Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

22 Março 2018 | 03h00

CRIME E CASTIGO

Prisão após 2ª instância

Preocupam-me as manobras que estão sendo urdidas para livrar da prisão condenados em segunda instância. Não porque, se configurado esse retrocesso, vá livrar da cadeia gente que já deveria estar lá. Isso poderia ser debitado na nossa enorme conta de perdas e danos, políticos e morais. Mas porque chancelaria a desmoralização da nossa Suprema Corte – o que não seria perda nem dano, mas, isso sim, uma tragédia para a nossa combalida democracia.

RUY SALGADO RIBEIRO

ruysalgado@uol.com.br

Ribeirão Preto

Supremo ioiô

Precisamos que a Suprema Corte entre em acordo, definitivamente: ou prende ou solta após decisão em segunda instância. Ou podemos achar que está difícil organizar interesses outros, inconfessáveis... Todos esperamos o fim dos meios de empurrar a questão com a barriga.

ITAMAR C. TREVISANI

itamarcarlostrevisani@gmail.com

Jaboticabal 

Plebiscito

A prisão após condenação em segunda instância devia ser votada em plebiscito, haja vista a constante mudança sob pressão, não do povo, mas dos políticos. Com plebiscito a escolha se tornaria cláusula pétrea, enquadrando até os “mais iguais”.

DIETRICH QUAST

dquast@uol.com.br

Valinhos

Impasse

O ministro Celso de Mello, decano do STF, declarou que, caso algum ministro da Corte apresentasse uma questão de ordem que pudesse levar a novo julgamento a questão da prisão após condenação em segunda instância, tal decisão, inédita, seria um constrangimento – cuja acepção é a de embaraço, mal-estar. Na verdade, se tal fato ocorresse, não seria apenas motivo de constrangimento, mas a reiteração de comportamentos reprováveis dos srs. ministros que estão a tisnar a colenda (?) Corte.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Nunca antes...

O que nunca aconteceu na história do STF, diferentemente do que disse o ministro Celso de Mello, foi a Corte ficar dividida entre petistas e não petistas. A autoridade moral do STF não sairá incólume desse embate. Por que o assunto é tão urgente? Habeas corpus com réu solto e condenado é “urgente por sua própria natureza” por quê? Quantas ações estão paralisadas no STF há mais de cinco anos e quantas estão amoitadas por pedidos de vista, ou seja, pela vontade pessoal de um só ministro? Em todas há um interesse relevante negligenciado. Subitamente, sem motivo algum, considerou-se de extrema urgência discutir novamente matéria já decidida pelo STF por três vezes. A Corte deve respostas à sociedade, e não só às perguntas acima, mas sobre o que a levou a se tornar tão vulnerável ao lobby.

WAGNER TAVARES DE GOES

wag2@terra.com.br

São Paulo

Bate-boca

A briga entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, reflete bem o momento tenebroso que vive o Poder Judiciário brasileiro. Todos confiam na impunidade, os criminosos sentem um conforto fora do comum para continuar cometendo desvios e assaltando a República. Tudo acontece: pedido de vista para adiar votação importante, assuntos bizarros postos em pauta somente para salvar um certo criminoso já condenado em segunda instância... Não é à toa que o foro privilegiado continua sendo sinônimo de impunidade e que praticamente todos os criminosos de colarinho-branco ainda perambulem pela Praça dos Três Poderes.

THIAGO ANDRADE

thiagocandrade@gmail.com

Recife

Última esperança

A ministra Rosa Weber é a última esperança de salvação da Operação Lava Jato. Espero que a presidente da Corte, Cármen Lúcia, convença a sua colega a mudar de voto no caso da prisão após a condenação na segunda instância. Se Gilmar Mendes vai mudar, Rosa Weber também pode. E assim entraria para a História como a mulher que impediu a vitória da corrupção e o apequenamento do STF.

