Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Abril 2018 | 03h00

JUSTIÇA E IMPUNIDADE

STF libera prisão de Lula

O Brasil, ontem, acordou aliviado. A justiça foi feita, a despeito dos votos de alguns ministros claramente deferidos para proteger determinado indivíduo. Parabéns à sra. ministra Cármen Lúcia, que presidiu os trabalhos com braço de ferro e determinação inflexível. Ganha a Nação.

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

heitor.portugal@uol.com.br

São Paulo

Dia da mulher

Foi na quarta-feira 4 de abril de 2018 o verdadeiro Dia Nacional da Mulher. Deveria ser comemorado todos os anos. Nesse dia as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber fizeram toda a diferença com seus votos, na histórica sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que poderá mudar o Brasil. Parabéns da Nação a essas duas brasileiras.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Emenda constitucional

Parabéns às valorosas mulheres que foram o fiel da balança em nossa luta contra a impunidade no Supremo Tribunal, ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber. Em sua homenagem gostaria de sugerir um rascunho de projeto de emenda constitucional (PEC) para que seja ajustado o texto da nossa Carta Magna com as decisões tomadas. Que nessa PEC fique claro que a presunção de inocência se encerra ao se confirmar a condenação do réu no colegiado de segunda instância, e não somente depois de todo o trâmite do processo até ser julgado transitado e de todos os embargos e medidas protelatórias usualmente impetrados por advogados de defesa. Essa fórmula tem sido o caminho da impunidade, acessível apenas para quem dispõe de caixa para contratar ricos causídicos – ou seja, quem desvia valores expressivos de dinheiro público para esse fim, para seu partido e para si. Isso tem de acabar, nossa Constituição tem de nos dar pleno respaldo para termos uma política mais responsável e honesta, não o contrário.

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Alma lavada

Parabéns às brilhantes mulheres do STF, que mostraram coerência nas suas decisões, enfrentando até mesmo grosserias de seus colegas Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Mas parabéns mesmo ao ministro Luís Roberto Barroso, as palavras que usou para fundamentar o seu voto lavaram a alma dos brasileiros.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

Dignidade recuperada

Srs. ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Rosa Weber, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, o Brasil que trabalha agradecerá para sempre a vossa atitude, ao não aceitarem um habeas corpus para uma pessoa julgada e condenada em segunda instância por corrupção, apesar da grande pressão da turma do condenado e de todas as tentativas absurdas de seus advogados. Enfim, prevaleceu a lei. Que decepção o ministro Marco Aurélio Mello!

ANTONIO CARLOS SROUGÉ

acsrouge@gmail.com

São Paulo

Julgamento do ano

Impressionante, nenhum ministro entrou no mérito da condenação que levou ao pedido de habeas corpus. Nenhum considerou a reversão da decisão em primeira e segunda instâncias. Alguns analisaram o habeas corpus considerando apenas o interesse do condenado de continuar livre, protelando ao máximo a efetivação da sentença que o condenou. Planejava ele chegar de novo ao poder para se autoindultar, no que seria a sua última chance de escapar das penalidades a que faz jus. Ainda bem que a maioria recusou, uma vez mais, essas protelações, que servem para condenados continuarem livres e alguns advogados, mais gordos. O voto a favor do réu do ministro Gilmar Mendes não constituiu surpresa, visto que acompanhou as últimas posições do presidente que o indicou para o tribunal. Chamou a atenção o voto da ministra Rosa Weber, embora por coerência consigo mesma não pudesse ser diferente; além do mais, seu voto pode ter sofrido influência dos eventos em seu Estado durante recente visita do condenado. Muita atenção chamou o magnífico voto do ministro Luís Roberto Barroso, cujos números e detalhes dos efeitos daninhos das medidas protelatórias deveriam ser integralmente verificados e divulgados pelos jornais. Medalha de ouro para a ministra presidente, dra. Cármen Lúcia, por não se dobrar a pressões e interesses.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Achincalhados

Pena que nos intermináveis arrazoados jurídico-filosóficos dos ministros do STF, especialmente dos que votaram para beneficiar o “paciente” – nenhum teve a coragem de pronunciar o nome do dito cujo –, nenhum se lembrou de mencionar que Lula se cansou de achincalhar, pelo Brasil afora, os juízes, o sistema jurídico e o próprio STF, que qualificou de acovardado.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Acovardado

O STF só não se apequenou porque Cármen Lúcia, com sua mineirice, se agigantou, deixando as velhas raposas boquiabertas.

