Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Maio 2018 | 04h00

DIA DO TRABALHADOR

Nada a festejar

Hoje, 1.º de maio, o trabalhador brasileiro não terá o que comemorar. Ainda temos no País mais de 13 milhões de pessoas desempregadas e outros tantos milhões vivendo na informalidade e no subemprego. Nesta data, feriado em quase todo planeta consagrado à classe trabalhadora, o Brasil é palco de festejos, manifestações, sorteios de eletrodomésticos e até carros para atrair público a eventos das centrais e de sindicatos. Mas o que importa mesmo é lembrar os direitos dos trabalhadores e todo o sofrimento para conquistá-los. As eleições estão logo aí e não podemos mais cometer erros, votando em oportunistas, em políticos corruptos e despreparados para reger um país com tantas desigualdades.

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Menos empregos 

Para provar como é nefasto para o Brasil ter uma classe política irresponsável como a nossa vêm os números desabonadores do desemprego anunciados na semana passada pelo IBGE. Se a reforma da Previdência tivesse sido aprovada pelo Congresso, os investidores, certos de que o imenso déficit público poderia ser equacionado nos próximos anos, investiriam mais no País! E o IBGE não indicaria uma piora nos números, como os 13,7 milhões de pessoas procurando emprego. O índice de desemprego que em outubro de 2017 era de 11,8%, subiu neste primeiro trimestre de 2018 para 13,1%. Na informalidade os empregos nesse mesmo período cresceram 5,2% e o trabalho por conta própria, 3,8%, mas são menos 493 mil empregos com carteira assinada. Diante desse triste quadro, entidades que previam para este ano a criação de até 1,4 milhão de empregos formais estão mais pessimistas. E tudo isso porque temos, literalmente, uma classe política que “se lixa” para qualidade de vida do povo do seu país.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Mordida do leão

O governo engordará o seu caixa com o Imposto de Renda, cujo prazo de entrega da declaração à Receita Federal terminou ontem. Esse imposto atinge de forma violenta o trabalhador da classe média, pois o Darf é pago “na boca do caixa” ao entregar o informe. Certamente esse grande volume de dinheiro não vai para a mala do Geddel, mas tampouco vai para a educação, a saúde e a segurança dos cidadãos brasileiros. Vai, sim, é para a grande parte da classe política e para os privilegiados, com todos os seus “penduricalhos”.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Reclamem com a tigrada

Os trabalhadores terão suspenso o seu direito ao seguro-desemprego e ao abono salarial, por causa dos empréstimos assegurados pelo Fundo de Garantia às Exportações (FGE), do Ministério da Fazenda, concedidos pelo multirréu Lula da Silva e por seu poste Dilma Rousseff à Venezuela e a Moçambique. Como esses dois países não honraram os pagamentos, e para não passar também por “caloteiro”, o atual governo vai assumir esse passivo, diminuindo os direitos dos trabalhadores brasileiros. Na verdade, a dupla petista Lula e Dilma deveria ser obrigada a reembolsar o prejuízo irresponsável pela sua má gestão.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

PAÍS DIVIDIDO

Hora da conciliação

Cumprimento o Estadão pelo lúcido e esclarecedor editorial A hora da conciliação (29/4, A3), que mostra com cristalina clareza que um futuro promissor não se constrói na base do “nós contra eles”, mas, sim, mediante o respeito mútuo de antagonistas. Oxalá esse ideário tome conta deste país dividido pela cegueira ideológica daqueles que, em posições as mais variadas, creem deter o monopólio da verdade. 

LUIZ LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

Cisão ‘nós’ e ‘eles’

Acerca do editorial do Estadão deste domingo que trata dessa divisão odienta que hoje destrói o País, sou do tipo que crê em efeito bumerangue: ódio tem ódio como retribuição, tolerância também se vê refletida no espelho, é a tolerância da parte contrária. Mas a situação atual impede que se veja o erro crasso que é essa dicotomia.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Conciliar?

