Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 04h00

TRAGÉDIA EM SÃO PAULO

Fruto da omissão

Mais uma vez a cidade foi impactada pela imprevidência e inoperância de quem tem o dever de exigir o cumprimento das posturas urbanas e, com isso, garantir a segurança do ambiente onde vivemos. O sinistro do edifício Wilton Paes de Almeida é a prova do desleixo do governo federal com seus milhares de propriedades, do governo municipal com o cumprimento das regras de ocupação do solo e das autoridades dos diferentes setores quanto aos desmandos que grupos praticam no esbulho da propriedade, na exploração dos necessitados e em outros crimes. Pior é saber que há na cidade ao menos 70 outros prédios ocupados, verdadeiras bombas em risco de explodir. Desde 2003, quando a Polícia Federal saiu de lá, já havia dúvidas quanto à firmeza do prédio e mesmo assim nada se fez para sua reparação, nem para evitar que fosse ocupado. Infelizmente, a questão habitacional tornou-se moeda de exploração política. Indivíduos que se arvoram em defensores dos sem-teto os exploram política e economicamente e as autoridades nada fazem para impedir. É preciso que cada autoridade, na sua área de atribuição, assuma suas responsabilidades e todos atuem para resolver o problema. Será desumano se, por questões políticas, deixarem de agir para só voltarem a se manifestar quando outro acidente desses acontecer.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo 

Indústria da ocupação

Por trás do trágico acidente que levou tantas famílias ao desabrigo está o fato que todas pagavam “aluguel” entre R$ 200 e R$ 500, o que dá uma cifra nada desprezível por mês. Isso nos leva a concluir que existe hoje uma verdadeira indústria de ocupação da propriedade alheia, altamente lucrativa, daí a proliferação de siglas dos ditos movimentos sociais atuando nessa área, a ponto de o sr. Guilherme Boulos, pioneiro nesse “segmento”, dizer que essa ocupação não era dele e preferir ir a Curitiba dar apoio a um condenado por corrupção. 

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Movimentos sem máscara

Saber que os invasores dos prédios vazios em São Paulo pagam aos ditos movimentos sociais que os encaminham para lá valores que variam entre R$ 200 e R$ 500 por mês é retirar a máscara de solidariedade e benemerência desses grupos e revelar a sua verdadeira face. Se não são os donos dos imóveis nem pagam impostos sobre eles, não teriam nenhum motivo justo e legal para cobrar tal aluguel. Alguém lucra muito com isso! Outro dado preocupante: até o momento, 47 pessoas que estão cadastradas como moradoras desse edifício ainda não apareceram, ou porque morreram nos escombros, ou porque estariam viajando, ou porque talvez estejam se escondendo por terem dívidas com a Justiça, ou, ainda, porque tais pessoas teriam imóvel próprio e estariam morando no prédio apenas para engrossar o movimento dos sem-teto. A polícia vai conferir. O único aspecto positivo - se é que se pode dizer assim - dessa tragédia é que agora sabemos muito mais sobre os tais movimentos ditos sociais.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Responsabilização

O mínimo que se pode esperar das investigações sobre o desabamento do prédio Wilton Paes de Almeida é a responsabilização de quem promoveu a invasão e ocupação e, ainda por cima, recebia “aluguel” dos ocupantes. Se permanecerem impunes, vai ser uma tragédia que não servirá para ensinar nada a ninguém.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

Tudo como dantes

O trágico incêndio e o desabamento do prédio no centro de São Paulo são o espelho do desmoronamento institucional, cívico e político do País. Nossas autoridades são incompetentes, irresponsáveis, lenientes e corruptas e isso ficará mais patente com o passar do tempo e o resultado das “medidas e providências” que serão tomadas em vista dessa tragédia e de outras que lhe sucederão. Muitos de nossos males se devem ao populismo e à demagogia, tão do agrado de parte da nossa população, vítima de sua precária formação e de muita desinformação. Tudo ficará como dantes no quartel de Abrantes. Nenhum responsável será punido. Espero estar enganado, mas quem viver verá.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Prédio emblemático

