Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2018 | 03h10

CORRUPÇÃO

A prisão de Lula

Em declaração a jornalistas na noite de segunda-feira, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), mostrou-se contrária à revisão do entendimento que permitiu a prisão após condenação em segunda instância e disse não ter a intenção de pautar novas discussões sobre o tema. A confirmação pelo Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF-4) da condenação do ex-presidente Lula da Silva fez recrudescer a pressão dos interessados em revogar aquela resolução. Em que pese a firmeza da posição de Cármen Lúcia, a hipótese de Lula permanecer em liberdade não é desprezível. Alguns dos integrantes da Corte vêm sendo pródigos na concessão de liberdade a réus da Lava Jato, até em processos fora da sua jurisdição e envolvendo acusados com quem mantêm relações próximas. Emblemático o comportamento do ministro Dias Toffoli: advogado com atuação ao longo de sua carreira servindo ao PT e ao governo de Lula da Silva, por quem foi indicado para o STF, não teve o menor acanhamento em agir em supressão de instâncias e conceder habeas corpus a um antigo parceiro de militância petista, o ex-ministro Paulo Bernardo, preso pela Operação Custo Brasil. Pensando bem, é melhor nem imaginar do que Toffoli seria capaz num caso envolvendo Lula.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Atrás das grades

A ministra Cármen Lúcia saiu em defesa do sistema Judiciário ao declarar que a condenação de Lula não justifica pôr em pauta de novo a questão do cumprimento da pena logo após a condenação em segunda instância, já decidida naquela Corte. Isso, de fato, apequenaria o Supremo e o próprio Poder Judiciário, conforme a ministra ressaltou. Cármen Lúcia está certa e provavelmente não vai expor o Judiciário a mais uma situação de desgaste perante a opinião pública. E os aficionados do ex-presidente condenado não terão sucesso em suas pressões sobre o STF. O mais provável, assim, é que os eleitores não vejam a foto de Lula na urna eletrônica. Verão, sim, estampada nos jornais a foto dele atrás das grades.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Casuísmo, não

Parabéns à ministra Cármen Lúcia por sua determinação em fazer valer a Lei da Ficha Limpa e a prisão de condenados por órgão colegiado. Rever a votação, embora apertada (6 x 5), do STF que validou a prisão depois de condenação em segunda instância antes das eleições de outubro seria casuísmo.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Imoralidade jurídica

Após a condenação de Lula em segunda instância, a revisão pelo STF do que está em vigor acerca de sua prisão inequívoca seria prova de submissão da Máxima Corte à inadmissível e conveniente imoralidade jurídica.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Terror

Que a Justiça é cega algumas vezes, já sabemos. Mas o STF querer criar uma jurisprudência pró-Lulinha é aterrorizante!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Habeas corpus no STJ

Conforme noticiado, a defesa de Lula entrou ontem com pedido de habeas corpus para seu cliente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a fim de tentar afastar a execução da pena determinada pelo TRF-4, após o julgamento dos recursos nesse tribunal. Se em 2016 o STF autorizou a prisão pós-condenação em segunda instância, a concessão de habeas corpus contra a orientação do plenário do Supremo não seria uma agressão à democracia?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

A atualidade de Lincoln

Abraham Lincoln, quando exercia a advocacia, foi procurado por um indivíduo sabidamente desonesto que pretendia contratar seus serviços. Após ofertas de 100, 200, 400 dólares, chegou finalmente ao valor de 1.000 dólares, momento em que Lincoln, agarrando-o pelo colarinho, o pôs para fora do seu escritório. Indagado por que agira assim, respondeu: “Ele estava chegando perto do meu preço”. Parece-me que essa história é oportuna nestes tempos em que se observam batalhões de advogados defendendo inequívocos ladrões e chefes de quadrilhas, usurpadores de dinheiro público (até condenados em duas instâncias), num completo vale-tudo e com a ausência de qualquer sentido de ética ou resquício de patriotismo. Lincoln era conhecido como “Abe, o honesto”.

SYDNEY F. REBELLO

sydneyfr@uol.com.br

São Paulo

‘A sombra do lulismo’

Brilhante o editorial com o título acima (30/1, A3). Do lulismo não fica nada. Como bem finalizou o texto, trata-se de “um movimento que aposta na ignorância política e no vale-tudo para capturar o poder”. Para lembrança dos leitores, elle, assim que assumiu o primeiro mandato, foi com seus ministros visitar o interior nordestino, exibindo demagogicamente as condições precárias de vida da população local. Pois bem, nunca mais voltou! E a região continua sofrendo com a seca. Onde ficaram seus projetos a esse respeito e os do poste dele? É isso, dentre tantos outros fatos, como corrupção, incompetência, projeto de poder vergonhoso, que resta dos 13 anos de lulismo no poder.

CLÁUDIO BAPTISTA

clabap45@gmail.com

São Paulo

O maior golpe

O lulismo foi o maior golpe dado na população brasileira. Durante o governo do PT criou-se a ilusão de justiça social, via aumento do consumo. Mas o fato é que o lulismo favoreceu mesmo as classes mais ricas. Ainda hoje encontramos pessoas que viajam de avião e acham que devem isso ao Lula, sem perceberem que os preços das passagens só aumentaram, além da cobrança das bagagens, e nada melhorou. Enquanto os ricos eram favorecidos e os pobres enganados, nenhum parlamentar da oposição abriu a boca para denunciar o golpe. Estavam todos calados porque, de uma forma ou de outra, eles também saíam ganhando, como se viu depois que a Lava Jato produziu seus efeitos. É inimaginável aceitar que alguém que foi condenado em segunda instância possa ser candidato. O lulismo precisa aceitar que a lei é para todos, inclusive para o Lula. Se assim não for, será um golpe ainda maior contra a sociedade brasileira. As eleições poderão salvar-nos desses malefícios engendrados nos últimos tempos.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