A bandidagem política tomou conta do País, tanto da direita como da esquerda. Mas com os petistas é impossível uma conciliação. Além de quebrarem o Brasil, aparelharam os três Poderes com o que existe de pior. E ainda querem voltar para terminar o “serviço”!

OSWALDO B. PEREIRA FILHO

oswaldocps@terra.com.br

Campinas

Democracia fraca?

As demonstrações de radicalização na política, incentivadas por  slogans como o “nós e eles” e por confrontos fora de propósito entre esquerda e direita, são, na opinião de eminentes analistas, incompatíveis com a democracia, podendo adquirir dimensões preocupantes neste ano de eleições, cujas campanhas prometem ser as mais agressivas dos últimos tempos. Antes de considerar tais exibições simplesmente contrárias à natureza democrática, que tal indagar se elas não se originam exatamente de atitudes que enfraquecem a democracia, como as evidenciadas, entre outros fatores, por decisões absurdas emanadas do maior órgão do Judiciário, cujo efeito é o de estimular a impunidade a poderosos corruptos?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Bom senso

Excelente a abordagem, sempre escorreita, do almirante Mario Cesar Flores no artigo Bancada do bom senso (28/4, A2). Analisa a situação histórica catastrófica que nos levou ao estado de anomia da sociedade brasileira, para conclamar todos nós, cidadãos eleitores, a votar com bom senso e equilíbrio em outubro. Oremos, almirante, oremos!

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

TV JUSTIÇA

Sessões ‘secretas’

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) deseja proibir a transmissão das sessões do Supremo Tribunal Federal (STF). Certamente ele não quer que as manobras entre ministros e entre estes e petistas sejam de conhecimento do público. Mas, ao contrário, os brasileiros devem conhecer cada vez mais o seu STF.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

“Como herança maldita dos desgovernos cleptolulopetistas, neste feriado de 1.º de Maio mais de 13 milhões (!) de brasileiros desempregados, com os bolsos e as mesas vazios, não terão nada para comemorar. Que as urnas de outubro eliminem de vez essa praga da política nacional. Basta!”

J. S. DECOL / SÃO PAULO, SOBRE O DIA DO TRABALHADOR

decoljs@gmail.com

1.º DE MAIO

Primeiro de maio é “Dia do Trabalho”. Numa época em que a automação e a inteligência artificial progridem exponencialmente, as máquinas vão substituindo as pessoas progressivamente em todos os setores, sem direito a apelação. Elas já fazem qualquer trabalho manual com maior qualidade, precisão e velocidade. E em cada vez mais campos, sua capacidade de percepção, análise dos dados, tomada de decisões e ação é insuperável. Seres humanos já confiam sua vida a um piloto automático e, em alguns casos, a robôs que executam exames delicados, diagnosticam ou até mesmo realizam uma cirurgia que demande alta precisão. Além disso, as máquinas chegam no horário, trabalham 24 horas sem descanso, obedecem rigidamente às ordens de sua programação, não perturbam ninguém, não criam problemas inesperados, não reclamam, não ficam insatisfeitas, não pedem aumento, não procuram outro emprego e não tem direitos trabalhistas. Ultimamente também aprenderam a aprender, a conversar entre si trocando todo tipo de informações e a evoluir. Assim, os empresários pensam cada vez mais em como usar máquinas para executar as tarefas e cada vez menos em como usar pessoas. Por tudo isso, é importante que haja um “Dia do Trabalho”, para lembrar quantas coisas costumavam ser feitas pelas pessoas e para valorizar aquelas que ainda são feitas e principalmente aquelas que continuarão sendo feitas por seres humanos.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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‘DIA DO TRABALHO’

1.º de maio é “Dia do Trabalho”, e, lamentavelmente, mais de 13 milhões de brasileiros desempregados não têm motivos que comemorar, visto que a corrupção e o desmando de muitos políticos nada fizeram exceto colaborar para que o nosso país chegasse a esse ponto. Felizmente, como a esperança é a última que morre, este ano haverá eleições e a só nos resta fazer uma boa escolha elegendo pessoas que tenham como principal objetivo trabalhar em prol do bem estar de nossa gente. Nosso País não vai suportar mais quatro anos de mau governo.