Construído na década de 1960, era o que de melhor poderia produzir a arte da construção na época, tinha qualidade. Sebastião Paes de Almeida, que o construiu, foi um empreendedor muito ativo e era exigente. O prédio foi muito bem feito e abrigava a Companhia de Vidros do Brasil. Após sua morte, aos 63 anos, em 1975, seu conglomerado financeiro entrou em decadência. A Receita Federal ficou com o edifício e nele instalou a Polícia Federal, que depois saiu de lá. Abandonado, virou uma favela vertical, como tantas em São Paulo que apavoram os administradores. É só mexerem com seus ocupantes que oportunistas políticos de esquerda aproveitam para fazer a maior confusão. Como ninguém quer arriscar a carreira, não se mexe em nada, até acontecer o que aconteceu. É a História do Brasil nas duas últimas gerações, cada vez mais abandonado e entregue a predadores e aventureiros. Se não se levar a sério e com responsabilidade o desenvolvimento e a administração social, o desabamento do edifício Brasil vai ser bem pior.

MARCOS DE SOUZA DIAS

marcosdesouzadias@gmail.com

Maringá (PR)

Tombamento surreal 

Não há nada mais surreal do que um edifício tombado pelo Conpresp desde 1992 - considerado um dos mais importantes exemplares da arquitetura moderna em São Paulo - ter, literal e tragicamente, “tombado” no chão. Pelo visto, nunca houve real interesse público ou privado na sua conservação, independentemente das ocupações irregulares. Se não há projeto futuro real de investimento num imóvel histórico, para que tombá-lo, então? Tombar significa cuidar ativamente do patrimônio, e não simplesmente assinar um papel e dar o dever como cumprido. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Presença de Temer

Sobre a presença de Michel Temer no local da tragédia, criticado por parte da mídia, fez ele muito bem. Estando em São Paulo, era sua obrigação ir lá, independentemente da reação que pudesse causar. Assim se cumprem as funções maiores de chefe de Estado, e não segundo a conveniência política de aliados.

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESABAMENTO DE EDIFÍCIO

O desabamento, após incêndio, do Edifício Wilton Paes de Almeida no centro de São Paulo expôs somente um dos tumores que lentamente necrosam nossas metrópoles. Mostrou com cores vivas o drama do déficit habitacional que endemicamente assola desde sempre o País. Remeteu também à incompetência do governo federal, até hoje incapaz de formular uma política de destinação rápida de imóveis dos quais deseja se despojar. Por outro lado, o acontecimento revelou a face sinistra dos chamados movimentos sociais estimuladores das invasões deste e de outros imóveis, ao cobrarem taxas ilegais dos ocupantes. Há ainda a questão da displicência das várias administrações municipais, quando assistem, sem reação, ao aumento gradativo da gravidade do problema. Que o episódio sirva de alerta aos governos das grandes cidades atormentadas com as mesmas mazelas e que eles sejam proativos no sentido de antever e evitar desastres semelhantes.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

TRAGÉDIA DO L. PAISSANDU

Na madrugada do Dia do Trabalho, uma tragédia! Prédio com 24 andares, que até 2003 foi utilizado pela Polícia Federal (PF), desaba no Largo Paissandu, no centro da Capital. Esse prédio, construído somente para fins comerciais, foi invadido por aproximadamente 150 famílias, sob o comando do literal explorador de pessoas pobres, Guilherme Boulos, do MTST. Que em troca de apoio político, incentiva essa gente a ocupar edifícios no centro da Capital, sem nenhuma estrutura para abrigar famílias. Esse filhote do PT, Boulos, assim como agem os covardes, agora, vai se omitir de sua responsabilidade, e bem à gosto fascista petista, vai gargantear criticas à Prefeitura de São Paulo, e ao governo federal, a que o prédio pertence. Mas, como candidato que é a Presidência da República, pelo PSOL, Guilherme Boulos, não vai chorar pelos mortos, que, ainda não sabemos quantos são, mas, certamente vai explorar demagogicamente esta tragédia, da qual é cúmplice direto, para se beneficiar nas urnas... 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

