Fórum dos Leitores

ECONOMIA X POLÍTICOS

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2018 | 05h00

Depois do rebaixamento

Será que o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional vão criar juízo e fazer o possível e o impossível para aprovar a inadiável reforma da Previdência agora em fevereiro, depois de mais esse vexame do anúncio do rebaixamento da nota de crédito do Brasil, de BB para BB-, pela agência Standard & Poor’s? O povo brasileiro não merecia passar por mais essa humilhação. Nosso governo, tão mal avaliado nas pesquisas de opinião, vê com preocupação a possibilidade de o impacto da tensão pré-eleitoral deste ano contaminar e tornar inviáveis não somente a reforma da Previdência, mas também outros projetos que dependem da aprovação dos congressistas e são essenciais para minorar a situação já bem deteriorada das contas públicas. Isso poderia até interromper a recuperação econômica em curso e a consequente criação de postos de trabalho. Mas será que os parlamentares federais vão mesmo seguir o que diz, infelizmente, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG): “A classificação de risco que importa aos deputados é o risco eleitoral”? Quer dizer, o Brasil que se dane...?!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

Espírito de corpo

Totalmente corporativa a declaração do deputado mineiro Marcus Pestana sobre a reforma da Previdência: “A classificação de risco que interessa aos deputados é o risco eleitoral”. Uma vergonha um deputado ir contra as reformas modernizadoras da Nação. Já votei nesse senhor, mas ele não terá meu voto nunca mais, nem o seu partido.

EUGÊNIO F. DE MAGALHÃES

efmaga@icloud.com

Pouso Alegre (MG)

Baixeza

Esse comentário do deputado Marcus Pestana sobre rebaixamento da nota de crédito do Brasil e eleições dá a exata medida da pequenez dos congressistas.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

O peso das sinecuras

A privatização da Eletrobrás faria o custo da energia cair para os consumidores, mas isso não interessa aos congressistas. O que lhes interessa é manter seus apaniguados na empresa, que com certeza seriam demitidos, dado o alto contingente de “funcionários” que abarrota as estatais brasileiras. São filhos, amigos e cabos eleitorais de quem ocupa cadeiras nos três Poderes. Há um Brasil próspero, eficiente, batalhador, que arrasta essas quinquilharias inoperantes. São estatais endividadas, órgãos públicos ineficientes, Judiciário faminto e ministérios sem função. Nem assim os congressistas ousam pensar no País, aprovando a privatização de uma Eletrobrás. Imaginem o resto da quinquilharia. Só quem precisa dessa tralha toda que emperra nosso crescimento são justamente os eleitos para nos representar. Não tem jeito. Só um cataclismo geral, ou uma “tomada da Bastilha tupiniquim”.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Otimismo ou pessimismo?

Vai ser otimista assim no purgatório quem acredita que o Brasil um dia deixará de chafurdar na corrupção e se tornar um país merecedor de respeito. Os representantes do povo no governo transformam a democracia em aristocracia, adotando atitudes de monarcas absolutistas intocáveis. Não prestam contas a ninguém. Será otimismo exagerado acreditar que o Brasil poderá salvar-se caso confisque dos poderosos o direito ao foro privilegiado? O STF vem hesitando há bom tempo em bater o martelo e o Congresso... Ah, esse, haja otimismo para acreditar que vá um dia cortar na própria carne. Otimistas x pessimistas, a última batalha.

APOLLO NATALI

apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Falsidade ideológica

A força-tarefa da Operação Lava Jato voltou a questionar os recibos apresentados pelo ex-presidente Lula como prova de pagamento do aluguel do imóvel em São Bernardo do Campo. Em suas alegações finais o Ministério Público Federal (MPF) afirma categoricamente que eles são ideologicamente falsos. A defesa, por sua vez, bate sempre na mesma tecla de que os procuradores abusam do direito de acusar e isso não passaria de perseguição política via instrumentos judiciais (lawfare). Pura falta de argumentos, pois as provas de irregularidades nos comprovantes são robustas. Quem não se lembra quando, questionado educadamente pelo juiz Sergio Moro sobre a existência desses recibos, o sr. ex-presidente respondeu: “Deve ter, está em algum lugar”? E esse misterioso “algum lugar” eram os pertences pessoais de dona Marisa, ora vejam! Só que o “diabo faz, mas deixa sempre uma ponta do rabo de fora”, e nesse caso deixou o rabo inteiro. Recibos novinhos, com os mesmos erros gramaticais e datas inexistentes no calendário, como 31 de novembro. Portanto, srs. causídicos, que muito em breve (24/1) decerto se tornarão de “porta de cadeia”, não nos queiram passar atestado de idiotas e abusar da paciência de uma Nação que clama por justiça. “A desgraça da mentira é que você passa a vida inteira contando mentiras para justificar a primeira contada” (Luiz Inácio Lula da Silva, o “cara”).

