Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 03h00

PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA

Oxalá não mude

Nos meus 73 anos de vida nunca assisti, em nosso país, a um surto de corrupção explícita e muito bem engendrada como aquele a que estamos assistindo nestes últimos 15 anos. Sem entrar nas questões de ordem político-partidária, todos sabemos qual é a fonte dessa avalanche de corrupção. Sabemos o nome e o sobrenome de todos os que passaram a fazer parte da corte corruptora. Essa corrupção agrandada nos envergonha como nação e aniquila a consciência dos cidadãos. Com o respeito que todos devemos às decisões de nossa Corte Suprema, entendo que a modificação do entendimento atual, que possibilita a prisão de pessoas julgadas e condenadas nos tribunais de segunda instância, terá como consequência a exacerbação da sensação de impunidade que impera no Brasil, pela natural demora dos julgamentos nas instâncias superiores. Rogo a Deus para que o atual entendimento não seja mudado, para o País poder purgar o quanto antes a impunidade.

JOSE J. ROSA

jose.rosa1945@hotmail.com

São Paulo

Credibilidade

Desde 1941 a prisão por condenação em segunda instância funciona no Brasil. Em outras plagas a prisão pode ser cumprida já na primeira. Por aqui, graças à desbragada corrupção de todos conhecida, fazem de tudo para evitar que isso seja feito, e com as benesses do Supremo Tribunal. O Executivo e o Legislativo já não mereciam a nossa confiança e agora, após a esdrúxula liminar concedida a Lula, nem na nossa instância máxima de Justiça podemos mais confiar.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Levantamento

Alguém sabe informar de quanto seria a expectativa de “erro” da Justiça ao determinar a execução da pena para réus condenados em segunda instância? Ou seja, historicamente, dos milhões de julgamentos já concluídos pela Justiça brasileira, quantos chegaram à absolvição após a condenação em segunda instância? No momento político vivido por nós, brasileiros, o Poder Judiciário nos deve, a todos, essa informação. E a imprensa deveria ir buscá-la.

EUVALDO REBOUÇAS DE ALMEIDA

euvaldo@uol.com.br

São Paulo

Paradoxo

O problema do Judiciário brasileiro não é decidir sobre a prisão em segunda instância, mas superar o que chamo de “paradoxo da injustiça”. O crime de colarinho-branco, condenado em duas instâncias, cabendo habeas corpus, recurso especial com efeito suspensivo da pena (no STJ) e recurso extraordinário (no STF), mesmo não havendo nenhuma nulidade, tende a levar à prescrição (por causa da morosidade) antes do trânsito em julgado. Os casos de usuário de droga (em pequena quantidade) ou de autor de furto famélico, quando condenados em duas instâncias (contrariando a jurisprudência do STF), dependem de habeas corpus para a soltura do preso, que cumpre a pena desde antes mesmo da condenação em primeira instância.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

AUXÍLIO-MORADIA

Corporativismo

Muito conveniente o ministro Luiz Fux, do STF, ter aceitado o pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) – da qual o ministro é membro – para encaminhar a discussão sobre a concessão do auxílio-moradia a magistrados e procuradores, que representa um gastos mensal de R$ 135 milhões à União, para uma Câmara de Conciliação, retirando da pauta do Supremo o julgamento das ações sobre a inconstitucionalidade do benefício. Realmente, como já foi dito anteriormente, existem “eles” e o resto. Pobre resto da população...

SYLVIO FERREIRA

sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo

MORO NO ‘RODA VIVA’

Momento histórico

Excepcional a entrevista do juiz Sergio Moro no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira. Todas as perguntas formuladas pelos jornalistas foram respondidas com clareza e lógica, demonstrando ter ele um domínio perfeito da legislação aplicada nos processos conduzidos pela Operação Lava Jato. Foi uma verdadeira aula magna sobre essa operação e sua importância para um Brasil mais justo, mais solidário e com menos corrupção, com que sonhamos. Parabéns a todos os envolvidos, por esse momento histórico do nosso telejornalismo.

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Imperdível

O juiz Sergio Moro mais uma vez demonstrou todo o seu conhecimento, a sua tranquilidade e a maneira como se deve comportar um representante da Justiça. Parabéns. Todos os brasileiros deveriam assistir a essa entrevista, principalmente os ministros do Supremo Tribunal. 

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

heitor.portugal@uol.com.br

São Paulo

CARAVANA DO FICHA-SUJA

Inversão de papéis?

Setores da mídia criticam a recepção agressiva que a caravana de Lula teve na maioria das cidades da Região Sul por onde passou. Realmente, não é usual ver no Brasil tal agressividade contra um ex-chefe de Estado. A menos que ele próprio tenha insuflado esse comportamento durante longos anos. “Nós contra eles” foi a mensagem que Lula passou a seus eleitores, jogando-os contra o que ele qualificava de elites insensíveis. Agora todos se espantam ao se darem conta de que a lição foi aprendida pela população e o petista está a colher o que plantou. Mas não só isso explica o “basta” dos sulistas a Lula, acredito que se a caravana passasse pelo Sudeste e pelo Centro-Oeste a acolhida seria a mesma, pelo fato de que essa longa farsa do julgamento de Lula já extrapolou todos os limites. A própria cúpula do Judiciário, ao se mostrar condescendente e leniente quanto à pena imposta pela segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, está a insuflar a rebelião social contra Lula. A Nação quer paz para trabalhar, precisamos que essa questão se resolva logo. Não é o povo que está a sujar-lhe a imagem, ele próprio a jogou na lata de lixo da História. Portanto, que certa mídia não inverta os papéis, incensando e vitimizando o homem e tornando a população alvo de abominação.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Eu só queria entender: alguém saberia explicar por que policiais federais e militares vêm fazendo a escolta da comitiva eleitoral (ilegal) de Lula?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

LULA E O TRF-4

 

Como já era esperado, os integrantes do Tribunal Regional Federal da 4.ª da Região (TRF-4) mantiveram a condenação do ex-presidente Lula. Isto o coloca como ficha suja. O fato mantém em evidência o possível candidato à presidente nas próximas eleições. Inclusive será levados em consideração os recursos que serão apresentados pelos seus defensores, protelando ainda mais a decisão final. Cabe a indagação: não fosse já uma temporada eleitoral a questão mereceria tanto destaque? E mais, quando o Judiciário em todos os níveis fará uma tramitação adequada, evitando a demora nos andamentos de processos independente de quem está sendo julgado?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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TRF-4 E STF

