Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 03h13

EDUCAÇÃO

Desalento

País pode levar 260 anos para dominar Leitura – esse é o título de uma nota na primeira página do Estadão de ontem. É estarrecedor, inaceitável. A República teve já quase 130 anos para alfabetizar a Nação e ainda faltam 260 para completar a tarefa? É inacreditável, este país está realmente à deriva. Socorro!

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Vergonhoso chacoalhão

São 260 anos para atingirmos o nível de país desenvolvido em Leitura e 75 anos em Matemática! Esse é o tamanho do chacoalhão que recebemos de relatório do Banco Mundial e que repercute dolorosamente nos brasileiros de bem, mormente nos professores que deram uma vida de trabalho duro para encaminhar crianças para um futuro digno. (Cuide-se o presidente Temer, o PT é bem capaz de pôr toda a culpa em seu governo...) Esse é o resultado da inversão de valores nos últimos 20 anos no País, em que a criança é chamada a participar de tudo o que lhe deveria ser vedado – pornografia na TV e na internet, desrespeito à família, desprezo à espiritualidade, ao mérito e ao estudo sério, doutrinação ideológica na escola, incentivo à ignorância e ao egocentrismo. Por omissão, merecemos esse tapa na cara. Salvo exceções, o fato é que nossas crianças estão sós. Nossos professores estão sós. Quem lhes lançará uma tábua de salvação?

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

Burlando a lei

A Lei n.º 13.467/17 define a reforma trabalhista e estabelece que a contribuição sindical depende de autorização do filiado, ao contrário da legislação anterior, que determinava a obrigatoriedade da dedução. O Estadão de ontem (Sindicatos contra o trabalhador, A3) comenta reportagem segundo a qual as centrais sindicais estão tentando burlar de maneira ostensiva o dispositivo em vigor, submetendo a questão ao que for decidido em assembleias de classe, às quais poucos representantes comparecem, tornando o desconto, na prática, de novo compulsório. É lamentável que essas representações deixem de lado os interesses do trabalhador, aos quais deveriam prioritariamente atender, para focarem somente nos projetos político-partidários de seus dirigentes. Nesta época de crise de confiança no País, seria edificante que elas exibissem com transparência seus bons propósitos, mediante um esforço de persuasão que levasse o filiado a restaurar sua crença no conceito de sindicalismo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Mutretas e ardis

Segundo o Estadão, são preocupantes as manobras das centrais sindicais no sentido de instruírem os sindicatos a desrespeitar a legislação que extinguiu a famigerada contribuição sindical. As centrais sindicais simplesmente aconselham os sindicatos a deliberarem em votação extraordinária a manutenção da contribuição sindical, como se a decisão delas tivesse mais poder do que a lei vigente. Esse absurdo, se prevalecer, significa decretar de vez a imoralidade reinante em nosso país, a incompetência da autoridade governamental e a submissão do trabalhador brasileiro a ter de contribuir, contra a sua vontade, com parte de seu salário para a manutenção de desocupados, cuja função primordial é promover arruaças e greves políticas, que só causam transtornos à população em geral. Já que nossas autoridades e nossos políticos são omissos, felizmente ainda podemos contar com a imprensa séria do Brasil, como o Estadão, que acompanha atentamente as mutretas e os ardis tramados na calada da noite contra a ordeira classe trabalhadora do Brasil.

EDSON BAPTISTA DE SOUZA

baptistaedson384@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Plano R

Com Lula e Jaques Wagner fora da disputa para a Presidência, o que o PT precisa não é de um plano C, mas de um plano R, de redenção e renovação. É incabível o partido insistir no culto à personalidade de Lula, chegando a ponto de ainda perder tempo organizando manifestações, caravanas, etc., caso ele seja preso. Quanto mais cedo o PT abandonar o passado lulopetista – e isso inclui o próprio Lula, que tanto mal fez ao País e ao próprio partido – e passar a discutir ideias de vertente socialista que nada tenham que ver com populismo demagógico, melhor será para toda a sociedade e para o Brasil.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Práticas recorrentes

As práticas de Jaques Wagner como governador da Bahia em nada diferiram das de quando ele era dirigente sindical. Aliás, a grande maioria dos dirigentes saqueia seus próprios sindicatos, sempre avalizados pela cúpula, que recebe o seu quinhão. Wagner fez na Bahia o que Lula fez no Brasil enquanto era presidente e exatamente igual ao que fazia no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na década de 1970.