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SHOW DOS HORRORES

A “presidenta”, gerentona, ensacadora de vento e mulher sapiens Dilma Vana Rousseff transferiu seu domicilio eleitoral para Minas Gerais (MG) para se candidatar ao Senado Federal. Cabe ao eleitor das alterosas mostrar ao PT e aos petistas que não compactua com a irresponsabilidade nem com a corrupção e muito menos com uma representante que vai ser motivo de chacotas por seu linguajar e colocações sui generis. Tchau querida!

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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QUEM ESTÁ CORRETO?

Semana passada a oitava maravilha do mundo, Dilma Rousseff se referiu a si própria como “presidenta”. Naturalmente ela deve frequentado a escola como “estudanta”. Será que ela não foi também “representanta comercial”?

Ariovaldo J. Geraissate

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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A CULPA É DO MINISTRO

A intenção de Dilma Rousseff em se candidatar ao Senado Federal rachou ainda mais o PT e o MDB. Ora, o povo já sabe que a impedida não tem a mínima condição para exercer essa função, pelos seus atributos inatos. Na verdade, tudo isso foi originado por Ricardo Lewandowski que atropelou a Constituição Federal e não aplicou a inelegibilidade à petista quando houve o seu impeachment. Portanto, a culpa é sua, viu ministro!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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POR QUE NÃO ELA?

Estranha a atitude do PT e seus fiéis escudeiros. Vivem a vociferar aos quatro ventos, nacionais e internacionais, que a “mulher sapiens” foi vítima de um golpe, que é uma mulher honesta, que jamais praticou crime algum, etc. Como a dita cuja não teve seus direitos políticos cassados, podendo, portanto, se candidatar a qualquer cargo eletivo, por que será que seus ardorosos defensores não a lançam como candidata ao cargo de presidente, ops, presidenta da República? Por que não lutam por ela? Acaso têm medo das pesquisas? Acaso sabem que elas podem ser manipuláveis? Há boatos de que nem a velhinha de Taubaté está entendendo!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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LEI DA AÇÃO E REAÇÃO

A presidente do PT acusa a tudo e a todos pelos dois tiros contra o acampamento de petistas em Curitiba. Só não reconhece que já passou dos limites da paciência, que já é hora de desmontar a barraca e ordenar a retirada. Não adianta espernear. A hora do Lula chegou e chegou tarde. Pela 3.ª Lei de Newton, “toda ação causa uma reação igual e contrária”. A insistência abusiva em manter a baderna, em dizer que ele é inocente e que não há provas de nada, acusar o juiz Moro pelo ataque, a insistência abusiva em pressionar a turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda colocar outra vez aquele advogado branquelo para falar e tentar suas bobagens, já está causando as reações abusivas, explicadas pela lei de Newton, e ainda nem começou... Sra. Hoffmann, data vênia, mas o melhor que Vossa Excelência tem a fazer, é parar de encher o saco!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ATENTADO EM CURITIBA

Depois de ficar ouvindo os dirigentes do PT e dos seus satélites propondo uma convulsão popular (“nós contra eles”) para salvar o ídolo deles, o Lula, e assistir os três do STF rasgarem a Constituição brasileira para salvar os poderosos corruptos veio o atentado à bala em Curitiba mostrando que a paciência do povo brasileiro se esgotou. Espero que este ato, condenável, tenha sido único, mas no íntimo temo que apenas tenha sido o início de uma reação. O Brasil ordeiro e pacífico corre o risco por conta dos corruptos que só pensam neles.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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QUE COISA!