EDIFÍCIO WILTON PAES DE ALMEIDA

Coordenadores de movimento social cobravam até R$ 400 de aluguel de moradores do prédio que desabou no centro de São Paulo. Por que estes coordenadores de movimento social não são chamados de golpistas e exploradores? Ah, porque não interessa. É gente do ex-presidente Lula e podem fazer isso. Na visão deles isto está certo. Pobres e desempregados sendo explorados por apoiadores do ex-presidente Lula. Entre os que se salvaram está uma moça que veio de Recife com a filha, desempregada e morava lá pagando um aluguel de R$ 250. Esta é a filosofia deles? Explorando os iguais. Invadem o prédio, dividem os andares com divisórias e alugam. E alugam para quem? Para os desempregados e famintos a quem o PT sempre disse defender e estar ao lado, que lhes prometia uma vida melhor, etc. Foi o que fizeram em 13 anos de poder? Cínicos. Ninguém chega para eles e diz "companheiros, que é isso, explorando um desempregado, igual a nós?" Só que estes coordenadores de movimento social estão bem vivendo desse tipo de exploração. Quando eles fazem estas explorações não falam nada, não dizem nada. Quando é outro é golpista. Eu não sei quem é golpista. O presidente Temer foi ao local do desabamento e teve que ir embora. Chamavam-no de golpista. Mas quem é o golpista? Ele ou o ex-presidente Lula ou a ex-presidente Dilma que prometeram o céu e entregaram o inferno? O mais hilário é que chamam de golpista em quem eles votaram. Chegam a ser ridículos. Mas como tem ridículos que os apoiam, continua este país sendo ridículo.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

RESPONSABILIDADE 

Como Boulos se tornou a estrela ascendente dos movimentos "sociais"? Comandando numerosas e bem-sucedidas invasões de terrenos e imóveis na capital paulista e posando para as câmeras como o chefe e responsável pelas ações. Ora, quando, depois de invadir, seus seguidores ocupam um imóvel por anos, será que o movimento e seus líderes não tem mais responsabilidade alguma sobre o que vier a acontecer com estas almas e este patrimônio? Nem sequer com a segurança das miseráveis famílias que manipulam visando seu benefício político? Faltou Boulos no local. Não basta ser o pai da invasão. É preciso participar no que vem depois. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo 

INCÊNDIO EM SÃO PAULO

... E os incentivadores do Movimento dos Sem Teto não seriam responsáveis por essa tragédia?

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo 

INVASÕES FACILITADAS

A permissão e o estímulo a invasões de imóveis nas cidades deste Estado, pode sempre resultar em fatalidades, porque os movimentos e as autoridades colocam "o social" acima da cautela e do bom senso.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

DESABAMENTO DO PRÉDIO E DA ÉTICA

O que assistimos pela televisão não foi o desabamento do prédio em chamas, mas sim o desabamento total da ética e respeito ao ser humano. Foi o resultado da exploração da miséria de alguns pelos canalhas dos movimentos sociais (MTST, etc.), pelos canalhas da administração pública (governos Municipal e federal, servidores púbicos) e pelos políticos canalhas caçadores de votos (da esquerda principalmente). 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

TRAGÉDIA

É preciso que aconteça uma tragédia para que acordemos para as verdades mentirosas que levam os infelizes moradores de rua desta Cidade a acreditarem nestes líderes de movimentos disso ou daquilo. Num monte de entulhos, pessoas derrotadas, cobertas de fuligem e lágrimas nos revelam que estes "líderes" são verdadeiros bandidos travestidos de heróis, que vivem do dinheiro arrecadado com a cobrança de aluguéis destes miseráveis e ainda os usam para angariar votos.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo 

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Quando ocorre uma tragédia anunciada como o incêndio e o desabamento do prédio ocupado no Largo do Paissandu, em que os sem-teto viraram os "sem vida", os Guilherme Boulos da vida fogem da cena como os ratos que infestavam aquele edifício. A invasão de propriedades públicas ou privadas constitui crime gravíssimo numa sociedade democrática de direito. Merece todo apoio a luta dos sem-teto de reivindicar do governo a devida e necessária assistência para que consigam moradia digna e total desaprovação ao inaceitável e condenável ato de invadir o que não lhes pertence de fato e de direito, instigado e apoiado pelos famigerados movimentos de luta por habitação. Basta!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

INVASÕES E RISCO

Consciente de que o prédio invadido no centro de São Paulo não oferecia condições mínimas de segurança entrando em colapso com vítimas e desaparecidos, ainda haverão novas invasões comandadas por Guilherme Boulos, colocando em risco permanente famílias em situação de rua, e pior, ainda cobrando uma taxa de entre R$ 300 e R$ 500 reais.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br 

São Paulo

CULPA

Então a culpa pelo incêndio e desabamento do edifício do Largo do Paissandu cabe à União, à Prefeitura e ao governo do Estado? Por que não processam Guilherme Boulos, líder das invasões, que manda pobres coitados ignorarem tapumes e tomarem posse de espaços inseguros e interditados e ainda cobrou aluguel dessa gente? 

