Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2018 | 03h08

MINISTÉRIO

Por que insistem?

A insistência de Michel Temer na nomeação, repetidamente rejeitada pela Justiça, de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho se prende a dois fatores. O primeiro é o requisito, por ela atendido, de que o indicado não seja candidato nas próximas eleições, a fim de permanecer no cargo até o fim de 2018. O segundo, talvez mais importante pelas conotações de conveniência política visando à aprovação de medidas que o governo declara serem fundamentais, está ligado ao fato de que tradicionalmente o Ministério do Trabalho é “propriedade” do PTB, partido da base aliada do governo e do qual o pai de Cristiane, Roberto Jefferson, é presidente nacional. Pode-se depreender de tais manobras que, neste ambiente de toma lá dá cá, o que menos importa são a competência e a probidade do titular de um órgão de tamanha importância. É a desconfortável sensação de que o lado podre do poder prepondera.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Em edição atualizada, Temer é nosso Dom Quixote, Cristiane Brasil é sua espada e os moinhos de vento são o povo brasileiro. E Sancho Pança? Este são os juízes que se opõem ao desvairado cavaleiro andante.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Opções

Da quase totalidade das nomeações de Temer para ministérios ou cargos importantes no primeiro escalão, raros são os nomes que não tinham problemas pregressos com a Justiça. Ou a Agência Brasileira de Inteligência não está fazendo seu importante papel de triagem, checando a vida pregressa dos indicados; ou Temer não está dando a mínima para o currículo dos escolhidos/indicados; ou, ainda pior, não existe um só político que não tenha uma mácula em seu passado. A nós, eleitores, só resta uma atitude: não votar em quem tenha sido indiciado ou já tenha qualquer condenação, seja administrativa, penal ou por órgãos superiores de controle. O Brasil e nossos descendentes, netos ou bisnetos, agradecerão.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Intimidação

O agendamento de uma reunião de políticos petistas com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) soa mais como intimidação ao tribunal do que como um encontro para discutir medidas de segurança durante o julgamento de Lula, no dia 24. Pepe Vargas (PT-RS) adiantou que pode haver conflitos causados por adversários do ex-presidente infiltrados nas manifestações (ou arruaças) promovidas por grupos ligados ao PT. Entrevistado pelo Estadão ontem, o desembargador Manoel Calças, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi taxativo ao defender a prisão imediata do réu quando há a confirmação de sentença pela segunda instância, lembrando que a presunção de inocência deixa de ter o efeito desejado quando há acórdão de um colegiado dizendo que a sentença condenatória está certa. E, ao encerrar a entrevista, completou: “Minha expectativa é de que o TRF-4 examine o recurso interposto pelo cidadão condenado e, de acordo com as provas produzidas, mantenha ou reforme a decisão de acordo com a livre convicção dos desembargadores federais, extremamente preparados”. Resumindo: a decisão que o tribunal de Porto Alegre tomar, tanto para inocentar Lula, habilitando-o para a eleição deste ano, como para condená-lo, afastando-o da corrida presidencial, é soberana e deverá ser acatada, seja qual for o veredicto. Ninguém está acima da lei.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

EMBRAPA

Diálogo

Brilhante o artigo de Pedro de Camargo Neto Embrapa em alerta! (Estado, 11/1, A2). A sociedade não se pode furtar de debater o papel, o desempenho e o futuro da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estatal das mais estratégicas do País. Se é verdade que a empresa deveria – e aparentemente falha em – adotar preceitos essenciais de uma empresa (meritocracia, avaliação, planejamento, resultados, etc.), ela não pode negar seu caráter público de prestar contas à sociedade e abrir-se ao diálogo sobre os destinos de seus projetos e pesquisadores. Ao esconder-se sob as “boas” práticas de seus códigos corporativos, o presidente da empresa reconhece não só a ausência de governança pública, como se furta em demonstrar o acerto de seu direcionamento em prol de resultados efetivos e atuais em benefício do futuro do agronegócio brasileiro.

FRANCISCO DE GODOY BUENO

francisco@buenomesquita.com.br

São Paulo

Um dos melhores cientistas sociais do País escreveu um artigo no Estadão do dia 5/1 propondo que a Embrapa adotasse uma estratégia mais focada nos interesses da Nação. A publicação estava em sintonia com a missão, a visão e os valores da empresa. O esperado era o início de um debate público com ganhos de bem-estar para o Brasil. O que aconteceu surpreendeu: a demissão sumária do pesquisador. Foi uma medida reacionária, que tem de ser revertida.

