Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2018 | 03h00

QUE PAÍS É ESTE?!

Xô, atraso!

Gleisi Hoffmann cometeu crime de lesa-pátria na TV Al-Jazira e grupos de militantes petistas, auxiliados por seguidores do PCdoB, queimaram bandeiras brasileiras ao ar livre. O ar deve continuar livre, mas eles deveriam ir para a prisão. Temos o Congresso mais caro do mundo para fazer leis que são mudadas pelo Judiciário mais caro do mundo. Assim, volta a contribuição involuntária do imposto sindical – depois de ter sido banida na reforma trabalhista – pelas “justas” mãos de juízes trabalhistas. E tem mais: a turma do “é nóis” pôs na conta do Congresso, ou seja, de todos nós, os gastos dos atos pró-Lula, dos quais não participamos. Apenas esses fatos evidenciam o desapreço que as ditas autoridades têm pelo povo brasileiro. Mas vão além: evidenciam, principalmente, o despreparo de todos eles para as funções que exercem. Até quando ficaremos reféns desses déspotas não esclarecidos, custeando tanta mediocridade? O socialismo, que eles desejam para o Brasil, não deu certo em lugar nenhum do mundo. Ora, se até Kim Jong-un suspende os testes nucleares e tenta uma aproximação com seus até então inimigos, um grande avanço, por que nós temos de suportar todo esse atraso no Brasil, que nem foi escolha nossa?

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Viático despudorado

É uma aberração e falta de caráter parlamentares petistas pedirem ao Congresso Nacional ressarcimento de despesas – sem fiscalização – de alimentação, deslocamento por avião, táxis, Uber e combustíveis, para participarem dos atos em defesa de Lula no Sindicato do Metalúrgicos do ABC e das visitas à prisão em Curitiba. Eles deveriam ter vergonha de usar dinheiro do contribuinte para atividades sem finalidade parlamentar.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

O STF e a corrupção

Ministros do Supremo Tribunal disseram a correligionários do PT que “a única forma de ajudar Lula a sair da prisão é tirá-lo dos holofotes”? Foi isso que eu li na Coluna do Estadão (21/4, A4)? Ajudar Lula a sair da prisão? Pera lá! Que bagunça é essa?

ROBERTO BRUZADIN

bobbruza@terra.com.br

São Paulo

Como é que é?

Quer dizer que ministros do Supremo aconselharam petistas a convencer o condenado Lula da Silva a desistir da candidatura para que possam ajudá-lo a sair da prisão?! Igual conselho foi dado a Aécio Neves no mesmo sentido? Devo ser uma cidadã muito burra, sempre pensei que a função precípua desses senhores de toga era somente aplicar a lei justa e igual para todos. Nunca sequer imaginei que eles atuassem como conselheiros de condenados, bandidos solertes, ladrões da Nação. Isso sem contar a barbaridade de os dois políticos em questão cogitarem de candidaturas, seja a que for, no Brasil, quando deveriam recolher-se, envergonhados. 

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Nossa democracia

Lentamente a democracia brasileira está amadurecendo, dizem, e as “instituições” se fortalecem no mesmo ritmo. Mas não é isso que nos transmite a observação dos fatos do dia a dia. A sensação de insegurança nunca esteve tão alta, a educação e a saúde não atendem às nossas expectativas. As estradas são fechadas por organizações com diversos objetivos, a Justiça manda desocupar e ninguém obedece. Fazendas são invadidas. Deputados e senadores implicados em escândalos de corrupção deblateram contra as decisões judiciais. Violência, roubos, assassinatos impunes, condenados que não cumprem as penas, etc. Tudo isso nos leva a questionar: é esta a democracia com que tanto sonhávamos? Estará o Brasil preparado para ela?

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

‘Descorrupção’

A sociedade brasileira, estarrecida e indignada, a cada dia assiste aos escândalos e desmandos que sorvem o dinheiro público e demonstram que as eleições são apenas de fachada, para inglês ver, eis que predominam o núcleo econômico com a insensatez política. Enquanto não houver completa “descorrupção”, a cidadania estará em xeque ante essas organizações criminosas e a nossa democracia, combalida.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Aviso

As declarações do general Villas Bôas e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) são claras, conscientes e sérias (Mensagens de esperança, 21/4, A3). Diz ditado popular que quem avisa amigo é. Os po(dre)líticos do nosso país que se cuidem, pois o dia deles, por seus atos, está chegando. Basta de vigarice e desrespeito ao povo.