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

O julgamento no TRF-4

É óbvio que o triplex no Guarujá era mesmo para o Lula. Não fora isso, por que a empreiteira se ocuparia com tão caras melhorias? O “toma lá dá cá” nunca esteve tão evidente. Os brasileiros não comprometidos e informados esperam que seja feita a justiça devida. Com tanta e volumosa propina rolando por aí, caso os três juízes votem considerando a evidência dos fatos, teremos o justo e esperado três a zero que permitirá tirar o Brasil deste atoleiro que nos sufoca. Também teremos um prova concreta de que nem todo mundo é corrupto. Os três juízes, esperança de um Brasil melhor, teriam resistido com galhardia ao canto das sereias e ao tilintar das moedas de ouro.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Tranquilidade

Diante do noticiado na página A8 de sábado (Cármen e presidente do TRF-4 vão discutir julgamento de petista), quero tranquilizar ambos os altos magistrados e os deputados do PT: não irei no dia 24 à manifestação em Porto Alegre a favor do Lula, portanto, por minha causa não precisam gastar tempo e dinheiro dos cofres públicos para garantir a ordem em torno do Tribunal Federal da 4.ª Região. O motivo da minha ausência é que eu trabalho nesse dia. E se não trabalhasse estaria à procura de emprego.

ALPOIM DA SILVA BOTELHO

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

“Problemas com recibos frios? Esquentamos em 24 horas”

PAULO EDUARDO GRIMALDI / COTIA, SOBRE OS COMPROVANTES DE QUITAÇÃO DE ALUGUEL ‘IDEOLOGICAMENTE FALSOS’ 

pgrimaldi@uol.com.br

“Os recibos são tão verdadeiros quanto a afirmação de que elle tem a alma mais honesta deste país”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, IDEM

jrniero@yahoo.com.br

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REBAIXAMENTO E REFORMAS

Que o esperado e vexatório novo rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s sirva de alerta e incentivo ao Congresso Nacional para que vote e aprove a urgentíssima reforma da Previdência no próximo dia 19 de fevereiro. Caso contrário, as duas outras agências, Moody’s e Fitch, farão o mesmo na sequência. Reforma, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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AJUDINHA

Será que o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, ao liberar o aumento dos servidores públicos, não ajudou para o rebaixamento do risco Brasil? Ninguém consegue pensar no País?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CONTAS PÚBLICAS

Não posso deixar de cumprimentar o jornal por seu magnífico editorial “O preço de um grave erro” (10/1, A3), sobre a destinação ao Fundo Partidário de verbas que iriam para a saúde e a educação. É isso o que o povo deveria saber e também, especialmente, a caterva que lota os plenários do Congresso e a pletora dos partidecos políticos que tisnam nossa débil e tão aviltada “democracia”. Lamentavelmente, a população não lê jornais e é manipulada pela demagogia das organizações políticas e partidárias. Parabéns pelo serviço prestado à cidadania.

Mário R. Costa costamar31@terra.com.br

São Paulo

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REFIS

Levantamento feito pela Receita Federal a pedido do “Estadão” mostra que, nos últimos dez anos, o País perdoou R$ 176 bilhões em juros e multas de dívidas tributárias, por meio de nove programas de parcelamento de débitos, os Refis. Muito bom seria sabermos quais foram as empresas beneficiadas, uma vez que cogitou-se em diversas ocasiões que seriam de parlamentares, a maioria delas. Além disso, vir a público esclarecer o que se “propinou” e para quem, com a finalidade de obter tal decisão aprovada.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A BOA NOTÍCIA DA INFLAÇÃO

