Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

07 Maio 2018 | 03h00

ECONOMIA

Prognóstico

A Argentina, queiramos ou não, é um país com um povo bem mais instruído que o nosso e seus governos, seja o atual ou os da era Kirchner, são bem menos ruins que os nossos, quer os da era lulodilmista, quer o atual. Os estragos dos governos populistas, esquerdoides e demagógicos são avassaladores, lá e cá, em qualquer lugar na face da Terra. Na Argentina de Mauricio Macri os juros passaram agora de 6,75% a 40% ao ano. O governo brasileiro diz não crer em “contágio”. Cada qual acredita no que quer. Nos EUA, Donald Trump, desafeto da imprensa internacional, está defendendo, bem ou mal, seu país da competição desleal de muitas economias e tende a aumentar os juros internos. Há que ser muito otimista ou acreditar em milagres para imaginar que economias desorganizadas e periféricas como as do Mercosul possam sair-se bem do que vem por aí. Aqui precisamos fazer o que deve ser feito para acabar com as “pajelanças” em nossas instituições, e não só econômicas. O Brasil precisa ser passado a limpo, nem mais nem menos.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Comércio internacional

O que Donald Trump deseja (editorial A truculência vence, até agora, 4/5, A3) é reciprocidade no comércio internacional. Todos os países exportam milhares de produtos para os EUA, mas todos sobretaxam as importações americanas. Caso típico do Brasil: queixa-se da sobretaxa no aço, mas qualquer brasileiro que desejar importar algo dos EUA será duramente taxado.

MARCO CRUZ

mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

EMPRESAS ESTATAIS

Privatização urgente

O presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Jr., solicitou aumento de salário para mais de R$ 76 mil (!). E queria aumentar também o salário dos executivos da Eletronorte, Furnas e Chesf. A maioria das estatais já deveria ter sido privatizada, pois não há limite para essa gente que mete a mão grande nos cofres públicos sem o menor constrangimento. O Brasil está quebrado e essas estatais contribuíram para a grande crise que o País atravessou. Essa sangria de dinheiro precisa ser estancada, rápido.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Bobajada esquerdista

Ao ler o artigo do sr. Adriano Pires (Pobre Brasil, 5/5, B2) sobre os percalços no Congresso para a privatização da falida, ineficiente e corrupta Eletrobrás, com políticos alegando “segurança nacional”, “entreguismo”, ser “empresa estratégica” (para eles) e outros clichês dos anos 60, pensei se não seria mais produtivo as nossas universidades, em vez de cursos sobre o “golpe”, ministrarem cursos sobre as ideias econômicas de Roberto Campos (1917-2001), diplomata, economista, ministro do Planejamento (1965-1967), que já há mais de 50 anos demoliu toda essa bobajada esquerdista estatizante corporativista que insiste em atrasar o País. 

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Relíquia em extinção

Os Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil funcionários (Estadão, 5/5, A1). Com a internet e outros meios rápidos de comunicação, o mercado dos Correios vem encolhendo dia a dia. As agências franqueadas são muito mais econômicas e eficientes. Imagino que as agências de pequenas cidades talvez tenham de ser subsidiadas, pois em locais longe da internet, de bancos e outros serviços básicos, são uma das poucas portas do Estado nessas comunidades. A estrutura tradicional dos Correios é uma relíquia administrativa em processo de extinção.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Ex-orgulho nacional

Durante mais de um século nosso correio foi o melhor do mundo e fomos o segundo país a lançar selos postais, já em 1843. Os chefes do nosso correio durante décadas foram presidentes da União Postal Mundial. Em 1930 uma carta do Brasil para a Alemanha levou cinco dias, via zepelim. Hoje leva mais de três meses. Os carnês de IPTU de Itapecerica da Serra para São Paulo levaram dois meses e as cartas de Natal do exterior para mim chegaram na Páscoa. A filatelia, então, é um departamento triste, com selos autocolantes que não mais se separam das cartas com água. Um horror para cada filatelista! Existem países que vivem da filatelia, mas o Brasil de hoje está dormindo no ponto.