ARIOVALDO MARQUES

arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

Sem complacência

A decisão do STF de negar o habeas corpus impetrado pela defesa de Lula, mais do que saciar uma demanda social legítima, endossa a prerrogativa constitucional de que a lei precisa valer, de forma igual, para todos. Num país como o Brasil, em que pobres são encarcerados de forma arbitrária e a impunidade é regra para corruptos de colarinho branco, o recado é claro: não se pode mais tolerar complacência com chefes de partidos políticos que são verdadeiras organizações criminosas, pilhando o Estado e privando a população de seus direitos mais elementares de acesso a serviços públicos de qualidade. Basta de recursos protelatórios! Lugar de criminosos é cumprindo pena na prisão.

SERGIO BIALSKI

sergio.bialski@outlook.com

São Paulo

Lula e Petrobrás

Ontem as ações da Petrobrás estavam em euforia: 5% de valorização! Quem acompanha o mercado de ações sabe que isso só se verifica quando algo muito bom acontece. De um ano para cá, foram apenas três vezes. Ganha um doce quem adivinhar a causa desse aumento.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI

 

Em uma sessão longa e conturbada, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, por maioria de votos, rejeitar o pedido de habeas corpus (HC) impetrado pela defesa do ex-presidente Lula. Caso a decisão tivesse sido outra, haveria uma mudança substancial na jurisprudência penal, de modo a beneficiar uma série de indivíduos com elevado poder aquisitivo, o que permitiria usar de todos os mecanismos protelatórios existentes na legislação brasileira. O que estava em jogo não era apenas o processo envolvendo o ex-presidente petista, mas o entendimento jurídico quanto ao início do cumprimento da pena condenatória. Mudar as regras do jogo durante a partida seria benéfico ao réu, mas completamente maléfico a sociedade brasileira. Como bem destacado por alguns ministros, permitir que um réu consiga estender seu processo, evitando a prisão, seria ignorar o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. A decisão emitida pela Suprema Corte brasileira foi um passo importante e mostrou, sem dúvida, que a instituição é independente, embora haja justas críticas aos seus membros mais antigos. Marco Aurélio, por exemplo, parecia querer desmerecer a opinião de seus colegas e aprovar o HC no grito; um absurdo total e inconteste. Agora que a questão foi analisada e resolvida, caberá aos juízes responsáveis pelo caso determinar o início do período de reclusão. Além disso, caberá aos magistrados uma análise igualmente criteriosa e austera nos casos envolvendo outras figuras poderosas do cenário político brasileiro, a começar pelos tucanos e Cia. bela.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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A NOSSA GRATIDÃO

 

O relógio marca 01:00 hora do dia 5 de abril de 2018. Milhões de brasileiros que sonham com um Brasil melhor, ainda estão acordados. Esperaram o final do julgamento do HC do condenado em segunda instância Luis Inácio Lula da Silva, pelo STF. Venceram os que não compactuam com a pouca vergonha que há décadas tomou conta do nosso País. Eu assisti todo o julgamento. Não vou perder tempo aqui falando dos ministros que acham que o clamor da sociedade não pode ser levado em conta num julgamento. Quero aproveitar este espaço para agradecer os ministros que não deram refresco para o condenado e enxergaram o que a população brasileira enxergou. “O lugar de um corrupto que tanto mal fez ao Brasil é na cadeia”. Obrigado senhoras ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber. Obrigado senhores ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Luiz Fux. Os senhores nunca serão esquecidos. Os senhores não se ajoelharam diante do populista que sempre fingiu de defensor dos pobres.