ROBERTO LUIS TROSTER

robertotroster@uol.com.br

São Paulo

REFIS

Supremacia constitucional

Li o editorial crítico ao Refis, o refinanciamento das micro e pequenas empresas, aprovado pelo Congresso em dezembro e vetado pelo presidente Temer no começo de janeiro (Um veto consistente, 9/1, A3). Quero dizer que também sou um crítico dos Refis, um modelo de renegociação de dívidas tributárias que não é o melhor exemplo para quem paga os impostos em dia. Até porque o Refis é o sintoma de uma grave moléstia: o caótico sistema tributário brasileiro. Aliás, tenho defendido a ideia de um cadastro positivo também para as empresas boas pagadoras. Mas, nos últimos anos, o País enfrentou uma das suas piores crises econômicas e políticas que nossa história já registrou. A inadimplência cresceu e a concessão de crédito às pequenas empresas se retraiu fortemente. Este quadro de endividamento e retração gerou uma situação de excepcionalidade que, pelos seus números alarmantes, justifica perfeitamente um refinanciamento das dívidas tributárias em condições especiais. Ninguém está pedindo perdão de dívidas. O que queremos é ampliar os prazos e diminuir a incidência de juros e multas, enormemente escorchantes, como foi concedido às grandes empresas. Não é uma questão de isonomia, e sim de supremacia constitucional das pequenas sobre as outras.

GUILHERME AFIF DOMINGOS,

presidente do Sebrae

dougfelice@gmail.com

Brasília

“Cristiane, Cristiane, por que insistes?”

FLÁVIO CESAR PIGARI / JALES, SOBRE A NOMEAÇÃO, BARRADA PELA JUSTIÇA, DA DEPUTADA CRISTIANE BRASIL (PTB-RJ) PARA O MINISTÉRIO DO TRABALHO

flavio.pigari@gmail.com

“A correção da tabela do Imposto de Renda na fonte caiu no esquecimento, mesmo?”

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA / SÃO PAULO, SOBRE O ORÇAMENTO DE 2018, QUE NÃO PREVÊ A CORREÇÃO

ggveiga@outlook.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

QUAL FUTURO NOS ESPERA?

Desaparece nossa esperança de um país melhor quando sabemos da mediocridade de políticos que se apresentam como possíveis candidatos à Presidência da República na eleição de 2018, como Meirelles, atual ministro da Fazenda que hipocritamente diz que não é, mas todos sabem que ele deseja ser o candidato de Michel Temer e daí a pergunta: esse "posudo" ministro da Fazenda, o que ele mostrou de novidade para controlar gastos de governo, além de pensar em tirar direitos de trabalhadores e aumentar os impostos? Nada! Além dele, quem mais se apresenta? Os fanfarrões Bolsonaro e Ciro Gomes; o mais novo pretenso candidato é Rodrigo Maia, cuja maior "qualidade" é ser medíocre; a sonhadora Marina Silva, que tenta mostrar retidão ímpar e se esquece de que fez parte durante 5 anos do governo mais corrupto da história e, como os demais, se não usufruiu do mesmo, fingiu não ver tamanha excrecência; Alckmin, que aparentemente fez um bom governo em São Paulo, a se conferir quando se desligar do cargo e  aparecerem denúncias do que houver de errado, além de  nem mesmo em seu partido ter apoio total. Caramba, só faltam Fernando Henrique Cardoso e o pernilongo de fogo resolver entrar na rinha! Pois é, essas são as figuras principais. Com tais candidatos, o que pode acontecer? A volta de Lula, que ainda tem inconcebíveis mais de 30% de possibilidades de vencer, a não ser que possa ser condenado e pegar bons anos de cadeia, se no dia 24 de janeiro os juízes da 4.ª Região endossarem ou até mesmo aumentarem a penalidade decretada por Sérgio Moro. Depois desse prenúncio de futuro desastroso, há quem esteja pedindo nova intervenção militar, visto que, depois de 30 anos de liberdade para escolhermos quem quiséssemos para cuidar do País, mostramos incapacidade em administrar essa vantagem ao escolhemos os piores na escória política.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br                                                                                          

São Paulo 

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O CENTRO E OS CANDIDATOS

 

