Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2018 | 03h00

INSEGURANÇA PÚBLICA

Intervenção no Rio

De que adiantará a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro se não forem mudadas as leis que soltam bandidos - os quais cumprem apenas uma pequena parte da pena e comandam o crime de dentro dos presídios -, se são toleradas armas de grosso calibre, exibidas impunemente, e outras mazelas do nosso país? Medidas mais duras terão de ser adotadas.

ROGER CAHEN

rcahen@uol.com.br

São Paulo

Reforma legal

Enquanto o brasileiro contar apenas com ações policiais para sua segurança, não é com intervenção no comando da polícia que se resolverão nossos problemas. Somos vítimas da Justiça e, se esta não mudar, nada mudará. Muitos dos nossos legisladores são desonestos e mudanças aplicadas com rigor poriam a grande maioria atrás das grades.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

O couro vai comer

Infelizmente, o Rio ruiu. Não percamos a esperança, porém. É de esperar que o Exército, com autonomia, consiga proceder aos expurgos necessários, no nível do mar e na altitude - nessa ordem, de preferência -, e salvar algo bom dos escombros. Certo que o estrago é descomunal e, por isso, as expectativas quanto ao sucesso da intervenção devem ser moderadas. Mas, ao menos, chega de assistir às aparatosas expedições bélicas a escalar redutos do crime e a exibir no retorno, como troféus de guerra, um ou dois vadios assustados, algumas armas obsoletas e trouxinhas de maconha. Pelo ronco da cuíca, o couro vai comer.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Ceticismo

Com poder limitado para fazer o que deve e tem de ser feito, o Exército vai alvejar carvão, desentortar banana e enxugar gelo. Com ajuda da ex-presidenta, poderia até ensacar vento... Em suma, vai pagar o maior mico. E a Nação pagará o pato.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

E agora, galera?

Anos sob a liderança intelectual da galera do Leblon (aquela que sobe morro carioca para comprar uns produtinhos que a ajudam a fugir da realidade que ela mesmo plantou) que votou em massa no PT e produziu lideranças nacionais invejáveis, que vão de Leonel Brizola a Sérgio Cabral e Lindbergh Farias, deram nisto: intervenção federal. E agora? Mais uma marchinha pela paz? Ou outra reunião regada a champanhe na casa de um famoso cantor, antes de ele se refugiar em Paris para discutir como a violência não pode ser combatida com violência e longas sentenças de prisão? A peneira que tapava o sol sumiu e o modelo e visão de mundo dessa turma começou a derreter. Agora é torcer para o câncer carioca não entrar em metástase. Cura? Não acredito, nem com reza brava.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

CORRUPÇÃO

Lava Jato

É muito importante que a população brasileira não se iluda com essa intervenção das Forças Armadas, por enquanto, só no Rio de Janeiro. Não podemos perder o foco da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, pois ela está desmantelando as quadrilhas formadas por políticos e empresários corruptos, que, na realidade, são os causadores do caos não só no Rio, mas em todo o território brasileiro. O povo quer ver todos os culpados cumprindo suas imputadas penas na cadeia. Mesmo com o Judiciário tomando decisões que beneficiam muitos. Aliás, em ano de eleição, esses episódios não estão cheirando nada bem.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Jogo limpo

Em conferência nos EUA, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que “os juízes não devem satanizar a política ou os políticos, porque ali é a seara do jogo democrático”. Sim, jogo democrático com regras que coíbam o jogo sujo. A corrupção é uma dessas regras que não devem participar do jogo democrático. O político que a praticar deve, sim, ser satanizado, independentemente do cargo que ocupa ou ocupou.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Conveniente silêncio

