Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2018 | 03h05

ELEIÇÕES 2018

Carta a Laodiceia

Não temos no Brasil um estadista como Charles de Gaulle, como dito recentemente por Fernando Henrique Cardoso e lembrado pelo professor Fábio de Biazzi no seu excelente artigo Em busca de uma liderança digna e capaz (2/1, A2), mesmo assim, não precisamos eleger em 2018 uma tranqueira despreparada como a ex-presidente Dilma Rousseff. Diante desse hiato, que os partidos não nos imponham um candidato reformista de fachada, que, em face da corrupção institucionalizada no Brasil – decorrente de um anacrônico modelo patrimonialista explorado à exaustão pelo PT e seus aliados –, permaneceu candidamente sobre o muro. Oportuníssimas as palavras do ex-presidente FHC em entrevista ao Estado (2/1, A4): “(Geraldo) Alckmin precisa provar que pode unir o centro”. Precisa, também, falar a vontade do povo. Não precisa ser radical, mas que não venha morno. Aplica-se aí a bíblica carta à Igreja em Laodiceia (Apocalipse, 3:14-22): seja quente ou seja frio; não seja morno, senão te vomito.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Entrevista FHC

Fernando Henrique Cardoso vem a público dizer que Alckmin precisa provar que pode unir o centro, um assunto que deveria ser tratado nos bastidores do partido, como orientação. Eu, eleitor do PSDB desde sua criação, fico pasmo.

JESUS ANTONIO RIBEIRO

jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Bernardo do Campo

O que nós, eleitores, não conseguimos entender é por que o PSDB está fazendo tanta questão de jogar no lixo uma eleição absolutamente vencedora.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

O papel do Congresso

O artigo Em busca de uma liderança digna e capaz, do engenheiro Fábio de Biazzi, publicado no Estado de ontem, aborda um tema da máxima importância para o Brasil. Creio, no entanto, que só uma liderança não resolverá o grande problema de nosso país, porque será quase impossível de governá-lo sem um Congresso Nacional digno deste nome. Vejamos o caso presente, em que medidas de extremo interesse nacional têm de ser tratadas num verdadeiro balcão de negócios com estes nossos pseudorrepresentantes.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Renovação?

O editorial do Estadão Uma sociedade pouco educada (2/1, A3) – prefiro o termo instruída – mostra, com números e outros dados irrefutáveis, a triste realidade do Brasil, cuja manutenção decerto é o desejo dos governantes: contar com uma maioria da população pouco instruída, sem capacidade de compreensão de texto e, também e especialmente, de fala, que é presa de discursos vazios da propaganda eleitoral. É este pessoal que cai na ladainha de Lula, o falastrão, do carbonário Jair Bolsonaro, de Geraldo Alckmin, de Aécio Neves e do restante da cornucópia de outros boquirrotos que só sabem prometer, inaugurar obras inacabadas e, claro, dar circo ao povo. Ações concretas, que é bom, nada. O Hospital Universitário da USP, por triste exemplo, está na pindaíba, mas Alckmin não move uma palha para tirá-lo dessa situação. E a parcela da sociedade pouco instruída certamente haverá de eleger outros incompetentes que hão de nos legar mais quatro anos de atraso, pois, como informa a repórter Andreza Matais, na Coluna do Estadão (31/12), a renovação do Congresso em 2018 deverá ser menor. Ou seja, mais do mesmo.

LUIZ LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

CONTAS PÚBLICAS

Baque na arrecadação

Suas excelências do Congresso Nacional derrubaram, em novembro, o veto do presidente Michel Temer à lei que validou incentivos fiscais estaduais concedidos por meio do ICMS a empresas. Tais incentivos afetam a arrecadação de tributos este ano em R$ 9,3 bilhões, conforme reportagem no Estado de 30/12/2017. Onde está a responsabilidade fiscal, que não deve ser observada apenas pelo Executivo, mas pelos Três Poderes da República? Todos precisam ser responsáveis com o dinheiro público e os serviços que por ele são custeados.

