Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

04 Março 2018 | 03h00

EDUCAÇÃO

Como será o amanhã?

Muito se tem falado da penúria das escolas brasileiras, das acentuadas lacunas do saber ali ministrado e, consequentemente, da necessidade de uma efetiva mobilização na busca de um salto qualitativo do ensino no País. É, sem dúvida, um grave problema, a ser enfrentado com seriedade pelos governantes, pelas escolas públicas e privadas de todos os níveis, o que deveria ser incentivado por toda a sociedade. Sem essa atitude, buscando elevar o nível de conhecimento de crianças e jovens para torná-los capazes de desenvolver as aptidões que deles serão cobradas neste século, já denominado pós-digital, o Brasil não sairá da classificação negativa em que se colocou nestes últimos anos, e que terá continuidade se as universidades derem prioridade a cursos sem nenhuma relevância, em detrimento do que é essencial. O tempo, contudo, não espera. As escolas precisam ser ágeis e implementar projetos que incentivem os alunos a estudar com afinco, a se interessar por leitura e conhecimento científico, e disso se orgulhar. Assim pensam e agem os estudantes dos países mais evoluídos. E os nossos, como serão amanhã?

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

PREVIDÊNCIA

‘Timing’ perdido

Embora a reforma da Previdência Social seja fundamental para o avanço econômico do País, é desalentador constatar a dificuldade que foi convencer parlamentares a se engajarem nessa causa, que faria o Brasil dar um salto qualitativo dos pontos de vista político e econômico. Com certeza, o País seria visto com outros olhos. Mas a resistência foi visceral, como se direitos fossem retirados dos trabalhadores, em vez de garantir sua aposentadoria no futuro. E não foi por falta de explicações, de publicidade mostrando as vantagens que adviriam da reforma. Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fez corpo mole. E o que dizer, então, do PSDB, que se negou a apoiar algo que já foi uma de suas bandeiras? E das fake news divulgadas maldosamente pelos que temem perder privilégios inconcebíveis ou pelos que desejam o quanto pior, melhor? O presidente Michel Temer fez o que pôde. Quando se deram conta de que seria muito mais grave a reforma não passar na Câmara, Temer e seus aliados já haviam desistido. Perceberam que o timing fora perdido, infelizmente, sobretudo graças às flechadas do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e à resistência intransponível do Judiciário e de servidores públicos de modo geral. Afinal, nem tudo é possível para um presidente realizar. Não se nada contra a correnteza e tudo tem seu tempo. Quem sabe o próximo presidente, eleito pelo povo, consiga avançar nesse pantanoso terreno. Mas de uma coisa Temer poderá orgulhar-se: apesar de tanta impopularidade e incompreensão, fez reformas importantes e tirou o Brasil da maior crise de sua História, deixada por essa irresponsável esquerda autoritária que só pensa em se dar bem, fazendo contra o povo tudo o que jura que são os outros que fazem, e por uma extrema direita incapaz de entender o alcance dessa reforma. 

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

PENDURICALHOS

Argumentação enviesada

Seis por meia dúzia - foi exatamente essa expressão, título do editorial de 2/3 (A3), que me passou pela cabeça ao ler, estarrecido, a enviesada argumentação do sr. Ives Gandra Martins Filho em defesa dos interesses corporativos da magistratura. Ora, por quem sois! Não é que associações de classe da magistratura, outrora antagonistas do ministro, agora o apoiam? Um por todos, todos por um, fazendo pouco da inteligência dos cidadãos comuns, aqueles que, quando não estão contentes com seu salário, são instados a buscar outro emprego. Não seria, então, o caso de a “privilegiatura” do serviço público fazer o mesmo? A sociedade não aceita mais o empoeirado e duvidoso conceito de “direito adquirido”. Queremos tratamento igualitário para todos, em todas as áreas, tributária, jurídica, previdenciária.

LUIZ LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

Perfeito o editorial Seis por meia dúzia. Por delicadeza, creio, não se disse que os insatisfeitos com o salário deixem o cargo e militem privadamente. Imagino que os olhos crescem quando se veem grandes remunerações de escritórios famosos. Compreensível, mas lamentável.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo 

Reforma do Judiciário

A ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou recentemente que o Judiciário é “ineficiente” e tem um “grande débito” com a sociedade. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, as despesas totais desse Poder, em 2015, se elevaram a R$ 79,2 bilhões, equivalentes a 1,3% do nosso PIB. Estudo publicado pela UFRGS mostra que nos EUA, na Inglaterra, na Espanha e na Argentina esses gastos correspondem a tão somente 0,1% do seu PIB. Tais fatos nos levam a considerar que o grande débito da Justiça para com o povo brasileiro só será quitado por meio de uma ampla e urgente reforma do Poder Judiciário, que se espera que o Congresso Nacional tome a iniciativa de propor.

