Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2018 | 05h00

CARGA PESADA

Descaso centenário

 

Hoje, 30 de abril, é o último dia para a entrega da Declaração do Imposto de Renda, mais um ano em que tivemos de engolir o descaso do governo quanto à correção da tabela progressiva. A criação desse famigerado imposto anual se deu em 31/12/1922 e desde então ele só vem crescendo. Está atualmente desatualizado em quase 90% e nada tem sido feito para o governo corrigir tal disparate. Somente projetos de lei são apresentados, mas nada de concreto até o momento. A última correção pra valer de que se tem notícia foi em 1986, graças a uma campanha do saudoso Jornal da Tarde, denominada “Diga não ao Leão”, que pressionou o governo José Sarney, de que nem é bom lembrar, a autorizar o reajuste. Algo precisa ser feito, com urgência, para solucionar esse cruel problema que importuna os contribuintes, já calejados por tantos outros impostos e taxas. Cobrar das centrais, dos sindicatos, das associações profissionais, dos conselhos, federações, confederações para que tomem providências é pregar no deserto, pois esse amontoado de entidades só cuida de seus interesses e atrapalha projetos essenciais do governo. Portanto, cabe a nós, os eternos prejudicados, uma atitude firme que obrigue nosso futuro presidente a mexer nesse cancro que há 96 anos nos esfola. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Aos presidenciáveis

Questões relativas às declarações anuais de Imposto de Renda: o que será feito para corrigir a tabela para pessoa física? A defasagem criminosa se aproxima dos 100% contra o bolso do contribuinte honesto, verdadeira derrama. E o que será feito para compensar a redução da arrecadação daí resultante? E por que os contribuintes honestos caem inexoravelmente na malha fina a qualquer deslize, enquanto os poderosos, “laranjais” à parte, não são sequer importunados por seus absurdos acréscimos patrimoniais de origem duvidosa ou não comprovada?

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Embutidos

Há alguns anos o povo pedia imposto único. Esse pedido foi literalmente esquecido e hoje somos os maiores pagadores de impostos do mundo. Só ao “maldito” leão, que não é corrigido há cinco anos, a defasagem de 90% anula qualquer benefício que poderíamos ter. Isso mesmo, 90%! Atingindo em cheio a classe média. E temos ainda os impostos embutidos no nosso dia a dia, o que é vergonhoso: dos alimentos diários que consumimos, 30% em média vão para o governo; remédios, 36%; material escolar, 43%; limpeza doméstica, 46%; produtos básicos de higiene, 47%; papel higiênico, 47% - até para ir ao banheiro temos de pagar ao governo!

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

Purgatório

Nossa arrecadação de impostos, de trilhões, é insuficiente para retribuir à população suas demandas básicas, por causa de desvios sem fim, privilégios, falta de planejamento. Até quando continuaremos neste limbo? 

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Mastodonte

O Brasil ainda não vive uma democracia plena, mas uma “ditadura de privilégios”, em que à população é imposto o alto custo de um Estado mastodonte. A sociedade brasileira precisa definir se quer a eternização dessa república bananeira ou se quer ver a Nação modernizada e próspera. Cabe-lhe a responsabilidade da escolha!

ANGELA BAREA

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

‘SUPREMOCRACIA’

Só Deus?!

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em visita ao Supremo Tribunal Federal (STF), representado nesse encontro por Cármen Lúcia, Edson Fachin e Dias Toffoli, demonstrou conhecer a posição dos ministros em sessões da Corte, transmitidas por televisão não só no Brasil, mas também no exterior. Por isso, certamente, fez a pergunta que está na mente de todos os brasileiros que acompanham as frequentes decisões “estranhas” dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello: “Quando falha a Suprema Corte, a quem recorrer?”. Surpreso com a resposta de que não há como recorrer, observou: “Então, cabe a Deus?” - como se fosse a instância última em nosso país para conter os abusos de alguns togados. Imediatamente me lembrei de Clarice Lispector em sua crônica As crianças chatas, retratando a fome e a miséria reinantes no Brasil diante de um povo que cochila “no ninho da resignação”, a qual assim finaliza: “E eu não aguento a resignação. Ah, como devoro com fome e prazer a revolta”.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