RAQUEL AMORIM

quel.amorim7@gmail.com

Belo Horizonte (MG)

PASSAPORTES

Os Kims

Como dizia Cazuza, Brasil mostra a tua cara! E o Brasil mostrou, tem a cara do atual ditador da Coreia do Norte e seu pai.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

GESTÃO DORIA

Autódromo de Interlagos

Sobre o comentário de meu amigo Chico Lameirão (28/2), o atual prefeito encontrou sua galinha dos ovos de ouro e quer fazer proselitismo sobre uma categoria – a nossa, dos mecânicos, preparadores, donos de equipe, pilotos – que trouxe à Nação milhares de títulos no automobilismo, entre eles nove mundiais com Emerson, Nelson, Ayrton, Raul e outros tantos na Indy. Hoje, construir naquela área é acabar com a nossa atividade e, mais que isso, acabar com um bairro inteiro, que já vive com falta de estrutura, congestionamentos monumentais... Mas a coisa é muito mais séria e gostaria muitíssimo de saber as verdadeiras intenções do prefeito.

RUI AMARAL JR.

ruiamaraljr@hotmail.com

São Paulo

CORREÇÃO

No artigo A arquitetura da defesa no Brasil, (28/2, A2), onde se lê “o combate à criminalidade e às irregularidades de toda ordem, hoje realmente sendo feito em nível caótico”, o correto é: “O combate à criminalidade e às irregularidades de toda ordem, hoje realmente ocorrendo em nível caótico, pesa mais (...)”. Ou seja, é a criminalidade que está em nível caótico, não o combate a ela.

 

“Não dá para acreditar! Perdemos praticamente 50% do tempo, do descobrimento do Brasil até hoje, que deveria ser dedicado exclusivamente à educação infantil”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), SOBRE 260 ANOS PARA DOMINAR A LEITURA 

ssoliveiramsm@gmail.com

“O peixe morre pela boca”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE A DEMISSÃO DE FERNANDO SEGOVIA DA CHEFIA DA POLÍCIA FEDERAL

rtwiaschor@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ASNEIRAS DE FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso erra, erra e erra. O outrora lúcido analista político, que recorrentemente tem surpreendido a todos com os mais variados disparates, disse pelo menos três asneiras durante o "Fórum Estadão - A reconstrução do Brasil" que são dignas de comentário. A primeira delas diz respeito à Petrobrás, "colocar (hoje) a privatização é querer levar bala, todos são contra", afirmou o tucano. Pelo contrário, vale indagar qual momento poderia ser mais oportuno para pautar este tema do que após a apuração dos desvios bilionários na estatal petrolífera feita pela Operação Lava Jato? Quanto à segurança pública, FHC associou a atuação das Forças Armadas e a nomeação de um militar para o Ministério da Defesa a eventos autoritários da América Latina ocorridos no século passado. O Brasil se redemocratizou, possui hoje uma estrutura institucional consolidada que dificilmente deixaria passar batida uma grave violação à Carta Magna; portanto, não cabe analisar a atual realidade, de clamor popular pela presença do Estado em que o crime organizado impera o que nada tem de autoritário em si mesmo, com modelos e ideias que remetem a acontecimentos passados que pouco se assemelham à nossa realidade social e institucional. Por fim, o ex-presidente cedeu à tentação de criticar o governo Temer ao dizer que "o povo não sentiu melhorias". Fernando Henrique deveria revisitar suas próprias falas, pois há alguns anos, em entrevista à revista Veja, atentava para a importância de se ter rumo ao governar; popularidade se perde e se ganha a toda hora, não se deve é perder de vista o horizonte a que se deseja chegar, dizia FHC. Não é justo dizer que um governo que baixou a taxa de juros (antes em dois dígitos) para 6,75%, que levou a inflação ao seu menor patamar da série histórica (2,95% em 2017) e que impulsionou a retomada da atividade econômica após a mais grave crise do Brasil republicano - com estimativa de que o PIB tenha crescido em 2017 - não tenha atendido às demandas da sociedade. O que de fato se perdeu nos últimos anos foi a expectativa de buscar em Fernando Henrique Cardoso uma análise sensata sobre o País.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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'A RECONSTRUÇÃO DO BRASIL'

O "Estadão" está dando uma oportunidade muito bem-vinda: assistir ao vídeo de FHC falando sobre a reconstrução do Brasil.

Ele demonstrou porque que a despeito de estar fora de qualquer disputa eleitoral, continua sendo o "Capo dei capi". Ele se destaca por acumular muito conhecimento e utilizá-lo em seus raciocínios. Quem, senão um sociólogo, para entender que a Rússia tem uma "cultura czarista" com Vladimir Putin (de quem falou algumas vezes para após rir do impacto que causaria no público que o ouvia e no outro, em metalinguagem) enquanto aqui a cultura é dividir o poder ou o que dele advém com família e/ou pessoas mais próximas? Quem, além dele, poderia fazer de Bolsonaro não um "perigo à Nação", mas uma piada, indagando se o pré-candidato tem algum "pensamento". Cita as obras que leu sem empáfia, ao contrário, respondendo que sua perenidade ao falar lhe é insta, que ele simplesmente não acha que se muda algo pelo grito. Merece destaque a fala final de Nelson Jobim, que antecedeu a FHC, que invocando Nelson Rodrigues afirmou que "no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje é que os idiotas perderam a modéstia". E a plateia surgiu com risadas à um sátiro, mencionando o outro. Valeu muito assistir ao vivo, mas da mesma forma valeria ver esta gente repleta de conteúdo pelo canal do "Estadão".