Felizmente, com a queda do PT do poder, Michel Temer formou uma notável equipe econômica que não somente recuperou a nossa economia, que voltou a crescer, como, principalmente, conseguiu a façanha de fechar o ano de 2017 com uma inflação de 2,95% ao ano, a menor dos últimos 20 anos. É uma notícia para comemorar, já que, em dezembro de 2015, a inflação ficou em 10,67%. Ou seja, em menos de dois anos, com uma administração responsável na área econômica, o País saiu da recessão também graças à queda da inflação. Com isso, a taxa básica de juros, Selic, caiu de 14,25% para 7%, e provavelmente em fevereiro próximo cairá para 6,75%. Assim indicou o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que inclusive foi eleito pela revista britânica “The Banker” como o melhor presidente de Banco Central do mundo em 2017. Parece que, pelo menos na área econômica, o Brasil vai bem.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AUTOSSUFICIÊNCIA

Num país onde a inflação cai, o nível de emprego cresce, a exportação aumenta, a Petrobrás se recupera e a Boing quer ser sócia da Embraer, pergunta-se: quem precisa de governo?

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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E PODIA SER MELHOR

Inflação mais baixa em décadas (2,8%), Selic em sua mínima histórica (7%) e sinalizando novo corte, retomada consistente da economia, dólar “comportado”, Bovespa disparando 30%, reversão gradual do desemprego, empresas voltando a contratar mão de obra, Petrobrás saneada, com ações em alta e reduzindo seu cavalar endividamento, indústria sendo reativada, Mercosul voltando a tratar de negócios e de integração econômica, 43% de alta na venda de carros para a Argentina e 98% para o Chile; 66,4% de aumento na exportação de petróleo bruto, melhor Natal dos últimos anos, alta expressiva das exportações e das importações, maior saldo comercial da História (US$ 67 bilhões), superssafra agrícola e de alimentos (242 milhões de toneladas), contas públicas sendo saneadas, reforma trabalhista, reforma do ensino médio, teto de contenção nos gastos públicos, ajuste fiscal em andamento, temas constitucionais importantes na pauta legislativa... Tudo isso (e muito mais) apesar dos irmãos Batista, de Rodrigo Janot, dos artistas “engajados”, de uma certa mídia facciosa, do PT e de seus puxadinhos, dos que são sempre do contra e até (!) de alguns irresponsáveis aninhados na base de sustentação do governo, sempre dispostos a bombardear o “vampirinho” durante todo o ano. Imaginem só como estaríamos se tivessem deixado o homem trabalhar em paz e em tempo integral.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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A MOSCA AZUL

Na corrida sucessória para a Presidência da República este ano, nem Nostradamus ou qualquer das sibilas da mitologia grega seriam capaz de arriscar um prognóstico. No rol dos pretendentes, com exceção de Lula, que pode ser impedido de concorrer, dependendo do seu julgamento em segunda instância na Lava Jato, nenhum pretenso candidato tem cacife suficiente para chegar à faixa presidencial. Aí é que vem a surpresa que ninguém conta: da forma como Michel Temer se atira, como um kamikaze japonês, usando todos os meios possíveis para aprovar a reforma previdenciária, com a economia dando nítidos sinais de recuperação e diante de uma rápida estatística da aprovação de seu governo, quem sabe ele será picado pela mosca azul e, mais do que de repente, resolve se candidatar à Presidência? Disse o rei Salomão: “Tudo é possível debaixo do sol”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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LAMBARI POR DOURADO

Tenho lido muitos artigos publicados em jornais falando das eleições de 2018. O que me deixa extremamente triste é que tem gente de alto nível intelectual que prega que, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrar na disputa, não terá para mais ninguém. É conversa fiada. O povo brasileiro hoje sabe perfeitamente quem é este senhor e quer vê-lo pagando por tudo o que fez de mal ao nosso país. Como acreditar que depois de ter feito o diabo a quatro com o Brasil este cidadão tenha condição de retornar ao poder? Isso me cheira a coisa encomendada. Estão passando lambari por dourado. Até o senhor Lula não tem dúvida de que, caso concorra, será rechaçado nas urnas. Este barulho todo dizendo que ele é imbatível só tem um objetivo: com uma condenação em segunda instância praticamente certa e com a impossibilidade de disputar a eleição, seus seguidores querem deixar nos livros de História, como se verdade fosse, uma mentira. Assim: “Lula sofreu perseguição política e foi tirado do páreo em 2018 porque liderava as pesquisas”. Não dá para engolir. A nossa sociedade não é desmiolada. 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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ESPERNEIO