O ex-presidente Lula, já condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e meio de cadeia, saiu em campanha eleitoral pelo Norte-Nordeste sem sequer uma advertência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem se ouviu um pio dos partidos de oposição. Só a mídia e as redes sociais se manifestaram contra o abuso petista. Tribunal Regional Federal não apenas confirmou a pena dada por Moro, como a aumentou para 12 anos. Não aceitando a acachapante derrota por 3 a 0 imposta pelos desembargadores do TRF-4, o sr. ex (recuso-me a declinar o nome), em palanques improvisados, pôs em dúvida a integridade dos magistrados, desrespeitou a Justiça com palavreado chulo e inconsequente e, mais uma vez, não se ouviu nada em defesa da Justiça. Um silêncio covarde de líderes partidários. Mas bastou um suposto candidato ir a um programa de TV e dizer o que o povo quer ouvir, que o Brasil precisa de renovação, e pronto, ele e o apresentador foram parar na Justiça Eleitoral, por abuso de poder econômico. Agora o dissimulado candidato condenado está preparando visita aos Estados do Sul e Sudeste e novamente sua caravana vai atropelar a lei, ainda mais agora que conta com advogado contratado a peso de ouro, o ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence, com livre trânsito nos tribunais superiores. Vai deitar e rolar. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

BOLIVARIANISMO

Crise venezuelana

É preocupante a defesa do governo de Nicolás Maduro feita pelas lideranças petistas, apesar do sofrimento do povo, em fuga do próprio país. Mal comparando, é como dizer que a Lei Maria da Penha é bobagem porque “em briga de marido e mulher não se deve meter a colher”.

M. MENDES DE BRITO

mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

A Venezuela repete Cuba: já faz seus cidadãos fugirem do país. O regime cubano não dá a mínima chance para dissidência e já dura mais de 60 anos. O venezuelano vai pelo mesmo caminho. É isso que os petistas consideram como modelo para nós?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

INTERVENÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Em que pese a tentativa de intervenção federal no Rio para segurança pública, mesmo que dê certo por um período, o Rio de Janeiro perdeu a guerra contra o crime. E vem de longa data. A administração pública (Judiciário e forças policiais) já foi contaminada pela corrupção. O consumo excessivo de drogas por parte da população, que tira dinheiro da legalidade e o coloca na ilegalidade, facilitando o tráfico de armas e toda sorte de crimes. Não há punição para os consumidores, que são vistos como "coitadinhos". Será que estudantes universitários e artistas são coitadinhos? A completa falta de investimentos nessa área vem desde 1985. E para piorar, o horrível discurso de certos políticos, da televisão e escolas de samba do "nós contra eles" fazendo com que todos sejam inimigos de todos. 

 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

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VIOLÊNCIA E DROGAS

Todo mundo sabe que o aumento da violência no País deve-se ao crescente consumo de drogas. Hoje se vê reuniões do presidente com os ministros das Forças Armadas e da Justiça para intervir "manu militari" no Rio contra o absurdo nível de violência a que ali se chegou. No entanto, nem uma palavra quanto a atacar a raiz do problema: o crescente número de cidadãos consumindo drogas. Sem esse ataque, já sabemos que a batalha será perdida. Presidente Temer, por favor, chame também para essa luta os ministros da Educação e da Saúde e oriente-os para fazerem forte campanha demonstrando os malefícios do uso de drogas, dirigido principalmente à juventude. Expliquem aos jovens porque devem evitar e terem aversão ao uso de drogas. Por favor, presidente.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br 

Cotia

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MILITARES

Aqueles que elegem péssimos políticos são os mesmos que depois pedem intervenção militar pra arrumar a casa. Ridículo.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo 

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INTERVENÇÃO OU DESFILE?

Que intervenção militar é esta em que não se pode atirar de volta contra o inimigo, fazer prisioneiros, punir forças auxiliares subordinadas quando descumprirem ordens ou cometerem excessos e ainda estarem proibidos de limitar a locomoção ou a remoção de civis a força de locais de "combate"?! Se Temer queria assim os militares nas ruas que esperasse o desfile de sete de setembro.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br 

Taquaritinga

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INTERVENÇÃO DA SEGURANÇA DO RIO DE JANEIRO

Esta intervenção federal deveria ser efetuada antes dos assaltos aos cofres públicos feitos pelos dirigentes corruptos.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com 

São Paulo 

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INTERVENÇÃO EM TODO O PAÍS!