RAUL VENTIMIGLIA

raulventimiglia@gmail.com

São Paulo

Contribuição sindical

Vamos ver se estamos entendendo. Foi promulgada lei que proíbe a cobrança compulsória da contribuição sindical e, como toda lei, deve ser seguida. Certo? Certo em outros países. Aqui são os próprios juízes que vão contra a lei e dão liminares permitindo que os sindicatos ponham a mão no bolso do pobre trabalhador. Que país é este?!

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

Maracutaia

A respeito da indevida permanência da obrigatoriedade da contribuição sindical, devo acrescentar aos comentários de leitores no Fórum fato não abordado, mas que creio ser a base dessa verdadeira maracutaia. Os sindicatos, sem exceção, alegam que nas assembleias dos trabalhadores que representam a maioria tem aprovado que devem continuar a contribuir para sua entidade profissional. Acontece que em todos elas, incluídas as associações de classe, as assembleias sempre são convocadas em dois horários consecutivos. Assim, se a maioria dos trabalhadores da categoria não comparecer na primeira chamada, na segunda será tomada a decisão pela maioria dos presentes. Teoricamente ficaria configurado que as ausências se devem àqueles que não se interessam em participar e se submetem à decisão da assembleia. Sabe-se de sindicatos que representam mais de 50 mil trabalhadores e realizam as assembleias em salas que não comportam sequer 2% da categoria. Daí só comparecem os mais chegados à diretoria, além de uns poucos abnegados. Essa prática vem sendo usada há muito tempo.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

DORIA LIDERA PESQUISA

O resultado da pesquisa divulgada pelo Datafolha, para o governo de São Paulo, indica na liderança o ex-prefeito da Capital, João Doria (PSDB) com 29% da preferência dos eleitores! Em segundo lugar com 20%, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB), o atual governador Marcio França (PSB) com 8% e o Luiz Marinho (PT) com 7%. Porém, Doria que abandonou depois de 15 meses a prefeitura, tem apenas 24% da preferência na Capital, contra 30% no interior do Estado! Esse bom desempenho de Doria, com a liderança na pesquisa, deve ter deixado feliz também o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Já que na pesquisa nacional o ex-governador tucano, como candidato nesta corrida presidencial deste ano, por enquanto nas pesquisas divulgadas, está brigando pelo terceiro lugar com Ciro Gomes (PDT), Joaquim Barbosa (PSB), em torno de 8% a 10% das intenções de votos! E como bom comunicador que é o João Doria, pode ajudar o ex-governador na corrida presidencial...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

*

PREFEITURA DE SÃO PAULO: DESCASO E ATRASO 

Com o pouquíssimo tempo que permaneceu de passagem pela Prefeitura de São Paulo, o ex-prefeito João Doria conseguiu, com uma equipe amorfa, atrasar ainda mais o que já não funcionava. Hoje, um simples agendamento, necessário para atualizar empresas, sequer tem vaga e mesmo que se tente, diariamente via internet, há uma mensagem pedindo desculpas e solicitando para tentar novamente em outro dia. E o sujeito Doria, que não conseguiu sequer cuidar de uma Cidade ainda quer ser governador de um Estado como São Paulo? Pode? 

Jose Pedro Vilardi

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

*

DORIA DEIXA SP COM PROJETOS...

Quando Doria anunciou o Parque Minhocão, pensei que como moradora vizinha, apareceu um “gestor” que se olha por esta obra de mais de quarenta anos, que ninguém restaurou esta completamente abandonada, árvores crescendo em sua via, correndo grande risco de infiltrações e sabe lá, desabar! Mais uma promessa que o “político” Doria não cumpriu! Sem mais! 

Fabiana Nogueira fnogueirataveira@gmail.com

São Paulo

*

ABANDONO DO CARGO

Quando São Paulo mais precisava (pois os problemas crescem geometricamente), o gestor abandona o cargo, configurando o maior estelionato eleitoral já cometido contra a cidade. Ou alguém se lembra de um maior?

Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br 

São Paulo 

*

TUDO A MESMA COISA

Se alguém achou que a permuta ou troca como queiram definir entre a Prefeitura de São Paulo e as empresas construtoras fosse beneficiar a cidade de São Paulo e sua população, errou redondamente. Pois perícia judicial aponta diferença no valor dos terrenos oferecidos na tramitação com o Parque Augusta, só de R$ 16,9 milhões a menos. Será que nosso “gestor” se confundiu com as contas?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo 

*

PERPLEXIDADE

Novo Prefeito de São Paulo coloca Sérgio Avelleda como chefe de seu Gabinete. Por quê? Esse não é aquele acusado de corrupção no metrô de SP e já julgado e condenado em 2.ª instância? Bruno Covas não achou ninguém ficha limpa? Podia explicar aos milhões de munícipes o porquê dessa escolha? Não se fica perplexa? 

Marlene K. da Silveira marleneklaiomsilveira@gmail.com

São Paulo

*

CIDADE LINDA

Há algumas semanas estive na Bienal em São Paulo, no parque do Ibirapuera. Deixei o carro um pouco longe para fazer uma caminhada e constatar as condições gerais da cidade linda. Rapidamente pude verificar calçadas quebradas e esburacadas, sujeira para todo o lado e o pior falta de varrição com árvores invadindo as vias e dobrando galhos para todos os lados. Se a gestão Covas pretende mudar o rosto da cidade e deixa-la linda precisa correr muito e viajar menos, além de colocar toda a equipe na rua para ver o que acontece. E na Bienal, fila enorme para ingresso de R$ 45 além de nenhum destaque na exposição com chuva e de fraca organização.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

CICLOVIAS NO RUMO CERTO

Dentre os vários atores que se apresentam, logo no começo do dia para enfrentar o trânsito, o ciclista e o pedestre com certeza são aqueles que merecem um respeito maior. Tal assertiva encontra respaldo na vulnerabilidade de um e de outro, quando comparados àqueles que trafegam com seus carros e motocicletas. Respeitar significa, reconhecer a existência do outro, momento em que a iniciativa de se implementar ciclovias vai ao encontro daqueles que dificilmente são vistos. O tema foi muito bem abordado e merece estar em discussão, haja vista, o princípio constitucional da dignidade humana.

Dagoberto de O. Franco dagoberto@oliveirafrancoadv.com.br 

Araras 

*

TRENS, CARTÉIS E A IMPUNIDADE

Nos últimos anos em SP, ficamos sabendo pela imprensa de muitos problemas envolvendo a compra de trens para o metrô ou CPTM, licitações envoltas em processos de formação de cartéis, vagões comprados e sem uso, parados no tempo. Obras aparadas por vários anos sem explicações alguma e depois inauguradas às pressas para satisfazer agendas de pré-candidatos. Enfim, ao mesmo tempo, percebemos que nenhum político ou servidor foi processado, condenado e preso. Ou seja, a impunidade é mais rápida que um trem bala em São Paulo...

Rafael Moia Filho

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

*

A REFORMA DA POLÍCIA PAULISTA

O governador Márcio França prepara grande mudança na estrutura policial do Estado. Vai colocar a Polícia Civil na Secretaria da Justiça e manter a da Segurança Pública exclusivamente com a Polícia Militar, tendo um oficial superior da corporação como secretário. A ideia é que as mudanças deem mais condições para a civil realizar investigações e para a militar fazer o policiamento preventivo e ostensivo. A proposta é revolucionária e contraria muitas teses que pregam a unificação das polícias. Ao longo da carreira, convivi com grandes secretários da Segurança, cada qual vivendo a problemática do seu tempo. Antonio Erasmo Dias, Michel Temer, Saulo de Castro Abreu Filho, Alexandre de Moraes e Mágino Alves Barbosa Filho, entre outros. Por mais competentes e comprometidos com a causa, todos sofreram as amarras de um sistema mais que centenário e incompatível com processos e celeridade dos tempos atuais, onde o papel foi substituído pelo bit e o estafeta teve seu lugar ocupado pelas redes eletrônicas. Oxalá o governador e sua equipe encontrem o caminho da modernização e eficiência das corporações. Devem, inclusive, aproveitar que o governo federal criou o Ministério da Segurança Pública e buscar aporte e meios em Brasília, pois, sem isso, não precisamos de ministério...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo 

*

PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS JÁ!