MICHAEL PEUSER

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

PERSPECTIVAS ELEITORAIS

De ditaduras

Bom exercício dialético o artigo Volta à ditadura pelo voto, de Miguel Reale Júnior (5/5, A2), ao comparar “a nefasta combinação de depressão econômica com a descoberta da corrupção”, nos “anos de chumbo” da ditadura militar, com a nefasta combinação de depressão econômica e mais corrupção dos“anos de petrolão”, da ditadura esquerdista, que engloba o poder ditatorial dos sindicatos e do funcionalismo público. São conjunturas diferentes, mas que levam a um mesmo paradigma: o desejo de mudança para o oposto sem questionamentos de qualidade, ou porque não se tem capacidade de avaliação, ou porque não existem outras opções. Certamente o Brasil com Jair Bolsonaro não é o Brasil que eu quero. Mas com a perspectiva de candidatos como Lula, Ciro Gomes, Marina Silva, Rodrigo Maia, Luiz Marinho, Fernando Haddad e outros mais, numa extensa lista de inutilidades, haverá muito poucas opções para o pobre eleitor, que vai ter de arcar, mais uma vez, com as consequências de suas escolhas, pois ninguém cobra dos eleitos que não cumprem suas promessas de campanha. Todavia o problema não é quem, mas o quê: qual dos candidatos se dispõe a enfrentar os poderes oligárquicos instalados há décadas no Brasil, acabando com sua hegemonia e seus vergonhosos privilégios, para favorecer, de fato e sem demagogia, o trabalhador e os mais necessitados? Câmbio, desligo!

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Histórico de violência

Concordo com Miguel Reale Júnior, mas, assim como falou do presidenciável Jair Bolsonaro, poderia também falar da violência de seu (apesar de preso) maior adversário, Lula. Este, juntamente com seus fiéis seguidores, sempre incitou a violência entre classes, quer censurar a imprensa, promove bloqueio de rodovias, invasões de propriedades e badernas que costumam acabar em destruição de propriedades, saques e, não raramente, vítimas, até mesmo de morte.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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“É uma vergonha!”

  

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A PRETENSÃO DO PRESIDENTE DA ELETROBRÁS DE AUMENTAR O PRÓPRIO SALÁRIO PARA MAIS DE R$ 76 MIL

robelisa1@terra.com.br

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“Indignado, fico imaginando que país maravilhoso seria o Brasil sem os políticos e empresários corruptos, gananciosos e inescrupulosos que temos”

JOSÉ ANTÔNIO BACELAR FERREIRA / SÃO PAULO, SOBRE AS PRAGAS DO ATRASO NACIONAL

bacelarcad@gmail.com

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FORO: ‘O JEITINHO ACABOU’

Enfim foi dado um basta depois de quase um ano tramitando na Suprema Corte, o nefasto e indecoroso foro privilegiado para espertalhões, mesmo restrito a deputados e senadores, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), acabaram com a farra de políticos que aproveitavam para ficar impune de seus crimes praticados antes, durante seus mandatos. Algo incontestável e inconcebível em países desenvolvidos e democráticos como é o caso do Brasil. Não podemos esquecer que no Brasil temos por volta de 54 mil autoridades com foro privilegiado, de acordo com estudo da consultoria legislativa do Senado, que pode ser ainda mais de 54 mil, então por que a mudança atingiu tão somente deputados e senadores? Resta saber se a mudança foi feita para punir ou beneficiar os 595 parlamentares. O voto do ministro Gilmar Mendes foi o último, surpreendeu e foi algo simbólico, pois ele não costuma votar desfavorável aos políticos picaretas e corruptos que costumam praticar crimes de lesa-pátria e contra o povo brasileiro. Dezenas de políticos que vão botando as barbas de molho, pois a chapa vai esquentar e o bicho vai pegar a Justiça e a Polícia Federal (PF) vão estar na cola!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com.br

São Caetano do Sul

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STF SELETIVO?