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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FHC E SUA COERÊNCIA...

Fernando Henrique Cardoso, do alto de sua sapiência, defende que: "Temos que combater o tráfico de drogas de maneira diferente, não apenas de forma repressiva", mas não explica qual seria este método brando e eficaz de tratar os narcotraficantes.  Da mesma forma, afirma com ênfase que: "governos que não são fortes apelam para militares", mas durante todo o processo de esboroamento da segurança no Rio de Janeiro,  ( e no Brasil)  não apresentou uma fórmula mágica aos políticos para conseguir conter a violência e o enfrentamento ousado da criminalidade contra a população.  Agora vem com suas críticas destrutivas, na medida em que elas não apresentam soluções, apenas rescendem a preconceito contra o uso das Forças Armadas (FA) num momento crítico pelo que passa o Brasil. Digo mais: há tempos que FHC vem defendendo a descriminalização do uso de drogas como método para diminuir o poder do traficante. E por que também não defende a descriminalização do uso de armas para que a população indefesa possa, finalmente, deixar de estar à mercê da impiedade dos bandidos?  Onde fica a coerência do raciocínio do sociólogo FHC? 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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TOMAR A BASTILHA BRASILEIRA

Excelente os aspectos abordados pelos ilustres convidados. Foi uma verdadeira aula de Direito Constitucional pelos três convidados e de raciocínio de estadista do ex-presidente FHC.  

Em determinado momento, o professor e ex-ministro sr. Eros Grau comentou que estando em Paris, após ter recepcionado em Brasília um alto representante da Corte de Justiça Francesa, esse mesmo representante, caminhando com o professor, pela Cidade Luz, comentou que ninguém o cumprimentava. O senhor sabe por quê? Porque aqui não somos atores! Após esse comentário, pensei comigo e compreendi que, ao contrário do que ocorreu na França, nós, o povo brasileiro, ainda não "tomamos a Bastilha". 

 

O "Fórum Estadão", continuando com a entrevista ao ex-presidente FHC, permitiu-me entender o contexto maior de ele conversar com Luciano Huck. E explicou dizendo que "candidato de mercado vai perder a eleição". Como ele disse, poderia ser qualquer outro, entendi.

 

Henrique Boneti hboneti@uol.com.br 

São Paulo 

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ESPERANÇA DE FUTURO

Cumprimentos ao "Grupo Estado" pela oportuna e bem-vinda iniciativa de promover neste importante ano de eleições a série de seis fóruns mensais com gestores públicos, líderes políticos e representantes da sociedade civil em torno de uma agenda para o futuro, sob o inspirador título: "A Reconstrução do Brasil", baseados nas reportagens de mesmo título, de autoria do jornalista José Fucs, publicadas entre 2016 e 2017. Com efeito, o País que foi atirado no fundo do poço pelos desgovernos "cleptolulopetistas", de lamentável memória, precisa ser reconstruído direito, o quanto antes, num hercúleo e árduo trabalho de "engenharia" para que suas partes sejam novamente ajuntadas num todo coerente, de forma a tornar possível seu merecido e possível crescimento e prosperidade.

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo

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EM CENA

O sr. FHC, príncipe dos punhos de renda, entende ser o oráculo do País, com percepção embotada de irmão siamês do "lulismo".

Como ele mesmo já disse, retire-se para o recato da vida privada e deixe de dar palpites descabidos. Bolsonaro nele.

Veraluz Zicarelli Cravo vzcravo@hotmail.com

São Paulo

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FRACOS X FORTES

FHC, prefiro um governo fraco a governos fortes como o seu e o de Lula e Dilma que nada fizeram pela segurança. Um voto de confiança à coragem de tentar algo diferente!

Manuel Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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'FÓRUM ESTADÃO'

Os debates a serem realizados pelo "Fórum Estadão", reunindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e FHC, é bastante importante para o País, porque, na realidade, a Nação, destruída que foi pelo "lulopetismo" e asseclas, deve adentrar em processo de reconstrução. Entretanto, esse processo deve ser direcionado, em primeiro lugar, para os eleitores e sua educação, porque o voto despolitizado e feito por absoluta conveniência financeira ou de benesses irá desmontar quaisquer plataformas construídas por doutrinadores ou filósofos. O Brasil assim se encontra pelas escolhas de seu eleitorado, cabendo, pois, a todos os cidadãos mais esclarecidos demonstrar sempre os males do populismo e os efeitos maléficos de uma política econômica sem equilíbrio e sem critérios de gastos públicos. De outro lado, para se reconstruir, é necessário acionar a educação, porque ela é a viga-mestra de todas as construções éticas e morais que se queira implementar no País. E é trabalho de muitos anos!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

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MENSAGEM AO EX-PRESIDENTE

Será que Vossa Senhoria quer se candidatar novamente dizendo em alto e bom som que este governo não é forte? Como ex-estadista, o senhor deveria neste momento de incertezas e terrorismo dar caminhos e não pedras, procurando auxiliar os nossos governantes. Esperamos também que Vossa Senhoria não dê apoio aos futuros candidatos, pois seu apoio cairá por terra com a derrota de quem apoiar. "Pense em nossa Pátria e chame um remédio mais solucionável".