Eliana Pace pacecon@uol.com.br

São Paulo

QUESTIONAMENTOS

Ao ler a notícia do incêndio, três pontos me chamam atenção. Primeiro: qual o governo que dificultou que os empregados dormissem no trabalho era comum antes dos "cuidados" do PT, empregados que dormiam na casa dos patrões, hoje não é mais viável para várias famílias, quem foram os mais prejudicados? Segundo: em 2016 a prefeitura do PT aferiu que o imóvel não apresentava riscos estruturais, quem vai responder por isso? Terceiro: como o Legislativo e as ONGs fecham os olhos para aluguel cobrado em imóvel pertencente à União? 

Lucia Guimarães de M Arantes luciaarantes@gmail.com

São Paulo 

INCÊNDIO

Foi lastimável no incêndio causado no majestoso prédio outrora sede da PF em São Paulo. Tal situação pode ser evitada. Analisar a situação do invasor, cadastrar e, em sua maioria, colocar no ônibus devolvendo-o à sua origem, além de medidas que impossibilitem novas invasões àquele imóvel.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES) 

INFELIZ DECLARAÇÃO

No lamentável e já esperado incêndio no centro da cidade de São Paulo, no Dia do Trabalho, o presidente Michel Temer foi até o local, mas precisou sair rapidinho, vítima do apupo dos presentes. Até teve sorte porque não ouviram suas infelizes declarações de que "estava em São Paulo e ficaria muito mal não vir até aqui". Quanto ao descaso com os pobres invasores, disse que "não pediu a reintegração porque não tinha onde colocá-los". Na confissão desastrada, Temer deixa claro que, na realidade, o que há de mais importante é se defender das investigações sobre suas "trambicagens". Aliás, por outro lado, onde está Guilherme Boulos que se tornou responsável pelos "inquilinos invasores", quando optou por receber dos miseráveis, até R$ 400 reais à título de "aluguel", sob pena de despejo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

INCÊNDIO, MORTES E MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO

A impressão que dá é de que o Ministério Público (MP) de São Paulo é incompetente e preguiçoso em tudo o que faz. De processos criminais contra políticos à responsabilidade por tratar de denúncias de irregularidades em imóveis, como esse que desabou há poucos dias após o arquivamento irresponsável. E o pior é que nada acontece com eles.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

INCÊNDIO E QUEDA DO EDIFÍCIO EM SÃO PAULO

É mais uma comprovação do descaso do poder público. Um edifício da União vazio desde o ano dois mil, abandonado pelos seus responsáveis que não tomaram providências para mantê-lo ou dar-lhe um fim útil - instalar uma faculdade ou um centro médico - apesar de haver gente responsável que ganhou seu rico salário em todos esses anos. A cessão à prefeitura de São Paulo em 2017 de um prédio em ruínas e invadido com o beneplácito das autoridades sem que nenhuma iniciativa fosse proposta. A Assistência Social Municipal que mostra claramente que não tem ideia da quantidade de habitantes que havia no prédio, comprovando que não fazia o que era de sua responsabilidade. Os bombeiros fizeram um laudo há anos de que havia perigo de incêndio e risco para os habitantes, mas o MP mandou arquivar. Só uma coisa todas as autoridades fizeram de imediato: se encontraram em cima do muro, já que não tinham responsabilidade nenhuma com o que aconteceu e vai continuar acontecendo.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