A intervenção na segurança pública deveria abranger todos os Estados. Porque ao intervir apenas no Rio de Janeiro temporariamente será como rato correndo do gato e, com certeza outros Estados serão invadidos pelos bandidos fugitivos, até que o Rio volte ao normal. Fora que somente com as Forças Armadas  tomando conta de nossas fronteiras secas e molhadas, que as armas e drogas deixarão de abastecer o crime organizado. Precisamos ainda de leis rígidas, dobrando penas dos mandantes, etc.. Hoje com o crime organizado agindo até nas zonas rurais, somente com o fim do tráfico de armas e drogas voltaremos a ser um país cujo Estado é mais forte do que PCC, CV, etc.. Intervenção apenas no Rio será declara férias para a bandidagem, até que tudo volte a ser como antes. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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SAGA DA PREVIDÊNCIA

A saga para aprovação da reforma da Previdência, comandada por Michel Temer, já sofreu tantas alterações que está totalmente deformada. Já, já Temer, que é considerado um presidente muito franco, vai acabar colocando em votação, um texto totalmente "em branco". Talvez assim consiga alguma coisa com a politicalha. Muda rápido, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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RETROCESSO AO BRASIL COLÔNIA?

Com a reforma da Previdência e a "privatização" em relação à iminente falência dos setores públicos, estaremos retrocedendo a uma época marcada pela escravidão, em que a sociedade dividia-se necessariamente em dois extremos entre os coronéis e os escravos. Hoje, pelo desenrolar da política brasileira, a escravidão de hoje se diferenciará da do século 18 somente nos aspectos de, desta vez, ser remunerada e indiscriminada... A Defensoria Pública da União (DPU) luta para impedir tal retrocesso diariamente, mas nós, cidadãos, devemos assimilar que acima de tudo não podemos admitir tal retrocesso que é a PEC 287/2016, o povo deve decidir o futuro do País!

Willyan Sylvio da Cruz Santos Dias willdias96@gmail.com 

Rio de Janeiro 

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SOCORRO!

Como um aposentado da Previdência Social (INSS) vai conseguir sobreviver com estes números reais: os planos de saúde reajustaram seus valores, com as bênçãos do governo, em 13,5%, o IPTU é reajustado em 10% e as aposentadorias em 2,06%. Será que não dava para arranjar, para nós, aposentados pelo INSS, um "auxiliozinho" residência?

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com 

São Paulo 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Está certo ter idade mínima e cortar penduricalhos. Porém aposentadoria pelo teto do INSS é uma vergonha. O funcionário se preparou, assumiu compromissos (financiamento de casa, carros, faculdade dos filhos), vai pagar como? Vai piorar muito o nível dos juízes, promotores, delegados da Polícia Federal, pois os competentes não vão prestar concurso para receber o teto. Só vão ficar os incompetentes, que é o que os políticos querem.

Carlos Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto 

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AUXÍLIOS A JUÍZES

A dúvida é se juízes que recebem todo tipo de "auxílio", criados por eles mesmos em favor próprio, sem autorização legítima e acima do teto constitucional, têm condições de julgar outros seres humanos por desvios de conduta.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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PRIVILÉGIOS DE CLASSE

As elites brasileiras são historicamente pródigas em usar argumentos aparentes lógicos, para justificar as suas especiais prerrogativas que possuem. É o caso agora dos penduricalhos, entre eles o auxílio-moradia, que setores elitizados dos servidores públicos possuem para engrossar seus vencimentos. Mesmo sendo legais ditos adendos salariais, suas existências não passam pelo crivo da moralidade, que deveria servir de parâmetro a toda a classe da gestão pública entre nós.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro 

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LEI DA ANISTIA

Cumprimentamos a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por ter pedido ao Supremo para rever a Lei da Anistia, em má hora promulgada por um Congresso biônico e acovardado. Impõem-se, como medida de Justiça, punir os responsáveis pelos assassinatos do ex-presidente Juscelino e do ex-deputado Rubens Paiva, pois trata-se de crimes contra a humanidade que não prescrevem, nunca. Se o STF não fizer Justiça, os tribunais internacionais farão.

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br

São Paulo 

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TEMER NO PALANQUE

Michel Temer não tem nada a perder se se candidatar à Presidência da República, poderá usar algumas centenas de milhões de reais de dinheiro público do fundo partidário para promover sua imagem. Sem chances de ganhar a eleição, Temer se contentará com a multimilionária propaganda gratuita que fará de si mesmo, quem sabe para impressionar sua esposa. A conta, o Brasil paga. 

