Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 03h06

CORRUPÇÃO

O julgamento no TRF-4

Nada de novo no cenário que se descortina para amanhã, dia 24. Depois que Dilma Rousseff prometeu fazer o diabo para vencer as eleições – fez e venceu –, de João Pedro Stédile prometer guerra se Aécio Neves fosse o vencedor em 2014, as ameaças de Gleisi Hoffmann caso Lula seja condenado soam como canção de ninar. O PT é tudo o que sabemos e mais um pouco: para chegar ao poder gastou fortunas numa campanha mentirosa sobre ética e se aliou à elite, que ajudou o partido a surrupiar o dinheiro público, condenando o povo ao desemprego e à miséria. Agora acusa essa elite de golpista, retratando o que disse Ricardo Vélez Rodríguez em seu artigo A persistente e cansativa cara de pau de Lula e PT (17/1, A2). Como tão bem descrito, toda a trajetória de Lula e do PT é a mesma seguida pelos regimes totalitários, estabelecendo “um poder não limitado por leis”. É o que exercitam agora na intimidação aos julgadores do processo contra Lula no TRF-4. Ora, para ser um membro de carreira na magistratura (e no Ministério Público) são feitas provas duríssimas de conhecimento, além de se vasculhar a vida social e ainda de se submeter o candidato a exames psicológicos, pois não se trata de indicações políticas. Ora, se tudo isso fosse também exigido dos candidatos à Presidência da República, Lula e Dilma jamais teriam sido presidentes. Assim, não nos podemos curvar às intimidações de aliens e predadores, cujo despreparo para a democracia é notório – em seu Twitter, Lula mostrou bem o que pretende: “Se eu voltar, vai haver uma regulação dos meios de comunicação”... Então, o presente para o aniversário de São Paulo, dia 25, e para todos os brasileiros de bem, será o Rio Grande do Sul confirmar a tese começada no Paraná.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Nem por um instante eu gostaria de ter o poder decisório de qualquer um dos três juízes que julgarão Lula amanhã. Não dá para sequer imaginar a tensão que estão vivendo com a aproximação do julgamento. Que tomem a decisão correta, sem interferência de natureza alguma. E que Deus os ajude!

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

No divã

Ao ler o editorial Um vazio a ser preenchido (21/1, A3), cheguei à conclusão de que o eleitor brasileiro precisa deitar-se no divã de um psicanalista, pois só um profissional poderá resolver essa psicose de ter como candidatos Lula e Bolsonaro.

OLAVO FORTES C. RODRIGUES

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Mediocridade na disputa

Oportuníssimo o editorial Um vazio a ser preenchido, que lamenta a ausência na disputa presidencial de um líder genuinamente comprometido com a modernidade administrativa, as privatizações, o enxugamento da máquina pública e um vigoroso combate à corrupção. Elegantemente, entre outros, o Estado deixa de citar Geraldo Alckmin. De fato, o governador paulista passa a imagem de político inseguro, sem convicções, que adapta seu discurso às conveniências eleitorais. No seu Estado, a única venda patrimonial importante – certamente para demonstrar a crença em que a gestão privada é mais vantajosa para os consumidores e contribuintes – foi a da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), detentora do mais pesado e monopolístico sistema de extra alta-tensão da Região Sudeste. E vendeu-a a quem? A uma inexpressiva estatal colombiana! O editorial tem razão, apostar na mediocridade para vencer os extremos será, com certeza, um desastre!

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Jabuticabas

Parabéns pelo editorial Um vazio a ser preenchido. Realmente, nada temos, até agora, para escolher nesta eleição senão o menos pior entre os atuais pré-candidatos. Mas acredito que ainda aparecerá um candidato com capacidade de fazer um bom governo e com boa chance de ser eleito. A propósito, minha experiência de 62 anos de trabalho indica a desburocratização como crucial para permitir que os outros objetivos sejam alcançados. De cerca de dez anos para cá, uma verdadeira enxurrada de leis, decretos, regulamentações, procedimentos, etc., inoportunos e mal concebidos, vem exigindo cada vez mais horas de trabalho improdutivo. Em vez de simplificar ou corrigir o que já está ruim, mais lixo vem sendo adicionado. Exemplos? Eis algumas jabuticabas, entre centenas de outras: a tomada domiciliar de três pinos versão BR, o georreferenciamento com novo padrão de coordenadas BR, o sistema eleitoral eletrônico, mas com a adição (!) de voto escrito... Essas são as marcas do nosso atraso – juntamente com milhares de folhas repletas de informações desnecessárias que sobrecarregam o custo dos nossos produtos –, cuja remoção deve constituir objetivo importante do novo governo.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

Tudo como dantes...

Emblemática a coluna Há um século de domingo, informando que em 1918 o carnaval e as eleições eram acontecimentos da mesma natureza, só que o povo dava muito mais importância ao carnaval. Tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

EDUCAÇÃO

Urgência

Apreciei muito o oportuno editorial A urgência da educação (22/1, A3). Realmente, é deveras importante verificar a nossa atual situação nessa área vital para o Brasil e seu povo, com o objetivo de um aumento significativo e necessário da produtividade nacional. As eleições estão chegando e os eleitores precisam escolher políticos que assumam os compromissos indicados no editorial e, se vitoriosos, deem prioridade à implementação de tais promessas.

