Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2018 | 03h07

ECONOMIA

Rebaixamento

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) reduziu, na quinta-feira, a nota de crédito da dívida soberana do Brasil de BB para BB-. Ao mesmo tempo, a perspectiva para o rating brasileiro foi elevada de negativa para estável. Isso significa piora na visão dos riscos em investimento, não obstante tanto esforço do governo Temer. A responsabilidade pelo rebaixamento, a meu ver, é, sim, da Câmara dos Deputados, pela falta de um mínimo de sensibilidade para aprovar a reforma da Previdência. Mas foram a incompetência e irresponsabilidade dos governos petistas, com a tal “nova matriz econômica”, que arruinaram o País. A decisão da S&P abre caminho para as demais agências a seguirem. E agora? Será que esse rebaixamento vai comover os “ilustres” parlamentares e levá-los a pensar no Brasil? Ou continuarão trocando votos por recursos financeiros? E ainda querem ser levados a sério...

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobuci@gmail.com

São Paulo

Sem surpresa

O rebaixamento pela S&P não deveria ser surpresa. A Fazenda põe a culpa pela não aprovação da Previdência no Congresso, que sobrepõe as ambições políticas e pessoais ao verdadeiro interesse da Nação. Chegou a hora de a Fazenda aumentar a pressão sobre o Congresso, indicando o valor mínimo necessário para evitar a falência da Previdência, com consequências graves para a população. O relator da reforma da Previdência diz que “sem mudanças faltarão recursos para pagamento das aposentadorias a partir de 2024”. Cabe, então, aos deputados e senadores apresentar suas propostas, e que sejam factíveis.

PABLO L. MAINZER

plmainzer@hotmail.com

São Paulo

Nota zero

Um país incapaz de investir em infraestrutura porque só tem condições de pagar ao funcionalismo e os juros da dívida, indo o que sobra para s emendas parlamentares, espera o quê? Atestado de seriedade?! Quem tira verba de saúde e educação para dar de mão beijada a campanha eleitoral merece nota zero.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Imposto de Renda

A defasagem da tabela de Imposto de Renda chega a 90%, segundo pesquisa. Mais uma vez a classe média paga a conta irresponsável do governo. E não há mais panelaço, não há mais passeata, não há mais protesto. O povo está satisfeito? Eu não.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

Aposentados

E eu vou ter de refazer meu orçamento doméstico com os 2,07% do reajuste da aposentadoria. Enquanto isso...

VALTER GALI

vgali@concili.com.br

São Paulo

LULOPETISMO

Profecia maldita

O editorial O pesado custo lulopetista (12/1, A3) desnuda a verdadeira herança maldita, que Lula anunciava como um legado, mas, na verdade, era uma profecia, agora realizada. Em vez de construir hospitais, melhorar a segurança pública e a educação, os ex-presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff preferiram espoliar a Nação brasileira ao aplicarem preciosos e escassos recursos em obras faraônicas e mesmo inúteis em países como Angola, Moçambique, Cuba e Venezuela, que nos deram ou se preparam para nos dar um belo calote. Por interesses nada louváveis, ambos ajudaram os bilionários Eike Batista e os irmãos Wesley e Joesley. A verdade escancarada é que Lula, Dilma et caterva nunca pensaram de fato no bem do sofrido povo brasileiro, mas tão somente em si mesmos e nos amigos do rei.

LUIZ LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

Dadivoso premeditado

Esse editorial ressalta o calote que o BNDES está levando de países africanos, Venezuela e Cuba, em consequência do alinhamento ideológico e da irresponsabilidade dos governos Lula e Dilma. E lembra que o prejuízo é debitado a todos nós, brasileiros. Mas faltou algo na abordagem. Os países africanos não poderiam ter acesso a créditos do BNDES porque eram devedores. Foi, então, que Lula resolveu perdoar tais dívidas, como se fosse um gesto humanitário a países pobres. Mas não foi nada disso. A intenção verdadeira foi abrir o caminho para novos e vultosos empréstimos, levando junto as empreiteiras, para alargar a corrupção, que agora está sendo exposta pela Operação Lava Jato. Fica muito nítido, pois, que o prejuízo dado a todos nós, brasileiros, foi cuidadosamente estudado e premeditado.

