Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 03h02

CÓDIGO FLORESTAL

Menos alimento e emprego

O editorial de domingo Irresponsabilidade com o campo (A3) alerta para a discussão acadêmica de uma teoria pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem levar em conta que lá se está analisando uma questão prática que pode ser desastrosa para o campo e para toda sociedade brasileira. Também sem levar em conta, como apontado na nota do Estadão, que a avaliação política da matéria foi feita pelo Congresso Nacional, ao qual compete legislar sobre o meio ambiente. In dubio pro natura ou in dubio pro populo? Pois é o povo que precisa comer para sobreviver! O Brasil assumiu compromisso internacional de alcançar a meta de 15 milhões de hectares com integração lavoura-pecuária-floresta e muitos de nós, pecuaristas, estamos batalhando com esse sistema proposto pela Embrapa, que combate a desertificação de nossos campos e promove a sustentabilidade ambiental, além do progresso econômico e social, pela criação de mais riquezas e empregos. Retroceder no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e no estabelecido no Código Florestal no tocante a definições de áreas de proteção permanente (APPs) e de reserva legal, o qual permite a inclusão das áreas de APP no limite de áreas de reserva, vai obrigar produtores rurais a reduzirem mais uma vez a área cultivada. Em minha fazenda perderei em torno de 10% das áreas aproveitadas hoje, com a perda de tudo o que lá está plantado e cultivado, sem nenhuma indenização, forçando-me a demitir funcionários. Aí está a conclusão: menos alimentos e menos empregos. Não é exatamente disso que o Brasil precisa. Se o Código Florestal é inconstitucional, vamos eleger deputados e senadores que alterem e modernizem a nossa Constituição.

CARLOS VIACAVA, pecuarista e agricultor, ex-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Nelore

cv@carlosviacava.com.br

São Paulo

Ameaça de retrocesso

A presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), em nome das entidades de apoio ao setor produtivo rural de todo o País, agradecem ao Estado a clareza, a responsabilidade e a coragem com que o jornal abordou o julgamento do Código Florestal no STF em seu editorial de domingo, cujo desfecho está previsto para hoje. De fato, o julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade no STF traz grande insegurança jurídica ao setor agropecuário, diante da ameaça de retrocesso da Lei 12.651/2012, que foi aprovada de forma democrática pelo Congresso após mais de dez anos de debates. O Estado presta um grande serviço à sociedade quando analisa a legislação ambiental brasileira à luz da sua constitucionalidade, assim como aponta o relevante papel da produção agropecuária na preservação ambiental.

TEREZA CRISTINA (DEM-MS), presidente da FPA, e MARCOS DA ROSA, presidente da Aprosoja Brasil

comunicacao@aprosojabrasil.com.br

Brasília

PENDURICALHOS

Judiciário doente

Muito oportuno o texto Judiciário no divã, de Vera Magalhães (25/2), apontando o grande paradoxo de juízes e procuradores se arvorarem em lídimos paladinos da sociedade fulcrados no Estado Democrático de Direito e, ao mesmo tempo, buscarem justificar, de forma canhestra, auxílios pecuniários extrateto. Infelizmente se vê que o corporativismo nada mais é que a soma de individualismos guiados por interesses particulares, e não, como deveria ser, um movimento permanente de membros de uma instituição legitimamente lutando por prerrogativas de exercício que tornem sua ação mais eficaz em prol da sociedade.

JOSÉ D’AMICO BAUAB

josedb02@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Operação Cartão Vermelho

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) sugeriu que o PT não discuta mais nomes de possíveis candidatos à Presidência para evitar inquéritos da Polícia Federal contra eles. Então, vamos descobrir o medalhão petista não metido em corrupção a poucas semanas da eleição. Surpresa!

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

O plano A do PT para presidente era Lula. A Lava Jato melou. Aí veio o plano B, Jaques Wagner, e melou de novo. Nessa toada, o PT pode chegar ao plano Z, e talvez seja insuficiente. Ainda bem que há todo o alfabeto grego.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Os relógios

Não passa um dia sem algum petista de grosso calibre às voltas com a Justiça. Pois não é que Jaques Wagner, acusado de desvio de milhões, diz que os 15 relógios de sua coleção são apenas réplicas? Então, pergunto: onde estão escondidos os originais?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

E o arqueiro?

A Procuradoria-Geral da República anula o acordo de delação de Wesley Batista, pela participação ilegal de um membro da PGR em sua consecução. Que tal investigar motivos e ações do ex-chefe da PGR em suas vãs tentativas de acusar o presidente?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

GESTÃO DORIA

Autódromo de Interlagos

Como se pode explodir um monumento como o Autódromo de Interlagos José Carlos Pace, onde esse fantástico piloto, como outros também, nasceu em seus primeiros aprendizados da arte de pilotar um auto de corrida? E que, em paralelo, tantos empregos proporciona a mecânicos, engenheiros, chefes de equipes, além das oficinas e pequenas fábricas no entorno, dando-lhes o apoio e o suporte técnico tão necessários aos que vivem do automobilismo de competição! O objetivo, está claro, é construir paulatinamente edifícios, para depois a vizinhança reclamar do barulho dos autos, que, inerente ao esporte de que vivemos, existe desde a inauguração dessa fantástica escola da velocidade, à data de 1940. Será um meio de nos despejar, para a área ficar livre para a construção de prédios, ajudando com isso a poluir mais a área do lago que existe dentro do autódromo. A ganância faz-se presente, à vista de todos, nesse projeto do prefeito João Doria – em quem estou superarrependido de ter votado. Será uma segunda edição do Autódromo Nelson Piquet, no Rio de Janeiro: prometeram à comunidade automobilística a construção de um novo autódromo, para usarem o local para a realização da Olimpíada, mas, claro, tudo ficou só na promessa. Afinal, lidamos com políticos tupiniquins, não podemos, nós, o povo, esperar outra coisa... Quem viver verá.

CHICO LAMEIRÃO

chico.lameirao@icloud.com

São Paulo

“Jaques Wagner era o plano B do PT. Então, é melhor que o partido pense num plano C e, por garantia, num

plano D, porque pode haver mais prisões...”