Ricardo Guilherme ricardoguilherme88@gmail.com 

Monte Alegre do Sul

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E DO QUE MAIS?

Segundo declarações de Michel Temer, o Ministério da Segurança Pública terá como missão combater não só a criminalidade como também a corrupção. Só faltou encarregá-lo de resolver também o déficit nas contas públicas. Mas, se for para fazer isto, sua sigla e nome deverão ser mudados para Ministério do Sonho Impossível (MSI). Pode ser que não consiga resolver coisa alguma, mas, pelo menos, estaria fazendo uma carinhosa homenagem a Chico e a Bethânia. Mercadologicamente pega bem.  

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo 

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SEGURANÇA, A BALA DE PRATA DE TEMER

 

Depois do anúncio da intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, surgem as dúvidas e preocupações. As maiores estão no destino da Polícia Federal (PF). A instituição precisa continuar e até ampliar a sua independência e força operacional. Sua transferência para o Ministério da Segurança Pública não pode resultar em tutela ou exposição a injunções nesse momento em que muitos dos seus investigados - entre eles o presidente da República - fazem parte do mundo político. A PF só conseguirá prosseguir prestando bons serviços ao País se, respeitadas suas especificidades, puder gozar de independência operacional semelhante à do Ministério Público (MP). A única coisa que o governo pode (e deve) fazer é dotá-la de recursos para atender suas necessidades. No quadro faltam 678 delegados. É necessário admiti-los, assim como agentes e pessoal de apoio. Quanto ao novo ministério, o presidente deve escolher para ministro alguém afeito à área e acima de qualquer suspeita. Não deve incluí-lo na cota de barganhas políticas, pois, se o fizer, corre o risco de, como o povo diz, entregar o galinheiro para a raposa administrar. Além do Rio, precisa também ver a segurança publica das outras unidades da federação e, entre outras coisas, atuar na questão salarial dos policiais. Se conseguir, estará evitando sofrimento e mortes. Acertar a segurança pública pode ser a chamada bala de prata do atual governo. Vamos torcer para que não seja atirada na direção errada...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NOVO MINISTÉRIO

Faça-se o Ministério de Espera.  Enquanto o titular espera o ministério de seus interesses, já seria ministro.

Fausto Ferraz faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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'CLASSE MEDIA FINANCIA TRAFICO'

Li no "Estadão" (28/2, A14), sob o título acima: "Me impressiona o exemplo do Rio. Durante o dia clamam contra a violência, contra o crime, e à noite financiam esse mesmo crime através do consumo de drogas". Foi só Raul Jungmann dizer uma verdade para que pretenciosos e/ou pseudo-intelectuais das Universidades de Brasília e do Rio de Janeiro se arvorassem em fazer declarações de chulos contra o Ministro. Não quero fazer juízo de valor, mas pessoas das Universidades deveriam ter cuidado com as declarações que fazem.

 

 Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br 

São Paulo 

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A CULPA É SEMPRE DOS OUTROS 

O título de uma matéria no caderno "Metrópole" de ontem (28/2, A14) dizia: "Classe média financia tráfico, diz o ministro de Segurança", no seu discurso de posse como ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann o eterno mal humorado. A função da segurança, entre outras coisas, não seria também a de coibir o avanço desenfreado do tráfico que comanda e domina o País de norte a sul? O que temos presenciado nos últimos anos, além de um desinteresse e falta total de empenho  do governo para tal finalidade? Eu respondo, absolutamente nada. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, como também responsabilizar e culpar a classe média, né não ministro? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AÉCIO E ALCKMIN X LULA E DILMA

É incrível que o PSDB ainda não enxergou o óbvio, a chapa imbatível para a eleição presidencial: Aécio presidente e Alckmin vice! Os dois já concorreram, Aécio esteve muito mais perto de ganhar do que Alckmin, por isso deve ser o cabeça da chapa. As malas de dinheiro do crime organizado que a polícia apreendeu em poder da família de Aécio são águas passadas, ele confessou ter pedido e recebido dinheiro de Joesley Batista, mas foi perdoado por todos. O PSDB nunca se incomodou em manter Aécio no Senado e no partido. Seguindo o mesmo raciocínio, o PT deveria apresentar a chapa Lula presidente e Dilma vice. A chapa café com leite do PSDB tem tudo para ganhar da chapa pinga com jiló do PT. 