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, falou: “A situação de intolerância e violência no País está muito grave, não podemos aceitar isso”. Se cinismo desse dor de barriga, dona Gleisi não ia sair da privada. Que coisa!

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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AGITADORES PETISTAS

Senadora Gleisi Hoffmann lembre-se do provérbio árabe: “Deus dotou o homem de uma boca e dois ouvidos para que ouça o dobro do que fala”.

Vidal Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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UMA IDEIA

O ex-presidente mais honesto deste país (assim como outros) tem direito a: secretários pessoais, seguranças, dois carros oficiais, cartão combustível e avião. O povo brasileiro gostaria de saber: qual o custo mensal de tais benefícios? Há limite de despesas? Quem controla tais gastos? Como é feita a previsão orçamentária para esses gastos? Qual o tempo de duração de tais privilégios? Até uma presidente afastada do cargo por força do processo de impeachment também tem direito a todos esses privilégios e benefícios! E se não bastasse nesse caso, o que é muito pior usando do dinheiro do contribuinte brasileiro viaja ao exterior dando palestras para denegrir nosso país em diversas línguas absolutamente indecifráveis. No caso do demiurgo de Garanhuns em seu último discurso antes de ser preso ele afirmou: “Eu não sou um ser humano eu sou uma ideia”. Convenhamos, há maneiras mais simples e econômicas para transportar uma ideia. Basta, é preciso urgentemente acabar com mais este penduricalho que afronta o já tão sofrido povo brasileiro!

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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ULTIMATO

Na condição de cidadão brasileiro e amparado pelo disposto no artigo 5.º de nossa Constituição Federal quando estabelece que: “Todos são iguais perante a lei, garantindo-se direito à igualdade...” venho exigir a retirada imediata do televisor instalado na cela do presidiário Luiz Inácio Lula da Silva. Para que não se veja nessa exigência qualquer viés discriminatório de minha parte contra o ex-presidente encarcerado concedo às autoridades competentes do Poder Judiciário a alternativa de mandar instalar televisores idênticos em todas as celas do sistema prisional brasileiro, assim garantindo a igualdade preconizada. O não atendimento desta exigência implicará em crime de responsabilidade das referidas autoridades por omissão no cumprimento de preceito constitucional.

Claudio Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Gostaria que alguém respondesse a estas simples perguntas. Quanto custa e quem paga os advogados do presidiário de Curitiba? Quem custeia esses acampamentos, eles trabalham, vivem à custa de quê? Eles pedem a transferência do preso, por que motivo não o transfere para Pedrinhas?

José Fernandez Rodriguez rodriguez1941@gmail.com

Santos

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PETISTA QUER PROIBIR SUPREMO DE TELEVISIONAR SESSÕES

Comportamento óbvio de adeptos da ideologia comunista: censurar a comunicação e assim impedir o conhecimento e a participação do povo nas decisões de quem mantém o poder. A elite comunista mantém na ignorância o povo que a sustenta, para mais facilmente explorá-lo. Os petistas metem a si próprios o carimbo de comunistas na testa.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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SEM NOÇÃO

Pedro Parente, presidente da Petrobrás, acaba de assumir a Presidência do Conselho da BRF, empresa afundada em problemas. Se tentar executar seus dois empregos direito, e se seu ego permitir, Parente vai descobrir rapidamente pelo menos duas coisas. A primeira é que o trabalho de presidente do Conselho da BRF é um trabalho de período integral, assim como deveria ser o de presidente da Petrobrás. A segunda é fazer o “turn round” de um negócio oligopolista, como o da Petrobrás, é muito diferente de um turn round de negócio de commodities agrícola ligado ao consumo, como o da BRF.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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‘A MÁSCARA CAIU!’

