Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

13 Maio 2018 | 03h00

FISCALIZAÇÃO DA RECEITA

Malandros e manés

Excelente a notícia de que a Receita Federal criou um grupo para investigar o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e os próprios auditores fiscais (Estado, 11/5, A4). Talvez esse grupo esclareça a monstruosa evasão de divisas, a silenciosa sonegação de impostos, que já vem de longos anos, e acabe de vez com a pecha lançada sobre esse órgão de que os poderosos nunca são checados. Não são todos desonestos, mas seria ótimo se fossem investigados amiúde profissionais liberais, comerciantes, empresários, enfim, todos os que recolhem tributos a seu bel-prazer, em detrimento de assalariados e aposentados, que são rigorosamente fiscalizados. A Receita tem fiscalizado os chamados sinais aparentes de riqueza, os gastos incompatíveis com a renda declarada dos contribuintes? Não raro, em conversas informais com alguns dessas classes aparentemente bem situados financeiramente, eles se vangloriam de pagar uma merreca de impostos e de trocar de carro todo ano, de que um bom uísque e os melhores pratos estão sempre à sua mesa. Pois é, enquanto nós, manés, pagamos a conta, a malandragem deita e rola, por causa de uma fiscalização que carece de muitos ajustes. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

ELEIÇÕES

Seriedade já!

É hora de pensar no futuro com responsabilidade. As eleições já estão chegando e queremos mudar o Brasil. O País precisa de um novo time, disposto a fazer a coisa certa. Os eleitores têm a obrigação de escolher os melhores candidatos, munidos de ótimos programas de governo. Não há mais espaço para falsos salvadores da pátria. Para esses existem os presídios (não é mesmo, Lula?). A solução não é simples, mas o primeiro passo é parar com a roubalheira de dinheiro público. Os candidatos estão com as propostas atrasadas. Eles precisam se reunir com gente séria para pensarem nos próximos empreendimentos, nas próximas gerações.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Atoleiro moral

Ainda que se eleja o melhor administrador do mundo para a Presidência da República, não haverá governabilidade. Enquanto houver 35 partidos políticos, 513 deputados federais e 81 senadores, a maioria deles ávida e voltada para interesses pessoais, até escusos, o DNA da corrupção não deixará que o País prospere, do ponto de vista econômico, social e ético. Ou mudamos este regime de presidencialismo de coalizão, que obriga o primeiro mandatário a atender às exigências dos membros do Legislativo, ou jamais sairemos deste atoleiro moral, sem futuro.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

‘Outsiders’, de que jeito?

Hoje em dia, com a saída de Joaquim Barbosa do páreo, comenta-se que não há mais outsiders na corrida presidencial. E fiquei pensando em como todo o sistema eleitoral brasileiro favorece os que já estão no poder. Os partidos com maior representação no Congresso Nacional têm mais tempo no malfadado “horário gratuito” – que nós pagamos, diga-se de passagem. E recebem mais dinheiro público – que também é nosso. Esse dinheiro “público” vai para as mãos dos “caciques” das legendas partidárias, o que os privilegia em relação aos “índios” de menor plumagem, por óbvio. Porém a imprensa tem feito, preferencialmente, referência aos políticos conhecidos, dando maiores espaços aos mais bem colocados nas pesquisas. Ora, se a imprensa, que nas democracias é essencial para informar o eleitorado, ignorar os candidatos sérios, porém menos famosos, que trazem um novo olhar sobre a gestão da coisa pública, os pesquisados não os conhecerão e, consequentemente, não poderão mencioná-los. E assim se fecha o círculo vicioso da política brasileira. Estes anos de Operação Lava Jato e de recessão econômica mostraram que precisamos renovar.

CELY MCNAUGHTON

cely@mcnaughton.com.br

São Paulo

Síndromes do eleitorado

O esforço hercúleo para a conscientização dos eleitores que os pré-candidatos de bom caráter e os meios de comunicação intelectualmente honestos estão fazendo esbarra em duas síndromes que acometem a maioria da população e são de difícil resolução: a de Estocolmo, em que o brasileiro desenvolve grande apego aos seus abusadores e vota neles ano após ano; e a de Peter Pan, em que o brasileiro se recusa a crescer e se vê no direito de mamar nas tetas do governo para sempre. Não será possível mudar a mentalidade de milhões de pessoas nem em médio prazo. O que fazer, então? Devemos lutar para reformar, fortalecer e aprimorar o sistema jurídico, para que possa, por meios democráticos e legais, pôr para fora do jogo os abusadores e os pseudopais da Pátria! 