Mario Barilá mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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A SAÍDA DE HUCK

Desta vez parece definitiva a resolução de Luciano Huck. Então, surge em cena Geraldo Alckmin (PSDP-SP), representante do centro e que poderá absorver os votos de Huck, especialmente se este o apoiar. O campo central é o lugar certo para Geraldo Alckmin, e a Nação precisa dele porque tem experiência, moderação e competência para governar e colocar nos eixos este Brasil caótico.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

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CANDIDATURA HUCK

Cumprimento-o pela decisão tomada de retirar sua candidatura ao Planalto; foi uma decisão sábia e de uma pessoa experiente.  Ganhou também o Brasil. Visto como um "não politico" estava mais para Donald Trump que para Emmanuel Macron; podemos ver os resultados.

Fábio Duarte de Araujo fabionyube@visualbyte.com.br 

São Paulo 

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APOIO LUCIANO HUCK PARA [NÃO SER] PRESIDENTE

Se daria certo ou não é obviamente uma incógnita.  Aliás, sequer é possível prever que sua candidatura resultaria na eleição à Presidência da República. Mas o que fica definitivamente comprovado a partir da desistência desse conhecido apresentador de televisão em concorrer ao cargo é que a política no Brasil, infelizmente, não é lugar para pessoas bem intencionadas e notadamente bem sucedidas em suas respectivas atividades profissionais. Nem mesmo Silvio Santos, uma verdadeira unanimidade, conseguiu decolar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Antônio Ermírio de Moraes, na década de 80, tentou ser eleito governador de São Paulo. Homem dedicado à família, probo, rico, benfeitor, foi atacado de todos os lados de forma vil, tão somente porque os políticos profissionais não o queriam no comando do Palácio dos Bandeirantes. Até de promover "trabalho escravo" ele foi acusado na época... Fernando Capez, meu amigo de Colégio São Luís, de inquestionável formação moral e religiosa, após brilhante carreira no Ministério Público Estadual, onde atingiu o cargo maior de Procurador da Justiça em tempo recorde, resolveu se lançar à política.  E bastou suas pretensões ultrapassarem o Palácio Nove de Julho para ver-se envolvido em escândalo que fulmina qualquer pretensão de concorrer a cargos majoritários doravante. Luciano Huck, antes até mesmo de se filiar a um partido político, e só pelo fato de sugerir seu nome ao escrutínio, percebeu que sua vida pessoal seria esmiuçada e, mais do que isso, destroçada por denúncias que atingiriam sua mulher, filhos, seus pais, amigos, seus negócios. Fez muito bem em se afastar desse palco. De início, rumores sobre a compra de um avião e a situação de sua casa em Angra dos Reais.  Só um aperitivo perto do imenso cardápio que um homem na posição dele teria a oferecer às sanguessugas de plantão. Não é à toa que as personalidades do cenário empresarial, artístico ou esportivo que chegaram a cargos políticos são todas do segundo ou terceiro escalão, e justamente só alcançaram esse desiderato por não representarem qualquer risco aos "profissionais do ramo". Aqueles que realmente poderiam chegar ao cume do poder, com potencial para modificar o cenário de achaque que assola a política nacional, são banidos na origem, "duela a quien duela", como já disse aquele que foi expulso mas quer voltar ao cargo de maior mandatário do País. Sim, Fernando Affonso Collor de Mello quer ser presidente (de novo!). Como também querem Lula, Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin. E o eleito não será muito diferente desses todos...  A política no Brasil, infelizmente, não é lugar para pessoas de bem!

José Eduardo Louzã Prado jeduardo@fprado.com.br

São Paulo

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A DESPROFISSIONALIZAÇÃO DA POLÍTICA

