Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2018 | 03h07

EDUCAÇÃO

Reajuste dos professores

O piso salarial nacional dos professores públicos passará a ser de R$ 2.455,35 a partir deste mês. Trata-se de um pujante aumento de R$ 156,55 mensais, o que representa R$ 5,22 a mais por dia. Sem dúvida, agora, os professores – que são a base da cultura e da educação na formação da população de um país e estudam por muitos anos para se habilitarem e poderem lecionar –, com tão opulento reajuste, não terão mais nada a pleitear ou de que reclamar, né não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

SALÁRIO MÍNIMO

Comparação

Salário mínimo tem menor reajuste desde 1994 e vai para R$ 954 (Estado, 30/12, B3). Para comparar o novo salário mínimo, válido a partir deste mês, com os salários médios nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais, estaduais e municipais, sugiro que se façam os seguintes cálculos: 1) dividir o valor total dos salários pagos pelo número de funcionários, para obter os salários médios de cada Poder; 2) publicar os menores salários de cada Poder e compará-los aos R$ 954 estipulados pelo presidente Temer para 2018. O resultado será o fim da carreira política do presidente, porque nenhum eleitor que trabalhe no setor privado vai votar nele. E o PMDB corre o mesmo risco.

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

Auxiliozinhos

Os membros da nossa magistratura (juízes, desembargadores e ministros) recebem seu salário pelo teto, ou seja, R$ 33,7 mil, mas vêm acrescentando a este valor uma série de auxílios – inclusive auxílio-paletó (!) –, os tais dos penduricalhos. Que tal instituirmos uns auxiliozinhos para a maioria da população brasileira que recebe o salário mínimo mensal? Afinal, estamos falando de justiça, não é?

NIVALDO RIBEIRO SANTOS

nivasan1928@gmail.com

São Paulo

CRISE NOS ESTADOS

Reivindicações das polícias

Vemos, ao longe, a greve da Polícia Militar (PM) do Rio Grande do Norte. Policiais e bombeiros deixaram de sair às ruas porque não recebem seu salário. A situação é difícil na maioria das 27 PMs brasileiras. São Paulo, Estado detentor da maior economia do País, não cumpre há quatro anos seu dever constitucional de reajustar o salário dos policiais pelo índice oficial da inflação apurado. Mas tem outros problemas. Exige jornadas extenuantes e não paga vale-transporte, adicional noturno e horas extras. O policial é obrigado a dividir o transporte público com os marginais que, em trabalho, tem a obrigação de combater. Reivindica isenção de ICMS e de IPI para comprar um carro (como se dá ao taxista) e auxílio-saúde como o dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado, de R$ 344 mensais. E também quer isenção no rodízio da capital, pois no dia em que a placa do seu carro é restrita tem de chegar antes e sair do trabalho horas depois para não ser multado. Mas o Estado ignora as reivindicações. Estamos entrando num ano eleitoral. É importante que os candidatos atentem para o verdadeiro barril de pólvora em que se transformaram as polícias e projetem, com seriedade, providências para solucionar seus problemas.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Roubos e saques

O Rio Grande do Norte repete nos últimos dias fatos já ocorridos na Bahia, no Espírito Santo, etc. Na ausência da polícia por causa das greves, nem precisa de bandidos nas ruas, o povo mesmo sai para roubar e saquear.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

O JULGAMENTO DE LULA

Expectativa para 2018

Logo na segunda metade de janeiro, dia 24, para ser exato, um tribunal do Sul nos indicará o norte para este ano. Oremos!

EDUARDO A. DELGADO FILHO

eadelgadofilho@gmail.com

São Paulo

Turismo em Porto Alegre

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul proibiu acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nas cercanias do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro (quarta-feira, pleno dia útil), quando ocorrerá ali o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula. Os “trabalhadores” – ou, melhor, desocupados – do movimento e a militância pró-Lula, cientes do risco de perder privilégios com o líder petista condenado, querem pressionar o triunvirato responsável pela sentença do caso do triplex do Guarujá. A esperança é a última que morre!

JOSÉ A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Acampamento proibido

Felizmente alguém está tomando alguma medida contra abusos do direito de manifestação das chamadas organizações sociais vinculadas ao PT e seus puxadinhos. A tentativa do MST de pressionar a Justiça Federal durante o julgamento de Lula no TRF-4, em Porto Alegre, perturbando a vida da cidade num dia útil, mostra a que ponto chegou seu comportamento pretensioso na defesa do arquicriminoso ex-presidente, chefe da Entidade Criminosa Politicamente Organizada (ECPO) PT.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Humilhação

Não pode haver humilhação maior para o povo de um país do que isto que está ocorrendo por aqui: um bandido comprovado, condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, que saqueou o Brasil até quebrá-lo sem chance de recuperação ainda anda livre, leve e solto pelo País e é candidato à Presidência da República! Sinto muito, mas não dá! Estamos mergulhados numa fossa profunda, escura e malcheirosa, na qual nos afundamos mais a cada dia.