Além de Henrique Meirelles, Geraldo Alkmin e Álvaro Dias, surge Rodrigo Maia com pretensões ao Planalto. São candidatos de centro, valendo dizer que Geraldo Alckmin é o que tem mais possibilidades de catalisar pensamentos e posições políticas. Será, sem dúvida, o centralizador e unificador do centro, devendo, pois, ser o candidato do PSDB com maiores possibilidades de vencer as eleições presidenciais, competindo com os candidatos de extrema-esquerda, esquerda, direita e extrema-direita. Além de moderado, é o candidato mais competente e já treinado para assumir o governo federal, após quatro satisfatórios mandatos no maior Estado da Federação, São Paulo!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

São Paulo

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AGENDA

A agenda de Rodrigo Maia inclui uma ida ao Espírito Santo. Ele poderia pedir ao próprio que faça o milagre de torná-lo presidente do Brasil.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com 

São Paulo

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REPELENTE

Ao presidente Rodrigo Maia eu recomendaria um bom repelente contra a famosa mosca azul. Afinal, entra ano e sai ano, ela sempre pica o nosso parlamentar de sangue doce. Também sugiro que, antes de mais nada e com todo respeito, que o senhor trabalhe em prol da reforma da Previdência. O Brasil agradeceria e muito.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com 

Guarulhos 

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MAIA E CIA.

O que me causa uma profunda estranheza é a classe de políticos do Rio de Janeiro, após todos estes últimos anos e, por que não, décadas, quer de direita, quer de esquerda ou de centro, nunca ter desenvolvido uma política de longo prazo para o Estado. Fica a impressão de que estão sempre contando com a Petrobrás para o atendimento dos problemas. Por que o deputado Rodrigo Maia, seu pai, Eduardo Paes e todos os demais, ao invés de ficarem planejando "alianças de olho no Planalto", até pela importância de repercussão que o Estado do Rio tem para o resto do País, não se articulam para, primeiro, reorganizarem sua própria casa (contratações de servidores em excesso, obras que, em sua maioria, são realizadas sem o menor critério, permitindo todos excessos conhecidos, etc.), e, aí sim, oferecer ao País uma alternativa de administração realmente pública?

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2012@gmail.com 

São Paulo

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VAMOS AGILIZAR

Desde que foi indicada para o Ministério do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) não tem saído das manchetes, pois foi condenada numa ação trabalhista. Divulgada pela imprensa, logo, as redes sociais não pouparam críticas ao presidente Temer por causa da pretensa indicação. Tudo pronto para a pomposa posse, mas a Justiça suspendeu a nomeação.  Entenderam os magistrados, um juiz e um desembargador, que sua efetivação na Pasta desrespeitaria a moralidade administrativa.  Mas Michel Temer insiste em tê-la no ministério e, para isso, pretende ir ao Supremo Tribunal Federal (STF), em férias, para tentar reverter a decisão; ou seja, mais um longo tempo para resolver a pendenga. Em minha opinião, a senhora deputada deveria ser efetivada. Não há problema algum que não entenda "bulhufas" da área que vai capitanear, pois a necessária reforma trabalhista já foi sacramentada e a ministra ficará apenas um ano no posto. Com isso, não disputará a reeleição à Câmara federal e será uma a menos a passar pelo crivo dos eleitores. É melhor o certo ao duvidoso! Não acham? E, mais a mais, num País onde o "mil" saiu de moda, os R$ 60 mil, que ela deve à Justiça, segundo notícias, é troco para suas posses e uma miséria diante dos bilhões, em moda, surrupiados por políticos até agora. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmil.com 

Jundiaí 

      

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PARTIDO DO TRAPALHÃO BRASILEIRO 

Será que esse presidente do PTB não tem desconfiômetro? Por que não indica um substituto para a filhota e encerra logo essa palhaçada?

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com 

Monte Santo de Minas (MG)

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QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

"Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra!". Cristiane Brasil é pecadora? Quem não é, num país onde todos pecam? A começar por alguns ex-presidentes. Cristiane Brasil certamente se baseou nos usos e costumes vigentes à época para contratar serviços pessoais sem carteira assinada. Com certeza ela confiou nos serviçais porque ninguém contratava, com carteira, motoristas, empregadas domésticas, pedreiros, marceneiros, encanadores, etc. Foi condenada pelos seus empregados a pagar indenização. E está pagando. Agora, por motivos que só podem ser políticos e midiáticos, a Justiça quer se mostrar exemplar, impedindo que o PTB apoie a reforma da Previdência ? que ameaça os servidores do Estado com o fim dos privilégios. E o brasileiro médio, que não passa de multidões desinformadas agindo no efeito manada, se manifesta contra a pecadora nas redes sociais. Muda, Brasil, mas muda logo!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 

São Paulo

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QUEM PODE ATIRAR PEDRAS?  