 

Jeovah Batista jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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STF X PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

 

O STF, em sendo uma Corte constitucional, não pode se arrogar o direito de discutir culpa ou inocência. A inocência ou a culpa, e suas provas e consequências, já foram discutidas e revistas nas duas instâncias anteriores. Ao STF só cabe exclusivamente as questões constitucionais. Nada mais do que isso. Logo, a aplicação da pena máxima – direito à liberdade devido a presumida inocência – já foi decidida por quem de direito e dever já foi decidida.

 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

 

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RESULTADO RIDÍCULO

 

Os ministros do STF acham que fizeram corretamente seu dever de casa por ocasião da aprovação ou não do habeas corpus em favor do “cara” (Lula). Porém lamentavelmente não foi o que se viu, pois o absolutamente correto é mostrar ao País e ao mundo a real existência e a seriedade da nossa Justiça. Seu resultado, após tudo que lemos, soubemos e ouvimos deveria ser simplesmente por 11 a 0 contra, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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RENOVAÇÃO

 

Ficou evidente no julgamento do habeas corpus que o Supremo Tribunal Federal tornou-se uma instituição política. Além de obedecidos os requisitos constitucionais para que a qualidade de seus integrantes, entre cidadãos com notável saber jurídico e reputação ilibada, a escolha não deveria ser pelo presidente da República, que, com seu caráter político, não assegura a imparcialidade e a independência das decisões. A renovação da Corte deveria ser periódica, de preferência com juristas vinculados a um tribunal de carreira, evitando que um único presidente da República escolha a maioria de seus membros, alinhados aos seus ideais, que compromete o regime democrático.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

 

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VERBORRAGIA DO SUPREMO

 

Sugiro a cada ministro do STF abandonar seu padrinho político, a maioria já em fase falimentar. Sim, aquele que indicou cada um de vocês para o STF sem a devida meritocracia, sabatinado, ainda, por um Senado comprometido e, dessa maneira, tratarem de pensar no que resta de suas carreiras, para poderem, ainda, andar pelas ruas deste país! Nunca vi tanta mentira dita em uma Corte Suprema, utilizando-se apenas verdades jurídicas! Eu como engenheiro de formação não posso errar de maneira alguma o lugar de uma vírgula em meus resultados de cálculos, pois posso derrubar uma ponte ou um prédio, mas nessa lambança jurídica, a qual o povo não acredita mais, as vírgulas são colocadas nos lugares que convém a cada ministro e a cada réu, dependendo de qual poderoso será julgado e quanto dinheiro ele tem! A jurisprudência quer sejam tupiniquins, quer sejam de grandes berços jurídicos tradicionais, são usadas ou não de acordo com o cliente, são pesquisadas e encontradas ou não de acordo com o interesse de cada ministro e cada interpretação do momento! Um circo completo por assim dizer! Srs. ministros, o povo não acredita mais em verborragias jurídicas para enganar os incautos e para que os ministros vistam suas peles de cordeiro! Esse tempo passou e vossas excelências não se deram conta disso! Esse é um país de todos!

 

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.com

São José do Rio Pardo

 

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INDICAÇÃO PRESIDENCIAL

 

É necessário rediscutir com urgência o processo de indicação de ministros para o STF, bem como exigências mínimas de conhecimento e experiência dos candidatos. Na forma atual é possível que o pleno do STF possa julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Vaticano em 1600 e determinar a inconstitucionalidade do heliocentrismo concedendo habeas corpus para o geocentrismo até o transito em julgado. Evidentemente teriam que, primeiramente, estar esgotados todos os recursos cabíveis e o pedido de vista do processo, liberado pelo ministro. O principal argumento seria que aqueles a favor do heliocentrismo antes do transito em julgado são fascistas. Especialistas em Direito Constitucional estimam que o processo poderá ser concluído por volta do ano de 2500 se não houver maiores percalços.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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PRISÃO APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

 

Mais de cinco mil juízes e integrantes do Ministério Público (MP) participaram de abaixo-assinado defendendo a manutenção da prisão após a condenação em segunda instância. Cinco ou seis juízes do STF entendem que eles estão errados. Certos estão os supremos.