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Sintonia seca

O Estadão de domingo passado trouxe as demandas do agronegócio para a segurança no campo e as promessas feitas pelos pré-candidatos nessa área. No silo das bravatas, coube até a tentativa de banalização do terrorismo – algo, infelizmente, previsível. Mas o espantoso, mesmo, é que a palavra tecnologia só tenha aparecido uma única vez no discurso dos candidatos. Donde me pergunto: o que os distintos vão fazer nas feiras do setor, onde a tecnologia é sempre a vaca premiada? Produtores rurais só falam em drones, automação, big data, internet das coisas, inteligência artificial, desenvolvimento tecnológico. Como podem os candidatos não perceber que o caminho para melhorar a segurança é o mesmo?!

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

Esperando o candidato

Estou ansioso para ver um candidato a presidente e seus seguidores defenderem os seguintes objetivos: orçamentos equilibrados em todos os níveis do Estado; redução de, no mínimo, 20% dos dispêndios de custeio, implicando a redução do número exótico de ministérios; redução do número de deputados, vereadores e senadores; extinção dos penduricalhos nos vencimentos; congelamento dos vencimentos por xis anos; reforma da Previdência; extinção de municípios que não se sustentam. E, ainda, aplicação dos recursos “economizados” em projetos que produzam ocupação para os pobres: reflorestamentos, recuperação de bacias hidrográficas, saneamento básico, ferrovia Ferrogrão, derrocamento do Rio Tapajós. E por fim, mas não menos importante, incentivo ao etanol, desmatamento zero imediato, concessões, privatizações e zelo pela melhoria da educação.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

GEISEL E A SUBVERSÃO

 

A população brasileira, e os militares especialmente, estão estarrecidos: a cúpula da inteligência do governo Geisel - três generais - esteve com próprio general-presidente, e decidiram "prosseguir" com a política de eliminação de subversivos do governo anterior. Sem a presença de Joesley, a informação vazou, inexplicavelmente, para um agente da CIA no Brasil, naquele início de 1974. Geisel teria imposto limites. Tudo isto nos conta um pesquisador da FGV, instituto ao qual Geisel revelou o que não revelou a mais ninguém. O nome do Gaspari aparece nos textos, mas tudo o que sabe o grande jornalista sobre o ex-presidente é informação de um terceiro, assessor de Golbery. A estória é quase surreal: o documento, com algumas partes veladas, declara, textualmente, o "prosseguir a eliminação", segundo Matias Spektor. Matias não disponibilizou original ou cópia de tal documento (como recomenda a boa prática cartesiana de pesquisa histórica), assim torna-se difícil falar em má tradução. Para quem nunca viveu o mundo das decisões estratégicas, é bom saber que indícios levam a análises que permitem chegar conjecturas. É isto que se faz no mundo diplomático. Nunca um sim, nunca um não. Sempre um pode ser ou mesmo um deve ser. O que mais preocupa é que certa mídia, que sempre se acautela com o uso do advérbio supostamente, abandonou esta defesa prévia e incisivamente toma o fato como verdade.

 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br 

Niterói (RJ)

 

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MORTES NO GOVERNO MILITAR

 

Há uma estupefação no meio militar com a notícia ontem veiculada, sem pudor, ressalva ou dúvida, pela imprensa. Sem a participação dos irmãos Batista, quatro homens muito discretos, até pelas posições que ocupavam na cúpula do sistema de informações no passado, reuniram-se e decidiram prosseguir com a política de eliminação de subversivos. Se houve mesmo esta política, então O Brasil nunca mais, do padre Arns, é uma balela, pois foi dos escritos do STM que se colheu a mais ampla e reconhecida lista de subversivos, a maioria julgados. Não tenho dúvidas que houve excessos, de ambos os lados. Ontem mesmo, chegou-me pelo "zap", a notícia que se comemorava o sacrifício de um tenente da Polícia Militar de São Paulo por Lamarca a coronhadas de fuzil e tacapes. Tudo pela causa, claro! É de bom alvitre que a imprensa vá fundo nessa sua recente história - reportagem. As Forças Armadas são outras, mas isto é parte da sua história, e denegri-las é um desserviço ao País. A defesa de 1964 não cabe ao Exército que fez a revolução, mas não governou. E é por esta certeza, de que o Exército não irá aos tribunais, que a mídia foi tão assertiva. O Clube Militar deve agir, o Ternuma deve agir: exigir direito de resposta e processar os acusadores. É importante saber que indícios não levam a certezas, mas a probabilidades, a conclusões parciais. Parece-me que este é o caso do espião da CIA, num país do terceiro mundo, valorizando o seu trabalho e vendendo como verdade um não fato, uma especulação.