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO / RIO CLARO, SOBRE A OPERAÇÃO CARTÃO VERMELHO DA POLÍCIA FEDERAL

carneiro.jcc@uol.com.br

“O PT acha uma injustiça ‘perseguir’ os corruptos do partido. Ora, ora, assim não dá para continuar!”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MAIS PETISTAS INDICIADOS

A Polícia Federal (PF) indiciou criminalmente Jaques Wagner por recebimento de propina. Parece que a única "alma honesta" do PT é Lula.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com 

São Paulo

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'OPERAÇÃO DA PF DIFICULTA PLANO B DO PT'

O recente indiciamento do ex-governador da Bahia Jaques Wagner pela PF e a crise decorrente, é um bom indicativo do que realmente é a Entidade Criminosa Politicamente Organizada (ECPO PT), cujo capo absoluto é Lula. Além dele todos os demais "dirigentes?" são meros auxiliares mais próximos e nada mais, pois o chefão é tudo e o resto quase nada. Ele é um ditador absoluto e a sigla como começou com ele também findará com ele, a não ser que como Marcola do PCC, mostre capacidade de mando do partido a partir da prisão. Quem viver verá!

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CAI MAIS UM PETISTA

Se Jacques Wagner, um lambari médio do PT, embolsou R$ 82 milhões em propinas na Copa do Mundo imaginem quanto a alma mais honesta levou para encher o País de estádios de futebol? É um acinte que a vida continue as mil maravilhas nas empreiteiras corruptas, Marcelo Odebrecht cumprindo prisão domiciliar em seu palácio de São Paulo, construído com dinheiro público roubado. Pior ainda é Lula liderando todas as pesquisas para ser presidente novamente. O Brasil precisa de um murro na mesa, uma revolução sangrenta, algo que mude as coisas de verdade e não essa farsa contada à conta gotas.

Mario Barilá mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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RELÓGIOS

Qual a mensagem subliminar dos relógios de Wagner? Que está chegando a hora do ocaso das velhas lideranças do PT. E que, em sua ausência, uma bomba relógio deve assumir a candidatura do partido. Apesar do seu indiciamento por caixa 2, pelas suspeitas de corrupção e pelas barbaridades que fez no exercício do poder. Tudo isto lhe valeu uma popularidade que não lhe garante nem mesmo um cargo de vereador em São Paulo. Acima de tudo, os luxuosos relógios do petista lembram que a hora do tão esperado veredito das urnas rapidamente se aproxima.    

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo 

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DÁ UM TEMPO!

Certo que o governante deve acertar os ponteiros com sua máquina administrativa, empreiteiras, advogados, marqueteiros e afins. Mas, convenhamos, daí, a se equipar com 15 relógios de luxo como noticiou o "Estadão" (26/2, A6) para o desempenho desse ofício, vai uma distância enorme. E o brasileiro do povo, com um modelo "paraguaio" de 50 pilas no pulso, não consegue entender tal exagero.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 

Pirassununga 

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O PLANO B DE LULA

Se só de relógios caríssimos ele possui 15, o ex-governador da Bahia e ex-ministro de Lula e de Dilma está credenciado a ser, de fato, o plano B do PT para disputar a Presidência da República, caso "a alma mais honesta do País" estiver impedida. Uma lástima.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com 

São Paulo

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A VELHA TESE PETISTA

A ex-presidente da República, Dilma Vana Rousseff, entrou em polêmica discussão em defesa da recorrente tese petista do "golpe", após ministro da Educação, Mendonça Filho, ter declarado que iria acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) a fim de suspender a disciplina "O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil", oferecida, no curso de graduação em Ciência Política, pelo professor Luis Felipe Miguel, da Universidade de Brasília (UnB). Dilma afirmou, nas redes sociais, que "censurar, agora, uma disciplina na UNB que caracteriza como golpe o processo inaugurado pelo impeachment, em 2016, deixa evidente o aprofundamento do arbítrio e da censura (...)". Mendonça Filho rebateu a ex-presidente argumentando que "não é uma questão de opinião, nem de reverberar a tese petista sobre o impeachment de Dilma" e acrescentou, questionando a petista, se ela defenderia a criação de uma disciplina intitulada "PT, o petrolão e o colapso econômico do Brasil"? O questionamento de Mendonça foi bastante oportuno, afinal, até quando os "lullopetistas" e os "dilmistas" continuarão encampando essa "velha" (repetitiva e cansativa) tese petista de "golpe"? 

Ana Paula D. Santana paulinha009@yahoo.com 

Guarulhos

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DESMENTIDO

João Vaccari Neto, ex-bancário e arrecadador de propinas em nome do PT, em carta manuscrita desmente Leo Pinheiro, da OAS, na questão do triplex do Guarujá. Para proteger o mais honesto, pau é sinônimo de pedra. Vaccari, já condenado pode ter pena aumentada por falso testemunho.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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EM BUSCA DA IMPUNIDADE

Companheiros e correligionários de Lula estão percorrendo os gabinetes dos ministros do STF, num gigantesco lobby, na tentativa de convencer os magistrados sobre a inocência do ex-presidente. Seria cômico se não fosse trágico. É sabido que a grande maioria dos ministros da Suprema Corte foi indicada pela dupla Lula/Dilma e o que eles esperam do Judiciário é "gratidão". Para tanto, contrataram um ex-presidente do STF Sepúlvida Pertence, que terá em suas mãos, uma verdadeira fortuna para lograr êxito nesta árdua missão, apesar da condenação em segunda instância e de todos os trâmites jurídicos já terem apontado a culpabilidade do ex-presidente. É a Justiça contra a Justiça, ou fazendo uma analogia aos filmes de ficção, seriam, os "mocinhos", representados por Sérgio Moro e equipe contra os bandidos, defensores da impunidade. Seria a falência e a desmoralização total da Justiça brasileira, que já não atravessa uma boa fase de confiança e credibilidade junto à população brasileira e aos olhos do mundo. O Brasil já sabe, de antemão, quais serão os magistrados que tendem a beneficiar Lula, pelos seus históricos e suas polêmicas decisões. Agora, é esperar para ver.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo 

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FALTA DE LEITURA OU MÁ-FÉ?

Depois de se comparar a Getúlio Vargas, Nelson Mandela, Jesus Cristo e de se autopromover à condição de entidade após a confirmação de sua condenação em segunda instância, que o aproximou perigosamente do complexo penitenciário de Pinhais, em Curitiba, Lula repetiu que é a reencarnação de Tiradentes. Se fosse afeito a uma boa leitura iria perceber que o herói da Inconfidência não parou de trabalhar com 20 anos e quis o poder como forma de ganhar dinheiro, além de não ter admiração por ditadores ou ter sido condenado por ser corrupto.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br 

São Paulo

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LULA E OS PEDACINHOS DE CÉLULA 

Faço uma declaração a respeito de pedacinhos de células do meu corpo: não dou, não troco, não empresto e não alugo. Vagabundo nenhum bota a mão! Que é isso, agora? Festa da uva?

