Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

24 Abril 2018 | 03h00

O GOLPE DE 2018

Ditadura na academia

Parabéns ao professor Carlos Maurício Ardissone pelo artigo A ditadura na academia e o golpe de 2018 (22/4, A2). Apesar dos tropeços e decepções em sua carreira no magistério, o professor Ardissone levanta a voz para expor a sórdida conspiração marxista-gramsciana de professores de escolas e universidades para a lavagem cerebral de nossas crianças e nossos jovens. Eles se aproveitam da alienação da maciça maioria dos pais no acompanhamento da educação escolar dos seus filhos. Indiferentes ou incultos, esses pais se sentem cumpridores do seu dever de educá-los apenas matriculando-os nas escolas, sem nenhuma aferição da competência e da idoneidade dos mestres. Eis aí o sucesso do aliciamento ideológico praticado pela política maquiavélica dos “redentores da humanidade”.

ROSELY FERREIRA POZZI

rosepozzi@gmail.com

São Carlos

Doutrinação

Em seu brilhante artigo, o professor Carlos Maurício Ardissone ousou explanar o que todos nós sabemos, mas poucos têm a coragem de falar, a respeito dos cursos de humanidades e ciências sociais nas universidades brasileiras. Contou o que acontece quando um professor liberal ousa questionar essa cartilha. No mínimo, perde cursos e é ridicularizado. Quando vamos repelir a cartilha marxista-gramsciana e ensinar os nossos jovens a pensar de fato criticamente? Chega de doutrinação! Precisamos de mais professores como o dr. Ardissone, com coragem para denunciar essa situação perigosa nas nossas universidades.

CARLA PETTINATI

pettinaticarla@gmail.com

São Paulo

Alerta vermelho

Aí está o alerta aos brasileiros: a formação dos nossos jovens é, na raiz, marxista-gramsciana. Essa inteligente infiltração da esquerda na mente jovem pode ser irreversível. Enquanto isso, a democracia dorme a sono solto.

INÊS LEVIS

ineslevis@hotmail.com

Jundiaí

Já vem de longe

Maravilhoso o artigo do professor Carlos Maurício Ardissone, que está enfrentando a “vergonha de não pensar como é obrigatório” nas universidades. Por isso é agredido verbalmente e provavelmente será bloqueado na sua carreira. Só para confortá-lo, esclareço que não é só nas ciências sociais que isso acontece. E não é de hoje. Sou professor de Medicina aposentado e há muito tempo isso se verifica. As universidades caíram nas mãos de falsos intelectuais. Além de patrulharem seus pares, malversaram por incompetência e dolo as verbas a elas destinadas. Basta ver a situação em que se encontram.

SÉRGIO BRUSCHINI

bruschini0207@gmail.com

São Paulo

Utopias

Perfeito o editorial Liberdade e democracia (22/4, A3). Apenas um reparo: ao escrever “é preciso empreender uma mudança cultural no País, fazendo com que os valores liberais (...) deixem de ser confundidos com exploração e ganância”, a existência de um contingente de dois terços da população afundado no analfabetismo funcional e a lavagem cerebral, objeto do brilhante artigo do professor Carlos Maurício Ardissone, pareceriam ser informações relativas a um outro planeta.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com.br

São Paulo

Na rota de Caracas

O que hoje acontece na academia, onde prevalecem esquerdistas, é uma projeção do que seria a perseguição de quem não reza por sua cartilha, uma preparação para a futura “ditadura do proletariado”. O objetivo final é destruir a liberdade de divergir. Na Venezuela já se sabe o que acontece com a destruição da liberdade. Caso Dilma e o PT permanecessem no poder, já teríamos uma crise artificialmente fabricada, via déficit e inflação, para criar as condições de implementação aqui do que sofrem os nossos vizinhos. Felizmente, essa Venezuela foi expulsa, por descumprimento da cláusula democrática, do Mercosul.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

AMÉRICA LATINA

Debandada da Unasul

O populismo de esquerda na América Latina, que proporcionou severa recessão econômica, está implodindo. A Unasul, bloco criado em 2008 por iniciativa de Hugo Chávez, Lula, Evo Morales, Rafael Correa, José Mujica & Cia., perdeu seis dos seus principais membros – Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia e Peru –, que anunciaram a suspensão de sua participação. Criada para conter a influência dos EUA na região, a Unasul virou suco. Quem quer ser o melhor tem de se unir aos melhores!