CARLOS ED. MOREIRA FERREIRA

cemferreira@terra.com.br

São Paulo

EMBRAPA

Malfeitos

Não sei se alguma vez, com tanta ênfase, a imprensa foi utilizada para tentar melhorar as coisas no Brasil. Um surpreendente artigo de um funcionário da Embrapa (Zander Navarro), demitido por isso, jogou luzes na difícil situação econômica e administrativa da antes prestigiada empresa estatal. A pressão da imprensa também parece estar mudando a situação vexatória na saqueada e combalida Caixa Econômica Federal, um feudo de malfeitores políticos.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

“Ou o TRF-4 condena Lula ou o Brasil. Alea jacta est...”

J. S. DECOL / SÃO PAULO, SOBRE O JULGAMENTO DE AMANHÃ

decoljs@gmail.com

“Pelo aparato em torno do TRF-4, o réu é criminoso de alta periculosidade”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, IDEM

taniatma@hotmail. Com

“O PT prepara ‘abraço coletivo’ para proteger Lula. Abraço dos afogados na lama da corrupção”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, IDEM

jrniero@yahoo.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CARMÉN LÚCIA X CRISTIANE BRASIL

Em decisão equivocada, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu liminarmente a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. Não existindo impedimento legal para que condenados em processo trabalhista exerçam cargos públicos, ao decidir dessa forma, Cármen Lúcia agiu com a ambiguidade que a caracteriza quando enfrenta questões de grande repercussão pública. Provas disso foram dadas quando proferiu o voto de minerva na ação que serviu de paradigma para revogar as medidas restritivas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), impostas pelos ministros da primeira turma. Na tentativa de não se indispor com qualquer de seus pares, Cármen Lúcia proferiu um voto confuso que acabou por reabrir as discussões no plenário. Agora, mais uma vez, a ministra decide sem decidir. Afirmando que "sua decisão é precária e urgente e pode ser revista", determinou a suspensão do ato de posse e mandou que as partes e o Ministério Público Federal (MPF) se pronunciem. Com isso, prolonga a crise e acentua a desconfiança da população com a Suprema Corte que, pelo comportamento errático de alguns de seus ministros, tem, amiúde, decidido ao avesso da Constituição, por vezes invadindo a competência dos outros Poderes. 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br 

São Paulo 

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DESCRENÇA

Enquanto o governo segue na luta para preservar uma nomeação irresponsável, o povo está cada vez mais descrente da verdadeira Justiça e esperando sempre o pior.

Geraldo Fonseca Marcondes Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br 

Taubaté

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MANTIDA A SAIA JUSTA

Para não perder a boquinha, a ex-futura-ministra do Trabalho, Cristiane Brasil, com a maior cara de pau, insiste na sua nomeação. Se tivesse vergonha, não manteria Michel Temer refém da "saia justa" que lhe impôs. Não se sabe qual parte que a pretendente ao cargo ainda não conseguiu entender, de que é persona non grata nessa novela mexicana. Saia dessa ridícula situação que só atrasa o País!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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AULA DE FISIOLOGISMO

Posse da ministra (?!) do trabalho (minúsculas). Tanto esforço por tanto, por nada além do mais descarado fisiologismo.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br 

São Paulo 

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TCHAU, CRISTIANE BRASIL!

Parabéns a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, por suspender temporariamente a posse de Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. Prevaleceu o lado moral nesse episódio todo que vem se arrastando por vários dias, pois é difícil acreditar que uma deputada federal que não cumpre as regras básicas trabalhistas com seus funcionários possa ser nomeada ministra do Trabalho. Só mesmo aqui no Brasil!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

São Paulo 

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SUPREMA AGILIDADE

Quando quer, o STF julga até de madrugada, em pleno recesso! Parabéns ministra Cármen Lúcia pela disposição em manter a filha do Roberto Jefferson bem longe dos cofres públicos! Logo mais veremos toda a agilidade do STF para criar em instantes uma aberração jurídica que permita a Lula continuar em campanha, apesar da condenação em 2.ª instância. Dilma Rousseff teve os direitos políticos preservados depois do impeachment e ninguém falou nada, com Lula não será diferente. Quem sabe Lula terá que cumprir a pena apenas depois de terminar o mandato como presidente da República, mesma solução encontrada para manter Michel Temer no cargo. 

Mario Barila mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo 

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RECLAMAÇÕES TRABALHISTAS

Qualquer cidadão que empregue funcionários está sujeito a sofrer processos na indústria sindicalista das reclamações trabalhistas. Mesmo inocente, o empregador será induzido a aceitar "acordos" trabalhistas proveitosos para o reclamante. Se o empregador insistir em sua posição sofrerá a continuidade do processo e a sua difamação por anos a fio, na medida de sua projeção social.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com 

Capão Bonito

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INSEGURANÇA PESSOAL

Mais uma vez o STF afronta a Constituição e mais uma vez a ministra Cármen Lúcia demonstra insegurança em decisões importantes - a anterior foi em outubro do ano passado na apreciação da questão do foro privilegiado - ao impedir a posse de Cristiane Brasil antes de examinar o "inteiro teor" da ação movida por um grupo de advogados trabalhistas. Como se fosse fazer alguma diferença. O tal teor completo não será diferente do parcial: repleto de divagações moralistas que nada têm a ver com o dispositivo constitucional que claramente confere ao presidente da República a nomeação de seus ministros. A ministra Cármen parece ter dificuldades em tomar decisões em horas avançadas da noite e na madrugada. A insegurança parece muito mais pessoal que jurídica. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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AUTONOMIA DOS PODERES