JOSÉ ROBERTO CICOLIM

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

Pretensões bolivarianas

Todos os brasileiros são compelidos, via impostos, a pagar as contas que o lulopetismo fez ao patrocinar obras em Cuba, Equador, na África, além dos auxílios à Bolívia, Venezuela, Nicarágua e outros países, o que monta a muitos milhões de dólares. Aliás, seria muito útil que algum economista interessado em obrigações populares apresentasse o montante devido por cada brasileiro em decorrência das farras do lulodilmismo em outros países. Para a esquerda festiva e carnavalesca lulopetista, os brasileiros, na realidade, serviram sempre apenas como massa de manobra para as pretensões bolivarianas petistas e de asseclas. Por isso todos aguardam, com ansiedade, o próximo dia 24, quando “o zelite” maior terá a sua condenação convalidada.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

EDUCAÇÃO

Cotas raciais

Uma em cada três federais tem denúncia em cota racial (12/1, A1). Com o advento das cotas raciais, funcionários das universidades públicas têm hoje o poder inédito de classificar e instituir a raça de uma pessoa. E pior: se já não existem, corre-se o risco de um dia haver nas universidades brasileiras, e delas para as ruas, Comitês de Vigilância e Patrulhamento Racial. Hitler e Idi Amin Dada, de mãos dadas, mandam lembranças.

NÉLIO ÍNDIO DO BRASIL

nelioindiodobrasil@gmail.com

Campinas

Discriminação

A consequência de anos de políticas de relativismo e de coitadismo está desembocando em “tribunais raciais”, a maior manifestação de discriminação. Quem cria cobras...

LUIZ E. GARCEZ LEME, professor da Faculdade de Medicina da USP

lueglem@me.com

Guarulhos

“Parece que Deus deixou mesmo de ser brasileiro. Um dia temos a inflação mais baixa nos últimos

20 anos e no outro somos rebaixados por agência 

de classificação de risco”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE A DECISÃO DA S&P

mgoldstein@bol.com.br

“Os políticos conseguem enganar os brasileiros, mas não os agentes econômicos internacionais, como 

as agências de rating”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, IDEM

luiz.frid@globomail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REBAIXAMENTO

 

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poor's é a luz vermelha que se acende. Por conta dessa classificação, teremos juros mais elevados e isso dificultará a recuperação econômica. O presidente Michel Temer, sabedor da necessidade das reformas, tem pagado o preço da impopularidade para implementa-las. A medida decorre da falta de aprovação de meios que reequilibrem e deem sustentabilidade à administração e às finanças públicas. Além das reformas trabalhista e da Previdência, existem outras necessidades que também poderiam nos conduzir a bons patamares de avaliação. O governo deveria ter diminuído o número de ministérios e eliminado os milhares de cargos de livre nomeação que à acomodação de cabos eleitorais. Poderia também ter avançado na desestatização para desmontar o Estado-empresário, que hoje é pesado e ineficiente. Prova disso é o prejuízo de R$ 19,1 bilhões que o Tesouro Nacional contabilizou no ano de 2016 (último dado disponível) para manter em funcionamento as 151 empresas estatais federais. Esse rombo representa um imposto de R$ 92 ao ano para cada cidadão brasileiro. Verdade que o presidente Michel Temer partiu para o sacrifício em busca das reformas. Espera-se que os congressistas também tenham esse desprendimento e, mais do que as próximas eleições, tenham o interesse nacional em sua pauta de trabalho. É dever de deputado e senador apreciar as matérias colocadas sob seu crivo e assumir os riscos inerentes à atividade. E para esse cumprimento não precisa (nem deve) exigir ou receber benesses, até porque, esse procedimento é crime de concussão, capitulado no artigo 316 do Código Penal (Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, ou antes, de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa).