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Direitos humanos em Cuba

Inaceitável a prisão, em Cuba, da líder das Damas de Branco e mais oito integrantes. O legítimo direito de protestar pela libertação de quase cem presos políticos foi impedido em Havana, numa clara repressão contra os direitos humanos na ilha.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

EMBRAPA

Em crise

O problema principal da Embrapa é o tipo de pesquisa que desenvolve. Precisa voltar às origens e desenvolver só pesquisa aplicada, deixar a pesquisa básica para as instituições de ensino. Infelizmente, por falta de definição clara de seu objetivo, alguns pesquisadores que deveriam estar numa instituição de ensino superior foram parar na Embrapa para desenvolver pesquisa básica. Grande parte dos pesquisadores brasileiros gosta mais de desenvolver pesquisa básica, porque acha que a pesquisa aplicada dá instrumento para enriquecer as empresas.

MINORU TAKAHASHI

minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

Saber que Zander Navarro foi readmitido pela Embrapa traz alguma esperança de que a empresa possa recuperar a atuação importante que teve em seus primórdios, levando conhecimento e tecnologia a pequenos produtores da agropecuária. Afinal, a Embrapa acordou?

VERA LUCIA A. CHMIELEWSKI

azevedovera@hotmail.com

Santos

REFORMA TRABALHISTA

Sem votação

Medida provisória perdeu a validade – algo que o Congresso perdeu há muito tempo.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DOR DE COTOVELO


A pressão contra a possível candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República insiste em dizer que ele nunca foi político e, portanto, não tem condições de governar o País. Aí está o equivoco. O Brasil não quer mais do mesmo e precisa urgentemente de um choque de moralidade e probidade administrativa, além de excluir a politicalha criminosa de plantão. Já o resto, vai se encaixando naturalmente para o progresso do Brasil. Sem problemas!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PENSAMENTOS ‘BARBOSIANOS’


Em matéria veiculada no domingo (22/4, A10), o “Estadão” analisa os votos de Joaquim Barbosa, enquanto juiz do supremo (minúsculo, por favor) traçou seu perfil político-neófito. Usando o mesmo critério analítico do “Estadão”, fui também pesquisar alguns dados comportamentais da figura em questão, e, dentre muitos deles, destaco os seguintes: 1) É visceralmente contra a prisão em segunda instância; 2) Em 2014 foi contra a impressão do voto; 3) Quando do mensalão, optou por não abrir inquérito contra o boquirroto ladravaz; 4) É fã de carteirinha do PT, do Ladravaz e de “Dilma Alienada”; 5) Aposentou-se antecipadamente para dar lugar a Lewandowski; 6) Dizendo-se ameaçado quando presidente do supremo (novamente minúsculo) acovardou-se e caiu fora; 7) Sempre se manifestou dizendo não ter absolutamente nenhuma pretensão política, e agora é picado pela mosca azul...; 8) A cereja do bolo: foi nomeado pelo inominável, para ocupar vaga no stf (novamente minúsculo). Assim, como em fralda de criança e cabeça de juiz, ou no caso, de ex-juiz, o resultado obtido é quase sempre o mesmo, fico com os meus pensamentos e deixo os de Barbosa para quem queira se enganar por eles. É mais um vermelho puro, travestido de socialdemocrata.


Renato Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo


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UM JOAQUIM PARA O PLANALTO


Apesar de não acreditar que irá aceitar sua candidatura ao Planalto, a passagem de Joaquim Barbosa, como ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou uma ótima impressão ao povo brasileiro! Foi austero na administração do Supremo, e entre outras defesas e decisões importantes, foi implacável condenando corruptos do mensalão! Ou seja, demonstrou que a ética e os bons costumes devem prevalecer não somente no seio da sociedade, mas, principalmente dentro das nossas instituições. Que, hoje, é uma lástima! E se decidir concorrer ao pleito deste ano, certamente dentre os postulantes teremos um raro candidato honesto, ou ficha limpa! Porém, se vencer esta eleição, já que, nas pesquisas está bem avaliado, será que terá estômago para construir apoio parlamentar, e aceitar o “toma lá, da cá” de distribuição cargos entre os possíveis aliados, que pelo retrospecto histórico nesta terra tupiniquim, boa parte da classe política, tem como objetivo sequestrar e assaltar as nossas instituições?! Sinceramente, duvido que Joaquim Barbosa, se submeta, a esta prática abominável. Ainda mais, que, nesta eleição, o mais provável é que a renovação no Congresso será a menor da história! Ou seja, os vícios e os corruptos continuarão os mesmos a atazanar o Brasil. Cai fora, Joaquim!


