Fórum dos leitores

Cartas selecionadas dos leitores

O Estado de S.Paulo

02 Maio 2018 | 03h00

Fórum dos leitores

INCÊNDIO EM SÃO PAULO

Outra tragédia anunciada

Um prédio invadido na cidade de São Paulo - apesar de ter passado por várias vistorias e serem constatadas as péssimas condições do local - pegou fogo e desabou. Era uma tragédia anunciada. Convidados a irem para abrigos e albergues, os moradores não aceitaram, alegando que fica muito longe (longe de quê?). Esses moradores são do Movimento Luta por Moradia Digna, mas há outros, como a Frente de Luta por Moradia e o Movimento de Moradia de Interesse Social. Esses movimentos são legais e ajudam mesmo os sem-teto? Moradores contaram aos jornalistas que pagavam entre R$ 350 e R$ 500! É a demora da Justiça para agir que contribui para que mais pessoas invadam os prédios desocupados. 

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Mais uma centena

Infelizmente, desmoronou por incêndio um prédio de 20 andares, no centro de São Paulo, pertencente à União, invadido por sem-teto e onde moravam 150 famílias. Se não houvesse rápida evacuação dos moradores, a desgraça poderia ter sido muito maior. No centro da cidade existem cerca de cem prédios invadidos pela tropa de Guilherme Boulos, que são mais tragédias anunciadas. São favelas verticais, com sujeira, muito material de fácil combustão, falta de organização, fora o número de moradores acima do que as estruturas comportam. E, dado o grande déficit de moradias, sempre surgem os aproveitadores, como Guilherme Boulos, que almejam subir na política (Boulos é candidato a presidente pelo PSOL) servindo-se de famílias carentes, as quais invadem, usurpam bens alheios, sem que as autoridades cobrem dele nenhuma responsabilidade.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Responsabilidade

Quem vai assumir a responsabilidade pelo incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida? Era o prédio de vidro verde mais bonito de São Paulo, mas estava abandonado há anos e esse abandono causou a tragédia. Repito: quem vai assumir a responsabilidade e, assim, evitar outras? Ou não temos administração pública nesta cidade e neste país?

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Existem culpados

O desabamento do prédio em São Paulo tem culpados, os líderes dos movimentos sociais que comandam as ocupações de prédios desativados justamente por não proporcionarem o mínimo de segurança. As ocupações são uma forma encontrada por esses movimentos para pregarem o “nós” contra “eles”, a esquerda contra a direita, promover os seus líderes, que se transformam em candidatos dos desesperados e acabam ocupando cargos públicos, sem preparo, apenas com a experiência de guerrilha urbana. A queda desse prédio vai virar bandeira política desses partidos e os mortos... Ora, são apenas mortos, o que importa é a “causa”.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

ENTREVISTA - ECONOMIA

Como avestruz 

Adorei a entrevista de Marcio Pochmann no Estadão do último domingo (B5). Para quem não leu, eis um resumo. Em primeiro lugar, a culpa pela mais longa e profunda recessão jamais vista na História deste país não é do PT - ou seja, começamos bem a entrevista no campo da honestidade intelectual. Em segundo, os economistas com propostas para mudanças na economia, do tipo privatizações e reforma da Previdência, são “cabeça de planilha” - acho ótimo que se estude um assunto como a economia fazendo contas e testando hipóteses, mas, pelo jeito, ele acha que essas atividades, inerentes a qualquer economista que se respeite, são algo menor, abaixo da sua potencialidade intelectual. Finalmente, os economistas que não propõem absolutamente nada de novo, ou seja, que enfiam a cabeça num buraco e esperam de braços cruzados que (por milagre) a economia cresça, e insistem no que nunca deu certo em lugar algum no mundo, são geniais. Nada mais PT do que isso.

