Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2018 | 03h10

FINANÇAS PÚBLICAS

Fundo eleitoral

Quando da aprovação da proposta do fundo eleitoral, seus dois principais articuladores, Eunício Oliveira (MDB-CE) e Romero Jucá (MDB-RR), afirmaram e reafirmaram para todo o Brasil que não haveria, em nenhuma hipótese, perda de verbas nas áreas de saúde e de educação, sem dúvida as mais sacrificadas e necessitadas deste pobre Brasil. Mas ontem, como, aliás, já se esperava, o nosso Estadão anunciou em manchete de primeira página: Saúde e educação perdem R$ 472 milhões para campanhas – além de outras importantes áreas, como segurança e infraestrutura. Um acinte e uma covardia para com o sofrido povo brasileiro. Os autores e responsáveis por tal estelionato contra os cidadãos deveriam ser ao menos responsabilizados pelas perdas públicas nessas importantes áreas.

MARCO ANTÔNIO R. NUNES

nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba

Não nos representam

Infelizmente, o Congresso Nacional não representa o povo brasileiro. O fundo criado pelo Congresso para custear as campanhas eleitorais deste ano, com recursos públicos, ocasionou a perda de R$ 472,3 milhões originalmente destinados à educação e à saúde. Levantamento feito pelo Estado especifica que o fundo receberá R$ 121,8 milhões remanejados da educação e R$ 350,5 milhões da saúde. Não bastasse, R$ 828 milhões foram retirados de áreas como segurança, infraestrutura, obras contra a seca e agricultura. Universidades também foram afetadas. Ora, nota-se claramente que os congressistas não estão preocupados com o povo, mas apenas com a possibilidade de se reelegerem ou elegerem candidatos de seus partidos. Afinal, para que foram eleitos? Para cuidar apenas de seus interesses?

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

Infâmia

Diante da notícia de que abomináveis parlamentares roubaram verbas da saúde, da educação e da segurança pública, que são os alicerces do bem-estar social, para o fundo eleitoral, só nos resta marcar o nome de todos eles e os respectivos crimes contra a sociedade para que nunca mais sejam eleitos! Digo crime porque desvios de verbas na saúde, por exemplo, se refletem em mortes nas longas filas de espera da população por consultas, exames e procedimentos no SUS, que poderiam salvá-las, aliviar a dor e prevenir males; na segurança pública, que não temos, porque ficamos à mercê de criminosos nas esquinas e na nossa porta; e na educação, porque é a base para construir uma sociedade ética e próspera – o combate mais eficaz à criminalidade, à miséria e suas mazelas!

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Emendas absurdas

Com o devido alarde, o Estadão de domingo denunciou as absurdas emendas parlamentares liberadas por Michel Temer, explicando que “as emendas parlamentares são impositivas – o governo tem o dever de pagá-las”. Falta esclarecer que a obrigatoriedade desses gastos absurdos decorre dos parágrafos 9.º e 11.º do artigo 166 da Constituição federal, com a redação dada pela Emenda n.º 86, de 17 de março de 2015, que fixa seu montante em 1,2% da receita orçamentária. Ou seja, se o presidente Temer deixar de liberar a totalidade desses gastos, cometerá crime de responsabilidade. Não cabe ao presidente, assim, decidir o mérito nem o valor de cada emenda parlamentar, muito menos avaliar a moralidade ou imoralidade desse procedimento. Isso já foi resolvido pelos próprios membros do Congresso Nacional em 2015, quando oficializaram o “toma lá dá cá”. Para mudar essa vergonhosa barganha cabe ao eleitor escolher bem os seus candidatos a deputado federal e senador, em outubro.

ADILSON DALLARI

adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

Shows no Nordeste

Que maravilha, meu dinheiro dos impostos vai para pagar shows do Wesley Safadão! Mas que coisa linda... E ainda vem deputada defender o repasse como se fosse a coisa mais normal. O fundo do poço chegou, não se tem mais vergonha na cara.

JÚLIO ARTUR GOMES

jacgdiagmed@ig.com.br

São Paulo

‘Ponte para o Futuro’

Após liberar emendas e mais emendas, até para se livrar de acusações, a pinguela quebrou?

