Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

07 Março 2018 | 03h00

CONSTITUIÇÃO VIOLADA

Inquérito contra Temer

Concordo plenamente com o editorial Constituição amputada (6/3, A3). Já não bastassem as denúncias infundadas do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que prejudicaram a reforma da Previdência, vem agora sua sucessora, a dra. Rachel Dodge, requerer ao STF, aceita pelo ministro Edson Fachin, a inclusão do presidente Michel Temer em inquérito para investigar atos anteriores ao mandato, apesar de ter imunidade penal, violando o artigo 86, § 4.º, da Constituição da República. Essas instituições deveriam ter em mente que tal violação constitucional vai trazer grandes prejuízos ao País, comprometendo o desempenho de um governo marcado por realizações, que vêm pondo o Brasil no caminho da recuperação.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Na fogueira

Investigar agora o chefe da Nação só faz sentido mesmo se for para queimá-lo politicamente. Um disparate, eu diria. Quanto à Constituição, bom, que ela se dane, ou se rasgue...

LEANDRO FERREIRA

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

Quebra de sigilo

A quebra do sigilo bancário de Michel Temer, autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, só poderia ser feita se houvesse indícios contra o presidente durante o exercício do mandato, como prevê a Constituição no artigo 86, § 4º. Tanto não há provas que a Polícia Federal pediu - e levou - mais 60 dias para continuar investigando o mandatário, a ver se acha alguma coisa. Ao que parece, a obstinação de Janot de derrubar o presidente da República continua em pleno curso, apenas mudou de mãos. Tivesse a militância de Janot prevalecido quando chefiava a PGR, hoje provavelmente Joesley Batista teria sido promovido a embaixador da Lava Jato em Nova York.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Busca de provas

É uma estupidez jacobina. Claro que Michel Temer deve ser investigado, mas esses Robespierres de opereta poderiam aguardar mais dez meses. A alegação de que provas poderiam ser destruídas é uma total aberração. Se houve documentos comprometedores, transações suspeitas, etc., as provas já sumiram e não será durante estes meses restantes do mandato presidencial que poderão ser manipuladas. Não tenho simpatia pelo sr. Temer, mas respeito o presidente da República, que, na minha despretensiosa opinião, deveria poder trabalhar sem essa manobra, que em nada contribuirá para a continuação tranquila do governo. Encerrado o mandato, encerrada a blindagem. Simples.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Deixem o homem trabalhar

Todos sabemos que Temer, alguns de seus ministros e assessores estão envolvidos em atividades escusas e, sem dúvida, todos responderão judicialmente, em especial a partir de janeiro de 2019. No momento, deixemos de dar flechadas e cacetadas no presidente e que ele até 31 de dezembro possa governar o País e continuar produzindo ações benfazejas, tirando-nos do lodaçal em que o PT nos jogou.

JOSÉ CARLOS M. ALVARENGA

cap.alvarenga@hotmail.com

Peruíbe

Republiqueta de bananas

O sr. Temer pode até não ser modelo de lisura, mas tenta fazer o necessário, a meu ver. Oposição tacanha (contra os interesses da Nação), temor de perder privilégios absurdos, egoísmo eleitoral, etc., nos remetem à concepção de republiqueta de bananas. Num mundo dinâmico, avançamos como lesmas, ficando atrás em setores cruciais, especialmente na educação, e a evolução não vem. O enfoque na divulgação da indispensável reforma previdenciária falhou ao não apontar que com ela se poderia investir muito mais em setores que nos envergonham.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Já que estamos mexendo com altas figuras da República e que os ministros do Supremo querem legislar mais que o Congresso Nacional, ora quebrando conceitos, mudando regras, soltando bandidos ou fatiando decisões, que tal quebrar o sigilo bancário de todos os que ocupam cargos federais, estaduais e municipais - incluindo os ministros do STF? Por que não? Não seria o correto? Afinal, é o nosso dinheiro que está em jogo. E é o nosso dinheiro que eles manipulam.

JOSE PEDRO VILARDI

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

STF, mostre a sua cara

Com a negativa de concessão de habeas corpus pela 5.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - aliás, nova decisão unânime, 5 x 0, contra o ex-presidente -, o STF passou a ser a tábua de salvação de Lula. Seguramente, a defesa do mais honesto impetrará novo habeas corpus naquela Corte para evitar a sua prisão tão logo sejam julgados os embargos de declaração, em tramitação no TRF-4, de Porto Alegre. Até agora o ex perdeu todos os recursos que impetrou. A crer que o Brasil ainda seja um país sério, a lógica seria esperar que o STF ratifique as decisões tomadas nas demais instâncias, tratando Lula como a pessoa comum que é, sem privilégios nem pesos e medidas antirrepublicanos. Chegou a hora de o STF mostrar a sua cara.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Derrota implacável

Lula teve sempre a persistência do sertanejo, tão aclamado por Euclides da Cunha em Os Sertões. Mas após tantas condenações mais parece que ele confunde ser persistente com ser turrão. Seu desgaste pessoal se espalha pelo País, despertando nas pessoas não admiração, mas um deplorável sentimento de comiseração e aturdimento ante mais uma derrota implacável.

