Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 03h00

BATE-BOCA 

Suprema vergonha

A que ponto chegamos, dois ministros da mais alta Corte do País se digladiando durante sessão no plenário. É de estarrecer! Que falta de compostura! Em se tratando de pessoas tidas como autoridades que exigem respeito ao cargo que ocupam, dão um exemplo degradante a quem assistiu à cena. O que esperar de tudo isso? A última instância a recorrer imagina-se ser um órgão composto de figuras de proa, de conhecimentos e que saibam comportar-se à altura. Infelizmente, não é essa imagem que nos passam.

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

Inadmissível a cena deprimente que vimos na quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF): um ministro, com ares de moralista, atacando colega de forma grotesca e extremamente mal-educada, com termos ofensivos, impróprios até em briga de rua. Que mau exemplo!

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@gmail.com

Campinas

Tempos escuros

O embate antijurídico travado entre ministros do STF revelou de forma patética quanto a sociedade brasileira está sendo relegada ao vazio da ignorância. Desrespeitar o cidadão brasileiro de bem tornou-se ato contumaz até mesmo por parte da Corte Suprema. É preciso lembrar a esses senhores ditos arautos do saber absoluto que a sociedade não existe para emprestar-lhes os ouvidos e submeter-se a ter de escutar impropérios e por estes ser atingida em sua paz social. Esses senhores estão no lugar que estão para servir à Nação brasileira como juízes desvinculados dos seus próprios interesses e de suas vaidades; ali estão para cuidar de proteger o País e seu povo contra as injustiças e, fundamentalmente, para guardar com altivez, independência e honra os desígnios da Constituição federal. Afrontar os cidadãos brasileiros com shows midiáticos televisivos e expor a todos as mazelas e os desequilíbrios emocionais que os afetam é também afrontar a nossa Carta Magna e envergonhar o próprio Poder Judiciário. Torna-se cabal que a Nação brasileira, na acepção mais profunda da palavra, está entregue ao incerto; vivemos realmente tempos mais que escuros ao se constatar que a Suprema Corte, a exemplo dos demais Poderes da República, também se afastou da sociedade. Com a palavra o Senado Federal, em face do descalabro institucional que está a permear o órgão máximo da Justiça. Até quando teremos de suportar esse quadro de rupturas?

CLÁUDIO ANTELO

claudioahantelo@terra.com.br

São Paulo

ENERGIA ELÉTRICA

Novo blecaute

Recém-inaugurada, a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, tem o seu organograma de construção na mira da Lava Jato, que ainda vai chegar lá. Agora a usina deu o ar de sua graça ao causar um apagão nos Estados do Norte e Nordeste e afetando outras regiões do País. Essa falha levou à escuridão 70 milhões de pessoas, que ficaram algumas horas sem energia. Segundo a mídia, um disjuntor causou o blecaute, o que já deveria ser previsto e prevenido. Esse apagão também “apagou” o ânimo do presidente Michel Temer em privatizar a Eletrobrás. Que pé-frio esse presidente, hein? 

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Mais um apagão...

Desta vez atingiu Estados do Norte e Nordeste. Mas o então presidente Lula, no primeiro mandato, quando nomeou Dilma Rousseff ministra das Minas e Energia, não o fez dizendo que era para resolver o problema energético do País e que não queria passar por mais apagões? Mas tanto o seu governo quanto o dela passaram por apagões. E eles continuam. Reflexo da política errada dos governos petistas para o setor. A ex-ministra de Lula não sabe fazer conta de porcentagens, não conhece a diferença entre watts, voltagem e amperagem. Queriam o quê? 

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

A falha que causou o apagão de anteontem na linha de transmissão de Belo Monte é uma das consequências do amadorismo e da irresponsabilidade das administrações dos governos do PT no trato do setor elétrico. Foi uma boa amostragem da degradação da ação do Estado petista também nessa área vital. Para onde se olha só há improvisações, muita corrupção e irresponsabilidade como legado.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Operação falha