Mario Barilá mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo                    

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DESALMADOS

A sempre questionável importância dos nossos políticos está em xeque: remédios no lixo por licitação fraudulenta, postos sem vacinas, obras inacabadas, bairros abandonados, buracos, lixo acumulado, ausência de saneamento básico, ruas não asfaltadas, hospitais sucateados, folhas de pagamento em atraso e insegurança. Já dizia aquela interminável parlenda popular: "Cadê o 'dinheirinho' que estava aqui? O gato comeu. Cadê o gato? Foi para o mato. Cadê o mato? O fogo queimou. Cadê o fogo...".

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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AUXÍLIO-MORADIA

Dado ao conhecido déficit de moradias no País e para tornar brasileiros sem toga iguais a brasileiros togados, ou concursados, evitando o alongamento de discussões ridículas, bastaria que o Congresso aprovasse uma emenda constitucional de simples redação. "Parágrafo único: Fica a partir desta data, reconhecido o direito de todo brasileiro nato, ao recebimento de auxílio-moradia vitalício, sem nenhuma incidência de impostos de qualquer natureza sobre o mesmo, sendo revogadas todas as disposições em contrário". Será que a nossa nobre casta de togados e que tais, iria achar absurdo e tentar reverter no Supremo?

Joaquim Alves metaexport@hotmail.com

Santos 

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Presente de grego

Ainda bem que não são penduricalhos (réplica),os relógios do compositor. Será que a Odebrecht daria uma réplica?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo 

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HAJA IMPOSTO

Filhas solteiras de servidores públicos, mesmo maiores de 21 anos, com direito à pensão. Funcionários da extinta Rede Ferroviária Federal continuam recebendo salário e por aí vai. Políticos e servidores do Judiciário com auxílio-moradia, mesmo com imóveis próprios no local de trabalho, sendo que estes nem pagam imposto de renda sobre o penduricalho. Quanto mais se mexe, mais aparecem absurdos. Todo dia aparece um esqueleto que temos que carregar. Já estamos pagando metade do que ganhamos em impostos diretos e indiretos. Até quando vamos aguentar esse desvario?

Mario Rossi mario_rossi@uol.com.br

São Paulo 

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MÃOS

O provérbio popular "uma mão lava a outra" poderá nem sempre ser verdadeiro.  Torçamos para que o ministro Dias Toffoli, içado Suprema Corte por Luiz Inácio da Silva e que  no próximo mês de setembro tomará posse na Presidência da Casa, não mude o tal ditado para: "uma mão suja a outra".

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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ARMAS, DROGAS E POLÍTICA

A "Rede Globo" informou que o brasileiro radicado nos EUA, Frederik Barbieri, apontado como o "maior traficante de armas" foi preso.  Depois que a reforma previdenciária não deu certo (o governo contava com esse dinheiro para continuar nos roubando), o governo federal resolveu "atacar" a violência, decretando intervenção militar no Rio de Janeiro e prendendo o "maior traficante de armas". Mas será que a Polícia Federal e a Justiça descobriram o dono da droga encontrada em uma aeronave de propriedade da família Perrella? Ou apenas "deduziram" que Gustavo Perrella não tem nenhum envolvimento com o tráfico, pois o piloto pegou a aeronave sem o conhecimento da família? Uia, será assim tão fácil, um piloto usar alguma aeronave estacionada em algum aeroporto? Me engana que eu não gosto e estou de saco cheio de políticos, juízes e policiais corruptos e uma mídia que apenas gosta de ver sangue. 

Maria Carmen Del Bel Tunes  carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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JUSTIÇA?

Tomara Frederick Barbieri não seja deportado para o Brasil, pois o ministro do STF Gilmar Mendes por não encontrar o nome dele nas notas fiscais das armas pode usar a presunção de inocência para "condená-lo" à prescrição de qualquer pena.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SEGOVIA E O DITADO POPULAR

Segovia não disse a que veio. Indicado pelo mal, só veio confirmar aquele velho ditado: "de onde menos se espera é que não vem nada mesmo". Única atitude decente tomada pelo governo Temer.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro 

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IMPASSE ARTIFICIAL DOLOSO 

No Brasil faltam investimentos em saneamento, recuperação de bacias hidrográficas e reflorestamentos porque os recursos são absorvidos pelos que impedem a reforma da Previdência, em consequência também impedindo o crescimento do mercado interno e a absorção dos desempregados.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo 