“Espero que os ministros do Supremo Tribunal Federal se lembrem de que o primeiro dever deles é com o povo brasileiro, e não com quem os nomeou”

CANDIDA L. ALVES DE ALMEIDA / SÃO PAULO, SOBRE REVER DECISÃO DO PRÓPRIO SUPREMO SÓ PARA FAVORECER LULA

almeida.candida@gmail.com

“Quem foi que acusou o Judiciário, não faz muito tempo, de ter-se acovardado? Entendo que não se acovardou 

nem vai se apequenar”  

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

mgoldstein@bol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O STF E A CONDENAÇÃO APÓS 2.ª INSTÂNCIA

A ministra Cármen Lúcia dará uma bofetada na face de cada brasileiro se confirmar o editorial "Uma lei só para Lula" (27/1, A3) do "Estadão" de sábado: a convocação do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para revisão da possibilidade de execução de pena após condenação em 2.ª instância. Seria a intenção favorecer o ex-presidente Lula, após decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) que manteve a condenação de Lula pelo juiz federal Sérgio Moro, ampliando a pena para 12 anos e um mês de prisão em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro? O veredito do TRF-4 vai ao encontro de jurisprudência já firmada por maioria dos ministros da Suprema Corte de que é possível a execução provisória do acórdão penal proferido em grau recursal. Reverter isso seria um retrocesso a favor da impunidade de corruptos que, com infindáveis recursos às Cortes superiores, serão favorecidos com a prescrição de seus crimes.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO

Aos ministros do STF Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Rosa Weber: o inciso LVII do art. 5.º da Constituição estabelece que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Não entendo por que Vs. Excias., segundo os votos sobre a matéria, interpretam que, mesmo satisfeito o inciso referido, após o trânsito em julgado por um tribunal de 2.ª instância que confirme por unanimidade uma sentença penal condenatória de 1.ª instância, o réu não possa ser considerado culpado e cumprida a sentença. Claro que ainda poderá haver recursos para outras instâncias, como sói acontecer. Mas, neste caso, esgotados os recursos da 2.ª instância cabíveis, não se aplica mais o referido inciso que trata do julgamento de sentença penal condenatória, não de recursos posteriores. Supõe-se que a Constituição esteja escrita em Português...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 

São Paulo

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STF, A ENCARNAÇÃO DO 'RISCO BRASIL'

O STF é a encarnação do "risco Brasil", tanto na tentativa de destruir a Operação Lava Jato, com a manutenção do foro privilegiado para políticos, quanto na ameaça de destruir a Lava Jato com a implosão da essencial "regra de ouro" da prisão após condenação em 2.ª instância - aliás, essa prática de não prender criminosos graves condenados é algo que só acontece aqui, no Brasil. Ao invés de reclamar e trabalhar pela impunidade de amigos, as militâncias cegas da esquerda e da direita deveriam lutar por uma Justiça rigorosa, sem refrescos para políticos, amigos e gente de poder e dinheiro que pode estender os processos com caríssimos recursos "ad aeternum". A "Cana dura" certeira para os políticos, com a queda do surrealista foro privilegiado, e a prisão em 2.ª instância são essenciais para destravar o País. Aí reside todo o "risco Brasil". Todos devem ser iguais perante a mão pesada da lei. 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 

Cotia

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A TOGA DE LULA

A aparente determinação do STF de rever decisão anterior e impedir a prisão após condenação em segunda instância, é uma toga sob medida para o Lula. Em tudo é semelhante à posse prematura e à distância de Lula no ministério Dilma, que tornou famoso o "Bessias". Particularmente porque Gilmar já disse que vai mudar o voto e o que foi uma vitória da sociedade por 6 x 5 passa a ser uma vitória do PT pelos mesmos 6 x 5. Há outras duas possibilidades regeneradoras: Cármen Lúcia, que fez uma tolice lá atrás e safou um bandido, nega-se a pôr o assunto em discussão ou (e) um ministro entre aqueles cinco perdedores, percebe os prejuízos decorrentes desta decisão e engrossa as fileiras dos que querem manter a prisão. Qualquer das duas soluções faz o STF merecer a designação de Supremo.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com 

Salvador 

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MENOS NARCISISMO, MAIS CIDADANIA

As hesitações sobre a prisão de Lula - que transparecem em enunciados como "vão dar um jeito, duvido que ele seja preso!" ou em boatos sobre a mudança de entendimento dos juízes do STF sobre a prisão após condenação em 2.ª instância e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a Lei da Ficha Limpa - são atos falhos que revelam que muitas pessoas se identificam com Lula e querem manter a fantasia de que elas não são iguais às demais! Lula na cadeia em cumprimento à lei é uma ferida narcísica que não suportam, pois deixa claro que cada uma é apenas um grão de areia no universo, nem mais nem menos importante. O Brasil precisa de menos narcisismo e mais cidadania republicana!

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br 

São Paulo

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HAVERÁ ESPERANÇA?