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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PERGUNTAS CHATAS


Minhas duas perguntas iniciais aos candidatos a presidente: a primeira é o que o mesmo fará para manter pessoas comprometidas com a corrupção totalmente fora de sua equipe; e a segunda é sobre que ajuste fiscal pretende fazer. O Brasil tem um futuro brilhante e tende a se consolidar como uma das seis maiores economias do mundo nos próximos 30 anos. Mas tem tropeçado nas sucessivas armadilhas que não para de montar para si mesmo. O próximo presidente encontrará uma dívida em torno de 78% do PIB e precisará fazer um ajuste fiscal entre R$ 250 bilhões e R$ 300 bilhões ao ano para estabilizar a dívida pública e sair da rota da insolvência. Governar com responsabilidade num cenário destes não promete ser uma experiência muito agradável.


Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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SALVE-SE QUEM PUDER!


15 dos 20 candidatos à Presidência da República são responsáveis por 160 ações em tribunais de Justiça do País. Fake candidatos, fake news, “Fakebook”. Robôs e Hackers russos na campanha eleitoral. Nos enganem que nós gostamos!


Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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DÚVIDA


A continuar nesse ritmo será que teremos candidatos a ser votado para presidente nas próximas eleições?


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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CONGRESSO


O atual Congresso, em que cerca de 90% dos congressistas buscam a reeleição, é um feudo de psicopatas do “venha a nós o vosso reino”!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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O CONTO DO VIGÁRIO


Os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores do Grupo J&F, foram protagonistas não só do maior assalto aos cofres públicos da história do País, como do mais inútil acordo de colaboração na Lava Jato – instruído com gravações fajutas e sem outras provas – pelo qual, na época, maio 2017, foram agraciados com um megaperdão judicial pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com base na delação, Janot apresentou denúncia contra o presidente Michel Temer, que, por inepta, foi rejeitada pela Câmara Federal. Em setembro de 2017, o próprio PGR rescindiu o acordo em razão dos colaboradores haverem omitido intencionalmente fatos criminosos e ainda aguarda-se que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, homologue a rescisão. Pois mesmo depois desse fiasco todo, Joesley faz nova denúncia na PGR contra o senador Aécio Neves – ao que tudo indica, como as anteriores, contendo “provas” que não provam nada. Aécio Neves e Michel Temer irão, como qualquer um – está aí o exemplo de Lula – responder a todas as acusações que lhes são feitas. E deverão, como aconteceu com Lula, fazê-lo dentro do ordenamento legal. Afora isso, dar ouvidos novamente a criminosos que tentam se livrar do castigo a qualquer custo, é agir de forma temerária pondo em risco a lenta normalização da economia e das instituições brasileiras.


Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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MESADA


O empresário Joesley Batista afirmou, em sua delação premiada, que pagou ao longo de dois anos, entre 2015 e 2017, uma espécie de mesada no valor de R$ 50 mil ao senador Aécio Neves. Se confirmados os pagamento e os recebimentos dessas “mesadas”, restará ao senador dizer, agora, o número exato de advogados que habitualmente costuma pagar através de tantos “empréstimos” contraídos de boa-fé.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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CONSELHO AO SENADOR


Melhor o senador Aécio Neves, como bom tucano, ficar na muda, pois quanto mais tenta se explicar mais se complica.


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


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PSDB E PT


Mesmo com o senador Aécio Neves tendo virado réu no STF, bem como o ex-governador Geraldo Alckmin ser alvo de ação por improbidade e investigado pelo Ministério Público de São Paulo, ambos do PSDB, será que os políticos do PT ainda vão esbravejar aos quatro cantos insinuando que a condenação e prisão do demiurgo de Garanhuns é perseguição política e faz parte de um golpe tramado pela elite exploradora, pela direita reacionária e pela imprensa conservadora? Parece que nem mesmo a tigrada militante do PT acredita mais nessa “ladainha”.


Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté


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SEM UM PINGO DE VERGONHA


Gastos de senadores com cota parlamentar chegam a quase R$ 27 milhões em 2017, um verdadeiro incentivo a esbórnia fiscal reinante no País. Essa farra com o dinheiro público precisa acabar, é tão imoral quanto o foro privilegiado.


Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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SUGESTÃO


Sugestão aos deputados e senadores: resgatem a forma original e aprovem as “Dez Medidas Contra a Corrupção”, pautem e aprovem a reforma da Previdência. Sugestão aos eleitores: caso não sejam aprovadas em 2018 as “Dez Medidas Contra a Corrupção” e a reforma da Previdência, é nosso dever votar renovando toda a Câmara e 2/3 do Senado. Compete a nós, eleitores, expurgar todos os que são contra o Brasil, visto que a corrupção é o maior mal brasileiro e a Previdência tem um crescente déficit sem freio que precisa ser contido.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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DESFAÇATEZ PARLAMENTAR


Fico perplexa diante da tamanha desfaçatez e cinismo dos parlamentares petistas ao resolverem mandar para o Congresso a conta da algazarra em São Bernardo do Campo e em Curitiba durante atos contra a prisão do ex-presidente Lula. Num país onde faltam remédios e leitos nos hospitais, onde não tem nem escolas nem creches suficientes para nossas crianças, onde as pessoas andam espremidas em transporte público para não chegarem atrasadas ao trabalho (isto quando não estão desempregados), vêm esses senhores e senhoras solicitar que paguemos esta conta que não é nossa. Deveriam descontar esses dias que ficaram fora de seus postos; não estavam a trabalho para o País como justificaram, mas sim à disposição de um partido que morre de medo de perder a boquinha que o poder lhes garante. As lideranças ficaram hospedadas em hotéis cinco estrelas, portanto que paguem a conta de seus próprios bolsos como todos nós fazemos ou então cobrem dos filhos do Lula. Descaramento tem limite!


Candida Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo


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TRAGICOMÉDIA PETISTA


Ao mesmo tempo em que o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, comete a insolência de “advertir” uma juíza, o MPF e a Polícia Federal quanto a eventuais consequências se não for permitida a visita a Lula por parte de Comissão de Parlamentares, com o intuito de verificar sua condição prisional, Pimenta descaradamente se omite sobre a origem, no mínimo questionável, para não dizer ilícita, de serem os cofres públicos os financiadores destas diversas viagens de parlamentares a Curitiba, exclusivamente para visitar o ex-presidente. O voluntarismo do PT é um verdadeiro espetáculo tragicômico.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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UM SOCIÓLOGO QUE VIROU GENTE


“Lula tem um peso simbólico (...). Ele não está sendo processado pelo que fez politicamente. O PT está dizendo: é um preso político. Não é, é um político preso”.


Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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ACINTE


Certos casos que acontecem em nosso país são mesmo inaceitáveis e nos causam indignação. Os petistas que estiveram em Curitiba prestando homenagens ao ex-presidente Lula, agora cumprindo pena na prisão, gastaram muito dinheiro. Os custos dessa permanência na capital do Paraná foram debitados ao Congresso Nacional, e, por evidente, dinheiro do povo. Sem sombras de dúvidas, uma atitude inadmissível. Esses petistas não são absolutamente os donos da verdade para agir dessa forma. É certo que ainda há muitas carências no corpo social brasileiro e a bem da moral e dos bons costumes, não deve haver desperdício de dinheiro dos contribuintes brasileiros.


Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo


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COMPULSÃO


“Malluf”, “Cabrall”, “Llulla” e tantos outros roubam por compulsão, como se fosse droga, porque não viverão o suficiente nem seus descendentes para conseguir gastar isso.


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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RECURSOS HUMANITÁRIOS


Fico pensando se o hospital Sírio-libanês tem aposentos suficientes para o volume de políticos que após condenados a prisão ficarão muito “doente”. A impunidade continua, mas de caráter humanitário.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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A JUSTIÇA E O STF


