Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 03h10

PETROBRÁS

Código de conduta

Funcionários da Petrobrás só podem receber políticos na presença de testemunhas, com base em código de conduta válido desde fins de 2016. Isso deveria existir há muito tempo. Nem precisaria de código. O próprio funcionário deveria ter esse cuidado. Pelo que vejo, só agora esse código de conduta foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Parece que deliberadamente se atrasam certos dispositivos ou leis para haver a desculpa de ainda não estarem valendo. É bem verdade que essa norma não dá uma transparência de 100%, mas já inibe.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Políticos desprestigiados

O código de conduta da Petrobrás, como norma disciplinar e ética da empresa, ao proibir que servidor seu faça reunião com políticos, exceto se acompanhado por testemunha e a reunião, documentada, é uma medida excelente. Mas constitui verdadeiro desprestígio para a classe política, desde que pressupõe que seus integrantes têm estreita relação com atos de corrupção. Na realidade, trata-se de proteção aos servidores, à ética e ao patrimônio da Petrobrás e ainda serve de claro desestímulo aos políticos interessados em corromper. Tal procedimento vai também diminuir a carga de trabalho da Lava Jato, que já está além da sua 40.ª operação.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

A que ponto chegamos! Depois de saber dessa norma da Petrobrás, se me virem conversando com algum político, podem separar: é briga ou corrupção.

JOSE RAFAEL NOVAES D’AMICO

bonecaodamico@uol.com.br

Campinas

CORRUPÇÃO

A verdade sempre aparece

A vida do demagogo e corrupto condenado Lula da Silva vai de mal a pior, enquanto espera a decretação de sua mais que provável prisão. Depoimento do escrevente João Nicola Rizzi à força-tarefa da Lava Jato pode ser a pá de cal para uma segunda condenação pelo juiz Sergio Moro. Rizzi confirmou que a minuta do documento, encontrado pela Polícia Federal no apartamento do casal em São Bernardo do Campo, de compra e venda do sítio em Atibaia em que Lula e dona Marisa Letícia aparecem como compradores, realmente, foi ele que redigiu. E por orientação do advogado Roberto Teixeira, compadre e amigo íntimo do ex-presidente. Ou seja, se Lula não vai mais poder ver o mar do alto do triplex no Guarujá, que, confiscado, logo mais vai a leilão, do luxuoso sítio reformado com recursos da corrupção, então, só terá doces lembranças. E provavelmente, mais alguns anos de cadeia.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Mefistófeles

Lula é o pastor de uma “igreja” decadente – o PT –, desesperado pela debandada de fiéis desiludidos. Uma meia dúzia idiotizada ainda acredita em sua pregação, cada vez mais monocórdica e inconsistente. Para tentar reverter essa dispersão Lula se comparou a Jesus Cristo, ansiando por credibilidade. Mas a multidão que já deu as costas ao condenado por corrupção sabe que Lula está mais próximo de Mefistófeles, aquele que comprou a alma de Fausto, que do carpinteiro da Galileia. Lula acabou.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

O peixe morre pela boca

O ex-presidente Lula devia preocupar-se mais com sua iminente prisão pelos crimes cometidos do que em dar palpites no trabalho dos outros, pois o Brasil se encontra falido em razão da má gestão do seu governo e do de Dilma Rousseff. Ambos se esqueceram de administrar o País, propalando seu populismo de tipo oligárquico com vista ao círculo vicioso das reeleições. Temer “achou que a segurança pública pode ser uma coisa muito importante para ele pegar um nicho de eleitores do Bolsonaro”, deu-se ao luxo de criticar. Acontece que a segurança pública não deve ser alvo de achismos, mas de fatos cediços, e estes comprovam que a atual situação no Rio de Janeiro é insustentável. Aliás, não teria isso algo que ver com as fronteiras e com as afinidades lulopetistas?