 

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

 

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STF 6 X 5 HC

 

Habeas corpus, não; habeas prisão, já!  #Lula na cadeia, sem mais delongas. Basta!

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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PANO DE FUNDO DO HABEAS CORPUS

 

O habeas corpus de Lula foi prejudicado pela questão maior, subjacente, ou pano de fundo, como foi chamada pela imprensa: a condenação em segunda instância. Se o HC de Lula fosse aprovado abriria o precedente e o “princípio Lula” seria invocado para liberar todos os figurões da Lava Jato presos e outros criminosos. O passo seguinte seria o fim da prisão em segunda instância, sonho de criminosos do colarinho branco e de seus advogados caríssimos, que passariam 20 anos mais ganhando rios de dinheiro com os inúmeros recursos que manteria seus clientes fora da cadeia, aguardando a abençoada prescrição.

 

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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O CIRCO DOS TOGADOS DO STF

 

Uma falta de respeito ao povo, togados (faltou a peruca para se tornarem de fato bobos da Corte) falando horas em linguagem de “advogatês” que não se entende, uns para defender seus brios, outros para defenderem deslavadamente “os direitos de bandidos”. Uma lástima de STF merece ser jogados na lata do lixo.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 

São Bernardo do Campo

 

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DISCURSO PARA VOTAR

 

(Escrevo durante o voto da ministra Rosa Weber). Reconheço e assumo a minha ignorância jurídica, mas não a minha inteligência, que pode até não ser muita. Por que tantas palavras empoladas dos ministros do STF durante seus votos? Se não fossem elas, mas sim um voto direto, curto, objetivo, tal como foram as dos desembargadores de Porto Alegre, o que os advogados do condenado poderiam reclamar?

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br  

São Paulo

 

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STF E MÁRIO COVAS

 

Assistindo a sessão do STF, é inevitável lembrar-se de Mário Covas que dizia: “Há dois tipos de discursos, os bons e os longos”. Convivemos com um Brasil carente de qualidade em todos os setores... Blá, blá, blá, blá!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

 

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VERGONHOSO COMPORTAMENTO

 

Acompanhei todo o julgamento do HC impetrado no STF pelo maior vigarista do País. Senti vergonha pelos ministros: Gilmar Mendes (que faz bicos no STF, já que tem interesses maiores em Portugal e mostrou ser dispensável), Toffoli, Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello pelos comportamentos como advogados de defesa do chefe, dando a impressão que ter rabos presos. Lamentável o assédio que fizeram para com a ministra Cármen Lúcia, tentando intimidá-la. Ainda bem que não se curvou. Surpreendente o voto da ministra Rosa Weber que virou a mesa. Diante dos fatos, fica um recado para todos: Quando povo vai às ruas, influencia sim nos destinos do País, mesmo para o pior dos ministros que compõem o STF, Gilmar Mendes.

 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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MINISTROS, ISSO É MUITO FEIO

 

Com o voto redentor da ministra Rosa Weber, em prol do Brasil, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, sem pedir qualquer aparte, passaram a interpelar a ministra sobre a mudança do seu voto, agora a favor da execução da pena após a segunda instância. Ambos contavam com ela, além do “vira casaca” Gilmar Mendes que, num ato metamórfico – confessou em seu voto, sua simpatia ao PT. Assim, ambos caíram em desgraça, não suportando o “balde de água fria” recebido. De qualquer forma, ficou muito feia a destemperança dos ministros. Afinal, antes “elles” do que Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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MOMENTOS RISÍVEIS

 

Dois momentos inesquecíveis e risíveis no julgamento do HC de Lula no STF: o ministro Lewandowski evocando o Código de Defesa do Consumidor como se as condenações de Lula em duas instâncias fossem simplesmente um “produto defeituoso” e a tentativa do advogado José Roberto Batochio que, tal qual um herói salvador que aparece no último momento, tentou impedir a ministra Cármen Lúcia de dar seu voto de Minerva comparando este julgamento com o de Cesare Battisti. Mais engraçado ainda foram alguns ministros terem até elogiado a tentativa do advogado atribuindo ao seu ato o substantivo delicado de “denodo” (é evidente que quiseram dizer “cara de pau”). Momentos...