EDUARDO A. SICKERT P. DE MELO

vovonumero1@hotmail.com

Marília

ESTADO DA NAÇÃO

Cena atual

O comportamento do STF, pondo em risco todo o sistema jurídico do Brasil, a desfaçatez dos integrantes do Judiciário e dos servidores de impossibilitarem a reforma da Previdência e a redução do déficit fiscal por mero interesse próprio, os empecilhos impostos pelo Congresso para o acerto fiscal, o caos de violência no Rio de Janeiro e os resultados da Lava Jato revelam a que ponto chegou o desarranjo ético no País, no processo de subversão petista das instituições. Seria inacreditável, não fosse a realidade. Quais as possibilidades de um desenvolvimento cultural, ético e político do País?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Algo de errado com o País

Um Executivo amorfo, fragmentado, sem rumo; um Legislativo omisso, oposto à nossa representatividade, desmoralizado pela proteção que dá a seus integrantes réus e condenados; um Judiciário pecando em insistente dicotomia constitucional entre suas instâncias, criando uma absurda insegurança jurídica, no sentido contrário à sua existência como entidade republicana. Essa ínfima minoria não percebe que está contrariando a vontade predominante dos milhões de brasileiros? O que estão procurando? Uma revolta nacional? 

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

ECONOMIA

Inflação camuflada

Cumprimento o leitor sr. Sylvio Ferreira pelos comentários no Fórum de ontem sobre carestia. Enfim alguém aborda a farsa da inflação de 2%. Tudo desfavorece a classe média. Os preços de itens de consumo diário e dos serviços (incluídos os públicos) são corrigidos muito acima da inflação informada. A Selic permitiu a bancos e financeiras reduzir substancialmente o rendimento das aplicações dos clientes, mas as taxas para empréstimos e cartões de crédito continuam indecentes. Quem passou a vida tentando conseguir sobreviver na velhice aplicando em fundos de pensão é agora prejudicado pelos baixos rendimentos pagos, 0,3% ao mês, do capital poupado. A quem interessa toda essa mistificação?

JOSE LUIZ RUSSI

joseluizjlrussi@aol.com

São Paulo

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PAUTA DO STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticou o juiz Sergio Moro porque este disse em uma decisão judicial que seria desastrosa uma eventual mudança no entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância. Alegou, em suas palavras, ser estranho juiz de primeiro grau fazer apelo a ministro do Supremo. Marco Aurélio sabe que será desastroso se isso ocorrer, assim como todos sabemos, mas a sua postura diz bem de como convivemos com mazelas de tempos passados, de tempos coloniais do "sabe com quem está falando", daqueles tempos ditatoriais do "sabe com quem está falando" e desses tempos atuais do sei sim e falo porque essa é a vontade da imensa maioria do povo brasileiro e vivemos em uma democracia que, apesar de dogmas, ameaças e ministros, luta para conquistar a Justiça que sempre assustou a muitos.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br 

Rio de Janeiro

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MARCO AURÉLIO MELLO

O ministro Marco Aurélio Mello não vê a hora de acabar com a prisão após julgamento em segunda instância, favorecendo Lula e boa parte dos políticos, em especial seu primo Fernando Collor.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br 

São Paulo

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'LEI LULOCA' JÁ ERA!

O ministro Celso de Mello afirmou na tarde de terça-feira, 20, que a presidente do STF, Cármen Lúcia, não convidou os ministros para debater prisão após segunda instância. Pelo visto o PT bem como os ministros que trabalham por uma "lei Luloca", para favorecer Lula, sofreram mais uma grande frustração. Valeu ministra Cármen! 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

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LEX DURA LEX

Será que STF vai dar guarida para o jeitinho brasileiro? A "lei Luloca" vai desmoralizar o artigo 5.º da Constituição que diz: "Todos são iguais perante a lei".

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

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CRÍTICA DO SUPREMO A APELO DE MORO

Causa repugnância a fala do ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello, sobre o apelo do juiz Sérgio Moro para que os ministros do STF levem à prisão os condenados em segunda instância. Primeiro, porque este é um apelo unânime de toda a população apartidária e não apenas de um único indivíduo. Segundo, porque o apelo é para que se cumpra a lei e não para que se crie uma nova legislação para salvar um ou outro bandido carismático. Não são tempos estranhos, são novos tempos. Estranho é ex-presidente afastado por corrupção colocar o próprio primo no mais alto posto do Poder Judiciário. 