Rodrigo Maia achou que o Supremo foi seletivo ao decidir foro para uns e não para outros. O certo seria acabar com o foro para todos, com exceção dos presidentes dos Poderes, diz Maia, referindo-se à proposta que vem do Senado com tendência de ser aprovada pelos deputados.  Do jeito como está hoje, as pessoas buscam cargos para se blindar, recorrendo ao foro. Tirem de todos. O cidadão que é honesto e tem princípios não precisa de blindagem, seu conceito o protege. Cabe ao Congresso legislar, mas ultimamente vem deixando que o Judiciário faça esse papel. E acaba dando nessas confusões, em que cada qual tenta proteger um dos seus. Difícil alguma coisa funcionar direito nesse país.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FORO

A pergunta que não quer calar: e os outros mais de 50 mil que continuam com o foro de prerrogativa de função. Não era para acabar com o foro privilegiado?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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UM LEVANTA, O OUTRO CORTA!

Alguns ministros do STF, que julgaram o fim da excrecência da Prerrogativa de Função, parecem que estão em pleno jogo de voleibol. Ora, quando Dias Toffoli "levanta" a bola, lá vem Gilmar Mendes e dá a "cortada" e vice-versa. Essa é que pode ser considerada a dupla do barulho!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DESABAMENTO

O desabamento do prédio em São Paulo só mostra a forma como os pobres são tratados neste país que cuida das pessoas pela classe social e cor da pele. Certamente nenhum bacana morava ali, arriscando sua vida, eles apenas têm terrenos para especulação imobiliária. Ouvi dizer que no Brasil eles tentam jogar os pobres para a periferia, pois se não fosse assim seria fácil fazer um prédio de 40 andares, sem direito à venda, apenas com aluguel social, afinal sabemos que os sem-teto também têm uma parcela de culpa. Quando o poder público não tem compromisso com os abandonados o resultado é este. Quem não perdeu a vida agora vai perder a chance de ficar no centro da Capital, porque lugar de pobre é na periferia. Este conceito do século passado em outros países é atualíssimo para país de terceiro mundo. Seria nosso caso?

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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EDIFÍCIO BRASIL

A esta altura da deletéria e danosa polaridade de extremos na corrida presidencial do País, entre a esquerda vermelha desbotada e a direita verde-oliva autoritária, não há nenhum prédio que corra maior risco de incêndio e desabamento do que o “Edifício Brasil”. É preciso interditá-lo o quanto antes, pois logo pode ser tarde demais. Daqui por diante, todo cuidado será pouco. Vota certo, Brasil!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PREVENÇÃO DE DESASTRES

Chega ser preocupante e decepcionante ver a falta de interesse dos jornalistas brasileiros e das empresas a que pertencem, para fazer reportagens que possam contribuir para melhorar a prevenção de incêndio e de desastres no Brasil. É revoltante ver que após toda tragédia como esta ocorrida em 1.º de maio em São Paulo, a mídia falada e escrita não para de explorar o assunto, mas se recusa a aceitar sugestão como a que fiz abaixo, tentando convencer um órgão de imprensa a fazer uma reportagem investigativa sobre o “programa de prevenção e combate a incêndio em favelas”, desenvolvido pelo engenheiro e pesquisador do IPT José Carlos Tomina. Uma reportagem investigativa destinada a visitar os cinco locais em que foram implantados o programa de prevenção e combate a incêndio em favelas, em 2004, pela Defesa Civil Municipal, em parceria com o Corpo de Bombeiros e o SAMU, para constatar que até os dias atuais, mesmo sem o poder público continuar mantendo os extintores, as pessoas ficaram motivadas a fazer prevenção e a combater os princípios de incêndio, e poderá constatar também que o simples fato das pessoas terem passado por um treinamento na escola do Corpo de Bombeiros, elevou a autoestima de algumas delas que  se propuseram a fazer outras coisas pela sua comunidade. Vai ter a oportunidade de ouvir o vereador que apresentou o projeto de lei e procurar consultar o Relatório da CPI instalada na Câmara Municipal, logo após o incêndio na Favela do Moinho, e perguntar ao coronel chefe da Defesa Civil Municipal da época, os motivos que o levaram a não adotar um programa bem sucedido, que ele próprio havia ajudado a desenvolver, quando era comandante do Corpo de Bombeiros, e depois como Coordenador da Defesa Civil Municipal, decidiu adotar um outro programa totalmente ineficiente. Se desejar fazer a reportagem sugiro procurar o Eng. José Carlos Tomina,  que foi o criador do projeto quando estava no IPT, e se não tiver o contato dele, me comprometo a pedir autorização a ele para lhe passar.                        