Cada linha de transmissão, transformador, banco de capacitores, ou seja, cada equipamento que compõe um sistema elétrico de potência tem vários relés de proteção. Cada relé de proteção tem uma função específica e é ligado a um sistema de automação, que faz o monitoramento e armazena os dados de atuação dos relés, executa comandos manuais dos operadores e manobras automáticas, previamente programadas, do sistema. O apagão de anteontem demonstra que a falha num único ponto se espalhou e foi propagada para grande parte do País, contrariando o correto funcionamento de um sistema de proteção, que restringe a falha à área de sua ocorrência. Os sistemas de automação, quando corretamente configurados, exibem em tempo real toda a sequência de atuação dos relés de proteção, com o carimbo da hora exata. Todas as subestações e usinas da região da falha e principalmente o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deveriam saber informar logo o que exatamente causou o início dessa perturbação.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

ILUME

Suspeita de corrupção

Só para entender: a diretora do Ilume que foi demitida pelo prefeito João Doria é aquela mesma ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) do acidente da TAM em Congonhas? Ah, entendi.

ALVARO DEVECZ

aldevecz@uol.com.br

São Paulo

INTERVENÇÃO NO RIO

Quem paga a conta

Essa questão está parecendo a fábula da formiga e da cigarra. O Rio ficou anos em festas (Copa do Mundo, Olimpíada...) e agora o inverno chegou. A grande verdade é que os eleitores do Estado e da cidade do Rio de Janeiro demonstram não saber escolher seus representantes – ou talvez estes realmente representem o eleitorado de lá... Não aceito desviar dinheiro federal para pagar a conta da festa. 

DANIEL BAYERLEIN

danielbayerlein@icloud.com

Jandira

 

BATE-BOCA NO STF

O plenário do Supremo Tribunal federal (STF), nesta quarta-feira, 21, virou um rebu, ou a Casa de Noca! Num bate-boca, ao vivo e a cores, o ministro Luís Roberto Barroso, depois de se sentir ofendido, disse que Gilmar Mendes é um cidadão sem ideias, que só sabe ofender colegas, e que, envergonha o STF! Convenhamos independente de equívocos cometidos nas decisões de alguns ministros, inclui-se também Barroso, o ministro Gilmar há muito vem protegendo corruptos íntimos de sua família, lhes concedendo habeas corpus! Só não enxerga quem não quer! Depois, fora dos altos, como se um magistrado de uma Suprema Corte, pode assim agir, diz que, quer mudar o seu voto, que foi a favor a prisão em segunda instância... E para consumar sua evidente parcialidade como magistrado, como uma vingança, ao juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio, determina que as audiências da Operação Ponto Final, sejam reiniciadas, voltando a estaca zero. Por quê? Porque, nessa operação o grande corrupto é o seu amigo Jacob Barata Filho, empresário do setor de transportes urbanos do Rio... Na realidade, toda essa grosseria institucional dentro do STF é ruim para o País. Que à duras penas, tenta sair do lamaçal da corrupção petista, recuperar sua economia e os milhões de empregos perdidos! Nesse sentido, a Nação não pode conviver também, com esse Supremo Tribunal Federal, em frangalhos e se desmoralizando...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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SESSÃO DA TARDE

A sessão da tarde desta quarta-feira no STF mostrou um momento que em nada contribui para o conceito de nossa Corte maior. Dois ministros, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, com bastante experiência no Judiciário trocaram palavras agressivas e não jurídicas, mas pessoais. É lamentável que isto tenha acontecido.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos

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ARRANCA-RABO SUPREMO

No emocionante arranca-rabo entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, não troco meio Gilmar por um balaio de Barroso. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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BARROSO X GILMAR

Senti-me de alma lavada com a fala do ministro Barroso dirigida ao seu colega Gilmar Mendes. Quanto à compostura que esperamos sempre dos representantes da Suprema Corte, que não seja lembrada como essencial sempre. O ministro Barroso falou o que a população do País queria dizer a este senhor. Obrigado, ministro!

Alberto Daneu curtasuasaude@uol.com.br 

Osasco 

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GILMAR MENDES

Até quando o País terá que conviver com o tal Gilmar Mendes destilando venenos, ódios e autoelogios, envergonhando não só seus colegas, mas indo sempre contra a vontade da maioria da Nação. Está na hora de alguém pedir o impeachment deste senhor, antes que ele produza mais estragos à Nação.