 

Precisou de apenas dez minutos para os desembargadores da 8.ª Turma do TRF-4 de Porto Alegre julgarem improcedentes os embargos dos advogados de Lula. Diante desta celeridade e clareza, pergunta-se: como vai ser a próxima sessão do Supremo Tribunal Federal (STF)? Os ministros vão manter nossa fé na Justiça afirmando, pela terceira vez, a prisão após condenação em segunda instância? Ou vai ser, com máxima vênia, uma sessão de exposições intermináveis, usando pomposa linguagem para dizer coisas simples, para que no final derrubarem sua decisão anterior, livrando Lula e uma porção de malandros, traficantes e até pedófilos da prisão? A história jamais perdoará aqueles que vencelham! 

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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EXEMPLO DO TRF-4

Senhores ministros do STF, viram como foi fácil para os desembargadores do TRF-4? Nenhum pavão para demonstrar o saber (?) jurídico com votos intermináveis e incompreensíveis, bate boca de botequim, alegação de cansaço e viagens inadiáveis com comprovante de check-in quanta pequenez! 

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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A GOLEADA CONTINUA

 

Após mais uma votação por unanimidade do TRF-4, totalizando a acachapante e inquestionável goleada de 12x0 da Justiça, tudo indica que Luiz Inácio "Ficha-suja" da Silva, vulgo Lula, esteja finalmente a caminho da merecida inelegibilidade, desturvando de vez o cenário político. O País tem futuro. Desta vez, vota certo, Brasil!

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O STF E A GUERRA CIVIL

 

A paródia de julgamento encenada pelo STF, que beneficiou o ex-presidente Lula da Silva com um salvo conduto contra o início da execução da pena de prisão a que foi condenado, foi analisada pelo "Estado", sob o sugestivo título "Supremo genuflexo" (25/3, A3). Enfatizando que essa foi mais uma, entre várias aberrações produzidas naquela Casa, o editorialista conclui: "Quando a Corte constitucional atenta contra a própria Constituição, para proteger quem tem poder, o futuro é inevitavelmente sombrio. Os brasileiros honestos já temem pelo que virá". E acontecimentos recentes reforçam o severo alerta dado pelo jornal. As manifestações contra a corrupção nos governos petistas e em apoio à Operação Lava Jato, que mobilizaram milhões de brasileiros, ocorreram sempre pacificamente. Ações com uso da violência foram, até então, exclusivas dos militantes petistas e de organizações como a CUT, MST e MTST. Agora, manifestações contrárias à caravana de Lula pelo sul do País, têm se valido de métodos truculentos. O acirramento dos ânimos, ao arrepio dos meios legais, não precisa de muito - talvez uma ou duas vítimas do que lado for - para desaguar num conflito fratricida de proporções incalculáveis. E tudo isso - por incrível que possa parecer - sob o lamentável patrocínio daqueles a quem cabe a mais alta missão da República: a de guardiões da Constituição Federal.

 

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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INDEFINIÇÃO DO STF

 

Com o visível "acovardamento" do STF, conforme dito por Lula da Silva, para definir a prisão após segunda instância, o líder do PPS na Câmara, Alex Manente resolveu recolher assinaturas de no mínimo 171 deputados para apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), e resolver em definitivo, essa novela mexicana. Aliás, é a mesma posição do juiz Sergio Moro, no programa Roda Viva, de segunda-feira. A corrida é contra o relógio, portanto, antes da manifestação do STF. Se não conseguir o mínimo de assinaturas, a proposta nem tramitará, mesmo se tratando de um número "meio cabalístico" - 171 na política - né não?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo 

 

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RODA VIVA

A postura do jornalista da Folha de S. Paulo e suas perguntas que, todas, tentaram (em vão) constranger publicamente o entrevistado Sérgio Moro evidenciam porque é bom ser assinante do "Estadão".

 

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo 

 

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'BANÂNIA'

 

Enquanto persistir esse esquema de membros do STF serem nomeados pelo presidente da República, a lei só se aplica aos sem colarinho branco. As indicações deveriam ser substituídas por concurso: o melhor classificado toma posse. Deveriam trabalhar oito horas por dia, 11 meses do ano, sem recessos, carros, motoristas, viagens pagas, etc. Aposentadoria só pelo mesmo sistema do INSS. E não serem chamados de excelências, nobres, etc. E ser impedidos de participar de julgamentos em que os julgados fossem familiares, amigos, pagantes, etc. Mas na "Banânia" isso nunca acontecerá. 

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com 

São Paulo

 

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A QUE PONTO CHEGAMOS

 

A cada dia que passa fica mais clara a desfaçatez e incapacidade do STF. E como chegamos a isso? Eu vejo uma clara relação entre este estado pervertido de coisas e o nosso sistema eleitoral que não permite que o cidadão tenha representantes que ajam de acordo com os eleitores. São os deputados federais que fazem as leis, que podem modificá-las, que aprovam o Orçamento da União, que podem abrir CPI's e até conduzir um processo de impeachment do presidente. Todavia, estes são eleitos por um processo proporcional que não estabelece uma relação direta entre eleitos e eleitores. Então nossos deputados federais não se prestam a atender seus eleitores, mas aqueles que sustentaram suas campanhas caríssimas e que querem a administração pública para desviar dinheiro. Simples assim. Então, tudo mais vem como decorrência da omissão de nossos deputados federais não estarem genuinamente preocupados em melhorar o sistema, mas de perpetuá-lo distorcido como está, para que assim possam todos seguir (políticos, empresários, elite social) desviando dinheiro público sem serem punidos. Precisamos de voto distrital. Campanhas mais baratas. Eleitos mais próximos de seus eleitores. E um mecanismo para afastar aqueles que se mostrarem infiéis. Vamos às ruas em 3/4!

