Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2018 | 03h10

PREVIDÊNCIA E RIO

Políticos contra a reforma

Que a reforma da Previdência é necessária para o País todos os economistas e estudiosos no assunto concordam, apenas nossos “valorosos” e “patrióticos” parlamentares, de maneira inescrupulosa e politiqueira, a rejeitam. Eles, evidentemente, sabem quanto isso é importante para o Brasil, mas a política e o mau-caratismo falam mais alto, preferindo sacrificar toda uma população por seus projetos pessoais. O governo, por sua vez, que não fez a sua parte, cortando os “penduricalhos” que grassam por todas as esferas do funcionalismo público, preferiu dar de ombros e investir na segurança do Rio de Janeiro, como se a “Cidade Maravilhosa” fosse mais importante que um país inteiro. O Brasil é uma terra maravilhosa, de dimensões continentais, poderia alimentar o mundo com seu espaço agricultável, conta com abundância de riquezas minerais, recursos naturais de toda ordem, mas, infelizmente, tem uma corja de políticos e delinquentes que não permitem o seu crescimento. Um país como este, nas mãos de políticos honestos, estaria, sem sombra de dúvida, entre os mais prósperos e poderosos do mundo.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Arenga

O presidente da Câmara e candidato à Presidência da República, deputado Rodrigo Maia, definitivamente teve sua parcela de responsabilidade no engavetamento da reforma da Previdência. Maia poderia ter-se empenhado muito mais para convencer deputados resistentes a aprovar a reforma. Só não o fez porque não quis arriscar sua candidatura. Agora o deputado se manifesta frontalmente contra o plano B do governo federal, melindrado por não ter sido ele a anunciar o pacote de medidas econômicas, o que seria uma boa propaganda para as suas aspirações ao Planalto. A conversa do “café velho e frio” é ladainha.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Rodrigo Maia, como pré-candidato declarado ao Planalto, nunca deixou nem deixará de criticar Temer, como agora, quando classificou o plano B do presidente de “café velho e frio que não atende à sociedade”. Perante tal conduta, ele já se considera em campanha, né não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Batendo cabeça

Quando a Câmara, o Senado e a Presidência tropeçam uns nos outros, se desentendem e passam a puxar a brasa para a sua sardinha, quem sofre é sempre o povo. Não é, Rodrigo Maia?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Nuvem de fumaça

Mais uma enganação. O artigo 60, § 1.º, da Carta Magna só proíbe que emenda constitucional entre em vigor, não a sua tramitação, muito menos a votação, podendo até ser promulgada e entrar em vigor após o término da intervenção. É muito interesse por trás dessa nuvem de fumaça chamada intervenção.

ANDRÉ EIRÓ, advogado

andreeiro@gmail.com

Belém

Críticas de um condenado

Lula também atacou o presidente Temer, dizendo que ele inventou esse problema de segurança no Rio de Janeiro e a intervenção federal é só uma forma de conquistar os eleitores de Jair Bolsonaro. Ora, o agora condenado em segunda instância por corrupção colocou Dilma Rousseff na Presidência da República duas vezes, tendo Temer como vice. E durante seus governos Lula e Dilma nada fizeram de efetivo para diminuir a violência no Estado fluminense. Os petistas deixaram os traficantes dominar o Rio, como nunca antes visto neste país. E agora o condenado à prisão vem criticar, é?

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Ocaso do ‘Brahma’

Em vez de opinar sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, alegando tratar-se de “pirotecnia” criada pelo governo do presidente Michel Temer para tentar reeleger-se, Lula já deveria começar a preparar a maleta com itens de higiene pessoal que usará na cadeia. Parece que o mais honesto vive alheio à realidade, achando-se ainda um político importante. Mas até seus amigos, quando fotografados ao lado dele, se mostram claramente constrangidos e envergonhados.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Ajuda federal

Até que enfim o governo federal resolveu ajudar o Rio de Janeiro a ter paz e segurança para que a população possa ir e vir, trabalhar, produzir riqueza para o País. Uma cidade de tamanha importância não poderia ficar à deriva, entregue aos marginais. O Rio é o destino de quase todos os turistas que vêm ao Brasil. A intervenção já deveria ter sido feita, mas, enfim, antes tarde do que nunca. O governador Pezão podia pedir o boné e cair fora, não faria nenhuma falta.