REGINA ULHÔA CINTRA

reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

Capivara

Lula da Silva está cada vez mais perto da cadeia. Uma coisa é certa: permanecerá em cela comum, junto com outros detentos. Seus advogados já podem ir providenciando o atestado de antecedentes. Onde Lula será trancafiado, em Curitiba, Brasília, São Paulo...? 

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Ele disse que, se fosse condenado, iria a pé para Curitiba. 

MOISÉS GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

LULA

Ao acompanhar pela televisão a sustentação oral de Sepúlveda Pertence em defesa da concessão de habeas corpus preventivo de Lula no julgamento no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), fiquei chocado em ver a que ponto um ser considerado humano pode moralmente se rebaixar diante da sociedade. Único sentimento que me veio à mente foi o de pena deste indivíduo que eu julgava ser exemplo de probidade enquanto exercia a Presidência da Suprema Corte. Para Pertence vale o ditado: “a necessidade não tem lei”.  Lamentável.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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HABEAS CORPUS

Lula acabou. É carta fora do baralho. Fim da linha. Lutar por direitos é do jogo democrático. Insistir em lorotas e ameaças, se julgando acima da lei, se passando por cidadão imaculado é irritante, patético e melancólico. Lula é apenas um retrato amarelado na parede, lembrando Drummond. Plano B para o PT é outra conversa fiada. Não cola mais. Foi-se o tempo em que Lula elegia postes. Hora de Lula fazer as malas para outra viagem.

Vicente Limongi Netto limoginetto@hotmail.com

Brasília

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AUMENTO NA CONTA DE ÁGUA

O caderno Metrópole do “Estadão” (3/3, A15) traz a seguinte manchete: “Água terá reajuste se houver queda brusca de consumo”. Lendo a notícia na página A17 o leitor vai tomar conhecimento de que uma tal de “Arsesp” se arvora o “direito” de aumentar o preço da água fornecida à população “quando houver redução expressiva da demanda”. A desfaçatez dos burocratas que atuam no serviço público não tem limites. Quer dizer então que uma empresa pública, que detêm o monopólio no fornecimento de um bem essencial para a população (não opcional), seus clientes cativos, se acha no direito de aumentar o preço desse bem a seu bel prazer. E podem ter certeza que se questionada a estatal vai argumentar que essa medida é legal, pois está prevista nos estatutos. Isso é um escárnio! Como uma situação dessas seria tratada numa empresa privada? Havendo uma queda de receita em decorrência da diminuição na demanda, imediatamente seria providenciada a redução dos custos que, pela sua incidência maior, começaria com a redução da folha de pagamento de funcionários, vale dizer, corte de pessoal. Demissões! Rua! Essa é a medida correta que a burocrática Arsesp deveria propor, desinchando a “obesa” folha de pagamento da Sabesp, cabide de emprego político do governo, na mesma proporção da redução da demanda. Mas eles não têm vergonha de assaltar a população indefesa.

Claudio Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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GATILHO CONTA SABESP

Optei há muito tempo por receber a conta de água por e-mail. Percebi agora, porém, que nunca recebi nenhuma conta por essa via. A conta da Eletropaulo chega religiosamente. Mas a de água é só cobrada em débito automático.

Luiz Nahuz luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

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TIRO NO PÉ

Um recado para o governador Alckmin: o senhor é, de longe, o melhor governador entre todos que governam os Estados da União. É um homem preparado para exercer a Presidência do País. Mas tem um espírito autodestrutivo incontrolável que, infelizmente já se manifestou em outra campanha presidencial. Por mais que seus eleitores se desdobrem apontando suas qualidades, o senhor puxa o próprio tapete, em pleno ano eleitoral!  Essa ideia de criar um gatilho para reajuste de conta de água visando melhorar os lucros da Sabesp é um tiro no pé! Quer dizer que quando o consumo de água baixar de forma repentina o gatilho será aplicado, penalizando o consumidor responsável? De que valeu os paulistas darem exemplo de civismo e cidadania para superarmos juntos a maior crise hídrica de nosso Estado? É assim que nos paga? Sinto dizer, mas o troco será dado nas urnas caso esta ideia persevere!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MALUQUICE DA ARSESP

Que maluquice é esta, dita pela Arsesp: “Se houver queda substancial no consumo de água, haverá aumento no preço!”. Ou seja, por esta linha de raciocínio seremos induzidos a depreender que: “Se houver aumento substancial de consumo de água, haverá redução no preço!”. É mais um dos absurdos que são ditos no País.           

Vizmark Imamura vizmark.imamura@icloud.com

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO DA SABESP JÁ!

Há exatamente quatro anos o Estado de São Paulo passou pela pior crise hídrica de sua história. Os reservatórios chegaram ao “volume morto”, levando a população a ser punida com “aumento de tarifa” caso o consumo fosse acima do normal. Agora, em 2018, as chuvas não foram no volume esperado e nem as águas de março conseguirão encher os reservatórios em quantidade suficiente, podendo voltar novamente aos níveis alarmantes de 2014. Aí o “Estadão” veiculada matéria (3/3, A17), dizendo que a Sabesp irá punir o usuário que tiverem “baixo consumo”, gerando aumento de tarifa.  Mesmo com os reservatórios já abaixando do nível considerado normal, com a estatal no vermelho acumulando dividas, punirão quem não consumir? Pois bem, nós consumidores temos uma ideia melhor.  Privatização já. Porque além de a Sabesp ser ineficiente, com dutos velhos que chegam a perder 30% da vazão diária e sem dinheiro para investir em melhorias, a privatização irá gerar muito dinheiro ao governo do Estado que poderá terminar as linhas de metro paradas e o Rodoanel. Temos certeza que o serviço à população paulista será muito melhor. Privatização da Sabesp já.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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$ABE$P

Mãos ao alto, São Paulo! A $abe$p está com o dedo no gatilho.