Desde o julgamento do mensalão, venho tentando entender o STF, e agora com os julgamentos dos processos da Operação Lava Jato, fiquei mais confuso ainda. Como eu sou engenheiro, meu entendimento dos artigos da Constituição, que julguei pertinente, os fiz sob a ótica da lógica, com a devida vênia, como dizem os ministros do STF. Nas últimas semanas, claramente em decorrência da prisão do ex-presidente Lula, condenado na segunda instância, as discussões na Corte se concentram mais sob os inúmeros recursos disponíveis aos réus, em vista da decisão do Supremo em 2016. O plenário do Supremo já discutiu recentemente e por duas vezes, a reformulação da decisão de 2016, mas os advogados de defesa e alguns ministros insistem em que o assunto deve ser discutido novamente. Porém, a lógica nos aponta que, se o artigo 5.° da Carta Magna reza que, “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...”. Por sua vez inciso LVII do referido artigo determina que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Portanto, ou todos os réus do País se julgados até a decisão final do Supremo Tribunal Federal, antes de serem presos, ou ninguém poderá gozar do denominado foro privilegiado. Ou ainda, todo ministro do STF deverá julgar uma ação com a obrigação de tratar os réus, nos processos sob a sua relatoria, em absoluta igualdade de condições. Isso incluiria, necessariamente o tempo que ele poderia dispor para devolver um processo para o qual pediu vista. Não tem nenhum cabimento os ministros do STF, pedirem vista a processo, e não cumprirem o prazo de devolução, de duas sessões ordinárias, previsto no seu Regimento Interno. Existem processos que demoraram dez anos para a sua devolução, sem nenhuma punição ao ministro que o solicitou. O ex-ministro Ayres Britto, por exemplo, quando se aposentou deixou 70 processos para trás, dos que havia pedido vista. Não é incomum políticos com foro privilegiado saírem livres por decurso de prazo de seus processos, como aconteceu recentemente com o senador Romero Jucá. Essa não é a verdadeira Justiça.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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PRISÃO APÓS CONDENAÇÃO EM 2.ª INSTÂNCIA


Será incrível se o STF colocar a prisão após condenação em segunda instância em julgamento, novamente, numa tentativa incansável de liberar a bandidagem até o momento de prescrição, como sempre ocorre dado o tempo consumido pelos ministros naquelas enfadonhas apresentações em linguagem jurídica para que poucos entendam suas bobagens. Aí poderemos concluir o quão caro e ineficaz é o STF.


Manoel Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga


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MANOBRAS


É de estarrecer a forma como alguns ministros do STF usam de manobras para proteger políticos corruptos. Não se conscientizaram ainda que, por conta da corrupção do poder público, muitos, em nosso país, de milionários passaram a fazer parte da classe média, esta passou a ser de remediados, e os então remediados são agora miseráveis e famintos. Nessa situação, a sede de Justiça inflama facilmente a ira dos cidadãos. Se alguns ministros recusam-se a fazer justiça, o risco é de a sociedade fazê-la pelas próprias mãos. Perdem o direito e a população. Perde o País pela descrença gerada pela impunidade. E, quando a ira da população inflamar-se, alguns poderão perder a vida pelo ideal de justiça, o que se pode chamar de heroísmo. Os ministros que protegem os criminosos poderão perder a vida por outro motivo, que Machado de Assis chamaria de casmurrice.


Irene Dell' Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga


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IMPOSTO SINDICAL


Que algum advogado entre com ação exigindo a anulação que liberou os sindicatos de prestar contas do dinheiro arrecadado!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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$INDICATO$


Que país é esse em que os trabalhadores devem submeter-se à Justiça do Trabalho e os sindicatos que os representam, não?


J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DÍVIDA EXPLOSIVA


Quem conhece razoavelmente de economia sabe que a dívida/créditos mundiais se assentam em pilares de barro. As dívidas e os créditos das nações e de grandes grupos – famílias e instituições – somente existem no papel. O que interessa é tão somente o serviço das diferentes dividas. O equilíbrio está no fato que uns tem demais e outros tem de menos. Bolhas sempre existirão, parte do jogo. Se a economia definitivamente explodir o que valerá mais, 100 quilos de pão ou 100 quilos de ouro?