Dizem os doutos em matéria constitucional que prevalece sobre qualquer argumento aquilo que está escrito na Constituição. Segundo a bíblia legal, a nomeação de um ministro é atribuição do presidente da República em exercício. Ledo engano. O episódio envolvendo a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ.) e sua nomeação pelo presidente Temer transforma as normas constitucionais em letra morta, pelas constantes intervenções dos vários tribunais que compõem a Justiça no Brasil. Todos eles, até o STF subjugaram o direito de nomear do presidente, tornando sem efeito as lições do Barão de Montesquieu, que preconizou a independência dos poderes em sua obra "O Espírito das Leis". Em quatro julgamentos, Cristiane teve garantida a sua posse em três.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)

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TELHADO DE VIDRO 

Só de pensar no desdobramento político que Roberto Jefferson ocasionou no caso José Dirceu, no mensalão, Michel Temer deve ter acessos de pânico. Cristiane Brasil vale muito mais que um ministério, não é?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo 

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A JUSTIÇA TINHA PREVALECIDO

A justiça tinha sido feita com a decisão do ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao conceder liminar permitindo a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. Ela preenchia todos os requisitos para nomeação e posse no cargo, visto que condenações em processos trabalhistas, como alegado para o seu impedimento, não estão presentes em nenhum dispositivo da lei com essa determinação, como alegado pela primeira instância e pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2.ª Região. Além do mais, foi um desrespeito a interferência do Poder Judiciário em um ato privativo do presidente da República. Infelizmente, a presidente do STF impede novamente a posse sem uma alegação convincente.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo 

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A LUCIDEZ DE CÁRMEN LÚCIA

Cármen Lúcia, Luiz Roberto Barroso e o relator da Lava Jato, Edson Fachin, nos fazem crer que nem tudo está perdido nos 

Poderes da República. Parabéns a presidente do STF pela decisão de não permitir a posse deste escárnio ao ministério do Trabalho, chamado Christiane Brasil. Uma negação a tudo o que representa o trabalhismo brasileiro.

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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POSSE DE MINISTRA

Mais uma vez, agora pela ínclita presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia, houve interferência para suspender a posse da deputada Cristiane Brasil como ministra do Trabalho. Será que o presidente Michel Temer não tem outra pessoa para nomear? Ou, realmente, ele prefere ao seu lado somente pessoas com "ficha suja"...

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br 

São Paulo

 

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SERÁ DIA 24 O DIA DA JUSTIÇA?

 

Na próxima quarta-feira, 24, teremos o julgamento da "alma mais honesta" do País pelos juízes da 2.ª Instância, em Porto Alegre. Da decisão ali tomada, poderá resultar em esperança para os petistas buscarem, sempre na base da violência, se perpetuar no poder, mas também no oposto: na visualização dos que não apoiam essa ideologia de um país livre do jugo de mentes totalitárias. Porque não se iludam os que se dizem indiferentes à política ao alegarem serem seus representantes todos iguais. É um grave equívoco assim pensar, pois as consequências desse equívoco chegarão a todos. É bom lembrar que esquerda e direita são ideologias diferentes. A esquerda continua com a mesma estratégia: em um primeiro momento ilude o povo com suas promessas de levá-los ao céu e depois os submete aos suplícios do inferno. Basta olhar para o histórico da América Latina (América do Sul/ América do sol/ América do sal) pelo olhar do poeta O.A. A direita teve seu período nefasto, em especial com a demência nazista, foi obrigada a reconhecer seus erros e, em sua maioria hoje, defende a liberdade democrática. E me parece que é nestes países que devemos nos espelhar e não nos gritos de guerra de uma esquerda retrógrada. Assim, se Lula se colocou e está sendo mantido pelos petistas em um pedestal ilusório de areia fina, de lá deverá ser retirado pelos competentes juízes, nos quais acreditamos e dos quais esperamos um julgamento justo, indiferente às ameaças "gleiseanas" de que "haverá morte" se os ideais do partido forem contrariados.

 

 Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br 

 São Paulo 

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É MATAR OU MORRER, SENADORA?