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ENTORNO PREOCUPADO

Civis que compõe o entorno de Michel Temer estão preocupados com a presença de militares, especialmente, com a intervenção na Segurança no Rio de Janeiro. Ora, essa preocupação não deveria existir, pois os militares – que não têm nenhum projeto para retomar o poder – se quisessem, já teriam feito há muito tempo. E olha que não faltaram razões para tanto. Chega de corrupção e que os temerosos saiam do governo!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CRIME ORGANIZADO NO RIO

A imprensa em geral dá atenção aos aspectos sensacionalistas, sem importância, mas que vendem jornais, do crime organizado no Rio. Organizado, no meu entender, significa comunicação e finanças organizadas. Bilhões de reais são transacionados pelas organizações criminosas. Nem uma linha se quer a este respeito e discutida na imprensa. De onde vêm e para onde vão os bilhões financeiramente transacionados? Que papel exercem o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o Banco Central nesta fiscalização? Uma das formas de combate ao terrorismo internacional foi seguir o dinheiro. Por que não adotamos este procedimento? Fica a sugestão.

Paulo Marcio Furtado paulo.furtado41@gmail.com

São Paulo

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INCOERÊNCIA

Incrível a incoerência dos brasileiros: muitos gritam contra as ações do Exército na identificação dos moradores das favelas do Rio: fotografia mais carteira de identidade. Acaso essas pessoas reagem quando aceitam fazer o mesmo ao entrar em qualquer edifício das grandes cidades do País a título de identificação? Cópia da Identidade e foto tirada na hora. E o “fichamento” nem é feito por autoridades, mas pelas firmas de segurança contratadas pelos condomínio. Eita, Brasil alienado… E reclamam, mesmo sem razão!

Esther Stiller estherstiller@estherstiller.com.br

São Paulo

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UMA PORTA PARA ACOLHER 100 MIL JOVENS

O alistamento civil dos jovens de 18 anos não classificados para o serviço militar, que podem estar em estado de vulnerabilidade social, deverá ser o grande diferencial do governo de Márcio França, que assumirá a administração estadual após a renúncia do governador Geraldo Alckmin. Ele já fez isso, com sucesso, em São Vicente, quando lá foi prefeito, e agora quer estender o esquema para todo o Estado, para atender 100 mil jovens por ano. Bom que, diferente dos programas que simplesmente dão dinheiro sem exigir nada em troca e perenizam a dependência, o alistamento é apenas uma vaga com salário de R$ 1.000 mensais durante um ano, em que o incluso trabalhará e ainda será capacitado para se incluir no mercado como empregado ou pequeno empreendedor. Além dos próprios recursos, o Estado ainda poderia envolver Sesi e Sesc para essa obra de treinamento. A tutoria deverá ser feita por policiais militares inativos que, trazendo o regime dos quartéis, serão a garantia de que o programa irá até o fim sem se desviar.  Sugerimos que a própria Polícia Militar (PM), com seus arquivos, indique seus inativos com melhor perfil para a administração e o trato com jovens. Conseguindo dar um encaminhamento àquele que completa a maioridade, o governo estará evitando que eles sejam cooptados pelo crime. Isso também é cuidar da segurança púbica.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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ALISTAMENTO MILITAR

Não está na hora de acabar com o alistamento militar obrigatório? Não está na hora de só preparar e adestrar aqueles que seguirão carreira militar? Tenho 72 anos e única ocupação que presenciei na qual os ex-reservistas usaram o que aprenderam foi treinando bandidos, ou se tornando um! É para isso que gastamos nosso dinheiro? Uma mirada empresarial não faria bem às Forças Armadas (FFAA)?

Sandra Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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MILITARES

A sociedade deveria discutir a ascensão ao poder de forma mais racional. Militares são usualmente apontados como vilões, passíveis de constituir ditaduras quando no poder. A Venezuela é o exemplo mais próximo sempre lembrado, embora o governo seja conduzido por um civil. Militares são cidadãos provenientes de todas as classes sociais, oriundos das diversas regiões que constituem o País.  A carreira obriga-o as mudanças constantes durante a carreira, proporcionando um conhecimento do País que poucos têm. Exorta a escolaridade. Sua formação para o progresso na carreira é uma necessidade. Reciclagem uma constante. Obedecem regras e hierarquia. Nota-se que o questionamento ao poder se eleva quando chamado para exercer funções policiais. Pouco se fala sobre o trabalho realizado em outras vertentes, como a engenharia, por exemplo, em construção de estradas para o País. Como em qualquer outra carreira há os que a exercem bem assim como existem os maus profissionais. Ora, se hoje temos um problema de representação, este não se deve aos militares, mas a própria sociedade que elege maus representantes e aos poderes que por atos próprios se faz desacreditar. Sao suas qualidades que os tornam úteis ao governo Temer.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba  