 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

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BRASIL VERDE AMARELO X STF VERMELHO

 

Há quatro anos o Brasil foi aniquilado da Copa 2014, em casa, pelo placar de 7 x 1. O maior vexame futebolístico de todos os tempos. Na semana passada o País voltou a tomar outra goleada, agora de 7 x 4, em pleno tapetão do Supremo Tribunal Federal. O mesmo que voltou de um recesso de 60 dias semanas atrás e agora emenda a Semana Santa toda em auto concedido feriado pascal, afinal, ninguém é de ferro. Espera-se que o espetáculo de cinismo e deboche protagonizado pelo juiz Marco Aurélio Mello nessa sessão, ao mostrar sua passagem aérea "para as 19:40 horas" e afirmar ter outro compromisso, venha a ser a gota d'água para que a população brasileira faça o levante que o País demanda com urgência. Para tudo na vida existe limite e a paciência alheia não é exceção. Cabe lembrar que na maioria das vezes quando esta se esgota, as consequências nunca terminam sendo belas. Muamar Kadafi que o diga. O Supremo Tribunal Federal está perdendo a oportunidade histórica de afirmar sua independência e soberania, ao curvar-se a interesses evidentes de uma elite política em franca decadência, em especial ao ex-presidente Lula. O aparelhamento do STF promovido nos 13 anos e meio de lulopetismo agora vem cobrar a fatura, nem que também seja preciso contratar os serviços advocatícios do padrinho da atual presidente Cármen Lúcia. Pior que isso só na Suprema Corte bolivariana da Venezuela. O atual Supremo também tem sido palco de barracos entre alguns de seus integrantes, não deixando nada a dever ao "Big Brother Brasil", aquele programa de elevadíssimo nível cultural, educacional e moral, mas que é a melhor analogia que pode ser feita com a mais alta Corte do País. Um circo de horrores televisionado ao vivo. O Brasil estar nas mãos desse tribunal, em que dos onze, sete foram indicados por Lula e Dilma, gente de categoria como Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, e, o único indicado por FHC é nada mais, nada menos, que Gilmar Mendes, francamente, é o nosso maior atestado de subdesenvolvimento civilizacional. Aliás, há algo mais terceiro mundo do que ter na parede do Supremo, Jesus Cristo crucificado? Além do que, Ele não merece essa desonra.

 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

 

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CORES ALEGRES

 

No próximo dia 3 de abril todo mundo na sua rua, no seu shopping e no seu trabalho com a sua camisa, gravata ou lenço verde, amarelo, azul ou branco. Vamos ver o que acontece. Não é do feitio do "Estadão" convocar manifestações, mas para nos regularmos às nações mais cidadãs, penso ser válida esta proposta.

 

Sergio Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo 

 

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STF BOM OU RUIM? 

 

Ao criticar a baixa qualidade do conjunto de magistrados do STF devemos levar em consideração quem os indicou e quem sabatinou e aprovou. A indicação, em sua maioria política, de oito no total, foi da dupla que presidia o País na ocasião. Portanto, devemos a dupla Lula e Dilma a péssima formação do conjunto que compõe o STF hoje. Devemos também cobrar o Senado Federal. Todos os magistrados passaram pelo crivo dos senadores. Como são cargos vitalícios, não vemos como melhorar sua qualidade no médio prazo, teremos que conviver e suportar as decisões erráticas que são tomadas e torcer para que dê certo.

 

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com 

Bragança Paulista

 

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CAPA PRETA

 

Desde a infância nos acostumamos a ver heróis na TV como Zorro e Batman, que usavam capa preta e combatiam os criminosos ajudando a fazer Justiça. Aqui no Brasil, conseguiram até desvirtuar o uso da famosa capa preta, pois os membros do STF que a usam, mudam a conduta conforme o bandido, especialmente se for político ou empresário envolvido com corrupção. O STF virou um verdadeiro circo, um picadeiro em que se brinca de fazer Justiça. Sou favorável a emenda popular para acabar com a indicação política no STF, só assim os ministros poderão agir com independência.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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SUPREMO DESAFIO

 

Alguns ministros do Supremo simpatizam com as manobras de advogados interessados em "matar" a Lava Jato, que sugeriram uma saída menos desgastante para o Supremo, diante do imbróglio habeas corpus pré-datado para Lula. Levar ao pleno, dia 4 de abril, antes da análise do habeas corpus ex-presidente, quase ex-futuro presidiário, a revisão da condenação em segunda instância era só o que faltava! Salvam o Supremo do vexame e salvam seus ricos e poderosos clientes da cadeia!

 

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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ZORRA TOTAL

 

Gostaria de sugerir ao STF uma contribuição para melhorar sua imagem. Quando começarem a transmitir suas sessões com os modernos equipamentos de TV (mais uma facada no bolso do contribuinte), levando em conta as confusas e arbitrárias decisões de alguns de seus ministros, que seja anunciado como abertura da sessão: vai começar o "Zorra Total".

 

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

 

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REALCE EM HD 

 

O Supremo pretende gastar R$ 3 milhões na troca dos equipamentos destinados a captações e transmissão das sessões plenárias. Malgrado a necessidade premente de corte de gastos públicos, a ideia da alta Corte é alvissareira. Teremos, assim, a oportunidade de presenciar seus vergonhosos espetáculos de vassalagem em alta definição. Como dizia Gil: "Quanto mais purpurina, melhor".

 

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com 

São Paulo

 

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INVESTIMENTO EM TRANSMISSÃO

 

Ainda bem que a TV Justiça resolveu investir R$ 2,9 milhões para a aquisição de equipamentos de alta definição. Isto demonstra a disposição do STF em continuar suas transmissões ao vivo. Afinal, se a Corte deixasse de transmitir suas sessões plenárias, à semelhança do que acontece na suprema corte norte-americana, quem, a esta altura, confiaria nas decisões tomadas a portas fechadas pelos nossos excelentíssimos 11 ministros? Eu não!

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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A IMAGEM DO STF NA TELINHA 

 

A imagem dos ministros do STF nas transmissões das sessões da Corte em full HD, nada a obstar. Agora, para que eles saiam bonitos na telinha nada melhor que uma boa maquiagem com óleo de peroba.