LAMENTOS

É lamentável que as atitudes tomadas, ou não tomadas pelas autoridades envolvidas, justificadas por declarações ambíguas e medíocres, não evitaram a tragédia do incêndio e desabamento do edifício no centro de São Paulo. Não foram mais vidas perdidas por obra do acaso e das circunstâncias. Mas foi uma enorme tragédia. As ambiguidades e mediocridades dominantes no meio político, judicial e nos movimentos sociais impedem tomadas de decisão rápidas e pragmáticas que evitem acidentes e situações de risco. O Poder Executivo se exime de suas responsabilidades quando terceiriza decisões para a Justiça, ou mesmo para os invasores, e permanece na sua confortável posição de não enfrentar situações complicadas e não ter que tomar atitudes, às vezes mais difíceis, mas em favor de vidas humanas. Aliás, com relação à valorização da vida e os riscos que as atinge não é um assunto que parece interessar nem aos órgãos do Executivo nem da Justiça, nem muito menos aos irresponsáveis movimentos sociais que se utilizam de pessoas e as colocam sob risco para alcançar os seus objetivos políticos e em alguns casos econômicos. Vejam também o exemplo de omissão retratada na estatística dos acidentes de trânsito na cidade de São Paulo. No ano passado morreram 883 pessoas na Cidade, 80% foram de pedestres (395) e motociclistas (306). Enquanto os motociclistas se arriscam sem nenhuma restrição ou disciplina por parte das autoridades de trânsito e os pedestres são as vítimas mais desprotegida, a Prefeitura prefere arrecadar com os seus radares que multam, mas não protegem os mais vulneráveis. E não há atitude eficaz por parte do Poder Executivo, da Promotoria Pública e do Judiciário para pelo menos enfrentar e reduzir esta trágica estatística. Portanto, as autoridades precisam valorizar a vida e priorizar as suas ações para que os mais desprotegidos não tenham mais risco de morrer do que deveriam. Quem sabe assim São Paulo e o Brasil poderiam ser mais humanos.

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

POUCO CASO COM O PATRIMÔNIO PÚBLICO

Proponho uma lei que proíba o governo de criar ou aumentar qualquer imposto enquanto houver prédios e imóveis públicos vazios e abandonados pelo País afora. Que tipo de empresa simplesmente abandona um prédio inteiro, no centro da maior metrópole do País? Quem foi o responsável por esse abandono? Uma gestão eficiente dos imóveis da União traria bilhões de reais aos cofres públicos, mas é muito mais fácil criar novos impostos e abandonar aquilo que na serve mais.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo 

COLAPSO

Faltou esclarecer um detalhe: com o colapso de prédio tão alto, qual foi o perímetro ocupado pelo entulho? Por acaso assemelhou-se ao perímetro de um prédio similar implodido?

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

FALTA DE ESTRUTURA E RESPONSABILIDADE

Infelizmente os principais responsáveis pela ruína do prédio no centro de São Paulo são os próprios moradores. Nossa esperança é de que o ocorrido desperte nos governantes, na defesa civil e órgãos municipais responsáveis a real condição dos inúmeros prédios na mesma situação evitando nova tragédia no futuro.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

INCÊNDIO E TRAGÉDIA

O incêndio e queda do velho edifício, no centro da Capital paulista, revela a necessidade premente de se preservar e restaurar os centros históricos das cidades brasileiras. Trata-se de ações de Estado, creio da União, por referir-se à história do Brasil. São atividades que podem ter reflexos sociais para pessoas que vivem à deriva nestes locais e que ocupam os prédios abandonados. São prédios que guardam dentro de suas paredes, histórias importantes do País e de instituições relevantes, como a Polícia Federal. Espero que, antes tarde do que nunca, o governo federal cuide desta matéria em todo o território nacional, sob pena de recebermos notícias de tragédias sociais e de perdas da memória da Nação.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

PROVIDÊNCIAS

O incêndio do prédio no centro de São Paulo, que era ocupado por invasores, mostra, novamente, a incompetência e as mazelas deste governo. Está mais do que claro que estas ocupações são orquestradas por grupos de criminosos que usam sua chamada massa de manobra para se locupletarem e financiarem outras ações ligadas a partidos esquerdistas. Aliás, o que não falta neste país, são bandos infiltrados nos mais diversos seguimentos da sociedade, com o único objetivo de apoiar o crime e gerar desordem. Um velho e conhecido ditado talvez traga algum resultado após esta tragédia: "após a porta arrombada, será colocada a tranca". É mais ou menos isso. Torçamos para que realmente uma providência seja adotada com rigor, após este triste acontecimento que vitimou pessoas, muitas vezes inocentes da ação destas quadrilhas. É preciso que a imprensa e a sociedade organizada fiquem atentas e cobrem dos responsáveis, uma solução imediata para estes e outros crimes que são praticados sistematicamente contra este país.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 