ODILÉA MIGNON

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

Pega ladrão

Todos sabemos que a dificuldade de prender os bandidos vem do fato de eles se esconderem com suas poderosas armas dentro das casas dos moradores das comunidades do Rio de Janeiro. Sem o mandado coletivo de busca e apreensão não há como prendê-los e confiscar suas metralhadoras. O que se impõe é a civilidade com que as revistas serão feitas, ou seja, com respeito e educação. Já os nossos aguerridos políticos morrem de medo desse mandado, pois se a polícia entrasse em suas mansões sem aviso prévio não sobraria um, meu irmão. O Brasil ficaria livre dos bandidos de baixo e, principalmente, dos de cima, com amplas possibilidades de engrenar a primeira e, paulatinamente, as demais marchas.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Busca e apreensão

É mais do que sabido o poder dos traficantes sobre os moradores das regiões fluminenses comandadas pelo crime, os quais são forçados a atender às suas ordens irrevogáveis. Hoje inevitável se faz que cada metro quadrado seja analisado para que essa operação do governo federal não se perca. Qualquer pessoa de bem com o intuito de melhorar sua vida não se recusaria a provar que o é, a educação e o respeito abrem portas sem mandado. Se a metástase está em expansão, toda e qualquer química precisa ser aplicada.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

“E aquele montante incontável que Temer gastou para aprovar a reforma que não houve, caiu no buraco negro?”

MARIA DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO / BAURU, SOBRE A PREVIDÊNCIA SOCIAL

zaffalon@uol.com.br

“E qual é a proposta do Legislativo? Somente reclamar? Entendo que propor melhorias faz parte do trabalho 

dos parlamentares”

MARCUS ALMEIDA / SÃO PAULO, SOBRE A DECLARAÇÃO DE RODRIGO MAIA DE QUE PLANO B DE TEMER É ‘CAFÉ VELHO E FRIO’

marcusalmeida@globo.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INTERVENÇÃO MILITAR E O ABSOLUTISMO 

O decreto de intervenção militar na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, do jeito que foi engendrada essa arapuca emedebista - intervenção administrativa nos órgãos estaduais de segurança coexistindo com o descalabro do governo Pesão - não trará qualquer resultado prático para a redução da criminalidade. Pelo contrário, com a permanência da violência escancarada das facções criminosas e milícias em disputa pelo território fluminense, é real o perigo de esse caos vir a alastrar-se pelo País. E nada mais conveniente que o descontrole da ordem pública para revelar uma miríade de aspirantes a ditadores, muitos deles, inclusive, vistos nos últimos tempos pelas imediações do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Exemplo do que se afirma, é o de que o decreto de intervenção, enquanto vigorar, veda alterações na Constituição. Com isso, fica interrompida a PEC do fim do foro privilegiado, aspiração quase unânime da sociedade brasileira. E do STF que, pela maioria de 7 x 1 a favor da restrição do foro dos parlamentares federais, teve o julgamento interrompido pelo sempre surpreendente ministro José Dias Toffoli que, do alto de seu notável saber jurídico, alegou precisar de tempo para analisar a decisão. E a democracia, onde fica depois disso?

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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USO DAS FORÇAS ARMADAS

O uso das Forças Armadas de forma extraordinária na Segurança Pública nos Estados é preocupante, o seu papel é de forças de Estado e não como Temer quer utilizá-las, como forças de governo para uso político eleitoral. Os brasileiros depositam nas Forças Armadas a mais alta confiança em relação às outras instituições, caso a intervenção no Rio de Janeiro não seja eficaz, a credibilidade da instituição militar sofrerá impacto. E agora, José?

Vitor Pacheco vtpca1@gmail.com

Fortaleza

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PRIORIDADE

O combate à corrupção policial será prioridade da intervenção no Rio. Combater a corrupção é importante sim, mas não deve ser o único foco. É um componente importante da violência, mas há também a falta de recursos para o órgão ter condições de combater a violência e a criminalidade. Há também leis que precisam ser revistas ou atualizadas que não fazem mais efeito nenhum, porque estão defasadas e desatualizadas. Isto sem falar que a família de um preso ou condenado recebe o "bolsa presidiário". Certo ou errado é outra questão, que não está no escopo da intervenção, embora devesse. Mas a intervenção tem que ir além da corrupção na polícia.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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TAREFA DIFÍCIL