 

José Rafael Novaes bonecaodamico@uol.com.br 

Campinas

 

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ÓBVIO ULULANTE

 

Precisamos ter os pés no chão. Não adianta querer idealizar a condição moral de nossas instituições. O Brasil é símbolo mundial da corrupção e do crime, com 60 mil homicídios por ano. Como diz a tradição, por aqui lei é coisa para inglês ver. Nesse contexto, alegar surpresa diante posturas de ministros do Supremo Tribunal Federal beira a hipocrisia. O que ali se tem é o óbvio ululante.

 

José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com 

Rio Claro 

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É PRECISO DAR UM BASTA 

 

Muito difícil termos que admitir, mas com esta última sessão realizada no dia 22/3 ficou comprovado que o grande adversário da sociedade deste triste e sofrido país se chama STF. E é preciso dar um basta nisso, antes que certos seis ministros, aqueles notórios e conhecidíssimos, acabem de vez com a Lava Jato!

 

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

 

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ARTIGO 5.º

 

O artigo 5.º, LVII, da Constituição Federal, prescreve, textualmente: "Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". A clareza solar do comando constitucional não comporta interpretações outras que lhe desvirtuem o evidente sentido, por mais e maior que seja a justa revolta contra a tramitação paquidérmica dos processos judiciais, entre os quais, os criminais, com um sem número de recursos, cujos desfechos, no mais das vezes, desembocam na prescrição, ou em outras palavras, na inimputabilidade. Essa anomalia, contudo, não justifica o descumprimento do mandamento constitucional. Se dita regra constitucional leva a essa distorção, há que se iniciar uma campanha para alterá-la, inserindo-se na Carta Magna, norma que melhor atenda aos princípios de equidade e Justiça, ensejando maior celeridade ao itinerário processual. De outra parte, data vênia, dando uma efetiva colaboração para a celeridade processual, os preclaros integrantes do STF, em seus votos no Plenário, poderiam ser mais objetivos, claros e enxutos, a exemplo dos magistrados do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. Com efeito, necessidade alguma há de, nas suas longas e fastidiosas explanações doutrinárias, demonstrarem a erudição jurídica de que são portadores, fato axiomático, já que o "notório saber jurídico" é condição "sine qua non" para terem assento na Suprema Corte. Com certeza, se aos ilustres ministros do STF fosse dado o mesmo tempo que é dado às partes (15 minutos destinados às suas sustentações orais) para suas declarações de voto e o habeas corpus do ex-presidente Lula, hoje já estaria julgado.

 

Junia Verna Ferreira de Souza juniaverna@uol.com.br

São Paulo

 

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EXPLICAÇÕES

 

Alguém me explique: como pode a condenação de Lula em duas instâncias, até com unanimidade, não levar à prisão em decorrência de sentença condenatória transitada em julgamento como rege o artigo 283 da Constituição? Cabe alguma dúvida? A condenação teria sido "ilegal" para que se aplicasse o recurso de habeas corpus? Então a quem serve o espetáculo protagonizado no STF? A lei está sendo incômoda aos ministros, cuja função é cultivar o Estado de Direito? Quais interesses tentam proteger com discursos mais ou menos sofisticados e pouco inteligíveis pela maioria dos cidadãos? A concepção dos Três Poderes independentes na democracia não previu este tipo de querela; não previu que um Tribunal Supremo - constitucional - pudesse ser subvertido e desfigurado para atuar à revelia dos conceitos. A cidadania entende que "lugar de ladrão é na prisão". São os recursos da cidadania que foram desviados e incorporados com enriquecimento indevido, quer dizer, ilegal, quer dizer, criminoso. Isto é óbvio, ou "está na cara". Envergonhem-se ministros e curvem-se à clara evidência pública.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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JUSTIÇA TARDA E FALHA

 

Além dos comentários da torcida pró e contra Lula, o fato que é pouco comentado é de que o STF na última hora resolveu adiar em suas semanas uma decisão de crucial importância. Um ministro tira do bolso um bilhete aéreo e então param tudo. Eles recebem o teto do funcionalismo para trabalharem. Poderiam ter continuado a sessão sem o ministro Marco Aurélio ou marcado para o dia seguinte. Ou ainda para a semana seguinte. A presidente do Supremo poderia cancelar o feriado, pois o interesse nacional deveria estar acima de viagens e férias de ministros. O adiamento só mostra o desdém que o STF tem pela população brasileira. A Justiça tarda, e quando chega tarda mais ainda e por isto é falha.

 

Eduardo Biral edubiral@gmail.com

São Paulo

 

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NOVA ERA

 

Os últimos acontecimentos pautados principalmente pelas posições de nossos ministros togados, pela compostura de nossos políticos, toda a turma de advogados e interessados ostentando a posição de empresários, lobistas, ex-ministros, ex-presidentes, etc. colocam nosso País em desmandos de toda espécie. Nosso Brasil do bem precisa reagir. Somos assim desde muito tempo. Mas quem já não foi? Agora está na hora de começar uma nova era. Já experimentamos toda essa turma que não larga e não quer largar o osso. Em curto prazo precisamos exigir que a Justiça funcione, que as urnas reflitam uma esperança, que nossa juventude acorde e decidam que futuro eles almejam e que nossos homens mais valiosos e valorosos comecem a assumir o leme. É triste, mas parece que essa que é a minha geração falhou! 

 

Tacio Bertolini tbbertolini@hotmail.com 

Limeira 

 

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MUDAR A REGRA

 

Só deixaremos de ter uma Suprema Corte "acovardada" - nas palavras do próprio ex-presidente Lula, quando os seus ministros deixarem de ser de livre escolha do Executivo. O certo seria a indicação de nomes a partir de um colegiado com posto pela Justiça federal, Ministério Público Federal (MPF) e Advocacia-Geral da União, substituindo a vitaliciedade por mandato. Dessa forma técnica e independente é que o órgão justificará ser conhecido como Supremo.

 

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com 

Salvador 

 

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A LISTA ESTÁ GRANDE

 

O STF possui mais de cinco mil pedidos de habeas corpus para julgar. Libertem todos, senhores, em nome de Lula!