Poder falível

O presidente Sebastián Piñera manifestou, de fato, apenas uma dúvida que assombra a nós, brasileiros: quando o STF erra, apela-se a quem? Tal questão incomodou os ministros Cármen Lúcia e Edson Fachin, que recepcionavam o visitante chileno. Cármen Lúcia refugiou-se no didatismo para explicar que não há nenhuma instância superior a apelar e Edson Fachin, mais perspicaz e compreendendo claramente a raiz da pergunta, tentou indicar que o povo seria a tal instância recursal, resposta retórica que não resiste muito a uma análise. Evidentemente, a pública percepção da falibilidade desse poder supremo nos põe a considerar como incontornável a necessidade de aprimorarmos também o STF. Seja em questões comezinhas relativas ao volume exequível de suas atribuições, seja na imperiosa necessidade de devolver o real poder aos eleitores. Já é tempo de termos em nossa Constituição o instituto do voto periódico na retenção ou não do mandato desses juízes. No caso de se apurar maioria dos votos contrários à continuidade do mandato de um juiz, o Judiciário deveria mover-se para substituí-lo. Só assim o poder supremo voltaria aos cidadãos, dando um basta ao fato de alguns juízes se entenderem como intocáveis. A população já está madura para discutir esse aprimoramento. 

JOSÉ SIMÕES NETO

jsmantrareg@gmail.com

São Paulo

Favor impagável

Se ser nomeado ministro do Supremo Tribunal significa assumir uma dívida eterna com membros da classe política, pode-se assim entender a postura de alguns de seus ministros na tomada de decisões tão controversas e totalmente contrárias à opinião pública.

BATISTA MORETTI

batista.moretti@hotmail.com

Cerquilho

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br 

IMPOSTO SINDICAL

 

Enquanto dezenas de sindicatos brigam na Justiça para manter com unhas e dentes o imoral imposto sindical e inúmeros juízes concedem liminar favorável a isso, contrariando a lei aprovada na reforma trabalhista, o mais interessado nesta história toda - o próprio trabalhador - nem se manifesta. Prova inconteste do enorme distanciamento que existe entre a imensa maioria dos sindicatos - cujos interesses são exclusivos e frequentemente partidários - e os empregados que não sentem a mínima falta da entidade que, supostamente, deveria representá-los. O sindicalismo parece um zumbi: morreu, mas resiste. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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SINDICATOS

 

Mais uma vez a "Justiça ultrapassa o Legislativo", com juízes pelo Brasil afora dando causa ganha aos sindicatos que reclamam a volta do "imposto sindical", retirado na reforma trabalhista Trata-se de imposto que havia virado meio para que presidentes e diretores de sindicatos levassem vida de milionários em detrimento dos seus associados. Bastava observar como sindicalistas foram tratados com "pão de ló" durante o "lulodilmismo", nomeados até para conselheiros de estatais, aqueles que mal sabiam assinar seus nomes. Ficaram na moita e quase nenhuma manifestação de categorias assistimos nesses 13 anos de PT no poder. Agora, juízes retornam com esse imposto sindical como se estivéssemos numa ditadura do proletariado, em que o Congresso não vale nada. Só falta agora o Supremo Tribunal Federal (STF) dar seu aval para que seja declarada judicialmente a vitória dos sindicatos perante a democracia.  

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

 

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FINANCIAMENTO SINDICAL

 

Como alegria de pobre dura pouco, a Justiça resolveu manter a contribuição  sindical, até  então extinta pela reforma trabalhista... Os sindicatos já conseguiram 123 liminares para manter sua principal fonte de financiamento, em outras palavras, nós, os idiotas trabalhadores, vamos continuar mantendo aquela corja  de vagabundos, que  nunca  fez e jamais fará algo em benefício da classe que eles dizem representar. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo 

 

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CONFISCO E STF

 

É um absurdo a Justiça conceder liminar para obrigar o trabalhador a contribuir ao sindicado. Democracia é cada operário optar ou não pela contribuição. O STF, mesmo não sendo questionado, tem o dever de interferir, impedir de o sindicato enfiar a mão no bolso do trabalhador.

      

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

 

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INVESTIGAÇÃO

 

Está mais que na hora de a Polícia Federal (PF) e Receita Federal investigarem os sindicatos (CUT, Apeoesp, etc.) e as entidades de classe como OAB, Coren, etc. para saber de onde vem e para onde vai o dinheiro arrecadado dos trabalhadores de áreas de atuação. Tenho certeza que veremos muita coisa ruim nesse meio.

André Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

 

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ALHEAMENTO DA JUSTIÇA

 

A Segunda Turma do STF faz de tudo para livrar os corruptos da Lava Jato. Enquanto isso, a Santa Casa de São Paulo, que atende todos que a procuram, está demitindo por causa de uma dívida de R$ 700 milhões. E o dinheiro da Saúde Pública onde foi parar?

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo

 

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DELAÇÃO PREMIADA MERECEDORA DE CRÉDITO

 

Há um brocado jurídico que diz: "vincit omnia veritas" (a verdade vence todas as coisas). É o que os brasileiros de fibra patriótica e de amor à nossa Nação esperam do ex-ministro de Lula, Antonio Palocci, que  assinou com a PF, em Curitiba, sua delação premiada que, por ter exercido cargos importantes nos mandatos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, é conhecedor de muitas ocorrências comprometedoras das gestões destes dois ex-presidentes. Portanto, a referida delação terá papel de alta relevância para continuarem as  investigações da Operação Lava Jato. "quem diz a verdade não merece castigo."

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 

Assis

 

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DELAÇÃO DE PALOCCI

 

É inacreditável que ainda existam os que acreditam na honestidade do boquirroto. Excetuando os "cumpanheiros",  que o tem como líder capaz de empalmar o Estado para manterem seus privilégios, enquanto a classe trabalhadora vive de cupons de supermercados desabastecidos, os demais são de uma ingenuidade doentia a tal ponto de acreditarem na palavra do presidiário que, há dias,  declarou que vai provar sua inocência, já negada por vários juízes. Além das dezenas de  evidências,  que não cabem neste generoso espaço que o "Estadão" nos concede, vem aí a  delação de Palocci que pulverizará  o falastrão, o único que fala a verdade  em contraponto às dezenas de "mentirosos" que o acusam. Para reavivar a memória dos incautos, transcrevo parte do item cinco da carta de desfiliação do Palocci do PT: "5) De qualquer forma  quero adiantar  que sobre as informações prestadas em 6/7/2017 (compra do prédio para o Instituto Lula, doações da Odebrecht ao PT, ao Instituto e a Lula...) são fatos absolutamente verdadeiros". De quebra, entra na dança o famoso trio do STF "libera geral", que, diante dessa informação, relembra-nos dos três patetas. Pena que não seja cômico.

 

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com 

São Paulo

 

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DEFESA

 

Os petistas não defendem Lula, defendem suas candidaturas, seus cargos e a as corrupções que estão envolvidos.

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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DÍVIDAS DO PT

 

Eis mais um dos interessantes frutos das gestões criminosas petistas, que tanto primaram pela improvisação e falta de seriedade. Quantas escolas, postos de saúde, hospitais a menos, advindas dos calotes de empréstimos feitos junto a tomadores duvidosos como a Venezuela e Moçambique entre outros, mas nos quais existia a possibilidade de se colher frutos via corrupção internacional, que agora terão que ser pagas pelo Estado brasileiro, ou melhor, nós contribuintes em tempos de IRPF.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br 

São José (SC)

 

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SEM RESPONSÁVEIS

 

Vejam só como é simples: Lula emprestou nosso dinheiro para Venezuela e Moçambique, algo em torno de "apenas" R$1,3 bilhão. Todo mundo sabia que nunca iriam pagar como de fato não vão. Agora Temer pede ao Congresso um suplemento ao Orçamento para cobrir o prejuízo. Ninguém é responsabilizado e fica tudo por isso mesmo. Viva o PT!

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

 

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PORTA ABERTA

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou um médico a mudar de nome, pois foi vítima de crimes não ocorridos. A defesa do "multirréu" Lula da Silva já pensa na mesma possibilidade. O problema é que neste caso os crimes ocorreram.

 

 Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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'O GOLPE' CONTRA DILMA

 