Dirceu Cardoso aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

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SERÁ QUE A FICHA AGORA CAI?

 

O último 'downgrade' imposto ao Brasil pela agência de 'rating' Standard & Poor's (S&P) colocando-nos na posição "BB-" (terceiro degrau ladeira abaixo na escala "especulativa"), é mera consequência da irresponsabilidade desse Congresso Nacional que parece, em boa parte, estar se lixando para o destino de um País que enfrenta, todos os anos, déficits bilionários e recorrentes nas contas públicas. A situação de penúria fiscal é tal que impõe ao Executivo cortes no orçamento e até a tentativa de legalizar esdrúxulas "pedaladas dentro da lei", conforme lembrou o articulista Fernando Gabeira em seu artigo no "Estado" ("A compulsão de pedalar", 12/1, A2). Confesso não ter particular apreço pelo articulador político do governo Carlos Marun - um tipo um tanto grosseirão para o meu gosto -  mas subscreveria na íntegra o recado que ele deixou a seus pares no Congresso Nacional: "Continuem fingindo que a Previdência não é necessária para vermos onde vamos parar". Curto e grosso, como seria de esperar do deputado.  Já, a editora interina da Coluna do "Estadão", Maíra Trindade, deu que, após divulgada a decisão da S&P, os deputados "jogaram a responsabilidade (pelo rebaixamento) para a equipe econômica" - a mesma equipe econômica que tem feito das tripas coração para convencer a classe política da imprescindibilidade da emenda para o equilíbrio das contas públicas. Convenhamos, é muito caradurismo dos senhores deputados que, inclusive - não satisfeitos com o estrago que já fizeram, criando entraves à emenda e premiando contribuintes inadimplentes! - ainda ameaçam "retaliar o governo" talvez na vã suposição de que esse cabo de guerra estéril vá servir para algo além de empurrar o País na direção do despenhadeiro à beira do qual já está a olhos vistos.  Com todo o respeito, de longe é a pior legislatura da história do Parlamento brasileiro, em todos os sentidos!  Mas como há males que vêm para o bem, fica a expectativa de que agora, com esta "chacoalhada" vinda de fora,  caia a ficha das excelências. Sempre resta a esperança.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo 

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DIVISÃO DO ÔNUS

O artigo da Zeina Latif, ontem (11/1, B4), no "Estadão", explicou que a responsabilidade pela meta fiscal não deve ser só do Executivo.  O rebaixamento da nota pela S&P deve ser debitado ao Congresso que só aumentou despesas (e não aprovou a reforma da Previdência) e ao Judiciário, (que também só aumenta despesas e, como decidiu o Lewandowski recentemente, suspendendo o adiamento do reajuste dos servidores e do Luiz Fux autorizando auxílio-moradia a juízes). As contas estouram, a agência rebaixa a nota e todo o País é prejudicado. A imprensa passa a impressão de que o problema é do governo Temer e da equipe econômica.

Marilene Cruz mm.cruz23@me.com 

São Paulo

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'BB-'

Motivos como a irresponsabilidade destes congressistas deixarem de aprovar propostas de consolidação das contas públicas, como a reforma da Previdência, levaram a agência de classificação de risco S&P a rebaixar a nota de risco soberano do Brasil de "BB" para "BB-". Para evitar derrotas como esta do rebaixamento da nota de crédito do País, apesar do grande esforço do presidente Michel Temer e da equipe econômica, que apresentam uma política forte, tirando o Brasil da mais profunda recessão recente de nossa história, responsabilidade do desgoverno petista. Que o eleitor não tenha memória curta este ano, não votando na próxima eleição em deputados e senadores com mau desempenho no Congresso.