 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com 

São Paulo 

 

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DOCUMENTO DA CIA

 

A divulgação dos documentos da CIA indicando a autorização, por parte de alguns generais, de execuções sumárias de "subversivos" durante o período da ditadura, vem em boa hora para os que acreditam na tese absurda de que intervenção militar é a melhor solução para a crise que o País atravessa. Como bem demonstra o documento, não havia general "bonzinho", como muitos pensavam. Ou seja, não existe ditadura militar "mais ou menos". A ditadura subverte e ignora a ordem democrática e, portanto, nela, tudo é permitido, inclusive torturas e execuções. Por piores que estejam as perspectivas do país para o futuro próximo, intervenção militar nunca será a solução. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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REVELAÇÕES

O documento da CIA, ora divulgado, traz revelações estarrecedoras sobre a tortura e extermínio de presos políticos durante a ditadura militar. São crimes contra a humanidade que não prescrevem e se o Supremo Tribunal Federal (STF) não fizer Justiça, os tribunais internacionais farão. Com a palavra o Ministério Público (MP). 

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br 

São Paulo 

 

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GEISEL AUTORIZOU 

 

Eu pessoalmente li o original em inglês que trata de uma reunião de quatro generais, hoje já falecidos ocorrida no início da gestão Geisel, da qual não houve testemunhas nem atas. Pode-se olhar com reservas o documento da CIA, pois ao contrário do que se julga aqui ser muito "eficiente", nos "States" não se pensa assim, pois erraram ás vezes monumentalmente no passado. Só escreveram o que ouviram de quem não participou. Geisel ao assumir tinha que lidar com diversos grupos nas forças armadas, desde moderados até os mais radicais liderados, pelo comandante do exército. Depois da morte de Herzog do DOI-Codi, ele resolveu agir e demitiu o poderoso chefe, em operação muito bem coordenada e cheia de cautelas e riscos. Esta demissão foi o ponto de inflexão na abertura do governo militar. Quem queria "executar sumariamente" os adversários não teria enfrentado os poderosos radicas à época. A versão agora "subitamente" encontrada interessa muito ao PT e puxadinhos na sua propaganda, bem como indiretamente prejudicar Bolsonaro, devendo ser considerada apenas como mera fofoca política, uma fake news do passado. Pode-se inferir que doravante virão a lume outras versões, podendo-se esperar que a luta eleitoral será feroz, guerra onde a verdade é a mais prejudicada neste vale tudo.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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DITADURA MILITAR

A esquerda fajuta continua querendo levantar a poeira da ditadura dos milicos (milico preserva a submissão, o militar, a ordem e a disciplina). A intervenção de 64 foi militar, depois assumiram os milicos e se fez a ditadura. Imagine que se ao invés da ditadura dos milicos, tivesse havido a ditadura dos comunistas! Dá para comparar com o "paredón" de Fidel, ou a carnificina de Stalin? E há algum esquerdista comentando isso? Agora vão querer indenização de comunistas/terroristas (Dilma era um deles)? Lá no Bico de Papagaio, comunistas se matavam asseclas que pretendiam fugir, e alguém reclama? Genuíno traiu seus comparsas e tudo foi esquecido? O que se tem de eliminar é qualquer tipo de ditadura, a comunista é a pior delas. Juntar os cacos do leite quebrado não resolve nada.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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PRESIDENTE GEISEL E OS DOCUMENTOS DA CIA

 

A divulgação de documentos da CIA de que o governo brasileiro executou opositores apenas confirma o nome de quem deu ordem e a extensão do ocorrido (no tempo e no número de vítimas). A relação disso com a Operação Condor e os telegramas cifrados com códigos para as execuções mostra que ainda há muito a ser levantado e investigado sobre o passado e a história do País.