WAUTERLÔ TEIXEIRA PONTES

wauterlo.pontes@infolink.com.br

Rio de Janeiro

LEI DA FICHA LIMPA

Não é bem assim

Em sessão realizada na quinta-feira, o STF manteve a decisão que considerou válida a aplicação da Lei da Ficha Limpa para políticos condenados antes de 2010 e rejeitou a proposta de modulação dos efeitos apresentada pelo ministro Ricardo Lewandowski para, segundo ele, evitar que a lei alcançasse “o mandato de 24 prefeitos, 1,5 milhão de votos, um número incontável de vereadores e deputados estaduais”, o que implicaria “fazer eleições suplementares em momento de crise, em que o orçamento da Justiça Eleitoral como um todo está reduzido”. Muitos festejariam Lewandowski como exemplo de agente público preocupado com a saúde do erário. Mas não é bem assim. O mesmo Lewandowski, acredite quem quiser, na véspera do encerramento do ano judiciário de 2017 abandonou a licença médica que o mantinha afastado do serviço para conceder liminar suspendendo a Medida Provisória 805/2017, que adiava o reajuste dos servidores públicos federais e aumentava a contribuição social, o que propiciaria uma economia anual de cerca de R$ 7 bilhões aos cofres do governo. Ou seja, para Lewandowski, barrar ficha-suja custa caro, mas aumentar salário de servidor público ao custo de alguns bilhões, nem tanto. Afinal, quem paga a conta é a população brasileira. E esta não tem voz para reclamar.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

EFEITO CONTRÁRIO 

Sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro, a "grande eficiência" dos militares é chamar a atenção da mídia para que a imagem de segurança e a sensação de que algo está sendo feito chegue à população. Algo para mudar o estado de medo e perigo a qual a imagem do Rio de Janeiro está associada. Algo para mudar a situação da segurança pública no Estado. Para que houvesse uma real mudança deste cenário de terror a qual os moradores são submetidos, seria necessária uma mudança estrutural gigante, incluindo os investimentos e prioridades do governo. Seriam necessários investimentos na educação e na saúde, que são os pilares para qualquer melhoria desejada, e também a abertura de mais portas para aqueles que vêm de uma periferia abandonada e esquecida. Mas mudanças eficazes são caras. Mudanças eficazes levam tempo, não têm resultados imediatos. Mudanças eficazes não são feitas, portanto, aqui. O problema de segurança pública do Rio não será resolvido colocando homens armados, com ar de autoridade perto da população. Só reafirma a ideia de que a única saída para qualquer situação é a violência. Não passa segurança, só aumenta o medo. 

Júlia Cardoso Rezende juliacardoso02@gmail.com 

Guarulhos 

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MOTOR CARIOCA

A presença de militares, não necessariamente conforta os cidadãos do Rio de Janeiro. O que parecia ser uma medida eficaz contra a criminalidade acabou por se tornar um abuso denunciado pela população. Policiais militares afirmaram que a presença é apenas midiática. Mas não só as palavras da polícia que me fizeram questionar o objetivo desta intervenção, que no momento alavanca a imagem de nosso malfadado presidente, pois cidades com piores taxas de criminalidade, não tem sua segurança debatida. Já no âmbito municipal, o prefeito Marcelo Crivella afirma que há números comprovantes do trabalho da prefeitura, contudo, preconceito e perseguição são motores para irregularidades constitucionais. Cidadãos historicamente menos favorecidos têm sido impedidos de ir e vir. Obrigados a tirar fotos com seus documentos. Em contrapartida, sei que venho de uma classe privilegiada e que passaria batido neste tipo de fiscalização. Sei que há muito a ser feito para combater o tráfico, mas a forma opressiva e ineficiente que tem sido imposta não é o caminho. Tenho certeza que se tivéssemos, em momentos passados, uma movimentação tão grande para outros setores como saúde ou educação não estaríamos hoje intervindo radicalmente na segurança.