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Calotes no BNDES

E quantos hospitais, prontos-socorros, escolas e creches deixaram de ser construídos com os bilhões das “benesses” que o lullopetismo concedeu à Venezuela, a Angola, a Moçambique, a Cuba, à Bolívia e ao Equador? Agora, como previsto, estão surgindo os calotes. E elle ainda quer voltar à Presidência! Aí, sim, viramos uma nova Venezuela.

ROGER CAHEN

rcahen@uol.com.br

São Paulo

Crime de lesa-pátria

Cada vez mais se evidencia o crime que foram os “investimentos” no exterior. Fazer obras em países “amigos” utilizando nossos parcos recursos, a taxas subsidiadas e com elevada possibilidade de não serem pagos foi um verdadeiro crime de lesa-pátria.

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Cobrem dele

A conta dos atrasos no pagamento dos empréstimos internacionais feitos pelo BNDES ficará com o Tesouro Nacional, isto é, ficará comigo, com o senhor, a senhora... Ai de nós se pensarmos em dar um calote de R$ 1, quanto mais um de US$ 4,3 bilhões. Quem era o presidente do BNDES na ocasião, que autorizou todos esses empréstimos? Cobrem dele!

HERMANN GRINFELD

hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo

UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Diferencial

As comparações entre o MIT e a Unicamp (Excelência acadêmica requer custeio público, 5/1, A2) não levaram em consideração o diferencial mais relevante, que é a forma de contratação dos professores e funcionários. Nos EUA a estabilidade do professor/pesquisador e do funcionário está vinculada à sua produtividade e à capacidade de trazer financiamentos para projetos de pesquisa, enquanto no Brasil o professor e o funcionário, depois de aprovados em concurso, têm a estabilidade garantida por lei, sendo quase impossível sua demissão, independentemente de serem produtivos ou não.

PEDRO LUIZ BICUDO

plbicudo@gmail.com

Avaré

“Saúde e educação são as eternas vítimas, sempre piorando...”

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE R$ 472 MILHÕES DESSAS ÁREAS VITAIS PARA O FUNDO ELEITORAL

luigiapvercesi@gmail.com

“Não seria mais sensato, lógico e ético retirar do próprio Congresso as verbas para a campanha eleitoral? Ou a saúde e a educação estão ótimas, neste Brasil varonil?”

MILTON BULACH / CAMPINAS, IDEM

mbulach@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A NOVA MINISTRA DO TRABALHO

A deputada Cristiane Brasil, nova ministra do Trabalho, foi condenada em 2016 na Justiça Trabalhista a pagar uma dívida de R$ 60,4 mil a um de seus funcionários. A nova ministra não teria assinado a carteira do empregado e lhe devia direitos trabalhistas. Somente no Brasil os funcionários públicos, em cargos de mando e chefia, são desobrigados a ter reputação ilibada, formação técnica e vocação humanista para poderem assumir seus cargos. Aqui, a política é uma imensa oportunidade pessoal, e não uma grande responsabilidade social.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Será que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes não pode anular o "trânsito em julgado" da condenação da agora, ministra do Trabalho Cristiane Brasil e isentá-la da pena, já que agora tem foro privilegiado? 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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REGRAS DE OURO

A nomeação de ministros deste governo, assim como de anteriores, sempre seguiu, com raras exceções, a característica regra de ouro: indicar políticos pensando no presente e no futuro, pouco importando o passado. Foi assim com Cristiane Brasil. Não há surpresas.  

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CRISTIANE BRASIL

Advogados entram com ação popular contra a posse de Cristiane Brasil. Basta ser Brasil para os advogados irem contra!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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QUEM PAGA A CONTA?