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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MULHERES DO STF

 

Prezada, querida, amada e agora idolatrada, presidente da Suprema Corte, ministra Cármen “lúcida”, será assim que carinhosamente chamaremos. Obrigado em nome de toda população brasileira. Que Deus a ilumine e proteja juntamente com a ministra Rosa Weber. Vocês, mulheres de raça, coragem e patriotismo nos devolveram o ar e a esperança que tanto estávamos precisando para sobreviver. A certeza de que o molusco barbudo que se auto intitulou de o homem mais honesto do País está fora do quadro político nacional, foi o maior presente que poderíamos ter recebido.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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ADVOGADO DE (PERDÃO) LULA

 

O ilustre causídico (!) declarou que a ministra Cármen Lúcia não poderia votar, pois havia um empate... Doutor, qual a faculdade que o sr. cursou? Sabe por que o plenário do STF é composto por 11 ministros? Justamente para não haver empates... E, se por acaso só estiverem 10 ministros no momento de um julgamento, o/a presidente vota duas vezes, por si e pelo chamado voto de Minerva. Elementar, meu caro dr. Batochio...

 

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

 

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CÁRMEN LÚCIA

 

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia merece elogios. Ela conseguiu provocar votação dos ministros em várias discussões deixando expostos os que claramente trocaram a Justiça pela defesa de Lula.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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JULGAMENTO NO STF

 

Enquanto o ministro Luís Roberto Barroso nos mostra o que é o Judiciário brasileiro e as diferenças entre o criminoso pobre e o corrupto rico, o retrato que disso é a impunidade daquele que pode pagar um advogado famoso, geralmente com recursos de sua própria corrupção, que procrastina com inúmeros recursos uma decisão final que geralmente leva a prescrição, o outro ministro, Gilmar Mendes, dá um voto covarde, atacando a imprensa e a violência gerada pelas suas próprias palavras e atitudes. Abandona o plenário e volta para Portugal.

 

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com 

São Paulo

 

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IMPRENSA

 

A arrogância de Gilmar Mendes no julgamento do HC de Lula, na distorção dos fatos na sua argumentação mostrou algumas coisas. Primeiro, que o PT tem um advogado travestido de ministro nesta Corte. Ele defende os bandidos politicamente organizados por meio de uma verborragia e citações baseadas em exemplos não pertinentes, quase todos os silogismos falsos. Em segundo, este parece se considerar um quase deus acima do bem e do mal, que se queixa das pressões da mídia, em mais particularmente ainda se queixa da Lava Jato e dos seus excessos. Acredito que deveria se iniciar um processo de impedimento contra ele no Senado, pois seu voto comentado já poderia embasar a acusação por um bom jurista, do abuso de autoridade daquele ministro. Eis mais uma chance para a professora Janaína tão importante no impeachment de Dilma.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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‘BICO’

 

Sobre o julgamento STF, causou-me espanto e indignação a atitude do ministro Gilmar Mendes em pedir para votar antecipadamente, pois iria viajar para Portugal. Afinal de contas, o senhor é funcionário público e tem salário pago pelo contribuinte brasileiro, aliás, o mais alto do País, fora os penduricalhos. Participando das reuniões dessa forma fica evidente que esse trabalho não passa de “bico” e que uma vez dado o voto, o dia está ganho.

 

Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Avaré

 

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PORTUGAL

 

Gilmar votou e fugiu para Portugal. Lula perdeu, vai fugir para onde?