A declaração de Antonio Palocci deve balançar novamente as estruturas já combalidas do Partido dos Trabalhadores. Italiano, como ficou conhecido no mundo do crime e da corrupção, Palocci vai colocar na roda, cena do crime dos dois personagens que governaram o Brasil por 13 anos, Luiz Inácio Lula da Silva cumprindo prisão em Curitiba e Dilma Rousseff incorruptível como ela mesma afirma. O ex-ministro já acusou, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, Dilma Rousseff de compactuar com esquemas de corrupção. O ex-ministro delator deve detalhar, por exemplo, a reunião entre Lula, Dilma e Emílio Odebrecht, no fim de 2010, para acertar os detalhes do esquema de propina e do direcionamento de grandes licitações em favor da empreiteira. A reunião com Dilma, citada antes por Palocci, serviu para esclarecer dúvidas sobre a fortuna depositada em “conta corrente” de R$ 300 milhões para o PT a asseclas. Palocci detalha como Dilma agiu na calada da noite no Palácio do Planalto para manipular a licitação do galeão para Odebrecht, com cláusulas de exclusão dos rivais. Sobre como foi feito a aquisição de sondas pela Petrobrás, em que Dilma era presidente do conselho, para explorar o pré-sal, serviu para financiar a campanha de Dilma, repleta de mentiras, falcatruas e falsas promessas em 2010. O fato é que dessa nova delação vai sair muita lama e a situação do ex-presidente Lula tende a piorar ainda mais. Quem planta vento colhe tempestade, aqui se faz aqui se deve pagar pelos crimes cometidos, seja ele poderoso ou não!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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BOA VISÃO

Ao assistir um documentário sobre a vida na Coreia do Norte, em que um cirurgião oftalmologista, em uma ação humanitária, operou mil pacientes de catarata, todos elas com enorme sucesso. Após a retirada dos curativos, em que os pacientes, voltaram a enxergar, todos sem exceção, ao invés de agradecer ao cirurgião, exaltaram o grande líder pai do atual ditador da Coreia do Norte. Fazendo uma analogia com o Partido dos Trabalhadores, seus apoiadores, utilizam da mesma forma dos coreanos do norte, que mesmo sem cataratas, continuam a não enxergar os delitos praticados pelo seu líder máximo Lula da Silva e mesmo enxergando bem e sem catarata, continuam acreditando na mesma enganação dele e de seu partido. Ainda bem que a maioria dos brasileiros tem boa visão.

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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PIÑERA E TOGA INJUSTA

Quando um país é bem sucedido, basta ver como pensam seus governantes. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em visita de cortesia aos ministros do STF, quis saber como funcionava aquela Corte. E mostrando estar inteirado do que se passa no Brasil, em especial, na Justiça, Piñera quis saber quando a Suprema Corte falha, a quem se recorre? Causou um grande constrangimento aos ministros, Fachin e Cármen Lúcia, que responderam que não cabe recurso. O presidente insistiu, se Deus era a última instância. Fachin tentou sair da saia justa x toga injusta, dizendo que a última palavra era da sociedade, o chileno retrucou se a sociedade poderia revogar uma decisão da Suprema Corte e ouviu como resposta não. Como cidadã é vergonhosa essa resposta de quem não tem o que dizer a um presidente que lá de fora conhece as falcatruas praticadas na Justiça brasileira. Uma lição à senadora Gleisi que gravou mensagem à TV Al-Jazira, achando que a corrupção no Brasil inexiste. Graças à imprensa livre que temos, as notícias chegam para o bem e para o mal e quem quiser conferir a veracidade faça como Piñera, questione os responsáveis. Simples assim.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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AS PERGUNTAS DE PIÑERA