Mesmo que o governo federal devolva aos Correios R$-8,0 bilhões que diz merecer, não estancará em nada a bagunça, dívidas e ineficiência dessa estatal. Conheço pessoas que receberam em apenas um dia uma correspondência postada de Miami pela empresa “americana DHL”, que se tivesse vinda pelos “Correios” como temos visto vários relatos, não chegaria em menos de três meses. Vivem em greve, se não por aumento de salário, seria por qualquer outro motivo, porque quem manda são os sindicatos, mesmo que o Brasil fique cada dia mais atrasado esperando um milagre para receber uma correspondência. Chegamos ao limite do que aconteceu com a “telefonia brasileira” no início do século. Não dá mais para o Brasil ficar arrastando essa estatal deficiente, endividada e refém de sindicatos que só brigam pelos próprios interesses. Com certeza até os atuais funcionários se beneficiariam com uma provável privatização. Mas com certeza não é do interesse do MDB que tem pés e braços comandando essa estatal há décadas. Até quando?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

CORREIOS

A ineficiência do correio traz prejuízos significativos à população. Exemplo: a entrega do “The New England Journal of Medicine” revista científica importante para a atualização profissional do médico, postada no correio semanalmente em Boston, desaparece pelo caminho! No presente ano de 2018, ainda não recebi um único exemplar! A ouvidoria, a quem recorri, respondeu de pronto prometendo resolver tudo em cinco dias. Já se passaram mais de 30 dias e nada mudou!

José Sobrinho

jmsb1932@gmail.com

São Joaquim da Barra

*

APOSENTADOS

Se existe uma categoria que é desprezada, traída e injustiçada neste país, é o aposentado. Ele trabalha sua vida inteira para ter uma aposentadoria confortável que lhe dê, pelo menos, condições de subsidiar suas despesas básicas, no entanto, este direito lhe é retirado à força, com ações perpetradas diariamente e ao longo dos anos, que minam seus benefícios e seu poder de compra. Aposentar e continuar trabalhando para manter ao menos seu mínimo necessário, com recolhimento compulsório de recolhimento do INSS, é uma alternativa factível para alguns, mas impossível para outros. Melhorar um pouco seu benefício lhe é vetado pelo próprio sistema que não lhe permite alternativas, até que surgiu a possibilidade da "desaposentação", que é incluir o recolhimento obrigatório ao INSS, mesmo depois de aposentado. Mais esta porta foi fechada, desta vez pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao invés de julgar o mérito, o direito, a Justiça, que é a função primordial da Suprema Corte, se preocupou com o caixa do governo. Certamente eles nunca se preocuparam com isso quando se referem aos seus próprios benefícios, seus reajustes, suas mordomias. E o dinheiro do trabalhador, recolhido após a aposentadoria, ficou sem nenhuma função, a fundo perdido, como “contribuição solidária”. Que país é esse que “toma o dinheiro do trabalhador” sem lhe dar a contrapartida? Isso é furto, bitributação, falta de seriedade e, em última análise, falta de vergonha. 