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo 

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POLÍTICA

Mensalão, no entender da mídia que fazemos parte, é dinheiro desviado de uma forma ou de outra, dos cofres públicos, para pagar propinas, favorecendo espertalhões, que através do sufrágio popular (voto secreto) são atrelados a cúpula dominante, responsável no sistema democrático pelo destino do País. O cidadão, para conhecer a verdade ou a mentira, tem que estar atento e acompanhar assiduamente todo tipo de informação na imprensa, rádio e televisão. Assim poderá discernir com segurança a notícia correta, da tendenciosa. A exata tende ao aprimoramento moral e cultural do povo. A má informação desencadeia e alimenta rumores, que ocasionam pesados danos à sociedade. Entende-se que toda celeuma envolvendo nossos políticos nesta encruzilhada histórica resultará no aperfeiçoamento das instituições desde grande Brasil, destinado, pela riqueza de seu solo e subsolo à liderança do mundo.                                                                                                  Nova eleição se aproxima, e a democracia é o melhor regime praticado pelo homem. Não obstante, as lamúrias e ameaças da ignorância, a casa está ficando limpa, pela ação corajosa da Lava Jato. Talvez, com o voto consigamos amortecer a sujeira do passado, e dar continuidade à nova ordem já iniciada, desanuviando o horizonte da Pátria.

                       

Hercílio Tavares de Albuquerque cefisc@hotmail.com 

São Paulo 

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LULA INIMPUTÁVEL

Estratégia esperta a da defesa de Lula: alegará insanidade mental e ele poderá ser considerado inimputável e encaminhado para a medida de segurança. Uma junta médica "amiga" comprovará a doença mental e ele voltará para casa e ficará aos "cuidados" da família. 

Sandra Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo   

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RECEITA FEDERAL

A Receita Federal quer o CPF de crianças de nove anos na declaração, já os 50 milhões dos advogados de Lula, a Ferrari dourada e o iate do Lulinha não têm a menor importância!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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FECOMERCIO-RJ

Na minha "inocência" não consigo entender porque com tantos advogados muito competentes no Rio de Janeiro, a Fecomercio-RJ, foi justamente aqui em São Paulo contratar ao custo de R$ 68 milhões o mesmo escritório de advogados que defende o Sr. condenado Lula. Alguém me explica o motivo?

Elias Abbud Schwery elias.abbud@uol.com.br

Atibaia

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PT E REFUGIADOS

As lideranças petistas, sempre preocupadas com questões sociais fundamentais - ao menos é o que dizem - deveriam propor sugestões sobre o que fazer com as centenas de refugiados venezuelanos que adentram o Brasil diariamente, fugindo do caos instaurado naquele país pelo ditador Nicolás Maduro. Não o fazem, pois o apoio incondicional do partido a este regime imoral, declarado diversas vezes pela sua presidente, Gleisi Hoffmann, deixa o PT em mais uma saia justa em meio a tantas outras. A solução adotada pelo partido nestas situações é a mesma de sempre: a dissimulada e patética "cara de paisagem". 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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LESÃO À PÁTRIA

Esquema de Sérgio Cabral na Saúde causou prejuízo ao Estado do Rio de Janeiro de pelo menos R$173 milhões, diz Ministério Público do Estado. É lamentável que pessoas como o ex-governador entrem na política com o único objetivo de lesar a Pátria. E ele, depois de permanecer por um período preso irá desfrutar das benesses daquilo que fora tirado daqueles que obtinham direitos de fato que são justamente a classe mais carente da nossa sociedade...

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SEGURANÇA NÃO SE FAZ COM POLÍCIAS SUFOCADAS

 

O governo decidiu pela intervenção no Rio de Janeiro e a criação do Ministério da Segurança Pública. Ausente por longos anos, a Presidência da República decidiu chamar para si a tarefa da segurança e, pelo que tudo indica, mesmo que queira, não tem como recuar. O ponto de interrogação da questão é o seguinte: conseguirá deixar os agentes da intervenção - Forças Armadas e Polícias - trabalharem e fazer o que tem de ser feito numa guerra urbana como a que hoje vivida? As polícias e têm sido sufocadas por governos que, a pretexto de democracia, não as deixam atuar como devem e, pior que isso, deixam o policial entregue à própria sorte e respondendo pelo que fazem em nome do Estado. Muitos já foram presos, condenados e perderam o emprego e isso enfraqueceu a segurança pública. A politização do episódio do Carandiru é exemplo de um Estado que não dá respaldo àqueles que manda executar uma tarefa. Oxalá Michel Temer não ceda a pressões e crie condições objetivas para o trabalho aos encarregados da segurança pública. Sem que o Estado permita que seus agentes trabalhem, assumindo a responsabilidade pelas ações executadas a seu mando e conforme regulamento jamais se conseguirá reaver o controle dos territórios dominados, o crime continuará triunfando e muitos inocentes seguirão morrendo ao longo dos dias...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PODERES

Voltando ao tema. O Ministro da Defesa que agora está sendo transferido para o recém-criado Ministério da Segurança Pública, afirmou tempos atrás que as forças que irão intervir no Rio de Janeiro "não terão poder de polícia". E nisso ele está absolutamente certo. O contingente das Forças Armadas que irá intervir no Rio não estará lá para exercer o "poder de polícia", mas para exercer o "poder militar". E o que isso significa? O poder militar é exercido em situações de guerra, defensiva ou ofensiva, para atingir um objetivo determinado. A luta contra o crime organizado no Rio (ou em qualquer outro local do País) há muito deveria ter deixado de ser uma questão policial e passado para a esfera militar. Todas as tentativas levadas a cabo até hoje contra esse tipo de crime pelas forças policiais de segurança pública fracassaram e vão continuar fracassando. E por quê? O inimigo a ser combatido (bandidos traficantes de drogas e de armas) age da mesma forma que o Estado Islâmico no Oriente Médio. Mistura-se à população civil dos territórios onde age primeiro para se proteger e depois para partir para suas ações criminosas. E para vencer a luta contra essas facções criminosas só empregando os métodos militares de guerra que estão sendo usados na Síria, por exemplo. Lá, o EI está sendo dizimado, aniquilado. E aí vem o ponto que causa muita polêmica. Ações militares de guerra causam muitas baixas. Baixas entre os militares, o que é considerado normal. Mas também vítimas civis. Entre estas, velhos, mulheres e, o que é pior, crianças. Basta ler o noticiário sobre as ocorrências na Síria para constatar isso. Na tomada de Berlim pelos russos na Segunda Guerra Mundial morreram 22 mil civis alemães. Na resistência dos russos em Stalingrado morreram 40 mil russos. Para acabar a guerra no pacífico morreram 140 mil japoneses em Hiroshima e outros 135 mil em Nagasaki. Mas não há alternativa quando o objetivo é vencer inimigos mortais. Para os que se escandalizarem com essas colocações é preciso lembrar que a criminalidade no Rio é responsável por cerca de 60 mil vitimas anuais. Notem que o número não é muito diferente dos mencionados nas operações militares acima. O que se espera das forças de intervenção é que primeiramente ajam empregando a força militar necessária para destruir, aniquilar o crime organizado no Rio, e na medida do possível procurar minimizar os danos à população civil das comunidades em que estes criminosos agem. Mas é preciso que a sociedade entenda que nessa "guerra" é impossível evitar que haja vítimas civis.