Todas as conjunções configuram o momento atual político como de extrema importância histórica, pois as decisões que serão tomadas pelo STF, que tem tido maiores condicionantes políticas que propriamente técnico-jurídicas, dirão o quanto a sociedade brasileira poderá ter de esperança em novos tempos, mais atrelados aos valores da corajosa moralidade que aos da amedrontada tradição. Se uma parte pequena da sociedade vocifera e faz ameaças, e se a outra porventura se amedronta e cede, então de que nos valeram o passado de todos os que sacrificaram sua vida pelo ideal do patriotismo e da Nação?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br 

Rio de Janeiro 

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JUSTIÇA E INTERESSES PARTICULARES

Há dificuldade de convivência com normas gerais e aceitação de regras abstratas aplicáveis a todos os casos. A tendência a se posicionar apenas de acordo com o caso concreto impacta a maneira de defender um ponto de vista. Um claro exemplo é a prisão de condenado após o trânsito em julgado da ação penal condenatória. A prisão após decisão final do STF foi substituída pela execução provisória após decisão em 2.ª instância. Agora, poderá haver uma decisão salomônica de prisão após decisão de 3.ª instância. Há argumentos favoráveis e contrários para as três posições jurídicas. Entretanto, todas elas defendem muito mais interesses particulares de conveniência do momento atual do que princípios gerais de Justiça.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br 

Campinas

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MUDANÇA DE DECISÃO

De nada adianta juízes do Sul, durante o dia, condenarem elementos que não prestam, se os ministros do STF os soltam à noite. Para isso, o STF altera a interpretação da lei, desde que favoreça quem os nomeou. Aos integrantes do STF (noninhas nomeadas, ministro covarde, ministro solta-bandido e ministro fatiador) lembro que uma das funções do STF é proteger o Brasil dos bandidos, e não proteger os bandidos do Brasil. Querem que traduza?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br 

São Paulo

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TODOS SOB O ALCANCE DA LEI

Excelentíssimos ministros da Suprema Corte de nosso querido Brasil, venho por meio desta, muito respeitosamente, solicitar que não permitam a mudança do "status quo" jurídico vigente neste egrégio tribunal acerca da possibilidade de prisão dos julgados e condenados em 2.ª instância, garantidos o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, uma vez que tal mudança de entendimento pode trazer consequências nefastas irreversíveis a toda a Operação Lava Jato, operação que está passando o Brasil a limpo e colocando todos no Brasil sob o alcance da lei, como sói acontecer num país que se diz democrático, amparado por seu Poder Judiciário.

Francisco de Assis Reis Fernandes farfernandes@yahoo.com.br 

São Paulo

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O STF E A EXECUÇÃO DA PENA

Lula, nada tema! Gilmar Mendes, o libertador, vem aí.

José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com 

Rio Claro 

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SEM FORO

Se o condenado Lula não tem foro privilegiado, o STF não tem o direito de intervir. Como decidiu o TRF-4, ele deve ser encarcerado por 12 anos e um mês.

      

Mário A. Dente eticototal@gmail.com 

São Paulo

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DESTA VEZ NÃO

"Quanto mais me acusam, mais subo nas pesquisas", disse Lula há alguns dias. Só se for em pesquisas feitas antes de sua condenação em 2.ª instância ou em pesquisas manipuladas. Demorou para cair a ficha, mas as palavras dos juízes do TRF-4 ecoaram fundo até nos cidadãos mais simples em todo o Brasil. Ouvem-se nas ruas e por toda parte eleitores de Lula comentando entre si: "Sim, há provas. Sim, o julgamento de Sérgio Moro estava correto. Sim, Lula é de fato um criminoso". E seus eleitores não estão gostando do que perceberam que o ex-presidente fez. Mas como é que aqueles três desembargadores conseguiram, com um vernáculo tão complicado e tão cheio de tecnicalidades, atingir o povão? Simplesmente porque estavam falando a verdade. A força do Brasil sério e honesto começa a aparecer.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

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CÁRMEM LÚCIA, A INGÊNUA

A ministra Cármen Lúcia mostra grande ingenuidade, haverá sim todo tipo de ações no STF para livrar Lula da cadeia. Leite verterá das pedras, a água se transformará em vinho e Lula será sim candidato à Presidência da República. A ministra não tem ideia da criatividade de Toffolli, Lewandowski e os outros ministros petistas. A manutenção dos direitos políticos de Dilma Rousseff depois do impeachment é uma pequena amostra do que o STF pode fazer quando rasga a Constituição. O céu é o limite. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo 

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O STF SE ENGRANDECERÁ, OU NÃO?

Parece que a ministra presidente do STF, Cármen Lúcia, não gostou da forma como estão julgando o STF, cuja discussão sobre a 2.ª instancia e prisão do Lula seria apequenar o maior órgão de Justiça do País. Bem, ministra Cármen Lúcia, prove que este órgão é superior na acepção do termo e guie para uma decisão histórica que engrandecerá o STF, não se apequenando em face da pressão da politicalha e de alguns colegas que torcem vivamente por um recuo na questão da 2.ª instância. Sem isso, voltaríamos aos tristes tempos dantes em que criminosos passavam dezenas de anos a recorrer aos mil artifícios de uma lei que nunca muda. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br                                                                                      

Garça

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O MAL ANIQUILA A SI PRÓPRIO

A proposta do Partido dos Trabalhadores (PT) de uma ampla aliança de esquerda em torno de Lula nas próximas eleições não vingou, principalmente depois de o TRF-4 confirmar a condenação do ex-presidente por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e ainda aumentar-lhe a pena para 12 anos e um mês de prisão. A leitura que se pode fazer deste fato é a de que Lula não mais tem o poder de agregar toda a esquerda em torno de sua figura de líder, hoje seu nome tem uma conotação negativa para qualquer projeto de campanha de seus antigos aliados. O PT não atrai mais, pelo contrário, os outros partidos de esquerda querem distância desta sigla. É incrível como uma pessoa com o carisma e a sagacidade política de Lula, teve a capacidade de se destruir tão somente por não conseguir perceber os limites que o próprio poder lhe impunha! Houve momento em que Lula conseguiu seduzir mais de 80% dos eleitores deste país, e foi essa sensação de onipotência e certeza de impunidade que o destruiu, e isto é o que me encanta: o fato de que aquele que era considerado o deus Lula aniquilou a si próprio, já que ninguém mais ousava fazê-lo! Dizem mesmo que o mal por si mesmo se destrói. É verdade. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o juiz Sérgio Moro, os desembargadores do TRF-4 apenas estão a trabalhar com maestria em cima de fatos criados pelo próprio réu para conseguir que a Justiça seja feita, e o serviço mal começou. Parabéns a todos eles. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 

