem portadores de dívidas de gratidão aos que os nomearam. Que as emergências dos hospitais públicos passem a funcionar com um mínimo de dignidade, que seja devolvida à população parte do direito de ir e vir, que a nossa juventude possa dispor de uma educação mais qualificada e que o angustiante desemprego seja mitigado. Que as eleições ajudem a promover a tão ansiada renovação das lideranças, pois os velhos dinossauros falharam e nada têm a legar. E, finalmente, que seja ressuscitada a esperança perdida ao longo de mais de 13 anos de populismo acompanhado da devastação da economia. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RECOMEÇO

No ano que vem teremos uma grande chance, talvez a maior dos últimos meses: a sorte de recomeçar. Portanto, não olhe mais o tempo que passou, corra para 2018 com os braços abertos, o coração livre e a alma leve, você tem um encontro marcado com a esperança. Feliz ano novo!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ANO DE ELEIÇÃO

Que o ano novo traga aos cidadãos votantes deste país a compreensão de que mais importante que o escolhido para a Presidência da República é a escolha dos integrantes do Poder Legislativo, estadual ou federal, uma vez que são eles que armam a estrutura legislativa – ou armadilha legislativa – na qual todos ficamos emaranhados, inclusive os chefes do Poder Executivo. Com um Poder Legislativo que concede mediante retribuições, nem Jesus Cristo consegue convencimento! Portanto, 2018 é a hora da grande faxina. Avante!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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CARTA AO POVO BRASILEIRO

Temos todos o direito de nos dirigirmos aos brasileiros? Ou só os políticos em perigo? Se temos, aí vai a minha breve carta: “A Lava Jato mudou o Brasil. A vivência de indignação em relação os fatos revelados amadureceu grande parte da população. Os políticos que nos governam também ficaram indignados, mas contra a Lava Jato. Ou seja: não amadurecem nem a pau! O que o povo brasileiro tem a fazer é muito simples: pau neles! Todos para fora! Em 2018 o poder é do povo! Em 2018 só vote em nomes novos. Isso não é garantia, mas, se você votar nos que aí estão, você está escolhendo corrupção continuada. Depois não se queixe”.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

SãoPaulo

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DESAFIOS PARA 2018

O novo ano de 2018 vem cheio de desafios. O desemprego, que limita o dinheiro para muitos (devemos ser solidários com o irmão desempregado); a corrupção, que corrói na base a sociedade brasileira (ou o Brasil acaba com a corrupção ou ela acaba com o Brasil); as políticas sociais, como educação, saúde e assistência social, que estão limitadas por um orçamento não voltado para essas áreas; e, além disso tudo, temos as eleições de 2018, que procuram candidatos eleitos compromissados com os desafios anteriormente citados. Não vamos nos esquecer: voto não tem preço, tem consequências. Feliz ano novo!

Paulo R. Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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REMÉDIO DE GARRAFA

O ano termina sem que nenhuma mudança estrutural tenha ocorrido no governo. A única coisa que Michel Temer e Henrique Meirelles repetem à exaustão é o mantra da reforma da Previdência, que mais parece um remédio de garrafada do interior do País. Poderá curar todos os males, resolver todos os problemas da economia e do País. Só que é mentira, esta pseudoreforma traz no seu conteúdo apenas e tão somente mais uma etapa da destruição do trabalhador, obrigando-o a trabalhar até os 65 anos. Enquanto isso, marajás continuarão se aposentando após dois mandatos no Legislativo, por exemplo. O déficit das grandes empresas que não recolhem o INSS continuará a todo vapor. A contabilidade equivocada dos benefícios sociais continuará recaindo sobre a mesma Previdência. Ou seja, nada vai mudar!

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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CRISE? QUE CRISE?

Com todas as mazelas que o Rio de Janeiro está vivendo – violência galopante, fecha o ano com 132 policiais assassinados, verdadeira guerra civil, serviços básicos sucateados, salários dos servidores públicos atrasados, fruto dos desgovernos que administraram a Cidade Maravilhosa nos últimos tempos –, a festa de réveillon está garantida e os exorbitantes carnês dos artistas, garantidos. Só não pode faltar pão e circo, o show não pode parar, o restante é bobagem. Viva o Rio, viva o Brasil!

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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RÉVEILLON EM COPACABANA

Apesar de todos os problemas que passam o Estado e o município do Rio de Janeiro, o réveillon em Copacabana parece uma festa oportunista para angariar dinheiro de turistas desavisados. A falta de conhecimento geográfico da cidade esconde as mazelas da zona norte e oeste da cidade, deixando transparecer apenas os pontos turísticos internacionais que foram agraciados pelo contorno das montanhas e o vestimento das florestas tropicais. Até as favelas que ameaçam borrar o desenho natural do quadro pintado por Deus aparecem como uma poesia moderna, uma arte no conceito de incultos. A insegurança dos assaltos e a explosão demográfica de um bairro que não sustenta a quantidade de pessoas cercadas pelos acessos fechados também estão ocultas e não são vistas de avião. O repicar dos fogos na virada da meia-noite é o símbolo do desperdício do dinheiro das aposentadorias, dos salários e do 13.º dos funcionários que estão em atraso e ofende quem precisa pagar suas contas e comprar seus remédios. Brincadeira tem hora!