Paulo Chaves de Araújo pcachaves@hotmail.com

São Paulo

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TEMER NO LOCAL DA TRAGÉDIA

Com apenas 5% de aprovação de seu governo, Michel Temer, mesmo impopular, fez seu papel de estadista e foi até o local da tragédia do desabamento do prédio em São Paulo, para levar seu apoio às famílias. Infelizmente, neste momento de intolerância política que vivemos, o presidente praticamente foi expulso do local, quem sabe até pelos simpatizantes do PT... Porém, é bom lembrar, que, quando da queda do avião da TAM, em 2007, no Aeroporto de Congonhas, que deixou 199 mortos, o então presidente Lula, que tinha 48% de aprovação de seu governo na época, se acovardou, e nem sequer apareceu no local desta  tragédia e que gerou luto nacional!  E a Dilma, idem, na tragédia que se abateu sobre Angra dos Reis, e também no período da queda das barragens de Mariana (MG)...  Ou seja, Lula e Dilma, se lixam para  questões humanitárias...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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VERBA

O governo Temer vai promover a liberação de R$ 2 bilhões atendendo a pleitos de parlamentares. Por estranha coincidência, num período pré-eleitoral. É mais uma demonstração de que efetivamente que o sistema parlamentar determina regras de funcionamento dos Executivos municipais, estaduais e federal. Até quando vamos manter esse sistema? O eleitorado vai ter a oportunidade de mudar esse quadro, com o voto consciente.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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INTIMAÇÃO

A filha de Temer foi intimada e deu depoimento à PF e o filhinho do Lula, que ficou milionário após a posse do pai, como fica? Gostaria de saber do motivo de Lula sempre ser privilegiado.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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MELHOROU?

O presidente Michel Temer garante que a sensação de segurança no Rio melhorou. Só que ele mora em São Paulo!

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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VIOLÊNCIA E SÍNDROME COLETIVA DE PÂNICO

O constante aumento da violência no Rio, que não dá tréguas, como mostram as cenas dramáticas produzidas pelo  enfrentamento das forças policiais e bandidos na Cidade de Deus e Linha Amarela, quando pessoas que ali trafegavam, foram obrigados a se refugiarem atrás das muretas da via expressa, é emblemático dos tempos de síndrome de pânico que vive a cidade. O desespero de muitos cariocas que em face dessa trágica realidade, faz com que planejem sair do País emigrando para outras nações. É sempre bom lembrar que tal solução está cada vez mais complicada de se operacionalizar, posto que ditos destinos, já começam a dar sinais de que não aceitando com tanta facilidade, nossos desesperados refugiados daqui  de nossa realidade.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PROAC

O governador França não abriu até hoje o PROAC 2018, deixando para trás centenas de bons projetos e fechando muitos empregos. Seria bom se a cultura fosse mais valorizada, pois é o que impulsiona um país.

Maria Ignez aulicino.andrade@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2018

Eleição com LULA é fraude. Simples assim

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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DOZE ANOS

Agora faltam só 12 anos para o etílico chefão terminar de cumprir a sua pena (os 30 dias já passaram).

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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‘A SOBREVIDA DO PT’

O editorial “A sobrevida do PT” (5/5, A3) termina com a afirmação de que “... o PT, movido a lulismo, conserva força suficiente para continuar a causar problemas ao País”. Acontece que, para  nós trabalhadores ­­­– que também fazemos parte do País – o PT é a força mais confiável para desfazer as ditas “reformas necessárias”, que não passam e perda de direitos. Essa realidade garante a “sobrevida” do Partido dos Trabalhadores. Acrescente-se que tais reformas conflitam até com a economia de mercado, visto que destroem a demanda mediante o aviltamento de salários, de aposentadorias e com o aumento do desemprego (ou seja, o capitalismo começa a se distanciar da economia de mercado).