WILLYAN SYLVIO SANTOS DIAS

willdias96@gmail.com

Rio de Janeiro

Pleonasmo

O maior cabo eleitoral do candidato Jair Bolsonaro é a esquerda burra, como sempre!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

INSEGURANÇA PÚBLICA

Perplexidade

Os partidos de oposição ao governo Temer estão perplexos, não entendem por que não lhes foi apresentado para exame o plano secreto do Exército Brasileiro a ser executado na intervenção do Estado do Rio de Janeiro. Essa mesma preocupação teve Hitler quando as forças aliadas não lhe comunicaram o plano de invasão da Europa na 2.ª Guerra Mundial...

LIGIA M. VENTURELLI FIORAVANTE

lmfiora@uol.com.br

São Paulo

Guerra é guerra

Para vencer a guerra é tática do Exército atirar para matar o inimigo armado. Será uma lástima se durante a tal intervenção federal no Rio de Janeiro esse procedimento for substituído por ações menos drásticas, condescendentes com a impunidade.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Redundância

É incrível a quantidade enorme de juristas que estão preocupados com eventuais injustiças praticadas contra criminosos (só os poderosos, claro). Não vejo ninguém preocupado com o vertiginoso aumento da criminalidade e a total falta de temor dos bandidos diante dos órgãos de segurança do Estado. A impunidade ainda impera. O Judiciário precisa refletir sobre isso.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Direitos humanos

Relatório da Anistia Internacional criticou a intervenção das Forças Armadas no combate à violência no Rio de Janeiro, dizendo “tratar-se de medida inadequada e extrema que coloca em risco os direitos humanos da população”. Diante do descalabro da afirmação, cabe perguntar o que tem a dizer a Anistia sobre o direito humano da população do Rio de permanecer viva e em segurança. Francamente!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

“Agora será difícil elle dizer que não sabia de nada, que tudo era com a dona Marisa”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE O DEPOIMENTO DO ESCREVENTE JOÃO NICOLA RIZZI SOBRE O SÍTIO EM ATIBAIA

mgoldstein@bol.com.br

“O rastreamento do dinheiro das facções criminosas poderá atingir as ‘eminências’. Todo cuidado é pouco para não ‘sensibilizar’ proeminentes agentes públicos”

CARLOS LEONEL IMENES / SÃO PAULO, SOBRE A GUERRA AO CRIME ORGANIZADO

leonelzucaimenes@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SOMOS TODOS IGUAIS PERANTE A LEI 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Casa volte a discutir o alcance da Lei da Anistia. O que Raquel Dodge pretende é que os terroristas que torturaram, mataram e roubaram com o intuito de implantar uma ditadura de esquerda no País sigam sem responder por crime de qualquer natureza, e que sejam punidos apenas os agentes do Estado que praticaram crimes correlatos na repressão ao terror. Seria prudente, por educativo, que a procuradora-geral lesse o artigo de Fernão Lara Mesquita "1964 - um testemunho", publicado em "O Estado de São Paulo" (7/4/14, A2). O trecho a seguir é esclarecedor: "Ainda assim, a barra só iria pesar mesmo a partir de dezembro de 68, com a edição do AI-5. Aí é que começaria a guerra. Mas os militares só aceitaram essa guerra depois do 19.º assassinato cometido pela esquerda armada... tempo mais que suficiente para os trogloditas de ambos os lados começarem a gostar do que faziam quando puxavam gatilhos, acendiam pavios ou aplicavam choques elétricos. A guerra é sempre o paraíso dos tarados e dos psicopatas e aqui não foi diferente". Raquel Dodge tem a oportunidade e a obrigação de corrigir o rumo do Ministério Público Federal (MPF) para a rota constitucional de que a lei é para todos e de que todos somos iguais perante a lei. Sejam quais forem as nossas convicções políticas.