Quantas vezes você já ouviu falar da reforma Política? Quantas vezes ela já ocorreu de fato? Se é que já foi feita, quanto beneficiou à população ou ao País? Se você respondeu "nunca" às duas últimas perguntas, você acertou. A reforma Política é, tão somente, um discurso político que vem aturdindo nossos ouvidos desde sempre, mas que nunca ocorreu de fato. Muito se discute sobre o tema, mas apenas em relação ao financiamento de campanhas, às coligações, às regras para partidos pequenos, entre outros pontos que só visam beneficiar aos poderosos e, garantir, a perpetuação nos cargos daqueles que lá estão. E novas regras que trariam benefícios ao País, à população. Alguém já pensou ou já propôs? Porque os políticos se profissionalizam na política? Porque é tão interessante "fazer carreira" e ficar trinta ou quarenta anos sustentando mandatos legislativos ou executivos, ou servindo-se de tampões em cargos indicados quando perdem a eleição ou a reeleição? São perguntas sem respostas na mídia, mas têm respostas sim. É interessante para quem está no poder continuar no poder. Legislar em causa própria é "necessário". Daí surgem as bancadas específicas, bancada da bola, ruralista, evangélica, sindical, entre outras. Eles buscam legislar para atender aos seus próprios interesses, aos interesses dos seus negócios e não aos interesses daqueles que os elegeram ou ao interesse do País como um todo. Pior que isso é a negociação por cargos, é o descompromisso com a posição para a qual foram eleitos. São vereadores que, dois anos depois, candidatam-se às Assembleias Legislativas e almejam a posição de deputado estadual, outros que querem ser prefeito, mas compromisso com o cargo de vereador não têm. Cumprir o mandato nem pensar. São deputados que querem ser prefeito ou governador, são secretários municipais ou estaduais que buscam uma vaga no Legislativo, enfim há um total descompromisso com a população. Ao candidatar-se a um cargo nem sempre estão propriamente em busca da outra posição, mas também chamando votos para a legenda, atraindo eleitores descompromissados, iludindo a população. Mais vergonhoso ainda é ver um presidente da República exonerando um ministro de Estado para que este possa reassumir sua posição de deputado federal para votar em um projeto "importante" para o governo, destituindo-se o suplente, mas reassumindo sua função de ministro dois dias depois. Há que se criar uma regra para garantir o cumprimento do mandado para o qual o cidadão fora eleito. Uma regra clara e que não possa ser quebrada por qualquer outra lei. Cidadão eleito para vereador deverá cumprir o mandato por quatro anos, não poderá candidatar-se a qualquer outro cargo político em outra eleição dentro do período para o qual fora eleito, não poderá ser indicado a assumir qualquer outra função em secretaria de Estado, em ministério, em empresa estatal. O mesmo deve valer para qualquer outra posição política, deputados, senadores, governadores. Para todos. Este não estaria obrigado a cumprir com o mandato, haja vista que poderia haver algum impedimento pessoal que o fizesse desistir da posição, o que é aceitável e factível, todavia neste caso poderia tão somente abdicar da sua posição renunciando ao seu mandato e tornando-se automaticamente inelegível por todo o tempo pelo qual aquele mandato teria duração. Tal regra deveria valer também para outros cargos não eletivos, tais como já citados como escolhas feitas pelos mandatários executivos, nas secretarias, nos ministérios e empresas públicas. A reeleição para mandato legislativo também deve ser extinta, ao menos de forma consecutiva, ela representa o maior fator contributivo para a "profissionalização" da vida pública. É ela que garante a perpetuação na vida pública de muitos que dizem representar o povo, muitos que são corrompidos ou corrompem em busca desta perpetuação, em busca de legislar em causa própria. Vamos fazer uma reforma política sim, mas vamos fazer uma reforma verdadeira, coerente, honesta. Uma reforma que venha a favorecer o País, que venha a favorecer a população e que derrote, de uma vez por todas, todo o individualismo e o jogo de interesse daqueles que, na verdade, nada querem contribuir com a "coisa" pública.

Eduardo Bartolomucci edubartolomucci@yahoo.com.br

Ribeirão Preto 

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LULA

Para o bem do Brasil, Lula deve mesmo ser mesmo recolhido à prisão. Se não bastasse sua atual condenação e as próximas que virão, deve-se levar em consideração o prejuízo que está sendo causado por ele e sua horda de seguidores, tanto com ameaças à lei e à ordem quanto em questões financeiras. Ameaças feitas por ele a juízes e aos Poderes constituídos, ameaças feita pelos seus adoradores, como a que fez a presidente do PT ao dizer que haverá mortes em caso de prisão do seu "deus". Terrorismo puro, com prejuízos à população ordeira, gastos com segurança para tentar conter a horda de vândalos adoradores de um brasileiro falso; interrupção de serviços públicos em Porto Alegre no dia 24; gastos com serviços de segurança em outras cidades nesse dia. Se isso não é terrorismo, o que é então? Que não se deixem levar pelas ameaças que surtiram efeito quando da sua "absolvição" no mensalão. Cadeia nele e nos seus seguidores terroristas que julgam acima da lei!