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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GILMAR DIZ FALTAR PEDIGREE NO STF

Gilmar Mendes, ministro do STF, quando entrevistado em Portugal disse faltar “pedigree” aos colegas nomeados durante o período petista. Eu pensava que para qualificar humanos fosse estirpe, mas creio o Gilmar ter razão, porque basta ver manobras como uma recente que tira do juiz Moro o direito de usar informações sobre Lula, feita a capricho para resultar amanhã em sua liberdade e olhe lá, ainda o Estado ter de indenizar o dito cujo e pedir desculpas. Por essas manobras na qual assistimos sem poder tomar decisão, estranhamos faltar reação das Forças Armadas, a única que pode impedir que Operações como a Lava Jato e outras podem acabar no lixo! Ver militares da ativa dar declarações de duplo sentido que servem para nada aos políticos acostumados a mandar e desmandar no País desde sempre, é nos manter num lamentável terceiro mundo. Não é o que desejaria, mas face aos abusos diários cometidos por essa politicalha, esperamos uma reação dura das Forças Armadas antes de ser tarde demais, porque   apenas o sussurro do pessoal da reserva vale nada.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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‘VOLTA À DITADURA PELO VOTO’

Miguel Reale Junior, no artigo “Volta à ditadura pelo voto” (5/5, A2) discorre sobre as truculências da mente ditatorial e nos convida a pensar sobre as candidaturas à Presidência. Gostaria de ampliar a reflexão tanto em quantidade, para todas as candidaturas, quanto em qualidade, não só a truculência e o desprezo pela diferença, como o que subjaz sob elas, o horror à impotência e à passividade, ou seja,  ao real tamanho do ser humano. Qualquer candidato deve ser escolhido se mostrar que vai fazer o seu melhor, mas que não tem a pretensão de erradicar a fragilidade humana da face da Terra, eliminando os “infiéis”, pois é essa ideia delirante que leva às truculências. Tenho observado que ela está presente em muitos pré-candidatos, não só os que pleiteiam a Presidência. A ditadura pode voltar através dos soldados, até prescindindo do general.

Sandra Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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GOVERNO MILITAR DE 64

Sem embargo de seus títulos jurídicos e de suas habilidades togadas, o jurista Miguel Reale Jr. extrapola a sua sapiência ao carimbar como onagros de antolhos aqueles que apoiam a atuação da ditadura militar nas décadas de 60 a 80. Bem que a esquerda vermelha tentou, mas não conseguiu “cubanizar” o País e é evidente que alguma repressão seria necessária. Com o Congresso fechado a Lava-Jato não seria útil. Doutor Reale, sempre que o caos se instala o Exército deverá estar presente. A situação do Rio de Janeiro ficou insustentável. Quando o Estado fica sem rédeas, o Exército deve colocar a ordem para a paz dos cidadãos na antes Cidade Maravilhosa.

Jair Gomes Coelho Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BOLSONARO

Recomendo aos homens e mulheres de bem visitar o site mencionado por Miguel Reale Jr. em seu magistral e apavorante alerta sobre o retrocesso que nos ameaça. Deveriam ler as demais frases comprovadamente ditas por Jair Bolsonaro. Concordará algum deles ou delas com sequer uma ideia desse fanático? Permitirão os eleitores brasileiros que passemos do péssimo para o pior?