 

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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TRANQUILIDADE DOS INOCENTES

 

O boquirroto de Garanhuns está todo prosa, após ter sido agraciado com salvo-conduto concedido pelo STF. Vive momento de tranquilidade enquanto espera voltar ao poder para promover uma caça às bruxas. Lulinha "paz e amor" é apenas o invólucro, no fundo é vingativo e revanchista.

 

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré 

 

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UMA PÁTRIA NO BREU!

 

Que país é esse que mobiliza centenas de pessoas nas ruas, autoridades e meios de comunicação, para bradar a morte de uma vereadora, mas nunca viu ou ouviu a presença de uma autoridade no enterro de heróis policiais que, com condições precárias de trabalho, enfrentam o crime organizado? Que país é esse que assiste crianças passando fome e faz vista grossa a contaminação de milhares de aves por salmonela a serem consumidas por nós? Que país é esse, cujo STF bate boca entre si, fazendo uso de palavras pejorativas, em que não há entendimento e, confundem o plenário com um set de filmagem de Hollywood? Que país é esse que nos trata com dois pesos e duas medidas, pois colocam Luiz num pedestal e os José's em outro? Falam muito que Luiz é um ex-presidente, e daí?! Grande coisa. Ser reconhecido como um ex-presidente dos mais corruptos desta Republica, pra mim, é motivo de tristeza. Hoje, ele é um cidadão comum, mas aparelhado por advogados cujos valores serão ad eterno questionáveis. Luiz vem conseguindo sobreviver... Deixo aqui uma última pergunta do celebre Carlos Drummond de Andrade: "E agora, José"?!

 

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

 

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ROUBAM NOSSA DIGNIDADE

 

O noticiário está a demonstrar que o exemplo nada edificante do Poder Judiciário, auto consagrando seus "extras" remuneratórios, está se alastrando como uma praga para outros núcleos corporativistas do serviço público. Ao inobservar o exercício da cidadania na gestão do custo Estado põe a pique o princípio do Estado Democrático de Direito, tornando-nos náufragos na tormenta de indignidade que assola a todos, principalmente ao ver-se afastar o barco do interesse público. Esse Poder, de forma difusa, rasga a Constituição e está afundando nossa cidadania, dignidade e igualdade, princípios constitucionais que são muito bem pagos para preservar.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto 

 

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CÁRMEN LÚCIA

Ministra Cármen Lúcia: o povo brasileiro acredita e confia na senhora. Portanto lhe peço: em hipótese alguma viaje de avião. As forças ocultas são audaciosas, gananciosas e sem escrúpulos. Já acabaram com o Brasil.

 

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Campos de Santo Antônio Itu 

 

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"Eis um ministro que é a cara e essência da Constituição Cidadã, que é a existência de muitos direito" e poucos deveres e responsabilidades. Sua postura deve estar sendo festejada, tanto pela a criminalidade politicamente organizada PT, como a criminalidade organizada comum. Pode se observar como se pisoteia, por meio de hipócritas silogismos falsos, a igualdade de todos perante a lei. Premia-se aqueles que podem pagar bons advogados, enquanto os mais pobres e sem advogados se lascam! Retrata tão bem a falência material e moral do estado que hoje observamos!

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br 

São José (SC) 

 

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'A IMAGEM DO STF'

 

O excelente editorial "A imagem do STF" (27/3, A3), coloca aquela Corte no seu devido lugar. Expõe o custo daquela Casa que não se cora diante da crise que se abate sobre o País. Só em 2016, o gasto foi de R$ 85 bilhões e depois do que vimos naquela fatídica tarde, quando da votação do habeas corpus de Lula, ministros se agredindo, uns com pressa para viajar e outros cansados por trabalhar algumas horas, é desanimador. Será que essas 11 pessoas sabem e conhecem o País em que vivem? E se conhecem deveriam respeitar a Constituição e não fazer dela um pedaço de papel higiênico. Investir na imagem dessa Corte é jogar dinheiro fora. A sociedade aguarda ávida por Justiça. Quem trabalha de verdade não se preocupa com imagem, mostra produtividade, celeridade, o que não ocorre no STF. Ali os ministros vivem de pose, de caras e bocas. O Brasil é maior que esses ególatras e espera mais resultados com relação aos processos que em suas mãos andam a passos de tartarugas.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DESIGUALDADES

 

Lula é um político que faz discurso de combate às desigualdades sociais e ele mesmo se comporta como se fosse superior às demais pessoas. Está acima das leis e até da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que determina a prisão imediata depois da decisão colegiada em segunda instância. Beneficiou- se com mais 13 dias de liberdade para continuar fazendo sua propaganda eleitoral à Presidência da República fora de época, proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pode-se confiar na Justiça atual? Coisas do Brasil que envergonham os cidadãos que não transgridem as leis vigentes.

 

Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SIMPLES ASSIM

 

Por Justiça, a prisão de Lula é questão de honra para os brasileiros! Será que o teatro do STF não percebeu isso? No antagônico eu não quero nem ver o sobrevém!

 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

 

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AS INSTITUIÇÕES

 

Apesar do atraso, há que se reconhecer os méritos do deputado Alex Manente (PPS-SP) em colher assinaturas para uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permita o início da execução penal após condenação em segunda instância, haja vista que, segundo a atual letra da Constituição: "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória" - artigo 5.º, LVII. Vale lembrar que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, atacou recentemente seu colega de Corte, ministro Gilmar Mendes, pela falta de ideias e propostas. Apesar da imensa repercussão da cena, o teor deste trecho passou batido. Desde quando é competência de uma Corte constitucional propor algo?! O Judiciário julga e o Legislativo legisla. Infelizmente, há no País uma crescente bandalheira institucional - patrocinada por ativistas como Barroso.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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LIVRE DE UM TIRANO LULA

 