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com 

São Paulo

 

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MANIFESTAÇÃO DE GILMAR MENDES

 

Mesmo para quem não entende todo o “juridiquês”, a manifestação de Gilmar Mendes tinha uma qualidade aplicável a uma feira livre ou a um botequim. É terrível ver como esse senhor defende o indefensável e provoca toda essa confusão que se viu. Vai demorar a ele se aposentar, que pena.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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TAPA NA CARA

 

O voto do ministro Gilmar Mendes foi um tapa na cara de todo brasileiro de bem, mais do que machucou, humilhou!

 

Alexandre Funck afunck1@gmail.com  

Bragança Paulista

 

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FÉRIAS

 

Ministro reclama das férias do Judiciário. Furou a fila para retornar a Lisboa.

 

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo

 

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GILMAR MENDES? AUSENTE!

 

Arrogante e covarde, verborragiu o que quis e se ausentou para não ouvir o contraditório.

 

Sérgio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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ERA UMA VEZ...

 

Era uma vez um passarinho que atravessou o oceano, defecou no poleiro e voltou para sua terra além-mar. Depois de tanta lambança, que fique por lá!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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IMAGEM DO BRASIL

 

GM (evito escrever seu nome), o que mancha a imagem do Brasil é um candidato condenado! Justiça já!

 

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com 

São Paulo

 

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ROSA DO BRASIL

 

Para Vinicius uma rosa não é só uma flor, uma rosa é uma rosa, é uma rosa... Para Caymmi, as rosas são de abril... E para nós, a Rosa é do Brasil. Em meio a um quinteto de alienados do STF que não ouve o clamor do povo por Justiça, a Rosa do Brasil depositou seu voto. Tal qual o perfume das rosas, seu voto de liberdade e de Justiça inundou o Brasil de esperança e de mudança. O País merece um novo futuro, de muito esforço e trabalho, mas de grandes recompensas. Um país unido, livre da corrupção, da mentira, das falsas ideologias que só escravizam e tornam o povo dependente. Um país ético que valorize os méritos, a qualidade, a eficiência e o desenvolvimento justo e ilimitado para os que respeitam o direito alheio de pensar, ousar, inovar e arriscar com liberdade e responsabilidade. Enfim, um país em crescimento econômico, social e tecnológico dignos de seu tamanho e de seu povo. Abril, o mês das rosas. Dia 4 de abril, dia da Rosa do Brasil.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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ROSA WEBER

 

Sempre achei que a cultura brasileira herdada do coronelismo, capitanias, escravidão seria melhorada a partir da entrada da terceira geração dos imigrantes na vida pública, especialmente daquele pessoal do sul, cujos nomes terminam com “i”, “nn”, “er”, etc., talvez por influência de meu pai que se simpatizava muito com seu ex-parceiros de guerra e, terceira geração, porque a primeira cuidou da subsistência e a segunda da inclusão. Qual não era minha decepção ao ver exatamente políticos com esses sufixos nominais e tão ou mais corruptos quantos os tradicionais. Ontem, porém foi minha redenção conceitual. Obrigado ministra Rosa Weber.

 

Daikichi Yoshinaga Daikichi@techinova.com.br

São Paulo

 

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A RECONCILIAÇÃO

 