A edição do 28/04 do "Estadão" nos informa de que o governo cortará gastos com o seguro-desemprego para pagar calote da Venezuela e Moçambique. Quanto a Moçambique eu não recordo nada a respeito, mas, o da Venezuela lembro-me muito bem. O que os governos petistas gastaram do dinheiro dos brasileiros para ajudar os companheiros Chávez e Maduro, deveria ser suficiente para condená-los a prisão. A tunga venezuelana no bolso do brasileiro começou com o acordo de Lula e Chávez para a construção da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, quando o Brasil entraria com 60% do custo da obra e a Venezuela com 40%. Um dado técnico pouco comentado, mas de grande importância, foi o de que sendo o petróleo venezuelano diferente daquele utilizado pela Petrobrás, foi necessário montar uma linha paralela para refinar o petróleo venezuelano.  Porém, Chávez, jamais aplicou um centavo sequer naquela obra e o Brasil arcou com toda a sua construção e mais a linha independente para o petróleo venezuelano. Naquela oportunidade, Lula optou por não cobrar da Venezuela a multa prevista em contrato. Sem nos consultar, claro, por incrível que possa parecer, o Brasil continuou financiando obras na Venezuela, através do BNDES, que obteve a verba necessária através do FGTS dos trabalhadores brasileiros, a juros abaixo do mercado, com a garantia do nosso governo. Com esses novos empréstimos o governo Maduro construiu, por exemplo, duas linhas do Metropolitano de Caracas, enquanto os das nossas cidades avançam a passos de cágado. Desde daquela época era sabido que a Venezuela, já na pindaíba, jamais pagaria tais empréstimos. Agora, mais uma vez, vamos pagar, por meio dos impostos que recolhemos na marra, para o governo federal arcar com esses calotes. Por essa e por outros, quando dizem que o impeachment da Dilma foi um golpe, só pode ter sido um golpe no "oba, oba" com o nosso dinheiro, a fundo perdido, para os países dos companheiros.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

 

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NÃO PRESTAM

 

A cada dia, a organização criminosa denominada PT, por meio dos seus membros desafiam a democracia e o Estado de Direito com seus atos inconsequentes. São uns verdadeiros salteadores dos cofres públicos. Será que a nova comitiva que vai visitar o chefe na prisão, vai cobrar do povo, como fez aqueles crápulas da semana passada? Na verdade, essa organização deve ser banida da sociedade brasileira há muito tempo. Agora, deram para desafiar a lei, desrespeitando ordem judicial e o Poder Judiciário, além de ferir o decoro parlamentar. Fora tudo isto, é mau exemplo para os jovens. Enfim, não prestam sob todos os aspectos.  

 

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 

Rio Claro

 

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ENCONTROS NOTURNOS

 

Encontros noturnos. Essa história de encontros noturnos fora de qualquer agenda mais parece ação entre amigos da máfia brasileira. É assim que levaram a Itália pra o buraco.

 

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com 

Presidente Epitácio

 

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QUANDO O DINHEIRO É CHAVE DE CADEIA

 

Ter um monte de dinheiro foi um desejo que, por décadas, povoou o imaginário dos milhares de leitores das estórias de Walt Disney. Ao contrário de Tio Patinhas, o ancião sovina que guarda desde a primeira moeda ganha, todos queriam fortuna para empreender e viver bem. O que os apreciadores dos quadrinhos jamais imaginavam era a possibilidade de, tendo muito dinheiro vivo, alguém poder ir parar na cadeia. Desde a Elba que derrubou o presidente Fernando Collor, passando pelo dinheiro escondido na cueca de políticos e assessores, propinas dos mensalões, petrolão e outros escândalos, até as malas de dinheiro que convulsionam o mundo político-empresarial, muita coisa mudou. Políticos perdem a credibilidade ao serem acusados de corrupção e os controles cada dia são maiores. Dinheiro vivo virou coisa de corrupto ou bandido, pois quem o tem com origem lícita, guarda no banco e faz pagamentos através de transferências ou cheques, recolhendo os devidos tributos. O remédio é amargo, mas necessário. O dinheiro, outrora tido como fonte de poder, quando não tem origem revelável, é a verdadeira chave de cadeia. E tem de continuar assim se quisermos, um dia, ter o país sustentável, justo e verdadeiramente desenvolvido. Prendam-se todos os que cometem crimes financeiros e assemelhados...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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TRANSAÇÃO TUCANA

 

Ronaldo Cezar Coelho afirmou à Polícia Federal que recebeu do PSDB, na Suíça, 6,5 milhões de euros (28/4, A6). Foi legal ou ilegal? Pode isso, Arnaldo? 