São Paulo

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RACHA NA ESQUERDA

O PT faz de tudo para estar só e não se unir aos partidos políticos de esquerda. Mas sabe que a sua força está em constante decadência. Maior ainda após o dia 24 de janeiro, quando Lula da Silva foi condenado, no TRF-4, por unanimidade, a 12 anos e um mês de reclusão (regime fechado). Esperava a agremiação mais de milhão de pessoas em Porto Alegre, mas, com muita benevolência, a soma não atingiu 70 mil pessoas, com os auxílios pecuniários do MST e da CUT. Certamente que os outros partidos de esquerda não vão se submeter ao PT. Assim, com o racha à vista, teremos que o centro terá todas as condições para ganhar as eleições, desde que o candidato tenha a possibilidade de aglutinar todas as forças do campo central. E tudo direciona em favor de Geraldo Alckmin, do PSDB-SP, representante dos moderados deste país.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br 

Rio Claro

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AS AMEAÇAS DE 'DESOBEDIÊNCIA CIVIL'

Pacificar é preciso. De nada adiantaram a acidez e o tom desagregador e ameaçador da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, do senador Lindbergh Farias, de dirigentes sindicais e do próprio ex-presidente Lula em tom ameaçador no lançamento de sua pré-candidatura, defendendo "desobediência civil" diante da decisão do TRF-4. Será que Lula e seus seguidores pensam que estão acima da lei? Em discurso, Lula se comparou a Nelson Mandela e a Tiradentes, atribuindo sua condenação à perseguição da elite e da imprensa brasileira. A fala dos dirigentes petistas é por saber que logo que a sentença de 12 anos e um mês de detenção for lavrada, o ex-presidente poderá ser preso a qualquer momento, conforme novo entendimento do STF de que o condenado em 2.ª instância deve ter sua pena aplicada de imediato e, se quiser recorrer aos tribunais superiores, deve fazê-lo preso. No caso de Lula, com pretensões de chegar novamente ao Palácio do Planalto, mais do que a possibilidade de prisão preocupa o enquadramento na Lei da Ficha Limpa. Agora condenado por colegiado (três desembargadores), Lula passa a ser considerado "ficha suja" e, de acordo com a Lei Complementar n.º 135, de 2010, que ele próprio sancionou quando presidia o País, não poderá ser candidato. O País não merece cair em onda de distúrbios só porque a Justiça descobriu, processou e condenou o ex-governante que se portou mal. Devem se lembrar de que aqui não é a Venezuela, terra sem lei. Temos de torcer para que todos os que delinquiram sejam alcançados pela lei e exemplarmente punidos. Em peno século 21, beira o impensável a atitude de quem ainda busca afirmar suas ideias por meio da força e da violência, desprezando a vontade de quem está ao seu lado e que não é obrigado a adotar o mesmo procedimento. Ser inteligente é preciso nesta hora... O Brasil precisa de paz para crescer e gerar riquezas, e não de ebulição para proteger quem transgrediu a lei e locupletou-se para enriquecer a custa do povo que o elegeu.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com  

São Caetano do Sul

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O CÃO DE TRÊS CABEÇAS

Cérbero, na mitologia grega, representa o cão de três cabeças que guardava as portas de entrada do inferno. Sua derrota só poderia ser executada pelo herói Hércules. Na política brasileira, Lula encarna o cão de três cabeças, que recebe mais um golpe dos mais violentos, entre outros já recebidos anteriormente. O juiz Sérgio Moro, um Hércules da Justiça brasileira. Sérgio Moro determinou que o triplex do Guarujá, uma das peças da condenação de Lula, fosse retirado da penhora, em nome da OAS, e que fosse levado a leilão e o dinheiro arrecadado, devolvido em ressarcimento à Petrobrás. As sentenças de Sérgio Moro têm muito a ver com as do Salomão bíblico, que se tornaram famosas.

  

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com  

Vassouras (RJ)

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SEMI FAKE NEWS: 'TRIPLEXXX' LEILOADO POR MORO

TripleXXX de "Lula Láx", leiloado, terá maior lace de Eike "Batistex" para ser "anexxxo" da Papuda e exclusivo para "exxx" presidentes da República! Lula e Temer convidarão Trump para ocupar o terceiro X! Melhor semiaberto do mundo, com vista para o mar de Santos... de pé de barro!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com  

Porto Alegre

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RISCO DE FUGA, SIM!