Excelente as perguntas do presidente do Chile, Sebastián Piñera, à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. “A quem se recorre quando falha o Supremo”. Deixou a ministra numa saía justa. E ela apontou para o céu. “À instância suprema”, respondeu o próprio presidente. Ficaram também desconfortáveis os ministros Toffoli e Fachin, presentes ao encontro, ao que o ministro Fachin disse “que, no Brasil, em última instância, acredita-se que cabe à sociedade fazer o escrutínio das decisões do Supremo”, ao que Piñera novamente indagou: “Mas pode a sociedade revogar decisões da Corte?”. Ministro Fachin, quantos escrutínios a sociedade fez das decisões do Supremo? Quando e como são feitas? Despediu-se o presidente chileno convicto que este sistema não serve para seu país. Só serve a esta republiqueta onde o STF parece o Monte Olimpo e seus ministros deuses. Este sistema é herança do Brasil Império.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PERGUNTA INDISCRETA

Quando falha a Suprema Corte, o paciente só tem uma opção: ir para o inferno.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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SEMPRE ELE

Qual seria a diferença, ser julgado por um ou outro juiz, sabendo que depois seguirão outras decisões de mais julgadores de instâncias superiores que poderão alterar aquela anterior. O problema que foge do nosso alcance são interesses outros escondidos nos poderes de nossa pobre República. Principalmente quando julgada por uma determinada turma da Corte. Apesar de que existe na outra turma, um julgador conhecido como o “trapalhão”.

Itamar C.Trevisani Itamar Trevisani itamarcarlostrevisani@gmail.com

Jaboticabal

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‘ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA...”

Duas táticas usam os defensores do preso. Uma é fazer um tremendo lobby sobre os membros do tribunal, individual e coletivamente. Juízes que respeitam o cargo que ocupam rejeitam esse lobby, mas nem todos rejeitam. A outra é fazer sucessivos pedidos de habeas corpus e de liberdade ao preso, contando que, num belo dia, o pedido vá a sorteio e acabe nas mãos de juiz “amigo”. Partem do conceito de “água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura”. A legislação é falha em permitir isso. Que fazem os legisladores: Assistem?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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CORRUPÇÃO

Vislumbro a minimização desse câncer social em três etapas: em curto prazo, com o fim do foro privilegiado; à médio, com a modificação da cláusula pétrea da Constituição Federal que não permite a prisão perpétua; e a longo prazo, com uma transformação na educação brasileira, em que sejam valorizados principalmente a honestidade, o respeito ao próximo e a coisa pública.

Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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COMPROMETIDOS

Os ministros do STF, Toffoli, Lewandowski e Gilmar Mendes estão tentando se apoderar do futuro político do País ao livrar da Justiça os incriminados por corrupção condenados pela Lava Jato. Eles acham que ninguém está percebendo...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RESPOSTA

O leitor Sérgio de Oliveira fez o seguinte questionamento: “Se a Lei Orgânica da Magistratura proíbe expressamente magistrados de manifestarem opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem (artigo 36, III), por que não punir os rebeldes?” A resposta resume-se a uma única palavra: corporativismo.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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INVEJA DE SÉRGIO MORO

Competência e bom caráter ainda podem produzir inveja. Não é o caso de Sérgio Moro?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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REPRESENTANTES

Um regime democrático presidencialista como o nosso pressupõe um parlamento eleito, cuja função é criar, pelo debate, leis que visem ao bem comum e filtrar as decisões do Executivo, de modo a afiná-las com os anseios da população. Não é bem assim que funciona por aqui. Com um sistema eleitoral viciado, clamando há muito por reforma, e uma legião de votantes despreparados, os candidatos, talvez por deformações históricas, quando eleitos, não veem a escolha como uma forma de representação do povo que os sufragou, mas como a aprovação num difícil concurso público, que os habilita a um emprego repleto de privilégios e prerrogativas, cuja preservação priorizarão ao longo do mandato, durante o qual procurarão também multiplicar o patrimônio. E o povo que prometeram representar? Não precisa ser ouvido, como declarou certa vez um dos líderes, é descartável e necessário somente nas próximas eleições, quando, de novo, será tangido a votar.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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POLARIZAÇÃO NAS ELEIÇÕES