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo 

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APROVADA A INTERVENÇÃO FEDERAL NO RIO

Conforme noticiado, o Congresso Nacional aprovou em 20/2 a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro que terá validade até 31 de dezembro deste ano. Sem dúvida foi um avanço e tanto, apesar de pareceres contrários, para o problema que vinha se arrastando de longa data. Outro aspecto de fundamental importância é a necessidade de uma fiscalização bem mais rigorosa de nossas fronteiras, portos e aeroportos, no combate à entrada de armas e drogas em nosso território. Para finalizar, segue a afirmação - com a aprovação da grande maioria dos brasileiros - do procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato: "Se cabem buscas e apreensões gerais nas favelas do Rio, cabem também nos gabinetes do Congresso". 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

São Paulo

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PRIORIDADES DO GOVERNO

Estabelece a Constituição da República que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si, regra que impede a intervenção entre Poderes, exceto quando ocorra transgressão da Carta Magna, quando o Judiciário assume a sua missão e função. Assim, as 15 prioridades que o Poder Executivo remeteu para a Câmara dos Deputados só podem valer como sugestão, especialmente porque 13 delas já se encontram em andamento na Casa de Leis, tratando-se de café frio e velho, no dizer do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). De outro lado, a atenção maior do Planalto deveria ser a intervenção federal na segurança pública do Rio, desde que Marinha, Exército e Aeronáutica, no cumprimento de suas missões, precisam de ordens judiciais para enfrentar os bandidos, inclusive mandados mais amplos, embora mais genéricos, como forma de enfrentamento. Os que pensam o contrário, como o Conselho Nacional de Direitos Humanos, deveriam pedir que os bandidos assinassem declarações de que não mais desrespeitariam a ordem pública e não mais usariam armas e traficariam drogas! Quem defende o máximo, precisa atuar com o mínimo necessário. Pode isso?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro 

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INTERVENÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Certamente a alta cúpula das Forças Armadas (FA), exclua-se o ministro Jungmann, bem avaliaram essa intervenção que tem muito mais conotação política do que objetiva. Entretanto, quero crer que as FA aceitaram o "risco", já que foram convocadas de surpresa, para essa empreitada, pois há muito esse problema do Rio e os outros Estados que assolam o País, vêm sendo objeto de estudos por parte, dessas autoridades militares, as quais são compostas pelos homens mais bem preparados do Brasil, em todas as áreas. Portanto, se de um lado foi uma intervenção política, será uma oportunidade de ouro para mostrar aos brasileiros o que os políticos não têm: honestidade, capacidade, eficiência, disciplina e honra no cumprimento da lei, e que os militares têm de sobra. General Braga Netto não se deixe levar pelos falsos profetas, seja duro, inflexível, faça valer a lei, a ordem e a disciplina, cumpra apenas a lei. Corte na própria carne, se necessário, mas cumpra sua missão (artigo 142 da Constituição Federal de 88).

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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GUERRA CIVIL NO RJ

Em face da tão discutida e polemizada intervenção federal decretada no Rio de Janeiro, cabe lembrar que em outubro de 2017 o ministro da Justiça, Torquato Jardim disse com todas as letras, em alto e bom som: "Que o governo estadual do Rio não controla a Polícia Militar (PM) e que o comando da corporação está associado ao crime organizado. Uma parceria histórica e o começo de muitas outras parcerias. O comando da PM faz acerto com deputado estadual e comandantes de batalhão são sócios do crime organizado". Pela corajosa e contundente declaração, foi severa e duramente criticado pela polícia fluminense. A esta altura do quadro de insegurança pública que vive o Rio de Janeiro, no que pode ser chamado, sem medo do exagero, de uma guerra civil não declarada, cabe perguntar se o que disse o ministro não é de fato verdadeiro. Pois é...