Com a decisão do STF, que não concedeu, por seis votos contra e cinco a favor, o HC a Lula, a sociedade não estará à mercê de outros condenados que cumprem prisão por crimes julgados em segunda instância, que poderiam ser soltos, caso o resultado lhe fosse favorável, criando jurisprudência, como discorreu o juiz Sérgio Moro em sua histórica presença no “Roda Viva” da ‘TV Cultura’ de São Paulo. Hoje, um dia após a decisão do STF, jornais de todo o mundo comentam a decisão, com muitos adeptos das “causas das esquerdas” lamentando-a. Mas cabe à sociedade brasileira comemorar ou resignar-se com tal decisão, pois somos um país soberano. E eis que chega o momento da reconciliação. Reconciliação esta que tem como principal ator o réu condenado, Lula da Silva. Se Lula se diz inocente, que é vítima de perseguição política, deve, antes de sair vociferando mentiras, admitir que foi ludibriado por seus companheiros, José Dirceu a frete, e outros da cambada que pegaram em armas entre 1964 e 1968, com o intuito de estabelecerem no Brasil a ditadura do proletariado, levando-nos ao famigerado Ato Institucional n.º 5, que deu no que deu: perseguições, torturas, mortes e exilados, que retornaram ao Brasil com a Anistia, com direitos (e deveres) garantidos pela Constituição de 1988. Lograram chegar ao Poder central, após tentativas frustrantes que só se realizaram quando o País, por meio de mudanças estruturais que os governos de Itamar Franco e FHC promoveram para impulsionar o desenvolvimento e a inclusão social. Lula herdou uma herança benigna, mas nunca a admitiu, muito pelo contrário. Deixou-se levar pelas cantilenas dos saudosistas do muro de Berlim, seus “assessores”. Lula não pegou em armas, não assaltou banco, não sequestrou embaixadores. Teve lá seus momentos de hipocrisia, falando assim para uns, e assado para outros, dependendo das circunstâncias. Governou surfando num período de grande euforia mundial pelo crescimento da China, que teve reflexos significativos em nossa economia, propiciando a criação de empregos e viabilizando grandes obras de engenharia. Entretanto, por estar cercado de vilipendiados assessores, muitas destas obras foram superfaturadas, mal planejadas e projetadas, relegando a segundo plano a educação e os valores cívicos, como bem comentado por Zeina Latif na edição de hoje do “Estadão”. Lula pode, em seu casulo, se tornar de fato um grande líder, admirado por todas as classes sociais do Brasil e do mundo, admitindo que seja honesto, apenas falando francamente sobre seus erros, admitindo-os, e pedindo a todos os candidatos a cargos eletivos neste ano que sejam fiéis aos anseios dos mais humildes, com quem tanto se identifica. Como eu também e a Nilza do Guarujá também, que ele se lembrará de quem se trata, se chegar a ler esta carta que envio ao “Estadão”.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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UM A FAVOR E MIL CONTRA LULA

 

As manifestações populares que ocorreram no dia 3/4, com a participação de milhares brasileiros e por dezenas de cidade deste País, diga-se, de forma ordeira, a maioria quase absoluta era a favor da prisão de Lula, e da não concessão de habeas corpus pelo STF a este corrupto ex-presidente. Numa proporção acachapante de um manifestante a favor de Lula e mil contra o habeas corpus. Ou seja, é uma resposta dura à classe política e ao nosso Judiciário, de que a nossa sociedade não tolerará mais corruptos nas nossas instituições...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com  

São Carlos

 

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SONHO DE CONSUMO

 

O maior castigo para Lula seria devolver todo o dinheiro roubado. Eu prefiro que devolva. A polícia deve ter meios de descobrir os números das contas no exterior e imóveis possivelmente em nomes de outros, ou falsos, e, além disso, torná-lo inelegível, e não prender, pois ele quer ir preso, ficar posando de “Mandela”. Imagine ter que ficar solto, pagar contas, e ter o fim dos privilégios de ex-presidente. Só o Brasil tem esse crime contra o povo.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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FEITOS

 

Lula conseguiu fundar e afundar o PT. O Brasil ele só afundou, e não desiste de querer afundar. Esperamos que o STF o afaste definitivamente e o coloque no seu lugar: a prisão.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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JUSTIÇA FEITA

 

Lula prometeu ir a pé de São Paulo a Curitiba para se entregar a Sérgio Moro. Sérgio Moro, num sentido humanitário, deveria encaminhá-lo para Pedrinhas, no Maranhão, para ficar perto das suas origens.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br  

Vila Velha (ES)

 

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‘EU TINHA UM SONHO!’