OSCAR THOMPSON

carthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

De doer

É de doer a pobreza das análises e propostas do sr. Marcio Pochmann, economista do PT, para tirar o Brasil do buraco em que o próprio PT o jogou. A rigor, a única coisa certa que ele falou foi que os bancos públicos (com certeza os que não têm acionistas particulares) não devem dar prejuízo, mas também não devem buscar lucros explosivos. A maior tolice foi dizer que os governos anteriores e posteriores aos do PT desorganizaram as finanças públicas. Foi com bobagens dessa natureza que a Venezuela foi parar onde está hoje.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Axiomático

O problema fiscal resolve-se com a volta do crescimento, diz Pochmann. Elementar, meu caro Watson! Antes de assumir a Fazenda todos os economistas sabem o que fazer para resolver a crise econômica do Brasil. Depois, quando não dá certo, o que normalmente acontece, não sabem explicar o porquê do fiasco e põem a culpa na oposição. Com as recomendações do sr. Pochmann não seria diferente.

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@g mail.com 

Vinhedo

Não aprendem

A certa altura da entrevista, diz Marcio Pochmann que “a Lava Jato asfixiou as empresas”. E chega a dar sugestões que beiram o ridículo, pois são as mesmas do PT que levaram o País a esta situação. Lembro que a Operação Lava Jato não só libertou as empresas, como pôs quem as asfixiava na cadeia - incluído o chefão do PT. Parece que os petistas não aprendem nem com os próprios erros. E ele se diz economista, pode?

JOSE PEDRO VILARDI

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

A esquerda se repete

Novamente o mais do mesmo! Incrível como a nossa esquerda não consegue formular uma nova proposta, equilibrada, democrática e viável. Algumas propostas de Marcio Pochmann são primárias, como a volta dos “campeões nacionais”, que nos deram Eike Batista, a questão da Previdência posta como problema a ser postergado, a questão da queda de juros “na marra” com os bancos públicos, como Dilma tentou. Enfim, uma total falta de criatividade, que demonstra que faltam quadros a uma corrente de pensamento progressista e democrático, que Lula e sua trupe enterraram!

JOSE ED. BANDEIRA DE MELLO

josedumello@gmail.com

Itu

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DESABAMENTO NO CENTRO DE SÃO PAULO

O desabamento do prédio do Largo do Paissandu é o capítulo derradeiro de uma triste, longa e trágica novela. É ingenuidade atribuir a causa ao descaso do poder público somente. Fiscalização displicente, ocupações irresponsáveis ­- muitas delas políticas - e desemprego são apenas algumas das inúmeras razões. Não há estrutura física ou moral que aguente. O desabamento é inevitável. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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LARO DO PAISSANDU

Após o lamentável incêndio do prédio no Largo de Paissandu,  algumas indignações são colocadas em busca de culpados e responsáveis, mas também  varias indagações que jamais serão respondidas.

Quem coletava e para quem  iriam os “aluguéis” de até R$ 400,00 por mês cobrado dos moradores? Quem se arvora no direito de cobrar aluguel sobre uma ocupação em prédios públicos?

Culpam o Corpo de Bombeiros  por não terem interditado o prédio, mas se tentassem fazê-lo qual não seria a gritaria dos movimentos, ditos sociais, tais como MTST e outros do gênero?

Aliás, alguém viu ou ouviu o sr. Guilherme Boulos no local prestando alguma assistência aos atingidos?

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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MICHEL TEMER VAIADO

Tivemos um exemplo triste da ignorância desses movimentos sociais atirando os mais variados objetos em Michel Temer, quando o presidente foi dar apoio moral no triste acidente do prédio que caiu no centro de São Paulo, eles os principais responsáveis pela condição a que o prédio chegou. Depois que essa turma perdeu o governo, as mais variadas manifestações infundadas acontecem, em especial após a detenção do seu grande líder, não pedem a oportunidade e mostram o desrespeito que têm.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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EDIFÍCIO WILTON PAES DE ALMEIDA

O incêndio que destruiu o Ed. Wilton Paes de Almeida expõe diversos problemas. O descaso dos proprietários (privados ou públicos), no abandono destes prédios. A falta de responsabilidade das autoridades em administrarem o problema. E, pior do que tudo, a falta de bom senso e responsabilidade destas entidades anarquistas que organizam tais invasões, colocando seus seguidores em risco, sem qualquer compromisso com o bem estar deles. Depois que algo assim ocorre, eles vêm a público apenas para criticar. Pois deveriam ser corresponsabilizados pela morte dos ocupantes.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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INCÊNCENDIOS HISTÓRICOS

As memórias dos incêndios do Edifício Andraus (1972) e do Edifício Joelma (1974) serviram durante mais de quatro décadas para que as normas de segurança fossem respeitadas: rotas de fuga, sinalização nas escadas, luzes de emergência, alarmes de incêndio, portas corta-fogo, extintores, mangueiras e brigada de incêndio. A tragédia do incêndio que consumiu um edifício de mais de 20 andares no Largo do Paissandu, na madrugada de 1.º de Maio, é uma volta ao passado distante e mostra uma clara necessidade de se rever com urgência a segurança dos edifícios na cidade de São Paulo.