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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ARMAS, PERIGO DE LIBERAÇÃO

Não bastasse a alto nível de violência que vivemos, quer - a chamada bancada da bala - facilitar entre nós o uso de armas de fogo. O trágico exemplo norte-americano, em que a rotina de tiroteios mata numerosos inocentes todo ano, parece não assustar os defensores de tal liberação entre nós.  Urge assim, que nossas lideranças mais esclarecidas barrem essa perigosa iniciativa, que poderá ser implementada e assim, transformar o País mais em um lugar mais perigoso do que já é. Oremos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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USUÁRIOS DE DROGAS

O interventor federal no Rio de Janeiro deveria seguir a tática da Lava Jato que seguia o dinheiro e chegava nos corruptos e corruptores. Sigam o usuário de drogas que chegarão às drogas e aos traficantes. Pouco se fala na responsabilidade dos usuários de drogas nessa barbaridade que está acontecendo não só no Rio, mas no Brasil todo. Uma grande campanha deveria ser feita para tentar oferecer recuperação aos dependentes, mas pelo menos que entendam que sem usuários não tem traficantes.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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DISCIPLINA E OBEDIÊNCIA

Nas Forças Armadas, disciplina e hierarquia são princípios básicos. Assim como no narcotráfico. Estes se digladiam, facções contra facções, que nos morros e favelas do Rio, onde se escondem, trocam balas entre si e em confronto com policiais militares. De perdidas, ceifam vidas inocentes! Talvez o exemplo da disciplina, no exército e no narcotráfico, inspire os Poderes da República, mas sem conflitos...

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com 

São Paulo 

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A INTERVENÇÃO NÃO FOI TARDIA

Talvez o articulista Ricardo Vélez (22/2, A2) esteja querendo dizer que propôs uma intervenção séria em 2003, a intervenção atual não foi tardia, porque simplesmente é um foguetório de Michel Temer para fugir da reforminha da Previdência, e também, para prolongar sua agonia na Lava Jato. Lamentável que o colunista não se toque em suas análises e conclusões. É outro economês medíocre como todos os demais que principalmente hoje fazem parte do governo.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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EXTINÇÃO DE MINISTÉRIOS    

Na precedência histórica entre os ministérios, a pasta da Justiça era o mais antigo, seguido pela pasta da Marinha. Exterminaram os ministérios militares, querem esvaziar o da Justiça e transformaram a Casa Civil número um para coordenar os demais. Que benefício essas mudanças trouxeram à República? O ministro-chefe da Casa Civil está realmente coordenando os demais ministros?

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com 

São Paulo

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A VEZ DO CONGRESSO

Michel Temer está certo. O carnaval do Rio provou que a violência tem de ser interrompida para o bem do povo e alguma coisa tinha de ser feita com o assunto ainda quente. Mas a reforma da Previdência tem também de ser aprovada para o bem do Brasil. A intervenção não foi planejada e pode dar em nada. Por quê? Porque para reduzir a violência é imprescindível convencer os criminosos de que o crime não compensa. Mas com as leis penais de hoje está difícil, como atestam os rankings mundiais de criminalidade! Mudar as leis é prerrogativa do Congresso, portanto reduzir a violência depende do Congresso, não do interventor. Simultaneamente, aprovar a reforma previdenciária também depende do Congresso... Dessa forma, proponho que os parlamentares mostrem que servem para alguma coisa e resolvam essa enrascada. Derrubem constitucionalmente a intervenção, aprovem a reforma da Previdência e mudem em caráter de urgência as leis penais: para crimes extremos, penas proporcionalmente extremas. Acabem de vez com o absurdo limite de 30 anos de prisão, cuja razão ninguém entende, exterminem as progressões de penas e os outros benefícios injustos. O crime não pode compensar, mas para isso o saldo tem de ser negativo, caso contrário, vira negócio! Cumpram sua função pelo bem da Nação e, aí sim, candidatem-se à reeleição...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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GRANDE AUDITORIA 

Objetivo: descobrir irregularidades, particularidades, apadrinhamentos, desvios por vias fraudulentas, valores anormais.

