Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2018 | 03h07

‘ESTADO’, 143 ANOS

Parabéns

Neste dia 4 de janeiro de 2018 saúdo o Estadão pelo seu aniversário de 143 anos de fundação e 138 de vida empresarial independente. Empresas centenárias somente são centenárias porque são erigidas sobre os indeléveis pilares da competência e da credibilidade. Desde a sua fundação, em 1875, o Estadão construiu uma história de credibilidade e vanguardismo que o tornou o jornal mais admirado do Brasil. Parabéns!

SERGIO RICARDO TANNURI

sergio@tannuri.com.br

São Caetano do Sul

Felicitações e votos de longa vida ao Estadão nosso de cada dia pelos 143 anos de sua fundação e 138 de vida independente. Por oportuno, ao lembrar que o binômio que sustenta a democracia é imprensa livre e opinião pública informada, cabe citar frase basilar da Declaração de Princípios de Chapultepec, de 1994: “Não há pessoas nem sociedades livres sem liberdade de expressão e de imprensa”. Fora a censura, basta!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Petrobrás

A Petrobrás celebrou um acordo judicial para encerrar ações movidas por investidores estrangeiros contra a estatal na Corte federal de Nova York, nos EUA. De acordo com a empresa, a negociação prevê o pagamento de US$ 2,95 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões. E agora, quem vai ressarcir esse valor à Nação brasileira? Pela lógica e pela lei, os corruptos envolvidos é que devem pagar – até o último centavo! Ou será que também vão tentar “esquecer” isso?

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

Brasileiros depenados

O acordo de R$ 10 bilhões feito nos EUA pela Petrobrás – que os picaretas da esquerda dizem que é nossa – servirá para cobrir a roubalheira dos lindos tempos de Lula e Dilma. Já os acionistas aqui, no Brasil, vão ficar muito tempo sem ver a cor do dinheiro de suas aplicações na estatal. Mas o pior mesmo é ver todos os envolvidos nessa roubalheira soltos e seu mentor com pretensões de ser candidato a presidente. Muita impunidade! O pobre brasileiro é depenado para cobrir o que foi roubado por esses bandidos, que devem ter fortunas no exterior. E ainda há ignorantes que os apoiam!

ROBERTO MOREIRA DA SILVA

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

Petulância

Não me interessa saber se um condenado, portanto, um criminoso, tem o direito de assistir ao julgamento de seus crimes em segunda instância. Um indivíduo que nos agride ao jactar-se como “a alma mais honesta deste país” deveria ter um mínimo de vergonha na cara e penitenciar-se perante o povo brasileiro, especialmente os mais de 13 milhões de desempregados em consequência da governança dele e de seu poste na Presidência da República. O mensalão e o petrolão, com comprovados desvios de bilhões de reais, foram perpetrados sob suas barbas, logo, configuram o crime de prevaricação. Não bastasse isso, dezenas de outras situações, dentre as quais a coerência de todos os seus delatores, os únicos mentirosos sob sua óptica, e principalmente os termos da carta do Palocci ao PT, são eloquentes provas de sua criminalidade. Assim, sua ameaça de participar do julgamento, além de ser um ato para promover distúrbios, é uma afronta à imensa maioria dos brasileiros, que são muitos mais do que os 30% de incautos e ideólogos do atraso que almejam uma Venezuela para o Brasil. Sujeito petulante, insolente, desavergonhado.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Candidatura de condenado

Além do “grande ato de recepção” a Lula da Silva em sua volta a São Paulo no dia 24 e da onda de eventos como o “dia nacional de mobilização”, vigília no parque em frente ao TRF-4, atos com a presença de líderes e entidades de esquerda de vários países, etc., etc., tudo em honra desse “brasileiro sem mácula”, a Executiva Nacional do PT “faz uma reunião ampliada para reafirmar a candidatura do ex-presidente, seja qual for o resultado do julgamento”?! O que passa pela cabeça dessa gente? Apesar de o Brasil estar recebendo, humanitariamente, os famintos da Venezuela, este não é o país do ditador Maduro, não. Aqui há presidente empossado no rigor da lei, há deputados, senadores, juízes com pensamento independente. Aqui há leis, separação de Poderes, e espera-se respeito à Constituição. Se absolvido o ex-presidente, é livre sua candidatura. Porém, se condenado, o que esperamos é sua prisão e, como réu em vários processos criminais, seu definitivo alijamento da vida pública.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Convocação à baderna