Yoshida Moraes yoshidamoraes@gmail.com

Guarulhos

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PARA ONDE VAI?

Por favor, eu acho que toda a população quer saber a destinação das drogas e armas apreendidas pelas polícias. Publiquem nas televisões.

Ariovaldo Ribeiro

Vinhedo

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INTERVENÇÃO FEDERAL

Quanto à calamidade pública referente à violência que domina, não só o Rio de Janeiro, mas todo o Brasil, uma das preocupações do governo é a de que escorraçados do Rio de Janeiro, a bandidagem se evadisse para outros Estados com acolhimento das já existentes. Ignoraram o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, mais organizado e tão bem armado como as milícias do Rio. Como se vê, a última que morre a esperança, já celebrou a missa de sétimo dia. A escalada da violência no País se deve em grande parte no obsoleto Código Penal, acrescido de um generoso espírito samaritano. Um ex-deputado mata duas pessoas num acidente em que dirigia embriagado. Foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão, mas poderá recorrer em liberdade. Seus advogados vão alegar que sendo o carro a álcool, este é que estava embriagado. A Justiça e o Código Penal de braços dados com a impunidade.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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REGRA

O poder público tem o dever de manter a ordem e a cultura da paz em qualquer lugar, mas antes de jogar soldados do exército nas comunidades de altos índices de criminalidade, deve também, intervir com mais saúde, mais educação, mais infraestrutura, cultura e lazer a estas comunidades de periferia e moradias, onde prolifera igualmente a violência, a falta de dignidade de moradia e bem estar social. Ação social também é sinônimo de respeito e cidadania às pessoas de menor, ou quase nenhum poder aquisitivo e econômico, que mesmo morando próximo a bairros luxuosos e pontos turísticos da cidade do Rio, sofrem com falta de ação social do poder público, como se morassem num sertão de estado máximo de miserabilidade, em que a desigualdade social impera neste país onde a roubalheira política e a corrupção são também males que atingem os mais pobres. É preciso também intervir na polícia, que mais pratica corrupção do que protege o cidadão, e isto não é "privilégio" da cidade do Rio de Janeiro, é espécie de regra do crime e da corrupção em todos Estados da Federação!

Célio Borba borba.celio@bol.com.br 

Curitiba

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ASCENSÃO

Raul Jungmann está falando grosso e ganhando os holofotes em notória ascensão política. Estará surgindo uma liderança supostamente íntegra no cenário de terra arrasada? Ou será mais do mesmo?

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 

Pirassununga 

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UM MINISTÉRIO SEM SENTIDO

Tem sentido sim, é para Michel Temer nomear mais um vagabundo como ministro.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo 

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CRIATIVIDADE DISPENDIOSA

Se não de certo o Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Michel Temer ainda pode até dezembro criar o Ministério contra a Violência. Até quando?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A FALA DO GENERAL

Então o Planalto viu tom autoritário na fala do general Braga Netto, quando da sua primeira entrevista coletiva à Nação? Afinal, ele não foi nomeado interventor para por ordem no caos em que se encontra a cidade do Rio de Janeiro? Não podemos nos esquecer de que a sua missão é, de fato, muito difícil, pois tem que intervir ao mesmo tempo no saneamento, na polícia local e no duro enfrentamento dos perigosos e fortemente armados bandidos entrincheirados em suas "comunidades". É preciso, pois, agir com determinação.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo 

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LEI AMBIENTAL

A alteração do Código Florestal de 1965 em 2012 é exemplo de procedimento no Congresso que a cidadania urbanizada não conhece por falta de informação, de interesse e omissão. Primeira pergunta: por que a lei foi mudada? Segunda pergunta: quem foi beneficiado pela mudança da lei? A resposta à segunda pergunta induz uma explicação da primeira. Foi anistiado "quem desmatou ilegalmente até 22/7/2008 (...)". Quer dizer que as grilagens foram legalizadas! E mais, terceira pergunta: o que foi e é "desmatamento legal"? Desmatamento em floresta de quem? Da Nação? Quarta pergunta: discutiu-se apropriação - quer dizer enriquecimento - indevida? Resposta: Não. A reverberação teria sido muita. A cidadania não percebeu que estava sendo roubada. Mesmo assim a lei foi considerada conforme com a Constituição! É possível entender?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PENDURICALHOS

O desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, é a favor do pagamento de penduricalhos a juízes, tanto é que recebe auxílio-moradia, mesmo possuindo imóvel próprio em São Paulo, cidade onde exerce a honrosa presidência daquela alta Corte. No holerite do ilustre magistrado está faltando a inclusão do item "auxílio-suspensório", tendo em vista a necessidade da preservação do posicionamento estável adequado ao objeto homônimo do seu ilustre sobrenome.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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SEM TETO

Auxílio-moradia no Brasil não é para sem teto, é para quem tem e pode ter vários tetos, "os miseráveis de caráter"!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ABSOLUTO E CERTO

A perfeita harmonia, paz e consenso que rege o Supremo Tribunal Federal (STF) em assuntos que envolve o ministro Gilmar Mendes com qualquer um de seus pares na corte e algo de surreal. Pois tal comportamento podemos definir por inúmeros adjetivos, menos como: "entendimento", "concordância", "passividade", "tranquilidade", etc., para chegar a uma conclusão. Gilmar Mendes se considera absoluto, tanto que para ele a Bíblia está errada, pois ele é o único que está sempre certo, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A CANTIGA DE SEMPRE, MENTIR

No passado, algumas pessoas queriam implantar o comunismo no Brasil, perderam, e dizem que lutaram contra a ditadura, e o pior é que a mídia divulgou e o povo acreditou. No presente, a história se repete, roubaram o País, e ao serem condenados, alegam que houve complô das elites para prendê-los, que nunca roubaram, que são os mais honestos deste país, e o pior é que a mídia divulga e o povo acredita. Assim é escrita a história do Brasil com mentiras, e o povo acreditou e acredita.

Alpoim S. Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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PROMESSA DE LULA

Será que Lula vai cumprir a promessa? Em 14 de setembro de 2016 afirmou "provem e irei a pé para ser preso". Seus hábeis e caros advogados não conseguiram livra-lo da condenação em duas instâncias. Deu sorte. De São Bernardo do Campo a Curitiba não é tão longe assim e o sol não está tão abrasador.       

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

São Paulo 

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DESEMPREGO

Lula vem a público reclamar que os seus filhos não conseguem arrumar emprego! Isso prova sua total falta de senso. Será que ele tem ideia de quantos filhos estão desempregados hoje em dia em razão de seu péssimo governo. Só Deus sabe quando poderemos recuperar a mesma situação em que ele encontrou o País.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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PAUSA NA RECUPERAÇÃO DO EMPREGO

A pausa se deve porque os empresários e investidores querem constatar melhor a credibilidade do governo e o pleno vigor, sem obstáculos, da reforma trabalhista, de novembro de 2017. A pausa pode demorar!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

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BRASIL CRESCENDO GRAÇAS AO 'GOLPE'

Mesmo que o PIB no Brasil tenha crescido 1,0% em 2017, com prognósticos para este ano de 3% de crescimento, para recuperarmos os níveis de antes da pior recessão que o País já enfrentou ainda serão precisos quatro anos de crescimentos constantes. Será que nos cursos sobre "o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil", que as UnB, Unicamp, UFBA, UEPB pretendem ministrar, ensinarão também noções de economia usada pela ex-presidente gerente e incompetente "Dillma"? Provavelmente os milhões de desempregados não devem estar no foque dessas instituições, que por sinal, são financiadas pelos brasileiros que foram às ruas pedindo o impeachment, que para os ideólogos é "golpe". Por essas e outras que nossas universidades públicas brasileiras precisam já de uma mudança total e irrestrita, porque em sã consciência qual utilidade terão no futuro os frequentadores desse curso?    

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A LUCRATIVA VIDA DOS CANDIDATOS

Deve ser muito lucrativa a vida de um candidato à Presidência da República. É preciso muito dinheiro para justificar a peregrinação de candidatos que abandonam ótimos cargos e empregos bem remunerados para se lançarem na aventura eleitoral.  Ao contrário do que se imagina o povo não escolhe o presidente da República, quem escolhe são os partidos políticos. Os partidos políticos receberão bilhões de reais a fundo perdido para fazer propaganda de seus paus mandados, o povo terá a ilusão que está escolhendo o novo presidente, quando na realidade ele já foi escolhido pelos partidos. O Brasil precisa se livrar de todo seu sistema político eleitoral, custa uma fortuna e só serve para perpetuar os esquemas de desvio de dinheiro público.