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

REFORMA ELEITORAL E POLÍTICA

Levando em conta que este ano teremos eleições para Presidente da República, senadores, deputados federais e deputados estaduais, merecem uma avaliação crítica do processo eleitoral e uma profunda reformulação. Esta reforma do processo eleitoral é necessária para o aperfeiçoamento democrático das eleições em todos os níveis e prevalecer à vontade popular. A primeira seria a coincidência dos mandatos e em consequência eleições de quatro em quatro anos. O País não suporta fazer eleições de dois em dois anos, pois os gastos e a paralisação da máquina pública são evidentes sem se falar nos altos custos despendidos. Reeleição: será permitida a reeleição nos níveis municipal, estadual e federal, mas os detentores de mandatos executivos candidatos deverão licenciar se com seis meses de antecedência. Por quê? Trata-se de uma disputa desigual, pois o detentor do mandato executivo usa a máquina pública contra os seus concorrentes corrompendo o processo democrático, pois tem em seu poder a caneta e as chaves do cofre. O financiamento público de campanhas é necessário para democratizar o processo eleitoral, pois os doadores de recursos naturalmente irão fazer dos seus candidatos como seus representantes junto à máquina pública, que traduzindo em termos significa tráfico de influência. É preciso também criar regras e critérios para a criação de partidos, atualmente existem 35 partidos oficializados no Brasil, muitos deles criados como legendas de aluguel que se presta para os fins mais inconfessos inclusive para negociar vagas de candidatos espaços em rádios e televisão. Merece também uma reflexão o voto de legenda nos pleitos para as Casas Legislativas, pois muitos que obtiveram expressiva votação não conseguiram se eleger ao passo que muitos candidatos com votação inferior vão assumir os mandatos devem, pois ser eleitos os mais votados em todos os partidos. Fim do voto de legenda não permitindo as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Os suplentes de senadores deverão ser aqueles que obtiverem a segunda maior votação após o eleito e não na forma atual, pois os suplentes que atualmente exercem o mandato não têm votos. Estas são algumas sugestões para avaliações, análise e alterações no processo eleitoral para o aperfeiçoamento democrático.

Marcos Tito

marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte 

*

O BOLÃO

Conta-se uma estória sobre o ensaio de uma orquestra de jovens que se realizava num recinto localizado ao lado de um prédio em demolição. Enquanto o maestro não chegava, os jovens músicos promoviam uma verdadeira balbúrdia no local, gritando, dando tapinhas na cabeça dos colegas, atirando bolinhas de papel uns nos outros, incessantemente. O maestro chegou se dirigiu ao tablado de onde conduziria o ensaio e vendo a bagunça começou a bater com sua batuta no suporte à sua frente em que ficava a partitura. Por mais que ele insistisse batendo, a bagunça não parava. Ele já estava irritado quando, de repente, no local onde se realizava a demolição, o operador do guindaste que tinha uma enorme bola de aço pendurada na ponta de um cabo, fez uma manobra desastrada e o bolão atingiu a parede contígua ao local onde estava a orquestra, derrubando-a completamente. Foi o bastante para o silêncio total tomar conta do local por alguns instantes, após o que o maestro deu mais algumas leves batidas do suporte a sua frente, o suficiente para que a orquestra imediatamente começasse a tocar maravilhosamente. Pois é! Vendo a balbúrdia que ocorre em nosso país acho que vamos precisar da ação “de um bolão” para por ordem nas coisas. Veja-se a desordem em que se encontram os poderes da Nação. O Executivo, totalmente enlameado por suas ações pregressas, seja na esfera da Presidência, ou em seu núcleo duro e na maioria dos ministérios, onde muitos titulares já abandonaram “a nau”, alegando razões eleitorais. O próprio presidente emparedado e ameaçado com uma terceira denúncia que ameaça vir. O Legislativo então, nem se fala. Mais de cem parlamentares “com o rabo preso” na Justiça, desesperados com o quase certo fim do famigerado “foro privilegiado” e com a prisão do ex-presidente boquirroto ocorrida na semana que passou. E a lambança na mais alta Corte do País? Assistindo às sessões desse tribunal, a impressão que se tem é estar observando uma genuína “conversa de botequim”, onde alguns dos participantes parecem já ter tomado algumas doses a mais do que o razoável. Não bastasse tudo isso, ainda estamos presenciando a ação de ilustres advogados visitando ministros do tribunal que vão decidir questões do interesse de seus clientes. É o caso de um deles que pertence (com perdão do trocadilho) ao grupo que defende o Demiurgo de Garanhuns. Esse advogado teve a petulância de desfilar toda a sua empáfia, com os outros defensores do seu cliente, hoje encarcerado, pelos corredores do STF onde estiveram visitando o relator dos processos da Lava Jato. Inacreditável! Noticia-se que um pelego de sindicato, pretenso candidato à presidente do País, acusado de mal feitos pelo Ministério Público e um estafeta do PT estiveram em visita a um ministro do STF para pressioná-lo a mudar sua posição com relação à possibilidade de cumprimento de pena após a condenação em segunda instância. Onde nós estamos? Acabou a vergonha na cara? Por isso tudo é que volto a dizer que está na hora do bolão ser acionado. Mais do que na hora! Aproveito para lembrar a todos os sem vergonhas de plantão no País que “operadores do guindaste” estão atentos a essa baderna generalizada e, a qualquer momento poderão acionar o “bolão”. Depois, não adiantará mais “choramingar”. Não digam que não avisei!