Por desespero de causa, José Dirceu instiga a tigrada do PT a comparecer ao tribunal onde Lula será julgado, com a seguinte convocação: “Transformar a fúria, a revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate” contra o que ele chama de “ditadura da toga”. Num país sério ninguém, muito menos um condenado, que hoje cumpre pena em prisão domiciliar, poderia lançar uma blasfêmia tão ardilosa contra uma instituição que faz o seu trabalho independentemente de ideologias políticas. Dirceu tem de voltar logo para o regime fechado.

ANTONIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Dirceu e o ‘salve geral’

Absurdo como a lei permite a um sentenciado, que está cumprindo pena em regime domiciliar, incitar seus asseclas à luta no dia 24 de janeiro, quando seu chefe maior será julgado pelo TRF-4, em Porto Alegre. Comparo a atitude de Dirceu à de Marcola ou de Fernandinho Beira-Mar, que de dentro do presídio ainda comandam sua quadrilha ou facção. Que tipo de prisão é essa que lhe permite o acesso às redes sociais e a incitação à revolta? Se um preso comum tem tal atitude, terá revogado o benefício e voltará para o regime fechado. Então, comprovada a atitude, José Dirceu teria de retornar à reclusão. Além de afrontar o que chama de “ditadura da toga”, ele afronta o povo brasileiro. Ou se tomam medidas mais enérgicas ou fica confirmado que isto aqui virou anarquia.

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

LULOPETISMO

Viaduto

Se vai haver o viaduto Marisa Letícia, que se providencie logo a passarela Rose Noronha.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

“Não gosto de encrenca, mas acho que o dinheiro para pagar aos investidores americanos deveria ser cobrado de todos os políticos e eleitores do PT. Para eles aprenderem”

EUCLIDES ROSSIGNOLI / OURINHOS, SOBRE O ACORDO FEITO PELA PETROBRÁS NOS EUA

euclidesrossignoli@gmail.com

“O ano mudou, mas nosso verdadeiro réveillon será comemorado na noite 

de 24 para 25 de janeiro, com a expectativa de reais mudanças para o País”

EDISON RIBEIRO PEREIRA / SÃO PAULO, SOBRE O JULGAMENTO 

DO LULA EM SEGUNDA INSTÂNCIA

edisonribeiro@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O ACORDO DA PETROBRÁS

A Petrobrás está feliz da vida em fazer um acordo para pagar cerca de R$ 10 bilhões para encerrar o processo que a empresa responde nos Estados Unidos. Os crimes e malfeitos foram tantos e existem tantas provas que R$ 10 bilhões se tornaram uma pechincha. Se o processo fosse até o fim, a empresa teria de pagar muito mais. Claro que todos os principais responsáveis pela catastrófica gestão da Petrobrás não serão incomodados. Dilma Rousseff, Graça Foster, José Sérgio Gabrielli, entre tantos outros responsáveis pela gestão criminosa e ruinosa da maior empresa do País, nem se coçaram. O maridão de Graça Foster deve continuar faturando alto com as dezenas de contratos que ele mantém com a Petrobrás, por exemplo. O Brasil precisa aprender a punir os criminosos como fazem no mundo civilizado. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A ATUALIDADE DE RUY BARBOSA

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" (Ruy Barbosa)

Benedito Lima de Toledo bltoledo@uol.com.br

São Paulo

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A VOLTA DE SARNEY

Pelo que se sabe, hoje o sr. José Sarney não ocupa qualquer cargo eletivo. Mesmo assim, vetou o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) para o comando do Ministério do Trabalho. Seu veto foi aceito prontamente pelo sr. Michel Temer, atual presidente do Brasil. Como assim?

ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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CARGA PESADA

José Sarney e Michel Temer, unidos para sempre!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PEDIDO DE DEMISSÃO

Conforme noticiado, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), pediu demissão para se dedicar à campanha da reeleição em 2018. Porém o que chama a atenção foi o fato de o ex-ministro ter acionado a Advocacia-Geral da União (AGU) para impedir a publicação de uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) que detectou irregularidades num contrato de R$ 76,7 milhões com a empresa Business to Technology (B2T).  Pelo visto, a expressão "quem não deve não teme" não poderá ser aplicada pelo ex-ministro Ronaldo quando comandou o Ministério do Trabalho.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DEBANDADA

"Terceira baixa em um mês, ministro da Indústria pede demissão" ("Estadão", 3/1). Estranha esta onda de demissões de ministros no governo Temer? Para mim, todos querem se eleger ou reeleger para ter foro privilegiado.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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O NOVO MÍNIMO

O governo federal decretou o aumento do salário mínimo de 2018 em R$ 954. Um reajuste "assombroso" de R$ 17. Os 45 milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas deste país estão indignados ou inconformados, pois a inflação, ano após ano, consome o poder de compra, enquanto o governo usa métodos de cálculo complexos e que não refletem a realidade do presente ou do último ano. Enfim, o holocausto está sendo revivido pelos trabalhadores deste país, em especial os aposentados. É o sacrifício de sobreviver! 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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DESIGUALDADE E POBREZA

Para quem tenha dúvida sobre pobreza e desigualdade no País, aqui vão uns poucos números para reflexão: salário mínimo mensal, R$ 954,00, férias anuais de 30 dias, algumas "pontes"; no Supremo Tribunal Federal (STF), salário de R$ 33.700,00, 60 dias de férias anuais, muitos penduricalhos; alguns magistrados chegam a receber R$ 120 mil (estimativa). Minha estimativa pode ter sido, por recato, talvez modesta.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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A DISTÂNCIA QUE NOS SEPARA

O salário mínimo aprovado para 2018 é de R$ 954 mensais e o salário máximo, o teto salarial, no Poder Judiciário é de R$ 33.700. É preciso dizer mais alguma coisa?

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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DÍZIMA

Governo dizimou o aumento do salário mínimo diário: R$ 0,5666...  (ou R$ 17,00/mês).

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A CARA DO BRASIL

A perda da produtividade no País, além da má qualidade na educação, está ligada à falta de logística. Se a mobilidade urbana nas grandes capitais é um caos, por insuficiência absoluta de linhas de metrôs, e o trabalhador brasileiro infelizmente leva até 4 horas no trânsito para chegar ao e voltar do trabalho, na área de transporte de carga, em especial de ferrovias, o retrocesso é preocupante, como consta de matéria do "Estadão" publicada no dia 2/1 ("Velocidade das ferrovias brasileiras cai para o menor nível em 15 anos"). Das 12 malhas analisadas e privatizadas que servem o País, 11 delas atravessam os trilhos em velocidade menor do que há 15 anos. Apenas uma, como a do Grupo MRS, é que aumentou a velocidade de 9 km/h em 2001 para 16,1 km/h em 2016.  Longe do que ocorre nos EUA, onde a média da velocidade nas ferrovias que transportam produtos agrícolas, siderúrgicos, etc. é de 45 km/h! Em nosso país, a mais eficiente alcança velocidade de 27,6 km/h. Outras 4 malhas de 20,5 km/h a 24,1 km/h, e em 5 destas 12 malhas velocidades medíocres entre 9,6 km/h a 12,2 km/h. Ou seja, a passo de tartaruga, a cara do Brasil. Apesar de a capacidade no transporte de cargas via ferrovias ter aumentado nestes últimos anos em nosso país e hoje responder por 25% do total, nos EUA ele responde por 67%. Ou seja, estamos longe do mínimo ideal.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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A VELOCIDADE NAS FERROVIAS

É com grande pesar que observo a deterioração das instalações da Rede Ferroviária Noroeste em Bauru. Vale lembrar que o local foi no passado um centro de formação para aqueles que desejassem ingressar nos conhecimentos ferroviários. O Brasil necessita desenvolver uma malha ferroviária, pois só assim conseguiremos que nossos produtos tenham um preço competitivo nos mercados interno e externo.