Thiago Cunha de Andrade thiagocandrade@gmail.com 

Recife

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SEGUNDA INSTÂNCIA

Se o STF colocar em pauta a prisão em segunda instância, coloquem a Polícia Federal (PF) para investigar seus membros.

Afonso Pignatari afonso.Pignatari@uol.com.br 

São Paulo 

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TAPETÃO

O tapetão estendido em favor de Lula no STF está virando carpete.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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PRESSÃO NO STF

Li, atônito, que, além do PT, a presidente do STF Cármen Lúcia vem sofrendo também pressão de ministros colegas de toga, com o único objetivo de livrar o ex-presidente Lula, da cadeia. Até quando vamos continuar aceitando este desaforo escancarado sem reagir? Isso é a completa desmoralização da Suprema Corte de um país, que tem como objetivo principal balizar a Justiça e dar segurança jurídica a uma nação e seu povo. Isso é coisa de republiqueta chinfrim ou de "terra de coronéis" em que a ditadura dos poderosos impera sobre os lacaios serviçais tratados à base de chicotes. O Brasil não aceita mais isso. A Lava Jato veio para moralizar e trazer dignidade para este país e é isso que tem que ser feito. A mídia e as pessoas de bem desta nação têm de denunciar e divulgar os nomes destes agentes da impunidade que pressionam a presidente do STF em favor do ex-presidente. A população precisa se rebelar diante de mais esta afronta.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 

São Paulo

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RESISTÊNCIA

Digníssima ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, confirmamos que os brasileiros de bem, que trabalham, geram riquezas e pagam escorchantes impostos estão todos com a senhora. Faça, como sempre, valer a ética a moralidade e a Justiça. Vossa biografia vale muito mais do que as biografias de muitos ministros do STF juntas. Assim, Vossa Excelência será contemplada pela História como exemplo de mulher de coragem e de princípios. Faça prevalecer a coerência que todos os brasileiros esperam. Gente honesta jamais defenderá bandido. Nosso Brasil necessita ser muito mais do que um país de corruptos e criminosos impunes. A prisão após julgamento em segunda instância é necessária e contamos sempre com todos os esforços da senhora. 

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 

Taubaté

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"NÃO ME SUBMETO"

Ministra Cármen Lúcia, respeitosamente, "sua linda"!

Gabriel Mamere Nero gmamere@terra.com.br 

Barueri 

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MULHERES BRASILEIRAS

Saiam às ruas em apoio à ministra Cármen Lúcia em sua decisão de aplicar a lei conforme já decidido no STF sobre a prisão dos condenados em segunda instância. Não permitam quer os falsos legisladores saiam vitoriosos nesse embate. Viva a mulher brasileira!

Raul Ventimiglia raulventimiglia@gmail.com 

São Paulo

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CONDENAÇÃO POR CRIME PRATICADO

O Brasil é o País das jabuticabas, em que um condenado de colarinho branco só pode ser preso após duas condenações. Deveria estar na cadeia após a primeira e entrar com recursos já preso. E o boquirroto não tem foro privilegiado para ter seu caso decidido pelo STF. 

Mário Alves Dente eticototal@gmail.com  

São Paulo

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AS APARÊNCIAS, ÀS VEZES, ENGANAM

Eu achava que togas eram mantos sagrados que conferiam imparcialidade e alheabilidade a juízes, imunizando-os do profano, não penagem de abutres alvoroçados, diante de um país em decomposição, depois de mais de 13 anos sob a administração corrupta do "lulodilmopetismo".