Luiz Roberto da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DECLARÇÕES DE TEMER

Michel Temer precisa se cercar de assessores melhores. Na declaração no local do incêndio, o demagogo barato poderia ficar sem esse vexame. Ficaria mal não ir? Não pediu reintegração de posse por se tratar de pessoas pobres? Isso é prevaricação. Deixou invasores morarem em prédio da União em condições precárias e perigosas e, com o incidente, colocou vidas em risco e deu perda total a patrimônio público. Com essa confissão desastrada em público, deveria é ser processado.

Sérgio Araki Yassuda sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

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DIA DO TRABALHO E NÃO DO TRABALHADOR

Espero que seja (não é a primeira vez...) um simples erro técnico, decorrente da subliminar insistência sindical, e não um desvio ideológico, imperdoável em jornalistas. Em países de ética protestante, o trabalho é um valor em si, como nos ensina Weber. Não por acaso, são esses os países mais ricos. O que não acontece em países de doutrina católica, Em que a riqueza não é vista como resultante do trabalho, mas sim da graça divina. Em que o sentimento de culpa que assola boa parte das “elites”. Diminuir o Dia do Trabalho, universal e, portanto amplo, ao dia da mão-de-obra, particular e, portanto mais pontual, é diminuir a importância de ambos, trabalho e trabalhador.

Marly Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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ANÚNCIO DE TEMER

Em pronunciamento, no dia anterior ao dia do trabalho, o presidente da República Michel Temer, parabenizou os trabalhadores de cada classe de trabalhadores e, no final, fechou a fala anunciando o reajuste para quem não trabalha, seja lá qual for a razão... Ridículo!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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TRABALHADORES

Entre pagar o imposto sindical e ter festinha, na realidade, o trabalhador brasileiro prefere ficar com o dinheiro.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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DENÚNCIA

É muito grave a denúncia da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra Lula, Gleisi e outros envolvidos em desvios de dinheiro público que, se confirmada a suspeita de repasse milionário da construtora Odebrecht para os petistas em troca  de decisões políticas que favoreceram a empresa, todos eles já condenados por outros crimes, terão que pagar por mais este crime hediondo e devolverem ao erário  esse valor milionário, roubado dos contribuintes para o enriquecimento ilícito desses meliantes, montante esse que faz falta para  a saúde, educação e segurança.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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RAQUEL DODGE BOTANDO PRA QUEBRAR!

Urgente: Procuradoria-Geral da República (PGR) denuncia Lula, Palocci e Gleisi por corrupção e lavagem de dinheiro. Espero que paguem por todo esse abuso! Bandidos! Crime de lesa-pátria! Como que esse país poderia ir pra frente com essa corja roubando e desviando? Vai, Raquel!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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O EXTERMINADOR DO FUTURO

Lula é o exterminador do futuro. Tem o toque de Midas invertido. Destruiu a Petrobrás. Destruiu a Odebrecht. Destruiu o PT. Destruiu o Supremo Tribunal Federal (STF). Destruiu a esperança dos “bolsa-famélicos” por dias melhores. Destruiu o Brasil. Destruiu até o triplex, que ninguém mais quer. Agora, após apenas 20 dias, destruiu o bairro de Curitiba onde está preso transformando-o em praça de guerra. Lula é puro instinto. Emana cinismo, medo, mentira, raiva, vício, luxúria, gula, ódio... É um predador. Em 2002 usou a máscara de paz e amor, e enganou a maioria. Seu lugar não é na Polícia Federal (PF), mas enjaulado num zoológico porque não é gente. Vade Retro!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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FAZ FALTA?