José Wilson de Lima jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo SP 

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VONTADE DESFRALDADA

A nota de crédito do Brasil foi rebaixada mais uma vez. Quando ouvimos os políticos, ficamos com a impressão de que o problema do déficit público do Brasil não tem solução. A mentira não poderia ser mais deslavada, e os caras nem ruborizam. O que falta é gente com vontade de resolver o problema. Sejamos claros, o nível de corrupção no Brasil impede nosso País em avançar em qualquer tema que envolva a saúde financeira do Estado, ou seja, o futuro dos nossos filhos e netos. Falta vontade, mesmo. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba 

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NA LAMA

A falta de coragem e de objetividade das instituições federais brasileiras mantém o País parado num momento crítico da nossa história. O ambiente político está desfavorável e as reformas da Previdência e tributária não avançaram. Enquanto os governantes continuarem gastando desbragadamente com a máquina pública e não se esforçarem para atrair investimentos para a realização de grandes empreendimentos, o quadro recessivo será eterno. Pelo visto, o rebaixamento pela agência de risco S&P não sensibilizou o presidente, que continua não enxergando a lama na qual o País está afundado.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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FAZ SENTIDO

O que aconteceria com as perspectivas da economia brasileira se a reforma da Previdência tivesse sido aprovada, se nosso orçamento estivesse equilibrado, se a corrupção tivesse sido banida da política nacional e se as perspectivas de se eleger pessoas adequadas para a Presidência e o Congresso fossem boas? Seriam outras. Mas, como este não é o caso, o rebaixamento infelizmente faz sentido. Como dizia o Marquês de Maricá: "Só é pobre quem não quer ser rico".

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo 

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BRASDESH

A agência de classificação de risco S&P rebaixou o Brasil para (BB-), o mesmo nível de Bangladesh. Quando os 300 congressistas picaretas de Lula vão pensar no Brasil ao invés de defender "apenas seus próprios interesses"?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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CASTIGO

Demorou mas o castigo veio. A agência de classificação de riscos S&P rebaixou a nota de crédito do Brasil, de BB para BB-. Estamos três patamares abaixo do grau de investimento. Quem perde com isso? Todos os brasileiros, por culpa de um Congresso ineficiente, incompetente e que está de costas para o país e seus eleitores e não votou a reforma da Previdência, sabendo da real situação financeira do país e por culpa do ministro Lewandowski, que autorizou o aumento dos funcionários públicos. Ora essa quem não gosta de aumento? Mas o sacrifício não deveria ser de todos? Sim, mas o Congresso e o ministro Lewandowski querem o pior para o Brasil, ou seja, essas pessoas torcem para o quanto pior, melhor. E assim chegamos em 2018 arrastando a crise econômica deixada pelo PT.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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NOTA

Mesmo apresentando inflação e taxa de juros que permitem a publicação dos gráficos econômicos com zoom próximo à região do zero, a agência de risco S&P, rebaixou a nossa classificação, nos colocando no nível de Bangladesh e República Dominicana. Eles sabem muito bem, como qualquer cidadão minimamente informado, que nosso Congresso, em ano de eleição, não vai fazer o menor esforço para aprovar as reformas vitais para manter os históricos índices e estão nos prevenindo de que não adianta comemoração por algo que não se sustenta sem reformas.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br 

Rio de Janeiro 

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COTAS

A reportagem "Uma em cada três federais tem denúncia em cota racial", que apresenta como solução para o problema a sugestão apresentada pelo governo para a criação de comissões para avaliar os candidatos autodeclarados pretos ou pardos toca em um severo problema que está subliminar à política de cotas raciais: a seleção com base na aparência do candidato. O simples fato de o candidato aparentar ser branco ou negro ou indígena ou homossexual ou conservador ou liberal ou anarquista não deveria servir como pré-requisito para que receba ajuda ou subsídio da sociedade e sim a extrema vulnerabilidade social. Se qualificamos alguém apenas com base na cor da pele, podemos condenar outro indivíduo ainda mais vulnerável e excluído a uma condição de irremediável penúria. Felizmente, existem famílias com integrantes de cor "preta" ou "negra" ou "parda" ou "indígena" bem sucedidas, com altos rendimentos que as tornam capazes de oferecer oportunidades idênticas a outros membros da elite econômica; por outro lado, há famílias ou indivíduos com a cor da pele "branca"  que enfrentam quadro de severa penúria social e financeira. Nesse quadro, como julgar que os primeiros são mais merecedores que os segundos? Não obstante, criar comissões, com integrantes com o tempo remunerado pelo Estado, além de favorecer a subjetividade no julgamento, o que pode acarretar ainda mais injustiças, desvia recursos preciosos que poderiam atender a mais alunos nas universidades, sejam eles brancos, negros, pardos, indígenas ou refugiados. Se o regime de cotas foi considerado válido pelo STF, então que seja adotada a auto declaração como único instrumento válido para cotejar a escolha do declarante. Ademais, a única raça à qual todos nós pertencemos é a humana.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br 