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com 

Monte Santo de Minas (MG)

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'LULLA' DA RECLUSÃO

Uma vez preso, "Lulla" não poderá declarar-se um preso político. Na cadeia "us mano" têm ética...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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CONVULSÃO INTESTINAL À VISTA

Não me parece que o STF, ao contrário do que diz José Nêumanne, vá livrar Lula da Silva da cadeia porque teme uma convulsão social se o ex-presidente for preso. Todo mundo sabe que, afora os cada vez menos petistas interessados que ainda o apoiam, o restante da população esclarecida se daria por satisfeita por estar sendo cumprida uma decisão judicial que equipararia todos perante a lei. Lula poderá se safar da prisão mais pela decisão de seus amigos no Supremo, e principalmente de ex-Supremos, do que pela vontade popular. Alterar decisão para acabar com a Lava Jato e beneficiar inúmeros criminosos notórios, isto sim poderá produzir reação social, ou no mínimo intestinal.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br 

São Paulo

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POR QUE MUDAR?

Onde querem chegar os ministros do STF abrindo o grande guarda-chuva para abrigar Lula e todos os corruptos deste país? Depois de quatro anos de um trabalho incessante em que a operação Lava Jato conseguiu colocar atrás das grades grandes empresários e políticos de partidos que estiveram à frente desta vergonhosa corrupção, é inimaginável que tenhamos pessoas no Judiciário lutando para mudar a lei e favorecer bandidos. O que podemos esperar dessa gente que deveria zelar pela aplicação efetiva da Constituição Federal, quando na mais alta Corte ministros se movimentam no sentido de favorecer poderosos bandidos, que roubaram a esperança de seu povo e destruíram um sonho de fazer do Brasil um país melhor? E toda dinheirama que foi roubada não voltará aos cofres? Como é possível roubar e ficar impune? Com que moral os senhores julgarão processos de outros bandidos que não lhes interessam? A lei não é igual para todos? Por que mudar? Não vamos permitir que tamanha desfaçatez seja praticada à luz do dia, como se a população fosse cega, surda e muda. Respeitem o País, senhores ministros. O mundo lá fora observa essa falta de firmeza e caráter na condução da Justiça.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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CARAVANA DE LULA

A caravana de Lula está encontrando um Rio Grande do Sul diferente daquele dominado há décadas por petistas e pelos militantes do MST. Nas cidades de Bagé e Santa Maria, foram criadas e divulgadas imagens que falam mais do declínio do lulopetismo do que um texto longo poderia descrever. O sul é berço do MST, portanto, deveria haver uma multidão vermelha para garantir um espetáculo na passagem de Lula, aquele personagem que ironizava seus críticos dizendo que ele "era igual massa de bolo, quanto mais batessem nele, mais ele crescia". Agora foi comprovado que o fermento de tal massa era o dinheiro que o PT desviava dos cofres da Nação e assim o MST minguou. Hoje, sem dinheiro, sem plateia, sob uma chuva de vaias e à sombra dos pixulecos, Lula desfila sua decadência por onde passa. Mas ainda confiando que "seus" ministros do STF vão lhe garantir viver sua ruína em liberdade, baseado na máxima de que enquanto os cães ladram, a caravana passa. Não passará! A miúda ministra Cármen Lúcia é uma gigante a não admitir pressão dos togados.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com 

São Paulo

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LULA EM BAGÉ

O Brasil é um país de impunes indomáveis!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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GLEISI HOFFMANN

Conforme notícia do portal UOL, a presidente do PT, aquela senadora da República cujo nome me recuso a citar e que tem apelidos bastante sugestivos, disse na terça-feira (20), em Santa Maria (RS), que pediu às autoridades federais e gaúchas reforço para a caravana de seu inominável chefe e da ex-presidente, tendo em vista a tensão entre manifestantes contra e a favor do condenado. Como assim? Perguntamos: se seu chefe está fazendo, claramente, campanha antecipada (desprezando a lei eleitoral) e vociferando o batido "nós contra eles", por sua conta e risco, o que os governos federal e estadual têm com isso? Por acaso essas criaturas já não dispõe de aparato suficiente - veículos, seguranças, assessores - pagos com nosso suado dinheiro? A nobre senadora pretende que os contribuintes sejam penalizados ainda mais com esse pedido indecente? Por favor, não atente contra nossa inteligência e tire a mão do nosso bolso. Pare de gastar nosso dinheiro e fique no posto que ocupa em nome do povo e trabalhe de verdade: é para isso que a senhora é paga.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul

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TEMER E A EDUCAÇÃO

O governo Temer quer "liberar até 40% do ensino médio a distância". Por que não expandir está magnífica ideia e ampliá-la para outras áreas e situações? O Brasil certamente poderia orgulhar-se de índices de educação de "primeiro mundo". Sejamos ousados: 40% de todos os tipos, modalidades e graduações de ensino, todos a distância e em qualquer área do conhecimento humano. Do ensino maternal até a pós-graduação. Rápido, ousado e barato! Uma verdadeira jabuticaba brasileira em matéria de ensino. Exportaremos maneiras de fazer e conhecimento para o mundo. Quem sabe a turma de Michel Temer acabe recebendo algum prêmio em Estocolmo!

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com 

São Paulo

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ENSINO MÉDIO A DISTÂNCIA

Ensino médio a distância, principalmente para pobres, é ideia daqueles que não querem ter concorrentes profissionais no futuro. Querem propositalmente, continuar diplomando, analfabetos funcionais. Claro, os filhos e netos deles estudam nas melhores escolas, sempre serão preparados para assumir o posto deles no futuro. Não querem concorrentes para os seus. O poder e a riqueza, os direitos ao conhecimento serão sempre das mesmas famílias. As escolas públicas já são o que existe de pior neste país. O ensino é muito ruim. Poucas conseguem ser exemplos, mas só conseguem porque ainda existem professores preocupados em ensinar e não apenas doutrinar partidariamente os alunos, ou ficar enrustindo na cabeça dos mais pobres, que são as vítimas do mundo. Até quando vamos brincar com a educação no Brasil? Até quando vamos nos iludir acreditando que basta um certificado, para garantir boas colocações no mercado de trabalho? Este é o Brasil que nunca vai dar certo para quem é pobre, mas será sempre aberto para quem nasce filhoe neto dos ricos e poderosos.

Leuza Rodrigues leuza.m@gmail.com 

São Paulo

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PRIVILÉGIO DOS LEITORES

Ter o privilégio de ler, no mesmo dia, os artigos (21/3, A2) de José Nêumanne e Fernão Lara Mesquita, só engrandece o "Estadão". O sr. Nêumanne (por falta de espaço?) não incluiu em seus brilhantes comentários, o interesse de bancas e advogados em alongar ao máximo os processos, e, lógico, seus honorários. É importante também considerar que após a compulsória aposentadoria, provavelmente os interesses serão os mesmos. É a vaidade.

Andre Frohnknecht caxumba888@gmail.com 

São Paulo

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EVITAR MUDANÇA DE RUMO

O artigo de José Nêumanne "Um tapetão para Lula" (21/3, A2) traduz bem a insegurança jurídica, caso o STF proíba a prisão de Lula após a condenação em segunda instância. Ele já foi condenado em duas instâncias e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por nove a zero, não cabendo mais mudanças de rumo, que comprometerá a democracia e trará gravíssimas consequências para a Corte e para o Brasil.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br   

São Paulo

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BARULHO SOB O SILÊNCIO

Contra parodiando Fernão Lara Mesquita digo: nossos governantes em todos os poderes deveriam ouvir o "barulho que se esconde sob o silêncio". Ouçam, porque em alguns dias desses tudo poderá mudar. É possível que sejamos apenas "bois cansados", guiados por "boiadeiros ineptos", mas eles deveriam se cuidar, um estouro desta boiada será incontrolável e nos já estamos no limiar. O STF se movimenta para acabar com as decisões que antes, eles mesmos tomaram, com o objetivo de: salvar bandidos, acabar com a Lava a Jato, livrar Lula das grades, etc.. A triste morte da vereadora está ocupando diariamente todos os noticiários na TV, porém está servindo apenas para esconder manobras tenebrosas dos nossos representantes.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 

São Paulo 

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'RETÓRICA JURÍDICA E LITURGIA JUDICIAL'

Parabéns ao "Estadão" pelo hilário artigo "Retórica jurídica e liturgia judicial" (20/3, A2) do eminente advogado dr. José Eduardo Faria. A história do "ergástulo público" é impagável, nos fazendo lembrar de fato ocorrido no final dos anos setenta, na Comarca de Sorocaba. Um perito judicial querendo chamar a atenção do juiz para determinado fato por ele apontado em seu laudo, iniciou sua oração assim: Excelência, "datíssima vênia", assim mesmo, com acento agudo no "i" e dois "ss"...