Custa crer que uma senadora, presidente do PT, tenha dito, em alto e bom som, a frase que proferiu. Negou em seguida o sentido literal, mencionando que não era bem isso o que queria dizer. Não será necessária muita filosofia para decodificar qual a intenção da senadora. A estranheza, no entanto, está na ausência de consequências para tal incitamento à violência. Sim, porque os seus seguidores, sem conhecer questões de semântica, haverão de tomar suas palavras ao pé da letra, pois não? E, se assim for, o matar e morrer podem se tornar realidade. Outra coisa insuportável é ver o sofrimento do povo trabalhador por causa das greves dos metroviários, ligados umbilicalmente ao PT. A pergunta que se faz é qual o prazer que sentem em ver o povo sofrer mais do que já sofre com suas greves, simplesmente por não concordarem com privatizações? Dói ver essa gente espremida para tomar a única linha de metrô - privatizada - que não parou. Quem são eles, afinal, para achar que podem determinar o que é bom ou não para o País, gente que se nega a enxergar a deterioração que nos foi deixado pelo desvario do lulopetismo? Até quando perturbarão a ordem, na defesa de ideias anacrônicas que só nos levam ao atraso e nos amarram ao subdesenvolvimento? Sem contar a defesa que fazem de ditadores sanguinários como Maduro, os Castro e outros. Todo esse ambiente de confronto que toma a cada dia cores mais fortes, provoca intenso sofrimento à população intensificando-se com a proximidade do julgamento de Lula, este líder que poderia ter pacificado o País, com sua força junto ao povo e teria nos trazido, se quisesse, o tão sonhado desenvolvimento. Mas preferiu percorrer o caminho oposto: o do atraso, o do compadrio, da corrupção, do aparelhamento do Estado e, por fim, do imenso abismo que criou entre os brasileiros, dividindo-nos inexoravelmente e o que é mais triste, fazendo chegar ao ponto de ameaças do tipo que a senadora Gleisi demonstrou com tão pouca sutileza: o caminho do matar ou morrer.  

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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RESUMO DA ÓPERA

Semana pesadinha essa! Brasileiro não pode sofrer do coração, não! Entre Gleisi Hoffmann incitando a violência, bate-bocas nas redes sociais entre juiz e senadores, Cabral algemado indo para uma prisão de verdade, sem regalias, declarações da Dilma atacando Aécio com a perspicácia nula de sempre, e a reunião pró-Lula no Rio com a classe artística que só nos envergonha, só sobrou o Pixuleco gigante na frente da casa do Lula para nos alegrar! Vai, TRF-4!

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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PÉROLAS

Bem, nova semana se inicia. Vamos ver o que preparou, a presidente PT para os próximos dias. Oxalá, não seja tão impactante, (sobre cadáveres) quanto foi a da semana passada. Menos, senadora, menos!

José Perin Garcia jperin@uol.com.br 

Santo André 

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HONRA    

Nos radicais "lullopetistas", a prova de que há gente que permite que lhe roubem seja o que for, exceto aquilo que não possui. Honra...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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COM "L" OU SEM "L"...

A esquerda terá de se repensar... e entender que: 1) não deu certo em nenhum lugar do mundo; 2) que os dirigentes da esquerda  - eu disse: os dirigentes da esquerda - só sonham com as benesses dos dirigentes da direita; 3) que os pobres continuarão pobres, pois serão eliminadas as possibilidades de ascensão econômico-social; 4) que a classe média sobreviverá como tal se puder resistir; 5) que os ricos, especialmente aqueles que puderem trocar "gentilezas" com os dirigentes da esquerda, sobreviverão até que que lhes seja possível e os mais ou menos sucumbirão mais cedo.

Acorda, esquerda!  E veja o ridículo a que se submete o povo da Coreia do Norte por uma questão de sobrevivência e que um país, qualquer que seja ele, não é constituído só de canhotos, há destros também.

Régis D.C.Fusaro rxfusaro@hotmail.com 

São Paulo

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FERNANDO HADDAD

Respeito e concordo com alguns itens de opinião do ex-prefeito Fernando Haddad: revisão do sistema partidário definindo o que é esquerda, o que é direita, mas limitando bem o que é ser de centro. Ser de centro é confortável. Período pré-eleitoral permite que candidatos busquem esta posição, se as pesquisas apontarem que a maioria quer evitar extremos. Esta classificação urge ser definida, talvez por indivíduos intelectualmente neutros (se é que isto é possível) apontando posições frente aos principais pilares de nossa democracia. Contudo, discordo da afirmação do sr. Fernando Haddad, quando afirma: "a tentativa de ganhar por W.O. não é boa para a democracia". Já que foi usada uma terminologia esportiva, sigo-a: ao entrar num jogo devemos saber quais as regras previamente estabelecidas; aceitar que se alguém tem um problema para entrar em campo, não pode ser escalado, simples assim. Nos esportes há regras claras, na democracia, também. Os poderes devem ser respeitados, especialmente o judiciário, que no caso específico, sem redundância é o poder Juiz do jogo.

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br 

São Paulo

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BLÁBLÁBLÁ

Li integralmente a entrevista "Com ou sem Lula, a esquerda terá de se repensar" (21/1, A6) com Fernando Haddad. Autêntico blábláblá.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br 

São Paulo 

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FERNANDO COLLOR CANDIDATO

O ex-presidente Fernando Collor de Mello anunciou a sua pré-candidatura a Presidência da República nas próximas eleições gerais. A sua candidatura não tem a mínima condição de decolar, haja vista a alta rejeição ao seu nome em decorrência de atos cometidos no passado. Atualmente Collor é réu na operação Lava Jato. Há, portanto, um outro interesse em jogo, não confesso, que Collor pretende alcançar com a sua participação nas eleições. Com seu discurso conseguirá angariar alguns milhares de votos, principalmente dos incautos, muitos dos quais já o elegeram para senador. Estes votos, certamente, não serão suficientes para levá-lo ao segundo turno, mas servirão como moeda de troca para ser negociada no dia em que os dois candidatos baterem à porta da casa da Dinda solicitando o seu apoio. Terá preferência o candidato que oferecer as melhores salvaguardas para o incerto futuro do senador alagoano.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br   

São Paulo

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SERÁ?