 

Dagoberto de O. Franco dagoberto@oliveirafrancoadv.com.br

Araras

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REPORTAGEM OPORTUNA

O "Estadão" deu um grande presente aos brasileiros dedicando uma página inteira do caderno "Economia & Negócios" da edição de 2/1/2018 aos textos de Renée Pereira sobre as ferrovias brasileiras (página B1). O tema é levantado em boa hora, dado que as ferrovias brasileiras estão esquecidas, a maioria das linhas está morrendo por inanição e a retomada do crescimento econômico exigirá um sistema de transportes adequadamente articulado em toda a extensão do País. Há, porém, algumas arestas. De início, reconhecendo a importância da privatização ocorrida há duas décadas, parece incompleta a afirmação "ninguém nega que houve melhoras no sistema ferroviário desde a privatização". Com certeza houve melhoras para algumas grandes empresas do setor exportador de produtos primários. Piorou muito para as centenas de empresas que necessitam das ferrovias para os fretes entre cidades e entre Estados. Piorou muito para os milhares de passageiros que podiam escolher a opção de confortáveis viagens ferroviárias, pelo menos do Estado de São Paulo, e já esqueceram que estas existiram algum dia. Piorou muito para todos nós que viajamos por rodovias saturadas e congestionadas, sabendo que paralelamente a elas há trilhos ferroviários sendo tragados pela ferrugem e pela vegetação (e outros exclusivamente destinados a cargas de exportação). Piorou muito para o patrimônio público, escandalosamente abandonado aos efeitos do tempo, que em duas décadas levou à completa destruição milhares de locomotivas, vagões, carros de passageiros, oficinas, trilhos e dormentes, em centenas de quilômetros de linhas abandonadas, mas teoricamente geridas pelas concessionárias. Em relação ao transporte de passageiros, por muito tempo vigorou a legislação assinada ainda por Dom Pedro II, ao que parece não oficialmente revogada, exigindo o compartilhamento das duas modalidades, carga e passageiros. Por justiça, deve-se louvar a Vale do Rio Doce que mantém o transporte de passageiros em suas duas linhas ferroviárias. E que mesmo assim, mantém historicamente excelente desempenho na movimentação de minério de ferro. A leitura e releitura da página do "Estadão" transmitiram nas entrelinhas, talvez não intencionalmente, que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) conhece somente o modelo obsoleto implantado há mais de um século pelos britânicos nas antigas colônias africanas: a ferrovia destina-se unicamente ao transporte de minérios e produção agrícola entre as fontes e determinado porto. Nada de interligação sistêmica com outras linhas, nem de movimentação com origem e destino no próprio território, nem de passageiros, nem de bens que circulam na economia local. No passado os estrategistas militares Mario Travassos e Meira Mattos defenderam ardorosamente outro modelo, como o único caminho para o desenvolvimento do País, com a implementação de: padronização das bitolas ferroviárias, para que as diversas ferrovias se transformem num sistema, os vagões e comboios possam percorrer linhas geridas por outras empresas (hoje é impossível que uma composição com origem no Paraná possa ter como destino o Rio de Janeiro; de um lado a bitola é de 1 metro, de outro de 1 metro e 60 centímetros); adoção da bitola chamada de standard, de 1 metro e 435 milímetros, usada internacionalmente nos países realmente desenvolvidos, Estados Unidos, Canadá, Europa, China, Japão e Coréia do Sul, todos eles fornecedores de material ferroviário; efetiva conexão com os demais países do Mercosul, todos usuários da bitola standard; efetiva conexão, em acordo com o Chile e Peru, com os portos do Pacífico. Quanto às dificuldades de travessia nas áreas urbanas, a construção de viadutos faz parte negócio. As ferrovias chegaram antes e os prefeitos autorizaram a expansão da mancha urbana sem o devido planejamento e investimento.

Pedro de Camargo camargopietro@gmail.com

São Paulo

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SOBRE 2017

Sentado na calçada em frente ao Cemitério da Saudade, o doidinho dava marteladas no pé. Um sujeito perguntou: "Não dói?". O doidinho respondeu: "Óia, moço, duê dói, mas a hora qui eu paro é um alívio!". Essa é a sensação que deixa 2017.