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OPERAÇÃO CARTÃO VERMELHO

A Operação Cartão Vermelho que apura desvios na obra da Fonte Nova deveria continuar investigando outros estádios que foram feitos com dinheiro público e foram superfaturadas. Nessa operação deflagrada na segunda-feira, dia 26, o ex-governador da Bahia Jacques Wagner (PT), segundo investigação teria levado R$ 82 milhões de reais em propina e caixa dois.  No que difere do caso Geddel Vieira Lima se ambos trabalharam no governo do PT, ambos guardaram dinheiro e usaram suas mães para recebimento da propina? Um está preso o outro está solto. Os petistas fizeram muita festa quando viram o dinheiro no apartamento de Geddel, mas nenhuma palavra sobre o valor levado por Jacques Wagner. Seria bom o PT não comemorar, pois tem telhado de vidro. A única diferença é que alguns preservam seus bandidos de estimação.  As respostas todos conhecem, eles desmentem as acusações, mesmo com vídeos mostrando, fotos, gravações e delações. Contratam advogados a peso de ouro, para adiar os processos em andamento, pois apostam na impunidade. Enfim, está cada dia mais difícil colocar na cadeia os bandidos do dinheiro público, porque em sua grande maioria, todos estão envolvidos em maior ou menor grau. O cidadão pagador da conta quer não só os bandidos na cadeia como a devolução do que foi roubado, não importa o partido. O que importa e vai importar muito mais é conhecer a vida pregressa de todo cidadão que ocupará cargos no Legislativo, Executivo e Judiciário. Deve ser exigido um currículo idôneo e não a ficha corrida como é o caso de muitos. Será preciso uma faxina moral e ética. A foto do Brasil está horrível no mundo. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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CARREIRA METEÓRICA

Jaques Wagner, mais um petista investigado pela PF por recebimento de propina. De simples técnico em manutenção do polo petroquímico de Camaçari (BA) a governador e plano B do PT à Presidência do Brasil. Uma carreira meteórica, do anonimato ao estrelato durante os governos Lula - Dilma e, para não perder a hora, a PF apreendeu 15 relógios de luxo na residência do ex-sindicalista, num dos endereços mais valorizados de Salvador. Ser petista, durante governos do PT é ganhar na Mega-Sena acumulada.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PLANOS DO PT

Lula, plano A; Jaques Wagner plano B. A continuar assim, a "cumpanherada" corre o risco de aprender o abecedário!

Marco Antônio Garcia ma.garciarepres@gmail.com

Campinas

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PARABÉNS A VOCÊ

O PT está comemorando seu 38.º aniversário. A mim, que não sou petista e nem gosto desse partido, não me ocorre ideia melhor do que perguntar: O que fez o PT de bom para o Brasil até hoje? De ruim me lembro que se recusou a votar em Tancredo Neves para acabar com a ditadura militar, se recusou a votar a Constituição de 88, se recusou a colaborar com o governo transitório de Itamar Franco, combateu e votou contra o plano que criou o Real e pôs fim à hiperinflação, combateu e votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, combateu e votou contra o Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), combateu (como combate até hoje) a tentativa de reforma da Previdência, fechou os olhos ou participou da roubalheira que tomou conta do País a partir de 2003, estimulou ativamente a criação de partidos de aluguel para apoiar seus governos, apoiou (como ainda apoia) as ditaduras cubana e venezuelana. E muito mais coisas ruins fez, mas não cabem aqui.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com 

Ourinhos

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DIREITA X ESQUERDA!

Agora dá para entender porque a esquerda brasileira tem tanto ódio e medo da direita. É porque a direita quer que todos tenham oportunidades na vida e luta para que isso aconteça, proporcionando oportunidades de trabalho, incentivando o livre comércio e independência. Já a esquerda brasileira também quer tudo isso, mas só para eles. Por isso que quinze relógios de ouro como a coleção de Jacques Wagner ficam guardados a sete chaves, só para que na calada da noite ele possa olhá-los, adorá-los e dormir com eles, porque usá-los desmascararia seus desejos mais ocultos. Mas não se enganem. Quando alcançado o poder absoluto, não precisam mais fingir e vivem de acordo com tudo que a vida toda almejaram. Capitalismo para eles e igualdade para todos.  Rola pela internet um desenho que ilustra direitinho: do lado esquerdo só favelas, escrito "quem acredita na esquerda brasileira". Do lado direito só condomínios de alto luxo escrito "dirigentes da esquerda brasileira". Melhor definição não há.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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NEM COM REZA BRAVA

Pelo andar da carruagem, o "heptarréu" Lula, se meteu em mais uma falcatrua. Favoreceu seu "mano" com propinas mensais da Odebrecht e da Petrobrás durante muito tempo. Agora, é sabido que nem como reza brava do "mano" Padre Chico, as coisas se resolverão. Eita, família Lula da Silva problemática, sô! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DEMIURGO DE GARANHUNS

Assisti em alto e bom som o demiurgo de Garanhuns dizer que não respeitará as decisões da Justiça. Se não tivesse assistido, me recusaria a acreditar. Quem esse indivíduo pensa ser? O rei? Rei de quê? Só se for da bandidagem política. Acho isso, motivo suficiente para prendê-lo, por desafiar, desacatar e debochar da Justiça. Aliás, como ele mesmo se definiu como sendo uma jararaca, espécie de serpente peçonhenta e perigosa, sua cela será no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Penitenciária da Papuda em Brasília, ou no Instituto Butantã, em São Paulo? 