Horacio Bernardes Neto Horacio horaciobernardes@icloud.com

São Paulo

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PAÍS DO PASSADO E DO FUTURO

Na imprensa, todos os dias artigos e comentários sobre os malfeitos dos tempos da ditadura militar. Não quero defender a ditadura, pois nem sei se o tal golpe de 64 foi tão só militar. Todavia, os comentários abordam temas como violência, desmandos na condição econômica... Por esta ótica, como analisar e concluir para o período pós-ditadura, conduzido por cidadãos mais a esquerda? De lá para cá, a quantidade de mortos no confronto entre bandidos e coma polícia assumiu números de guerra. Desemprego beirando níveis inimagináveis... Miséria absoluta nas favelas, guetos, nas ruas... Desesperança e desespero da juventude e idosos a olhos vistos... Miséria, corrupção, desmandos,  falta de pulso e sentido a olhos vistos. Esqueçam a tal ditadura e preocupem-se com o hoje... Bolsonaro, Ciro Gomes, “Lulla”, Alckmin, Álvaro Dias fazem parte do jogo democrático... Não discuta nem vote por causa da ditadura, pró ou contra. Vote e pense vendo o hoje, este descalabro, e pense no País para nossos filhos e gerações futuras.

Severino José da Silva silva.pretti@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL QUE EU QUERO

O Brasil que eu quero é aquele que, de início volte a ter um Supremo Tribunal Federal  no qual todos os seus ministros honrem esta que é uma   das mais sagradas instituições de um regime democrático não permitindo que nenhum deles  atue como meros chefes de torcidas organizadas a defender criminosos  condenados pelos mais variados

delitos cometidos e  que contaram com ampla defesa; e que também  em nenhum momento o Tribunal   se apequene  abrindo mão de suas prerrogativas constitucionais aceitando que outro poder tome a iniciativa de julgar delinquentes. Este é o primeiro passo  no caminho da efetiva moralização do País.

Ricardo Pereira de Miranda ricarmiran@terra.com.br

Salvador  

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BENDITAS SOIS VÓS MULHERES ENTRE OS CORRUPTOS!

Uma oração politicamente correta nos é proporcionada sempre que a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, posam, por     questões protocolares, entre os presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados: Michel Temer, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, respectivamente. Duas mulheres salvando a reputação da República.

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ADOÇÃO DE CRIANÇA: NECESSIDADE DE RAPIDEZ DA JUSTIÇA

Nos meandros da Justiça – meandros sempre tortuosos – o habeas corpus, com absoluta razão, tem tratamento privilegiado. Tudo pode atrasar menos o julgamento de habeas corpus. A adoção de crianças não deveria merecer a mesma atenção? Matéria tão grave, de repercussão humana e social tão profunda, pode ter justificativa de retardamento em razão de problemas de estrutura do Poder Judiciário? Essa estrutura não deve ser montada, com especialíssimo cuidado, para funcionar com absoluta rapidez, pelo menos nesta matéria? Uma criança pode esperar o andamento da “traquitana da Justiça” (não fui eu que considerei este substantivo para censurar a demora judicial, foi Monteiro Lobato) – continuando a frase interrompida – a sorte de uma criança pode suportar o emperramento dessa traquitana, quando pais adotivos suplicam pela oportunidade de adotar?

João Baptista Herkenhoff jbpherkenhoff@gmail.com

Vitória

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CAUSA E CONSEQUÊNCIA

Eu não entendo o motivo de não se discutir as causas de todas essas consequências, pois se o dinheiro dos contribuintes não fosse desviado para as tais emendas parlamentares, sobretaxa de custos em processos licitatórios, folha de pagamento do Senado, Câmara Federal, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, pagamento a  Conselheiros  indicados por interesses espúrios, horário político gratuito, fundo partidário, nomeação de cargos de confiança, teríamos mais escolas, hospitais e penitenciárias. Teríamos escola para abrigar essas crianças que hoje vivem na rua e consequentemente se tornarão os futuros criminosos. Teríamos mais moradias sem a necessidade dos movimentos sem-terra explorarem os mais pobres. Teríamos mais hospitais e remédios para atendimento da população, sem a necessidade dos convênios médicos. Teríamos penitenciárias decentes para a ressocialização dos detentos. Teríamos estradas completadas e não os buracos que temos hoje. Outro caso típico é o nosso funcionalismo  publico, ou seja, nenhum funcionário concursado ou não, tem comprometimento com a coisa pública, por isso atualmente todo mundo quer ser funcionário público, especialmente na área de fiscalização. Hoje acredito que existem alguns funcionários  responsáveis, mas o que fazer quando o chefe que tradicionalmente é um  incompetente,  é  nomeado por um político. Há também o problema do loteamento de cargos públicos, onde são nomeados desde ministros até aspones, sem a mínima competência para a função, mas sabem muito bem puxar o saco e fazer maracutaias para seus padrinhos. Veja o caso Geddel  Vieira, nomeado para vice-presidente da CEF, sem nunca ter sentando em uma mesa de trabalho, bem como o caso Aécio Neves, nomeado pelo avô para diretoria da loteria  CEF, sem nunca ter jogado um bilhete.