JOAQUIM J. X. SILVEIRA

joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo

Afago

Um erro na articulação política do governo com o Congresso resultou numa série de derrubada de vetos presidenciais no fim de 2017. A renúncia fiscal de mais de R$ 9 bilhões promovida pelo Parlamento em novembro, na prática, afetará as finanças de Estados e municípios em 2018. Trata-se de um afago de deputados e senadores ao empresariado brasileiro, em ano pré-eleitoral. Esse gesto impensado do Legislativo impacta, de maneira fatal, a prestação de serviços públicos. Afinal, sem dinheiro, a tendência é de que investimentos sejam reduzidos ou mesmo excluídos da base orçamentária de 2018. A grave crise econômica que atravessamos só foi possível por causa da inépcia do Congresso e pelas negociações espúrias que sempre fizeram parte do jogo parlamentar. Parece que, mesmo diante da maior recessão de nossa história, não aprendemos a lição.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Irresponsáveis

No encerramento do ano legislativo, o Congresso promoveu mais uma derrota no combate ao monstrengo do déficit fiscal brasileiro. Aprovou medidas fiscais em favor das empresas e em prejuízo da União, de Estados e municípios, que vão deixar de arrecadar em 2018 R$ 9,3 bilhões em impostos. Nesse sentido, não tem como duvidar da existência de uma relação promíscua entre nosso Congresso e as grandes empresas instaladas no País. Lembremos que, como já se viu nas investigações da Operação Lava Jato, nossos parlamentares negociam até a aprovação de medidas provisórias, com anuência do Planalto, para beneficiar e até para perdoar dívidas tributárias de algumas empresas. Creio que, se somássemos os bilhões de reais em benefícios concedidos às empresas pelos congressistas em 2017, certamente teria sido melhor e mais justo aplicar esses recursos para reajustar dignamente o salário mínimo em 2018, por exemplo, acima do mísero 1,8% anunciado, o menor em 24 anos. Mais de 20 milhões de brasileiros seriam beneficiados por isso. Mas, irresponsáveis que são nossos representantes, eleitos nas urnas, eles preferiram desprezar tanto o equilíbrio fiscal como o bem-estar do povo.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

“O novo salário mínimo equivale a 4.450 anos de trabalho para se igualar ao valor encontrado em malas e caixas de um ex-ministro em Salvador”

DRAUSIO A. FERREIRA / SÃO PAULO, SOBRE O MÍNIMO DE R$ 954, VÁLIDO A PARTIR DESTE MÊS

drausio@daferrseg.com.br

“Se o governo não corrigir a tabela do Imposto de Renda, quem ganhar dois salários mínimos logo poderá pagar o IR”

MILTON BULACH / CAMPINAS, IDEM

mbulach@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SERVIDORES CORRUPTOS

Depois da Operação Lava Jato, aumentaram em 57% as investigações sobre corrupção de servidores públicos no Brasil ("Estado", 31/12/2017, A4), e três são presos por semana no País. Realmente, um número extraordinário, se comparado ao passado. E nós, contribuintes, ainda precisamos ouvir o ex-presidente Lula nos palanques da vida vociferar que as mazelas que estão acontecendo no País são culpa da Lava Jato. Dá para imaginar o mal que faz se em apenas uma repartição existir um corrupto? Esperamos que neste ano que se inicia o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) confirme que Lula foi o pai de toda esta avalanche de corrupção que nos assolou e cale para sempre este que foi o maior responsável pela delinquência com o dinheiro público. Se no alto da pirâmide de um país existe um delinquente, a tendência será sempre ser copiado pela base. Isso é atávico.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A CORRUPÇÃO E A ECONOMIA

Da entrevista ao "Estadão" do empresário Rubens Ometto, do Grupo Cosan (31/12, B4), cabe destacar frase basilar: "Enquanto não tirar o governo da economia, a corrupção não acaba". Com efeito, não poderia soar mais oportuna e contundente, a menos de um ano das decisivas eleições de 2018. Feliz ano novo, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PARLAMENTARES DEMAIS

O empresário Rubens Ometto disse que "enquanto não se tirar o governo da economia, a corrupção não acaba". Com certeza, sem o governo na economia a corrupção diminuiria muito, no entanto, sem que se reduza à metade o número de parlamentares (senadores, deputados, vereadores), a corrupção continuará insuportável. Sempre sobrarão os Executivos federal, estaduais e municipais para alimentarem esta praga da humanidade. Mas não devemos desanimar no combate à corrupção.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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É PRECISO LEMBRAR