Acabar com a criminalidade no Rio de Janeiro não é nada fácil, porque essa tem raízes profundas e extensas. Com a intervenção do governo federal ele quer dizer à população carioca que está sensível quanto à calamidade pública que assola a cidade e que tomou as providências cabíveis. Infelizmente, a intervenção militar no Rio de Janeiro vai ser inócua, será como enxugar gelo e o exército vai, por isso, ser desgastado. O núcleo da criminalidade no Rio de Janeiro está na cocaína que gera a guerrilha entre facções criminosas que lutam para ampliar seus pontos de vendas de drogas, o que causa intensos tiroteios diários com balas perdidas que atingem pessoas inocentes. Outros crimes, como os arrastões, assalto de caminhões nas estradas, existem em decorrência da desmoralização da polícia no combate aos narcotraficantes, porque lhes falta tudo: policiais, armamentos e viaturas, porque o Rio de Janeiro está em um estado falido. O Brasil faz o maior contrabando de cocaína do continente. Essa droga é produzida pelos países vizinhos; Bolívia, Peru, e Colômbia, e não só abastece o mercado interno como exporta para África e Europa. Ora, se a causadora de toda essa criminalidade é a cocaína então existem duas soluções drásticas: uma é dar um fim nas plantações da coca onde lá elas se encontrem. Não havendo drogas não há traficantes, não há consequentemente contrabando de armas. Na década de 90, na Colômbia, a plantação de coca foi dizimada devido a um fungo, não sei se o fungo foi natural ou se foi produzido por algum instituto agronômico. O certo é que o fungo acaba com as plantações de coca. Como levar esse fungo às plantações de coca estejam onde estiverem é uma questão de logística e determinada vontade política (leia nas entrelinhas). Outra solução seria liberar de vez a cocaína, os traficantes ficariam chupando o dedo e quem quiser se desgraçar que se desgrace. Aí vai acabar com a criminalidade relacionada com as drogas. Caberia então ao governo alertar intensamente a juventude sobre os malefícios das drogas.

José Carlos Rios jc.rios@globo.com 

São Paulo

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'AQUI NÃO TEM AMADOR'

A fala do ministro Moreira Franco, sobre a decisão de intervenção militar no Rio de Janeiro, "aqui não tem amador", esta correta. Aqui não temos amadores quando o assunto é falta de planejamento, decisões imediatistas e irrefletidas quanto ao resultado futuro, busca-se apenas resultado imediato pensando no grupo dos tomadores de decisão e que ultimamente tem sido composto por gente de uma incompetência incrível! Decididamente estamos embarcados em uma nau sem rumo, cujo comandante e oficiais não têm a menor condição de levar este barco para um destino que almejamos, nós que não nos contentamos só com o carnaval.

Oscar Seckler Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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MEIA BOCA

A intervenção no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do Brasil sem a revisão do Código Penal é perda de tempo e credibilidade. A força de segurança prende um elemento com uma metralhadora .50 e centenas de cartuchos, na audiência de custódia o advogado afirma que era apenas o vigilante do local e o juiz tem a obrigação de soltar. Se um assassino confesso se entrega 48 horas após o crime sai da delegacia pela porta da frente, pois não houve flagrante, apenas o "assassinato". Quem sabe em 2019 com a "nova" Câmara dos Deputados seja possível e confiável uma reforma eficaz do Código Penal porque a atual legislatura se fizer uma reforma de verdade acaba fechando por falta de quórum. Nem tudo está perdido, é ano de Copa do Mundo...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo

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AQUI, ATÉ INTERVENÇÃO FEDERAL É 'MEIA BOCA'

Para resgatar o Estado do Rio de Janeiro do caos atual, é necessária uma intervenção geral, com a ocupação de toda máquina do Estado pelas Forças Armadas e o consequente afastamento do governador e todos os secretários de Estado. Até quando a população fluminense vai continuar pagando com suas vidas, sejam elas ceifadas pelo tráfico, pelo caos na saúde e por todos os demais efeitos nefastos da corrupção desenfreada?

Frederico Braun d'Avila frederico@fda.agr.br

São Paulo 

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FAVELA KELSON'S E A MARINHA DO BRASIL

Para se ter vaga ideia da inaceitável situação extrema de insegurança pública que vive o Rio de Janeiro, totalmente sitiado e dominado pelo crime organizado, basta dizer que a Favela Kelson's, iniciada em 1948, divide um reles muro (!) com o Centro de Instrução Almirante Alexandrino, área de treinamento da Marinha. Acredite se quiser.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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UNS VÃO E OUTROS VOLTAM

Enquanto alguns ladrões vão fugir do Rio de Janeiro por causa da intervenção, outros pedem para voltar, como o ex-governador Cabral.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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A GENTE QUER MUDAR DE ASSUNTO E NÃO CONSEGUE

 