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br   

Águas de Lindóia

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CAUSA NOBRE

O general Braga Netto solicitou para pôr ordem na segurança pública do Rio de Janeiro, uma verba de R$ 3 bilhões. Detalhou tais valores e sua importância. Teve liberado apenas R$ 1 bilhão. Ou seja, nada de bom vai acontecer. Mas estão sobrando R$ 2,7 bilhões para campanha política. Que tal realocarmos esta verba para a segurança. É muito mais nobre a causa. Campanhas políticas de políticos desonestos devem ser bancadas por eles mesmos. Afinal de contas mamaram por muitos anos e têm caixa suficiente.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 

São Paulo

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CONTROLE DE ARMAMENTO 

As declarações dadas na semana passada pelo ministro extraordinário da Segurança Pública Raul Jungmann sobre as munições utilizadas para matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) no Rio de Janeiro parecem indicar que não existe, da parte dos órgãos policiais federais que utilizam armamento, o adequado controle sobre seu armazenamento, transporte e distribuição. Valeria a pena o ministro voltar à mídia para esclarecer o assunto, desvinculando-o do caso do assassinato da vereadora, de forma a tranquilizar a população. Pois, o controle de armas é o grande problema a resolver nessa questão da segurança pública. Desta forma, não se pode admitir que, justamente, órgãos policiais acabem, por falta de organização adequada, atuando como fornecedores (de munições!) para a bandidagem.

Wilson Cavalcanti wilsongcavalcanti@gmail.com 

Niterói (RJ)

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SEGURANÇA NO RIO DE JANEIRO

Desde os anos 1980 sabemos que a polícia do Rio recebeu instruções do governador para não subir os morros e, se supõe, era para não incomodar o crime que estava se organizando. Agora, depois de quase quarenta anos e com o crime bem organizado, há pessoas que se indignam que depois de um mês de inteiro de intervenção não se resolveu a situação. É tudo culpa do presidente Temer que, em vez de um general deveria ter nomeado um mágico para resolver tudo isso. 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com 

São Paulo

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MARIELLE E SEGURANÇA PÚBLICA

O caso Marielle é, infelizmente, uma oportunidade rara para a sociedade promover mudanças significativas no capítulo da segurança pública de nossa Constituição. Pena que seja preciso um crime hediondo para a população se manifestar de forma contundente. Vamos exigir de nossos governantes medidas efetivas e não só discursos vazios... É preciso mudar toda a estrutura policial, o Código de Processo Penal e o Código Penal... Vamos aproveitar para acabar com recursos protelatórios, condenado tem que cumprir a pena integralmente, sem regalias de qualquer tipo, para progressão da pena devem se exigir critérios duros e não nos esqueçamos de que os principais culpados pela situação caótica atual são os governantes de hoje e de ontem... Vamos mudar tudo, a hora é agora.

Renato Nascimento jrnasc@gmail.com 

São Paulo

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'MARIELLES' QUE VIVEM

Quantas 'Marielles' estão vivas?! Quantas heroínas que venceram os mais variados e intransponíveis obstáculos e estão por aí sem maiores considerações?! Proponho que o governo cubra com mão amiga esses seres superiores, oferecendo vantagens como prêmio pelas suas maiúsculas vitórias. Facilitar a entrada de negros, índios e pobres em ensino superior não basta. É bem mais importante ajudá-los a se encaixar na vida que segue após o diploma. Já dizia o saudoso Nelson Cavaquinho: "Se alguém quiser fazer por mim. Que faça agora. Me dê flores em vida. O carinho, a mão amiga. Para aliviar meus ais.".

Geraldo de Paula e Silva siffert18140@uol.com.br 

Rio de Janeiro 

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MEU CANDIDATO CONTINUA SENDO DORIA!