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com 

São Paulo 

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NO DIVÃ

O ministro Gilmar Mendes tenta desestabilizar o STF com discussões inúteis e ofensas gratuitas, submetendo seu notório saber à própria rudeza.

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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SUGESTÃO

Por que não te calas, Gilmar?

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com 

Monte Santo de Minas (MG)

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O SUPREMO EXPLODIU

O ataque frontal do valoroso ministro Luís Roberto Barroso, contra o ensandecido ministro Gilmar Mendes, no Supremo, foi um grito de basta, retumbando o que toda a Nação pensa da atuação nefasta de um juiz, que coloca todo seu juízo a serviço dos corruptos e criminosos ricos e poderosos dos colarinhos brancos na aparência e imundos na essência de seus atos delituosos. Alguém precisava dizer na cara de Gilmar Mendes o que ele é em sua alma perversa de advogado do lúmpen do poder. Estamos com o ministro Luís Roberto Barroso.

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre

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VERGONHA E MAU EXEMPLO

O bate-boca público entre os ministros Gilmar Mendes, aquele que serviu de inspiração para uma marchinha carnavalesca e, o controverso Luís Roberto Barroso, que proibiu a farra do boi e liberou o aborto até o 3.ª mês de gravidez, mostra o baixo nível dos integrantes da Suprema Corte brasileira, ressaltando que a maioria deles foi indicação do governo petista. Dize-me com que andas e te direi quem é!

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

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ANTAGONISTA E PROTAGONISTA

É simplesmente inaceitável, incoerente e nociva ao bom andamento e funcionamento, o péssimo comportamento agressivo, prepotente e impetuoso, visto novamente nos telejornais de diversas emissoras do ministro Gilmar Mendes do STF, ao discutir grosseiramente desta vez com o ministro Luís Roberto Barroso. Sempre criticando, querendo ser absoluto e ter razão em absolutamente tudo como se fosse o único correto, desrespeitando seus pares e comportando-se sempre como antagonista e querendo ser o protagonista principal da História. Isso já ocorreu inúmeras vezes, situação esta que não nos surpreende mais, pois estamos habituados a tal comportamento ridículo, até porque em breve deverá acontecer novamente com outro ministro. Gilmar gosta muito de aparecer e o faz da pior forma possível. Lamentavelmente a Justiça a qual nos deve julgar decidir e proteger é dirigida por ministros desta espécie e categoria.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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ESPERANÇA

Um ministro do Supremo como Gilmar Mendes, desavergonhadamente tendencioso em suas atitudes, nos envergonha e não nos representa, quando insiste em agir em favor de corruptos mais que conhecidos. A quem recorrer? A esperança está na firmeza de Cármen Lúcia e do ministro Barroso, que "lavou nossa alma" ao dizer tudo o que pensamos, mas que não temos chance de fazer ser ouvido. Haverá ainda um mínimo de esperança?

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br 

São Paulo

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POR ORA

Pelo menos por ora, o ministro Barroso é nosso herói! Lavou a alma dos brasileiros! Mas não dá para confiar em nenhum deles. Essa turma é vergonhosa!

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

Questão que me faz lembrar os filmes Western, de décadas atrás, estrelados por John Wayne, Henry Fonda, Clint Eastwood e outros, ou seja, "mocinhos" x "bandidos". Nesses filmes, felizmente, para satisfação de nós espectadores, os "mocinhos" sempre ganharam. E agora? E nós brasileiros, o que assistiremos? Quem ganhará? Vamos ver, não em Cinemascope e Tecnicolor, mas sim em transmissão - também colorida - diretamente na TV.

Eduardo Villaça Mortari eduardo.mortari@suprinter.com.br 

São Paulo

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A OAB, os juízes, os desembargadores e os magistrados não estão envergonhados com este STF que esta aí? Será que são vitalícios, qual seria a corregedoria para o STF? 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 

Ourinhos

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DESVARIO DO DECANO

Às vésperas do Brasil ter a alma lavada com prisão do condenado Lula, novamente o decano Celso de Melo, por vaidoso tecnicismo, coloca, a sua verborrágica erudição contra a firme determinação da honrada e digna Cármen Lúcia, em limpar o lixo da corrupção institucionalizada da História do Brasil. Tatuí, tão orgulhosa de ter libertado seus escravos antes da Lei Áurea, espera mais, muito mais, de um de seus filhos. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 