Tenho ouvido absolutamente todos os analistas considerarem inexistente o risco de fuga de Lula, que, de acordo com eles, agora luta pelo seu legado político, sua histografia. Mas para que isso seja verdade, os analistas assumem que Lula tem valores pessoais de um estadista, de um Vargas, ou até mesmo de um José Dirceu. Esses analistas esquecem que Lula nunca foi um ideólogo ou teve o interesse da Nação em sua trajetória política. Lula está muito mais próximo e alinhado com Cesare Battisti (a quem desavergonhadamente concedeu asilo) do que de um político minimamente preocupado com seu legado ou com o futuro de seu país. Lula é e sempre foi um sindicalista malandro, um criminoso comum! Essa conversinha de "sou candidato até o fim" pode ser uma cortina de fumaça. Como qualquer ladrão de galinhas, considerando suas alternativas às vésperas de ser encarcerado pelo resto da vida, Lula apresenta risco de fuga, sim! E não faltam regimes por aí que dariam abrigo ao "mito", ao "Jango do século 21", a esse personagem que Lula vendeu aos desavisados e comprados fora do Brasil. Quem viver, verá.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com 

Santana de Parnaíba 

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LULA MOTIVO DE CHACOTA

O ex-presidente Lula é motivo de muita chacota nas redes sociais (cada uma melhor do que a outra, já ri demais). Um cidadão que pensa seriamente em ser candidato à presidente da República, nas próximas eleições de 2018, não pode ser motivo de riso da população brasileira. Para o demiurgo de Garanhuns, só resta a solidão do anonimato e ser definitivamente defenestrado da vida política brasileira. 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com  

São Paulo 

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ONU OU ÔNUS?

Ao invés de ir se queixar à ONU, que tem mais o que fazer, Lula deveria se preocupar com o ÔNUS das escolhas que fez ao longo da vida.

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br  

São Paulo 

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MEDINHO DE LULA?

Sejamos sinceros, fosse outro qualquer que não o famoso réu, um "simples mortal" como você e eu, o agora duplamente condenado Lula de Silva já estaria preso por desacato à Justiça faz tempo! Ministério Público, juízes do TRF-4 e até a Polícia Federal, de quem Lula desdenha, todos esses parecem ter "medinho" dele!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br  

Taquaritinga

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SR. MICHEL TEMER

Por que será que nosso presidente demonstra preocupação com a condenação de Lula, seria culpa no cartório? 

José Claudio Bertoncello jcberton10@hotmail.com  

São Paulo SP

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A FALTA DE DECORO DOS SENADORES

Um congressista defender seu partido é justificável. Mas o mesmo congressista incitar a desordem, com palavras de guerra e sangue, é outra coisa! Esperamos que, na volta das atividades parlamentares, Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias sejam duplamente julgados pelo Conselho de Ética do Senado, por desrespeitarem o cargo que ocupam. Paixões não podem ser confundidas com desobediência cívica. Impeachment já! Aí, quem sabe sendo julgados pelas instâncias inferiores, que é onde deveriam estar sendo julgados por corrupção, eles aprendam a respeitar a lei? Se continuarem no Senado, serão um entulho fétido naquela Casa!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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'LINDINHO' FORA DA CAIXA

De Lindbergh Farias: "Se prenderem o Lula, aí, meu amigo, é vitória no primeiro turno. Vai haver uma comoção neste país". "Lula só aceita ser preso, meu amigo, se houver a garantia de que o STF o libertará em menos de uma semana." Parafraseando Mané Garrincha, a pergunta que fica é: já combinaram com os "russos"? Ou, melhor, com a corporação esquerdista do STF? Ou estaria o "Lindinho" totalmente fora da caixa, por ver em "Lulla" a única e última opção de manter o foro privilegiado? 

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo

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CHABU

Deu "chabu", o terror de Zé Dirceu, Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias. Ameaçavam matar os desembargadores, destruir o TRF-4 gaúcho - prática das hordas bárbaras de Pedro Stédile, o Átila do MST, contra propriedades legais e produtivas - caso Lula fosse condenado. Foi! Por acachapantes três a zero.  No primeiro voto pela condenação do "propineiro" ex-presidente, as falanges mobilizadas a grana e mortadela desenrolaram os colchonetes e desmontaram o acampamento nas margens do Rio Guaíba. Movidos a scotch e fardados com grifes caras, os comandantes petistas, Zé Dirceu à frente, nunca deram um tiro de festim. Eles provavelmente ensinam às linhas combatentes que pôr o cão do revólver à retaguarda é soltar o cachorro no fundo do quintal. Incitação à violência, à desobediência civil não é crime? Ministério Público Federal, ação!

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com 

Belém 

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CORRUPÇÃO E IDEOLOGIA

Os petistas aceitam a corrupção como um segmento menor de uma ideologia.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com 

Campinas

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O CASO LULA NA JUSTIÇA ELEITORAL

A entrevista do advogado Henrique Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral ("Situação é desfavorável, mas não irreversível", 28/1, A7), referindo-se ao caso Lula, é um cristalino exemplo da flexibilidade ou, melhor, da incerteza jurídica que temos no País. Eis as perguntas e respostas de Sua Excelência: "Após o julgamento, o ex-presidente poderá ser candidato?" Resposta: "Depende". Pergunta: "O retrato atual para o ex-presidente é de inelegibilidade?" Resposta: "Depende". Pergunta: "O PT lançou a pré-candidatura de Lula um dia após o julgamento. Há algum impedimento legal?". Resposta: "Qualquer um dizer que quer ser candidato é um direito inalienável". Pergunta: "Então Lula pode fazer campanha, independentemente da segunda instância?". Resposta: "Mesmo se ele for preso, ele poderá fazer campanha". Pergunta: "Quando haverá uma resposta definitiva sobre o caso de Lula?". Resposta: "O TSE pode julgar tranquilamente até 10 de setembro, mas pode atrasar. Ainda cabem embargos de declaração e também recurso ao Supremo". Pergunta: "Se o resultado no TRF-4 não tivesse sido unânime, isso favoreceria Lula na Justiça Eleitoral?". Resposta: "Muito". Diante dessas respostas, um mero contribuinte brasileiro poderia perguntar: mas que Justiça é esta? E que país é este, onde não se pode nem aproximadamente ter uma certeza jurídica para uma situação tão importante para a Nação? Positivamente, este não é um país sério.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 