Antônio Molia molinaengenharia.santafe@gmail.com

Santa Fé do Sul

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LULA UM ASSOMBRO

"Quanto maior a mentira, maior é a chance de ela ser acreditada." "Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir." "Acredito hoje que estou agindo de acordo com o Criador Todo-Poderoso. Ao repelir os judeus estou lutando pelo trabalho do Senhor." Sabem de quem são estas frases? Não, não são do idolatrado Lula! Ao ler o excepcional editorial "Lula um assombro", no "Estadão" (26/2, A3) lembrei-me de um ser do passado que podemos igualar ao sr. Lula, ou seja: as frases acima são de Adolf Hitler, frases estas que se encaixam muito bem nos discursos do demiurgo de Garanhus.

Nelson Cepeda fazoka@me.com 

São Paulo

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SEM SAÍDA

O escrevente de cartório João Nicola Rizzi em depoimento ao juiz Sérgio Moro disse ter elaborado a minuta de venda dos imóveis que formam o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, de maneira a serem transferidas futuramente para "Lulla" da Silva e Dona Marisa Letícia. Esta documentação foi solicitada pelo amigo, compadre e advogado de "Lulla" da Silva, Roberto Teixeira, fato este que ocorreu em seu escritório. Portanto, uma declaração dessas é pior do que "batom na cueca" para condenar em outro processo o acusado demiurgo de Garanhuns "Lulla" da Silva, que novamente vai alegar gritando aos perdigotos que nunca soube de nada que é tudo invenção das elites dominantes e da imprensa conservadora!

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté  

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MADURO OU KIM JONG-UN!

Se o PT não conseguir emplacar Lula como candidato à Presidência, Nicolás Maduro pode se uma opção. Renuncia e ganha cidadania brasileira. Assim o PT realizaria o sonho de tornar o Brasil uma nova Venezuela! Se os passaportes não forem falsos, temos a chance de ter Kim Jong-un também! Duas opções para a esquerda brasileira: modelo Venezuela ou Coreia do Norte!

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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OS PETISTAS PERDERAM O RUMO

Os petistas defendem Maduro mesmo que até os animais dos zoológicos estejam morrendo de fome! Perderam o rumo, alguém precisa mostrar a porta de saída.  

Eugenio Jose Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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'PAÍS PODE LEVAR 260 ANOS PARA DOMINAR LEITURA'

Enquanto esta não for a manchete principal dos jornais, não vamos sair do buraco em que estamos.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo 

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ALÉM DO DESEMPREGO

Para sair da grande depressão de 1929, o presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt, priorizou, através do "New Deal", ações emergenciais para acabar rapidamente com o desemprego. Para tanto, planejou e executou grandes obras por todo o país para ocupar mão de obra de todo tipo. Foram construídas redes de navegação fluvial, estradas, ferrovias, pontes, portos, aeroportos, represas, escolas e hospitais. Ótimo exemplo de sucesso para o governo brasileiro.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NEGLIGENTE SAÚDE

Margareth Maria Araújo Mendes faleceu hoje em Belo Horizonte. Margareth tinha uma doença rara, cujo medicamento custava caríssimo. Recentemente, os pacientes com doença semelhante, conseguiram através de uma sentença judicial o direito a receber o remédio nos hospitais públicos. Devido à burocracia usual dos nossos governos, o remédio não chegou a tempo e ela morreu. Ninguém que vive num país civilizado pode acreditar nessa história absurda. Não é possível que em 2018 ainda aconteçam fatos desse tipo frequentemente nos hospitais públicos. Esse é um assunto muito sério para ser desconsiderado pelas autoridades da saúde pública.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CINISMO

Ao invés de nos preocuparmos em como acomodar e distribuir 40 mil venezuelanos, refugiados no Brasil, poderíamos ir à ONU cobrar uma atitude definitiva contra a ditadura de Maduro; uma solução final. Ah, lembrei! A ONU é de esquerda e faz vista grossa para ditaduras socialistas. E o governo brasileiro não tem coragem para nada. Aliás, nenhum nunca teve!

Sérgio Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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CUSTO BENEFÍCIO

A verdade às vezes nos faz bem, muito bem. Afinal só o artigo de Fernão Lara Mesquita ("A cidade murada e a cidade-selva", 27/2, A2) já compensa o valor do jornal. Quase que "um barato" no leitor contumaz. O povo agradece o rigor. Realmente, Jean Willys, você tem mais é que calar jornais que tenham artigos (sem mensagem ou mimimi) como este. O artigo faz mais para o povo, em termos de informação e cultura, do que muitos parlamentares por aí. O artigo, entre outras coisas, evoca poder de polícia para o povo. Eis o pavor de muitos colarinhos brancos e cândidos em ano de eleições. Salve o pensamento sem rabo preso de Fernão Lara Mesquita. Quanto aos políticos de rabo preso, eu só lamento.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