Valinhos

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PERPLEXIDADE

O ministro Marco Aurélio do STF se diz perplexo com as divergências entre ministros, sobre a questão de nova discussão sobre a prisão de condenados em segunda instância. Outro ministro, o decano Celso de Mello, tentou convencer a ministra Cármen Lúcia, a pautar para discussão do plenário o pedido de habeas corpus de condenados em segunda instância. Ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, só existe perplexidade por parte da sociedade brasileira, com a demonstração que os senhores estão mostrando, de total falta de ética e honra, em não quererem obedecer a decisão da maioria do plenário, quando decidiu por 6 x 5, a favor da prisão. Os senhores estão demonstrando para a sociedade, que preferem soltar bandidos que corromperam nosso País, e nos levaram a situação de crise econômica que o País atravessa e, portanto, dar carta branca para continuarem assaltando os cofres da Nação. Afinal de contas, de que lado os senhores estão?

Walter Simões waltersimoesdx@hotmail.com 

Santos

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ATÉ ONDE VAMOS?

Depois que o maior corrupto de nossa história declarou que foi ele quem nomeou a maioria dos componentes do STF, não dá para se estranhar mais nada em termos da inadequação desse Tribunal para julgar seja lá o que for. Quando um rábula reprovado em concurso para cargo de primeira instância está prestes a assumir a Presidência do STF, é assustador o que nos aguarda em termos de interpretações amalucadas do que diz nossa Constituição. Essa discussão inadmissível sobre o caso de prisão após condenação em segunda instância, já votada pelo Tribunal, mostra com letras maiúsculas como a corrupção patrocinada pelo ex-presidente conseguiu contaminar a alma do Brasil. Até onde conseguiremos ir rumo ao fundo do poço das iniquidades?

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 

São Paulo

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AVACALHOU GERAL

Veja em que pé chegamos: SFT pequeno, usado e sem moral, dominado por ministros militantes partidários transbordando lealdade ao PT e "Lulla". Tudo isso para proteger o criminoso já condenado por unanimidade em três Cortes. Toda a história da Corte desfeita pelas atitudes dos ministros petistas e amigos dos amigos. Vergonha e raiva dessa corja.

João Cesar Ribeiro cesar.ribeiro8@hotmail.com 

São Paulo

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JUDICIÁRIO E FUTEBOL

Pena que o Brasil tenha perdido de goleada para a Alemanha em 2014. Se o placar tivesse sido de 6 x 5, a CBF poderia recorrer a um Tribunal Superior para reverter este "golpe" porque, pelo jeito, resultado tão apertado assim não é pra valer, pode ser contestado a qualquer tempo e, então, dependendo da qualidade dos julgadores, a gente poderia até ser hexa, finalmente. Afinal, em matéria de maracutaias, casuísmos e tapetão, somos imbatíveis.

Paulo Isamu Uehara paulouehara119@gmail.com  

São Paulo

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PELADA

Afinal, foi pelada ou jogo oficial o 6 x 5 da decisão do STF sobre a prisão em segunda instância? Então que a FIFA coloque em pauta novo jogo entre Brasil e Itália substituindo o apertado 2 x 3 do Sarriá em 82! 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com 

Casa Branca

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STF: MUDANÇA DE NOME

Pois é, adotem logo um novo nome: STP, onde o P pode ser Procrastinação ou Prescrição. Fica mais fácil entender.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br 

Cotia

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OS MINISTROS PEQUENOS

Tão fortes foram as pressões por parte de alguns ministros sobre a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para que fosse pautada a rediscussão sobre a possibilidade da prisão em segunda instância, que a ministra marcou para ontem, o julgamento sobre o habeas corpus de Lula. A própria ministra Cármen Lúcia já declarou, por mais de uma vez, que rever a jurisprudência firmada recentemente, em outubro de 2016, para beneficiar Lula, será "apequenar" o Supremo. Ao pautar o habeas corpus do ex-presidente - depois de sofrer ameaças de afrontas em plenário, por alguns de seus pares - Cármen Lúcia poderá ficar certa de que, qualquer que seja o resultado do julgamento, o STF não será "apequenado" porque tem a presidi-lo uma guerreira, mas alguns de seus ministros ficarão ainda menores do que já são.