Campinas 

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PIZZA EM PREPARO

Uma (?) voz isolada do STF e a entrevista com o sr. Henrique Neves (28/1, A7), ex-ministro do TSE, sinalizam que a pizza está em andamento. Pobre Brasil.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br 

São Paulo 

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COLUNA FLEXÍVEL

"Se a situação dele se modificar..." (28/1, A7). A coluna destes membros e ex-membros do TSE nunca precisará de ortopedistas e reumatologistas. Ela é tão flexível que nada ousam afirmar, mesmo diante das leis e regulamentos vigentes, de clareza meridiana. Lula foi afastado pela Lei da Ficha Limpa. Não poderá concorrer por isso. Simples assim. Entretanto, na entrevista de ex-integrante do TSE, um especialista, ele nada sabe se poderá concorrer ou não à Presidência da República. Dá certa vergonha e asco.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br 

São Paulo 

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PAÍS DESPREPARADO

Penso que o Brasil não está preparado para eleições diretas enquanto ainda virmos um eleitor votando num Lula, num Temer, numa Dilma, num Sarney, num Lobão, num Renan, num Alckmin, num Haddad e assim por diante... E mais centenas dos que aí estão.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br 

Monte Alto

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SUCESSÃO PAULISTA

A propósito da matéria "Alckmin admite 'sacrificar' PSDB em SP por Planalto" (27/1, A4), na qual se anuncia um suposto apadrinhamento tucano ao socialista Marcio França para a sucessão no Palácio dos Bandeirantes em troca do apoio do PSB, partido de França, ao projeto presidencial de Alckmin, penso que seria de todo oportuno lembrar ao governador paulista, atual presidente do PSDB, que, salvo os apoiadores de Lula & Cia., o eleitor médio do Estado de São Paulo, em regra, está situado mais ao centro ou à direita. Calejado com tudo o que "cheire" a socialista - seja de Cuba, da Venezuela ou daqui - ele dificilmente irá sufragar o nome de um candidato ao governo do Estado de São Paulo que concorra por uma legenda com o nome "Partido Socialista Brasileiro", mesmo que apoiado pela legenda tucana. Posso até estar enganado, afinal em política nunca dá para a gente "cravar" com certeza e exatidão, mas é melhor ficar esperto. Quem avisa amigo é.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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APOIO SEM NEXO

Nem em pensamento o governador de São Paulo deve abrir a possibilidade de apoiar, para o governo do Estado, o seu vice Marcio França (PSB), como está sendo divulgado pela imprensa. Em troca, Alckmin garantiria apoio do PSB à sua candidatura ao Planalto. Isso é arriscado politicamente, mesmo porque a sigla do seu vice, histórica umbilicalmente foi sempre ligada ao PT, a ponto de o seu presidente, Carlos Siqueira, recentemente ter dito que apoia Lula e criticado duramente a celeridade da tramitação do julgamento no TRF-4 do corrupto ex-presidente da República. Assim, se Geraldo Alckmin desprezar apoio a um candidato do próprio PSDB, que há 24 anos está no poder do Estado, vai constranger históricos aliados e gerar um racha dentro do partido, que hoje inclusive carece de unidade. Pior ainda: vai desagradar ao maior colégio eleitoral do País, São Paulo, com seus mais de 32 milhões de eleitores. Acorde, Alckmin! O caminho para o Planalto está aberto. Principalmente agora, que o picareta Lula está inelegível. E, pela probidade, capacidade de diálogo e grande experiência na administração pública, Geraldo Alckmin é o único capaz de unificar o País e promover grandes reformas e desenvolvimento. Portanto, este suposto apoio a um candidato do PSB para governar São Paulo não passa de uma decisão esquizofrênica e politicamente improdutiva.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos 

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RUPTURA COM O PASSADO

A disputa interna no PSDB sobre a condução do partido está a ponto de beirar a insensatez. Para que um grupo não detenha a hegemonia, o outro faz jogada no sentido contrário. Com isso, um partido hegemônico neste Estado corre o risco de perder essa hegemonia por pura picuinha. Pessoas sem carisma, com apoio interno, apostam na força do partido para comprar horas de veiculação de TV e rádio e tentar se impor como candidato viável aos eleitores. Os partidos de modo geral, entre os quais o PSDB se inclui, não acordaram para o fato de que o eleitor não quer mais votar como antigamente, em candidatos indicados por máquinas partidárias sem maiores vínculos com quem vota nem méritos próprios reconhecidos que justifiquem a postulação. Assim, que importa se fulano, sicrano ou beltrano concorram à vaga no Executivo, se não reúnem méritos ou seus méritos não são suficientemente debatidos? A demanda por reformas na política indica uma ruptura com o passado. Portanto, devemos estender o debate sobre méritos pessoais, e não mais só sobre pessoas. Independentemente de preferências partidárias.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba 

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DESESPERO DE GERALDO

Geraldo Alckmin pretende rifar a candidatura tucana ao governo do Estado para o PSB. Mesmo que nada pareça desabonar a figura de Márcio França, é sabido que o PSB tem fortes vínculos com algumas correntes petistas e o acordo com o PR me dá calafrios. Temos chances de ver São Paulo finalmente nas mãos do PT e do Valdemar da Costa Neto. Governador é um preço muito alto a pagarmos para que o senhor tente hipoteticamente viabilizar sua candidatura à Presidência da República.