É grave a crise de representação da democracia brasileira. Mulheres, negros, movimentos LGBT, indígenas, ambientalistas, trabalhadores e jovens estão sub-representados no Congresso Nacional. Muitos partidos brasileiros agravam o problema por apoiar e financiar majoritariamente o perfil de homens, brancos, heterossexuais, de meia-idade e ligados a diversos interesses (como agronegócio, religião e segurança), que acaba sendo sempre eleito e fica sobrerrepresentação. Diante do atual quadro econômico, há tensão social e falta de representatividade parlamentar. Como forma de compensar o déficit democrático, há aumento da importância da eleição do Executivo Federal. Este deslocamento político provocará choque de interesses e levará inevitavelmente ao confronto e polarização nas eleições de outubro.

Luiz Roberto da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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OUTRO LADO

O “Estado” cedeu amplo espaço a um professor de uma empresa privada de ensino superior para que fizesse denúncias quase delirantes. O pior que o próprio jornal reverberou em editorial do dia 24/04 a mesma insensatez. Certo que o jornal apela para a indiscutível liberdade fundamental de expressão garantida a todo cidadão da República, mas ao fim parece advogar a falsa tese – de claro perfil autoritário – da “escola sem partido” e sem pensamento crítico. Imaginar que haja algum tipo de predomínio “marxista-gramsciano” na área das Ciências Sociais no Brasil é uma sublime ignorância: basta acompanhar os congressos científicos da área para perceber a falsidade dessa afirmação. Gramsci é um autor bastante complexo, que apresenta sugestões muito importantes para o conhecimento da realidade brasileira. Há professores que estudam a obra de Gramsci e muitos outros que utilizam de suas sugestões teóricas e metodológicas para entender o Brasil, mas são relativamente poucos. Há que se considerar que o “marxismo” é uma nebulosa, na qual os “gramscianos” são minoria dentro da minoria, pois que a maioria dos professores/pesquisadores da área de Ciências Sociais faz parte da outra nebulosa, a dos liberais, muitos dos quais inspirados no brilhantismo da obra de um Max Weber. Acredito, por fim, que dar guarida a frustrações profissionais não seja exatamente bom jornalismo.

Marcos Del Roio delroio@terra.com.br

Marília

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PERDIDOS NA NOITE

O título traduz minha compreensão a respeito do excelente artigo “Como caminhar para a saída” (27/4, A2), de autoria do jornalista Fernão Lara Mesquita, que demonstra excepcional percepção da realidade política e social do Brasil, neste momento grave que vivemos e aponta caminhos para superar os enormes desafios que os novos governantes encontrarão pela frente a partir de 2019. Nas palavras do articulista: “O B­ra­sil pre­ci­sa suspen­der as hos­ti­li­da­des. Man­ter es­sa bri­ga de fa­ca no es­cu­ro é o mo­do mais efi­caz de não per­mi­tir que o que quer que se­ja mu­de. E não mu­dar tu­do, e lo­go, vai nos le­var re­to pa­ra uma di­ta­du­ra da vi­o­lên­cia or­ga­ni­za­da vi­o­len­ta o bas­tan­te pa­ra de­ter a vi­o­lên­cia de­sor­ga­ni­za­da que es­tá pon­do o País em pâ­ni­co. Di­ta­du­ra de que “la­do”? Da­que­le que nos man­te­rá im­pos­si­bi­li­ta­dos de apren­der de­mo­cra­cia, fo­ra do nos­so tem­po e con­de­na­dos a vol­tar sem­pre ao pon­to de par­ti­da co­mo es­ta­mos vol­tan­do mais uma vez ago­ra...”. Se todos nós, em especial a imprensa, os sindicatos, igrejas, universidades, lideranças políticas e empresariais, associações de classes, enfim, toda a sociedade, não nos unirmos em torno de um projeto de reconstrução do Brasil, torna-se difícil acreditar numa solução democrática para evitar o caos cujos sinais são evidentes.

Antônio Silva silvajur@ig.com.br

 

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