São Paulo 

TRAGÉDIAS POR OMISSÃO

Após mais uma tragédia como o incêndio e desabamento de um edifício em São Paulo desativado e ocupado irregularmente por desvalidos, nossas autoridades federais, estaduais e municipais, como é de nossa omissa tradição, põem a culpa um nos outros. Enquanto os verdadeiros responsáveis por tais tragédias não forem efetivamente punidos pela Justiça, esses acontecimentos continuarão a ocorrer, agravando mais ainda a grande crise que ora vivenciamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro 

SOLUÇÕES RÁPIDAS

Pronto. Está resolvido o problema das famílias que ocupavam o edifício que desmoronou no centro de São Paulo. Vão receber ajuda aluguel por um período. As milhares de outras que vivem em situação de risco terão que esperar as próximas tragédias.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

DESABAMENTO

Quem sempre incentivou as invasões agora, tira o corpo desta tragédia. É bom verificar as condições das outras pra não se repetir. 

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo 

ERROS

Tudo errado. Imóvel sem nenhuma segurança, os moradores de rua pagando aluguel de um imóvel da União. Será que os líderes da invasão que recebem aluguéis estão declarando para o Imposto de Renda e recolhendo o carnê leão. Neste país cada um faz o que quer. Dezenas de imóveis públicos ocupados. Pessoas coordenando as invasões para receberem aluguéis destas pessoas que não têm onde ficar com a família e são explorados. Esse dinheiro recebido a título de aluguel deveria ser devolvido a todos os moradores e as autoridades públicas deveriam reformar todos os imóveis invadidos e venderem a preço simbólico e colocar esses líderes das invasões para trabalhar como todo mundo faz. Explorar essas pessoas é simplesmente desumano.

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

VAZIOS URBANOS

Nas cidades brasileiras de médio porte existem áreas consideráveis ainda desocupadas, porém já dispondo de razoável infraestrutura urbana. Em grandes capitais, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo são exemplos, os vazios urbanos correspondem, também, aos prédios abandonados em zonas comerciais antigas, áreas portuárias ou como instalações industriais desativadas. A utilização desses vazios urbanos para incorporar e edificar novas moradias implicaria em menor custo com a infraestrutura em relação aos novos conjuntos habitacionais nas periferias aliado à melhoria do visual das cidades e retrofit de prédios históricos. Apresenta-se, dessa maneira, uma excelente oportunidade para a redução do custo que resultaria em menor preço e maior oferta habitacional, além de evitar e/ou reverter a degradação dos centros tradicionais. Sustentabilidade nos seus três pilares: econômico, ambiental e social.

Paulo Cesar Bastos paulocbastos@bol.com.br 

Salvador 

DIA DO TRABALHO EM CURITIBA

Antes do 1.º de maio os petistas e militantes dos movimentos sociais pregaram o terror sobre o que eles iam aprontar em Curitiba, não só nesse dia como também nos posteriores. Fiquei triste pelos curitibanos, pois esta capital é uma das que oferece os melhores índices de urbanização e qualidade de vida do País, primando pela civilidade e educação. Logo cedo liguei a TV para acompanhar e fiquei surpresa: nenhuma emissora tratava de Curitiba, nenhuma nota sequer. No correr do dia só se falou do incêndio em São Paulo nas rádios e emissoras de TV. No final do dia me rendi a evidencia: ou a mídia fez um pacto em comum para tirar os holofotes de Curitiba fazendo com que os militantes que lá estão acampados pregassem no deserto... Ou Lula não dá mais manchete! Ambas as possibilidades bem poderiam ser verdadeiras!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo 

ABISMO

O assassinato da vereadora Marielle Franco está um abismo diferenciado dos tiros na excursão do ex-presidente no sul do Pais e agora esse do acampamento petista em Curitiba. Como diz a matéria, o ataque contra petistas só um néscio poderia ter tido essa ideia maluca de atentar contra o ônibus e contra o acampamento de Curitiba. Como sempre, esses atos ficam no limbo das incertezas, dificilmente nossas autoridades chegarão à elucidação dos atentados e das pessoas que os praticaram. Quem pode afirmar que são pessoas dos "eles" os responsáveis e não os dos "nós", que matreiramente, poderiam ter usados tais atos, como subterfúgios para alimentar ainda mais a fogueira das diferenças, "recíprocas", político-jurídica e principalmente pessoal, ao ex-presidente e sua "trupe"?