Paulo Chedid paulochedid@uol.com.br

São Paulo 

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Com a dispersão de candidatos do centro, centro-direita, centro-esquerda, esquerda e extrema esquerda e direita, na realidade, ficará muito difícil de pretender uma união ideológica, como deseja Fernando Henrique Cardoso ("Estado", 2/1, A4). Aliás, como bem assevera Geraldo Alckmin, FHC não seria capaz de unir o centro em torno de suas ideias. Teremos, nas próximas eleições, mão e contramão. Veremos correntes do centro, da esquerda, da direita e da extrema-esquerda e direita, valendo lembrar que Geraldo Alckmin tem acesso a todos os segmentos, tirante a esquerda e a extrema-esquerda. Se o PSDB não apoiar Geraldo Alckmin, cuja viabilidade é gritante, quem poderá ser o candidato? Na atualidade, não tem a agremiação outro candidato com possibilidade de vencer as eleições. Que o diga FHC.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PASMO

Li no "Fórum dos Leitores" (3/1) que um leitor ficou "pasmo" com a entrevista de FHC em que ele declarou que Alckmin precisa provar que pode unir o centro. Só lembrando que, na mesma entrevista, FHC também declarou: "Uma eventual prisão de Lula seria algo ruim". Sem entender o "ruim", fico pasmo também!

Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri

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EX-PRESIDENTE CONDENADO

Senhor ex-presidente FHC, desde quando e por que a condenação de um ex-presidente é ruim para o País? Ao contrário, é benéfica, sim, senhor ex-presidente! Ou os senhores (e senhoras) são imunes por definição?

Durval Borges Morais dbmorais@terra.com.br

São Paulo

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MEMÓRIA

"Do ponto de vista do País, é sempre ruim. É ruim para o País e para a memória, mas não acredito que a população vai tremer nas suas bases por causa disso... Se o julgamento terminar em condenação, (o PT) tem de aceitar." Esta é parte da declaração enigmática, como as das últimas manifestações, de FHC em recente entrevista ao "Estado", ao se referir ao próximo julgamento de Lula. Por que será ruim para o País e para a memória, quando a população anseia pela punição da corrupção comprovada, da qual o ex-presidente foi forte protagonista, única no mundo, cuja lembrança deve ser apagada o mais rápido possível em face da bancarrota para a qual os governos petistas, do qual ele é símbolo, arrastaram a economia, com milhões de desempregados e o recrudescimento da inflação? Assim, é evidente que a população, se tremer, certamente será de alegria, à exceção, como se espera, dos focos fanáticos de irracionalidade. Por outro lado, o que insinua o octogenário político quando adverte que o PT terá de aceitar o veredito da Justiça? Com a palavra, um bom psicólogo, destes acostumados a descobrir o que há por trás das palavras. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O JULGAMENTO DE LULA

Lula diz ao PT que irá ao julgamento no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), no dia 24 de janeiro em Porto Alegre. Já que a "zelite" são os outros, ele poderia ir a pé, como disse também que iria para Curitiba. O que seria uma mentira a mais para o maior bravateiro nunca antes visto na história deste país?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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NOTÍCIA INSÓLITA

A notícia que li na coluna de Sônia Racy no "Estadão" de 2/1 surpreendeu-me sobremaneira. Sob o título de "Ditadura da Toga", narra que José Dirceu, que se encontra em regime de prisão domiciliar, convocou através de seu blog a militância para a luta que começa dia 24 de janeiro em Porto Alegre, como sabemos, dia do julgamento do ex-presidente Lula na segunda instância do Poder Judiciário. E continua: "Nós derrotamos a ditadura militar que governava por atos institucionais, e não vamos permitir a ditadura da toga". Ora é uma inverdade e uma irresponsabilidade de José Dirceu denominar de ditadura da toga um julgamento normal, num regime democrático, pelo Poder Judiciário, que não poderia jamais ser comparado a uma ditadura da toga. À decisão dos desembargadores no processo que tem como réu o ex-presidente, este poderá recorrer a outras instâncias superiores, se o resultado lhe for desfavorável, como qualquer um de nós poderia fazê-lo, se estivesse a responder um processo na Justiça. O estranho é uma pessoa que se encontra em prisão domiciliar poder convocar sua militância a se postar defronte de um tribunal, no dia do julgamento em tela, para pressionar os desembargadores. Isso é ilegal e antidemocrático. Eu também passei pelo período da ditadura militar e sei que não foram o sr. José Dirceu e seus companheiros que derrotaram a referida ditadura. Tanto ele como muitos dos seus companheiros foram obrigados a imigrar para outros países, para não serem presos. A realidade é que os próprios militares resolveram dar fim à sua ditadura, tanto que o primeiro presidente a tomar posse foi o ex-presidente José Sarney, um dos líderes do partido denominado Arena, que era ligado aos militares. O País está passando por um período muito difícil econômica e politicamente, depois das barbaridades feitas, principalmente, pela ex-presidente petista Dilma Rousseff, e estamos começando a enxergar uma luz no fim do túnel. O sr. José Dirceu não tem o direito de tentar provocar nenhum tumulto inconsequente.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NOSSA DEMOCRACIA SOB AMEAÇA