O povo precisa saber da verdade sobre a nossa Previdência Social, principalmente sobre os valores das aposentadorias, principalmente conseguidas na época de Lula e Dilma. Uma auditoria independente teria acesso aos valores reais, pois a Caixa esconde a verdade em função da política. Acredito que temos aí o maior escândalo do século, dezenas de vezes maior que a Petrobrás.

José Penteado Neto jsopnx@gmail.com

Araraquara

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ACHACADOS!

É simplesmente absurdo e inaceitável o que pagamos de impostos, taxas, tributos, etc. no Brasil, valores inimagináveis de grandiosos, ainda mais por sabermos que tais arrecadações não são revertidas em benefício da sociedade, os quais são roubados descaradamente, confiscando nosso rendimento de cinco salários dos doze que recebemos anualmente com o suor de nosso trabalho e sacrifício. Essa fortuna destina-se a manter a máquina governamental corrupta, suja e inoperante. É de nosso pleno conhecimento que nossos políticos são catedráticos na prática da politicagem em geral, só se empenhando em negociações que lhes traga e ofereça mais vantagens, benefícios, aposentadorias milionárias e um universo de mordomias. Um exemplo comprovado atual é o que ocorreu com a gasolina. A Petrobrás divulgou o novo preço do litro, que passou para R$ 1,5148, porém, acrescido de impostos, nós pagamos simplesmente uma média de R$ 4,23 por litro, ou seja, aproximadamente três vezes seu valor inicial. O mesmo ocorre com o óleo diesel que é fornecido pela Petrobrás a R$ 1,7369, e nós pagamos R$ 3,50 por litro, ou seja, mais que o dobro. Será que são produtos que sofrem com repasses de intermediários?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FAKE NEWS, MAS COM VIÉS VERDADEIRO

O BNDES, ao constatar que clientes como os irmãos Joesley e Wesley Batista, que receberam R$ 8 bilhões de empréstimo, não dispõem de tornozeleiras eletrônicas para ir para casa, vai, de agora em diante presentear seus clientes de gordos empréstimos, com uma tornozeleira eletrônica preventiva e um "drone BNDES", que acompanhará o cliente diuturnamente, como se fosse uma auréola de santo, por toda parte. O olho do grande irmão banco é coisa de primeiro mundo, em que o Brasil será pioneiro! Outra sacada da criatividade brasileira será a adoção por parte das empresas estatais de um cadastro único de políticos corruptos já condenados, mas ainda gozando de foro privilegiado, aptos ao "auxílio-comissão", evitando assim a reincidência em crime do colarinho branco. A sugestão partiu do ministro Gilmar Mendes, que assim não passará pelo desgaste de ter de solta-los novamente. O valor do novo "auxílio-comissão" sugerido é de 10% do valor da obra. Razoável!

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre 

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PERGUNTA RELÂMPAGO

Aos magistrados que são contra: as blitz da Lei Seca, autorizadas permanentemente pela Justiça, não são considerados "mandados coletivos de busca e apreensão" de motoristas bêbados?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br 

São Paulo 

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CORRUPÇÃO

Esse país foi dominado pela corrupção. Para onde a gente olha tem corrupção. Apuradas e muitas delas ainda não apuradas. No âmbito das agências reguladoras então nem se fala!  Mas dois setores em particular devem ter a atenção do MP e da Polícia Federal. O dos fundos de pensão é um deles. É um crime o que fizeram com fundos de pensão das estatais como Postalis, Previ, Centrus, etc.. Aplicações na Sete Brasil ainda hoje estão sem qualquer esclarecimento e apuração. Lembra-me do Banco Santos, em que as aplicações de fundos de pensão enriqueceram alguns dirigentes que permanecem impunes, muitos deles no comando de entidades financeiras e ainda atuando no setor. Por que aplicaram na Sete Brasil? Quem mandou? Quem vai responder por isso? Alguns fundos de pensão com déficit ainda pagam bônus milionários a seus dirigentes e conselheiros. Isso tudo sob a omissão e cumplicidade da Previc e dos patrocinadores ligados ao governo federal. Outro segmento ainda não alcançado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é o das entidades sindicais e confederações de trabalhadores. Dirigentes dessas associações estão ricos desviando recursos e ocupando imóveis que faziam parte do patrimônio delas. Entidades como a Contag, CUT, Contraf e tantas outras devem ser fiscalizadas. Os recursos repassados são nossos. É dinheiro público sim! Essa orgia durou 13 anos... Mas a impunidade não pode durar para sempre! É muito trabalho sim. Mas esperamos que o TCU, MP e Policia Federal fiscalizem e apurem tudo. 