O brasileiro tem memória curta. Nem bem terminou 2017 e, como propõe um leitor (31/12, A2), o brasileiro já o quer esquecer... Ao contrário, devemos guardar o calendário como uma relíquia para lembrar o ano que mudou a nossa história. Como esquecer os R$ 51 milhões de Geddel Vieira Lima? Como esquecer a condenação de Lula? Como esquecer a gravação fajuta de Joesley Batista? Como esquecer as bondades de Gilmar Mendes? Como esquecer a fortuna de Kakay? Como esquecer o insulto do indulto? Como esquecer a ascensão e queda da esperança com João Dória? Como esquecer o cansaço das ruas? Não! É preciso lembrar. É preciso pensar. É preciso aprender. É preciso mudar. Temos apenas nove meses. É preciso correr. É preciso ousar. É preciso gritar. Por que o Brasil não melhora? O que tem de errado? Muitas são as causas, mas três são os pilares da democracia: cidadania, justiça e gestão. No Brasil, os três necessitam de reformas. Para a cidadania, reduzir a ignorância; para a justiça, reduzir a impunidade; para a gestão, reduzir o Estado. Em 2018, antes das eleições, a democracia precisa ser discutida e as prioridades, elencadas, identificando as causas, e não somente os efeitos. É preciso entender. É preciso querer. Que desta vez o eleitor faça um esforço mais consciente e eleja candidatos comprometidos com o País e que 2018 seja, para todos, um ano mais feliz.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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NA TRILHA CORRETA

Neste fórum do "Estadão", um leitor afirmou que 2017 é "um ano para ser esquecido". Como sou "brasileira profissão esperança", entendo que 2017 é um ano para ser muito lembrado. Primeiramente, porque estamos saindo da recessão profunda em que o PT nos mergulhou, graças ao trabalho incansável e responsável da equipe econômica deste governo. Segundo, porque reformas importantes para o Brasil, ainda que não de forma perfeita, estão ao menos sendo implantadas. Terceiro porque a corrupção vem sendo combatida. Ainda estamos longe? Sim, mas quem pensou mais em si do que no bem do País já vai pondo as barbas de molho. Políticos que cometeram erros crassos deveriam aproveitar este momento para rever seus comportamentos e trabalhar mais e melhor pelo bem de todos, porque estariam trabalhando também em seu próprio favor. Além disso, o trabalho da imprensa deve sempre ser louvado, porque nada seria possível sem seu esforço denodado. Portanto, que 2017 vá em paz, porque estamos caminhando pela trilha correta. Que a Nação saiba compreender a necessidade do sacrifício em favor de todos. E que 2018 seja um bom ano, augúrio para um futuro iluminado a todos os brasileiros. 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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NEGAÇÃO DA REALIDADE

Nega frontalmente a realidade quem ainda afirma que 2017 não foi um ano bom para o Brasil. O governo Temer cometeu, sim, deslizes politicamente incorretos, no duplo sentido da expressão. Entretanto, graças à equipe econômica competente e à habilidade política no Congresso, recolocou o País no caminho do crescimento econômico, claramente demonstrado, entre outros indicadores, pela retomada lenta, mas concreta, do emprego. Se o próximo presidente da República ousar destoar dos fundamentos econômicos vigentes, condenará o Brasil ao desastre, com consequências piores até do que o próprio lulopetismo. Neste ano eleitoral, é imperativo que a sociedade permaneça vigilante e saiba identificar, nas linhas e entrelinhas, candidatos populistas e aventureiros. É imperativo aprender a votar.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O ANO PROMETE

O ano de 2017 deixou o palco ficando para trás um saldo positivo para a classe política, que esteve todo o ano na crista do noticiário, pelos escândalos denunciados pelo Ministério Público e a pronta ação da Lava Jato, que tem visto nos togados do Supremo Tribunal Federal (STF) verdadeiros escudos em defesa de uma classe de políticos e empresários que levou o Brasil à bancarrota. Enquanto isso, as principais capitais do País "bombaram" na passagem de ano, com a superlotação de gente de várias partes do mundo e, em especial, de parte da nossa população que parece estar fora do círculo infernal da nossa economia. O ano de 2018 promete novas emoções, principalmente pelas eleições, que serão mais um teste para saber se o eleitor conseguiu aprender a fazer uso desse instrumento tão importante para as democracias.