Guarulhos 

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COMPARAÇÃO

Muito interessante a comparação de custeio entre a Universidade de Campinas (Unicamp) e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) levada a efeito na matéria "Excelência acadêmica requer custeio público" (5/01/18, A2). Todavia, tendo-se em conta que a Unicamp, assim como as demais universidades brasileiras, não tem sequer um século de existência não faz muito sentido outras comparações como a de produção científica de impacto, que não ocorre sem o amadurecimento secular das instituições.

Jose Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos 

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EDUCAÇÃO

Oportuna, necessária e estimulante ao debate a missiva do PhD. Dr. Vandré Casagrande Figueiredo da University of Kentucky College of Health Sciences publicada neste Fórum dos Leitores (08/01) devido a argumentação de irretocável lógica baseada na comparação de fatos e que vem somar-se a tantos outros artigos sobre os problemas na Educação Nacional que temos lido ultimamente aqui no "Estadão". Nossos dirigentes de universidades públicas têm autonomia na gestão dos recursos que essa elite alega ser pouco para gerar uma excelência acadêmica. Entretanto, nas últimas décadas não houveram esforços efetivos da academia nacional para motivar o Congresso Nacional a alterar a Constituição Federal e assim destinar maior porcentagem do orçamento à Educação, parecendo que sempre estiveram satisfeitos. Não nos esqueçamos que as universidades e Centros de Pesquisa têm apoio das Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa, da Coordenadoria de Assistência a Pesquisa e Ensino Superior e do Conselho Nacional de Pesquisas, com suas bolsas e financiamentos de porte. Uma profunda auditoria geral apontaria o caminho para uma melhor gestão, definição de metas, fiscalização no emprego dos recursos públicos e a base sólida para o planejamento isento de eventuais politicagens. Caso contrário, patinaremos na "Lei de Gerson" que apregoava levarmos vantagem em tudo!

Herbert Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com          

São Paulo

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REGRA DE OURO

"O espírito da regra de ouro é este: estimular os governos a poupar e investir, pois não se deve gerar dívida para financiar despesas correntes", diz José Serra em "Uma regra que vale ouro" (11/1, A2). Bem pensado e bem feito no tempo em que ele foi ministro da Fazenda no governo do PSDB. Após a tomada do poder pelos petistas, esse princípio básico começou a declinar juntamente com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), prenunciando uma catástrofe presente e futura, pois não vislumbramos em Michel Temer, apesar de seus esforços, a capacitância de um estadista, mas a continuidade do patrimonialismo tão bem disseminado pelo petismo no qual o governante não distingue o patrimônio público do próprio, tratando tudo como sendo seu. No patrimonialismo, os cargos não são atribuídos por capacidade e competência, mas de acordo com a conveniência  de quem os indica, representando um sério obstáculo à racionalidade e ao crescimento econômico (Max Weber). De acordo com as definições, não vejo ninguém mais patrimonialista do que os três últimos governantes: Lula, Dilma e Temer, este último se nota principalmente na grande capacidade de escolher ministros. Ou melhoramos a safra em outubro, ou não haverá regra que possa valer ouro.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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R$ 17