Erica Maria Santos ericadf@bol.com.br 

Brasília 

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R$31 BILHÕES RETIDOS DA SAÚDE PÚBLICA

Ouvi de um médico sobre seu descontentamento durante o governo da ex-presidente "Dillma". Sua pequena clínica fornecia a um grande hospital na área de Guarulhos, sob contrato, exames de imagens cujo hospital não conseguia atender adequadamente pelo alto número de pacientes. Um agilizava o pronto atendimento do outro. Era uma parceria que acontecia há anos, que atendia a todos com eficiência e rapidez, o que levaria meses no hospital. Pois bem, o contrato entre o hospital e a clínica havia acabado e haveria necessidade de firmar novo contrato que à época seria próximo de R$ 200 mil, mas foi negado no governo da ex-presidente. A burocracia exigida era tanta que levou esse médico a desistir e desmontar a clínica, porque não valia a pena ficar pagando aluguel, funcionários, etc. por causa da dificuldade exigida pelo governo federal. Portanto, não é de estranhar que durante 15 anos R$ 31 bilhões deixaram de ser aplicados na saúde pública no Brasil. Perderam parcerias que vinham funcionando há anos e perdeu a população carente. Isso no entorno da maior cidade do País, imagina nos redutos mais pobres. 

   

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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'WANTED'

O PT, partido mais corrupto da história brasileira está dando enorme contribuição à poluição visual, na já poluída capital paulista. Os petistas estão colando cartazes, principalmente na Avenida Paulista, em prol do "mais honesto", com os seguintes dizeres: "Não à prisão de Lula" e "abaixo o golpe". É mais uma prova do desespero  e esperneio petista.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

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TUDO FARINHA PODRE DO MESMO SACO

Imaginem o descalabro absurdo cometido pelo prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, justificando sua viagem no carnaval, acompanhado de quatro pessoas, em que só de passagens aéreas gastou R$ 107 mil, não foi informado o que despenderam em estadias, traslados, almoços, jantares, etc.. Sob a alegação de ter sido uma viagem oficial para conhecer a Agência Espacial Europeia (AEE), fabricante de drones a serem usados na segurança do Rio, (porém desmentida pela "AEE", que informou ter sido pessoal). O que dizer dessa cínica, vergonhosa e mentirosa argumentação?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo 

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QUEM QUER SER PRESIDENTE?

Após a Copa do Mundo começa a campanha eleitoral 2018, o reality show mais odiado do mundo, audiência zero, que vai dar ao povo a chance de acertar no melhor candidato a presidente após o desastre da gestão petista. O grande problema dos candidatos serão as promessas de campanha ("amor de carnaval") que valem por apenas alguns dias, após a posse o vencedor nem lembra o que mandaram dizer. Se o candidato for honesto e realmente não quiser vencer o pleito é só falar a verdade, que não tem jeito que dê jeito neste país, que os deputados é que mandam no presidente, no dinheiro, e na falta dele culpam o presidente. Ser o futuro presidente do Brasil é o fim da carreira do político que vencer, alguns candidatos disputam por disputar, se a pesquisa indicar que pode vencer vão dar um jeito de melar a campanha porque não são tolos de arranjar um emprego se já tem um partido que os (as) sustenta. Previsão para a Copa 2018: Argentina!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo 

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PIROTECNIA

A possibilidade de Michel Temer candidatar-se à Presidência da República é exatamente igual a de Lula. Nenhuma!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo 