Toda ação governativa do PT no poder, segue o padrão da cabeça de seu capo Lula, que se formou no sindicalismo. Como nos sindicatos a única ação futura é o acordo coletivo do ano que vem, nunca se pensa muito além disso, daí a constante improvisação e falta de planejamento. O calote quase certo da Venezuela, Angola e Moçambique, pois são países já em default, ou Cuba que talvez haja uma alguma perspectiva de pagamentos de Mariel. A ação internacional do BNDES é uma boa amostragem do tudo que destruiu o Brasil. Para onde se olha só há improvisação, irresponsabilidade administrativa, campeã mundial de corrupção, entre outros. Quanta coisa aqui poderia ser feita, com o desperdício de lá fora.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br 

São José (SC) 

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PREJUÍZO

BNDES corre risco de calote de bilhões de dólares de Angola, Venezuela e Moçambique. Quando chegar a hora, Cuba também deve entrar nesta lista. Há países que, como esperado, para o BNDES não haverão de pagar. Apesar de, muito provavelmente, terem honrado as comissões dos negócios até o último centavo. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com   

São Paulo

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LIVRE E SOLTOS

Uma pergunta que não quer calar, se todos os quase 210 milhões de brasileiros, mais todas as autoridades dos três poderes, estamos carecas de saber quem autorizou, quem assinou esse baita empréstimo para Angola, Venezuela e Moçambique, por que estão livres e soltos, que força é essa que poderá levar um deles, pelo incrível que pareça, para o planalto em 2018?

Arnaldo de A. Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br 

São Paulo

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"DIA DA IRA"

A menos de duas semanas do histórico dia do "julgamento final" de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto Alegre (TRF-4), data declarada pelo famigerado condenado José Dirceu como "o dia da ira", cabe, por oportuno, destacar do contundente artigo "O dia da ira", do articulista e professor de filosofia Denis Lerrer Rosenfield (8/1, A2), o parágrafo a seguir reproduzido: "Está, verdadeiramente, em jogo o que se pode denominar uma luta política entre a democracia totalitária e a democracia representativa, entre o projeto revolucionário e o Estado Democrático de Direito. A primeira está baseada na ideia de que o "povo" - ou melhor, seus representantes e demagogos - tudo pode, não importa o respeito ou não à Constituição. A segunda está ancorada na observância das leis, das instituições e da Constituição, impondo limites a essa espécie de ilimitação da dita soberania popular." Diante do exposto com a devida clareza e propriedade, cabe ao País aguardar com incontida ansiedade e esperança que a Justiça prevaleça e que o ex-presidente Lula seja por fim condenado e alijado da decisiva eleição presidencial de outubro. Com efeito, após atravessar a mais aguda e severa crise política, econômica, ética e moral de sua história, herança maldita do cleptolulopetismo, de triste e lamentável memória, o País faz por merecer tempos melhores. Muda, Brasil!

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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CENÁRIO APOCALÍPTICO

O Brasil deveria se preparar serialmente para o dia seguinte ao julgamento de Lula. Se o ex-presidente da República mais popular da história for de fato preso, como tudo indica, não é só a eventual baderna petista nas ruas que deveriam ser antevistas e controladas. O Brasil deveria se preparar seriamente para o impacto fulminante da quase certa delação premiada da alma mais honesta da Nação. Lula não tem como atirar para cima, mas pode e certamente irá atirar para os lados. Na mira de Lula preso e furioso estarão certamente FHC, Michel Temer, José Serra, Aécio Neves, todos os banqueiros e os principais empresários do país. O país deverá entrar num vácuo, um coma induzido, com boa parte dos juízes do STF denunciados pelo novo presidiário. Todos os que se refestelaram no banquete de Lula devem esperar pelo pior. Claro que esse cenário apocalíptico pode ser evitado, basta que um dos juízes tenha alguma dúvida e vote a favor de Lula e salve o Brasil da tragédia de ter que se tornar um país honesto da noite para o dia. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo 

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"DIA DA PIRA"

Beneficiado pela suave gentileza do nosso benfeitor mor, José Dirceu, notório criador e incentivador do lulismo, brande sua tornozeleira eletrônica no ar e conclama os desavisados e dependentes a pisotear e quebrar tudo no DIA DA IRA. Se possível também evoluir para o DIA DA PIRA, queimando tudo, num imenso fogaréu bolivariano. Pergunto: não era para ele ficar quietinho doutor Gilmar Mendes?