 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br 

São Paulo 

 

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ESTATAIS

Referindo-se à Eletrobrás, o título do editorial "Não há lei que baste" (18/4, A3) sintetiza a descrença do jornal - e dos brasileiros - com a eficácia das leis que tentam proteger as estatais da ação dos políticos desonestos e dos governantes que, criminosamente, usam as instituições que deveriam utilizar como agentes do desenvolvimento, como moeda de troca. A solução é sim a privatização, mas há sempre situações em que a estatal, atuando supletivamente, é necessária. Até nos países mais avançados em que predomina o capital privado, existem empresas criadas com o capital público. Mas o mundo civilizado, entendendo que tais empresas pertencem ao Estado e não aos governos, têm rígidas regras que preservam esse conceito de propriedade. Na França, por exemplo, a lei que criou a sua empresa de eletricidade, a Électricité de France (EDF) define que o governo só pode escolher um terço do seu conselho administrativo (que nomeia a diretoria executiva). Os demais cargos, por força da mesma lei, são ocupados por pessoas de notório saber, representativos da sociedade francesa. São mecanismos como este que, ao longo dos anos, a par de fortalecer a instituição, tornam difícil a vida dos políticos desonestos, tenham eles a matiz ideológica que tiverem! 

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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ELETROBRÁS: PRIVATIZE JÁ!

 

É impressionante a irresponsabilidade do Congresso Nacional, em especial dos presidentes das duas Casas, por não dar andamento ao processo de privatização da Eletrobrás. Prejuízos se acumulam e nós, os consumidores e colaboradores indiretos é que ficamos com o ônus de cobrir o rombo. Quando é que as excelências vão pensar mais nos interesses nacionais do que nos seus próprios interesses? Em outubro vão nos pedir o voto, mas nós iremos cobrar posturas como esta de absoluto desinteresse pelo que realmente importa.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro

 

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INFRAESTRUTURA

 

Nossa Constituição atribuiu aos municípios a principal responsabilidade da infraestrutura de saneamento também com a participação dos Estados. No passado, uma grande companhia francesa a Compagnie Lyonnaise des Eaux se interessou pelo nosso país, mas logo desistiu pelas dificuldades e vedações que encontrou. Resumo da ópera: menos de cinquenta por cento do Brasil tem essa infraestrutura, com serias consequências para a saúde e enorme prejuízo do meio ambiente. Estados e municípios não têm recursos nem interesse nesse investimento, mas nosso país continua fechado às companhias estrangeiras. E teve alguém que chamou nossa Constituição de "cidadã". Quanta bobagem foi feita e que preço alto estamos pagando! 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com 

São Paulo 

 

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PLANOS DE SAÚDE

 

Anualmente, nós usuários de planos de saúde somos penalizados com aumentos das mensalidades acima da inflação e nem podemos reclamar, senão podemos ouvir o que sentiu um amigo que foi na prestadora dizer que o aumento estava absurdo, a resposta foi que não era obrigado continuar e podia depender do SUS. Agora, não bastassem tais aumentos, vem a Agência Nacional de Saúde mancomunada com as prestadoras, a proposta de franquia para o usuário ter um plano de saúde, como se fossemos veículos. Gananciosos e não satisfeitos com seus lucros anuais, querem ganhar mais ainda, com esse absurdo tipo de contrato, que será inviável para idosos aposentados que recebem aumentos sempre irrisórios. A promessa que tal proposta pode baratear os planos é só safadeza dessa cambada de espertalhões! Pior ainda, não apareceu político algum para nos defender desse absurdo proposto pela ANS em conluio com as empresas.

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

 

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AGRICULTURA FAMILIAR

 

O Brasil é um país de vocação agrícola. Já se chegou a dizer que seria o celeiro do mundo. Acontece que a partir dos anos 70 uma política de urbanização crescente tomou conta de nossa Pátria. Hoje, com a crise econômica, podemos avaliar que um Brasil fortemente agrícola poderia superar melhor a crise. Não somos contra a industrialização e o progresso, mas vemos que a China cresce mais com uma forte base agrícola. O campo renasce sem a cidade, mas a cidade é dependente dos produtos do campo. O Ministério da Agricultura cria mecanismos para o desenvolvimento das famílias e comunidades do interior. Sou defensor da educação para o trabalho. E do trabalho para o desenvolvimento da agricultura. Só assim teremos uma cidade forte e o povo bem nutrido. Trabalhemos para a agricultura familiar e teremos saúde.

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

 

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THEREZA COLLOR

 

Confesso que li o artigo escrito por Thereza Collor (27/4, A2) por curiosidade. Porém, cheguei à conclusão que se trata de uma mulher inteligente, que está preocupada como a maioria dos brasileiros, principalmente com a corrupção que é tida como a maior chaga nacional por 62% da população.  Acredito que será mais uma brasileira, que se ingressar  realmente na política, será bem vinda, porque está na hora de uma renovação pra valer dos atuais políticos. O "Estadão" parece que acrescentou mais uma jornalista inteligente e competente em se quadro. Parabéns.