Sérgio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br 

São Paulo

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O STF E LULA

Lula já classificou o STF como Tribunal acovardado. Sua presidente disse que seria "apequenar" o Tribunal se este acatasse as pressões para reavaliar a possibilidade de prisão em segunda instância. Lula apequenou o Tribunal e o Tribunal acovardou-se. Temos um Tribunal que é Supremo no nome, diminuto nas decisões, federal no âmbito, privado nas escolhas fulanas.

Paulo Mario B. de Araujo pmbapb@gmail.com 

Rio de Janeiro

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APEQUENAMENTO INDECENTE

Para que o Supremo Tribunal Federal chegue mais ao fundo do caudaloso e fétido lamaçal, basta anular a decisão que tomou há dois anos: a pronta execução da pena aos condenados em segunda instância. Trocando em miúdos: decidir pelo não cumprimento da pena de 12 anos e um mês do condenado Lula da Silva.

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com   

São Paulo 

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HC DO INOMINÁVEL

Ministra Cármen Lúcia, talvez contra a sua vontade, o STF já tenha se apequenado. Demais ministros, a sociedade de bem espera que os senhores não o tornem mini.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br  

São Paulo 

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DENUNCIANTE

Esta é a minha dúvida: o que seria se Lula começasse a falar como denunciante? Alguns ministros do STF teriam de ser processados?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br 

São Paulo

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MONTANHA DE PAPEL

A notícia trazida pela jornalista Sonia Racy sobre o fato de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter 1,1 milhão de páginas de prestação de contas para analisar é preocupante e desalentadora. Poucos dias atrás o ministro Fux tomou posse como presidente do TSE, com pompa e circunstância, prometendo decisões céleres, incluindo o combate às fake news, para que o eleitor possa votar conhecendo tudo sobre os candidatos. Bom, se nesse pacote que ainda não foi analisado, contas de 2012 a 2016, tiver erros, falcatruas, maracutaias e outras coisas mais, envolvendo partidos e candidatos que vão às urnas pedir o nosso voto, a lisura do pleito estará comprometida. O ministro não sabia disso? Vai fazer algum mutirão para colocar tudo em dia? A sociedade aguarda uma resposta!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com  

Rio de Janeiro

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PREVALÊNCIA CONSTITUCIONAL

Insisto no tema constitucional do Artigo 5.º: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza", ou os poderosos, endinheirados e "amigos do rei", são mais iguais que os demais?

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br  

São Paulo 

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LIGAÇÃO DO PAPA

O papa Francisco teria ligado para a mãe da vereadora Marielle Franco (PSOL). Até aí tudo ótimo. Todavia, quando ligou para a mãe do bebê Benjamim, morto no dia seguinte por bala perdida, com apenas um ano e meio de idade? Quando ligou para a mãe do bebê que pouco viveu, porque ela levou um tiro de bala perdida no ventre em que ele se achava protegido? Quando ligou para a família de algum policial morto enquanto cumpria suas obrigações fazendo seu trabalho? Esse senhor faria melhor se vigiasse as criaturas de sua Igreja, cujo comportamento nos faz duvidar da eficácia de seus ensinamentos, ou acaso Deus permite dois pesos e duas medidas? 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 

São Paulo

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'ATÉ TU, PAPA FRANCISCO'

Gostaria de saber qual o critério de valorização da vida humana foi usado pelo papa Francisco ao telefonar para mãe de Marielle? E as mães, as esposas e os filhos dos policiais mortos, também receberão telefonemas do papa?

José Millei millei.jose@gmail.com 

São Paulo

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A INEFICIENTE DA POLÍTICA AMBIENTAL

No primeiro dia do outono, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras localidades brasileiras tiveram chuva, enchentes, prejuízos e mortes. Todo ano é assim. Passam os meses secos, apropriados a providências para a chegada das águas e, quando elas chegam, a catástrofe se repete. Demonstração de que as medidas foram infrutíferas. Pouco ou nada muda de um ano para outro, e o sofrimento da população continua. Nos anos 70, a defesa ambiental tornou-se moda no Brasil. Muitos ganharam dinheiro e outros fizeram carreira política (que também resulta em ganhos). Muitas teses foram defendidas, mas na hora da aplicação, pouco ou nada se faz. Áreas de risco continuam ocupadas, canalização entupida e falta de previsão de sinistros são uma constante. O governo da União, que detém o grosso da arrecadação, precisa criar condições para que o Estado aplique as políticas protetivas em suas áreas críticas e os municípios, também integrantes do problema, façam o serviço de ponta. Do jeito que está, não dá para continuar. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