 

Era o que dizia meu pai, um senhor de 85 anos, quando eu dizia que acreditava na nova Justiça brasileira e que Lula e toda sua quadrilha iriam para cadeia.

 

Mario Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

 

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O QUE DISSE O COMANDANTE

 

Ontem, o comandante do Exército fez corajosa e clara declaração contra o fim da impunidade e a favor da Constituição. A esquerda reage firmemente e insinua um golpe em andamento. A direita comemora. Alguns membros do governo, particularmente o loquaz Jungmann e seu interino na Defesa, tentam pôr panos quentes e dão a sua interpretação à fala do general. Militares se orgulham de, em suas manifestações, fazê-lo de forma clara, precisa e concisa. A fala do general Villas Bôas não requer, pois, tradução. É um xeque-mate, mesmo, contra aqueles que vêm ignorando Carta Magna de 88 e guiando-se pela sua própria. Por isto, não há incoerência entre uma indesejável, mas possível intervenção dos militares e o Estado Democrático de Direito fundado na Constituição de 88.

 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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GENERAL

 

O melhor voto foi proferido pelo general Villas Bôas.

 

Ricardo Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

 

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PROJETO NO SENADO

 

A Coluna de Sonia Racy trouxe a seguinte nota: “Está com o relator na CCJ do Senado o texto do senador Cássio Cunha Lima que torna automática a prisão de condenados em segunda instância”. Essa é uma notícia importante! Se o texto for aprovado pelo Congresso, acabam todas as discussões sobre pautar (ou não) as Ações Diretas de Constitucionalidade e a possível inconstitucionalidade da execução da pena após decisão de colegiado. De maneira simples, esse projeto de lei é o melhor caminho para acabar com a infinidade de recursos permitidos por nossa legislação e com a impunidade decorrente que estimula o crime. Pode ser aprovado por maioria simples e elimina o perigo de ferir cláusula pétrea da Constituição. É fundamental que as pessoas de bem apoiem esse projeto!

 

Cely McNaughton cely@mcnaughton.com.br

São Paulo

 

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SEMPRE GILMAR

 

Está no “Estadão” (4/4, A6): “Ter candidato condenado, mas que lidera as pesquisas é fator mais grave para coquetel (de violência). Tenho a impressão de que mancha a imagem do Brasil no curto prazo”. Palavras de um desqualificado jurista que integra o STF, Gilmar Mendes, a respeito do condenado Lula. Quem mancha a imagem do Brasil no exterior é ele, Gilmar Mendes. Trabalha pouco e ganha muito. É ministro do STF e integra um tal de IDP. Deveria ser posto para fora da Corte, pois está na legislação que juiz só pode exercer duas funções: judicar ou ser professor. Não pode ser empresário; não pode ser sócio de institutos; não pode exercer o comércio. Tudo o que é proibido, senão legalmente, moralmente, é praticado por aquela “excelência”. Trabalha o mínimo possível, pois vive viajando. Depois reclama do “excesso de trabalho na Corte”. Srs. integrantes do Conselho Nacional de Justiça, o que esperam para expulsar do STF tão indesejado personagem? Será que precisam ser “provocados”? É um analfabeto jurídico que só depõe contra alguns outros integrantes do Supremo, pois há outros tão analfabetos jurídicos quanto ele.

 

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindóia

 

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RECALL

 

Dia sim dia não, tem um aviso de recall de veículo no “Estadão”, é de estarrecer, quantos outros produtos precisam de recall e o consumidor não é informado?  Lamentável que também não tenha recall para políticos.

 

Harry Rentel harry@citratus.com.br

Vinhedo

 

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O gestor João Doria ganhou as chaves da cidade de São Paulo no primeiro turno com uma votação inédita. Doce ilusão para os eleitores, ele não cumprirá o seu mandato, pois vai candidatar-se ao cargo de governador. A ira dos seus eleitores é notória e as chances de derrota nas urnas são grandes. Diz o ditado: “Quem muito quer nada tem”.

 

Jose Millei millei.jose@gmail.com 

São Paulo

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