Crer que as Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronáutica possam ajudar, e muito, a combater a violência no Rio de Janeiro, não significa que se quer ver sangue e mais injustiças sociais. Absolutamente! O que se espera é que as Forças Armadas possam, com os conhecimentos avançados que têm orientar a Polícia Militar e Polícia Civil. O uso das armas, à altura das armas que a bandidagem tem hoje, é em caso de confronto. O inimigo não é o inocente. O inimigo é o bandido que, por sinal, não poupa nem respeita o seu "próprio território", quanto mais o alheio. Pelo que li e ouvi das entrevistas, as Forças Armadas sabem de sua responsabilidade. Armas de guerra não podem estar nas mãos de bandidos e estão - o erro, claro, já começa aí. Só que é preciso fazer algo que, de fato, surta efeito. Ou queremos ficar reféns mais e mais? Não queremos nenhuma espécie de ditadura, ou injustiça por parte das Forças Armadas do Brasil. Os motivos que levaram Michel Temer a esse caminho, não importam nesse momento. O que importa agora é que dê certo. O que importa é que as pessoas de bem tenham mais segurança. Não queremos ver as comunidades humilhadas, tampouco em perigo. Isto já temos visto há anos. Quem é do bem, esteja onde quer que esteja, merece respeito e dignidade; e não a miséria extrema do medo. Será que pensam que quem apoia as Forças Armadas do Brasil em socorro ao Rio, quer banho de sangue, torturas e humilhações? Pelo amor de Deus, gente. Que é isso?! Nem em eleições ou Michel Temer estamos pensando! A gente quer paz. (Na verdade, falo por mim. Não estou dentro da cabeça ou coração das pessoas. E não admito que queiram estar no meu. Política faz parte da vida, mas, agora, quero paz no Rio).

 

Professor Antônio Dias Neme antonio.neme@terra.com.br 

São Paulo

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FOGO DE PALHA

É minha querida e amada Eliane Cantanhêde, comparar a segurança do Brasil, mais precisamente a do Rio de Janeiro, com Portugal é o mesmo que  comparar  água  e vinho, pois estamos  atrasados  em mais  de  cem  anos... De nada adiantará, as Forças Armadas Brasileiras não se unirem e, estrategicamente, armarem um plano, em que o extermínio da bandidagem seja prioridade... Fora isso, de nada adiantará, tudo não vai passar de fogo de palha.

Arnaldo De Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo 

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MANDATOS DE BUSCA E APREENSÃO COLETIVOS

Vejo estarrecido, num canal fechado de TV, a discussão entre um general e um advogado sobre mandatos de busca e apreensão coletivos. Diz o general que sem estes mandatos teremos mais do mesmo. Retrucou o advogado que o combate à criminalidade precisa mudar o foco senão teremos mais do mesmo, como se ampliação do poder de polícia não fosse uma mudança ponderável. O advogado, último a falar, sorriso de vencedor nos lábios, saboreia a não concessão de tréplica ao general. Mais do mesmo?! Ambos têm razão, mas pareceu-me que o enquanto o general pretendia vencer a guerra, o jurista parecia querer vencer o general. No curto prazo, o mandato coletivo precisa ser concedido e outros empecilhos legais precisam ser desbordados, pois só assim, na terra sem lei, em que dominam o tráfico e a milícia, a lei voltará a imperar. Mudanças nas políticas de saúde, drogas e educacional, social, etc., nestas comunidades, que trarão paz duradoura não podem ser implantadas da noite para o dia, levam algum tempo. Mas o choque de ordem, como sugere o próprio termo, precisa ser imediato. Quase se conseguiu isto com as UPPs, que não vingaram porque o Estado omitiu-se, não foi além. Mas o choque, no momento atual, é a primeira medida e tem que ser determinado, ferir de morte a marginalidade. Juristas do Brasil, que conhecem as brechas da lei, deveriam acompanhar as operações ao lado dos militares - não atrás - pois veriam, parafraseando Roberto Parentoni que "na prática, a democracia é outra". Assim somariam esforços.

Paulo Mello Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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MANDATOS COLETIVOS

Não há necessidade de ser um carteiro ou motorista de táxi para saber a dificuldade de encontrar endereços corretos nas comunidades cariocas. Além do mais, o procurado não vai ficar esperando em casa a chegada das forças policiais. Nessas horas, ruma para uma casa vizinha. É quando a expedição do "mandato coletivo" faz sentido. Porém vamos imaginar que de posse de um "mandato coletivo", um sobradinho amarelinho com porta e janela branquinhas torne-se suspeito por estar todo fechado. Bate-se a porta e ninguém atende. Torna-se mais suspeito ainda. Acontece que esse sobradinho pertence à cozinheira de um boteco no morro, cujo marido trabalha como gari. O casal saiu para trabalhar e deixou em casa um amigo marceneiro deficiente auditivo, que está terminando um trabalho no armário da cozinha. Nesse momento a força policial mete o pé na porta e o distraído marceneiro dirige seu serrote em direção à porta. Fácil prever a chance de mais uma viúva no morro, tendo o serrote sido confundido com um fuzil. Ou não?

Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br 

Barueri 

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A INTERVENÇÃO, AS DÚVIDAS E OUTRAS COISAS MAIS

Ouvimos e lemos muitas opiniões sobre os assuntos tornados correlatos: intervenção, segurança, reforma da Previdência e legalidade das ações. Talvez, aquelas opiniões de que tudo não passa de uma saída política pela impossibilidade de aprovar a reforma da Previdência esteja correta, contudo, as reiteradas lutas em clima de guerra real na linha amarela, na cidade do Rio de Janeiro, ainda assustam pela violência e sua potencial letalidade. A cobertura ao vivo pelos canais de televisão em nada deixam a dever ao documentário mostrado recentemente no "Globo News" sobre a guerra da Síria. Falar que há violência similar em outros Estados, na minha visão como cidadão, é um erro: mostrar estatísticas é um lado da moeda, mas na verdade, o que deve ser analisado é a qualidade da violência, apesar de que todas as formas devam ser combatidas. Não vemos tiroteios de fuzil em São Paulo ou Porto Alegre. Há assaltos, roubos a bancos e roubos de celulares, o que nos dá uma insegurança de andar na rua e que nos levem pertences. Isto é muito ruim e deve ser combatido pela polícia. Contudo, numa guerra real como a que vemos no Rio de Janeiro, com granadas, fuzis e metralhadoras de grosso calibre, o problema é completamente diferente. Vemos policiais subindo o morro sem capacetes e pela penúria que passa aquele Estado, talvez seus coletes à prova de balas sejam inadequados. Este é um problema a ser resolvido por quem tem treinamento em guerras. A democracia, infelizmente não existe nestes bolsões de pobreza dominados pelo tráfico, o que  relativiza a democracia como um todo, e, de novo, infelizmente torna a aplicação de direitos e leis ineficiente. Seguindo o raciocínio, tentar manter o direito de lar inexpugnável em áreas de conflito e domínio paralelo e imposto, é um grande erro. A vistoria das casas deve ser obrigatória, para que os militares possam encontrar o arsenal escondido. Correlaciono: por exemplo, numa epidemia declarada de dengue a vistorias das casas em busca de criadouros de mosquito deve ser instituída e obrigatória. Então, a lógica serve para buscar drogas, fuzis, granadas, metralhadoras antiaéreas, e o que mais esteja lá instalado, nestas verdadeiras trincheiras. O método, já existe em intervenções da ONU, como foi a nossa no Haiti. Seria algo como determinar um estado de sítio "parcial", pois o estado de sítio real está muito perto de ser instalado na cidade antes, Maravilhosa. E o que ocorre com a reforma da Previdência? Esta apesar de necessária e afetar a governabilidade de próximos presidentes e governadores, não tem apoio de parlamentares. Ano eleitoral e medo de descontentar eleitores, levam estes futuros candidatos a se isolarem e olharem para sua situação e nunca para o futuro do País. Seria bom colocar a reforma no plenário antes da eleição, para que nós, eleitores, possamos saber quais são os mandatários que estão contra. Infelizmente esta mudança constitucional depende do Congresso, que se o olharmos como um todo, não passa de uma massa amorfa. No assunto Previdência, sempre haverá soluções futuras, infelizmente como as que vimos na Grécia e em Portugal: cortes percentuais lineares de salários e aposentadorias de funcionários públicos. Façam suas poupanças!

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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FRACASSO

Se com o fracasso da reforma da Previdência, cujo Congresso não está nem aí para acabar com aposentadorias privilegiadas, o presidente Temer tentará uma "agenda alternativa", para os donos desse latifúndio chamado terra brasilis, a única alternativa do governo para fechar as contas será "aumento de impostos". O Congresso ao sair pela tangente nesse assunto espinhoso para a reeleição, pouco se importou com as consequências. O que interessa mesmo é depois das eleições continuarem com o emprego garantido por mais quatro anos. Querem apostar? Além de não reeleger ninguém, voltaremos às ruas!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA

Crivella, o prefeito fantasma, conseguiu se aposentar pelo Senado com uma "mixaria" de R$ 12,5 mil após 13 anos de "não trabalho", pois, também no Senado era fantasma. Aí os ridículos parlamentares dizem que o déficit da Previdência é causado pelos trabalhadores da iniciativa privada que contribuem juntamente com os patrões com quase 30% de contribuição. Estes canalhas só contribuem com 11% e podem após 8 anos terem esta mordomia. Uma reforma séria deveria começar pelo Legislativo e pelo Judiciário. Se fizerem assim terão moral para fazer o restante.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

São Paulo

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FOI POR ÁGUA ABAIXO

Com a bandidagem governando o Rio e de forma mais moderada o resto do País, a reforminha malandra de Meirelles e sua turma, vai de vez por água abaixo. Claro que os banqueiros encontrarão novas fórmulas de salvarem seus lucros, um deles será aumento de impostos, se os militares não assumirem de vez o comando da Nação. Entraram pela porta da frende, mas se acantonaram na edícula dos fundos, saíram sem ter feito a obra completa e agora estão coagidos a entrarem de novo. Acordem senhores generais, dirigidos há décadas por reles comunistas!

Ariovaldo Batista arioba06@homail.com

São Bernardo do Campo

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QUANDO?

Houve o Plano (moeda) Real. Há a recessão real. Haverá a Previdência real. O Plano Real custou caro. A recessão real está custando caro. A Previdência real custará caro. Ao povo! Já pagamos duas contas altas. Pagaremos a terceira conta altíssima. Quando a economia do Brasil dará a reciprocidade ao povo brasileiro? Quando haverá emprego aos trabalhadores privados? Até agora só pagamos. Quando receberemos? O povo brasileiro é expectador (está sempre na expectativa) da resposta positiva do governo brasileiro.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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CAIXA PRETA

A caixa preta do BNDES, certamente deverá revelar escândalos muito maiores do que o mensalão e o petrolão juntos.  Não sabemos por que isso ainda não veio a público, mas, uma pequena amostra já começa a aparecer à indignada população brasileira, que já não aguenta mais engolir tanto sapo. Os salários milionários de seus diretores e funcionários de alto escalão que ultrapassam os R$ 100 mil. Isso mostra claramente o quanto este país está desajustado economicamente. Quantas distorções como estas ainda estão por aí e só são descobertas pela imprensa? São centenas de ralos que grassam no País por aonde vai se esvaindo o dinheiro público, mas nosso governo insiste em culpar o pobre aposentado pelo descontrole das finanças da Nação. No Judiciário, os inúmeros auxílios concedidos aos senhores magistrados os colocam como cidadãos especiais que se julgam no direito de ter benefícios, os mais indignantes trazendo argumentos contraditórios entre "direitos" e "complemento salarial", como se seus salários não estivessem entre os mais altos do Brasil. É um país sem rumo, sem foco, sem projetos e sem moral para dar um basta nestas aberrações que revoltam o trabalhador, que mal ganha para custear suas despesas básicas e é obrigado a pagar um juiz para ter roupas finas, para morar onde quiser, mesmo tendo vários imóveis e para levar uma vida de luxo, num país que luta com dificuldade para sobreviver. A intervenção não deveria ser no Rio de Janeiro, e sim em Brasília, de onde nascem todas estas aberrações.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo 

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A CULPA É DE CÁRMEN

A ex-futura-ministra do Trabalho Cristiane Brasil, que conseguiu seus 47 dias de fama, agora precisará ser "desnomeada" pelo presidente Michel Temer. Apesar da lamentável vida pregressa, afirmou que a demora na sua posse, se deu por culpa exclusiva da presidente do STF Cármen Lúcia que manteve e obstaculizou a intenção da pretendente desregrada. Como se percebe, a culpa não é da condenada pela Justiça do Trabalho, mas sim de Cármen Lúcia. Quanta ignorância. Isso é o que temos para hoje!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DELTAN DALLAGNOL

Soa patética a indignação ensaiada do vice-presidente do Congresso, Fábio Ramalho (PMDB-MG), à declaração do procurador da República, Deltan Dallagnol, que disse, mui acertadamente, que, se cabem buscas e apreensões por meio de mandados coletivos nas favelas do Rio de Janeiro, cabem também nos gabinetes do Congresso, sobre cujos ocupantes pairam muito mais suspeitas do que sobre os moradores das favelas cariocas, inocentes em sua maioria. A teatralidade do deputado só há de enganar os mais ingênuos, porque a população sabe muito bem que, ao contrário do Congresso, nas comunidades do Rio e de outras cidades reside uma expressiva maioria de pessoas que trabalha, ralando pra valer, no mínimo, de segunda a sexta.