Sem pretender defender a deputada indicada para o cargo de ministra do Trabalho, é de se observar que qualquer cidadão que se disponha a estabelecer uma empresa gerando oportunidade de emprego formalmente legalizado, bem como qualquer dona de casa que necessite de uma empregada doméstica, corre o risco de se ver envolvido em reclamações trabalhistas, com ou sem fundamento. Quem conhece as circunstâncias das reclamações propostas perante a Justiça do Trabalho sabe perfeitamente que nem sempre empregador é sinônimo de demônio, nem sempre empregado é sinônimo de anjo e nem sempre sentença trabalhista é sinônimo de justiça divina!   

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 

Itanhaém

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TUDO CERTO PARA DAR ERRADO

No Brasil, político tira verba da Saúde para campanha, ministra do Trabalho não registra funcionário, ministra do STF não tem segurança para visita a presídio e até diretor de Detran tem habilitação suspensa.  Aqui, tudo está certo para tudo dar errado.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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CORAGEM

Por que o presidente Michel Temer não aproveita esta baixa-mar ministerial e nomeia não políticos para conduzir as pastas, dando, assim, oportunidades aos funcionários de carreira, mais técnicos e identificados com a dinâmica das instituições? É provável que se surpreenda agradavelmente com os desempenhos. Será, no entanto, preciso coragem para tal. Terá?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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TRABALHO É MEU NOME?

 

Posto que a filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil, está impedida de assumir o cargo de ministra do Trabalho, a melhor coisa a se fazer seria indicar o próprio Jefferson. De trabalho ele entende como ninguém. Há décadas "nosso herói" tem dado um trabalhão para a Justiça e a todos os políticos que orbitam em Brasília e adjacências. O Partido dos Trabalhadores que o diga. Com ironia, por favor!

Luís Fernando Amaral luffersanto@bol.com.br 

Laguna (SC)

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FALTAM BONS EXEMPLOS 

Como falta bom senso aos nossos políticos e, desta forma, bons exemplos (nada educa melhor que um bom exemplo). É bem nisto que acredito e, por ser assim, acredito também que a criminalidade demore a declinar. Não haverá presídios suficientes enquanto nossos políticos continuarem com práticas de compadrio, malas e apartamentos abarrotados de dinheiro vivo. Vejam, senhores, os políticos aparecem felizes na cena do crime e outros insistem em voltar a esta famigerada cena. Cito aqui dois deles: o sr. Roberto Jefferson e o sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Lamentável!

 

Manuel José Falcão Pires manuel-falcao@ig.com.br 

Água Fria 

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MINISTRA DO TRABALHO

Na lamentável hipótese de que prevaleça a palavra do governo Temer quanto à nomeação (na marra) da deputada Cristiane Brasil como nova ministra do Trabalho, a despeito das três (!) ações trabalhistas em que é ré, cabe, por oportuno, perguntar que moral ela terá para representar e responder por tão importante pasta perante a Nação. Que país é este?!

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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ZELO

Se o Judiciário pudesse ter o mesmo zelo na indicação de ministros do STF - praticamente vitalícia e hoje a cargo do presidente da República - que tem demonstrado com a indicação da ministra do Trabalho, o Brasil seria outro.

Ivo de Almeida Prado Xavier ivoaprado@icloud.com 

São Paulo

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NOVO PRESIDENTE TJ-SP

A manifestação de Manoel Calças, novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, em entrevista ao "Estado", não chega a surpreender. De prático, ele está preocupado com salas e mais prédios luxuosos para sua classe de privilegiados, que andam com carros e motoristas pagos pelo povo, entre outras absurdas benesses, ou seja, indivíduo completamente alheio à realidade de um povo que sustenta homens que nem ao menos trabalham nove meses por ano.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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INGERÊNCIA

Questiona-se a ingerência cada vez maior em decisões políticas de juízes em todos os graus, sobre decisões do Executivo e Judiciário. Mas o exemplo vem de cima, pois não é de hoje que o Supremo por muitos de seus membros se transformou num quase reles "juizado de porta de cadeia" da baixa política. Um exemplo histórico é Lewandowski em dois casos emblemáticos, como no impeachment de Dilma Rousseff, quando manteve seus direitos políticos, bem como se transformou num sindicalista salarial do Judiciário, entre outros. Poderiam também ser citados muitos outros julgadores, que fazem política sem terem sido eleitos para tal. Um bom processo de impeachment de alguns ministros no Senado, talvez, começasse a colocar as coisas no lugar, restaurando a harmonia que deveria haver entre os Poderes da República. Quem sabe um novo desafio para Janaína Pascoal?