Jota Treffis jotatreffis@outlook.com 

Teresópolis (RJ)

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O DIABO VAI CONTINUAR SOLTO

O artigo publicado pelo Estadão de hoje (08/01, B7) de autoria do especialista na matéria, com título "Os planos de saúde não são o diabo" é absolutamente verdadeiro. Na realidade, o diabo não são os planos, mas o sistema de calculo atuarial para determinar o valor das mensalidades pagas pelos usuários baseado na famigerada "sinistralidade", ou seja, quem se utiliza mais dos planos paga mais. Apesar da lógica aparente nesse critério ele é "diabólico", pois penaliza a faixa etária mais frágil entre os segurados, que é a dos idosos. Estes não por opção, mas por necessidade involuntária decorrente do envelhecimento natural, logicamente precisam utilizar mais os serviços de assistência médica e em consequência têm suas mensalidades aumentadas de forma incompatível com seus rendimentos que se reduzem com o passar dos anos. O argumento que sugere a transferência desses segurados idosos para planos mais econômicos também não se sustenta, pois isso significa necessariamente uma perda de qualidade na assistência justamente quando eles precisam de tratamentos de maior qualidade. Conforme já sugeri em comentário anterior, o correto seria aplicar um critério social semelhante ao usado no sistema previdenciário: as faixas mais jovens pagam pela assistência das faixas mais idosas, às quais eles pertencerão no futuro. A alegação de que esse critério causaria um abandono dos planos pelos segurados mais jovens também não é válida. Se o articulista, que sem dúvida dispõe de dados completos sobre os custos dos planos nas diversas faixas etárias e seus universos, fizer um cálculo simples que já fiz com base em dados estimativos, vai verificar que um pequeno aumento nas mensalidades das faixas mais jovens vai permitir uma significativa redução nas mensalidades dos idosos. Enquanto isso não for alterado, "o diabo vai continuar solto"!

José Claudio M. Rizzo jcmrizzo@uol.com.br 

São Paulo

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PLANO DE SAÚDE

É de bom alvitre afirmar que não se coloca qualquer duvida da seriedade do artigo do Sr. Antonio Penteado Mendonça, (8/01, B2), Caderno Economia, mas faltou afirmar que os locais de atendimento dos Planos de Saúde, sempre estão lotados, o que provoca espera de até uma hora, com vários consultórios e menor número de Médicos.

Em assim sendo, não é bem como afirma o articulista que basta a apresentação da carteira do plano para os devidos procedimentos.

Milton Mattani mattani@terra.com.br

São Paulo

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VIADUTO

Realmente dona Marisa Letícia, falecida ex-primeira dama do Brasil, não tem as credenciais de alguma realização pública para ter seu nome escolhido para nomear um viaduto na cidade de São Paulo. Mas a se considerar o exemplo do deputado federal, ex-vereador em São Paulo, Antônio Goulart que nomeou uma enorme ponte sobre o rio Jurubatuba, na região de Interlagos, com o nome do próprio pai, tudo se justifica. O Sr. Vitorino Goulart nunca teve cargo público, muito menos realização que nem de longe o credenciava. Vexames que a população às vezes tem de suportar com resignação. 

Paulo Seródio pserodio@uol.com.br 

São Paulo 

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RESTAURO

Associo-me aos parabéns de aniversario do Estadão, assinado pelo Prefeito Dr. João Doria no Fórum de Leitores, do dia 07 de Janeiro de 2018.

Aproveito a oportunidade, para parabeniza-lo, pela recuperação e restauro do monumento da Praça Ramos de Azevedo, monumento histórico, da cidade de São Paulo.

No Programa Antena Paulista da TV Globo de hoje, soube do empenho do Prefeito, em resgatar monumentos históricos desta cidade, em parceria com empresas privadas, com o objetivo de colocar esta cidade entre as principais capitais do mundo afora, que preservam estes monumentos, com zelo e dedicação.  Vide Paris, Roma, Londres, Berlim, Moscou, etc. etc.

Parabéns Prefeito.