Lendo o “Estadão” (29/4, C1), noto que  depois que PT saiu do poder, alguns artistas, entre eles, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, voltaram aos palcos, fazendo shows e procurando trabalho. Pode parecer coincidência, muita coincidência, muita mesmo. Fica a dúvida. Será que o PT no comando faz falta a estes “artistas”?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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TRANSMISSÕES AO VIVO

Comenta-se que existe projeto de lei na Câmara dos Deputados propondo a proibição da transmissão televisiva das sessões do Supremo Tribunal Federal, pois, segundo seu propositor,  ela apenas se destina ao exibicionismo dos julgadores!    Embora parcialmente procedente tal argumento, todavia, não se podem ignorar os benefícios dessa transmissão, proporcionando ao cidadão contribuinte compulsório (CCC) a oportunidade de acompanhar ao vivo os julgamentos, podendo  avaliar a justeza das decisões e o comportamento dos ministros,  fazendo seu próprio juízo de valor.  Aliás, é gratificante notar como são conhecidos os nomes dos ministros! Pretender proibir a transmissão,  além de inconstitucional, por ferir a independência e harmonia entre os poderes,  é uma medida que não resolve o problema da procura por protagonismo de alguns magistrados,  parecendo mais a solução ingênua dada por um cônjuge ao saber da traição do outro:  mandar retirar o sofá da sala!  Uma lei que imponha a mudança no método de escolha dos ministros e também imponha a limitação de mandato para o exercício do cargo seria muito bem vinda.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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CONGRESSO

A atual situação do Congresso Nacional tem raríssimos membros dignos dos cargos que ocupam o resto só nos envergonha.  O Poder Judiciário apresenta alguns ministros que já estão sendo olhados como despreparados das suas funções que lhes são atribuídas. É grave tal situação. O jornalista  Nestor Duarte, perseguido pelos membros ditadura implantada pelos militares, disse, já no fim de sua vida em 1971, uma frase que foi oportuna naquela época e tornasse atualíssima nos dias de hoje:  “Quem não perdeu a honra, perdeu o mandato, quem não perdeu o mandato perdeu a honra”.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas  (MG)

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SITUAÇÃO POLÍTICA

Marco Aurélio Nogueira sintetizou, de forma magistral, o que penso da atual política e institucional do País. Não tergiversou em arengas próprias dos “pundits” ou dos atores da cena política. Cortou no cerne os problemas e os expôs com clareza, simplicidade e objetividade. É difícil imaginar uma “solução” simplista para o País (“as eleições são o requisito essencial para tirar o Brasil da crise”), quando o problema é essencialmente de natureza ética. Executivo (patotas), Legislativo (denunciados sem consequências), Polícia Federal e Ministério Público Federal (brigas por poder), Judiciário (sofrendo com o mau exemplo do STF) faz restar ilhas de ação profilática sob intenso ataque dos que querem “estancar a sangria” e “frear a Lava Jato”, sem combater a “Nação atravessada por privilégios”, alimentar uma “cultura normativa e corporativa de tipo bacharelesco”, manter “tensão entre republicanos retóricos e republicanos ativos”, o “facciosismo de ministros” do STF, o que me faz pensar que, como no meu caso, antes de ser advogado, sou “cidadão” e como tal, não posso concordar que se pretenda, sob o manto de um ”garantismo” obsoleto, interferir na erradicação da corrupção. Mesmo que tenha havido qualquer exagero processual (não sei ou acho que tenha havido) nas delações premiadas, sem ela o “pântano de corrupção” nas empresas públicas e privadas, na política, nos partidos, União, Estados e prefeituras, não estaria em processo de ser secado. Precisamos de mais Marcos Aurélio Nogueira e menos Gleisi, Renan, Sarney e Aécio.