Seria cômico, se não fosse triste, ver o ex-presidente Lula precisar de toda uma parafernália para apenas um julgamento. No dia 24/1, quando o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) julgará o recurso de Lula da sentença de Sérgio Moro, transformarão Porto Alegre numa guerra só para provar que é “inocente”? Convocaram até “o diabo”, no melhor dos sentidos. Bem que dizem que “ao inocente basta apenas provar, já ao culpado, espernear”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O JULGAMENTO DE LULA

25 de janeiro é o Dia de São Paulo, mas 24 de janeiro poderá ser o Dia do Brasil.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OS BONS EVITAM A POLÍTICA

De uns tempos para cá, nota-se que os cidadãos bons, ou denominados do bem, fogem de integrar as hostes políticas, porque estão vendo quantos malefícios os políticos têm praticado à Nação, além do fato de que os baixos conceitos morais e éticos da maioria dos políticos impedem uma convivência sadia com os bons ou os do bem. Pode ser um erro conceitual, mas a verdade é que os bons ficam, pelo menos, amedrontados de participar da política, o que fez cair o nível dos concorrentes a cargos eletivos. Na verdade, os que tinham categoria para serem cabos eleitorais antigamente é que, na atualidade, estão concorrendo à maioria dos cargos eletivos da Nação, seja do Executivo ou do Legislativo. Com tais pensamentos, ficará muito difícil de melhorar o País e as suas condições.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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POLITICALHA

A politicalha, sem exceção, está mesmo preocupada é com o “puder”. Quando o povo pensa que as coisas vão melhorar, percebe que, desde o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, entre outros, estão na realidade de olho na Presidência da República. Por outro lado, as reformas urgentes e necessárias ao País ficam para trás. O pior de tudo é que este processo é fomentado pelo famigerado Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), que deve chegar à ordem de quase R$ 2 bilhões em 2018. Como diz o “Estadão”, trata-se de uma verdadeira excrescência, paga com dinheiro público. Muda, Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SEM OMISSÃO

O ano das eleições acaba de começar. E por certo as discussões não podem ficar resumidas aos partidos e seus candidatos, e o eleitorado não pode se omitir, seja votando em branco ou anulando o voto. Ou não comparecendo para votar. E uma questão merece grande destaque, qual seja, não dá para colocar todos os candidatos no mesmo patamar, considerando todos eles no mesmo nível. O início do processo eleitoral dará a oportunidade de acompanhar as propostas dos candidatos, e que sejam feitas as escolhas dos melhores.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CHAGAS

As chagas do Brasil, mais do que a corrupção, são o excesso de ignorância e de estupidez de egoístas e desumanos economistas e advogados (e outros “et caterva” impertinentes “profissionais”, como muitos jornalistas), que dominam a retórica do “Mateus, primeiro os meus” e fazem uso da “legalidade” para se fortalecerem no caos econômico-social em que vivemos, diminuindo o resto dos mortais, também privilegiados que têm um diploma (de nível nem sempre superior, mas fidedigno, povo não instruído incluso) conquistado com suor e posto à prática como gente da classe média a favor da produção e do crescimento e do bem-estar de todos, à condição de meros espectadores do que se passa no País, como que só eles fossem os salvadores da Pátria, entendedores de todos os assuntos e donos de resoluções!

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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TEMPO DE FESTA?

O carnaval no Rio de Janeiro deveria ser cancelado enquanto a situação econômica, social e financeira do Estado não fosse estabilizada. Chamar o Exército para policiar o Estado durante a festividade parece piada de muito mau gosto. E o investimento de dinheiro público não faz sentido, se o funcionalismo está com os vencimentos atrasados e os serviços públicos, paralisados. Que os governantes se conscientizem de que o momento é de rever a febre da ilusão e cair na real.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA 

Acabar com a bandidagem no País é procedimento muito simples e rápido. Trata-se apenas de uma questão de vontade política. A atual, demagógica, populista e nitidamente anárquica, é a de proteger o bandido, enchendo-o de direitos humanos. Não existe uma política de segurança pública voltada para o cidadão. Existe, isso sim, em andamento um trabalho velado orquestrado pela esquerda para destruir a sociedade, a partir da violência. Leis penais brandas são a causa direta do assassinato de 130 policiais militares no Estado do Rio de Janeiro só no último ano, por exemplo. A impunidade gera audácia. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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RUMO A UM NARCO-ESTADO