Em sua fracassada caravana pelo sul do País, ou seja, sem idolatras para lhe aplaudir, Lula e seus reduzidos camaradas foram enxotados com pedras e ovos, pelo povo que já não aceita mais ver corruptos pela frente. O filho vil de Garanhuns, um antidemocrático, em São Miguel do Oeste (SC) pediu a policia para que invadisse a casa de um cidadão que o contestava, e lhe desse uma surra, ou um corretivo! Coisa típica de um "tirano"! Que no dicionário Aurélio significa: soberano, absoluto, totalitarista, fascista, etc.! Com esse perfil, Lula também é um formador de quadrilha... E, que, o Brasil, felizmente vai se livrando dele... Já que, condenado em segunda instância, e próximo de ser preso, Lula, já faz parte do grupo de políticos "ficha suja"! E, que, nos próximos oito anos não poderá exercer qualquer cargo publico! E sendo réu por mais seis vezes, outras condenações estão por vir, que serão somados aos 12 anos e um mês de prisão já decretada. Mais uma vez caiu a máscara do farsante e tirano Lula, que no lugar de defender o trabalhador, pede a policia para invadir sua casa e lhe dar um corretivo, uma surra...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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PROVANDO DO PRÓPRIO VENENO

 

A desclassificada presidente do PT, "Partido dos Petralhas", foi ovacionada durante discurso em Santa Catarina ou Rio Grande do Sul, não importa. Importa que ela tentou transferir para a Polícia Militar a responsabilidade pela segurança do "presidente Lula". Primeiro, ele não é mais presidente, graças a Deus. Segundo, a PM existe para coibir a violência, os roubos, os homicídios, e não para escoltar bandidos condenados pela Justiça Federal. E agora, há pouco li na internet que um jornalista do jornal "O Globo" foi agredido por um segurança deste bandido. Os petistas sempre praticaram a violência, mas os seus dirigentes sempre posaram de bonzinhos, se dizendo contrários a ela e favoráveis a "investigar" o que ocorria. Agora, estão provando do próprio veneno, apanhando de relho e se borrando de medo cada vez que precisam se deslocar de um lado para outro. O bandido mor pensou que ia ser recebido com aplausos, bandas e fogos. Foi recebido a pedradas, tapas e tremenda ovação, exatamente como sempre fizeram com os outros. E a Rede Globo precisa se definir contra este bando de canalhas que estão a infestar a nossa Nação. 

 

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br 

Águas de Lindóia

 

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OVOS

 

Já comprei uma quantidade grande de ovos, pois sei que quando o ex-presidente Lula marcar visitas a São Paulo a procura por ovos será grande e poderá elevar o preço, que hoje está bem acessível.

 

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

Planalto Paulista

 

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CAMINHADA OVACIONADA

 

Lula, parabéns pela sua caminhada dos ovos do sul para o norte.

 

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

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TSE e STF

 

A caravana de Lula no sul do Brasil, em plena campanha eleitoral, está sendo agressivamente hostilizada. Tamanha agressividade na manifestação carece de repressão, mas a culpa é do TSE e do STF. Do TSE por assistir passivamente a ilegal campanha e do STF por atropelar a jurisprudência ao invés de, com firmeza, confirmar a prisão após condenação na segunda instância. Para o STF, Lula é desigual, quando todos deveriam ser iguais perante a lei.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

 

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QUERIDO DEMAIS

 

A troco do que jogam ovos em Lula? Por ser nordestino? Torneiro mecânico? Lutar pelos pobres? Não importa o motivo, trata-se de plágio, pois violência e jogar coisas em adversários é prática reconhecidamente de companheiros do dito cujo. Além do que deve ser inveja, pois ninguém é tão querido como ele. No STF por exemplo. Tente encontrar mais alguém para quem os grandes figurões da advocacia trabalham de graça. Não há. Ou pessoas para quem sempre há aviões privados a disposição. Ou que tem amigos que emprestam sítios e os personalizam para o amigo a ponto de colocar pedalinhos com o nome dos netos dele. Ou que tenham pessoas dispostas a morrer, caso ele seja. É isto o que difere Lula dos outros: ele é querido demais. E foi por ser tão querido assim que levou os ovos...

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo 

 

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DÚVIDA

 

Lula, certo ou errado? Perguntar não ofende! 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

São Paulo 

 

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'LULA LÁ...'

 

Junho próximo assinala o 18.º aniversário da morte de Carlito Maia, criador de variados slogans para o PT, incluindo o famoso Lula lá, para a campanha presidencial de 1989. Pobre Carlito, o que diria ele se soubesse que no decorrer do tempo tal poético enunciado passou a ganhar "rabichos" condizentes com a trajetória do portador, tais como "drão", "dravaz", "rápio" e por aí?

 

José Benedito de Souza Freitas jbdesouzafreitas@gmail.com

São Paulo

 

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BEIJA PÉS

 

A fila para beijar os pés de Lula deveria começar pela tigrada que está na cadeia: Palocci, Geddel, Cunha. Todos eles serão libertados quando o STF terminar a lambança para imunizar Lula. Os próximos na fila do beija pés serão os que estão com um pé na cadeia: Temer, Aécio, Jucá, todos os que estão pendurados por um fio, prestes a serem julgados e presos. Ninguém fez tanto pela corrupção como Lula. Seu governo levou o desvio de dinheiro público a patamares estratosféricos, os corruptos deveriam mandar fazer uma estátua de ouro maciço de Lula, em tamanho natural, para que todos pudessem beijar lhe os pés para sempre.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FARSA TOTAL

 

Lula, tempos atrás, qualificou o Ministério Público Federal como uma organização a mando da elite fascista disposta a destruir seu papel na história deste país à custa de mentiras e falsidades; assim também qualificou o Supremo Tribunal Federal como sendo um antro de acovardados. Neste momento, cidadãos indignados com a farsa circense levada a cabo no STF no ultimo dia 22, colocaram um caminhão de som bem próximo ao prédio do STF a repetir, incansavelmente, a gravação de uma fala de Lula em que ele acusa os togados "de juízes covardes". Como sempre, eu discordo de Lula. Não vi covardia alguma no desempenho dos ministros ao passarem a tarde enchendo linguiça numa discussão menor, para, de repente, se aperceberem do "adiantado" da hora para decidir uma questão tão relevante para todos os brasileiros. Marco Aurélio Mello, de súbito, tirou do bolso uma passagem aérea como quem tira um coelho da cartola para justificar sua premência em ter que sair para um compromisso adrede agendado. Rosa Weber foi reprovada como atriz ao fazer biquinho e ar de inocência ao dizer que preferia o adiamento, pois já existia jurisprudência a embasá-lo, apenas não conseguia lembrar o número do tal processo. Gilmar Mendes teve o desplante de dizer que se sentia confortável em preferir protelar o julgamento de Lula, visto que é notório ser um antipetista! Lula não está sendo julgado por ser petista, mas por ser um corrupto que usou de seu cargo para - favorecendo financeiramente amigos poderosos - também se locupletar e, inclusive, levar nossas estatais quase à bancarrota. A verdade é que assistimos a uma farsa da pior qualidade. Mas não porque os ministros togados se acovardaram, e sim porque foram movidos por uma ousadia que só o sentimento de poder e impunidade é capaz de conferir, podendo descaradamente demonstrar sua falta de brio, de dignidade, de amor pátrio, de respeito pelos justos anseios de Justiça de todo o povo e um menosprezo total pela Lei Maior. No século 19, François Guizot deixou claro: " Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a Justiça se retira por alguma porta".