Francisco Ruggero f.ruggero@terra.com

São Paulo

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CADÊ A RECEITA FEDERAL

Já que terminou o prazo para entrega do Imposto de Renda, em que qualquer cidadão comum que comete qualquer erro seja de R$ 1 mil, R$ 5 mil ou omite recebimento de qualquer montante fica preso na malha fina, então pergunto, como é que o sr. Sérgio Cabral, que durante vários anos chegou a receber mais de R$ 420 mil por mês, com valores acumulados de cerca de R$ 90 milhões nunca ninguém percebeu? Temos ainda Geddel Vieira Lima com R$ 51 milhões guardados num apartamento, os Picciani e uma infinidade de outros políticos, todos com valores fora de nossa realidade. Sinceramente cada vez mais sou obrigado a concluir que a malha fina só existe para o cidadão/trabalhador normal, pois para políticos deve haver algum algoritmo que os exclua de qualquer controle. Só chorando!

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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IMPOSTO SINDICAL

Por uma série de acasos, verifiquei que varias empresas continuam a recolher imposto sindical de seus funcionários com as desculpas mais variadas. Em um dos casos, a informação dada pelo sindicato dos empregados foi que os funcionários que não quiserem contribuir têm que entregar no sindicato uma carta de próprio punho para não terem que pagar! Se a mídia não assumir a batalha de esclarecimento da população, nada vai mudar e as corporações continuarão a pesar no bolso das pessoas e que, com a lei criada por Lula, não têm obrigação de prestar contas.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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PETROS – SEGURIDADE SOCIAL

A Fundação Petros avisou aos seus segurados que irá vender em leilão no próximo dia 24, entre outros imóveis situados no Rio de Janeiro, o seu edifício-sede. É um espanto. Imóvel é patrimônio. É um bem de raiz. Não se vende muito menos em hasta pública. Como é que o edifício-sede pode “dar prejuízo”? E, se o mercado está fraco, como é que um eventual comprador investiria nisso? Quem seria o inquilino? A própria Petros?   São interrogações sem resposta.

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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COTAS AO AÇO BRASILEIRO

Diz o Estado que "os americanos não deixaram opção" quanto à medida imposta unilateralmente ao aço brasileiro. Sugestão: congelar, hoje mesmo, a negociação Embraer-Boeing enquanto durar o governo Trump. Certamente há outras medidas similares que poderão se adotadas. De minha parte, a partir de hoje substituo a Coca-Cola por guaraná e o McDonald's pelo Burger King.

Eduardo Nascimbeni eduardo@nascimbeni.com.br

São Paulo

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‘AS GAFES DO LÍDER PALESTINO’

Pode-se observar bastante superficialidade do nonagenário correspondente na matéria, quando trata do discurso de Abbas, o qual defende a teoria que os asquenazitas não são judeus, mas apenas asiáticos que não teriam direito de retorno a Israel, um falso argumento usado pelos antissemitas árabes contra os asquenazitas. Estudos genéticos da Faculdade de Medicina de Haifa, todavia negam a teoria da origem khazar dos aquenazitas, mas sim de ancestralidade judaica. Isto derruba a alegação que os Rothschilds são de origem khazar. Todavia a maior superficialidade seria a origem khazar e judaica dos Rockefellers americanos, que provem da antiga localidade Rockfeld, no atual Estado Renânia-Palatinado, cujo gentílico seria Rockfeller em alemão, sobrenome ainda existente na região. O local é protestante desde o início daquela fé e cujos emigrados à América em volta dos inícios de 1700, eram também fervorosos batistas até hoje. Infelizmente a matéria é superficial e inexata nas suas fontes históricas.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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GILLES LAPOUGE