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GREVE DOS JUÍZES

Quanto a afirmação do presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, que oficiais das Forças Armadas também recebem auxílio-moradia na forma de concessão de moradia funcional, cabe ressaltar que os beneficiários são apenas os que são transferidos para outras localidades que dispõem de imóvel residencial nacional. Não há na legislação da remuneração do militar o direito a auxílio-moradia.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Muito correta e coerente a análise do professor de Filosofia Denis Lerrer Rosenfield, no “Estado de S.Paulo” (5/5, A2). A intervenção deveria ocorrer no Estado todo e não somente na área da segurança. Também concordo que os gastos com toda essa operação deveriam ser pagos pelo próprio Estado do Rio e não pelos demais contribuintes do País. E mais: é preciso acabar com a hipocrisia de que ações assim rementem aos tempos da ditadura. Trata-se de uma intervenção federal e não militar. As Forças Armadas foram chamadas para ajudar a resolver o problema e melhorar a vida do cidadão. Neste momento de emergência naquele Estado, era o mais sensato a fazer."

Álvaro Batista Camilo contato@coronelcamilo.com.br

São Paulo

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ESTADO E SEGURANÇA

Concordo que fluminenses e cariocas é que devem arcar com os custos da intervenção, pois foram eles que elegeram os corruptos que governam o Rio há décadas. Vou dar sugestões de arrecadar fundos para isso: 1) O movimento 342 de artistas e intelectuais, muitos deles ricos, devem doar 20% da arrecadação de seus shows e livros para um fundo de segurança; 2) A arrecadação com o turismo também deve dar sua contribuição taxando em 10% hotéis, bares e restaurantes da zona sul onde se concentra a elite artística e econômica; 3) a arrecadação dos royalties do petróleo deve ser totalmente destinado para a segurança pública por dez anos.

Paulo Ribeiro pauloribeiro634@gmail.com

Cotia

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INTERVENÇÃO, ESTADO E SEGURANÇA

O ex-ministro Almir Pazzianoto, conclui seu artigo, contrário à intervenção federal no Rio de Janeiro, afirmando: “Enviar exército às ruas compromete a imagem do Estado Democrático de Direito e dará argumentos a quem prega a volta do regime de exceção”. Com todo respeito à opinião do articulista, parece que somente quem argumenta a volta do regime de exceção é a esquerda irresponsável e festiva, que pelo contrário, não é afeita a conviver em democracia. Gostam mesmo é de ver o sofrimento do povo para ter o que falar, “estudar” e lançar teses para o fortalecimento de determinado partido político, sem, contudo, observar a realidade social, que, no caso, do Estado do Rio de Janeiro, transformou a vida dos cidadãos de bem, sejam eles de que classe social for, em reféns de organizações criminosas,  parceiras dos órgãos de segurança daquele Estado, até então. A intervenção federal, que não é a primeira vez utilizada, é recurso constitucionalmente previsto. Quem assim não entender, que busque nos tribunais superiores solução diversa e deixe de “mimimis”.

Jorge Augusto Morais da Silva jotaugustoadv@icloud.com

São Paulo

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DO PONTO DE VISTA CONSTITUCIONAL

O ex-ministro Almir Pazzianoto Pinto comentou que a presença do Exército nas ruas dará argumentos a quem prega as regras de exceção. Que tipo de exceção reconhece o ex-ministro diante da atual situação calamitosa do País, em que as nossas fronteiras são portas abertas para todo contrabando imaginável. O exército já livrou o Brasil de uma hecatombe e o brasileiro só precisa de paz e retomada do emprego para ter tranquilidade. Senhor Almir, o exército não faz questão de assumir o que sobrou do estrago feito pelo “lulodilmismo” em treze anos de pilhagem.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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‘COTURNO EM ALTA’

“Exército ocupa quatro refinarias e produção pode ser retomada hoje”. Essa foi a manchete do “Estado de S. Paulo” no dia 25 de maio de 1995. O que diria nossa articulista Vera Magalhães (4/3, A8) naquele 25 de maio? Talvez, coturnos mais em alta ainda! Havia a greve de petroleiros com paralisação de refinarias. Foram ocupadas e liberadas quatro refinarias pelo exército: Araucária (PR), Paulínia, São José dos Campos e Mauá, essas três em São Paulo. Haja coturno! E a cereja do bolo dessa histórica lembrança: a intervenção ocorreu no fraco governo do sr. Fernando Henrique. Sim, no fraco governo, pois não foi o ex-presidente que fez essa afirmação no “Fórum Estadão – A Reconstrução do Brasil”: “... governos fracos recorrem a militares...”? Talvez nosso ex-presidente, nesse dia do “Fórum”, tenha se esquecido de tomar o remédio do esquecimento e...  bingo! Atirou sua pedra na decisão do atual governo. Sempre a memória curta no País. Em alguns casos, por conveniência. Mas os coturnos sempre estiveram em alta, ou não? Dentre outros episódios, lembremos: na Rio Eco 92, nesse evento de 1995, nos Jogos Pan-Americanos (2007), na Copa do Mundo (2014) e nas Olimpíadas (2016). E os coturnos estiveram sempre prontos, disciplinados e cumprindo integralmente as missões que lhes foram confiadas. Mas, então,  por que não prestigiar as Forças Armadas se elas são convocadas em momentos cruciais para garantir a integridade da população? Por que a sistemática tentativa de denegri-las, mesmo sabendo que as pesquisas de opinião as colocam entre as instituições mais confiáveis do País?