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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PRINCÍPIOS MADE IN BRASIL

 

Nunca imaginei que o Brasil pudesse avançar o Direito mundial e lançar dois conceitos de Justiça tão inovadores de uma só vez: "princípio Lula", ou princípio da impunidade, aquele pelo qual um criminoso condenado é impedido de cumprir pena antes da prescrição do processo. "Princípio Adriana Ancelmo", aquele em que uma criminosa não pode ir para a cadeia, pois isso seria uma violência contra ela, infringindo a lei Maria da Penha, devendo, portanto, cumprir pena em casa. Ambos os princípios excluem a devolução ou tomada de bens e valores adquiridos de forma ilícita pelo Estado, para que não tenham sua qualidade de vida reduzida, o que lhes daria o direito de processar suas vítimas pelo crime de ousadia.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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CAROS ADVOGADOS

 

Poucos milionários poderiam pagar os advogados que defenderam o "pai dos pobres" no STF!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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HONORÁRIOS

 

Extraoficial: o honorário do dr. Sepúlveda Pertence foi de R$ 50 milhões. Mas nunca saberemos a verdade... 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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'LULLAPALOCCI'

 

A não prisão de "Lulla" fez adiar o Festival "Lullapalocci" (de choro e angústia) na Papuda. 

 

Roberto Hungriacardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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SEIS PRESOS E DUAS MEDIDAS

 

O bispo de Formosa (GO), José Ronaldo Ribeiro, o vigário-geral e outros quatro padres foram presos suspeitos de desvio anual de R$ 1 milhão da diocese do interior de Goiás, aponta investigação do MP. Os investigados são suspeitos de associação criminosa, apropriação indébita e falsidade ideológica. Já o ex-presidente Lula, que não é padre, mas se considera um santo, continua sendo julgado por embargos dos embargos, dos embargos... E, muito provavelmente, ficará soltinho da silva, devido à prescrição de seus crimes. Este não é o Brasil que eu quero para o futuro.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 

São Paulo

 

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CHEGA

 

Leitores do "Estadão", como eu, emitem opiniões diariamente, pelo nosso jornal, e quase sempre opiniões convergentes e/ou divergentes. Mas em  25 de março, a manifestação está sendo unânime e avalizada pelo editorial "O Supremo genuflexo" (25/3, A3). Todos admitindo que não há mais saída para nosso Brasil. "Ir pra rua" já parece pouco. Aos 80 anos estou cansado de trabalhar 15 horas por dia, há 60 anos, para sobreviver honestamente neste país definitivamente dominado pela corrupção. Chega! Não aguento mais. Não há o que esperar de um STF, cujos membros são ali colocados pelos chefes das quadrilhas e para acobertar seus mesquinhos interesses. É certo de que não temos mais saída, de que não posso deixar esta herança maldita para meus filhos e netos, proponho-me a correr todos os riscos (inclusive prisão por esta proposta), e ofereço-me para participar de uma derradeira tentativa de mudar este país: uma revolução armada, como a que foi feita na França. Se houver algum movimento que se propuser a oferecer seu sangue pelo Brasil, por favor, incluir-me. Não tenho mais o que oferecer para meu país, a não ser o meu sangue. E com que prazer farei tombar ao menos um, que seja, desses canalhas.

 

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

 

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SANGRIA

 

Quando a Operação Lava Jato mostrou que não pouparia nenhum político, partido e empresário, veio a público gravação de conversa feita por um ex-senador, então na Presidência da Transpetro, empresa ligada à Petrobrás. Conversas entre caciques peemedebistas, hoje emedebistas, apontavam para um "estancar a sangria". Vieram a público gravações nas quais os investigados faziam menção à busca de ajuda junto a integrantes das Cortes Superiores. Em 2016, aconteceram dois julgamentos no STF nos quais restou decidido que, após confirmação de condenação criminal por colegiado, ou seja, o denominado segundo grau de jurisdição, não havia inconstitucionalidade no início da execução provisória da pena, alterando a jurisprudência que permitia recorrer-se ad infinitum, para impedir o trânsito em julgado, até atingir a prescrição. Tais julgados, demonstrando que recursos infinitos não livrariam da cadeia, acabou por estimular acordos de colaboração premiada, como o do presidente da Odebrecht: melhor colaborar, ter redução de pena, pois a cadeia era iminente. Foi um marco notável no combate à corrupção. Mas em 2017, veio a público aquela gravação de dono da JBS com o atual presidente da República, e depois filmagens e gravações envolvendo também o senador do PSDB/MG. A Lava Jato passou a ser um mal e ministros que votaram pela possibilidade de prisão após confirmação em segundo grau mudaram de ideia e não se intimidaram em anunciar que mudariam o voto. Vale dizer, passaram a antecipar julgamento, o que pela lei é vedado... Houve o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, que terminou por improcedência por excesso de provas a respeito de abusos de toda a ordem envolvendo os integrantes da chapa vitoriosa em 2014. Segundo o presidente do TSE de então, aquilo tudo foi só para saber como era uma campanha eleitoral... Assim, o julgamento do dia 22/3 foi apenas a execução do plano de "estancar a sangria". O editorialista desse jornal acredita que dá para estancar a sangria só para Temer e os seus e o senador Aécio? Para salvar os demais, Lula que está no começo da fila, terá que ser salvo também. Simples assim.