Coaraci Nogueira do Vale coaraci.vale@uol.com.br

São Paulo

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DESIGUALDADE DE DIREITOS NO FUNCIONALISMO PÚBLICO DO ESTADO 

Segundo noticiários, o teto do funcionalismo público estadual de R$21 mil aumenta para R$ 30 mil, o que representa um aumento de R$9mil reais. Por outro lado,  o reajuste dos funcionários de baixa renda é de 3,5%, apesar de não receberem aumento de salário há quatro anos. Todas as polícias deverão ter 4% de aumento e os professores 7%. Enfim, todos os funcionários públicos de menores salários deverão receber um aumento insignificante, ou seja, praticamente nada. Para se ter uma ideia mais precisa da injustiça salarial desses funcionários, o salário base de um funcionário, de baixa renda, pago em oito de abril de 2018 é de R$552,33, quer dizer: quase metade do salário-mínimo que já é bem baixo. Não é só quanto a questão salarial que paira a desigualdade de direitos do funcionalismo público estadual; mas também quanto à promoção de cargos. Dando meu próprio caso como exemplo nunca consegui ser promovida. Eu era escriturária efetiva do Estado e, assim que me formei como jornalista propôs-me a fazer um estágio na assessoria de imprensa na Pasta da  Educação, onde eu trabalhava. O então assessor de imprensa  aceitou minha proposta. Só que eu não podia assinar as minhas  matérias; o que era deveras frustrante. Lembro-me, durante este estágio, de uma entrevista que fiz com um  assessor técnico, a respeito de um livro muito interessante que ele escreveu sobre o Ensino Técnico. Dias após essa entrevista, encontrei-o na rua e, para minha grande surpresa, ele veio ao meu encontro para me parabenizar pela matéria que eu escrevera sobre o livro dele, que o deixara muito contente e que, segundo me informou, fora, inclusive, publicada no “Jornal A Folha da Tarde”. Este estágio não foi meu único fracasso dentro do Estado, mas também em todas as tentativas que fiz para ser promovida de acordo com o nível superior, em termos de escolaridade.  Quarenta anos se passaram e os funcionários públicos do Estado ainda sofrem com a desigualdade!

Nair Lúcia de Britto lucia.nair@yahoo.com.br

São Paulo

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O RESPEITO AOS POLICIAIS

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em vídeos que podem ser vistos na internet, externa opiniões muito claras sobre a polícia e seu trabalho. “Não temos sido gratos à polícia; ela faz um trabalho incrível e nós devemos dar-lhe mais autoridade e respeito” - disse, emendando que “sem as grandes forças policiais que temos, não teríamos a vida que temos”. Ele falou sobre a polícia estadunidense, mas o conceito vale para todas, inclusive a brasileira.  A Polícia Militar de São Paulo e suas congêneres agem dentro do ordenamento jurídico e frequentemente são atacadas pelos bandidos a quem têm como missão conter e, principalmente, pelos defensores destes, que os vitimizam e fazem campanhas permanentes pela desestabilização da máquina policial. Gostem ou não da polícia, ela é a única garantia de vida e dos direitos nos momentos de perigo. Em qualquer lugar do mundo, a polícia é o braço armado do Estado. Sua missão é clara e seus limites também. A própria instituição tem suas corregedorias para identificar e solucionar excessos. A cantilena da violência policial, muito empregada no Brasil atual, é indevida. Ela não prejudica somente a polícia, mas também o cidadão de bem, destinatário direto dos serviços policiais.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI

O advogado criminalista Eduardo Pizarro Carnelós, no artigo “O paradoxo do iluminismo obscurantista” (1/5,A2), conclui pela prevalência do inciso 57.ª do artigo 5.º da Constituição. Resumindo: a prisão de um criminoso só se dará após o tal trânsito em julgado, ou seja, ao término dos infindáveis recursos que os 30 anos de vigência da Constituição, demonstraram à sociedade que os endinheirados “amigos do rei” nunca vão para a cadeia. Valem-se de infindáveis recursos protelatórios interpostos por poderosos advogados. Só são encarcerados os da famosa tríade PPP, ou seja, os pobres, os pretos e os da periferia. Esta evidência simplesmente pulveriza o Caput do artigo 5.º: todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Desde quando um inciso prevalece sobre o Caput? Desconfio que esse tal de inciso 57.º foi incluído sorrateiramente na Constituição por alguém interessado em reserva de mercado. Ademais, apreendi nestes últimos meses que a condenação em 2.ª instância é definitiva quanto à materialidade do crime cometido. Logo, alvíssaras à decisão do STF de 5/10/2016, que espero - e rezo - sejam mantidas.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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PARADOXO DO ILUMINISMO

Para ampliar o questionamento de Eduardo Pizarro (1/5, A2)

devemos avaliar se embargo dos embargos se encaixa no racionalismo de Descartes.