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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VIROU BAGUNÇA

É inaceitável que pessoas que têm responsabilidade pública se manifestem como fez o procurador Dallagnol, que se comporta como se fosse uma conversa de compadres. É duro constatar que estamos cercados de pessoas que perderam completamente sua compostura. Vai ser complicado sair desse ambiente nefasto e transmitir aos nossos filhos e netos um país melhor.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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SEMPRE NIVELANDO TUDO POR BAIXO

Sem pretender defender os juízes e o Judiciário de modo geral, pois merecem muitas críticas, especialmente quanto à celeridade e à qualidade das decisões, não se pode admitir esse ataque orquestrado a seus vencimentos. Paguem mal a um juiz e verão crescer a corrupção no Judiciário! Ficaremos nas mãos dos mais poderosos e mais ricos, que usarão do poder e do vil metal para desequilibrar o serviço jurisdicional a seu favor. O conhecimento e treinamento, além da dotação dos recursos humanos, materiais e financeiros, necessários à prática de qualquer atividade, não serão suficientes sem a devida motivação. É preciso gostar do que fazem, além de serem muito bem estimulados para fazer bem e produtivamente seu trabalho. Parem de nivelar tudo por baixo em nosso Brasil.

Luiz Augusto Casseb Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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GILMAR MENDES

Patética a coluna "Direto da Fonte". Todos os advogados que recebem quantias milionárias para defender delinquentes fizeram uma "espécie" de desagravo a Gilmar Mendes. Falta de vergonha coletiva! Tenho vontade de chorar!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo 

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(IN) JUSTIÇA BRASILEIRA

Custos: maiores de que todos os países do primeiro                        mundo. Prazos: sistema tartaruga, nunca terminam.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo 

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PIADA

Algumas coisas só acontecem no Brasil. Cartazes foram espalhados em São Paulo, com a foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, denunciando sua eventual prisão. Lula foi condenado por quatro juízes federais e mesmo assim não pode ser preso, de acordo com o entendimento dos petistas. Imaginem se todo condenado colocasse cartazes pelas cidades. A poluição visual seria insuportável. Outro fato interessante a se observar é que surge dinheiro do nada para financiar gráficas que imprimem esse tipo de material. A Justiça deveria ordenar a limpeza dessa imundice toda, realizada exatamente pelas pessoas que fixaram esses cartazes.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CIRURGIA PLÁSTICA

José Dirceu é réu pela 3.ª vez. O homem forte do 1.º governo Lula é o autor de uma frase que ficará na História: "O PT não rouba e não deixa roubar". Imaginem se roubasse! Recorreu a uma cirurgia plástica para escapar da ditadura, mas continuou o mesmo. Pau que nasce torto, morre torto!

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

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DISPUTA DE EGOS

Lula critica o presidente Temer, ao dizer em entrevista à rádio Itatiaia, que o presidente faz pirotecnia ao se referir à intervenção federal na Segurança Pública, que essa é uma medida eleitoreira e que também o presidente retirou da pauta a reforma da Previdência. É preciso esclarecer à população que quem retirou da pauta a reforma da Previdência foi o Congresso, pois a grande maioria é candidata à reeleição e teme perder votos de seus eleitores. Vão perder votos aqueles que estão contra leis que favorecem o País. A esquerda é mestra em ir contra tudo aquilo que é bom para o País.  Basta alguém propor algo para melhorar o Brasil que todos que almejam um cargo se arvoram em dizer que é um apelo popular do presidente. É preciso ouvir o que diz a população, pois ela, mais do que ninguém sofre na pele a falta de segurança. Lula é PHD em apelo popular. Todos se lembram como Lula foi eleito, reeleito e ainda reelegeu sua sucessora, fazendo pirotecnias. Vamos parar com essa disputa de egos. O Brasil é muito maior.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo 

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'MUDAR O JEITO DE RESOLVER PROBLEMAS'

"O Brasil precisa de uma revolução das vitórias irrecorríveis do bem que só as 'deseleicões' à mão armada podem garantir". É preciso abrirmo-nos à reforma permanentemente para habilitarmo-nos a desconstruir, pedra por pedra, esse edifício torto que esses desgraçados que idealizaram o Foro de São Paulo, nos enfiaram por meio do PT.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com 

Monte Santo de Minas (MG)

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GOVERNO E CONGRESSO

É evidente que Michel Temer precisa continuar a governar, ou seja, promover reformas. E que Maia e Eunício não estão dispostos a colaborar. Qual é o mal que se esconde atrás dos corações destes humanos?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo 