Saudável, justa, democrática, interessante e oportuna, a intenção do senador Fernando Collor de disputar novamente a Presidência da República. Desavisados, eternos ressentidos e vassalos da patrulha doentia, podem relinchar à vontade.  Nesse sentido, desconheço entre todos os pré-candidatos e candidatos que adornam o noticiário político, alguém que tenha mais experiência, pessoal e administrativa, e qualificações profissionais do que Collor. No curto período que exerceu a chefia da Nação, Collor tirou o Brasil das amarras do atraso. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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PRÓXIMAS ELEIÇÕES

Collor candidato a presidente? Não acredito. Antes de condenarmos os políticos, vamos perguntar aos partidos: Quais os critérios para escolha de candidatos a qualquer cargo eletivo? Devem apresentar folha corrida e atestado de bons antecedentes fornecidos pela polícia, ou ser malandro e enganador? Pobre Brasil.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br 

Guarujá 

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NONSENSE

Teatro "nonsense": É para chorar de rir, ou rir de chorar?

Nadia Lisboa nadialisboa@outlook.com 

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A RESPONSABILIDADE DA MÍDIA

 

No editorial do "Estadão" "A responsabilidade do eleitor" (20/1, A3) aponta o desinteresse do eleitor pelo processo eleitoral e a crise de representatividade que vivemos. Mas qual a responsabilidade da mídia neste processo? Se não for maior que a do eleitor será no mínimo igual. Por que continua a dar espaço para potenciais candidatos que mesmo condenados pela Justiça falam o que querem, mesmo contra a vontade popular e apenas defendendo seus interesses? Discursos claramente perversos e populistas aparecem mais do que um trabalho de administração séria e competente. Pouco espaço é aberto na mídia para um debate entre potenciais candidatos, onde programas de governo e propostas de trabalho pudessem ser melhores conhecidas. E até a crítica ao atual sistema eleitoral deveria ser muito mais divulgada, visto que não permite que o eleitor tenha um representante legítimo nos parlamentos. Não deveria a mídia abrir discussão sobre o sistema eleitoral? Falar mais sobre voto distrital e suas qualidades? Os partidos políticos tomaram conta do Estado e definem os candidatos para os eleitores. A responsabilidade de quem conduz a informação é imensamente grande.

 

Ricardo Gramani de Magalhães ricardo.gramani@gmail.com 

São Paulo

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'A RESPONSABILIDADE DO ELEITOR'

O editorial "A responsabilidade do eleitor" expressa opinião que contradiz aspectos subjetivos da nossa legislação eleitoral. Para facilitar a leitura e entendimento destes comentários, cito a seguir duas assertivas no referido editorial: "Sim, o Congresso Nacional representa o povo Brasileiro" e, mais adiante, "todos lá estão a exercer o múnus público em razão do voto popular." Tais considerações permitem pertinentes dúvidas quanto à procedência daquelas assertivas, em virtude da ressalva nele expressa, esclarecendo que: "Evidentemente, o sistema político-eleitoral hoje dá azo a absurdos como os chamados puxadores de votos, candidatos que obtêm uma expressiva votação, bem acima do coeficiente eleitoral, e, por esta razão, elegem a reboque candidatos menos votados ou mesmo desconhecidos (ênfase nossa). Esclarecendo: Bem acima do coeficiente eleitoral permite que candidatos com menos votos sejam eleitos, considerando os votos direta ou indiretamente atribuídos à legenda quanto à classificação em relação aos seus colegas do partido, e não em função do universo dos votos, tratando-se, pois de uma competição entre os candidatos do mesmo partido e não entre as legendas. O editorial não aborda outro aspecto do sistema político-eleitoral relacionado com o coeficiente eleitoral no caso de coligações, quando este é atribuído à coligação, competindo consequentemente aos seus participantes definirem como as vagas serão distribuídas entre eles. Assim, o eleitor desconhece tanto a identidade como a filiação partidária dos caronas. Resumindo, os caronas efetivamente não foram eleitos pelo voto popular, não podendo assim ser considerados como genuínos representantes do povo brasileiro. Admitido um absurdo, o protocolo eleitoral, desde que o coeficiente eleitoral lhe conceda uma vaga, permite que um candidato com um único voto - provavelmente o dele mesmo - seja eleito para o Congresso Nacional. Nesta situação, que apenas ressalta a consequência de um efetivo processo eleitoral, permite indagar ao editorialista quantos dos 513 deputados foram carona de puxadores de votos, para assim, e somente assim, ser possível afirmar se o Congresso Nacional efetivamente representa o povo brasileiro, no sentido de representação conferida por meio de voto popular direto.

 

Paulo A. Santi pasanti@terra.com.br 

Vinhedo

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'ALFORRIA AO VOTO'

Concordo com a colocação do editorial sobre a responsabilidade do eleitor na escolha dos seus representantes e dos efeitos nefastos da sua atuação. No entanto, entendo que devemos não só responsabilizar o eleitor, mas acrescentar sugestões para melhoria do sistema de escolha. Em minha opinião, precisamos criar uma legislação que ofereça "alforria ao voto" que não deve ficar submetida aos desejos dos congressistas, que, por obvio, somente aprovam legislação a respeito que os beneficiem na continuidade dos seus mandatos e privilégios. Sinteticamente, sugiro que avaliem e desenvolvam a defesa dos pontos abaixo, que tratam de reforma inicial do sistema de escolha dos nossos representantes.