ANITA M. S. DRIEMEIER

guggiana1948@gmail.com

Campo Grande

Plano B

Prevendo a confirmação da sentença condenatória de primeira instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, no próximo dia 24, o ex-presidente Lula já se está “argolando” com o presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, para lançá-lo como candidato à Presidência da República. Na verdade, não deixa de ser mais um do “quanto pior, melhor” que a tigrada petista tanto conhece. Muda, Brasil!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

“Em 24 de janeiro Lula terá julgado seu recurso contra a condenação pelo juiz Sérgio Moro. Em 19 de fevereiro a Câmara dos Deputados vota, enfim, a reforma da Previdência. Feliz ano novo, Brasil!”

J. S. DECOL / SÃO PAULO, SOBRE O INÍCIO DE 2018

decoljs@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA

 

Bem falou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que os integrantes das Forças Armadas são treinados para realizar a defesa do País, e não para assumir o lugar das polícias militares. Desde 1990, cresceu pelo menos três vezes o uso do Exército para combater o crime organizado, e o uso das forças militares, conclamadas pelo poder civil, tem aumentado após 1990, o que seria justificável somente em casos de extrema gravidade e em nome da manutenção da ordem constituída, como preceitua a Carta Magna. Além do aspecto jurídico e funcional, há que ser considerado o custo das intervenções militares, que se soma ao das polícias civil e militar dos Estados.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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O EMPREGO DAS TROPAS FEDERAIS

 

Merece atenção da comunidade, principalmente dos governos estaduais, a manifestação do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, sobre o emprego frequente do Exército na manutenção da segurança pública. Embora existam para atuar supletivamente, o uso continuado dessas forcas escancara a crise das polícias estaduais. A insatisfação é uma tônica nas polícias das 27 unidades federativas. Todas clamam por melhores salários e condições eficientes e dignas de trabalho. Os governos, seus patrões, alegam falta de recursos e, muitas vezes, recorrem a abonos e outras mágicas que em vez de resolver os problemas, e acabam criando mais dificuldade. Os recursos operacionais são aquém das necessidades e aumentam o risco da profissão. Desde a redemocratização, as polícias têm sido prejudicadas pela postura demagógica dos governos ditos democráticos. Os governantes estaduais precisam compreender que manter a polícia em boas condições é sua obrigação. Deixá-la entregue à própria sorte é a mais perigosa das opções...

           

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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GREVE DE MILITAR

 

Greve de militar é algo mais grave do que um ato legal, é crime de motim previsto no Código Penal Militar. Governo negociar com amotinados é afronta ao ordenamento jurídico pátrio. Autoridades federais, refugiados na segurança máxima de Brasília negando empréstimo para socorrer um Estado da Federação falido e em apuros para pagar o salário dos seus policiais militares sugere chantagem. Ou se empresta o numerário ou proceda-se à competente intervenção federal. Uma completa baderna institucional. Pobre Estado Democrático de Direito. Procura-se um estadista!

 

Rui da Fonseca Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ORDEM NO CAOS

 

Nenhuma novidade que "operações militares triplicaram no País desde 1990" ("Estado", 1/1), chamados para pôr ordem no caos. Coincide com a entrada do "socialismo bonzinho" na política nacional, que tem por princípio que ser bandido é consequência do "capitalismo selvagem". Nestes anos todos, o que vimos foi uma sociedade refém da bandidagem e, como na lembrança do País ordem havia apenas na época da ditadura militar, chama o Exército para consertar. O Brasil precisa urgentemente de políticas públicas de reconstrução da ordem, prendendo esta geração que não tem mais jeito, se delinquiu e toma para si a responsabilidade com as próximas gerações. Que tenham educação eficiente. Cuidado para com os laços familiares, aqueles que ajudam na formação das personalidades cidadãs. Se nada for feito em pouco tempo, estaremos como na Venezuela, cuja política hoje baseada no "socialismo bolivariano" resulta em 89 assassinatos por 100 mil habitantes. O maior do mundo! Já que a única coisa que os bandidos respeitam são as Forças Armadas, por que não deixar que eles fiquem à frente das polícias militares locais, hoje tão ineficientes? Só assim o crime organizado será combatido. Ordem significa "progresso"!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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APOSENTADORIA PRECOCE

 

Muito se tem comentado a paralisação de policiais no Rio Grande do Norte, que agora já conta com a ajuda das Forças Armadas e Nacional da Segurança Pública, porém, repercutiu em tom de escândalo o anúncio da aposentadoria do delegado-geral da Polícia Civil daquele Estado, José Francisco Correia Júnior, que acaba de deixar o cargo aos 47 anos de idade após quase 21 anos de trabalho na entidade e com salário atual de R$ 38.416,74, valor que receberá agora como inativo. Diante desse caso do delegado Correia Júnior, no RN, será que algum cidadão brasileiro só um "pouquinho equilibrado" discorda de que os salários pagos e benefícios para grande parte dos funcionários públicos estão fora da realidade brasileira e que a reforma previdenciária é mais que necessária para não afundar de vez as contas públicas? 