 

Luiz Roberto da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas 

 

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REGRA NÚMERO UM

 

Não é novidade e nem causa espanto, a quem esteja um pouco informado, o conteúdo dos documentos liberados pela CIA americana, dando conta de que o general Geisel, tido como o presidente militar que nunca sujou as mãos de sangue, autorizou a execução sumária de militantes. Matar quem discorda do regime é a regra número um de qualquer ditador, aqui e em qualquer lugar do mundo.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br 

Rio de Janeiro 

 

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MATANDO A COBRA E MOSTRANDO O PAU

Diante da profusão de verbos para definir a ação supostamente demandada pelo então presidente Geisel aos chefes dos serviços de inteligência do Brasil e do Exército, seria de bom alvitre que o pesquisador Matias Spektor indicasse a fonte original do documento da CIA. O sr. Colby e a CIA teriam feito um trabalho brilhante ao grampear com absoluto sucesso uma reunião de quatro oficiais generais, sendo um o presidente e três chefes de serviço de inteligência. A outra hipótese é que um dos quatro oficiais generais era agente da CIA. Fala sério! Bastante oportuno, para o momento em que um pré-candidato à Presidência e que lidera as pesquisas é oriundo do meio militar.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro 

 

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GEISEL E O RELATÓRIO DA CIA

 

Aos incautos passa despercebida a notícia feita pelo "Estadão" de que em relatório da CIA, Geisel aparece como autorizando execuções sumárias. Na verdade, a notícia, logo após o próprio "Estadão" falar, em edição anterior, da formação de um grupo de militares da ativa e da reserva em torno de uma candidatura a cargos do Legislativo e Executivo traz um viés de tentativa de ingerir na opinião publica. Ora, em primeiro lugar a tal da Comissão da Verdade já teria visto tais documentos há muito tempo, por isso, por que razão apenas agora vem divulgar isso? Em segundo lugar, a notícia traz também um único lado da questão, voltando a falar das tais "execuções sumárias" ou "mortes autorizadas" da parte de Geisel, porém não fala faz "execuções sumárias" e das "mortes autorizadas" das células terroristas, nem dos roubos e assaltos dos quais participou inclusive figuras como Dilma Rousseff. Leve-se em conta que tal documento, se é que apenas agora liberado pela CIA causa estranheza, alias estranheza quando se discute que Trump teria sido eleito por auxílio da Rússia. Quero acreditar que tal documento não foi liberado pela CIA agora, mas usado pela esquerda comunista agora, o que é diferente. Aliás, já em 2014, Marcelo Godoy não trouxe essas informações no livro "A casa da vovó"? Então requentar a notícia é no mínimo estranho. Com se vê, por que, somente agora, quando se avizinha as eleições, se procura explorar isso? Qual o objetivo de tal notícia? Denegrir o Exército ou denegrir os militares? Macular eventual crescimento de um candidato ligado ao Exército? Induzir a população de que o governo militar é ruim? Se fazer de vítimas? Usar a mídia novamente? É sabido que numa guerra inexoravelmente há mortos e feridos e os combatentes vão ao front com essa certeza. Então, após a derrota choram seus mortos? E quando da vitória humilham os inimigos? Por que não voltam a discutir a morte de Celso Daniel, Toninho do PT e outras mortes "encomendadas" e obscuras? Se é para "passar a limpo" tem que haver transparência e isonomia. Quando tais questões forem trazidas público sem fisiologismo e sem subjetivismo aí sim poderá tirar conclusões corretas. Até lá, o povo brasileiro vai sendo manipulado. Como se diz, são as fake news.