Mário Barilá mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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FAXINA GERAL

Deputados se movimentam para trocar de partido. Ganha quem oferecer mais, o passe que deveria ser como o de jogador de futebol, pelo mérito tem a finalidade de aumentar a bancada e assim conseguir votar os projetos que interessam ao partido. Isso é o que eles têm a nos oferecer? Sabemos que nenhum partido detém o troféu da moral e dos bons costumes.  São venais, interesseiros, trapaceiros e verdadeiras raposas de olho no dinheiro sugado do contribuinte. Não vamos nos deixar enganar. Vamos prestar muita atenção em cada cidadão e nossa primeira lição de casa deve ser investigar o passado do sujeito, é ficha suja? Então está fora, pois, esperar a Justiça julgar esses cidadãos, o crime prescreve e eles ficam impunes. Se o Congresso está um lixo, a culpa é do eleitor que mandou o lixo para lá. Outubro vem aí, vamos fazer a faxina geral. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo 

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O CANDIDATO IDEAL

Bomba! Bomba! Aleluia! Aleluia! Estamos salvos. Surge finalmente o candidato ideal para a Presidência da República. Portador de passaporte brasileiro e "nascido" em São Paulo, Kim Jong-Un é a solução para todos os nossos problemas. Aleluia!

Renato Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA ÀS AVESSAS

O País vive uma democracia às avessas por causa do presidencialismo de coalizão. A eleição para presidente monopoliza a atenção e, por ser simultânea, atrapalha as 27 eleições para governador. Cada Estado não pensa sua relação com os municípios e o que é melhor em termos de saúde, educação, transporte e segurança. Por um lado, a centralização no Executivo federal é um traço marcante que influencia a forma como os partidos fazem intervenção para definir candidatos nos Estados. Por outro lado, o Legislativo representa os interesses do Executivo na agenda política e na pauta de votação. Não se sabe se haverá maioria de esquerda ou de direita mesmo depois de eleito o parlamento, pois o futuro 2.º turno da eleição presidencial definirá o resultado passado do Congresso Nacional, quando o ganhador inicia a formação da base aliada do governo ao negociar cargos, verbas e ministérios.

Luiz Roberto da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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GERAÇÃO DE IRRESPONSÁVEIS

Nascidos a partir da metade da década de oitenta, mal formados e mal informados, tornaram-se presa fácil das ideologias falidas de esquerda. Vitimas de propaganda tendenciosa veiculada nos meios de comunicação, adotaram uma imagem completamente deturpada dos militares do nosso País a ponto de torcer contra o sucesso da operação intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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DUAS FACES DA MESMA MOEDA

A página A8 da edição de 1/3 do "Estado" mostra duas matérias que, juntas, comporiam uma peça de Teatro do Absurdo ou de comédia, nesse caso, de mau gosto. A superior trata da formalização da ida para a reserva do general Antonio Mourão, aquele que por diversas vezes manifestou-se favoravelmente à intervenção militar no País em nome da moral e por desacreditar da classe política. O general declarou apoio a ninguém menos que Jair Bolsonaro! Paradoxo mais estapafúrdio impossível! A reportagem seguinte é sobre um professor da UnB que, por absoluta falta do que fazer e pensar resolveu criar a debochada, provocativa, insolente e, acima de tudo, mentirosa disciplina "O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil". Por questão de justeza deveria também criar no mínimo duas outras: "Lulopetismo: como o populismo demagógico e irresponsável pode conduzir um país à pior recessão de sua história " e "Projeto de perpetuação de poder através da corrupção sistêmica". As duas matérias do "Estado" mostram duas faces extremistas da mesma moeda, cujos protagonistas nunca tiveram, não têm e jamais terão respeito pela democracia e pelos valores republicanos. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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No topo da lista

O Brasil já estava classificado como um dos países mais corrupto do mundo isso só com a utilização dos Caixas 1 e 2, agora que a Polícia Federal descobriu que nossos políticos passaram a utilizar a Caixa 3, provavelmente passaremos a ser o País primeiro da lista no quesito corrupção.