Cá entre nós, não teria sido muito melhor e mais adequado além de menos vergonhoso, o governo anunciar congelamento do salário mínimo que é de míseros R$ 937 mensais para 2018, ao invés de aumentá-lo em ridículos e insignificantes R$ 17? O que representa pouco mais de uma moeda de R$ 0,50 por dia, valor que mal paga o reajuste de duas passagens de ônibus. Agora, baseado nesse índice será reajustada a aposentadoria e as pensões, ou seja, de uma aposentadoria de fome, passaremos a receber uma aposentadoria de máxima miséria. Enquanto isso, nós, os palhaços desse gigantesco circo chamado Brasil, temos que aceitar, admitir, ver e aplaudir tudo que nossos políticos se autodeterminam como: reajustes, vantagens, benefícios, aposentadorias especiais e mordomias faraônicas, além de não lutarem por nós para que possamos ter um pouco de saúde, educação, transportes e segurança mínimas para sobreviver. Simplesmente vergonhoso, indecente, absurdo além de uma indiferença e desrespeito perante nós a população que votou nessa corja, corrupta, suja e desonesta, que lá os colocamos e os pagamos muitíssimo bem com nosso dinheiro suado.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO

 

Quanto a preferir Henrique Meirelles na Fazenda, é questão de lógica, por enquanto está ele realizando um bom trabalho em favor do País, e sua candidatura deixaria desguarnecida a pasta importantíssima. De outro lado, os elogios a Geraldo Alckmin vão de encontro às grandes possibilidades de que ele vença as eleições presidenciais, agrupando as forças de centro sob uma mesma bandeira: com tranquilidade e ponderação, mas com firmeza e firmes propósitos de consertar o Brasil. A largada de Geraldo Alckmin tem sido satisfatória!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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CAMPANHA 

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, deve assumir a coordenação geral da campanha do partido nas próximas eleições. Ah, ah, ah!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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INTENÇÃO DE VOTO

 

Não leio mais pesquisa de intenção de votos para eleição de 2018 em que o ex-presidente Lula aparece liderando. É um insulto e um verdadeiro atentado à minha inteligência. Só para dizer o mínimo!

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br 

São Paulo

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ARMAS

O nosso "Estadão" (9/1, A9) apresentou uma grande reportagem sobre o tráfico de armas pela Tríplice Fronteira e a facilidade com que a facções criminosas são facilmente "abastecidas" de armas de todos os tipos e calibres. Entretanto, o que mais me chamou a atenção, foi uma nota no rodapé da mesma página, sobre uma chacina, ocorrida em Pirituba, onde a perícia da polícia encontrou cápsulas calibre .40, de "uso restrito das polícias de São Paulo!". Será que nenhum luminar da nossa Justiça, ainda não imaginou que os criminosos poderiam estar utilizando esses tipos de armas, para embaralhar as investigações desses crimes.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br 

São Paulo 

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CAMINHO DAS TRADIÇÕES

Parabéns ao "Estado" e aos articulistas, embaixadores Sérgio Amaral e Rubens Barbosa. A quebra do isolamento atual e a retomada das boas práticas diplomáticas são condições prévias e indispensáveis ao enfrentamento de graves questões que não tardarão a surgir. Coincidência ou não, a entrevista do economista Ha-Joon Chang na mesma edição (9/1), chamando a atenção para os riscos da manutenção de um comércio ultrapassado, dá sustentação a previsões comerciais sombrias ao colocar "o País na direção errada" o Brasil precisa retornar urgentemente o caminho das suas legítimas tradições de que três décadas de incompetência e sectarismo inconsequente o afastaram. Tenhamos alguma esperança nos próximos governos.

Arnaldo Abílio Godoy Pereira Cravo

São Paulo

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CHURCHILL

O filme sobre Churchill, que acaba de ganhar o prêmio Globo de Ouro, permite que nos recordemos da mais emblemática frase do estadista: "A Democracia foi o pior regime inventado pelo homem, exceto todos os demais". Nada mais oportuno agora nesta era de incertezas em várias partes do mundo e também aqui, entre nós.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

São Paulo

 

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