 

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br 

Salto 

 

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OS MILITARES NAS ELEIÇÕES

 

Setenta e um militares das Forças Armadas se preparam para participar das eleições (9/5, A8). Vão concorrer para a Câmara dos Deputados, Assembleias Estaduais e até para o governo em 25 Estados. No exercício militar, eles passaram boa parte do tempo estudando os problemas nacionais e, com a bagagem adquirida, poderão propor projetos e participar da formulação das políticas de evolução da sociedade. Terão como fazer o contraponto e evitar que interesses subalternos continuem levando o País à bancarrota como ocorreu nas últimas décadas em que a atividade política foi distorcida a ponto de colocar o País em crise e transformar políticos em criminosos. A pluralidade é importante ao regime democrático, onde cada grupo com suas ideias pode fazer a sociedade evoluir. Pelo equilíbrio, poderemos conseguir um Brasil mais sustentável e justo. Militar participando das eleições é melhor do que, como os mais radicais pedem, quebrando as instituições, pois isso todos sabemos como começa, mas ninguém supõe como pode terminar...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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PATÉTICO

 

Assassina dos pais consegue indulto para sair da prisão e passar o dia das mães em liberdade. E a responsável pela morte da enteada, de 5 anos, mancomunada com o pai, obtém o mesmo tratamento. E mais: as tratativas em curso na Justiça garantirão a ambas, em futuro próximo, o direito de cumprir as penas, que são extensas, em regime aberto. Brasilidade mais patética que essa, só o engarrafamento do vento.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PRESENTE DO DIA DAS MÃES

 

Suzanne von Richthofen vai passar o dia das mães no túmulo da mãe que ela ajudou a matar? É muita hipocrisia da Justiça...

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo 

 

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SILÊNCIO TOTAL SOBRE ESCÂNDALO DA MERENDA

Não houve uma única referência ao escândalo do bilionário desvio de recursos da merenda escolar, uniformes e equipamentos, nas escolas públicas de 30 cidades e na capital do Estado de São Paulo, no noticiário da "TV Globo" e "TV Bandeirantes". É porque envolve políticos do PSDB? Os tucanos são intocáveis em São Paulo? Foi dito no noticiário do dia 9 que foram desviados R$ 1,6 bilhão, ao longo de 20 anos, das verbas destinadas às escolas estaduais de São Paulo. Houve algum equívoco no inacreditável valor apresentado? As declarações estarrecedoras da delegada Federal Melissa Maximino Pastor, chocaram o Brasil. Hoje silêncio ensurdecedor!

 

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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FHC

 

Não sei que graça acham no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele se vangloria do Plano Cruzado no governo de Itamar Franco, não se fala nos profissionais da época que bolaram e executaram o plano. Em seu governo não se fez as reformas necessárias, o governo empacou depois da morte do Serjão, quem deu sustentação ao governo foi o vice-presidente e seu partido, porque o PSDB é inimigo de si mesmo, comprou os votos para se reeleger, abandonou o candidato de seu partido, Geraldo Alckmin para eleger Lula, juntamente com Aécio, que fez a mesma coisa, porque queria se eleger governador. Criou o Foro de São Paulo para dar apoio e patrocinar esquerdistas e comunistas. Criou a nação Ianomâmi em Roraima, que era uma região produtiva e todos viviam em paz, hoje os produtores estão na miséria e os nativos indígenas da mesma forma, o que se tem são ONGs financiadas inventando "moda". Seria mais produtivo se o ex-presidente Fernando Henrique ficasse em seu apartamento fazendo uma boa leitura.

 

Antônio Augusto Guido fdbarra@hotmail.com 

Uberaba (MG)

 

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INVERSÃO DE VALORES

 

Uma profunda inversão de valores. Num país onde sem-teto paga aluguel e quem mata a mãe tem licença para comemorar o dia das mães, fora da prisão e nenhum parlamentar se mexe para protestar é de deixar qualquer cidadão desanimado. Como é ano de eleição, parlamentares com mandatos e pretendentes a mandatos não querem se indispor. Mas por acaso, esses pretensos candidatos acham que o povo vai aceitar essa afronta calado e ignorando os fatos? Espero que o eleitor não fique passivo. Há uma quadrilha infiltrada nos Três Poderes e a pergunta que não quer calar, o que fazer? Quem terá coragem de colocar a mão nessa ferida? E o impeachment de Gilmar foi engavetado? Quem terá moral de colocá-lo em votação? Sinceramente, está difícil viver no Brasil.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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CIRO ENCOSTA EM EMPRESÁRIO

 