Jose Antonio Simões Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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TROCA-TROCA PARTIDÁRIO

Banalização da eleição, banalização do eleitor. O editorial “Eleitores e bananas” (3/3, A3) vai direto ao ponto do desrespeito ao voto. Além disso, a emenda constitucional 91/2016 que permitiu o troca-troca partidário foi a única emenda que não deixou explícito qual dispositivo constitucional modifica, pois cria a possibilidade sem alterar ou incluir dispositivos. Uma excrescência, enfim. Aqueles que se elegem pelo quociente eleitoral em função de outros com muito mais votos, têm a chance de trair dois eleitores: o seu e o do nobre colega parlamentar.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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VEDAÇÃO MACULADA

“O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”, segundo o § 4.° do artigo 86 da Constituição Federal, mas “nihil obstat” que seja investigado.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O STF recuará face o Lula?

Se o Supremo Tribunal Federal (STF) recuar na decisão da segunda instância, que visivelmente será para evitar Lula na cadeia em sequência, então melhor fechar aquela Casa porque um país não pode temer indivíduos como o petista e seus parceiros, senão será apequenar-se demais e melhor mudar sua denominação para “lulândia”. Soará mais verdadeiro.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

São Paulo

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ALTERNATIVA À PRISÃO

Sepúlveda Pertence, ex-presidente do STF, advogado de Lula, quer que, mesmo condenado em segunda instância, não precisa ser aplicada a prisão em todos os casos. Sepúlveda não quer que Lula seja preso. Bolas! Então pra que os julgamentos? Que seja assim. Não prenda, mas que Lula pague os prejuízos causados pela corrupção, a começar pelos US$ 3,2 bilhões cobrados à Petrobrás a serem pagos aos investidores norte-americanos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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IGNÓBIL

Os petistas estão reivindicando um prêmio que no caso do Lula será ignóbil!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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FALTA DE INTELECTO

Intelectuais de esquerda articulam candidatura de Fernando Haddad à Presidência da República, caso a ilegibilidade do mais honesto se confirme.  Os tais intelectuais se, de fato, são o suprassumo do conhecimento, deveriam renegar qualquer possibilidade de o PT reconquistar o poder, tendo em vista, ser o responsável pelo desastre político, social e econômico vivido pelo Brasil.

Jose Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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INTELECTUAIS

Intelectuais de esquerda: são antônimos ou mutuamente exclusivos, como queiram. Isto não existe.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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LEGADO PETISTA

Só voltaremos ao nível de produção pré-crise, de 2014, no ano de 2020. Na prática, o País levará mais três anos recuperando sua atividade... A boa notícia é que, ao contrário de 2017, quando 70% da alta do PIB foram puxados pela expansão recorde da agropecuária devido à super safra, este ano o crescimento da atividade vai refletir uma melhora mais efetiva do bem-estar das famílias e do setor produtivo, porque haverá aumento do consumo e dos investimentos, segundo analistas.

Antônio Dias Neme antonio.neme@terra.com.br

São Paulo

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BOAS VINDAS

A intenção de criar currículos, em algumas universidades públicas, sobre o “golpe” do impeachment que depôs Dilma Rousseff, é o maior indicador de que o Brasil vai precisar de 260 anos para dominar a leitura. Esse atraso pode ser causa também das diferentes interpretações da Carta Magna pelos que a elaboraram e pelos integrantes dos Três Poderes, que fundaram uma verdadeira torre de babel brasileira para editar e interpretar leis, o que retarda ou até impede “a reconstrução do Brasil”, como bem observado no editorial (A3).  Por outro lado, a presença de Sylvia Earle – “a primeira heroína do Planeta” – no Brasil, como lemos no artigo de João Lara Mesquita (3/3, A2) é uma alegria mesclada de frustração por tornar mais evidente nossa ignorância, estopim de nossa inércia em relação ao nosso habitat, que gera o desrespeito a toda forma de vida que nos rodeia. Que gera também situações praticamente irremediáveis, como as que observamos no Rio de Janeiro. Não podemos antever um futuro promissor, quando lemos que há quase trinta anos somos governados por uma Carta Magna que tem “32 artigos referentes ao funcionalismo público e apenas um referente ao trabalhador privado” criando e mantendo privilégios indecorosos para algumas categorias de trabalhadores, em detrimento da grande maioria do povo. Ora, essa mesma Carta nos diz que a lei é igual para todos!  Seja bem-vinda, Sylvia, a um País que é injusto e confuso em sua própria Constituição!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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BOULOS

Lula declara apoiar Guilherme Boulos para a eleição em 2018. Vão “morrer” abraçados...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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EUA X BRASIL

Trump, o presidente americano queridinho de muitos brasileiros, principalmente daqueles que declaram voto em Bolsonaro, usando sua canetinha, taxou em 25% a importação de aço pelos EUA. Essa medida afetará o Brasil, prejudicando nossas siderurgias e os empregos de muitos brasileiros. E aí, mesmo assim, os brasileiros continuarão gostando de Trump e continuarão indo visitar o “tio Sam”? Trump declarou guerra e precisamos retaliar: Fora Trump. E em tempo de guerra, sugiro como roteiro turístico, Roma, Ilha de Capri, Principado de Mônaco...