João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

São Paulo


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FUNDOS DE PENSÃO DE ESTATAIS


Os rombos dos fundos de pensão são conhecidos há tempo, mas chama a atenção que os sindicatos dessas empresas, sempre prontos a agir em apoio ao PT, nunca perceberam o que acontecia nos fundos que afetam a vida de todos os funcionários que eles diziam defender. Certamente, se omitiram porque também levaram a sua parte. Que sejam punidos de forma exemplar.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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IMIGRANTES E DÉFICIT FISCAL


O governo se diz preocupado com o sempre e constante déficit fiscal, inclusive estudando novo adiamento dos reajustes dos servidores federais. Contudo, ao mesmo tempo não menciona as despesas com o livre ingresso de imigrantes venezuelanos, haitianos e outros, para o Brasil. Seria interessante o governo se pronunciar sobre essas despesas, as quais criam onerações imediatas e futuras e, das mais diversas (Saúde, Previdência, amparo direto com moradia e alimentação, transporte até em aviões da FAB, etc.).


Heitor Vianna Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)


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CPMF


Fiquei estarrecido ao ler a opinião do economista Claudio Adilson Gonçalez (23/4, B2), quando ele propõe, como primeira medida para o ajuste fiscal para o próximo governo, a recriação da famigerada CPMF, que outrora foi criada com memorável intenção do dr. Jatene de gerar fundos para a saúde, mas que foi totalmente desvirtuada, como é do conhecimento público. Ora, num momento em que estamos empenhados em acabar com a gastança desenfreada do setor público, incorporando ajudas de custo, diárias, auxílio moradia, assistência médica, auxílio creche e outras benesses, incorporadas aos salários, já muito maiores que os da iniciativa privada, essa proposição é totalmente descabida, até porque a extinção desse imposto foi uma das conquistas de toda a sociedade. Chega de pagar salários altíssimos para os Poderes Constituídos, assim incluídos, Executivo, Legislativo e Judiciário, sem limite algum, com férias de dois, três ou quatro meses por ano. Chega de pagar a conta dos estádios megalomaníacos feitos para Olimpíada e Copa do Mundo, que não pedimos que fossem construídos. Chega de pagar despesas de viagens efetuadas cujo objetivo nada tem a ver com as funções exercidas por agentes públicos.


Sebastiao Aun sebastiao.aun@uol.com.br

São Paulo


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NÃO SÓ ESPERANÇA


O editorial “Mensagens de esperança” (21/4, A3), como sempre perspicaz e objetivo, sobre as recentes manifestações esperançosas e cautelosas do Exército e Igreja Católica, conclui-se com a reafirmação de que a política é o “único mecanismo capaz de superar democraticamente os agudos impasses nacionais”. Concordo, porém acho que nosso jogo político já está desvirtuado para ser um de cartas marcadas sempre em favor do status quo que resulta na reeleição das mesmas panelinhas, dando continuidade à força aos mesmos caciques de sempre. O povo tem se contentado, infelizmente, com o que reza o ditado: “Mudam-se as moscas, mas a m* continua a mesma”. Essa desesperança terá de ser desfeita. E uma forma direta para conseguir isto poderia ser uma intervenção pontual e branda nas opções de candidatos oferecidas ao eleitor. Em vez de só os partidos políticos definirem quem são seus candidatos, que as Forças Armadas e a Igreja, por meio de assembleia formada para tal fim, façam uma triagem prévia dos mais habilitados, preparados e interessados nos cargos em jogo. E que esses escolham o partido com o qual se aproximem mais, para serem apresentados aos eleitores com o aval dessa assembleia. E também seja feita uma completa revisão das plataformas políticas dos partidos, apresentando-as com clareza e objetividade ao eleitor para consubstanciar melhor seu voto. Creio que com estas medidas poderemos ganhar muito para eliminar um dos mais agudos impasses da política nacional. “A esperança é a última que morre”, dizem. Que possamos resolver esses problemas antes que a desesperança nos vença e nossa frágil democracia morra.


Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo


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‘MENSAGEM DE ESPERANÇA’


Sou cristão e católico praticante, mas ao ler as mensagens do Exército e da CNBB: “Mensagem de esperança” (21/4, A3), minha tendência é confiar na do Exército, até porque não é a Igreja católica quem está se pronunciando, mas um órgão importante da Igreja, que no passado recente orientou a eleição do penúltimo governo, causador desse pandemônio que estamos vivendo. Sobre o descrédito eleitoral, concordo com a missivista Odiléa Mignon (“Fórum dos Leitores”, 22/4, A3). Acabar com o foro privilegiado, o voto obrigatório e a proibição de candidatos independentes.