Gostaria de expor minha repulsa ao texto do sr. Gilles Lapouge (5/5, A18) a respeito do discurso antissemita do sr. Abbas , chefe da Autoridade Palestina. Ao invés de uma forte crítica a um discurso tão repugnante, o sr. Lapouge dá uma leve pincelada no início do texto e aí parte para uma longa explanação sobre uma tese ainda mais absurda de que judeus europeus não são judeus por origem. Lamentável o “Estadão” continuar a dar espaço para esse senhor.

Danny Sapiro dannysapiro@gmail.com 

São Paulo

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CONTRIBUIÇÕES COMPULSÓRIAS AUTORIZADAS PELO ESTADO

A sociedade delegou ao Estado a arrecadação de tributos para o financiamento da própria sociedade. O Estado tem o direito de arrecadar os tributos, mas não tem o direito de autorizar particulares a arrecadar contribuições compulsórias direta ou indiretamente. As contribuições ao “Sistema S” devem ser extintas, pois se o “Sistema S” gasta o próprio “Sistema S” deve arrecadar por conta própria. O mesmo ocorre com as contribuições sindicais patronais e dos trabalhadores. À exceção dos tributos diretamente estatais nenhuma arrecadação compulsória deveria ser autorizada pelo Estado. Talvez essa proibição seja um início da economia liberal no Brasil.

NEY JOSÉ PEREIRA neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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NOAM CHOMSKY

“Essa punição só pode ser interpretada como parte de um ataque generalizado das classes privilegiadas contra tudo que o governo Lula representou” (Chomsky,  2/5). O sofisma é escandaloso: não foi devido à transgressão da lei que o réu foi condenado, mas devido às suas boas ações! A prepotência deste raciocínio salta aos olhos.

Fernando A. M. Flora fernandoflora40@gmail.com

Belo Horizonte

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VAGAS UTI E FRANQUIA PLANOS SAÚDE

Realmente é preocupante e as autoridades necessitam defender os interesses de toda a comunidade esperando que o Ministério Público, tanto o estadual como o Federal, tome providência para que conforme denunciou o médico presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, dr. Antonio Carlos Lopes, em artigo publicado pela imprensa, em 4/5/18 continuem garantido o direito aos pacientes de planos de saúde sem esta ilegal cobrança de franquias. Também temos que concordar com a dra. Andrea Carrera em sua carta no mesmo dia onde menciona a morte de um recém-nascido por falta de vagas em UTI neonatal na Baixada santista em que afirma que os médicos fizeram tudo que podiam, entretanto, o Estado omisso em seu atendimento médico tem que providenciar mais vagas para todos sejam portadores de planos de saúde como do SUS todos tem que ter direito a esta UTI para salvar vidas.

Claudio Magalhães prof.claudiomagalhaes@gmail.com

Santos

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MÃES ORGULHOSAS E FELIZES

Boa e divertida sacada da “TV Globo”, ao lançar quadro com as felizes e orgulhosas  mães de três jogadores titulares da seleção brasileira. Curtirão a Copa na Rússia como turistas abonadas e  contarão histórias dos tempos em que Neymar, Fernandinho e Gabriel Jesus enfrentaram dificuldades até chegar ao sucesso pessoal e profissional de hoje. Nessa linha, recordo  histórias contadas pelo ex-coveiro e ex-jogador Amaral, relatando os esforços da mãe dele, cabelereira, para criá-lo  para que alcançasse o sonho de ser jogador.  A sentença final da grande figura, Amaral ilustra, seguramente,   o que os três ricos jogadores da seleção pensam, com carinho,  de suas dedicadas mães: “Minha mãe era uma escrava. Hoje, é uma rainha”.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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