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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STF RELATIVO

O Supremo errou de novo não só ao (re)tornar inelegível um vereador baiano que já tinha sido enquadrado em Lei Complementar e cumprido devidamente sua pena, como continuará errando enquanto certos ministros da Casa não revisarem urgentemente seus paradigmas. Os entendidos dizem que o Direito não é ciência exata e, portanto, permite relativizações. Isto é verdade até certo ponto, pois não existe ciência que, por mais inexata que seja não contenha preceitos fundamentais obrigatórios. Não existe, por exemplo, gestante “mais ou menos” grávida: ou está ou não está. Mais um pouco o STF tornará inelegível quem tiver apreendida a CNH por ultrapassar os 20 pontos anuais permitidos por lei, em nome da moral e dos bons costumes...

Luciano Harar lharary@hotmail.com

São Paulo

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SUPREMO ERRO

Acho que uma das primeiras aulas de direito no curso de graduação assevera que a lei não retroage para punir, mas somente para beneficiar um réu. O Supremo, a mais alta corte constitucional do País, acaba de revogar o ensinamento básico. Data vênia, meritíssimos!

Marco Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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DÉFICIT DAS CONTAS PÚBLICAS

Sobre a matéria “Juízes, procuradores e conselheiros de Tribunais de Contas recebem R$ 6,4 bi livres de impostos por ano” (5/3, B4), como leitor e assinante do jornal “O Estado de São Paulo”, permita-me o seguinte comentário: um terço dos subsídios dos magistrados é retido na fonte com Imposto de Renda e contribuição previdenciária. Esse nível de desconto, de aproximadamente 30%, é um dos mais altos do funcionalismo. A despeito de esses servidores representarem menos de 1,0% dos 4,8 milhões de funcionários públicos no Brasil, suas altas contribuições fiscal e previdenciária são responsáveis ao equacionamento do déficit das contas públicas.

Bruno Ronchetti de Castro bronchetticastro@uol.com.br

São Paulo

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PANELAÇO

Acabei de calcular meu Imposto de Renda! Aos que vão pagar o mínimo, R$ 10,00 se não me engano, mas deveriam estar isentos se a tabela fosse corrigida, até aos que vão pagar uma fortuna, sugiro panelaço no dia 30 de abril, às 23:59 horas, fim do prazo para entrega da declaração.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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PRÊMIO OU PREÇO?

Fernando Segovia vai para Roma com um salário de R$ 50 mil?! O que é isso: prêmio de consolação pelos serviços tentados ou um cala a boca? O cargo estava vago, ou foi criado especialmente para ele? O que ele vai fazer lá? O que faz um adido policial federal?

Elisa Maria P. Cesar Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

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ESTABILIDADE COM O CÓDIGO FLORESTAL

Na realidade, o brilhante trabalho do ex-deputado e jornalista Aldo Rebelo, além de ponderado e de ter conciliado satisfatoriamente os ambientalistas e o segmento agropecuário, o Código Florestal foi objeto de incriminações inexistentes e de inconstitucionalidades inocorrentes, tanto que o STF, por maioria de votos, decidiu pela constitucionalidade do diploma legal, embora realizando alguns reparos. E a decisão de nossa Corte Suprema foi importante porque trouxe estabilidade ao agronegócio e, em especial, aos pequenos produtores rurais que teriam suas áreas de plantio reduzidas e impondo o ônus de não mais explorarem seus imóveis rurais. Enfim, com tranquilidade, o agronegócio poderá continuar a compor o PIB nacional em sua maior porcentagem.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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OLHAR PARA FRENTE

Brilhante o primeiro paragrafo do editorial do “Estadão” (4/3, A3). De fato, temos novamente uma grande oportunidade de por o País nos trilhos do desenvolvimento, depois da derrocada perpetrada pelo lulopetismo, que nos fez regredir em pelo menos vinte anos. Como diz o editorial: “O que se busca é uma liderança genuinamente imbuída de espírito público e comprometida com os valores liberais e democráticos”. No entanto, gostaria de discordar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, citado pelo editorial, quando este diz que: “Não vejo o novo nesta eleição. Temos de jogar com as cartas que estão aí”. Agora me apontem, por favor, dentre as lideranças atuais as que são “genuinamente imbuídas de espírito público e comprometidas com os valores liberais e democráticos”. A sensação é de que nenhum dos atuais quadros políticos possui essas qualidades e por isso cidadãos justamente fartos da falta de espírito público de nossos representantes fundou o Partido Novo, registrado há dois anos, conscientes de que a mudança tem de vir por meio da ação política no quadro estrito do Estado Democrático de Direito. Mais uma pergunta: por que não dar mais espaço a esses movimentos que estão surgindo espontaneamente da sociedade civil para tentar renovar os quadros políticos brasileiros? Por que falar eternamente dos mesmos?  Por que dizer que temos de jogar com as cartas que estão aí?  Isso seria perpetuar o que muitos consideram como o pior Congresso da História da República. Como todo o respeito que devemos a Fernando Henrique Cardoso por tudo o que fez pelo Brasil, estamos em 2018, numa época diferente, com uma sociedade diferente, muito mais ativa e participativa graças às novas tecnologias. Por que não dar espaço a essas novas vozes? Só assim, em minha humilde opinião, vamos construir o futuro que o Brasil e os brasileiros merecem: olhando para frente, e não para trás.