Claudio Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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INTERVENÇÃO: UMA ADVERTÊNCIA

Ante tantos planos já elaborados, visando resolver o problema da violência no RJ, acredito e sugiro que um bom teste em breve para a atual intervenção, será decretar um "carnaval extemporâneo" para ver como se comporta o público alvo dessa intervenção. No mínimo vai agradar aos adeptos de momo.

João Jodas joao.jodas@terra.com.br

São Paulo

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INTERVENÇÃO NO RIO: NOTA ZERO

Para diminuir a criminalidade no Rio é fácil, basta que os corruptos de Brasília tenham um pouco de patriotismo: 1) que todos os condenados cumpram toda a pena na cadeia, sem saidinha para nada; 2) que o Estado compre dos policiais, as armas que apreenderem dos bandidos, pagando de R$ 500 a R$ 1.000 por cada uma, em 90 dias o crime estará desarmado.

João Carlos Ângeli j.angeli@terra.com.br 

Santos

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REAGIR COMO?

Paus mandados do tráfico, menores de idade desacatam impunemente militares que patrulham comunidades nos morros do Rio de Janeiro.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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INTERVENÇÃO E/OU GLO? 

O decreto 9.288/2018 sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro até 31/12/2018 se refere à área de segurança pública sob os limites impostos pela Constituição/1988 para preservação da ordem pública através órgãos policiais federais e estaduais, excluindo as Forças Armadas sob as mesmas condições. Daí a ênfase do Ministro da Defesa ao repetir que as Forças Armadas não detêm o poder de polícia, embora o interventor nomeado possa requisitar a quaisquer órgãos, civis e militares, da administração pública federal, os meios necessários para consecução do objetivo da intervenção. O fundamento do referido decreto está contido no artigo 84 da Constituição, que assegura ao Presidente da República decretar e executar a intervenção federal. A quem cabe também decretar o estado de defesa e o de sítio. Não deixa de ser uma tomada de decisão ousada que precisa de apoio da sociedade e o tem, pois o País vive sob constante ameaça de assaltos e tiroteios e o Congresso Nacional respondeu afirmativamente em sintonia com o cidadão. O estado de defesa, um grau acima da intervenção, destinado a "preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública..." propiciaria um elenco mais amplo de atuação ao interventor, mas com restrições aos direitos sociais e, limitado a 30 dias de duração com prorrogação por igual período. O estado de sítio destinado a coibir a "comoção grave de repercussão nacional...", por óbvio restringe direitos, o que normalmente provoca desconfiança na sociedade face à plenitude da democracia e à ameaça do autoritarismo de qualquer matiz. Por outro lado, há que se considerar a pouca ou quase nenhuma aptidão dos dirigentes governamentais nas tomadas de decisão no emprego do poder de polícia da simples ação de reintegração de posse perante a reação dos invasores da propriedade ou a rebelião de presídios. As ordens não são claras; as reações são imprevisíveis e a resposta dos representantes do Estado nem sempre agradam o político de plantão. Trânsfugas da responsabilidade como chefes e comandantes. O meio a ser empregado precisa ser avaliado e decidido por quem dá a ordem considerando o objetivo da missão no interesse da sociedade. Ou, se vai chegar ao ponto de na estrutura organizacional de um pelotão de Polícia Militar se introduzir um juiz. Ou, no helicóptero além dos atiradores de escol exista um juiz para decidir se atira ou não no marginal que aponta uma metralhadora para a aeronave. Os exageros devem ser julgados nos tribunais competentes, mas que os acusados tenham o devido apoio do governo em propiciar a defesa do policial, do policial militar ou do militar envolvido. O emprego das Forças Armadas obedece à Lei Complementar nº 97/1999. O seu artigo 15 no § 1o diz que: "Compete ao Presidente da República a decisão do emprego das Forças Armadas, por iniciativa própria ou em atendimento a pedido manifestado por quaisquer dos Poderes constitucionais, por intermédio dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados." Abrindo parêntese. Da Constituição/1988, destaca-se o "artigo 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares... sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem". Por que o constituinte ressaltou "à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem."? Iniciativa significa solicitação? Ou estaria tal expressão vinculada à independência dos Poderes constitucionais? No caso, como ficaria a "autoridade suprema do presidente da República"? Por que a distinção dos Poderes se o emprego depende do presidente? Observe-se no § 2.º: A atuação das Forças Armadas, na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), por iniciativa de quaisquer dos Poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do presidente da República...". Fechando parêntese. O decreto nº 3.897/2001 que disciplina a Lei Complementar mencionada define no artigo 3º: "Na hipótese de emprego das Forças Armadas para a GLO, objetivando a preservação da ordem pública e da incolumidade... lhes incumbirá, sempre que se faça necessário, desenvolver as ações de polícia ostensiva, como as demais, de natureza preventiva ou repressiva, que se incluem na competência, constitucional e legal, das Polícias Militares, observados...". Interessante lembrar: "§ 3º  O militar e o servidor civil, caso venham a responder a inquérito policial ou a processo judicial por sua atuação nas situações descritas no presente decreto, serão assistidos ou representados judicialmente pela Advocacia-Geral da União...". Ao que parece está em vigor o decreto s/nº de 29/12/2017 que prorrogou o emprego das Forças Armadas na GLO do Rio de Janeiro até 31/12/2018. E aí, pela intervenção não tem poder de polícia, pela GLO tem? 