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EMBRAER

Revoltante a venda de nosso maior patrimônio para a Boeing. O orgulho que sentíamos ao ver um jato com o símbolo da Embraer na fuselagem agora se transforma em decepção! E o sr. Michel Temer ainda tem a desfaçatez de dizer que pediu que a Boeing ficasse com "apenas 51% da nova empresa". Sinto comandante Osires Silva, sinto Brigadeiro Montenegro, sinto por aqueles que deram sua vida para eriguer uma empresa considerada a terceira maior construtora de aeronaves do mundo. Sinto também presidente Temer, que gastou bilhões de nosso dinheiro para se livrar das acusações de corrupção ou pra aprovar a reforma da Previdência que não deu em nada e agora nos tira um patrimônio tecnológico raro. Se o sr. tivesse lido a obra de Osires Silva "Nas asas da Educação - Trajetória  da Embraer", talvez pensasse duas vezes antes de cometer este ato. Se o sr. tem a ilusão de sair do fundo do poço da popularidade, esqueça!

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo 

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INDIGNAÇÃO

Gustavo Franco: brilhante mente, brilhante artigo "Desconfiança Social" (25/2, B7). Sim, o Estado arrecadador, maior de todos os rentistas não percebe, não quer reconhecer que as empresas estão sugadas, exauridas, sem condições de pagar os tributos, taxas, impostos e outros! Ou a Receita acha que é bom ser devedor, "caloteiro" e outros adjetivos publicados na mesma edição citada pela repórter Idiana Tomazelli de Brasília, sob o título "Devedores do Refis voltam a dar calote"! Veneno puro. Ora, o contribuinte "criminoso" procura uma chance para se reabilitar. Faz um superesforço para juntar o suficiente para a entrada, contando que a seguir alguma venda vai surgir. Logo vê que não há recuperação nenhuma de vendas. Sem chance de honrar o compromisso. Paga o imposto erradamente por outro formulário de outro Estado, "que não é o certo" e se vê numa nova dívida em que não pode usar seu dinheiro pago erroneamente para quitar as multas. Rescinde o contrato com seus funcionários e para. No meu caso, empresa de alta tecnologia com atuação em vários estados do Brasil, China e Coreia do Sul. Para o contribuinte, a Fazenda "criminosa e extorsiva" só quer saber de fazer receita venha de onde vier. Mas não vem. Caso didático de empatia: "O contribuinte criminoso" se coloca no lugar da Receita Federal e a "Receita criminosa" se coloca no lugar do contribuinte. Da indignação já passei há muito tempo.

Ibrahim Cotait Neto autolex@uol.com.br

São Paulo

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TITE DESPREZA GANSO

O técnico Tite abriu o coração e o jogo para os repórteres Carlos Mansur e Márvio dos Anjos ("O Globo", 25/2). Tite passa confiança e entusiasmo. Tem consciência do árduo trabalho. Aconselhou-se com eternos craques, como Gerson e Rivelino. Tite sabe que a Copa do Mundo é uma guerra de seis jogos. Os fracos  ficam pelo  caminho. Lamento, apenas, que Tite revele que procura um jogador para exercer a função de ritmista, sem fazer nenhuma referência a Paulo Henrique Ganso. O pior: Mansur e Márvio perguntaram sobre as chances de Oscar, esquecendo-se de lembrar, também, o nome de Ganso. A meu ver, tremendo escárnio e insulto ao futebol técnico, vistoso e inteligente, outrora características da seleção penta campeã. Virtudes e qualidades que Ganso têm de sobra.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

São Paulo 

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OSSINHO

É inimaginável o tamanho do reboliço que anda fazendo na mídia esportiva, a fissura de um ossinho do dedinho do pé de um jogador de futebol. Incrível!

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

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DEDINHO DE AQUILES

Que País é esse que um jogador machuca seu dedinho e todo brasileiro fica abalado, enquanto que uma professora que salvou dezenas de crianças em um incêndio em uma escola, dando sua própria vida para salva-las, já ficou no esquecimento.  Realmente o Brasil não é um país sério! Uma terrível inversão total de valores!   

Francisco Cardia fra.cardia@hotmail.com

São Paulo 

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O CORINTHIANS RESSURGE DAS CINZAS?

O goleiro Jailson, para defender-se da burrada que fez, vem com essa de criticar o juiz que apitou atrasado o lance do pênalti, mas nem por isso deixou de ser legítimo. Ele tomou o cartão vermelho porque deu um pontapé no corintiano que começou na coxa e terminou no peito, uma agressão verdadeira. Melhor em casa ele ver o tape do jogo e replay do lance, para reconhecer que fez merda e pedir desculpas a sua torcida e ao juiz. Ele é um bom goleiro, mas anda se "achando" demais pelos elogios que tem recebido da mídia esportiva. Quanto ao jogo em si, o Rodriguinho vinha devendo há muito uma partida como essa contra o Palmeiras. Ainda falta Jadson pagar seus pecados pelas más atuações. Quero ver a cara do pessoal da Band, que cheio de "gracinhas" vaticinava uma vitória palmeirense! Quanto à ressureição corintiana, essa vitória significa nenhuma comparação com a campanha passada. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

São Paulo 

 

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