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 

Limeira 

CADEIA IDEAL

Tenho a solução para o problema de onde colocar Lula. Ele gostaria de se ver cercado de gente que o ama. Todos o veriam sempre. E o lugar é o jardim zoológico. Obviamente por questões de segurança o lugar seria cercado por animais ferozes para evitar sua fuga ou aproximações. E teria Lulinha, com experiência comprovada como seu carcereiro. Por enquanto, pois breve fará companhia ao pai. Ingressos R$ 1 para o cidadão comum e R$ 5 para quem vestir a grife PT, CUT, MST e outras similares.

Paulo Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

SEM VALOR

Circulando por aí, dinheiro carimbado com "Lula Livre". Sem alteração na cotação, continuam ambos não valendo nada.

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

FLAGRA

Perfeita a foto de Nilton Fukuda, com o par Lula e Gleisi (1/5, A4). Ela toda animada. Ele parece rezar, possivelmente para que aquela chatice, lançamento de livro, termine logo.

Fausto Ferraz faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

PT QUER CENSURAR TV JUSTIÇA!

Deputado Vicente Cândido do PT quer aprovar na Câmara projeto de lei proibindo que julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), sejam transmitidos pela TV Justiça. Não se cansam de dizer que em países desenvolvidos a Suprema Corte tem os julgamentos são televisionados. Mas não falamos em país desenvolvido e sim em países cujos Três Poderes se apoderaram dos cofres públicos e que agora temos a chance de corrigir. Seria esse mais um acerto entre ministros do STF e a classe política brasileira? Nessa a população não presenciaria aquela baixaria protagonizada pelos ministros, que julgam nossa Constituição de acordo com o freguês. Outra que políticos envolvidos até a alma na Lava Jato, não seriam desmascarados pelo eleitorado. Com essa "censura" os ministros do STF circulariam novamente por lugares chiques, restaurantes de alto nível, voos normais em aviões de carreira, etc., sem serem cobrados pela população. O PT com essa "censura", poderia continuar enganando seu eleitorado bem diminuto hoje. Se aprovada essa lei, será mais um motivo para não reelegermos ninguém em 2018! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo 

SINDICATO DOS JORNALISTAS DO RS

Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul tenta impedir trabalho de jornalista, perto do acampamento de militantes pró-Lula. Mais uma vez, no melhor estilo mafioso, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul tentou intimidar um repórter de uma emissora televisiva na livre condução de suas atividades profissionais, no acampamento pró-Lula. Por fatos similares terem se repetido com extrema frequência, sugiro que "jornalistas conscientes", independentemente de sua orientação política, iniciem uma campanha para desfiliação coletiva de quaisquer sindicatos da classe. Essa atitude tem perfeito suporte legal, seja pela nova legislação trabalhista, seja pela Constituição brasileira que em seu artigo 5, inciso XX garante que "ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado".

Luigi Petti luigirpetti@gmail.com

São Paulo

OS ATOS

Imaginemos peça teatral. 1.º ato: Depois de acirrada disputa, candidato quase desconhecido é eleito presidente do Brasil graças ao seu discurso pleno de ideias defendidas pela população decente, que deseja fundar uma verdadeira República. 2.º ato: Empossado, nomeia seu competentíssimo ministério e imediatamente convoca confidencialíssima reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (este último personagem se havia tornado importantíssimo nos últimos meses). Iniciando sua fala, o empolgado presidente conclama os presentes a ajudá-lo a implantar as fundamentais reformas anunciadas durante sua vitoriosa campanha: a redução do funcionalismo público, das aposentadorias especiais, a reforma da Previdência, política, tributária, a nova Constituição, a... 3.º ato: Um dos três homens de sua absoluta confiança ergue o indicador e, educadamente, pede: "Vossa Excelência concede um aparte?" Algo contrariado, o presidente concede. O assessor: "Precisamos colocar Vossa Excelência a par de alguns mecanismos internos, como: o resto da peça (mesmo os que ainda não têm 80 anos, como eu) já conhecem".

Cai o pano.

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

URNAS

Bill Gates, Vale do Silício, Apple, Microsoft, WhatsApp, Yahoo, AMD, Texas Instruments, IBM, Adobe, Ricoh, Canon, etc. Poderia enumerar dezenas de empresas ligadas à informática... E, nos EUA não existem urnas eletrônicas. Será que somos o país do primeiro mundo somente em eleições?