Carlos Claus Janeba ejaneba@terra.com.br 

São Paulo 

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CAIXA PRETA

O Detran de São Paulo continua sendo uma caixa preta, onde apenas seus diretores entendem o motivo pelo qual, nenhum recurso é favorável ao cidadão que contrata despachantes, gasta seus parcos recursos e tem seu processo rejeitado. É unanimidade dos profissionais que atuam nesta área, que praticamente todos os recursos impetrados em defesa dos motoristas, são indeferidos, mesmo com provas cabais e circunstanciais.  Esta prática já se estende há muitos anos sem que ninguém consiga uma explicação lógica para tal procedimento.  Faltam funcionários, auditores indolentes ou má fé? Comenta-se à boca miúda, que o órgão cria dificuldades para vender facilidades. Será que já não está mais do que na hora do Ministério Público e os órgãos de defesa do consumidor entrarem de cabeça nesta questão?

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 

São Paulo 

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LEI PARA QUEM?

O delegado do Detran de Minas Gerais não respeita as leis  de trânsito. Já a Ministra  do Trabalho não cumpre as leis trabalhistas. Durma com um barulho desse, se conseguir é claro!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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FALECIMENTO

Morreu o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, um dos responsáveis pelo sucesso de Lula na política. De 1995 a 2002, ele e outro jornalista, Clóvis Rossi, publicavam ataques diários demolidores, embora pouco razoáveis, num jornal populista de São Paulo, contra o então presidente FHC, que chefiava um governo obrigado a tomar medidas corretas e inadiáveis, mas impopulares, para pôr o País em ordem. Preparavam o terreno para a ascensão do líder petista.  

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com   

Ourinhos (SP)

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BOLSA-DITADURA

Morreu o jornalista Carlos Heitor Cony. Detentor de Bolsa-Ditadura no valor máximo pago a funcionário público federal. Foi um dos primeiros a conseguir a Bolsa-Ditadura por meio de chicana. A ditadura nunca prejudicou Cony. Ao contrário, beneficiou-o com R$ 33,7 mil mensais e mais R$1.000.000,00 retroativos. Lembro ao Ministério da Justiça que a Bolsa-Ditadura não se transfere às filhas do morto. Além das bajulações de praxe, é obrigação da imprensa informar que o imortal ganhava Bolsa-Ditadura. Com a conivência do Ministério da Justiça e do Ministério Público Federal que nunca solicitaram ao Judiciário o cancelamento da indevida e ilegítima Bolsa-Ditadura do ex-diretor da Revista Manchete e conselheiro editorial da Folha de S. Paulo.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br 

São Paulo 

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MORRE UMA LENDA!

Aos 91 anos nos deixa órfão uma lenda do jornalismo brasileiro, "Carlos Heitor Cony". Difícil encontrar adjetivos para classificar a importância desse ícone do jornalismo e da literatura nacional. Falar de suas virtudes iria levar semanas. Pois como Vladimir Herzog, Artur Checheu, entre outros que tiveram grande importância, na redemocratização do país. Preso, condenado e torturado pelo regime não retrocedeu de seus ideais democráticos, critico contumaz em sua passagem pela Folha de São Paulo, em dezenas de livros escrito e em outros veículos de comunicação como Rádio CBN, participando do programa diário e depois semanal "Liberdade de Expressão", o sr. de 90 e tantos anos nunca deixou de trabalhar e participar de eventos culturais e artísticos pelo País. Seu legado ficará eternizado em suas colunas em jornais, nas entrevistas às vezes polêmicas, em seus livros, na imprensa como um todo, na academia de letras e no coração daqueles que primam pelo bom jornalismo de credibilidade e verdade como ele Cony sempre foi. Perdemos um jornalista da vanguarda de primeiríssima, e o Brasil o jornalismo perde um de seus maiores defensores em mais de 6 décadas em  defesa de seus ideais: A liberdade sem opressão e democracia plena. Minhas condolências a seus familiares e amigos mais próximos. Descanse em paz guerreiro, seu legado não será esquecido, e sim eternizado!!!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 

São Caetano do Sul (SP)

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LEGADO

Quando morre um intelectual do porte de um Heitor Cony, qualquer nação fica mais pobre. Nos resta agora aproveitar os legados de vida do desaparecido e seus escritos que ficam, para nos ajudar na luta de construção da grande nação que sonhou o agora falecido e sonhamos nós, que devemos aproveitar seus ensinamentos nas obras que nos deixou.

José de A. N. de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

 

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