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com

Campo Grande

                                                                                                     

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SEGURANÇA E CORRUPÇÃO

Muita gente está criticando a intervenção na segurança proposta pelo governo Temer, mas até o Rio de Janeiro chegar à situação em que se encontra, não tivemos corajosos para partir para cima do crime organizado. Tivemos sim, a quadrilha de Sérgio Cabral fazendo daquele Estado um queijo suíço. As razões são todas conhecidas, como se diz em bom português, os que cheiram cocaína, dão dinheiro para os outros comprarem fuzis, todos sabem e, no entanto, só reclamam dos fuzis. É preciso descer mais baixo e subir mais alto para alcançar todos os andares da criminalidade. O governo precisa agir com firmeza e determinação. O papel da população é prestar atenção naqueles que criticam a ação, pois nunca fizeram nada para tirar as pessoas da zona de perigo. Há mais de15 anos vivemos o marketing da segurança. De concreto nada, apenas o crime tomando conta. Quem quiser se eleger em outubro não poderá enganar o povo com conversa fiada. A pauta será violência e corrupção, e a exigência do eleitor será candidatos com propostas concretas. Sem isso, é bom o cidadão ir cantar em outra freguesia. Basta de impunidade e corrupção. A sociedade não aguenta mais.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo 

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SALÁRIOS DO SETOR PÚBLICO

Os salários dos juízes, demais funcionários públicos e parlamentares estão cada vez mais indecentes. Nenhum país decente tem salários 100 vezes maiores que o salário mínimo, não superam nem em 20 vezes. Salários legais mais penduricalhos e mordomias superam R$ 100 mil de salário (sem contar parte de salários devolvidos pelos seus assessores e sem contar as propinas). Quando o então ministro da Fazenda (Economia) no regime militar - que definia os aumentos - Delfim Neto quis baixar uma lei que aumentava os salários de maneira escalonada para, numa projeção de 20 anos, os salários ficassem contidos em 20 vezes o mínimo, a direita retrógrada e a esquerda burra bombardearam a ideia. 

  

 Victor Hugo Raposo victor-raposo@uol.com.br 

São Paulo 

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POBRE CIDADÃO

Confesso possuir grande dificuldade em digerir qualquer greve em se tratando de servidor público, é uma indagação simples que sempre me faço: como pode uma determinada categoria limitar ao cidadão o acesso àquilo que é de seu direito?! Tal questionamento é tão válido que, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela constitucionalidade do corte de ponto dos servidores em greve - com exceção das situações em que se configurar quebra de acordo, como em casos de atraso salarial. Logo, ao tomar conhecimento da intenção da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) de convocar uma greve com o intuito de pressionar os ministros do STF no julgamento acerca do auxílio-moradia, evidentemente, considerei tal empreitada tão somente uma violação ao direito dos cidadãos de terem suas controvérsias jurídicas solucionadas. Pois bem, toda greve tem uma justificativa e neste caso não poderia ser diferente; de modo geral, como ficou claro através de diversas manifestações públicas, os magistrados não concebem a ilegalidade do acesso irrestrito da categoria ao auxílio. A fim de não dar mero "pitaco" de desentendido, fiz o dever de casa, acessei o site do Planalto e consultei a Lei Complementar Nº 35, de 14 de março de 1979, que dispõe sobre a Lei Orgânica da Magistratura (Loman). De fato, no Art. 65, inciso II, do capítulo que trata dos vencimentos e vantagens pecuniárias, consta a possibilidade de indenização como "ajuda de custo, para moradia, nas localidades em que não houver residência oficial à disposição do magistrado". Trocando em miúdos, a interpretação convenientemente adotada foi a de que, mesmo nos casos em que possuir imóvel e já residir na localidade em que atua, o magistrado terá direito à indenização por não usufruir de imóvel funcional. Em claro gesto corporativista, em 2014 o ministro Luiz Fux concedeu liminar atendendo ao interesse da categoria em questão. "Quanto custa?" é a pergunta natural a se fazer... Segundo a ONG Contas Abertas, o gasto com auxílio-moradia no Judiciário e Ministério Público soma R$ 5 bilhões desde 2014, portanto, desde a referida liminar. O professor Miguel Reale nos ensina que é valor-fim do Direito a Justiça, em seu sentido objetivo, ou seja, o justo. Mas o que há de justo em usufruírem do auxílio-moradia indiscriminadamente? Tratam-se de castas que tomaram benefícios como direitos. Pobre de nós, cidadãos, que bancamos toda essa farra.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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AUXÍLIO-MORADIA E PENDURICALHOS

Judiciário recebendo auxílio-moradia e os famigerados penduricalhos com muitas controvérsias e direitos adquiridos, população indignada e sem transparência. Por que não atrelar esses (benefícios justos ou injustos) a cinco salários mínimos a cada juiz independente da sua comarca? Diga-se de passagem, seria bem razoável para locar um apartamento com dignidade. Aliás, a base salarial de todos os políticos, desde a Presidência até funcionários públicos deveriam ter como referência para seus vencimentos o salário mínimo vigente no País, desta forma, os políticos não teriam como aumentar seus próprios salários ao bel prazer e os pagadores de impostos saberiam com clareza o destino do seu rico dinheirinho.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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PENDURICALHOS OFICIAIS

Depois das sugestões do ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho que, através de "maracutaia" quer transformar penduricalhos da Justiça em pagamentos oficiais, pergunto a Vossa Excelência: por que os juízes estão acima da lei? A Constituição não diz que: todos são iguais perante a lei? Os juristas podem desobedecer a Carta Magna? Que país é esse? O jurista que a Vossa Excelência ouviu falar, um tal de Ruy Barbosa, ficou famoso por deixar uma frase que serve de exemplo para todos os brasileiros. Lembra-se?

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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A INSEGURANÇA NA JUSTIÇA

O Poder Judiciário, guardião da Constituição, ao invés de garantir segurança jurídica, aprimora o caos em que vive atualmente o Brasil. Seja no campo, querendo "julgar" do que não entende, seja interferindo no Executivo, impedindo posse de nomeada para ministério, seja propalando greve ilegal, para impor seus "direitos adquiridos"... Vade retro satã!