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TEMER EM 2018 É UMA QUIMERA

Um Brasil pobre e sem recursos para dar suporte à sua frágil assistência social, mas pródigo em abrir a porta do Tesouro Federal e gastar com aliados políticos da Câmara Federal mais de R$ 17 bilhões, enquanto que para as emendas parlamentares foram destinados mais de R$ 1 bilhão, transformando o Planalto num autêntico mercado cujo objetivo era livrar Michel Temer da admissão pela Câmara de denúncia de corrupção. Não se sabe ainda quanto foi gasto na compra de aliados para aprovação da reforma previdenciária, que, por decisão do presidente foi congelada, mumificada, ou coisa que o valha. Porém cabe uma pergunta: toda essa dinheirama gasta não está fazendo falta, na redução do desemprego? Na humanização e reestrutura dos hospitais? Na educação? Na segurança pública? Nas estradas, principalmente aquelas que estão interligadas à exportação de produtos agroindustriais? Notícias dos últimos dias informam que Michel Temer poderá tentar um segundo mandato. Para um eleitorado que elegeu e reelegeu Lula e Dilma, um condenado e a outra defenestrada, tudo se pode esperar. "Deus salve o Brasil".

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PRECISAMOS DE UM CANDIDATO PARA O BRASIL

Cada um tem o direito de escolher o candidato que preferir. Estamos numa democracia. E é bom que as pessoas defendam seus pontos de vista.  O empresário Flávio Rocha, em entrevista ao "Estadão" (21/2, A6) diz que o mercado quer um candidato de direita. Eu entendo que o Brasil precisa de um candidato que atenda os interesses de todos - empresários, trabalhadores, consumidores e as minorias. Precisamos de alguém que, legitimado pelo voto, restabeleça a "coesão social" e una os brasileiros em torno de um projeto comum.

Ricardo Patah antebraido@uol.com.br 

São Paulo 

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MELINDRES

Palavra do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) sobre a possível campanha de Michel Temer para presidente da República: "Isso é problema de lá. Eu não reclamei quem eles estão querendo cuidar dos projetos de cá? Deixa-os cuidar de lá e a gente cuida de cá". Isso não passa de melindres e ciumeira com a intervenção no Rio de Janeiro e pelo "plano B" do governo, com os 15 projetos econômicos apresentados. Se Rodrigo Maia tivesse interesse e cuidasse dos "projetos de cá", a reforma da Previdência já teria sido votada e, provavelmente, aprovada.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo 

DÚVIDAS A ESCLARECER

O "Estadão" (21/2, A3) publica o editorial "Ideias perigosas" e declarações (A5) de um pré-candidato à Presidência sobre o sr. Luiz Inácio, que suscitaram dúvidas que precisariam ser esclarecidas. O editorial condena os "mandados coletivos de busca e apreensão" que se pretende usar na intervenção federal ocorrida no Rio de Janeiro. E qual a dúvida? Esses mandados já ocorrem diariamente em diversos pontos no País, sem que nenhuma objeção ou crítica seja levantada; é o caso, por exemplo, das "blitz" da Lei Seca ou batidas policiais com foco em motoqueiros infratores; em um, buscam-se motoristas embriagados e no outro, eventuais assaltantes. Qual a diferença? Já as declarações do pré-candidato contém a seguinte pérola quando exorta o condenado mais ilustre do País a: "... do alto de sua autoridade moral (meus sais!), unir a sociedade brasileira". É o caso de se perguntar a esse esdrúxulo postulante ao cargo mais importante da Nação o que ele entende por "autoridade moral", ou, simplesmente o que ele classifica como "moral"?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo 

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PAULO PRETO, SERRA E BITCOINS