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

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FHC

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: em seu artigo “A intolerância na política” (4/3, A2) o senhor nega, argumentando que “não teria força para tanto”, que tratou com Fernando Haddad sobre um eventual acordo de que “se Lula desistisse da candidatura, o STF não o prenderia”. Caríssimo ex-presidente: um dos seus poucos defeitos é a modéstia exacerbada. Em terra de cegos quem tem um olho é rei! Faça uma reflexão comparativa e indique alguém neste país infeliz que tenha ao menos metade de sua credibilidade! E capriche mais nas suas declarações. Só o fato de o senhor esclarecer no texto que “minha escolha está feita, Geraldo Alckmin...” já traz um alento enorme. A modéstia é também traiçoeira. Ao tratar de certas pessoas com benevolência o senhor nos confunde a todos. Tanto que nunca compreendemos porque o senhor continua sendo moderado em relação ao Lula. Enquanto ele o acusava por deixar uma “herança maldita” o senhor o poupava no mensalão. Agora diga, presidente, Lula foi ou não foi uma “herança maldita” que o senhor nos deixou?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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FINAL DA HISTORIA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua sendo o cérebro do PSDB. Mas por que será que se ele se candidatar a presidente nas eleições de 2018 não terá nem 4 % dos votos?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ALCKMIN

Não tenho mais obrigação de votar, mas uma certeza eu tenho: de que não votaria em Alckmin. Um governante que usa de subterfúgios para burlar determinações do governo federal em relação ao piso nacional do magistério, que ordenou o pagamento do mesmo a todos da ativa e aposentados desde janeiro de 2017 e não o fez,  não é confiável. Entrou com recursos, perdeu todos até em segunda instância, mas mesmo assim, continua recorrendo. Os míseros 7% concedidos com alarde, “beneficiou” apenas o pessoal da ativa, que já recebe o piso, aumentando assim a defasagem dos aposentados que amargam grandes perdas numa fase da vida em que precisam de mais recursos. O último reajuste ocorreu em julho de 2014, pagos em quatro parcelas desrespeitando como sempre a data base de março. Esta é a triste realidade.

Cleonice Nogueira cleoagsn@hotmail.com

São Paulo

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PREVIDÊNCIA E FUTURO

Em 2030, segundo o IBGE , na coluna de Celso Ming, eu estarei com meus 80 anos, redondos, e seremos um país essencialmente de velhos, e assim pergunto: quantos jovens produtivos haverá para contribuir para que minhas contas sejam pagas, minha saúde seja mantida, e minha cultura atualizada? Para me prevenir, sou contribuinte do Asilar, um asilo pertencente a minha comunidade evangélica, quem sabe, será essa minha alternativa? Aos estudantes de medicina de hoje, vou dar um conselho: a especialidade do futuro será geriatria, pediatria não mais. De qualquer forma vou vivendo minuto a minuto, e esperar. Obrigado Senhor!

Arcangelo Sforcin arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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A DESASTROSA ADMINISTRAÇÃO DORIA

A exemplo do leitor Mario Fabio Inglese, também acho mais um absurdo do atual prefeito em entregar para a iniciativa privada, a área onde se encontra o autódromo de Interlagos. Nosso alcaide que gosta de se declarar gestor e não político vem se mostrando um péssimo administrador público, ao priorizar os interesses da indústria imobiliária, inclusive disponibilizando equipamentos e áreas do município. Recentemente divulgou mais um projeto para prolongar a marginal do Rio Pinheiros em direção às represas que abastecem a cidade e se aproximando perigosamente do distrito de Parelheiros onde se encontra a nossa maior área do que restou da Mata Atlântica. Aparentemente o prefeito ignora que a cidade de São Paulo tem uma área arbórea muito menor que o mínimo preconizado pela Organização Mundial da Saúde, que é uma árvore por habitante. E Interlagos poderia se transformar em mais um parque público, sem interferir na prática do automobilismo. O sr. prefeito deve ignorar também, que a carência de árvores, custa caro para o município, devido ao grande número de munícipes que adoecem e morrem devido à poluição do ar. Uma pesquisa realizada sob a coordenação do professor Paulo Saldiva, da USP, em 2011 chegou à conclusão que mais de quatro mil paulistanos morriam por ano, devido à poluição do ar. E não será plantando grama e trepadeiras nos muros da cidade, que vai se resolver o problema. A cidade vem priorizando há muito tempo o transporte por ruas e avenidas, de veículos movidos a subprodutos do petróleo, contribuindo ainda mais com a poluição do ar. Ao mesmo tempo as obras do metrô caminham a passos de cágado e já não temos mais veículos elétricos como antigamente. Em São Paulo, nem existe um estudo, pelo que se sabe, o Veículo Leve sobre Trilhos, a versão moderna do nosso antigo bonde. Em Santos e no Rio de Janeiro já trafegam sem poluírem o ar. Ao contrário do que pensa o prefeito, uma cidade como São Paulo tem que ser administrada por um estadista, que pense no futuro da cidade, tendo em vista o bem-estar de sua população.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO DE INTERLAGOS