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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CALMA EM PROVAR A 'INOCÊNCIA' DE LULA

Os petistas não têm pressa em provar a "inocência" de Lula! Reclamam da rapidez dos processos!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CORRERIA

Michel Temer já está ficando em pânico de olho em 31 de dezembro quando acaba seu foro privilegiado. Precisa muito da ajuda do PMDB para enterrar as denúncias que o perseguem.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo 

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PLANOS ECONÔMICOS DE 1980/1990

Até quando se esperará que o STF homologue o acordo para que os bancos comecem a pagar as diferenças dos planos econômicos? Afinal, o acordo foi firmado na primeira quinzena de dezembro do ano passado! Será que a Corte Maior precisa de tanto tempo para apenas homologar um acordo?  

  

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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O BRASIL DOS CORONÉIS POLÍTICOS 

Um país subalterno a coronéis políticos tipo Sarney, com poder para indicar ministros e diretor da Polícia Federal, jamais chegará ao primeiro mundo, mas se eternizará no terceiro...

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça 

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ABUSO DE QUEM?

A ANS vai dificultar aos microempreendedores individuais (MEI) o acesso ao seguro saúde. Alega que está havendo abuso. Ora, quem está sendo abusado, pelas seguradoras e pela ANS, é o cidadão. Ele está apenas tentando se defender dos abusos das empresas de seguro saúde - preços abusivos e aumentos anuais bem acima da inflação. A ANS não foi criada para defender o cidadão?!

Elisa M Pinto Cesar Andrade elisa@portuguesemforma.com

São Paulo

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AINDA HÁ TEMPO PARA ACORDAR

Somente os que viveram em 196... anos do preparo para guerrilhas, não se apercebem do que pode estar ocorrendo no Brasil, constantes roubos a bancos executados de forma muito bem planejada, com um mínimo de mortes para não chamar a atenção social, pergunto qual o objetivo dos valores roubados, vão servir para quê? As fronteiras do Brasil invadidas por "n" países com conluio pretenso socialismo inclusive hoje na maior parte venezuelanos sem o menor controle. Estamos sendo dominados pouco a pouco com a permissão de políticos e governantes que se preocupam apenas com a continuidade do roubo que fazem aos nossos cofres e capitaneados por grupo econômico eficaz que leva vantagem em todas as situações que não percebem, porém que o que está se achegando é mais forte do que eles, talvez dando tempo apenas que mandem seus recursos para o exterior nos deixando mais pobres ainda. As forças armadas hoje desarmadas ainda têm tempo para reação do que vem pelo Brasil, com seu povo ignorante que fica feliz por fantasias idiota...   

Thomaz Raposo de Almeida Filho  thomazraposo@yahoo.com.br 

Rio de Janeiro 

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QUE BRASIL VOCÊ QUER PARA O FUTURO

O País que eu desejo para o futuro é aquele em que impere a moral e a responsabilidade, quesitos que infelizmente estão sendo em grande parte olvidados pelas atuais gerações, resultando na falta de segurança e confiabilidade que estamos vivenciando. Estas imprescindíveis qualidades vêm desde o berço e devem ser inicialmente administrados pelos pais e em sequência, nas bancas escolares nas aulas de moral e cívica, ensinando o amor à Pátria e o respeito aos seus cidadãos, essencial a um progresso pessoal e da Nação em caráter persistente e não transitório como é suposição. Aos agentes públicos compete lutar pelo bem da Nação e seus habitantes e não apenas procurarem perpetuarem-se nos seus polpudos cargos e dele extraírem o máximo de rendimentos financeiros de forma lícita ou não, como tem feito muitos dos atuais governantes. Espero que possa viver o suficiente para que veja pelo menos o início deste comportamento vir a ser adotado.

Huberto Gherini huberto.gherini@uol.com.br

Valinhos

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'NO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?'