  

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ANO NOVO, CARAS NOVAS

Espero no ano de 2018 não ver estampadas em veículo algum da imprensa as caras velhas com suas ideias antigas. Ano novo, caras novas, ideias novas para este país povoado de jovens. As únicas faces que quero continua a ver são as de Sérgio Moro, Bretas e de todos os procuradores e juízes que nos deram tanta esperança em 2017. Prisão para todos os corruptos e mentirosos e que aqueles que estão presos lá continuem.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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QUINZENA DA UTOPIA

Em dezembro, começo a sofrer panes com utopias. A mais comum acredita que a partir do dia 20 de dezembro larápios do colarinho branco e bandidos "sociais" vão dar um tempo, a tal paradinha da cantora Anitta. Nenhum desviado no bolso, nenhum ganho na mão grande pelo menos até o Natal; passada a data, vem o ano-novo, momento de reflexão de quem sabe que já roubou muito e considera encerrado o exercício de 2017. No comecinho de 2018, a esperança é na camaradagem dos elegantes, aqueles que acham antiético entrar logo de sola. Daí para a frente, nem utopia segura a roubalheira... 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DE OLHO NO RETROVISOR

O ano começou com muita gente olhando para o retrovisor da história, tentando traçar paralelos com fatos ocorridos há 50 anos. Pelo menos dois jornalistas, articulistas famosos e até um ex-presidente foi instado a falar sobre o assunto. Ora, em pleno século 21 temos um ano com um enorme desafio pela frente e estamos gastando energia produtiva para revisar o passado? Só se for para ajudar um outro jornalista e escritor a vender mais alguns exemplares de seu livro. Aliás, ele também já está participando do circuito de rememorações. 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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MUDANÇA

Sobre as projeções e vaticínios para 2018 citados neste jornal em 1.º de janeiro de 2018, acredito que todos eles podem ser resumidos numa única frase: que o mundo melhore, mas a meu ver estamos mirando o alvo errado. O mundo é o que cada um de nós faz nele, isto é, o mundo é o resultado do comportamento de cada um de nós. Assim, o alvo correto a ser mirado é o nosso íntimo, e não o mundo fora de nós. Imaginemos por um instante que todos nós tomássemos a decisão de transformarmos o nosso egoísmo em altruísmo. O mundo seria modificado em um segundo. Só assim, caso contrário, não adiantam votos e vaticínios, e veremos que a esperança de que melhore mais uma vez será frustrada, pois o mundo não mudará se não nos mudarmos para melhor, por continuar a ser o resultado do nosso comportamento.

José Carlos Piçarra jcpicarra@hotmail.com

São Paulo

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SEM ESPERANÇA

O cineasta Hector Babenco e a atriz Fernanda Torres estão equivocados quando dizem "eu espero não ter esperança" ("Estado", 1/1, C1). Uma das piores coisas que podem acontecer com uma pessoa é a perda da esperança. "Eu espero não ter esperança" é a perda dela. Um desastre!

Gilberto lima Junqueira Gibaljunqueira@gmail.com

Ribeirão Preto 

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'SORTE E JUÍZO EM 2018!'

Perfeito o comentário de Eliane Cantanhêde "Sorte e juízo em 2018!" ("Estado", 2/1, A5), pois o futuro de nossos filhos e netos vai depender das escolhas que faremos neste ano. O Brasil precisa mudar para melhor!

Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

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DEUS SE APIEDE DE NÓS

Chegamos a 2018, e o governo carregou em seu bolso pendências importantes. Não deu conta de aprovar a reforma da Previdência nem a extinção do foro privilegiado. Ao invés disso, Michel Temer deu um tiro no pé ao assinar o "insulto" aos presos no final do ano. Pensou em si e em sua camarilha. Nada diferente de Lula, que também protegeu seus apaniguados. Tivemos 365 dias atribulados, entre escândalos e roubos. Ninguém fazia ideia do que estava para vir quando a Lava Jato entrou em ação. Hoje se sabe o tamanho da corrupção, se conhecem os culpados e também os responsáveis por puni-los que em desrespeito à Constituição tomam medidas extravagantes e imorais numa clara proteção a quem os indicou. Deus tenha piedade de nós. Feliz 2018!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DINHEIRO JOGADO FORA

A "Coluna do Estadão" do último dia de 2017 noticiou que o pronunciamento de Natal do presidente da República custou R$ 70 mil. Claro que esse valor não é uma exorbitância quando se trata de gasto estatal, mas, considerando a falta de popularidade recorde de Michel Temer, o pronunciamento era absolutamente dispensável. Pesquisa Ibope realizada no final de setembro concluiu que o governo era ruim ou péssimo para 77% da população. O Ibope também divulgou o índice de confiança no presidente Michel Temer, que só fez cair até alcançar apenas 2%. Neste caso, data vênia, R$ 70 mil são dinheiro público jogado fora.