Claudio Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

JULGAMENTO DOS HABEAS CORPUS DO PALOCCI

Agradeçamos a Dias Toffoli – que deve estar arrependido – pelo pedido de adiamento do julgamento do habeas corpus de ofício para o Palocci. Imagino que foi esse adiamento que possibilitou que o Celso de Mello, que já havia votado a favor do habeas corpus inicial, pudesse ter em mãos uma minuciosa descrição de como estava sendo feita a trabalhosa e por isso demorada investigação sobre os crimes do Palocci, inclusive com os dados do Coaf sobre as transgressões bastante repetitivas do ex-ministro da fazenda do Lula e ex-chefe da casa civil de Dilma, mesmo já estando preso. Para o Toffoli as transgressões tinham terminado “há muito tempo, em 2013”!? E, portanto era preciso dar o habeas corpus. Felizmente o Celso de Mello tinha nas suas anotações que as transgressões não acabaram em 2013; se repetiram até 2016, mesmo “o paciente” estando preso e com os bens bloqueados. Daí o motivo de sua prisão prolongada. A ministra Rosa Weber havia mostrado claramente que estava em dúvida sobre os votos dados contra o “paciente” e disse que precisava ouvir o voto do Toffoli, que praticamente sugeriu a prescrição dos crimes, para ratificar ou mudar o seu voto. Nem Toffoli nem Marco Aurélio, Gilmar e Lewandowski, como juízes da mais alta Corte, quiseram levar em conta as transgressões repetidas inúmeras vezes pelo “paciente”. Não só não devem tê-las rememoradas numa preparação para fazer o julgamento, como as deixaram de lado mesmo sendo relembrados; provavelmente até lamentando que justamente o decano fizesse isso. Aí, a ministra Rosa Weber, deve ter se dado conta que também ela havia “esquecido” de fazer a lição de casa, ou seja, também deixara de rememorar as ações do “paciente” e também não prestara a devida atenção à leitura do relator, antes de dar seu voto. Felizmente ficou ali sentada, dessa vez prestou atenção à leitura do Celso de Mello e nessa hora rememorou todos os malfeitos, como ela mesma disse, e ratificou seu voto contra os habeas corpus. O ministro Fachin falhou ao não pedir apartes nos votos dos quatro contrários, para dar ênfase aos malfeitos repetitivos do “paciente” que justificavam a longa prisão antes do julgamento em primeira instância. Se o decano tivesse tido outra atitude e não tivesse rememorado as graves reincidências de Palocci, o mesmo poderia estar livre da merecida cadeia, pois a Rosa Weber poderia ter acompanhado os quatro ministros que votaram pelos habeas corpus. Os quatro, ainda que tenham ouvido sobre as reincidências do “paciente” mesmo depois de preso, não mudaram seus votos. Felizmente a ministra Rosa Weber, num gesto de enorme bom senso nesse momento tão crucial para o combate à corrupção sistêmica que acontece no nosso país, não nos decepcionou.

Darcy Martino

darcymartino@yahoo.com.br 

São Paulo 

*

REFUGIADOS

O que fazer com os 65 milhões de refugiados? Não há uma resposta pronta. Mas, como metade deles são crianças, não há outra resposta moralmente possível a não ser acolhê-las, dar-lhes abrigo, alimento, saúde e educação. Ao menos temporariamente até que haja condições de voltarem aos seus países de origem. Se houvessem fundos para cobrir estas custas, haveria sim alguns países interessados em fazê-lo. Mas quem deveria pagar esta conta? Uma parte as nações que tem condições de fazê-lo. Mas tanto quanto possível, é preciso onerar os parceiros comerciais e fornecedores de armas que se beneficiam das nações de onde vieram estes refugiados. 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

SUPREMA POLIVALÊNCIA

O Supremo Tribunal Federal agora julga tudo, de pipoca roubada no cinema a crise na Venezuela.