 

Sérgio Araki Yassuda sergio-araki@uol.com.br 

São Paulo 

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UTOPIA

Bruno Covas tem que ser prefeito devido ao seu sobrenome (Covas), porém quem conhece este garoto? João Doria tem que ser governador porque a prefeitura não lhe cabe mais. E o que não falta é trabalho pendente a ser concluído. E, neste jogo de amarelinha, o cidadão vai ficando para trás, a cidade vai ficando para trás por uma utopia: Geraldo Alkmin presidente, João Doria governador e Bruno Covas, o ilustre desconhecido, prefeito. Seria assim tão fácil? E quanto às etapas deste jogo, pularam? Quanto ao governador Geraldo Alckmin seu objetivo é verdadeiro, tem respaldo diante do cenário nacional para tamanha missão: O planalto Central. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com 

São Paulo 

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CANDIDATURA DO PSDB

Em nome do Diretório Estadual do PSDB-SP, reafirmo nosso posicionamento de apresentar candidatura própria ao governo de São Paulo em outubro próximo. O PSDB paulista possui excelentes quadros, alguns inclusive já apresentados como pré-candidatos, e discute internamente o modelo de escolha de seu representante no pleito de outubro. Temos convicção de que, ao final do processo de definição, apresentaremos um nome à altura de São Paulo e que contará com o apoio maciço de nossa militância e lideranças. 

Pedro Tobias, presidente estadual do PSDB-SP vanessa.vspinto@gmail.com 

São Paulo

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A FEBRE AMARELA E A DESINFORMAÇÃO

A febre amarela, mal tão antigo, é o novo fantasma a preocupar os brasileiros. Seu surgimento no entorno de São Paulo, Belo Horizonte e outras áreas densamente habitadas do País mobiliza as autoridades sanitárias e preocupa a população quanto a uma possível pandemia. Justificou, inclusive, a corrida e a invasão em postos de vacinação. De outro lado, pontuam nas redes sociais e até nos meios tradicionais de comunicação informes que põem em dúvida a vacina e a conveniência de tomá-la. Fala-se que, em certos casos, o imunizante, em vez de proteger o paciente, pode levá-lo à morte. Diz-se, também, que quem não vai às regiões de risco não precisa se vacinar, mas prepara-se o esquema para vacinar toda a população. O Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e as municipais da área precisam orientar devidamente a população e não permitir que informações isoladas e muitas vezes de fontes apócrifas e descontextualizadas disseminem o pânico. O povo tem o direito de saber o que realmente ocorre para, com essa informação, ir ou não ir ao posto de vacinação. A orientação, dever de Estado, é fundamental.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

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TIROTEIOS NO RIO DE JANEIRO

A população da cidade do Rio de Janeiro vive o temeroso sentimento de insegurança pública, independentemente do bairro onde se mora. A qualquer hora pode haver tiroteio com morte, entre marginais, entre si ou em confronto com policiais, como aconteceu no fim de semana no tradicional bairro da Tijuca. Esta trágica realidade produz uma síndrome coletiva de pânico nos cariocas, afetando a atividade econômica em face da diminuição principalmente à noite dos moradores nas ruas, onde o comércio de bares e restaurantes está sendo brutalmente atingido, o que aumenta ainda mais a crise financeira vivida pelo município e pelo Estado como um todo. Urge, assim, que nossas legítimas autoridades deem um basta a essa tragédia social que atinge a Cidade Maravilhosa, de saudosa memória.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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FORTALEZA: NA MIRA DA VIOLÊNCIA

A briga é entre eles (traficantes, milicianos, facções rivais e polícia), mas o alvo somos nós.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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CELULAR NO TRÂNSITO

No fim de semana, mais uma vez, de tantas que já não sei mais contar, estive num ônibus conduzido por um motorista que digitava no celular. O que fazer? Tentei filmar, mas não consegui. No Terminal Pinheiros, evitei confusão e vergonhosamente me calei. A quem denunciar? À SP Trans, sábado à noite? Duvido que atendam, mesmo que o serviço seja praticamente 24 horas. Se atenderem, vão fazer o quê? Cumprir o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)? Provavelmente, vão fazer uma investigação ou dar um pito e pronto. Sou ciclista e estou cansado de ver motoristas de ônibus ao celular. Numa destas acompanhei, pedalando em paralelo próximo à janela de um motorista que dirigia um dos maiores articulados olhando o celular, sem que ele tivesse levantado os olhos para a rua por três quadras - sim, três quadras - em plena Rua Paes Leme. Só a PM Trânsito pode agir numa situação destas, me foi dito. PMs e marronzinhos não têm autonomia legal para agir, o que é ridículo. Minha sugestão é que o órgão responsável ou com direito legal (se é que alguém o tem) faça incertas nos celulares dos motoristas. Imagino que seja pelo menos proibido por contrato de trabalho falar ao celular enquanto está conduzindo. CTB? A cada dia mais motoristas, motociclistas e ciclistas usam celular enquanto conduzem, e ninguém faz nada. Quem se importa? Quem se interessa? A situação está tão absurda que me pergunto: será justo denunciar este ou aquele condutor? Boi de piranha? Para quê?