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

PEGAR OU LARGAR

Embora ainda em processo embrionário, o presidente Temer acenou ao ex-governador Geraldo Alckmin a criação de chapa única, unindo MDB e PSDB, para disputar a Presidência no próximo pleito. Simples, basta Alckmin defender o legado de Temer pelo Brasil afora. Seria uma "articulação bem-vinda" como detalhou o excelente editorial do "Estado" (28/4, A3). Se isso se concretizar, ganhariam: o MDB, sem um nome de expressão para o cargo e Geraldo Alckmin, que está empacado com irrisórios 5% de aceitação poderia decolar nas pesquisas. Desta forma, diminuiriam as chances de vitória de aventureiros e oportunistas, que estão à frente na corrida presidencial. Críticas virão, é claro, impossível omitir as graves denúncias contra o presidente, mas disso, a Justiça se encarregará e dará o veredicto ao final de seu governo. Assumiu o Brasil esfacelado, imerso numa crise política, econômica e social sem precedentes, deixada como herança pelos governos petistas aos brasileiros. Em seu curto mandado conseguiu reverter a crise econômica, baixar a inflação; o desemprego vem desacelerando, aprovou a reforma trabalhista e a do teto dos gastos. Então, por que não tentar dar continuidade ao que vem dando certo? Lembre-se que temos um amontoado de candidatos que podem pôr tudo a perder. O Brasil não suportará voltar à estaca zero novamente. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

FORO PRIVILEGIADO

A manifestação dos ministros do STF sobre a extensão ou redução do denominado foro privilegiado é um fato lamentável. É mais um ponto negativo para o já baixo nível e não apenas da classe política. Somos todos cidadãos, sujeitos às determinações constitucionais. Por que então apenas determinados cargos, que já são beneficiados por outros pontos, como ajuda financeira para algumas despesas. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

'O PARADOXO DO ILUMINISMO OBSCURANTISTA'

Em "O paradoxo do Iluminismo obscurantista", o advogado pretende estabelecer que certas decisões do Judiciário são lenientes com o absolutismo e prejudicam as liberdades dos indivíduos. Ele defende que os condenados pelos tribunais de segunda instância não sofram as penas antes de que todos os recursos nos tribunais superiores sejam concluídos. Muitos juristas respeitados concordam e muitos discordam de sua visão individual, o que dá a nós, leigos, a convicção de que sua interpretação constitucional é, no mínimo, duvidosa. A esmagadora maioria dos países adiantados no mundo pune condenados logo após o primeiro ou segundo julgamento... Mas aquela interpretação favorece à manutenção de um imenso mercado de trabalho para criminalistas cujos processos se estenderão por quinze ou vinte anos. Seu objetivo é legítimo, todos propugnamos pelo vigor de nosso mercado de trabalho. Mas, com isso, os processos se alongam por décadas, até que a prescrição libere os criminosos, ou até que estes estejam à beira da morte, e se eximam da pena por compaixão dos magistrados. Por outro lado, a sociedade inteira sofre convivendo com condenados livres, a repetir seus crimes, e que somente esperam descobrir "erros de direito" eventuais nos mecanismos de julgamento, ou seja, erros das leis ou dos juízes no processo concluído até segunda instância. Justiça efetiva é ágil, firme e correta. Delongas somente servem para desacreditar o sistema judicial e potencializar as organizações criminosas a vicejar no país. Os advogados fortalecem seus mercados por décadas e certos condenados ganham vinte anos de liberdade indevida em nome de uma mínima chance de haver erros processuais. E quem perde é a Nação, a população boa e trabalhadora a pagar seus imensos tributos a assaltantes, assassinos, estupradores, corruptos e organizações criminosas que continuam nas ruas, a nos roubar o presente e, pior, matando a possibilidade de construirmos um futuro com crianças educadas, adultos trabalhando saudáveis e idosos dignamente amparados.

João Crestana jbat@torrear.com.br 

São Paulo 

RIO MUSICAL

Por causa da famigerada violência, o RioHarp Festival não se apresentará nas comunidades da cidade e harpistas internacionais convidados recusaram presença no evento, considerado o mais importante do planeta. O Rio vai perdendo espaços cada vez maiores para a barbárie, que tem ainda a seu favor leis penais demagógicas e populistas.

Marcelo Araujo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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