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PARTIDOS ESTAPAFÚRDIOS

Que Michel Temer possa ter razões outras para decretar intervenção federal no Rio de Janeiro, que não exclusivamente a insegurança pública insustentável, pode até ser. O fato é que esta intervenção já deveria ter acontecido há muito tempo, o que seguramente pouparia muitas vidas. Agora, estapafúrdio mesmo foram os votos contrários ao decreto, no Congresso, por parte do PT, PSOL e PCdoB em clara demonstração de que, para estes partidos, a mera oposição e picuinhas políticas são muito mais importantes do que a violência descontrolada crônica do Rio. São em momentos como estes que a verdadeira "cara" do partido aparece. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo 

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QUÍMICA ELEITORAL

O prefeito Marcelo Crivella entende perfeitamente que foi eleito pela população carioca, não porque ela o considerou o mais capaz para conduzir a difícil administração da cidade, mas por causa da rejeição à candidatura alternativa, impregnada de um discurso de esquerda ultrapassada e hipócrita. Se o referido alcaide soubesse aproveitar com sabedoria o produto dessa química eleitoral, certamente mudaria, em seu próprio benefício, visando a projetos futuros, sua postura e procuraria realizar um governo mais eficiente, podendo até conquistar a confiança de seus munícipes, hoje abalada pelas omissões, quebras de promessas de campanha e viagens artificiais, já numerosas em curto espaço de tempo de gestão.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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SAMBA DO MINISTÉRIO DOIDO

A cada dia fica mais acentuado o surrealismo do ministério de Michel Temer. Exonerada da pasta de Direitos Humanos, a ex-ministra Luislinda Valois foi designada pelo presidente para participar de reunião da ONU em Genebra, e só não irá se abrir mão da viagem, cujo custo seria de R$ 300 mil. É de se esperar que ela demonstre um mínimo de compostura, e não troque o frio europeu pelo calor de Salvador.

Hélio de Lima hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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PRECISA TER PROJETO DE PAÍS

Vera Magalhães tocou brilhantemente no ponto: "O desejo de renovação não casa com a realidade..." (18/02, A6). A renovação de que o Brasil necessita não é de nomes, mas de ideias e ideais. O furacão Huck agitou o panorama eleitoral pelo nome, sem ideias. Ninguém formula um projeto de país sem ter vivido por longo tempo sentindo as realidades e necessidades do País como um todo. Um presidente da República bem intencionado carrega nos ombros uma enorme responsabilidade e não adquire o preparo necessário apenas ganhando dinheiro. Os melhores presidentes serão os que fizeram carreira política e exerceram cargos político-administrativos preparatórios para esse alto nível. E que tenham projetos de país compatíveis com as realidades e necessidades percebidas pela sociedade. Poucos dos pré-candidatos apresentam antecedentes compatíveis com esse perfil. Desta vez o País não pode errar!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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'SAI PORCINA, ENTRA SASSÁ'

Comentários ao artigo "Sai Porcina, entra Sassá", de Monica de Bolle publicado no "Estadão" (21/2, B2): a articulista centra suas críticas a Michel Temer, mostrando ser uma opositora enrustida de petismo, ao chamar a postergação da reforma da Previdência de grande derrota do presidente e não a do País. Mas voltando a "Asa Branca" onde ela chama de agenda Porcina a de Temer. Neste cenário onde situaríamos Monica na sua maldosa crítica? Talvez a personagem Matilde com sua pousada do sossego? Ou os adversários do Prefeito Florindo na Boate Sexus com as amigas de Matilde? Ou entre outros, do padre progressista Hipólito, mais próximo ideologicamente da articulista e também inimigo do prefeito, o qual seria talvez mais próximo de Temer? Como a trama da articulista Bolle na matéria não se encaixa no cenário de Asa Branca, esta dá um salto mortal triplo para Sassá Mutema, um personagem que representaria muito melhor Lula do que Temer, para ter uma saída mal encaixada, na argumentação fraca ora em crítica. A autora apenas mostra como está distante do País, de suas realidades ou antigas novelas. Ela seria numa futura novela, uma personagem típica da esquerda caviar com alguma experiência internacional, bem como uma intelectual da "inteligentzia" com ataques de "burritzia" jornalística, quando fala fora de sua especialidade.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br 

São José (SC)

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KARNAL DEVE REALMENTE SER LIDO?

Identifique-se. Deixe claro suas posições. Sempre lê-se apenas rebuscadas interpretações com pinceladas culturais! Ou talvez Karnal não deva mais ser lido…? Com certeza não serei o único.

Uma vez ou outra é até divertido, mas para uma leitura constante e analítica, torna-se fundamental a clareza de propósitos do autor…

Antonio C. S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo        

 

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