 

Edson Baptista De Souza baptistaedson384@gmail.com

São Paulo

 

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CONTRA CORRUPÇÃO

 

Merece destaque e cumprimentos o artigo "Nosso compromisso contra a corrupção", da historiadora Thereza Collor (27/4, A2). A essa altura dos acontecimentos, cinco meses das eleições, não poderia soar mais contundente e oportuno.

JS ÐECOL decoljs@gmail.com 

São Paulo 

 

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ARRASTÃO NO COLETIVO

 

A lógica que se instalou foi a guerreira, os civis como caça predatória ou vítima aleatória dos "bang-bangs". Há um clima de "vendeta", num círculo infernal no qual violência gera mais violência. Acrescente-se a corrupção do sistema de Justiça criminal e o caldo de cultura da violência está no ponto.  Esta epidemia de violência, esta disseminação de drogas alastrou-se por todo o território nacional, não poupando nem as comunidades rurais.  Uma das explicações para este verdadeiro estado de guerra crônica em pequena escala é a incompetência do sistema de Justiça criminal - as polícias, o Ministério Público, os tribunais de Justiça e o sistema penitenciário - para lidar com o crime e a violência. As organizações criminosas praticam uma moderna guerra de guerrilhas, enquanto o sistema de Justiça continua funcionando de forma arcaica. Alguns sintomas deste cenário são a sucessão de motins e rebeliões nas prisões, os homicídios impunes, as execuções sumárias por policiais, as extensas áreas das grandes cidades onde reinam as regras ditadas pelos traficantes de drogas. Esta regressão à barbárie precisa ser contida pelo império da lei.

 

Fernando Flora fernandoflora40@gmail.com 

Belo Horizonte

 

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WI-FI E USB NOS ÔNIBUS DE SÃO PAULO

 

Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento... Wi-Fi em ônibus urbanos não tem nem na Alemanha nem na Áustria, quase em lugar nenhum. É uma exigência de fachada boba. As entradas USB nos ônibus vão entupir com chiclete e toda sorte de meleca. O que os veículos a diesel que ainda circulam precisam é de filtros adaptados (os Retrofits). Santiago adaptou 3.200 ônibus com filtros com sucesso e evitou com os filtros 99% dessas emissões. A Cidade do México está fazendo o mesmo. Alemanha fez isso na frota toda e muitos outros países; aqui não se fala no assunto. Da para entender? É lamentável que, apesar da morte prematura de cerca de sete mil pessoas por ano causada pela fumaça dos ônibus na área metropolitana de São Paulo, conforme a Faculdade de Medicina da USP, tanto o governo municipal quanto a imprensa, sempre superficial, estejam mais atentos ao Wi-Fi e ao USB, do que aos filtros adaptados nos ônibus a diesel. É assim que caminhamos em São Paulo, plugados e sorridentes, rumo ao suicídio coletivo.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 

Cotia

 

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O LOBO E A BRF

 

"O lobo perde o pelo, mas não perde a manha". Talvez se na sua soberba não tratasse investimentos como jogo de poder e "brinquedinhos", não teria ocorrido o desastre de gestão na BRF. Aliás, lembra a questão do novo prédio para a sede do Pão de Açúcar e próprio desfecho do Pão de Açúcar. "Pacta sunt servanda". Duvido que Pedro Parente tenha sido sua escolha para a presidência do Conselho da BRF. Se dependesse dele seria para um de seus apaniguados e não me consta que Pedro Parente o seja. Aliás, Pedro Parente na presidência do Conselho seja a garantia de gestão objetiva, eficiente e proba.

 

Coaraci Nogueira do Vale coaraci.vale@uol.com.br 

São Paulo

 

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Marco Polo Del Nero

 

Finalmente após três anos a Fifa baniu o ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, de todas as atividades do futebol  devido a corrupção  e, ainda deverá pagar multa de cerca de R$ 3,6 milhões. Estranho mesmo  é não haver nenhum  posicionamento da Justiça brasileira nesse caso, bem como  contra os "cartolas" que vêm conduzindo o futebol brasileiro  por décadas. Que barbaridade, tchê! 

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

 

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AGILDO RIBEIRO

 

Agildo Ribeiro era uma dessas pessoas que, se pudéssemos, pediríamos que fosse eterna.

 

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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