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com 

Nazaré Paulista

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DE OLHO EM GILMAR MENDES

O mega traficante de armas e preso nos Estados Unidos, Frederik Barbieri, está batendo palmas com a intenção de o Brasil pedir a sua extradição. Afinal, quando existe um protetor, conhecido como "Pai-Gilmar" que solta seu criminoso predileto em algumas horas, a extradição será muito bem vinda. Por sua vez, Gilmar Mendes já está "esfregando as mãos". Quanta sutileza!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo 

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BRASIL REPROVADO

O Brasil, ou melhor dizendo, os Poderes Executivo e Legislativo não fizeram a lição de casa, por isso a nota foi rebaixada pela agência Fitch de classificação de risco, como já havia sido rebaixada pela agência Standard & Poor's. Mas o mercado financeiro ignorou a redução da nota e o Ibovespa encerrou o dia em alta. Será que os investidores realmente acreditam no Brasil ou estão armando uma arapuca para os "pequenos investidores"? Na dúvida, eu prefiro guardar o meu dinheiro no colchão. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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'PREVIDÊNCIA, DESIGUALDADE E POBREZA'

Absolutamente estarrecida por não ter visto nenhuma manifestação concernente ao do emérito professor de Economia da PUC/Rio, José Márcio Camargo (17/2, B2). Sob título acima, o artigo é fantástico e passo a transcrever um trecho: "Decidimos transformar Bolsa Escola em Bolsa Família, com o objetivo de acabar com a pobreza via transferência de renda, e investir nos idosos. Entre 2001 e 2015, o déficit da Previdência Social dos funcionários públicos atingiu R$1.292 trilhão. Só em 2017, este déficit chegou a R$ 86 bilhões. Como são um pouco menos de 1 milhão de aposentados, a sociedade transferiu R$ 86 mil, em média para cada funcionário público aposentado no ano passado. Como os funcionários públicos aposentados estão entre os 20% mais ricos da população, é provavelmente, o maior programa de transferência de renda de pobre para rico do mundo". Recomendo a leitura do artigo completo. 

Candida Barros candy.barr@uol.com.br

São Paulo 

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PROVA DE VIDA DO INSS

Neste dia 28 termina o prazo para que os aposentados e pensionistas comprovem que estão vivos. Escrevo em nome do meu pai que está, mais uma vez, indignado com esta questão. O governo obriga que milhares de aposentados anualmente se apresentem ao banco em que recebem o benefício para provarem que estão vivos. Até o presidente Temer ficou sem receber sua aposentadora, pois o INSS não sabia que ele estava vivo? Muitas vezes o local de recebimento do benefício é muito distante da residência do idoso e para uma grande maioria isto é um transtorno. Sem contar os que não têm como se locomover por questões de saúde. O objetivo é nobre, garantir que não existam fraudes! Porém a certidão de óbito é um documento extremamente controlado. Nela constam todos os dados da pessoa que faleceu inclusive o CPF. Pergunto, não bastaria o governo enviar mensalmente aos bancos o CPF das pessoas que faleceram eliminando assim esta burocracia? A fraude se restringiria aos mortos sem certidão o que deveria ser um número próximo de zero. Quando se está vivo se tem que provar esta condição e quando a pessoa morre também é necessário provar que morreu.

Quando minha mãe faleceu tive que ir à Receita Federal (RF) solicitar o cancelamento do seu CPF. Quanto ao benefício também tive que ir ao banco para provar que ela havia morrido. Não bastaria o departamento de certidão de óbitos (?) enviar o CPF das pessoas que faleceram ao INSS, RF e bancos? Hoje o cidadão comum que comete qualquer erro na declaração do Imposto de Renda é severamente punido. Existem controles, cruzamentos... A receita sabe de quem eu comprei um carro e por qual valor, mas não sabe que um morto, devidamente registrado, está morto? Esta forma seria até mais eficiente porque hoje alguém que possua o cartão do aposentado pode receber o benefício por vários meses, até que seja feita a identificação anual. Enfim, uma sugestão ao nosso governo que certamente traria grandes benefícios aos aposentados e à Previdência.

Alessandra Pontes pontesalessandra@hotmail.com 

São Paulo

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DO QUE NOS LIVRAMOS, NÃO?

Desde os anos 1980, 90 o Grupo Pão de Açúcar cresceu extraordinariamente mais por causa de especulação financeira, do que realmente eficiência. Com o plano real tudo veio à tona, precisando o Grupo se filiar ao Casino, empresa francesa, para não quebrar. O mercado naquela época já tinha um perfil negativo quanto às gestões "Abilio Diniz". O rombo só não foi pior, porque nós gritamos quando o ex-presidente Lulla daria a ele empréstimo do BNDES, para comprar a rede de supermercados Carrefour, porque a Casino, sob contrato com o Pão de Açúcar estava próximo de assumir o comando do grupo, que para Diniz seria um golpe no seu perfil ditatorial. Ainda bem que a gritaria foi tão grande que o negócio com o Carrefour não foi realizado, levando Diniz a investir na BRF, em parceria com os fundos de pensão Petros e Previ, provavelmente com o apadrinhamento dos petistas de plantão. Talvez um presente de consolação. Agora os fundos de pensão querem Diniz longe, e seu desligamento como conselheiro da BRF será inevitável. Do que nos livramos, não? Senão nosso fim seria o mesmo que levamos de Eike Batista. Calote bilionário com o BNDES!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A omissão e cumplicidade da Anatel com as empresas de telefonia e TV a cabo, que deveriam ser fiscalizadas e cobradas por aquela agência reguladora, já passou dos limites. É necessária uma séria apuração do Tribunal de Constas da União (TCU), Ministério Público (MP) e Polícia Federal sobre a atuação daquela agência (as demais também atuam em defesa das empresas que deveriam ser fiscalizadas!) em defesa das empresas. É suspeito o interesse da Anatel em liquidar a OI e impedir o acesso de nova empresa no mercado. Isso só interessa ao cartel das telecomunicações que fazem o que querem no mercado brasileiro. Os preços da internet fixa é uma vergonha e nenhuma delas entregam nem o que foi determinado pela agência, que já é bem benevolente. Na TV a cabo a mesma coisa. Em algumas localidades temos monopólio de uma empresa e não existe concorrência. E mesmo assim a Anatel deixa livre a atuação dessas empresas. Recentemente já tivemos o corte da internet nos fones móveis. As empresas desrespeitam os planos e ofertas e alteram sem qualquer comunicação ao cliente. Agora todas focam nos planos controles com preços acima de 50 reais. Acabou a telefonia móvel pré-paga! Os abusos e desrespeitos ao consumidor são escancarados e constantes. Não existe ação dos Procon e do MP. Estamos sendo extorquidos por um cartel de empresa que atua sob a complacência e a criminosa cumplicidade dessa agência. As autoridades passivamente assistem... Afinal, as eleições vêm aí. Os raríssimos casos em que se apura e pune o Judiciário concede suspeitas e criminosas liminares suspendendo o pagamento das multas... Agora querem transformar as multas (as poucas impostas) em investimentos das empresas, o que deveria ser obrigatório. É um escândalo! É caso de polícia!

Helio Silva Santos hcampagnucio@hotmail.com 

Brasília 

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REAJUSTES

O reajuste da tarifa de pedágio em rodovias foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes (ANTT), com todos reajustados acima da inflação, sendo que em diversas rodovias o índice ultrapassou os 70% acima da inflação. Assim, a inflação no País só se aplica nos rendimentos salarias, no salário mínimo, aposentadorias, pensões e etc.. Ou seja, a única finalidade é massacrar a população, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DEFESA DE QUEM?