João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo


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A NOVA REPÚBLICA


Detenhamo-nos na ferocidade denunciada pelos 60.000 homicídios por ano. O que mais espelha a degeneração da vida civilizada é que cerca de um quinto das mortes foram derivadas de conflitos interpessoais, como brigas de bar ou de trânsito, disputas entre vizinhos e crimes passionais, com destaque para o feminicídio. Tirando isso, a epidemia de violência é reflexo do tráfico de drogas, do crescimento do crime organizado. É o estado de natureza (domínio da força) em forma bruta: uma verdadeira guerra crônica letal em pequena escala. Villas Bôas disse que os brasileiros não podem ficar indiferentes a esta degradação da sociedade brasileira. Pode-se ler nas entrelinhas que o Estado, através do Exército, não está indiferente a este estado de coisas? A intervenção na segurança pública do Rio faria parte de um plano estratégico mais global? Será que se aguarda uma escolha judiciosa dos brasileiros nas eleições de outubro? A Nova República no Brasil ainda é viável ou é um cadáver insepulto? A Constituição de 1988 para o liberal Roberto Campos “é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa de efêmero”. Levou ao paroxismo a mania das Constituições dirigentes ou intervencionistas. Representou um avanço do retrocesso. Parece imperiosa a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para a refundação do País.


Fernando Antonio Mourão Flora fernandoflora40@gmail.com

Belo Horizonte


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A DITADURA ACADÊMICA


O professor de ciências humanísticas Carlos Maurício Ardissone no artigo “A ditadura na academia e o golpe de 2018” (22/4, A2) se queixa da ditadura na academia que reage agressivamente às interpretações e proposições de “direita”. Fala, entre outras coisas, de “as opiniões de um amplo leque de juristas, historiadores, escritores, jornalistas e intelectuais em geral, do Brasil e do exterior, para os quais o impeachment (da presidente Dilma) foi um ato perfeitamente legal e constitucional”. Ora, existem diversos pontos de vista dos quais um acontecimento que afeta a Nação podem ser julgados. Embora o impeachment tenha vindo embrulhado com legalidade e constitucionalidade, do ponto de vista político não passou de golpe. E quanto a falar de ditaduras, a acadêmica se opõe a da mídia que, comprometida com os interesses de seus anunciantes e de seus donos, só dá espaço a matérias que defendem ou tentam justificar o retrocesso ao século 19 e a perda direitos de cidadania, com os carimbos de “reformas necessárias” e “modernização das relações trabalhistas”.


Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo


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‘A DITADURA NA ACADEMIA E O GOLPE DE 2018’

Excelente, responsável, corajoso, verdadeiro, democrático, republicano, oportuno, desmascarador o artigo do professor de sociologia Carlos Mauricio Ardissone, publicado neste domingo (22/4, A2). Vou orar com muita fé para que o mesmo seja motivador para que outros professores saem de sua linha de conforto e somem forças para extirpar este verdadeiro câncer incrustado na nossa academia. Sem dúvida o cidadão responsável e que ama seu País agradecera. Há muito nossa juventude vem sendo catequizada por estes utópicos, mitômanos, demagógicos e irresponsáveis professores doutrinadores, sistema mefistofélico responsável pela enorme frustração de nossos jovens, na medida em que deixam a faculdade “doutrinados”, mas despreparados para a vida real, o exercício da cidadania e do profissionalismo. Estes caras não merecem ser chamados de mestres; mas de militantes irresponsáveis, pois como bem enfatiza o texto do articulista, não tem nenhum peso na consciência, na medida em que acreditam na própria mentira. São uma mistura de “psicopatas com homens bombas”.


Erminio Lima Neto erminio.lima@gmail.com

São Paulo


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CONFUSÃO


Na academia desde 2014, convivo com profissionais que adotam como paradigma a Teoria Crítica, e como inspiração os teóricos da Escola de Frankfurt. Com eles estou entendendo um pouco mais sobre Marx muito além do Capital, muito além de partidos políticos. Aliás, são críticos em relação a qualquer totalitarismo, de esquerda ou de direita, do passado ou de hoje. E ser crítico em relação às injustiças sociais e à desigualdade em que vivemos neste capitalismo de laços, monopólios e oligopólios, não significa ser dilmista, lulista, petista, ou a favor de cursos sobre “o golpe de 2016”. Vejo muita confusão de significados navegando por aí. Ser de direita não significa ser necessariamente liberal. Ser de esquerda não significa ser automaticamente lulista. Direita e esquerda estão em um eixo. Liberal e totalitário em outro eixo. O professor Carlos Mauricio pode estar certo em vários aspectos, mas contribui para a confusão de significados e faz muitas generalizações. Dou apenas um exemplo: “... impossível ser liberal e professor de ciências sociais...”. Claro exagero. E o uso do termo liberal como antônimo de esquerdista é outro equívoco. Ele tentou dialogar e aparentemente desistiu. Infelizmente seu texto termina contribuindo para alimentar e aumentar a polarização, muitas vezes fruto da ignorância que ele mesmo critica. Precisamos construir pontes e reduzir as lacunas geradas pela polarização e pela ignorância. Volte a dialogar professor.