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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260 ANOS PARA DOMINAR A LEITURA

Segundo o Banco Mundial vamos de mal a pior na Pátria educadora. 260 anos para leitura e 75 anos para a matemática até nos igualarmos às nações mais desenvolvidas.  Se o País não criar juízo, muito antes disso terá sido engolido econômica e politicamente por aquelas nações que levam a educação a sério.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 

Atibaia

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CACOETES

Tenho acompanhado com interesse a polêmica entre prefeitura e paulistanos sobre a questão do autódromo de Interlagos. Um local que frequentei desde criança, acompanhando meu pai nas corridas de Mil Milhas. Local carregado de nostalgia. Surpreendeu-me na discussão a retorica empregada pelo secretário da prefeitura. Segundo suas palavras: a venda vai "gerar receita para salvar áreas essenciais". Quanto estimam receber pela área a ser vendida? Se for suficiente para salvar: saúde, habitação, segurança e assistência social, o valor deverá ser estratosférico! Retórica populista e inverossímil. Incrível também que uma geração de políticos que deveriam ser ou pelo menos se mostrar inovadores, utilizem o mesmo jargão da execrada velha guarda. Decepcionante.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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INTERLAGOS

Como se sabe, o Autódromo de Interlagos, apesar de seu elogiado e desafiador traçado - um dos mais belos do mundo - é apontado desde sempre pelos dirigentes, chefes de equipe e pilotos da Fórmula 1 como um dos mais precários e inseguros do circuito internacional de velocidade, pela deficiente infraestrutura, condições do asfalto, acomodações das escuderias dos jornalistas e, sobretudo, pela insegurança de seu entorno repleto de favelas. Diante deste quadro, cabe cumprimentar e incentivar a decisão da Prefeitura de São Paulo de transformar Interlagos num "novo bairro", com melhoramentos urbanos de toda ordem, preservando intacto o famoso circuito, berço de campeões mundiais como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. De nada adianta gastar altas somas de dinheiro público para a manutenção do autódromo, como se fosse uma ilha da fantasia, desprezando por completo todo seu entorno de baixa renda, repleto de problemas, entre os quais os constantes assaltos praticados à mão armada durante os dias de Fórmula 1 contra o público e membros das as equipes, entre os quais alguns pilotos. A gestão Doria merece o pódio e champanhe por sua oportuna, necessária e inteligente iniciativa.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO DE INTERLAGOS

O sr. Wilson Poit, secretário de Desestatização e Parcerias, afirma que a privatização de Interlagos visa gerar receita para os cofres públicos, "para salvar áreas essenciais, como por exemplo, saúde, educação, habitação, segurança...". Até aí tudo bem, dá a gente entender a necessidade. Mas quando diz "vislumbramos um futuro muito mais democrático para a área" não dá para concordar. Quer dizer que liberar boa parte do espaço para empreiteiras construírem é um uso democrático? Esses apartamentos e o centro comercial ali construídos por acaso serão da população? Seria um "futuro mais democrático" construir sobre uma das poucas áreas verdes disponíveis em São Paulo? Por que não deixar essa área intocada? O projeto da prefeitura prevê que em uma pequena parte da área seja construído um parque. Por que não um parque em toda a área? Um parque cuja utilização poderia ser feita em harmonia com a utilização da pista. Essa sim seria a verdadeira privatização. O que "vislumbramos" nesse projeto da prefeitura é uma imensa quantidade de dinheiro girando na mão de alguns privilegiados, em detrimento do interesse público.

Marco Fabio Inglese marco.inglese@homail.com

São Paulo 

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FUTURO DE NEYMAR?

Acredito que o brasileiro pós "lulopetismo" está acordando do pesadelo do desgoverno diabólico. Afinal em ano de Copa e eleições, as questões que nos preocupam já não são se o milionário Neymar estará na Copa ou não, afinal o que adianta o herói na Copa se a barriga dos brasileiros desempregados está vazia. Os temas nas rodas de bares são outros: emprego, desalento, reformas, segurança, saúde, etc.. Pouco importa a recuperação do atleta, o que importa hoje, pós-desgoverno é a recuperação do País, que ainda sofre com o descaso, retrocesso e pitadas de populismo. Basta de ilusões que não dá camisa. Precisamos nos preocupar com o nosso voto. Qual candidato será o mais engajado com propostas e reformas. Em ano de Copa e eleições o que realmente nos toca é o futuro do País e não o de Neymar, que tem a vida ganha, agora o povo brasileiro já nem tanto.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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