Infelizmente o prefeito João Doria (PSDB) está comendo do mesmo veneno que o consagrou um ano atrás. Excesso de exposição na mídia. A mesma que o enalteceu, vende hoje provável derrota ao governo do Estado. São Paulo já teve, no passado, prefeitos que largaram a Prefeitura ao vice e se elegeram ao governo do Estado com maioria dos votos. O mais rico Estado do País reconhece que ter os vermelhinhos nos governando é miséria na certa. Porque a esquerda não gosta do pobre, e sim da "perpetuação da miséria". Estão incessantemente batendo na tecla da promessa de Doria para "prefeitar", mas o Estado pode estar precisando de um candidato que possa nos salvar. Falam diariamente no que Doria não fez, se esquecendo do que fez em um ano, mesmo com dívida de R$ 7 bilhões deixados pela administração petista. Fora que os partidos coligados que o ajudaram a se eleger, querem sua derrota de olho nos próximos quatro anos. Os paulistanos deveriam se perguntar, por que algumas subprefeituras funcionam e outras não? Tem gente disposta a ajudar e outros querendo sua derrota. Portanto, o que vamos querer para nosso Estado? Apoiar essa esquerda caquética, ou votar em quem pode livrar o Estado de São Paulo de toda essa gente que destruiu o País? As raposas já estão cercando o galinheiro apetitoso. Vamos deixar? Apesar da mídia, meu candidato continua sendo João Doria. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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MERITOCRACIA DORIANA

O novato "João trabalhador", que não teve o mérito de concluir nem o estágio probatório à frente da Prefeitura de São Paulo, já acha que merece receber a promoção de assumir o próprio governo de São Paulo?!

Wellington Martins am.wellington@hotmail.com 

Bauru

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ELEIÇÕES PARA GOVERNADOR DE SÃO PAULO

A todos os amigos do interior de São Paulo, que ao pensar em votar em João Doria para governador, deem uma passada em uma igreja evangélica na hora em que eles associam a graça, ao que você vai dar de dízimo. É assim o governo Doria, só dinheiro e retorno zero. A capital apostou por total falta de opção. Na época seu adversário era muito pior. Mas o governo terá opções, pelo menos assim espero.

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@uol.com.br 

São Paulo

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O ESTADO QUE SE 'ALAGUE'

Em um dia de chuva intensa e inclemente, a cidade de São Paulo, mais uma vez, sucumbiu à força dos alagamentos e "parou", impotente, enquanto o ainda prefeito João Doria se encontra em plena campanha para governador. É inadmissível que qualquer prefeito que seja da maior cidade do País - imensa e com inúmeros e complexos problemas - não se comprometa a permanecer no cargo até o final do mandato. O mote de Doria durante a campanha municipal era o fato de não ser político profissional, mas um experiente e bem sucedido gestor do setor privado. Será que mentiu ou aprendeu rapidamente a arte da politicagem? Que não se iludam os ingênuos: se eleito, João Dória passará os próximos quatro anos fazendo campanha para a eleição presidencial de 2022 e o Estado de São Paulo que se "alague".

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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JUROS

Cliente Itaú no Brasil paga de juros em um mês o que o cliente Itaú no Paraguai paga em um ano. Alguém tinha alguma dúvida que isto não ia acontecer com a concentração bancária? Excluindo os bancos oficiais, quantos privados há? 3. Quantos havia nas décadas de 70, 80? O mesmo não demora a acontecer na telefonia, energia elétrica e outros que interessam ao capital estrangeiro por serem rentáveis. Os que não são o governo que trate de cuidar. Tudo isso veio no bojo da privatização. E sabemos de quem estamos falando. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com  

Rio de Janeiro 

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CORREIOS PATROCINAM SQUASH 

Em vez de R$ 700 mil em brioches, os Correios querem dar squash e rugby para o povo. Onde está a guilhotina? Até quando vamos ter que aturar ações entre amigos com o nosso dinheiro?

Henrique Boneti hboneti@uol.com.br    

São Paulo

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