Marcos Samaha samahaa@me.com

São Paulo


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POLÊMICO


Excelente o texto de Carlos Maurício Ardissone. O impeachment de 2016 é um tema complexo e controvertido por causa da construção narrativa que não aborda pontos polêmicos de 2014. No final daquele ano, o ministro da Fazenda foi demitido, o secretário do Tesouro assinou uma confissão assumindo toda a culpa e a meta fiscal foi alterada depois de descumprida. Com o término do primeiro mandato, houve a prescrição de eventual crime de responsabilidade por parte do executivo federal. No segundo mandato, a discussão sobre crime continuado e contaminação das contas, entre as gestões, embasa o pedido de impeachment no final de 2015. A discussão política sobre golpe entra em choque com a discussão hermenêutica do ponto de vista jurídico, pois ambas compõem a análise de crime de responsabilidade. Uma regra básica da metodologia científica é não tratar hipótese como tese. Como ponto de partida, deve-se garantir o espaço para o contraditório e partir de uma pergunta inicial para confrontar as posições. Muito apropriada a sugestão para título do curso: “O impeachment de 2016: normalidade institucional ou golpe?”.


Luiz Roberto da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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DOIS REPAROS


Ao excelente artigo “A ditadura na academia e o golpe de 2018”, de autoria de Carlos Maurício Ardissone. Eu faria dois reparos. Em março de 1964 a sociedade brasileira reagiu, democraticamente, contra os desmandos do desgoverno João Goulart. Este fugiu do país, o Congresso Nacional reunido em sessão permanente declarou o cargo vago e dias depois elegeu outro presidente. Isto posto não houve golpe algum. O outro reparo é o seguinte: ditadura no Brasil só houve uma, foi civil e o ditador chamava-se Getúlio Vargas.


Marco Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro


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‘LIBERDADE E DEMOCRACIA’


Qual não foi meu júbilo ao ler o editorial de domingo “Liberdade e Democracia” (22/4, A3), pois a liberdade e a capacidade individuais (sempre acompanhadas de responsabilidade) são molas mestras do liberalismo e o antídoto perfeito para o estatismo utópico que tem nos assombrado e atrasado por décadas. Como bem disse o editorial, é preciso contrapor-se à utopia – onde cabe tudo e tudo é perfeito – com uma mentalidade que enfatiza a iniciativa individual e a liberdade de empreender. Não temos ilusões de que essa mudança de mentalidade será fácil, porque temos gerações doutrinadas nas escolas e universidades a esperar tudo do Estado provedor (sem se lembrar de que a Matemática é uma ciência exata), mas não há outro caminho e é exatamente o que tentamos fazer com um trabalho de formiguinha no Partido Novo. Pode demorar décadas, mas é sempre preciso dar o primeiro passo. Felizmente parece que está mais óbvia a conexão entre a concentração de poder político e econômico nas mãos de poucos com a corrupção que recentemente devastou o Brasil, e, portanto, temos uma oportunidade ímpar de começar a trilhar novos caminhos, sobretudo o da igualdade perante a lei e maior liberdade econômica.


Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo


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DESTA VEZ NEM HOUVE INTERFERÊNCIA


A primeira vitória do Verdão após a “interferência” no jogo final do Paulistão, desta vez a vítima foi o Inter, anularam um gol legitimo marcado por Leandro Damião e um pênalti também a favor do Inter, não confirmado... E desta vez nem houve “interferência” e nem será preciso contratar empresa no exterior para provar... Que chique... É melhor ficar como está para evitar a perda dos três pontos ganhos pelo erro da arbitragem, muito comum no futebol, enquanto não for instalado o árbitro de vídeo, com regras seguras! Pode demorar?


Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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