A corrupção institucionalizada que se instalou no País desde 2003 com a chegada do PT ao poder contaminou o meio político de tal sorte que decisões importantes a serem tomadas por governos em prol dos interesses do Estado e seus habitantes como saúde segurança e infraestrutura foram substituídas por populismo, negociatas e uma ladroagem bilionária a céu aberto, esta, sim, na raiz de todos os males que o Brasil enfrenta hoje após 13 anos de lulpetismo, com algumas unidades da Federação quebradas, sem controle e a mercê do crime organizado, exigindo não raramente a intervenção das Forças Armadas como solução para problemas que deveriam ser de competência exclusiva da atual classe política. O Rio de Janeiro é um caso clássico de como o assalto continuado aos cofres do Estado fortaleceu o mundo do crime, sugando as verbas destinadas à segurança, fragilizando o Estado a ponto de exigir a presença das Forças Armadas como garantia da lei e da ordem, numa verdadeira operação de guerra contra o crime organizado, que em alguns casos se revelou o braço armado de partidos políticos de esquerda cuja meta sempre foi fragilizar as instituições democráticas para, então, tomarem o Estado brasileiro de assalto, submetendo-o a seus interesses ideológicos. Dilma Rousseff tentou essa jogada durante a crise que culminou com seu impeachment, convocando hordas petistas e movimentos similares a lutarem contra um suposto golpe que tentava tirar do poder uma presidente eleita nas urnas, época em que tentou uma aprovação pela alta cúpula do Exército para a implantação do "Estado de exceção", uma pré-sala para a implantação de uma ditadura. Por estas e muitas outras é imprescindível que Lula e o PT estejam fora da corrida presidencial deste ano, permitindo ao País uma disputa eleitoral saudável e sem sobressaltos que ameaçam pôr nossa democracia em risco.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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A BOLHA DE LULA

A renda per capita dos brasileiros, segundo a economista Mônica de Bolle, entre 2012 e 2017, subiu 0%, enquanto na China subiu 48%, na Índia 43%, nos EUA 15% e na Nigéria 7,5%. Não há o que discutir quando analisamos os números e os governos do período em questão. Fruto de uma política recessiva, da maquiagem nos números visando a ganhar eleições e a se manter no poder, o PT não poupou esforços. É com esse resultado pífio que Lula tenta vender ao País que, voltando ao poder, ele vai fazer milagres. Esses números deveriam ser explorados à exaustão pela equipe econômica que domou a inflação e colocou a economia nos trilhos. Por falta de candidatos com credibilidade e dispostos a partir para o confronto, Lula surfa na onda, ou seja, na bolha que ele criou.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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'A FALSA LUTA DE CLASSES'

Sobre o editorial "A falsa luta de classes" ("Estado", 2/1, A3), Lula está acuado e sabe muito bem as falcatruas que fez e o que envolveu a "cumpanheirada" em malfeitos. Sem dúvida alguma, este cara tem de ser preso, afinal, fala muito como se fôssemos otários e acreditássemos que as mentiras repetidas viram verdades, algo que ele aprendeu com Paulo Maluf, que tanto criticou a vida inteira até se unir a ele para eleger Fernando Haddad. Só por isso quem fosse petista deveria lhe virar as costas, porque isso é falta de dignidade com o que sempre defendeu. Só espero que Lula, antes de ser preso, conte por que acabaram as palestras caríssimas patrocinadas pela Odebrecht, afinal isso é vital e fundamental para os eleitores dele que ainda acham que tudo o que ele fez de ilegal foi sonho ou miragem.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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GANHANDO TEMPO