Em artigo no "Estadão" (22/2, A2), o senador José Serra mostrou-se um entendido em moeda digital, notadamente o Bitcoin. Sabe-se que tais moedas servem para utilização em transações ilícitas e ocultação de valores em simples registros digitais que podem ser secretamente enviados e recebidos por correntistas inominados em qualquer parte do mundo. A dúvida que surge é o que teria levado o político, suspeito de corrupção em várias obras paulistas, de trens a estradas, a se interessar pelo assunto. Mais de R$ 100 milhões estão bloqueados na Suíça, em contas do operador da Dersa ao tempo em que Serra era o governador dos paulistas.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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ATÉ 31 DE DEZEMBRO

Deputados e senadores ainda não se deram conta de que terão que engolir o presidente Michel Temer até o dia 31 de dezembro de 2018. Lutar por ministérios e ao mesmo fustigá-lo me parece injusto. Colocar seus interesses eleitorais acima dos interesses urgentes de recuperação da Pátria me parece temerário. Na atual situação, de enorme constrangimento internacional, diante de tanta insegurança social, política e econômica, paira sobre o País a ameaça de uma intervenção mais abrangente, "uma revolução de vitórias irreversíveis do bem" que só as "deseleições à mão armada podem garantir". 

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ESPERANÇA PERDIDA

A esperança é a última que morre, mas no Brasil temos muitos políticos que fazem de tudo para que ela morra também. 

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CARA DE PAU

A novela acabou, mas "vale a pena ver de novo".  "Chega, chega. Tirei minha filha do fogo cruzado. Não podia deixar ela mais lá." A quem Roberto Jefferson quis enganar com essa balela? Segundo ele, a indecisão da ministra presidente STF, Cármen Lúcia, foi a causa da desistência. Em nenhum momento a magistrada hesitou em determinar que o caso, da deputada Cristiane Brasil, fosse de competência do Supremo e não do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já havia a liberado para a posse. A verdade é que, com o enterro da reforma da Previdência, em que Temer, se preciso fosse, venderia até a alma para que fosse aprovada, os votos do PTB dariam uma ajuda danada e, poderiam ser negociados a peso de ouro. Como, emendas à Constituição não podem mais, até que perdure a intervenção federal no Rio de Janeiro, continuar brigando por merreca não vale a pena. Além de pendências na Justiça do Trabalho, que impediu sua posse na Pasta, chegou à procuradoria-geral da República inquérito criminal que investiga o envolvimento da parlamentar com o tráfico de drogas. Então, é prudente parar por aqui, antes que pipoquem mais denúncias e o caldo entorne de vez! Senhor Jefferson, melhor é guardar as lágrimas de crocodilo para outubro próximo, quando o Congresso vai sofrer profunda reformulação e Cristiane, com certeza, fará parte do descarte.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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DEIXEM-ME CANTAR

Ministro do Trabalho interino é réu por furto de energia. Polícia descobre R$ 113 milhões de ex-diretor do Dersa em contas na Suíça, as vigas da perimetral foram encontradas num sítio de propriedade da família Picciani. Com licença, me deixem cantar "se gritar pega ladrão não fica um meu irmão". Aliás, só ficamos nós, povo, eterno otário.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro 

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REFUGIADOS

O Alto Comissário da ONU para refugiados é uma pessoa que fez declarações desconexas. "Cobrou" de o Brasil receber refugiados sírios e da América Central. Além disso, "cobrou" agilidade em receber venezuelanos, dizendo também que "recebemos muito bem" os haitianos - sem falar em africanos. Esse senhor só não diz de que lugar viria o dinheiro para todas essas operações, fora diminuir as mazelas dos próprios 14 milhões de brasileiros desempregados e sem assistência médica adequada - além de o governo dizer que sem reforma, a Previdência quebra.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 

Araruama (RJ)

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REFUGIADOS VENEZUELANOS

Com a justa preocupação do governo com os venezuelanos no Brasil, de imediato me ocorre que dois senadores, um no Rio de Janeiro e outro em Curitiba, poderiam ser úteis nesse momento.  Até muito mais do que o são no senado (minúsculas).

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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