Os três últimos ataques a caixas eletrônicos usando explosivos no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, e nas cidades de Duque de Caxias e Angra dos Reis mostram a necessidade premente de utilizar a Lei Federal 13.260/16, que regulamenta os atos de terrorismo, previstos na Carta Magna. Caso não ocorra, estaremos caminhando a largos passos para a situação anômala de um narco-Estado. Com a palavra, o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público Federal.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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JUSTIÇA E MODERNIDADE

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel Calças, nos fala em entrevista ao “Estadão” (11/1, A7) de um novo prédio, imenso, sem considerar que os processos eletrônicos manterão os juízes e funcionários em “home office”, reduzindo a necessidade de áreas de escritório, reduzindo o trânsito e melhorando a produtividade de todos. Não seria possível pensar para a frente, em vez de repetir erros do passado?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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BRASIL AGRÍCOLA

Gostaria de cumprimentar o jornal “O Estado de S. Paulo” pelo relevante editorial “Brasil, país poupador de terras” (9/1, A3), que mostra a realidade da produção agropecuária brasileira ao distanciá-la da classificação de predatória do meio ambiente. Como fica claro no texto, a agropecuária brasileira é uma das mais cuidadosas do mundo com a questão ambiental. Nossos produtores rurais são os melhores amigos da natureza porque dela dependem para sobreviver. Os dados expostos só comprovam o cuidado que o homem do campo sempre leva em conta na hora de realizar sua atividade – além de mostrarem que ele é moderno, conectado com as tecnologias que garantem mais produção em uma menor ou igual área – poupando solo e água. É de extrema importância que sejam publicados textos esclarecedores e livres de paixões, como este na edição de terça-feira, 9 de janeiro. A agropecuária precisa e merece ser definitivamente vista como harmônica com o meio ambiente, preocupada com os recursos naturais e decidida a manter nossa riqueza natural.

Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo heliofilho@agricultura.sp.gov.br

São Paulo

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AMBIENTALISMO RADICAL

Aos poucos, a ciência vai derrubando mitos e falsas interpretações que alimentam ambientalistas tupiniquins de araque, muitos deles a solto de interesses internacionais escusos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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BRASIL POUPA TERRAS?

Estatísticas e dados servem para todos os propósitos. O editorial de 9/1 simplesmente contorna o fato de que não é necessário desmatar uma área correspondente a 70 km x 70 km anualmente, causando a maior parte – 30% a 40% – das emissões de CO2 pelo Brasil. Qual a motivação para a desinformação?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O FEMININO E SEUS ENIGMAS

Como fã incondicional da grande atriz francesa Catherine Deneuve, eu concordo plenamente com a carta aberta assinada por cem personalidades francesas e publicada no jornal “Le Monde” na semana passada. Se, por um lado, os protestos contra a violência sexual são todos legítimos e os culpados devem ser severamente punidos, por outro lado, não há como impedir um homem de fazer a corte a uma mulher se ambos são maiores e capazes e estão abertos a procurar um relacionamento. Diante da complexidade do assunto, parece relevante buscar no próprio cinema uma fonte de debate sobre o feminino e seus enigmas. Os limites entre o assédio sexual e o amor cortês nunca foram tão bem elaborados e debatidos como no magnífico filme italiano “O Processo do Desejo” (1991), que merece ser revisto por causa da atualidade do tema.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MANIFESTO FRANCÊS

Não poderia ser mais oportuno o manifesto francês assinado por cerca de cem mulheres, entre as quais a atriz Catherine Deneuve, contra o chamado “denuncismo” de campanhas norte-americanas e francesas contra a desigualdade, o assédio e a violência sexual. Embora seja mais do que evidente, nunca é demais salientar que paquerar ou flertar – atitudes naturais, fundamentais e necessárias ao saudável jogo da sedução – nada têm que ver com assédio ou violência sexual. A avalanche de denúncias que vem surgindo principalmente nos Estados Unidos, muitas delas francamente inconsistentes, já demonstra que o perigoso e condenável território do macarthismo ou da caça às bruxas já foi invadido e ameaça tomar corpo. Fundamentalismo comportamental é tão prejudicial quanto o religioso ou qualquer outro.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ASSÉDIO

Tenho 75 anos e me lembro de que, quando estudava e trabalhava, também naquela época passávamos pelos mesmos problemas. Andava, então, com um alfinete em punho e a cada encostada, uma alfinetada. Com isso conseguia me livrar da situação.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

 

 

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