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PERÍODO DE CHUVAS

Durante anos, nesta época das chuvas, a cada novo prefeito de São Paulo, temos ouvido desculpas e promessas, nunca cumpridas, para acabar com as costumeiras enchentes. Ora, é um velho problema de difícil solução, pois os rios encanados não mais absorvem as águas da chuva no solo impermeabilizado pelo asfalto. E somando-se a isso, o acúmulo de lixo que entope os bueiros, temos a deflagração do caos, como o de anteontem, que além de traumas e prejuízos também provocou mortes. Estarei disposta a votar novamente em João Doria se ele, como esperávamos, se mostrar diferente dos que o precederam e, antes de se desincompatibilizar com o cargo para o qual o elegemos, nos explique por que suspendeu os recursos como também por que não concluiu as obras para evitar as enchentes, ao invés de apenas "lamentar as mortes e dizer que a precipitação foi muito acima da média".

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com 

São Paulo

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'O SILÊNCIO QUE ESSE BARULHO TODO ESCONDE'

Nos 70 anos de vida e nos 35 que trabalhei como engenheiro de empresa privada contratada para executar o trabalho que deveria ser feito pelos funcionários dos órgãos públicos (estatais e outras), nunca vi um artigo como o do jornalista FERNÃO LARA MESQUITA (21/3, A2) que vai a cerne dos problemas que levaram o nosso País a este estado de calamidade econômica e moral. Meus parabéns. O seu artigo deveria ser tema em todas as escolas desde o básico até o superior, não só de Direito, mas sim de qualquer ramo de atividade. E o seu nome deveria ser propagado da maneira como a que grafei (em letras maiúsculas, todas).

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com  

Pirassununga 

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RECOMENDAÇÃO

Quando baixo o meu arquivo "Estadão", viro a página e logo de cara percebo lado a lado José Nêumanne e Fernão Lara Mesquita (21/3, A2), eu logo percebo que estou no lugar certo. No mundo das fake news e de notícias açodadas, nada melhor do que esperar por artigos deste quilate pela manhã, junto ao café amargo. Um brinde ao jornal que nos proporciona este efeito maravilhoso, artigos maravilhosos. Eu recomendo. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com 

São Paulo

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A CARNIFICINA DO ERÁRIO

A "Coluna do Estadão" (22/3, A4) entrega: "Golpe. Gilmar aponta um acordão entre Fux, a ministra da AGU, Grace Mendonça, e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Um despacho da ministra ajudou a adiar a discussão. Juízes questionariam a verba de sucumbência paga aos advogados da União se o auxílio-moradia caísse". Ou seja, quem tem maior legitimidade para ganhar polpudas remunerações, sem olhar o momento juris, se "honorários advocatícios" ou auxílio-moradia. Ocorre é que o cidadão não tem escolha quanto ao órgão jurisdicional que vai julgá-lo, pode ser o juiz Sérgio Moro, como pode ser Tânia Garcia, presidente do Tribunal Regional Eleitoral e integrante do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que livrou acintosamente, à carteirada, seu filho acusado de tráfico de entorpecentes. Todas as regras do "juiz natural" estão legalmente previstas. Já os honorários polpudos, em sua maioria, são fixados em contratos meio (não "fins"), tendo em vista a livre escolha e capacidade econômica do contratante, como Lula, por exemplo, que teve condições de deixar os garotos em Curitiba e contratar Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF, estudioso de Direito Penal e bastante respeitado pelos ex-colegas, para defendê-lo. Quero dizer, quem escolhe ser juiz sabe que durante toda a sua judicatura até a sua aposentadoria estará fora do "mercado de trabalho", ou seja, a opção é anterior. Comparar situações jurídicas díspares é uma falácia.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br 