O candidato ao Planalto, pelo PDT, Ciro Gomes, que sonhava ter apoio do desmoralizado PT, com o Lula preso, busca melhorar sua imagem que não é boa pró-mercado, e pode ter o dono da Vicunha Têxtil, da siderúrgica CSN, Benjamin Steinbruch como vice em sua chapa! Um contrassenso deste empresário! Já que Steinbruch. como vice-presidente que é da Fiesp, como que vai conviver com um candidato como Ciro Gomes, que já afirmou que em vencendo este pleito, vai revogar todas as reformas de Temer, também a modernizada reforma trabalhista! E como é contra as privatizações, afirmou que, se a Eletrobrás for privatizada vai tomar ela de volta... Ou seja, Ciro é literalmente a favor de um Estado forte, e certamente perdulário, como tem sido o Brasil nas mãos de políticos e até de grandes empresários! Que apenas querem usufruir de privilégios nas nossas instituições e estão se lixando com os gastos improdutivos e péssimos serviços prestados à nossa população... 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

 

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MDB

 

A manifestação do emedebista Romero Jucá de que seu partido não gera candidato ao cargo de Presidente é reflexo do baixo nível nas pesquisas feitas por organismos especializados. Mas não pode deixar de ser citado que o objetivo maior é eleger bancadas expressivas na Câmara e Senado, pois ocupantes de Executivos têm de fazer acordos para governar. É mais uma constatação de uma política oportunista.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos 

 

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SAIR DE FININHO

Pelo visto o presidente Michel Temer não irá candidatar-se a reeleição... Também pudera com 3% de aprovação no seu governo ele preferiu não se arriscar!

 

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR) 

 

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SÁBIAS PALAVRAS

 

Minha velha e sábia avó - como costumam ser todas as velhas e sábias avós - dizia que "quem com porcos se junta, farelo come". E deve ter sido este um dos ensinamentos que dona Benedita Gomes, mãe do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, deve ter-lhe dado durante a árdua, porém, irrepreensível vida, fazendo-o mudar de ideia em relação às disputas para Presidência da República e desistir da vida política. Pelo menos aquela de mandato eletivo, espera-se. Lembro-me muito bem do dia em que ele, durante a posse como presidente do STF, foi homenageado (mais conhecido como cercado de hipocrisia pela maioria) por várias autoridades - felizmente, não pela então presidente Dilma Rousseff que, logo depois, sofreria o impeachment, livrando o País de parte do sofrimento - inclusive, por sua "mãezinha" (como ele chamou a velha e sábia Benedita várias vezes durante seu discurso como representante maior da Justiça brasileira, esta, sim, com autoridade suficiente para falar) que, entre outras revelações, humildes, sinceras, contagiantes e superemocionantes, disse que tudo que fez pelo filho foi interceder: "O que eu dei foi oração, ele lutou por conta própria", contou. Todo o Brasil sabe - e viu durante os muitos embates no plenário do STF, principalmente, contra o lesa-pátria e arrogante colega Gilmar Mendes - que Joaquim Barbosa, um homem negro e nascido pobre, muito pobre, aliás, de mãe analfabeta, deu muito duro para chegar aonde chegou e têm uma intelectualidade e saber jurídico de darem inveja a qualquer um, talvez, pré-requisitos demais para receber apoio da classe política que tem, exatamente, isto ao contrário. Todo mundo sabe, também, que dona Benedita deu muito mais ao filho e que o caráter, o discernimento e a grande experiência nos bastidores, ou não, dos podres poderes da República pesaram, sobremaneira, na difícil decisão de não entrar na disputa pelo PSD, partido ao qual está filiado e que não deve ter feito muita questão de ver alguém apoiado pelas massas tendo chances de chegar lá e causar transtornos, incômodos e estragos na vida mundana de Brasília e no resto profano do País constituído de representações contaminadas por políticos que em qualquer lugar decente estariam passando o resto de suas vidas numa masmorra ou num paredão de fuzilamento. Finalmente, todos sabem que, numa disputa, pra valer, numa falsa democracia, mas com fortes tendências ao anti-establishment, ou seja, para apoiar qualquer um que tenha indicativos para mudar o que aí está, o continuísmo, a mesmice, a roubalheira, a corrupção institucionalizada, a transgressão a leias e ao direito de ir e vir, tem chances de chegar ao segundo turno e vencer as eleições. Sendo assim, a classe política atual, aquela desqualificada, desonesta e que torce o nariz para o que chamam de "direita e moralista e demais", só tem como argumento dizer que Joaquim Barbosa - bem como Jair Bolsonaro - não tem chance, não tem plataforma, não tem experiência para gerir um País como o Brasil ou "deve ter algo estranho que o impede de participar do pleito", como insinuaram outros pré-candidatos, estes sim, estranhos e sem moral para falar de candidatos fichas limpa com Barbosa, Bolsonaro e outros que representam uma grande parcela da população ávida por um Brasil livre de tanta corrupção e desvio de dinheiro público em todos os níveis.