Os advogados de Lula já desistiram de querer provar sua inocência. Agora, a missão é postergar sua prisão até ele ser considerado no livro "Guinness" como o homem mais velho do mundo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SÓ SE FOR EXTRAOFICIALMENTE

 

Com o cancelamento da inauguração do viaduto em São Paulo com o nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia, pelo prefeito João Doria, a "tigrada" petista resolveu fazer, por conta própria e extraoficialmente, a sua inauguração, no próximo dia 15, na zona sul da Capital paulistana. Com a maior cara de pau e com coerência, farão também extraoficialmente, quando o marido da homenageada, Lula da Silva, for colocado no sistema prisional de Curitiba, no próximo dia 24. De oficial, só há o "fora tigrada petista!".

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO NÃO MERECE

O prefeito João Doria faz aquilo que a Câmara Municipal deveria fazer: cuidar da cidade. São Paulo não merece uma afronta desta. Um indivíduo respondendo a processos, ré em dois na Operação Lava Jato, é homenageada com nome em viaduto? Somente num país ruim isso é possível.

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

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POR QUE LEMBRAREMOS?

Nenhuma novidade que os vereadores de São Paulo tenham aprovado batizar um viaduto com o nome de "Marisa Letícia", ex-esposa do ex-presidente "Lulla", os dois respondendo a processo por corrupção, se São Paulo é abarrotada de nomes de mães, pais e outras celebridades que nunca representaram nada para a cidade. Mas com o nome de uma envolvida criminalmente em corrupção ativa, realmente, nossos vereadores se superaram, e ninguém melhor do que Milton Leite para bater o martelo (sic). Porém, em tempo, Marisa Letícia foi tão importante para "Lulla" que seis meses após o seu falecimento ele já namora uma tal "loura", como divulgado pela imprensa. Se ele não se lembra de Marisa Letícia, por que São Paulo precisará se lembrar à eternidade? Infelizmente, são coisas tão esdrúxulas que nos dão o perfil daqueles que hoje se encastelam na Câmara dos Vereadores de São Paulo. A idoneidade deles é do tamanho da idoneidade da homenageada. Pobre São Paulo!  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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VIADUTOS - SINA PETISTA

Depois de aguentar "Lulla", agora terá todo e qualquer um passando por cima...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PODER DE VETO

A pergunta que não quer calar no assunto, pouco relevante, diga-se de passagem, a respeito da denominação do viaduto Marisa Letícia, em São Paulo, é o fato de o prefeito não ter o poder de vetar uma bobagem desta produzida pela inútil e cara Câmara dos Vereadores. E com outros assuntos mais significativos, o prefeito tem esse poder? 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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DESAFIO DA ARBORIZAÇÃO

Ao completar um ano da gestão de João Doria na Prefeitura da cidade de São Paulo, já podemos notar o que melhorou, como o início da recuperação do asfalto nas vias principais, a melhoria na limpeza da cidade, o aumento do número de creches, etc. Porém há um problema sério que tem sido um desafio aos prefeitos, ou seja: a arborização envelhecida na cidade. Muitos procedimentos poderiam ser executados antes da chegada das chuvas, como podas, remoções e reimplantes, com a colaboração dos moradores que já estão cansados de ligar para o 156 e não receber o retorno nos 120 dias prometidos... Promessa é dívida, senhor prefeito. O cidadão eleitor aguarda.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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GARIMPO VIRTUAL

Vergonha nacional: além de termos um ex-presidente condenado por corrupção, lemos neste diário que os "empreendedores" brasileiros estão trocando a sucateada praça industrial para fabricar moedas de mentirinha "bitcoin" no Paraguai. Novamente a percepção estereotipada lá fora de que os brasileiros só pensam em passar a perna e ganhar dinheiro fácil é confirmada. As autoridades dos países signatários do acordo climático de Paris devem proibir desde já esta atividade de garimpo que torra bilhões de toneladas de CO² com o único objetivo de enriquecer uma meia dúzia de capangas que em nada contribuem para o desenvolvimento socioeconômico nem pagam um vintém de imposto. 

Thomas Jason Green sistemasolar@uol.com.br

Biritiba Mirim

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