São Paulo

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CADASTRO POSITIVO

A Constituição garante o direito à privacidade das pessoas. O chamado cadastro positivo, que agora será impositivo e automático a todos os cidadãos independentemente de sua vontade, ou autorização, vai abrir os dados pessoais financeiros aos quatro ventos (o valor do orçamento doméstico, os empréstimos, as contas de água, luz, gás e telefone, o crediário, o cartão de crédito, etc.). É manifestamente ilegal, mas os bancos têm força suficiente para aprovar em menos de 30 dias a lei que tramita a esse respeito. A desculpa esfarrapada é baratear o crédito. O cadastro existe há anos, mas não encontrou adesão voluntária de interessados. Daí enquadrar à força todos os brasileiros. Será uma farra de informações financeiras pessoais sendo produzidas e espalhadas a qualquer um que se interessar. A aprovação dessa monstruosidade será mais um desserviço dos atuais políticos. A conferir.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 

São Paulo

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O BRASIL QUE QUEREMOS

É normal em qualquer parte do mundo, que num país em que se exerça um regime democrático, a liberdade é parte do direito de sua gente. Claro está que não estou falando do Brasil: uma Nação desprovida de qualquer senso de democracia. Enquanto milhares de pessoas são assassinadas nas ruas, outras nos hospitais, onde crianças vão para a escola, não para estudar, mas para comer. Apenas por isso vemos que a democracia aqui é uma mentira. A Caixa Econômica Federal financia time de futebol, mas cobra juros altos de aposentados que precisam de empréstimos. Nossos legisladores não sabem quais são suas obrigações, por isso, usam o Congresso como um trampolim para um cargo maior, ou para empregar seus apaniguados. Se a Justiça algum dia existiu por aqui, ninguém pode afirmar que sim, quando vemos que Supremo é um ninho de águias, onde o filhote mais forte come toda a comida que sua mãe caça, para assim, matará seu irmão mais fraco. Isso pode acabar se nos unirmos e afastarmos do ninho, os notórios bandidos. As ruas serão nossos caminhos. Aguardem.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 

São Paulo

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BANDEIRA VERDE

A bandeira vermelha predominava nas contas de energia elétrica do nosso Brasil. Foi só o presidente Temer passá-la para bandeira verde que o antigo apagão deu sinal de vida. Agora, a nós brasileiros só resta esperar a cor da bandeira que virá em abril, até porque, em minha opinião, a bandeira verde nas contas de luz já foi "pras cucuias".

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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MEDICAMENTOS PARA DOENÇAS RARAS

Quero parabenizar a jornalista Lígia Formenti pela excelente matéria sobre suspeita de falsificação em Compra do medicamento Soliris de alto custo pelo Ministério da Saúde. Os doentes acometidos por doenças raras estão morrendo no Brasil!

Fátima Braga fatima_abrame@hotmail.com 

São Paulo

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DOENÇAS RARAS

Queria elogiar o "Estadão" por, finalmente, tocar no assunto doenças raras de maneira imparcial, dando importância à vida! É assim que se constrói um mundo novo e sem medo! Deus abençoe.

Rosely Maria rosely.magnificat@gmail.com  

São Paulo 

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VENDA DE ACERVO

A venda planejada de uma obra de Jack Pollock pelo Museu de Arte Moderna (MAM) Rio dói tanto quanto a amputação de um membro do nosso corpo. É inconcebível planejar a venda de um acervo tão valioso para simples manutenção de um museu. Seus administradores mereceriam ser demitidos ante a falta de alternativas e de visão para resolver esta pendência financeira. Este quadro, com certeza, leva visitantes ao museu, sua falta será sentida e com isto, menores as perspectivas de visitação. Um gol contra! No passado, deixamos escapar um ícone como o Abaporu de Tarsila para a Argentina. Se a moda pega, será melhor juntarmos museus para ter acervo minimamente aceitável qualitativamente. Uma saída possível seria a de que contatem Emanuel Araújo, que transformou a Pinacoteca paulista em local de sucesso de público e faz do Museu Afro um local instigante de popularização da cultura negra. Outra seria a de um mecenas como o carioca Lehman ou paulista como a família Setubal ou Ermírio de Morais comprarem a obra para mantê-la no Brasil.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br  

Indaiatuba

 

 

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