Quanto ao eleitor: Direito ao voto facultativo; direito ao voto somente para alfabetizados funcionais com mais de 21 anos; voto pela Internet; voto distrital puro, sendo eleitos os mais votados, independentemente de coligações ou proporcionalidade; na ausência, por qualquer motivo, do candidato eleito, o seu substituto seria o seguinte da lista dos mais votados; direito de votação anual para confirmação da continuidade do mandato conferido ao candidato eleito ou sua substituição pelo seguinte da lista dos mais votados.

Quanto ao candidato: encarreiramento político; voto aberto e justificado; senadores, deputados e vereadores são vetados de assumirem posição executiva.

Luiz Carlos Nigro luiz.nigro@uol.com.br 

São Paulo 

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EU, ELEITOR

Discordo completamente do editorial "A responsabilidade do eleitor".  A responsabilidade pela eleição dos atuais (e passados) legisladores não pode ser imputada aos eleitores porque não temos mecanismos legais que nos permitam intervir na eventual atuação errática desses políticos. A escolha dos candidatos é imposição dos feudos partidários, em que também não temos como participar sem dançar no ritmo dos dominadores locais, estaduais e nacional. Assim, se o candidato em quem votamos à época das eleições se revelar engodo, nada podemos fazer para retirá-lo do poder. Portanto, considero injusto o editorialista atribuir a nós, eleitores, a pecha da omissão na escolha de nossos legisladores. Aliás, este jornal estaria dando uma contribuição inestimável ao povo brasileiro se assumisse, como pauta permanente, a defesa do voto distrital e do recall. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 

Ribeirão Preto

 

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CAOS TOTAL 

Depois da notícia de que a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou o Estado de São Paulo em mapa de risco para a doença "febre amarela", as filas em postos de saúde na capital e por todo o Estado viraram um pandemônio com pessoas dormindo em filas intermináveis em pé, sentados em banquinhos improvisados e até dormindo em colchões. Nos últimos dias o País inteiro acompanha verdadeira corrida para tomar a vacina de combate à febre. Agora, será que é mesmo necessário todo esse frenesi? Principalmente para quem vive nas grandes cidades longe das matas e que não teve nenhuma suspeita de pessoa infectada ou morte de algum cidadão? Não é uma frase no vazio, realmente nesta como em outras ocasiões em que houve casos de pessoas que foram infectadas e morta por algum tipo de vírus e bactérias, as informações sempre chegam distorcidas causando mais pânico do que realmente merece a questão. O que mais causa a desinformação é a conjuntura atual do País, pela qual a saúde encontra-se em situação caótica e precária de infraestrutura e conservação humanitária, o computo exacerbado é problemática estatal que em tudo que põe a mão funciona precariamente. A febre amarela não foi detectada como querem fazer crer nas últimas semanas em São Paulo e no País. Há meses já se sabia de que o que está acontecendo agora poderia vir acontecer e espalhar pelo país com morte de macacos em cidades de Minas Gerais e de outros Estados. E o que os governos nos Estados e principalmente o Federal fizeram, nada? Deixaram que Deus protegesse as pessoas do pior e o resultado dessa omissão e da irresponsabilidade está aí com a morte contabilizada até o momento de 36 pessoas e de 81 suspeitas de terem sido infectados pela doença, sendo 3 mortes por suspeita ainda não confirmada. A febre amarela é uma doença infecciosa, transmitida pela picada de mosquitos contaminados. Macacos não transmitem a doença para humanos como algumas pessoas dizem. O desespero que toma conta da população acontece pelo temor de ser acometidos pela enfermidade, que na maioria dos casos matam se o cidadão tiver com imunidade baixa. O dito popular diz que é melhor pecar por excesso e cuidado do que por negligencia das autoridades como vemos no caso da incidência da febre amarela no Estado mais rico e populoso do País!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 

São Caetano do Sul

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MANCHETES

As manchetes da mídia são sobre políticos corruptos e o mosquito que transmite a febre, que eu não considero manchete, porque com os políticos eleitos pelos eleitores ou pelo sistema de voto sem comprovante, o Brasil já amarelou desde 2003. Para os políticos a febre é amar ela.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com 

São Paulo

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MAIS UMA HISTERIA NACIONAL

Está tendo uma corrida insana da população atrás da vacina de febre amarela. É interessante acompanhar as muitas notícias e entrevistas de especialistas e secretários de Saúde. Uns dizem que todos serão vacinados, todas as cidades, Estados e Brasil, outros tem coragem de dizer que só é necessário vacinar agora os que estão em área de risco... E a histeria coletiva está lançada. Mas o que há por trás desta histeria? Não falo sobre interesses de governantes e políticos, mas sobre o a reação da população em si. 