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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FOGUETÓRIO ALUCINADO

Esta é a época em que os bebês ficam traumatizados, as famílias em silêncio e os cães, desesperados. É a época das ensurdecedoras e descontroladas exibições pirotécnicas. O barulho sempre foi uma forma de intimidação, muito usado em conflitos militares. Os japoneses têm uma “arte” com tambores, o taiko, que era usada em batalhas, insuportável a partir do segundo minuto. Traques, matracas, bombas de efeito moral são elementos de criação de medo muito usados. Não são nem nunca foram manifestações “sociais”, mas extremamente agressivas, antissociais e primitivas. Por outro lado, os fogos de artifício, tão deslumbrantes na passagem do ano, são fontes de contaminação por metais pesados. Cobre, cobalto, magnésio, boro, fosforo, enxofre e muitos outros venenos são usado na sua fabricação – e cai tudo, às toneladas, no chão ou no mar. Então por que não substitui-los por espetáculos com laser e música, muito mais bonitos e com muito mais recursos, como mostrou a abertura da Olimpíada carioca? Porque é civilizado demais para os educados povos que ainda adoram o cheiro da pólvora.

Marcos de Souza Dias marcosdesouzadias@gmail.com

Maringá

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SEM ÁLCOOL

Estamos cansados de saber que bebida alcoólica não combina com direção. Quando alguém não leva em consideração esse alerta, corre-se o risco de produzir resultados trágicos. Uma frase que a gente ouve muito por aí: “Não vou beber porque tenho receio de ser pego no teste do bafômetro”. O correto seria: “Não vou beber porque, dirigindo sob o efeito do álcool, posso provocar tragédias”. Estamos vivendo dias de festas. Pensemos na nossa vida e na vida alheia. Festejemos com responsabilidade para que uma noite tão sublime não nos traga cadeira de rodas, caixão e cadeia. Retidão sempre. Feliz ano-novo.                                             

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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VERGONHA NA SAÚDE

O presidente Michel Temer abandonou a ideia de passar o fim do ano na base naval da Restinga de Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro, por falta de estrutura médica na área. Temer só trata da sua saúde em São Paulo, no Hospital Sírio-Libanês, que tem padrão internacional de qualidade e utiliza os protocolos definidos pela Organização Mundial da Saúde. Os municípios próximos à restinga, Rio de Janeiro, Itaguaí e Mangaratiba, não têm estrutura adequada para receber o eventual paciente Temer. Esse é o retrato da falência do nosso Sistema Único de Saúde (SUS), administrado pelo Ministério da Saúde. É uma vergonha para o nosso país.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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SEGURANÇA PÚBLICA

Há pouco menos de dois meses o ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse que as autoridades do governo e da Segurança Pública estavam envolvidas com o crime organizado, ante a crescente violência na cidade do Rio de Janeiro e a omissão das autoridades. Claro que os atingidos negaram, ao invés de agirem, preferiram entrar com processo contra o ministro e outras abobrinhas. Agora, é o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que bate na mesma tecla. Devem processá-lo também. De repente, é só o que sabem fazer. A verdade é que os dois falaram a verdade. A população do Estado do Rio, e em particular a da cidade do Rio de Janeiro, sabe que é verdade. Então deixem as autoridades de Segurança do Estado falarem as besteiras deles. Deveriam se envergonhar.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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AINDA O INDULTO NATALINO

O ministro Torquato Jardim retaliou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do decreto de indulto de Natal assinado pelo presidente Temer no apagar das luzes do ano, e afirmou não ser “inconstitucional”. Senhor ministro, realmente, pode não ser inconstitucional o indulto, mas a diminuição da pena, sim. Principalmente porque beneficia corruptos que, pelo crivo do ministro, não são perigosos. A nós, cidadãos brasileiros, contribuintes, ver um corrupto cumprir apenas 1/5 de sua pena, quando não devolve praticamente nada do seu delito, é imoral. É inconcebível. É dar tapa na cara daqueles que pagam os mais altos impostos do planeta. Mas vamos querer o quê? Torquato Jardim foi nomeado ministro com aval desta cambada toda e que não considera uma “mala cheia de dinheiro” como prova de roubo. Talvez tenha de ser com R$ 51 milhões, não é, ministro?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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‘DAREMOS UM JEITO’

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que o governo vai tentar um novo decreto para dar indulto aos criminosos por crimes do colarinho branco. Não ficou nem vermelho de vergonha!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DEPOIS DO STF

Perguntar não ofende: como Temer e o ministro Torquato Jardim pretendem reeditar a indecência do indulto, após decisão do STF, se os principais pontos já foram contestados pelo Judiciário?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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INDULTO DE NATAL

Vai sair ano e entrar ano e a pouca-vergonha continua!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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FILHO DE DEUS

Por causa deste concedido, porém descabido, indulto de Natal, Jesus Cristo até se sentiu culpado de ter nascido!  

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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ANO-NOVO NA CADEIA

Cumprimento a procuradora Raquel Dodge e a ministra Cármen Lúcia, que, com firmes e bem fundamentadas atitudes, reacendem nossa esperança de continuidade do combate à corrupção, apesar dos figurões sem caráter do colarinho branco.

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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VINGADO

O povo brasileiro não aprova Michel Temer na Presidência da República, mas se sente vingado pela incompetência manifesta dos ministros com os quais ele é obrigado a trabalhar. Torquato Jardim, só um deles, não poderia ser pior.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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O ROUBO E A MEGA DA VIRADA

Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobrás, já devolveu R$ 264 milhões do total de US$ 98 milhões que roubou da Petrobrás. Ao câmbio de R$ 3,10, dá num total de R$ 303,8 milhões. Não delatou ninguém porque, como declarou enfaticamente, roubou sozinho! Era apenas um engenheiro gerente. Como era fácil roubar fortunas da Petrobrás! Só para comparar: a Mega Sena da Virada este ano deverá pagar o fabuloso prêmio de R$ 280 milhões. Serão R$ 23 milhões menos que o total surrupiado por Pedro Barusco!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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