Só falta as empresas aéreas cobrarem taxa de decolagem e aterrissagem. A ANAC serve exatamente para quê?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo 

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PEDRO

Administração pública no Brasil é cosmética, improvisada e demagógica.

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com

Amparo

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UBER

A Constituição Federal fundamenta a livre iniciativa? Sim, no artigo 1º, IV. A fabricação, venda e compra de veículos de múltiplos lugares é legal? Sim. O proprietário de um desses veículos pode transportar quem ele quiser, desde que não esteja perpetrando um crime? Sim. Quem é transportado pode, livre e espontaneamente, remunerar o proprietário do veículo por seu transporte? Sim. Então, que o Congresso Nacional não se atreva a inviabilizar o livre uso de aplicativos de transporte privado.

Túllio Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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REFORMAS OU INSTINTOS

Novamente, Bolivar Lamounier salva o fim de semana colocando um pouco da racionalidade que ele mesmo diz estarmos perdendo nos últimos anos. É de cientistas políticos como ele que estamos precisando, não dos críticos da política que abundam por aí... Diz ele (25/2, A2): "O debate público dos últimos anos nem sequer arranhou a superfície dos verdadeiros problemas... E a profundidade das reformas de que necessitamos". Destaco "verdadeiros problemas", porque só reformas de base poderão identificar e atacar os verdadeiros problemas. O governo Temer avançou, mais até do que se poderia esperar, no caminho correto. Mas nem mesmo com a resiliência que demonstrou conseguiu "quebrar a resistência dos grupos corporativos" como diz o autor citado. A sete meses das eleições o que podemos esperar com elas é um retorno do País à normalidade de 2002, quando poderíamos ter evitado os 16 anos de lulopetismo retrógrado que estamos amargando, mas faltou, já àquela época, a racionalidade que Lamounier diz estarmos perdendo agora. Espero que desta vez, mais amadurecido, o eleitor eleja buscando a competência para governar, não o populismo irresponsável, e comecemos outra vez a discutir reformas estruturais, ainda desta vez evitando a solução pelos instintos como alerta o articulista.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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REDUÇÃO SALVADORA

Se está mais do que claro e evidente que o presidencialismo de coalizão é a maior praga política que infesta a Nação, o que estamos esperando para dar cabo desse sistema e não reduzimos a meia dúzia de partidos políticos os atuais trinta e tantos com existência parasitária e perniciosa nas costas da Nação? Em brilhante artigo neste jornal sob o título "Só o instinto nos salva" o professor Bolívar Lamounier diz a certa altura que nossa renda anual per capita deve ser atualmente metade da correspondente à Grécia e bem inferior a de Portugal e que se lograrmos crescer 3% ao ano precisaremos de mais de 20 anos para "alcançarmos" os dois países citados. Que me desculpe o respeitado professor, mas só "alcançaríamos" os citados países se esses interrompessem seu crescimento. Além desse aspecto econômico o professor cita nosso vergonhoso atraso na distribuição de renda, a inferioridade

de nossos níveis educacionais e de nossas condições de saneamento, sem esquecer de nosso vexaminoso índice de violência. Por mais otimistas e alienados que sejamos, diante do quadro político-institucional a nossas vistas, é impossível prever um futuro de razoável qualidade para os habitantes desta triste república tropical que só os carnavalesco acham alegre e feliz.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br   

Campinas

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CRISE HUMANITÁRIA NA VENEZUELA

Cabe ao Brasil, agora, efetivar sua propagada liderança latino-americana; assumindo as responsabilidades e os deveres do título fortemente esposado. Sim, será esse Brasil em crise institucional interna, com brio diminuído, e serão os agentes políticos que aí estão, de inúmeros e cediços defeitos, a representarem as mãos amigas, estendidas ao auxílio. É com essa nossa triste realidade que acolheremos os que se encontram em tristezas ainda maiores. Aos homens que coordenarão essas ações, desejo a iluminação espiritual, desprendimento e discernimento, que, em muitos, comprovadamente e em importantes momentos, vergonhosamente, faltou! Que sejam inspirados e que nesse momento, de premente necessidade, não lhes venha a repetir a falta!

Pedro A. Teles de Almeida Barbosa pedro.augtab@gmail.com 

Goiânia 

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VENEZUELA

Em folhinha Coração de Jesus, da Editora Vozes, leio frase de Benjamin Franklin (1706-1790, jornalista, editor, inventor, diplomata, cientista, enxadrista) que, com dois séculos de antecipação, definiu com precisão o regime ditatorial de Nicolás Maduro: "Onde há fome não há respeito à lei; e onde não há respeito à lei, há fome".

J.B. de Souza Freitas jbdesouzafreitas@gmail.com 

São Paulo 

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SERÁ QUE ENTENDI BEM?

O Brasil com a maior crise de emprego e saúde está providenciando o bem estar e emprego de venezuelanos? Pois são vítimas de uma crise humanitária que foi produzida por eles votando e aclamando Hugo Chávez e outros. E nós brasileiros? Pagamos...

Fábio Caio de Castro Missiroli fabiomissiroli@yahoo.com.au 

Ilhabela

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XI, DE NOVO?

Xi Jinping quer se eternizar no poder. Nenhuma novidade, visto que a China é uma ditadura comunista.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 

Porto Feliz 

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DUAS JUSTIÇAS

A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, presa preventivamente há quase um ano, acusada por extorquir mais de US$ 50 milhões de megaempresas, em troca de favorecimentos do governo, foi alvo de pedido de 30 anos de prisão pela promotoria central de Seul. Seus crimes, na visão da Justiça de lá, são de gravidade extrema por desmoralizarem o sistema econômico do país e abalarem a confiança nele depositada pelo povo coreano. Aqui em Pindorama também há um ex-presidente, com fortuna multiplicada por várias ordens de grandeza durante os mandatos, cujo insano projeto de poder determinou, entre outras consequências nefastas, a quase falência da mais importante estatal do País, patrimônio nacional, portanto. Condenado a nove anos e meio de cadeia, mas ainda em liberdade, reivindica e faz campanha ilegal impune pela re-candidatura à Presidência. Dois planetas diferentes regidos por justiças contrastantes. Um protege o interesse público, outro vai contra ele.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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VIRA-LATA PROCURA HOMEM DE RAÇA

 