Será que nós, brasileiros, entendemos o que é prioridade? Quanto agimos com racionalidade? Quanto tem de emoção? Quanto de falta de educação, cultura? Quanto de insegurança pessoal e social? Quanto tem de status, sim status? Brasileiro pode morrer de fome, mas não fica sem TV em casa, ontem a de tubo, hoje a plana. Pode estar desempregado, mas tem celular. Houve época que por menos que ganhasse usavam o tênis mais caro da praça. Não sabe dirigir, não tem carta, mas sonha em comprar um carro. E assim vamos. Perguntem aos médicos do serviço público: durante a semana é um povaréu reclamando de todo e qualquer tipo de dor e doença. Chega fim de semana todo mundo desaparece. Brasil é o único país no mundo que doença descansa nos fins de semana e feriados. A febre amarela não foi controlada por governos quando deveria, até porque prevenir não dá voto e ninguém grita antes, agora temos mais esta histeria Nacional. Todos querem se vacinar. Moda, status ou histeria coletiva? Ou festa, momento para ver e conhecer amigos? Não adianta explicar que a prioridade deve ser para quem vive em áreas de risco. Todos querem chegar para os amigos e contar sorridentes: "tomei a vacina do macaco amarelo". Vacina é chique! Prioridade? Saúde pública? Prevenção?

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br 

São Paulo

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A FEBRE AMARELA E O PARLAMENTO

Diante da grave crise da saúde pública brasileira por causa da febre amarela, o ministro da Saúde não é demitido e o presidente da República segue em viagem internacional rumo a Suíça. O Parlamento não se manifesta sobre a calamidade pública pela qual passa o Brasil, pois está em silêncio e em recesso. Não é a febre amarela uma ameaça ao País, mas o presidencialismo de coalizão que tira nossos recursos para Brasília e quase mata uma sociedade doente que não é representada e não tem voz no parlamento. O governo federal pode ignorar totalmente a opinião pública e a imprensa, pois não precisa se defender semanalmente perante o Parlamento.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br 

Campinas

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111 ANOS DEPOIS...

Em 1907, com determinação ferrenha e senso de responsabilidade, o presidente Rodrigues Alves e o sanitarista Oswaldo Cruz empreenderam cruzada vitoriosa e erradicaram a grave epidemia de febre amarela no País. 111 anos depois, por uma atitude passiva, desleixada e tolerante dos governos, eis que a praga ressurge com força total, atemorizando e matando pessoas por todos os cantos. É o fim da picada!

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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INDIGNADOS E ESTARRECIDOS

Espetacular a foto de capa do "Estadão" do último sábado (20/1) com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral algemado e acorrentado. O que não dá para tolerar é a cara de pau da defesa do ex-governador, que se disse indignada e estarrecida pela forma que ele foi conduzido do Rio de Janeiro para Curitiba. Senhores nobres advogados, indignados e estarrecidos estão os familiares das crianças e dos idosos que morreram a míngua nas filas dos hospitais, sem poderem ter um atendimento digno do cidadão que trabalha e paga seus impostos em dia. E pelo desvio de tanto dinheiro público nas duas gestões desse senhor como governador de um dos Estados mais importante da nossa Nação. Esta foto servirá para ilustrarmos aos nossos filhos e netos de que o Brasil está mudando, os crimes de colarinho branco não estão mais impunes. Por outro lado, fico imaginando o tamanho da vergonha que os familiares do ex-governador devem sentir ao ver essa foto tão didática e reveladora.

Antonio Carelli palestrino1949@hotmail.com 

Taubaté

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GRILHÕES

Extremamente cruel o agrilhoamento de Sérgio Cabral, já escoltado e algemado, por ocasião da transferência do Rio de Janeiro para Curitiba. Injuriar e humilhar desse modo um ser humano, seja ele quem for, é algo que não pode ser tolerado em país civilizado. 

Fernando V. dos Anjos fernandoeteresaversiani@gmail.com 

Belo Horizonte 

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ALGEMA E CORRENTE

Criminalistas veem tratamento "animalesco" com Sérgio Cabral algemado. Se tratam os animais assim, sou contra!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net 

São Paulo

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SÉRGIO CABRAL ALGEMADO

Parabéns, Curitiba! Preso é preso...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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IMAGEM DE UM NOVO BRASIL

Esta imagem que corre o mundo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, saindo do camburão da Polícia Federal, em Curitiba, acorrentado e algemado, é a de uma nova Nação que renasce desejosa por ética nas nossas instituições. E que, finalmente, corruptos e criminosos ditos do colarinho branco, principalmente aqueles dirigentes públicos eleitos pelo povo, passam a ter o mesmo tratamento policial de qualquer outro cidadão delituoso!   Lógico que, não é uma imagem de um político acorrentado e algemado, que vai trazer o bem estar social. Já que, o lixo     institucional a ser varrido nessa Nação, é muito grande! Porém, conforta perceber que, ao criminoso, seja quem for, será aplicada a estrita regra da lei, sem privilégios e compadrios inescrupulosos, como vinha ocorrendo nesse País!  Como dos muitos figurões da iniciativa privada e políticos vis, que, hoje estão sendo presos.  E nos próximos dias ou meses, até um ex-presidente dito como pai dos pobres, mas, formador de quadrilha, poderá ser preso, como o farsante Lula da Silva.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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UM GOVERNO DESAFORADO