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC) 

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MICHEL TEMER

Que o atual governo precisa de apoio para reverter a situação caótica em que o petismo deixou o País, não há dúvida. Mas, com o devido respeito, noto da parte deste jornal um apoio excessivo em algumas situações. As leis precisam ser respeitadas. Mas a independência dos Poderes não tem como uma das funções coibir os excessos uns dos outros, visando ao que é melhor ao País? O Judiciário tem tido falhas, de fato. Em especial, neste momento, na demora em julgar os políticos com foro privilegiado. Mas o presidente Temer tem abusado em afrontar a sociedade com suas decisões e escolhas, como, por exemplo, o indulto de Natal exagerado e a escolha dos ministros. Infelizmente, ele só se cerca de más companhias. Fica difícil assim apoiá-lo.

Rita de Cássia Guglielmi ritarua@uol.com.br 

São Paulo

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DOENTE, EU?

 

O presidente Michel Temer pode não estar urinando regularmente, mas 'c...' ele tem  feito  aos  montes. Com ironia, por favor!

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br 

São Paulo 

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QUESTÃO AMBIENTAL

Parabéns ao "Estadão" pelo editorial muito esclarecedor desta terça-feira ("Brasil, país poupador de terras", 9/1, A3). A preocupação com o meio ambiente tem de ser encarada séria e responsavelmente e o tema não deveria ser usado com finalidades suspeitas. Uma das consequências do mal entendimento dessa questão foi a sociedade pagar um preço muito alto na opção errada de construir usinas tipo fio d'água na Amazônia, como Belo Monte, apoiada em teses alarmistas por algumas ONGs baseadas em países que já construíram todas as hidrelétricas possíveis em seu território. Os governos populistas e sem compromisso com o bem comum facilmente se dobram a esses movimentos dos ecochatos. Uma área de sacrifício a ser inundada por um grande reservatório seria uma porcentagem ínfima em relação ao grande território ocupado pela floresta na Amazônia, mas nos garantiria bilhões de kWh por decênios, tornando a obra mais rentável, além das vantagens adicionais como regularização do rio, navegabilidade, piscicultura e outras.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 

Atibaia

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O MAL, A BOA E O FEIO

Donald Trump conseguiu ser eleito, quase por unanimidade, o malvado favorito da imprensa. Esse é um papel em que ele está confortavelmente habituado, já que ganhou popularidade na televisão no papel de empresário durão. Agora, a unanimemente eleita como a boa moça da nação e não menos famosa Oprah Winfrey resolveu ensaiar uma candidatura à Presidência dos Estados Unidos contra Trump. Para que a arte imite a vida de forma completa, agora só falta Mr. Bean, o unanimemente engraçado e feio, resolver postular ao cargo mais poderoso do planeta. Não vejo nenhum problema em celebridades almejarem ocupar cargos eletivos. Mas considerar o principal cargo da nação sem ter qualquer experiência política prévia é uma aventura já testada e com resultados ruins. Parece que não é só a população brasileira que tem dificuldade de aprender com os próprios erros. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com 

Santana de Parnaíba

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O SUSTO OPRAH

É absolutamente frágil e estúpido pensar que alguém, apenas por ter feito um belíssimo discurso ativista, sem experiência política alguma, possa receber um selo de capacitação imediata para postular à Casa Branca.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ACIDENTE TEORI

Sempre acreditei que tinha sido acidente a queda do avião em que morreu o ministro do Supremo Teori Zavascki. Em baixa altitude sobre o mar, ao alinhar o avião em direção à pista do aeroporto, há claro risco de vento forte, chuva e espuma de ondas afetarem a estabilidade do aparelho durante o procedimento de pouso visual, pois o aeroporto não fornece informações meteorológicas. Infelizmente, também não havia copiloto a bordo durante a manobra de alinhamento com a pista, a fim de verificar a proximidade do avião com o mar e estimar a altura das ondas durante o voo que caiu perto de Paraty com o ministro Teori.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br 

Campinas

 

 

 

 

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