 

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 

São Paulo 

 

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GASTOS ELEITORAIS

 

A matéria "Autofinanciamento vira ativo na disputa eleitoral" (26/3, A4) deixa uma dúvida no ar: como é que os candidatos endinheirados vão recuperar os gastos (ou seriam investimentos?) das campanhas? E, por favor, não venham dizer que gastarão alguns milhões de reais do próprio bolso somente para servir o País ou satisfazer a uma vaidade pessoal.

 

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

 

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SERÁ?

 

Muito interessante os bastante confusos processos eleitorais do País. Sobre o assunto discorreu o editorial "Confusão nas urnas" (27/3, A3) deste jornal. Um dos trechos mais interessantes diz: "A informatização reduziu drasticamente o número de votos nulos na comparação com as eleições com voto em papel - ou seja, muito provavelmente milhões de eleitores analfabetos, que tinham dificuldade em encontrar e marcar seus candidatos em cédulas de votação complexas tiveram seus votos contabilizados". Destaquei esta hipotética observação que me induz a cogitar se não será o voto dos analfabetos nas urnas eletrônicas, o principal motivo da degradação qualitativa de nossa representação política, agravada pelo eleitorado destituído de qualquer formação moral e cívica.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 

Campinas

 

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IMPUNIDADE

 

A advogada criminalista Luiza Nagib Eluf fez a defesa da prisão após esgotados todos os recursos ("Estadão, 24/3, A2). Preliminarmente, se prevalecesse a ética, qualquer advogado criminalista deveria se abster de comentar esse assunto, pois soa como defesa da "reserva de mercado". Quanto ao cerne dessa questão: 1) O caput do artigo 5.º da Constituição brasileira é de uma clareza cristalina: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...". Como caput, prevalece sobre todos os incisos do artigo; 2) O inciso LVII (57.ª alínea ou inciso) reza: "Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória"; 3) Nos quase 30 anos de existência da nossa Constituição, este 57.º inciso permitiu que os endinheirados descumprissem a lei maior, o caput do artigo, pois à custa de inúmeros recursos e protelações, conseguiram atingir até a prescrição da pena, feito inacessível para a imensa maioria dos cidadãos, incapacitados financeiramente de pagar os honorários dos advogados criminalistas; e 4) Com a comprovação reiterada do descumprimento da lei "todos são iguais perante a lei", foi necessária a intervenção da autoridade competente para interpretar a Constituição, o Supremo Tribunal Federal, que, em um dia áureo, 5 de outubro de 2016, adotou a clarividente decisão de prisão após julgamento de colegiado - segunda instância. Então começou a se fazer Justiça, aspiração do sofrido povo brasileiro, que brada pelo fim da impunidade.

 

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

 

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PENAS MUITO MAIS SEVERAS

 

A reportagem deste domingo relatando a corrupção envolvendo o governo da Venezuela, Andrade Gutierrez, Odebrecht, PT, BNDES, marqueteiros a serviço de todos para se locupletar e  agentes de governo, nos faz, mais uma vez, pensar que ainda isso é só uma pontinha de tudo que ainda não foi revelado relativo ao assalto que os brasileiros sofreram por tanto tempo. E vem à cabeça a constatação de que realmente estes corruptos e corruptores deveriam ser julgados não só como ladravazes que são. Deveriam sofrer acusações muito mais graves. Com toda a corrupção, os desvios de fortunas que fizeram, desintegraram famílias e nações, condenaram à morte um número enorme de pessoas. Não há pena nem perdão que vá diminuir e nem sanar suas culpas. Para começar com o sr. Lula da Silva que, logicamente, sabia de tudo.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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RIO DE JANEIRO

 

A assustadora continuidade da violência no Rio, apesar da intervenção federal na segurança pública, é emblemática. Mostra a gravidade da situação, gerada por décadas de descaso das autoridades governamentais pelas causas profundas de tal tragédia, que se espraia também Brasil afora. Urge assim, que os resultados positivos da citada intervenção comecem a surgir, para que sirva de modelo para aplicação em outras regiões nacionais, onde tal drama também ocorrem. Oremos.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro 

 

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UM GOVERNO QUE DESPREZA A CIÊNCIA

 

Mais uma reportagem do "Estadão", desta vez sobre o Programa Antártico Brasileiro, nos mostra que o governo Temer, a exemplo dos anteriores, não tem nenhum compromisso com o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia do nosso País. Vinculados a um ministério com múltiplas atribuições, a principal, politicamente falando, a das Comunicações, tendo como titular o ministro Gilberto Kassab, político carreirista, vai deixando o Brasil muito para traz em relação às demais nações do planeta. Semanas atrás ficamos sabendo que o Brasil poderá ser expulso do Observatório Astronômico Internacional por não estar honrando as verbas anuais de R$ 1 milhão. Agora, também o programa Antártico corre risco. Ora, um governo que se dá ao luxo de perdoar parcela considerável da dívida d e empresas caloteiras que anualmente se aproveitam do Plano do Refis, com descontos absurdos, não tem direito de tratar a ciência dessa maneira, beira a crime de lesa-pátria. Se o presidente consegue verba para as emendas de parlamentares, para que não autorizem o seu julgamento pelo STF, com certeza poderá arrumar verbas muito menores para os programas científicos aqui tratados. De sua parte, os nossos congressistas que têm a visão correta da situação, deveriam pressionar o governo federal para alocar verbas para a ciência.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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ESTUDANTES

 

Os estudantes secundaristas e adolescentes norte-americanos estão demonstrando ao mundo que é necessário o exercício democrático de pressão política sobre seus governantes, sempre que insensíveis e impermeáveis aos sucessivos atentados cometidos por insanos contra vidas precocemente abortadas, enquanto subsistir em vigor a legislação específica de armas de fogo. Espera-se que os nossos estudantes, inclusive os universitários, desenvolvam sua capacidade histórica de mobilização, organização e resistência política democrática contra seus maus governantes, a fim de sensibilizá-los, e aos bons, para o provimento das legítimas demandas populares, que continuam sendo reputadas irrelevantes e ignoradas, agravando a vergonhosa desigualdade socioeconômica secularmente vigente.

 

Carlos Eduardo Pellegrini Di Pietro dipietra@uol.com.br

São Paulo  

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