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

BLÁ, BLÁ, BLÁ

Muito chato viver num país onde toda semana se discute quem, quando e se algum político vai para a cadeia! E a nação? Seus problemas e desafios? Ninguém discute nada de interesse do País, só querem saber de livrar condenados! E fazem fila pra visitar o “injustiçado”!

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo 

*

TODO DESONESTO É UM ENGANADOR

É mentira que um político corrupto possa gostar do povo! Todo desonesto é um enganador!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

*

ATAQUE A CAIXAS ELETRÔNICOS

É de causar espanto a informação do Estadão de que nos últimos três anos cerca de 330 cidades somente no Estado de São Paulo sofreram ataques e não se vê nenhuma movimentação quer das autoridades, dos bancos e seguradoras para tentar minimizar este crime. Pequenas cidades muitas vezes deixam de ter o único acesso para saque e pagamento de contas, tendo que deslocar-se para a cidade mais próxima. Há algum tempo atrás tivemos uma alternativa que em casos de explosões dos caixas, as notas ficavam manchadas e impossibilitadas de utilização, então pergunto: por que este processo não teve sequência? Outra sugestão seria de que os bancos e/ou seguradoras promovessem um concurso com a devida premiação para viabilizar a melhor ideia que pusesse fim a este descalabro, ou será que os bancos e seguradoras ganham tanto dinheiro que não tem interesse em acabar com esta desgraça?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

*

HOMOFÓBICO E RACISTA

Na realidade, devidamente comprovada pelos fatos existente e amplamente divulgados, quem é o verdadeiro homofóbico e racista? Os seus adversários políticos incomodados com o seu grande sucesso junto à opinião pública brasileira querem de qualquer maneira taxar o deputado Jair Bolsonaro como homofóbico e racista, exatamente ele que luta pela igualdade dos direitos humanos entre todos! Por que não processam o Lula da Silva que taxou a cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, como exportadora de “viados”? É só conferir gravação existente. E ainda, porque não tomam medidas judiciais cabíveis contra Lula da Silva que tentou espalhar o ódio e separação entre os ricos e pobres, nordestinos e sudoeste/sulistas do Brasil? Contra o Lula sim, não há dúvidas desses atos abomináveis praticados contra o povo brasileiro. Por que tanta perseguição ao Jair Bolsonaro que é no momento um grande exemplo de bom procedimento moral, patriótico e anticorrupção?

Benone Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

*

SEM TAREFA FÁCIL

Devido à rapidez com que foi aprovada a Reforma do Ensino Médio, e tendo em vista nossa realidade de país emergente, não há como fugir de vários questionamentos. De acordo com especialistas, o sistema comportará tais mudanças? Haverá benefícios reais aos estudantes, pressupondo-se maior ingresso nas universidades e preparação adequada a um mercado de trabalho em contínua transformação? Em que medida ocorrerá igual aproveitamento a todos os estudantes, sem distinção? Os professores, hoje em pequeno número e cada vez mais desmotivados, se qualificarão? Os jovens, atualmente se dedicando mais à internet que à escola, sentirão as mudanças de modo positivo, contribuindo a reforma para impedir sua evasão? Quanto às avaliações oficiais, estas mostrarão números mais animadores em aproveitamento? Os estabelecimentos de ensino dispostos nas periferias das cidades terão algum protagonismo, em detrimento da violência e do descaso das famílias? Qual será o papel dos governantes a partir de 2019 no quesito Educação? 

Maria Lúcia R. Jorge mlucia.rjorge@gmail.com 

Piracicaba

*

A UNIVERSIDADE DO CRIME

Sempre se afirmou que as prisões brasileiras eram verdadeiras universidades do crime. Agora então tem até doutor honoris causa para qualificar a militância e os demais meliantes.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo 

*

DEMISSÃO IMEDIATA NELES!

Dá muita vergonha ter funcionários de universidades públicas paulistas, incluindo reitores, que se locupletam com nosso dinheiro público a título de diárias. Vergonhas diárias, eu diria. E o pior é que são premiados com posições de destaque no governo do Estado. É quanto pior, melhor o cargo e o salário.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.