Vejo sempre no Facebook a pergunta: "No que você está pensando?". Estou pensando que as cidades, os Estados e a União, bem como todas as empresas públicas deveriam ser administrados somente por grandes executivos, assim como as grandes empresas. Porque o que é publico pode ser administrado por pessoas que não têm capacidade administrativa? Vamos todos fazer um grande movimento, com muito amor para mudar este quadro, pois a paz e o amor mudam para melhor qualquer coisa. Compartilhar sem cessar a todos esta mensagem, até que chegue aos grandes seres humanos desta Nação, pois eles são justos e honestos, amam esta Nação, serão capazes de organizar um grande movimento e criar novas leis para que os novos administradores sejam contratados para administrar as cidades e tudo que seja público. Se você é um dos grandes desta Nação, abrace esta ideia e inicie o movimento. Foi assim que nasceu a "lei da ficha suja".

Ademar de Paula Marques Ademar ademar@grupocanaa.com.br 

Taboão da Serra

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NOVO MINISTÉRIO

Fala-se que o governo Temer está para criar o Ministério da Segurança. Dando de barato que a intenção se justifica, é recomendável, porém, exigir atestado de antecedentes do candidato a titular da pasta, para evitar a rebordosa surgida no episódio Cristiane Brasil. Com essa ruma de escroques enrascados na Lava Jato, para dizer pouco, convém consultar a Polícia Federal a ver "a quantas" anda o "currículo" do futuro ministro. Nesse entrementes, frise-se, a nau da pasta do Trabalho ignora a turbulência e singra mares serenos, a prescindir de uma pretensa e problemática comandante que, de experiência em embarcações, até o momento só divulgou vídeo a bordo de uma canoa em companhia de descamisados de cara bem estranha.

Joaquim Quintino Filho Terra Mail jqf@terra.com.br   

Pirassununga

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O GOVERNO NA PASSARELA

A indignação do povo ao governo Temer foi explicitada no Sambódromo do Rio, durante o desfile das escolas de samba. Parece ser mais um bibelô, uma pirraça do presidente batendo o pé, no "quero porque quero", na nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ). É evidente que se chegar ao ministério do Trabalho e se candidatar à reeleição, será obrigada por lei a deixar o cargo, é mais provável que isso ocorra. Pode ocorrer também que perca a reeleição, aí então vem a tragédia "temeriana". Temer perde essa disputa e ainda pode ficar sem os deputados comandados por Roberto Jefferson, presidente do PTB, na sua saga de aprovar a reforma da Previdência Social.

Jair Gomes Coelho

Vassouras (RJ)

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CHURCHILL GUERREIRO

Lendo o magnífico artigo do professor Roberto Macedo, "Churchill guerreiro e guerras no Brasil" (15/2, A2), no qual o autor compara os 59.080 homicídios no Brasil em 2015 e as 58.220 perdas das forças armadas norte-americanas na guerra do Vietnã em oito anos, a praga das reuniões em que nada se de-cide a não ser marcar nova reunião para tratar do assunto, praga a que o ilustre professor atribui o apelido de "reunite" e a tantas outras mazelas brasileiras como a má gestão governamental, o atraso da educação básica no País, levou-me a refletir sobre as causas de nossos males e cheguei à conclusão que a principal, senão a única é nossa forma de governo. No Reino Unido de Churchill o governo é uma monarquia parlamentar democrática e no nosso País o (des)governo é uma República republicana. Minha conclusão pode estar equivocada, mas quem dela discordar que encontre outra. Advirto, porém que lugares comuns como o de nossas origens civilizatória, por falsa e desgastada, não deverão ser considerados. Sugeriria procurar as causas no período histórico entre os fins do século 19 e os tempos mais recentes do século 21.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 

Campinas 

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'CHURCHILL GUERREIRO E GUERRAS NO BRASIL'

Muito boa a comparação feita por Roberto Macedo, principalmente na frase: "Mas para o parlamento apoiar Churchill não vi ninguém brigando por cargos e verbas". Aqui a Nação, a Pátria, sempre fica para segundo ou até terceiro plano. Total falta de civismo.

 

Mark Watson mdwatson@ig.com.br

São Paulo 

 

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