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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DESAFIO FISCAL 2018

 

O desafio fiscal de 2018 e outros tantos desafios que tem a Nação seriam de enfrentamento e de soluções bem mais fáceis se tivéssemos um Congresso menos torpe, um Judiciário menos retrógrado, entidades sindicais mais responsáveis e Executivos corajosos. Mas, com os desqualificados que temos nos altos escalões da República, não será fácil superarmos nossas dificuldades e nos livrarmos de nossas mazelas. Que 2018 não seja o ano de nossas reiteradas frustrações.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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ANO NOVO

 

Que neste ano que começa as instituições brasileiras sejam renovadas, que a corrupção seja extirpada, que as privatizações sejam devidamente estudadas e discriminadas as estatais que não devam ser objeto delas, que fiquemos livres da dependência do petróleo e de sua maldição, que o meio ambiente seja respeitado, especialmente a Amazônia, a energia eólica e solar, que a saúde, a educação e a segurança atendam ao bem-estar da população, que os Estados e municípios estejam de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que os empregos sejam abundantes para todos, que os impostos não sejam extorsivos e que os jovens sejam a prioridade absoluta dos legisladores e dos governos em todos os níveis. Sonhar não custa nada, né?

 

Mario Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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VIDA NOVA

 

Que 2018 não seja uma simples troca de calendário. Há muito que se fazer para colocar o Brasil no lugar que merece e que a política obedeça aos princípios elementares da moral e da ética. Depende de nós. Assim seja!

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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2018

 

E no mais... Que Deus proteja a Lava Jato!

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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SERÁ NOVO?

 

Meu saudoso pai, como bom toscano, sempre dizia no início de cada ano: "Anno nuovo, vita vecchia".

 

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

 

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RENOVAÇÃO

 

É triste ver um País naturalmente rico estar estruturalmente péssimo em todos os sentidos. Jogaram a competência, a honestidade e a ética no lixo. Só resta a esperança de que o Brasil se renove neste ano de 2018.

 

Odilon Stefani odilonstefani1940@icloud.com

São Paulo

 

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ELEIÇÕES E CORRUPÇÃO

 

O "poste" e profética impedida Dilma Rousseff, como diferente não poderia ser, pediu que em "2018 haja eleições livres de exclusões e manobras políticas e judiciais com o objetivo de interditar candidatos". Acontece que, certamente, a profecia não irá se materializar, pois seu criador, "Lulinha paz e amor", se Deus for mesmo brasileiro, deverá passar 2018 no presídio de Curitiba junto com toda a cambada corrupta e criminosa que anda por lá. Fora corruptos!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O JULGAMENTO DE LULA

 

Primeiro dia útil de 2018. Assim, faltam apenas 23 dias para que o "inominável" possa ir preso.

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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24 DE JANEIRO

 

Será o dia da verdade ou da mentira?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

 

Se Lula não puder legalmente concorrer às eleições presidenciais de outubro, que tal indicar Gilherme Boulos? Teríamos um confronto sensacional: Bolsonaro versus Boulos. Nós merecemos, não é?

 

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

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CONDENADO EM 1.ª INSTÂNCIA

 

Sem entrar nos mérito de seus crimes, é simplesmente inaceitável manter o frágil deputado Paulo Maluf na cadeia enquanto o senhor Lula, que segundo ele mesmo está vendendo saúde, continue leve, livre e solto por aí com suas ameaças vazias, inclusive contra altas autoridades. Quem sabe de sua vida é o juiz Moro!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

 

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A CRUCIFICAÇÃO

 

Considero uma lástima o que estão fazendo com o deputado Paulo Maluf. Ele foi governador do Estado de 1979 a 1982 e prefeito da cidade de São Paulo em duas oportunidades (1969 até 1971 e 1993 a 1997), além de ocupar outros cargos, como o de presidente da Caixa Econômica, secretário de Transportes, etc. Se, como já comprovaram, ele desviou dinheiro público e terá de ser penalizado, tudo bem. Mas não com o estardalhaço com que foi, cuja finalidade é "crucificar" Paulo Maluf. Em boa hora, pergunto: por que Zé Dirceu, José Genoino, o ex-presidente Lula, Sérgio Cabral, Garotinho, etc., que mais prejudicaram o País tiveram um tratamento "light"? É que estamos no Brasil, onde aplicam-se dois pesos e duas medidas.