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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ABUSO SEXUAL NO ESPORTE

Há dois anos existe um inquérito na polícia sobre assédio sexual que acusa um treinador de que teria abusado de 42 jovens com idades a partir de 12 anos de idade e ainda não chegaram a uma conclusão. Como é possível essa desídia por parte das autoridades? Não se interessam em proteger crianças? Fomos abandonados pelo poder público? Temos que partir para linchamentos para fazer Justiça já que ela está ausente em nosso país?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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A VOLTA DO ‘SARNEYZISMO’

Aos 88 anos, após 28 anos domiciliado eleitoralmente no Amapá, José Sarney transferiu seu título de eleitor de volta para o Maranhão para disputar as eleições naquele Estado. “Nem é tanto pelo poder em si, mas por uma maneira de dar a volta por cima”, avisou o Benedito Buzar, amigo próximo do ex-presidente. É dever dos maranhenses contemplar na hora da votação o estado de atraso daquele Estado após 40 anos do “sarneyzismo”, e as palhaçadas do Plano Cruzado e os “fiscais do Sarney”!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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DESEMPREGO

Não tenho visto ninguém debater sobre o problema do desemprego estrutural, em que mesmo que o Brasil cresça a números chineses, ainda assim milhões continuarão desempregados. Que tal uma discussão sobre redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais, aliás, como é na maioria do mundo civilizado. Cadê os nossos sindicatos que só discutem a perda do imposto sindical. Essa solução resolveria o problema do desemprego já. Que tal essa discussão pelos nossos presidenciáveis. Ah, sou liberal politicamente.

Vicente Martinez vicentenegrini@bol.com.br

São Paulo

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A Lava Jato descobriu  - e continuará descobrindo - um monte de trambiques praticados por membros dos Três Poderes - usando colarinhos brancos ou foro privilegiado - sempre procurando enriquecer, à custa dos cidadãos, adquirindo imóveis e outros bens ou depositando em bancos nacionais ou  em paraísos fiscais. E nas declarações de do Imposto de Renda a Receita Federal não acha nada irregular. Mas sempre acha nas dos sem colarinhos brancos. E os tribunais de contas também nada acham. Por que Temer não contrata, após concorrência internacional, empresas de auditoria não governamental?      

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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‘A ACADEMIA DOMINADA’

Lendo  no “Estadão (29/4, A3) o editorial “A academia dominada” e o artigo do professor Carlos Mauricio Ardissone (22/4, A2) “A ditadura  na academia e o golpe de 2018”,  lembrei-me de um fato de 1998, ocorrido comigo no hospital da Unicamp, logo que  mudei minha residência para o interior de SP e tive a infelicidade de sofrer uma picada de escorpião. Levou-me para aquele hospital, às 2:00h da madrugada, um vizinho de bom coração que sequer me conhecia e a quem pedi socorro, pois nada conhecia naquela região Ao ser atendida, entre dores horríveis, por um jovem médico, pedi a ele, por favor, que alguém procurasse meu acompanhante, que ficara com meu telefone celular  do lado de fora do Pronto Socorro, para ligar para minha mãe, idosa, doente e em cadeira de rodas, a fim de tranquiliza-la. Mas o jovem médico respondeu-me: “Aqui a sra. será tratada, mas  não terá privilégios burgueses”. Chocada, e com dores, nada respondi. Adormeci com os remédios ministrados e pela manhã, acordei atordoada  e vi que meus sapatos haviam sido colocados sobre meu peito (poderia haver maior símbolo de humilhação e dominação?). Nessa época, há exatamente 20 anos, tive um vislumbre do que aconteceria em nosso país, se a juventude acadêmica não fosse salva da cruel doutrinação ideológica gramscista-marxista. Cinco anos depois, o PT assumiu o poder e de lá para cá sabemos o que aconteceu: com Lula, o ódio amadureceu e continua dividindo o povo brasileiro (“nós contra eles”).  Os jovens, nas escolas e academias, precisam ser continuamente alertados, caso contrário, dias tenebrosos  nos esperam. 