 

Joao Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

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DE BOBO NÃO TEM NADA

 

O candidato ao plano "B" da tigrada petista, Fernando Haddad, também foi para o "vinagre". Ora, foi pego pela Operação Lava Jato e denunciado pelo recebimento de recursos de caixa 2, na ordem de R$ 2,6 milhões de reais pagos pela Construtora UTC. Com cara de assustado, também disse - igual ao multirréu - que "não sabe de nada". Na verdade, de bobo "elle" não tem nada. Fora tigrada petista!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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SÓ UMA SAÍDA

 

Aos petistas só restou uma saída: a mentira!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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CARA DE PAU

 

Lula da Silva vai ser condenado mais uma vez. Agora por causa do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, apesar de negar sua posse. Paulo Okamoto, braço direito e esquerdo do condenado, em seu depoimento a Justiça, declarou que seu chefe tinha a intenção de adquirir o sítio. "Gilbertinho", outro amigo de todas as horas, afirmou ao juiz Sérgio Moro que o sítio foi emprestado pelo empresário Bittar ao Lula para guardar as tralhas recebidas como presente durante seu governo. Depoimentos suspeitos, para não dizer mentirosos, com um só objetivo: livrar o maior cara de pau deste país de mais uma condenação.

 

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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HERANÇA

 

Pesadelo: mensalão, Foro de São Paulo, compra da refinaria de Pasadena, inflação 10,67% em 2015, Itamaraty apoiando ditaduras, contas maquiadas, Dilma alijada em impeachment, 14 milhões desempregados, BNDES mais atuante no exterior que no Brasil, a rica Marisa Letícia morre de desgosto, Lava Jato, judicialmente a Petrobrás vai indenizar com US$ 2,95 bilhões (R$ 10 bilhões) os acionistas norte-americanos, o inocente Lula preso após condenação em duas instâncias. Pesadelo? Pasme! É a mais cristalina verdade, mas há quem acredita ser tudo mentira, sem provas, invenção da oposição, calunia dos invejosos...

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

 

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VERDADE QUE LIBERTA

 

Neste 13 de maio se comemora a libertação dos escravos no Brasil, que na realidade nunca aconteceu realmente porque foi como uma lei que não pegou. A realidade é que os negros foram deixados à própria sorte e hoje se juntaram a eles os brancos, pardos, amarelos, índios, mamelucos, todos pobres miseráveis e ainda escravos de outras maneiras, afinal a desigualdade social foi se aprofundando durante os anos, hoje a senzala são os viadutos, as favelas, o campo violento, as moradias desumanas com esgotos a céu aberto e hoje os senhores feudais apenas mudaram de nome no Brasil, passaram a se chamar classe política dominante. Todavia, o nosso país continua uma escravidão coletiva, pois dos abastados até os "abestados" somos escravos e dependentes do Facebook, WhatsApp, internet, televisão, outras drogas mais leves, da mulher bonita, da bebida, da comida, do doce, do fumo e tantos outros vícios. Certa vez um homem disse: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". A verdade é que a maioria das pessoas não quer conhecer a verdade, a escravidão sem cor é mais cômoda. 

 

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 

Alvorada do Sul (PR)

 

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MÃE, AMOR INFINITO

 

Como dizia Balzac, o coração de mães é um abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão para seus filhos. Mãe é uma palavra pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer: amor, dedicação, renúncia força e sabedoria. Mãe teu nome é inspiração, poesia e canção ternura e amor razão da minha vida. O alicerce da vida começa com amor de mãe, que constrói, nos da força e nos renova em cada gesto e carinho. Mãe, até mesmo a natureza curva-se ao ver-te passar, pois tens a maior beleza que é da pureza em saber amar. Mãe, mas se um dia o destino roubar-me teu carinho levar-te para sempre, eu te juro então que no meu coração viveras eternamente. Mãe é o principio de tudo, mulher sublime, presente de Deus e exemplo de amor. Parabéns pelo seu dia! 

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul 

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