Apesar da situação caótica em que o País se encontra, em que a Segurança Pública, a Saúde, a Educação, entre outas atribuições governamentais tornaram-se apenas utopias, o governo Michel Temer continua a nos agredir diariamente, testando a nossa paciência, com a sua aparente certeza de que estão acima das leis e da nossa decisão em aceitá-lo. Neste 19/01, não foi diferente. Em sua página inicial o "Estadão" nos informa que Michel Temer calcula ter R$ 30 bilhões para aprovar a reforma da Previdência, apesar, digo eu, do Orçamento federal deste ano prever um déficit de R$ 157 bilhões. Mais abaixo, o jornal, nos brinda com a notícia que em crise, a Caixa Econômica Federal prevê 37% de aumento para seus vice-presidentes, em número absurdo de 12, cada um poderá chegar a R$ 87.400 mil mensais, enquanto os bancários tiveram reajuste de 2,75%. No primeiro despropério, o presidente afirmou que poderá distribuir tão generosa verba, para as emendas parlamentares, obviamente de sumo interesse político-eleitoreiro de cada um deles, objetivando muito mais angariar votos, do que o real interesse de sua região. Ou, sob outra visão, o presidente vai utilizar verba pública para comprar o voto parlamentar, e este, votará sem se preocupar como será a reforma da Previdência, que é importante para o País e suas implicações para a população. No segundo disparate cabe complementar, que tão generoso reajuste aos vice-presidentes da CEF ocorrerá ao mesmo tempo em que o País continua com mais de 12 milhões de desempregados e o salário mínimo teve um reajuste de 1,81%, significando que trabalhadores e aposentados nessa faixa de vencimentos terão um acréscimo de apenas R$17. Para quem conhece minimamente a administração pública deste País, sabe que a designação do cargo de vice-presidente da Caixa, em tão indecente quantidade, tem como principal, senão único, objetivo, justificar tão altos vencimentos. Se fossem designados como gerentes, com certeza não poderiam estes vencimentos. Um de seus notórios ex-vice-presidentes, Geddel Vieira Lima, cumpre pena na Papuda em Brasília.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA E MOODYS

Segundo a agência de classificação Moodys, as chances de reformar a Previdência pioraram. Será que eles sabem que filhas solteiras de militares, maridos de professoras falecidas, maridos de ex-primeira-dama (diga-se de passagem que nunca trabalhou, mas se aposentou), políticos com poucos anos de mandato e tantos outros casos recebem aposentadoria até a morte? Enquanto não mexer no vespeiro, sobra para os aposentados (1,81% de aumento) e para os apaniguados (vide diretoria da CEF 37%). Avisem eles que do jeito que está nem o padre dá jeito.  

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br 

São Paulo 

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AS INUNDAÇÕES CONTINUAM MATANDO

Enquanto o diretor da Regional de Pinheiros se delicia com as maravilhas da Disney, em Orlando, no USA, foi mostrado ao vivo pela televisão que a regional - a qual é sua responsabilidade zelar - sofre terrível inundação, sem assistência dos responsáveis, arrastando veículos e mulheres córrego abaixo com vítimas e danos materiais! A responsabilidade não é somente sua, é também do prefeito João Doria que falou muito e nada fez até hoje em direção a procura de uma solução técnica para acabar definitivamente com as enchente em São Paulo. Mais culpado ainda é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o seu PSDB, que há mais de 20 anos no governo e somente gastando fortunas a esse pretexto sem nenhum resultado satisfatório, da mesma forma que fizeram os seus antecessores que somente torraram o dinheiro público inutilmente. As provas para isto estão aí à vista todas as vezes que chove na capital. O dinheiro que já gastaram nos últimos 30 anos daria para solucionar definitivamente nossa angústia, colocando em execução um projeto técnico apropriado para resolver, da mesma maneira que fez a cidade de Tóquio, Japão. O que está faltando para os nossos governantes ter responsabilidade e respeito com os munícipes? Este ano há eleição!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com 

São Paulo

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PREVI 

Em resposta a leitora Elaine Maria H. Santos, a Previ ressalta que sempre foi reconhecida pelo seu modelo de governança maduro e transparente e por seu corpo técnico qualificado. Nossas decisões de investimento são pautadas por políticas bem definidas e nossa visão é de longo prazo, o que nos garantiu em 114 anos de história sucessivos superávits. Mesmo depois de um cenário desafiador como o verificado em 2015, conseguimos fechar 2016 e 2017 com resultados positivos, sem a necessidade de contribuições extraordinárias dos participantes ou do Banco do Brasil para equacionar o déficit conjuntural. Em 2016 a CPI dos Fundos de Pensão e a Polícia Federal confirmaram a boa governança da Previ, uma vez que não houve qualquer constatação de irregularidade ou indiciamento dos nossos dirigentes e executivos em suas investigações. Pelo contrário - a Previ foi mencionada pela CPI como um exemplo de gestão para o setor. Um dos objetivos estratégicos da Previ é a gestão eficiente e eficaz, com diretrizes que tratam, dentre outros pontos, a otimização dos processos, projetos e estruturas, além da redução dos custos. Queremos vencer o desafio de fazer mais, melhor e com menor custo, mantendo a sustentabilidade das despesas administrativas em longo prazo. Esclarecemos, ainda, que os profissionais da Previ são oriundos do Banco do Brasil e que, por critérios de paridade de mercado, a entidade segue a mesma lógica salarial do banco - caso contrário, não seria possível atrair o corpo técnico qualificado que é um dos nossos diferenciais. A Previ administra os recursos sob a sua gestão com excelência e responsabilidade, focada na missão de garantir o pagamento de benefícios aos associados de forma eficiente, segura e sustentável. 

Simone Monteiro - Gerente Executiva da Assessoria de Imprensa da Previ

 

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