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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HOMENAGEM DESCABIDA

Cumprimento o secretário interino de governo da Prefeitura de São Paulo por ter se recusado a assinar documento alusivo à concessão do nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia a um viaduto da capital. Com razão, afirmou ele que, "se não tivesse falecido, ela estaria condenada junto com o marido Lula" (30/12, A4). Ademais, acrescento eu, esta senhora nunca fez nada por São Paulo, nem morava lá!

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

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EVENTO CANCELADO

Está corretíssima a determinação do prefeito paulistano, João Doria, de cancelar a inauguração do viaduto na cidade com o nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida no ano passado - provavelmente por desgosto familiar. Afinal, não há nos anais dos órgãos públicos nenhum benefício em prol da cidade feito por ela. Será que a Câmara dos Vereadores aprovou essa benesse somente pelas imputações do próprio marido e condenado Lula, que culpou a "galega" pela negociata do apartamento de cobertura localizado ao lado de onde ele reside? Parabéns, Doria!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NOME ACEITO, INAUGURAÇÃO CANCELADA

Ridícula a manobra executada pelo prefeito Doria para se eximir da indicação de dona Marisa Letícia como nome de viaduto de São Paulo. Quais os atributos dela para tal homenagem? Mais uma prova de que Doria está cedendo ao PT para obter apoio para seu salto em direção à administração do Estado. Não é por menos o seu alto índice de rejeição. A carapuça está caindo.

M. A. Khouri michelkhouri99@gmail.com

Santos

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NÃO MERECE A HOMENAGEM

Poderíamos colocar no tal viaduto Marisa Letícia, que afronta os paulistanos, natos ou não, os dizeres "Nunca fez nada pela Cidade de São Paulo, nunca fez nenhuma obra de caridade, nunca estendeu a mão ao povo, nunca fez nada, nada, nada!".

 

Antônio Dias Neme antonio.neme@terra.com.br

São Paulo

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QUE TAL EDUARDO CUNHA?

Se é para homenagear presidiários, melhor seria batizar o tal viaduto com o nome de Eduardo Cunha, o cara que livrou o Brasil do catastrófico governo Dilma Rousseff. A falecida ex-primeira-dama Marisa Letícia nunca fez rigorosamente nada por ninguém, ninguém nunca ouviu o som de sua voz, foi primeira-dama do Brasil durante oito longos anos, mas desafio que mostrem uma ação beneficente realizada por esta senhora, que, se estivesse viva, estaria respondendo aos processos e sendo condenada junto com seu marido e filhos. Acorde, São Paulo! Acorde, Brasil! 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MENSAGEM DO PAPA

Em missa de ano-novo, o pontífice católico pediu o acolhimento aos refugiados. Como toda pregação requer exemplo, gostaria de saber quantos refugiados o rico Estado do Vaticano já recebeu.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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'MENOS CONSUMISMO'

"Papa Francisco pede menos consumismo e mais esforço pela paz" ("Estado", 1/1). Ao pontífice, em 2018, peço "menos comunismo". O regime que Sua Santidade parece venerar de forma pouco velada matou mais de 20 milhões de pessoas no século passado. Saudades do papa João Paulo II.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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PAPA FRANCISCO

O leitor sr. Frederic Montanha, que fez um comentário no "Tema do Dia" de ontem  ("Estado", 2/1, A3) dizendo que o papa Francisco é um "falsário", das duas, uma: ou não sabe o que o termo falsário quer dizer ou, se sabe, não tem a menor ideia de quem seja o papa Francisco e o que ele representa para o mundo. 

Walter Dias de Carvalho walterdc@uol.com.br

Jundiaí

 

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