 

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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O MANDATO E A PRISÃO

 

Os deputados Celso Jacob e Paulo Maluf, que, apesar de condenados e presos, ainda mantêm o mandato parlamentar, são um sinal de que brevemente as instalações da Câmara e do Senado serão transferidas para a Papuda? E o Palácio do Planalto e a Esplanada dos Ministérios, quando serão?

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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DIETA FORÇADA

 

A Assembleia Legislativa de São Paulo legislou proibindo em estabelecimentos públicos o consumo de carne às segundas-feiras, fato que está sendo criticado nas colunas de leitores dos jornais. Enquanto isso, ninguém critica Michel Temer, que proibiu milhões de cidadãos que ganham o salário mínimo e seus familiares de consumir carne todos os dias por falta de dinheiro, "ganhando" R$ 954,00 por mês. Bois, porcos e galos agradecem.

  

Mário Alves Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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O SOFRIMENTO DOS DESEMPREGADOS

 

O sofrimento que o desemprego traz, não dá para ignorar, fechar os olhos, porque é doloroso demais! São 12,6 milhões de desempregados hoje no Brasil, 12% da população. É muita coisa, é muito triste! Em nome desses, todo o arco do centro esquerda e centro direita, além da direita liberal e democrática, deveriam dar-se as mãos e trabalhar em conjunto para que o Brasil possa recuperar sua Economia mais rapidamente. E todos sabem que isto só deverá ocorrer se a Reforma da Previdência for aprovada, já que ela sinalizará para os investidores, um futuro mais seguro para seus investimentos. O medo de arriscar diminui e empresários ficam otimistas com as boas perspectivas à vista. A contratação de empregados é imediata. Sem contar a reforma tributária, já na agenda do governo. Então é inexplicável e destrutiva a resistência de parte dos parlamentares em aprovar medida tão importante que traria ao país, o almejado progresso. Quem sairia ganhando seria o povo, sobretudo o mais desamparado, tão carente de tudo. Medo da contaminação da impopularidade do Temer? Impopularidade só pega quando é contra o povo e não a favor. Haveria mais dinheiro disponível para a saúde, saneamento, infraestrutura, segurança, sem falar na educação de modo geral. Mas infelizmente a casta privilegiada deste país faz pressão dura contra a reforma. É incompreensível, por exemplo, ver uma Ajufe (Associação dos Juízes Federais) fazendo campanha contra a reforma da Previdência bem como outros agentes da Justiça, como procuradores e também funcionários públicos, como se fossem uma casta superior que nasceu para ser privilegiada, como uma "raça eleita". Parece que o destino miserável destes milhões de brasileiros pouco lhes importa ou comove. Talvez isto seja tão deletério quanto a corrupção, que tira dos pobres para dar aos ricos, pois somos todos nós, o povo brasileiro, que bancamos os salários absurdamente altos dessa casta em desacordo com as necessidades da população. É muito injusto e não dá para aceitar nenhum argumento que pretenda defender tais privilégios. O que ganham juízes, promotores, políticos e parte de funcionários públicos é algo que chega a ser um tapa na cara de qualquer brasileiro que vive miseravelmente de sua dura labuta diária e que receberá, se houver, uma aposentadoria mínima, enquanto estes marajás recebem seus altíssimos salários integralmente quando se aposentam. Como pode? E é incrível com que topete falam contra a corrupção, passam pitos e lições de moral em quem não reze em suas cartilhas. É preciso que estes senhores, que são servidores do povo, pago por todos nós, verifiquem se é moral e ético o que exigem em termos da manutenção de privilégios. Enquanto isso, seria bom pararem com moralismo e praticarem a moralidade em toda a sua concepção, em sintonia com o restante dos cidadãos, crendo-se com iguais direitos e deveres. Cansa ver tantos sinais trocados neste país, tantos privilegiados com o dedo em riste criticando outrem, mas sem sequer dar-se conta de que carecem do sentimento de solidariedade e compaixão pelos que mais precisam. Nem sei como certos políticos ousam falar em defender trabalhadores quando recebem fortunas mas negam a eles uma das poucas chances de melhorar suas vidas. Assim, caberá aos parlamentares decentes e democráticos (os autoritários falam sempre da pobreza da boca pra fora) a responsabilidade de oferecer aos brasileiros um futuro melhor. Serão com certeza, reconhecidos e terão nossa gratidão, embora não façam nada mais do que a obrigação. Para isso foram eleitos.

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

 

 

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