Excelente a proposta apresentada pelo prefeito João Doria para o uso do espaço atualmente ocupado pelo Autódromo José Carlos Pace, espaço este que a Prefeitura de São Paulo recebeu praticamente de graça do empresário Louis Romero Sanson no início dos anos 1950. Depreendo que teremos uma Monte Carlo tropical e já imagino os anúncios imobiliários: “Todo o luxo e sofisticação de Monte Carlo a apenas 25 quilômetros da Praça da Sé” ou “A classe e o requinte europeu numa das áreas mais exclusivas de São Paulo”. A pista será apenas um mero detalhe no projeto, servindo de acesso aos diversos empreendimentos durante o ano e fechando no final de semana da corrida de F1 (se é que ainda haverá corrida). Neste contexto, nada melhor que alterar os nomes de alguns trechos da pista. Por exemplo a Curva do Sol será “Virage du Soleil” (local excelente para condomínios residenciais); o atual Bico de Pato será “Le Bec du Canard”, que poderá receber um restaurante especializado na culinária francesa, e a “Virage Café” (antiga Curva do Café) que abrigará o estrelado Hotel Le Richemonde com spa e lounge para relaxamento onde serão degustados raros e exclusivíssimos cafés ouvindo concertos clássicos. Em meio a tanta aridez climática e econômica será um programa delicioso curtir o local e dividir as ruas e alamedas com carros Pagani Zonda, Koenigsegg e McLaren de alguns milhões de dólares, além de apreciar os iates ancorados no Lago (que será conectado à Represa Billings através de um canal) e torcer animadamente em disputadas partidas de golfe ou críquete pitando um saboroso charuto cubano. Quanto ao kartódromo, os prédios do “Minha Casa, Minha Vida” concretizarão, depois de anos, o comentário esdrúxulo que a filósofa Marilena Chauí externou ao então administrador de Interlagos, Chiquinho Rosa. Se a ideia é acabar com o pouco que resta de automobilismo no Brasil não há proposta mais bem delineada. E depois ainda vamos ouvir reclamações e análises dos porquês do Brasil não ter pilotos na F1.

Jorge Luiz de Andrade seugonca252@gmail.com

Jandira

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BOA NOTÍCIA

No meio de tantas notícias ruins sobre o ensino brasileiro, uma notícia sobre o desempenho excelente de uma escola pública, situada numa periferia de Fortaleza um local pouco esperado, sempre nos dá esperança. Fica evidenciado que a fórmula do sucesso parte de alguns fatores simples como horário de ensino integral, acompanhamento da frequência e desempenho dos alunos pela direção com conhecimento dos pais, entre outros. A matéria mostra claramente que os problemas do ensino são muito mais de gestão, do que com mais verbas indiscriminadas. Também com certeza acrescentar-se menos ideologia e proselitismo de partidos de esquerda na escola farão muita diferença.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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EDUCAÇÃO

Estamos assim: assine seu nome por extenso. A pessoa coloca o polegar e arrasta o mesmo até 2278!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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R$ 5.750

É surpreendente o novo salário inicial docente recém-anunciado no Maranhão. Agora professores da rede pública não podem receber menos do que R$ 5.750 por mês, pela jornada completa de trabalho. Enfim, eis aí um aumento de esperança para a carreira docente no Brasil. E claro: na mesma proporção em que é necessário aumentar o salário docente, é preciso ainda diminuir a indisciplina discente! Esses são dois lados de uma mesma urgência.

Wellington Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO

Uma multinacional controlada pelo governo da civilizadíssima Noruega, o país que mais mata baleias no planeta, acaba de ser responsabilizada por provocar desastre ambiental em Barcarena, no Pará, com derramamento de resíduos industriais nos rios da região, colocando em pânico a população local. A empresa já fora denunciada, em 2009, por provocar vazamentos contaminadores e devia, até o ano passado, conforme noticiado, R$ 17 milhões ao Ibama, em multas impostas em decorrência. Por outro lado, seu governo criou um clima de saia justa por ocasião da visita do presidente Michel Temer em junho de 2017, ao manifestar descontentamento com a política de desmatamento do Brasil e acenar com ameaças de corte do fundo de preservação da floresta do qual se diz doador. Contradições de um país considerado “o mais feliz do mundo”, situação alcançada, em parte, talvez, pelo lado escuro da referida felicidade.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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NORUEGA

Não estou notando nenhuma manifestação nos jornais da Noruega sobre o vazamento no Pará, com a palavra o governo norueguês!

Márcio Marcelo Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

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TITE

Vendo a afeição de preocupação do técnico Tite, estampada na primeira página do “Estadão”, fiquei muito condoído com seus problemas. Em compensação é um cargo privilegiado que tem a sua disposição toda mordomia que a CBF oferece como viagens, hotéis cinco estrelas, bajulação da imprensa e ganhos financeiros alcançado por poucos. Ganhando ou não a Copa terá garantido um futuro de poucos brasileiros. Desejo boa sorte.

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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TRISTEZA ALVI-NEGRA

Corintiano há dezenas de anos, sinto enorme tristeza e vergonha, em ver nosso querido timão ser comandado por um petista e politico investigado na Lava Jato e, manter em suas fileiras de craques esse mau profissional chamada Sheik. Até quando minha gente.

Jose Alvarenga cap.alvarenga@hotmail.com

Peruíbe

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