Edméa Raos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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A DITADURA DA ACADEMIA DOMINADA 

Muito oportuna a publicação do artigo “A academia dominada” no “Estadão” (29/4, A2) que repercute o importantíssimo e corajoso trabalho  “A ditadura na academia e o golpe de 2018”, de autoria do Professor Carlos Maurício Ardissone, publicado no mesmo jornal (22/4, A2). Ambos tratam da nefasta doutrinação feita pelos professores ditos esquerdistas nas universidades e escolas brasileiras. Sou um dos poucos brasileiros que tem seu CPF começado por “00” e o RG por “1” que ainda respira lê e pensa e como tal, já vi muita coisa acontecer  nesse  nosso país, eternamente do futuro. O povo brasileiro padece de uma doença chamada “esquerdopatia”, que se manifesta em surtos de tempos em tempos. O primeiro foi em 1935 na chamada “intentona comunista”, quando tentaram tomar o poder pela força das armas. Foi um retumbante fracasso. Em meados dos anos 50 a “esquerdopatia” manifestou-se novamente, mas de maneira mais sutil. Foi por meio de brados contra o capital estrangeiro e o imperialismo americano e outros que tais, a doença foi ficando mais grave. Nos primeiros anos 60, os “esquerdopatas” já estavam destruindo o País. As greves eram diárias; o porto de Santos parava quase toda a semana; inventaram a greve solidária, segundo a qual quando um sindicato declarava greve, os outros também deveriam fazê-lo em solidariedade. Quase apanhei de um truculento sindicalista quando tentava explicar a continuação do meu trabalho; a Cosipa, que era um empreendimento do governo do Estado de São Paulo, sofreu tantas paralisações que acarretaram tantos prejuízos  que teve de ser encampada pelo governo federal, sabe Deus como. Os cabos e sargentos das Forças Armadas estavam sendo subvertidos por meio de suas associações (houve um famoso comício na Central do Brasil no Rio de Janeiro, com a presença do presidente da República João Goulart que comprova isso). O ambiente era de total conturbação e a economia quase paralisada. Quem  precisava ganhar seu sustento pelo trabalho, como eu, padeceu com os seus efeitos. Alguma coisa precisava ser feita. Não sei se o golpe militar foi a melhor solução daí, a pertinência da proposta do professor Ardissone para que esse assunto seja discutido amplamente, observando-se todos os seus aspectos. Parece que a “esquerdopatia” mudou de tática. No lugar do confronto, vai silenciosamente “comendo pelas beiras”, o que parece ser mais eficiente. Haverá melhor caminho para se conseguir o poder que o da corrupção de sua juventude? Tenho medo de me ver diante de um comissário do povo, tentando justificar a minha vida burguesa. 

Affonso Maria Lima Morel affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

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CORRPUPÇÃO NO FUTEBOL

Aproveitando que a Lava Jato está tentando passar o País a limpo, as autoridades devidas deveriam agir também no futebol brasileiro, dada a sua importância. Se até a Fifa, a Conmebol e a CBF estão passando por depurações, seria interessante que se começasse a prestar atenção também dentro de campo. Um exemplo disto foi a “honesta” declaração do ex-juiz, e atual comentarista, Carlos Eugênio Simon, que na Fox Sports, no último dia 30 de abril, afirmou que anulou gol legítimo do Palmeiras, no Brasileirão de 2009 contra o Fluminense. “O gol foi legal”, disse ele nove anos depois. Só que a sua decisão prejudicou não só a campanha de um time, como beneficiou o Fluminense que teria sido rebaixado, tivesse sido validado o gol.

Por tabela, prejudicou o Coritiba que foi rebaixado. Sem falar em milhões de torcedores/consumidores que foram lesados, acreditando que o esporte é decidido honestamente dentro de campo e investem milhões em ingressos, camisas, assinaturas de TV, viagens, enfim, tudo o que gira em torno do negócio milionário. Os escândalos estão ficando tão claros que, muito em breve, a ficha vai cair e nós, consumidores, iremos deixar de gastar dinheiro num negócio espúrio.

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

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