Vira-lata de estirpe procura ser humano de raça. Pode ser branco, negro, amarelo, vermelho, azul, não importa. A "raça" que realmente conta para um autêntico vira-lata como eu é a fibra, o caráter, o afeto e a honestidade de propósito que me garantem uma harmonia perfeita pelos próximos 15 anos.  Confesso que sei muito pouco de meus ancestrais. Posso ter sido gerado de um cruzamento de um Pastor Alemão com um Rottweiler, de um Labrador com um Boxer ou de um Beagle com um Yorkshire. Vai saber... Ou, mais provavelmente, de um cachorro de raça indefinida com uma cadela de raça ignorada. Isso importa? Sim, se você se preocupar menos com a índole do que com a árvore genealógica. Esclareço que sou um vira-lata "raçudo". Fiel, obediente, amoroso, posso dar minha vida para proteger meu "dono", ou melhor, meu companheiro. Qualidades que você dificilmente vai achar em um humano, seja de que raça for. Mas isso não me torna especial ou de elite. Há milhares iguais a mim, largados à própria sorte, expostos em feiras de adoção e oferecidos gratuitamente a alguma alma caridosa que possa lhe oferecer um lar. Marginalizados pela sociedade assim como os mendigos, os poetas e os que sonham com um mundo melhor para homens, plantas e animais. Ignorados por aqueles que não vacilam em desembolsar R$ 10 mil para ter um cachorro de raça pura ou "pedigree", seja lá o que isso signifique. Tais indivíduos "racistas" querem um animalzinho de estimação apenas para ostentar suas virtudes congênitas a vizinhos e parentes. Exibi-lo orgulhosos como um item valioso de seu patrimônio assim como seu carro importado ou sua bolsa de grife. Criam cachorros como crianças mimadas, entulhando-os com roupas de frio, brinquedinhos caros, ração importada, spas, entre outras frescuras. Oferendas que o tornam um cão obeso, acomodado, egocêntrico, vaidoso. Quase como um humano padrão. Gente que não se furta a dar toda espécie de mimos a seu pet mas não tem "raça" suficiente para prestar solidariedade a um semelhante necessitado, abandonado como um cão sem dono.  Gente assim eu dispenso, muito obrigado. Gente que compensa a falta de sentido de seu mundinho vazio com a companhia de cachorros customizados. Ao perceberem-se em depressão e vítimas de outras patologias da "raça humana" requisitam a presença terapêutica de um cão...  Desde que "de raça".  Muitos desses humanos desumanos dizem-se com "consciência social" e pedem (ironia!) "igualdade racial". Revoltam-se com o problema dos imigrantes, das crianças famintas da África, das vítimas das injustiças sociais e dos massacres. Ficam com olhos marejados e o coração apertado ao assistirem injúrias cometidas por seres humanos contra seres humanos. Mas priorizam a procedência genética como principal requisito para escolha da criatura com quem vão compartilhar seus momentos. De preferência com certificação... Que contrassenso! Animais jamais cometeriam tais barbaridades a seus companheiros ou a animais da "mesma raça". Animais também não têm preconceitos. Cães "de raiz" como eu só se importam em viver e deixar viver, ser felizes e levar felicidade àqueles que os acolheram. Por isso, se você conhecer algum humano com bastante raça e com as qualidades caninas próximas às de um vira-lata, me informe para que possamos nos adotar mutuamente.

 

Sérgio Sayeg quibesfiha@gmail.com 

São Paulo 

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CRISE NA EDUCAÇÃO

Muito se fala na crise do sistema de ensino no Brasil, na crise da Educação. Em geral, a culpa é da falta de recursos. Após anos e anos de blá,blá,bla percebe-se que outro grande problema mesmo é a falta de honestidade e caráter de professores (fazendo política partidária e ameaçando alunos, não cumprem a carga horária  e nem sequer comparecem às aulas), dos alunos (que não estudam, não deixam estudar nem têm respeito pela escola e pelos professores), pais (que não participam da vida do filhos, que acham que seus filhos têm de ser aprovados sem estudar) e dos administradores (servidores públicos irresponsáveis, corruptos e que desviam dinheiro). Depois de 1982, o sistema público de escolas começou a definhar. Fiz escola pública por toda minha vida e eram escolas referência tanto do ponto de vista curricular como pela capacidade de seus professores em ensinar e formar gente de caráter.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

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COM PIZZA NÃO SE BRINCA

O artigo de Ugo Giorgetti no "Estadão" (25/2, A25) pode até parecer engraçado àquele que lê aquela leitura rápida, apenas selecionando algumas palavras para encontrar uma significação. Mas não é. Para os amantes de futebol, mas particularmente para os paulistanos, a pizza dominical é um importante aspecto cultural. Nem gastronômico, tampouco se trata de "happy hour", não, a pizza é um prazer em si mesma, como é a partida de futebol. Não é possível, portanto, degustar destes dois prazeres concomitantemente. Cada um é bastante em si mesmo para o indivíduo ter prazer. Boa! Pra se pensar. Quem tem o direito de nos furtar o futebol "e" e não "ou" a pizza? 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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A CONTUSÃO DE NEYMAR 

Logo na manhã da última segunda-feira, ouvi de um comentarista de TV, que passa ser motivo de preocupação para a Nação a contusão de Neymar, se essa prejudicar o boleiro na seleção. Creio que nem todos os brasileiros pensam assim, porque pouco me importo se a seleção for ou não campeã na Rússia, mas preocupado estou mesmo é com as malandragens governamentais como esse novo ministério criado por Michel Temer. Creio que esse coelho tirado da cartola pelo presidente Temer, servirá apenas para um novo criadouro de cargos. Quanto ao Neymar, o Paris Saint-Germain é que tem razão de estar preocupada porque enfrentara o Real Madri, que não é a mesma equipe imbatível de outrora, mas ainda impõe respeito.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br 

Garça 

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JOGOS COM PORTÕES FECHADOS

No domingo, 25 de fevereiro, no jogo São Paulo e Ferroviária, houve briga entre são-paulinos de uma torcida organizada do lado de fora do Morumbi. Pergunto se, neste universo Legislativo frágil, alguma autoridade proporá, a princípio para o São Paulo, jogos com portões fechados? Parece, embora errôneo, coerente em uma política populista e pouco inteligente de combate à violência entre torcedores, especialmente organizado.

Vanderlei de Lima toppaz1@gmail.com  

São Paulo 

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FUTEBOL (?)

O São Paulo não precisa contratar jogadores, é só contratar os juízes ladrões dos "curintianos", seriam seis pênaltis e oito expulsões por jogo. Tranquilamente.

Carlos Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br 

São José do Rio Preto 

 

 

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