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br 

São Paulo

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IPTU 2018

Absurdo o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para o ano de 2018. Os aumentos variam de 10% a 15% e até 20%. Percebo que esta história da atualização da Planta Genérica da cidade de São Paulo é sempre a mesma. Sai prefeito, entra novo prefeito e os aumentos dos índices inflacionários do período (2,95%) não são respeitados. Agora, a Prefeitura pretende implantar um programa querendo criar moradias para a população de rua oferecendo abatimento de dívidas do IPTU para prédios vazios do centro de São Paulo, usando recursos federais e outros que tais. Não sou contra essa medida, mas sou contra estes aumentos escorchantes e abusivos do IPTU. Em anos anteriores, na cidade de Santos, a prefeitura resolveu por decisão administrativa aumentar o IPTU fora dos parâmetros inflacionários. Criou-se uma associação e decidiu-se que todos os moradores que não concordavam com este aumento absurdo pagassem o IPTU integralmente, no dia 31 de dezembro do ano. Assim a prefeitura não teria verbas para a administração municipal. Voltou atrás... Pergunto eu: o que faz o Ministério Público diante dessa arbitrariedade? Ademais, vejam a quantidade de pessoas, empresas comerciais e indústrias que estão deixando esta cidade para se instalarem em outros municípios, Estados e até países (vide Paraguai).

Carlos C. Janeba ejaneba@terra.com.br 

São Paulo

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CEF, NEM COM PROCURAÇÃO

Em 29 de novembro de 2017, estive na Caixa Econômica Federal (CEF) da Avenida Sumaré, 1.123, São Paulo, com a carteira profissional e a carteira de inscrição do PIS/Pasep da senhora que faz a limpeza a cada 15 dias em minha residência. Apresentei documentos que me identificavam ao funcionário e perguntei se havia possibilidade de saber se ela teria algum valor a receber. Ele me respondeu que a CEF não fornece essas informações, a não ser com a presença da própria pessoa, e acrescentou que o patrão deveria permitir a vinda dela à agência com essa finalidade. Informei ao zeloso funcionário que diaristas não têm patrão. Trabalham cada dia em diferentes locais e residências e que não faltam mesmo em feriados, como o 7 de setembro, o 15 de novembro, etc. E, naquele dia, uma quarta-feira, ela não trabalha na minha casa, pois o dia da vinda dela é aos sábados. Sem êxito, perguntei se seria possível a obtenção desses dados por meio de uma procuração, ao que o funcionário respondeu, de imediato, que nem com uma procuração. Indignado, fui à gerência da agência, composta por três gerentes mulheres. Pensei "quem sabe não serão mais solidárias com essas trabalhadoras que moram longe, tomam 3 a 4 conduções para vir ao trabalho, muitas delas chefes de família, com filhos, etc.". Expliquei o caso à gerente que me atendeu e ela me confirmou o que o funcionário me havia dito, e não vi nem senti nela aquela esperada solidariedade. Com a minha indignação aumentada, disse-lhe que iria tornar todo o episódio público, por meio da imprensa escrita - não a falada, pois nesta última as palavras voam e são esquecidas -, e é isso o que estou fazendo agora. Estou convicto de que menos pela solidariedade feminina e bem mais pela ameaça de expor a situação para fora dos muros da CEF a gerente acessou um computador e me disse que não havia valores a receber pelo PIS/Pasep e também pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Enfim, a pergunta que se impõe é: que norma é esta que permite à CEF não aceitar procurações? 

Gilberto Marangoni gbmaranga@zipmail.com.br

São Paulo

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ESTADOS COM SUPERSALÁRIOS

Alguns Estados com problemas econômicos e fiscais pagam supersalários a diversas categorias de servidores. Um exemplo clássico é Minas Gerais. Nesse Estado, por exemplo, os policiais militares ganham várias vezes mais do que seus equivalentes nas Forças Armadas; e isso ocorre em vários outros Estados, como SC, PR, RS e no D.F. Não é possível tais Estados pedirem socorro financeiro ao Governo Federal, quando tais fatos ocorrem. A União vai socorrê-los com dinheiro, fins pagarem várias vezes mais a seus militares, em relação ao que o próprio Governo Federal paga aos seus?

Heitor Vianna P Filho bob@intnet.com.br 

Araruama (RJ)

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O BRASIL EM DAVOS

De acordo com o editorial "O Brasil de volta, segundo Temer" publicado pelo "Estadão" (28/1, A3). "Brasil de volta significa, portanto, retorno a valores como a racionalidade, a responsabilidade e a eficiência, enumerados no discurso do presidente Michel Temer". Será que o "Estadão" acredita nisso? Será que os empresários e investidores acreditam nisso? Será que Papai Noel existe e acredita nisso? Michel Temer é hipócrita e foi gravado dizendo "vamos manter isso" e o auxiliar de sua confiança, foi pego com uma mala com alguns milhões de reais. Será que ele é "o cara" que vai conseguir enganar a mídia e o mercado internacional? Duvido. Temer não tem moral para levar a Davos a mensagem de que o Brasil  está fora do "pós-populismo". Basta ver o seu partido, (PMDB ou MDB), buscando parceiras com o PT, onde o partido do Lula ainda tem alguma chance de vencer, pois o partido de Temer, não vai largar o osso, isso é, a corrupção. Elogiar o trabalho de Temer é o mesmo que elogiar o cidadão que trabalha e sustenta sua família, mas bate na esposa e nos filhos. Até quando vamos viver de "aparências"?

Maria Carmen Del Bel Tunes armen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Dois pesos e duas medidas: não querem que Cristiane Brasil assuma o Ministério do Trabalho porque teve processo trabalhista, mas querem Lula na Presidência do Brasil?

Victor Hugo A Raposo victor-raposo@uol.com.br 

São Paulo

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MINISTRA DO TRABALHO

Futura ministra, "por qué no te callas"?  

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo 

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CRISTIANE BRASIL

A Cristiane não merece o Brasil no nome!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br 

São Paulo  

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BRASIL REAL

A "ministra" Cristiane Brasil apenas representa o momento político que vivemos. Que vergonha!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo 

 

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