Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 03h00

COMBUSTÍVEIS

Arapuca

O conflito entre a alta dos combustíveis, a política de preços da Petrobrás e os escorchantes impostos que somos obrigados a pagar é o perfeito exemplo da arapuca em que nos metemos. A cada dia se torna mais difícil equacionarmos este trinômio algébrico: o combustível aumenta em razão da variação cambial; a Petrobrás, a maior empresa brasileira, vive sob a espada de atualizar os preços de seus produtos para se manter e pagar dividendos aos acionistas, contrariando, porém, interesses dos políticos ávidos pela reeleição; e os impostos não podem ser reduzidos porque são o alimento da esbanjadora máquina pública. A cada dia, a porta salvadora do Brasil se torna mais estreita e o futuro, mais incerto. 

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

E se...?

Sim, os combustíveis estão absurdamente caros. A Petrobrás justifica que os aumentos são decorrentes da necessidade de equilibrar suas contas, mantendo a empresa rentável, e que a origem dos problemas são a alta do dólar, a alta internacional do preço do petróleo e o rombo do seu caixa em razão do roubo em série. Tudo correto, mas... Sim, tem o mas. E se a empresa tivesse que competir no mercado, não iria mais devagar com os aumentos para não perder vendas? E se tivesse de competir e fosse empresa privada, seu dono não teria outras opções para mantê-la rentável, mesmo que a recuperação fosse mais demorada? A empresa tem penduricalhos para cortar? Quanto diminuiriam seus custos caso fosse uma empresa enxuta? Quanto custa o marketing/propaganda/apoio cultural e de esportes? A folha de pagamentos e benefícios de seus funcionários está no mesmo patamar do mercado de trabalho? Já listei alguns “mas”... Mas há muito mais coisas que me incomodam ao pagar tantas contas que me cobram.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

A Petrobrás é nossa

A Petrobrás explora petróleo no Brasil, usa mão de obra local, tem quase todos os seus custos operacionais em reais, mas na hora de fazer o preço só enxerga o custo de oportunidade de vender no mercado internacional. É um acinte que a Petrobrás alavanque seus lucros surfando na onda da instabilidade internacional e da alta dos preços do petróleo. A ex-presidente Dilma manteve os preços artificialmente baixos e quase quebrou a empresa, já a nova gestão está fazendo o contrário, aumentando os preços exageradamente e quase quebrando os consumidores brasileiros. Há que buscar um equilíbrio que atenda à Petrobrás e não esfole o povo brasileiro. 

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

A parte do Leão

Por mais complexa que seja a questão, é clara a divisão em, aproximadamente, 50% do produto e 50% de impostos na composição do preço de venda dos combustíveis. Assim sendo, o valor arrecadado em reais em impostos não precisa subir cada vez que sobem o petróleo ou o etanol no mercado. Dessa forma, a variação de preço seria a metade do que tem sido efetivado, uma vez que não se aplicaria proporcionalmente ao imposto em reais. Tampouco haveria a já negada redução na arrecadação dos impostos, mas a manutenção dos seus valores por prazos mais longos.

MÁRCIO DA CRUZ LEITE

marcio.leite@terra.com.br

Itu

Os impostos sobre os combustíveis são determinados em valor por litro do produto. Assim, o governo federal não tem de “ganhar” nos aumentos que se têm sucedido, já que a base de cálculo são fatores puramente externos (política de preços realista da Petrobrás). Portanto, que os valores de PIS, Cofins, ICMS (todos substituição tributária) e da Cide sejam mantidos a partir de um determinado preço internacional do barril de petróleo.

SYNVAL DELANO MOTTA RUNHA

srunha@outlook.com

São José dos Campos

Logística alternativa

É justificável o aumento do preço da gasolina e do diesel nas bombas com base no aumento do barril e na variável cambial. Menos justa é a percepção do imposto embutido na formação do preço: mais de 40%. Talvez a cobrança de impostos explique o que leva um país com dimensões territoriais continentais a concentrar o transporte no modal rodoviário, o mais caro dos meios existentes, e ter transportes ferroviários e fluviais pífios. Empresas como Cargill e Vale tomaram a dianteira na logística alternativa ao transporte rodoviário para manterem a competitividade internacional de seus produtos. Governos agem pontualmente, quando incomodados por consequências com potencial eleitoral negativo. Vamos ver como sairemos desta.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba 

CORRUPÇÃO

Forçando a barra

Pensei que o tema “candidatura Lula” estava encerrado, porque pela lei da “ficha suja”, que proíbe candidaturas de condenados por um colegiado, como é o caso presente, é muito clara. Não pode e pronto. Mas, não. Anunciam o lançamento da pré-candidatura para dia 27, apesar de ter sido condenado em segunda instância e estar preso. Alguns jornais e empresas de pesquisa o apresentam como pré-candidato e o “cara” é manchete diária. Afinal, no Brasil, as leis são ou não são para ser cumpridas?

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Chicanas

Em vez de a defesa do “cara” apresentar o verdadeiro dono do sítio em Atibaia, pede o afastamento do juiz Sergio Moro desse processo. Então, quer dizer que romaria de petistas aos gabinetes do STF pode, mas Moro tirar foto publicamente com quem quer que seja, não? Tudo chicanas. Aliás, a defesa do “cara” perdeu mais uma, agora na ONU. São tantas derrotas que até já perdi a conta.

MOISÉS GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Melhor sem ele

O PT subsiste eleitoralmente por fatores emocionais, jamais racionais, obviamente. A imprensa, que os petistas alardeiam como inimiga, de modo geral, ao divulgar com destaque as asneiras políticas de sua direção, na verdade, ajuda o partido. O custo da era governista do PT, seja em valores monetários, éticos e morais, seja em desemprego e desespero, será difícil de mensurar. Mas que o Brasil estaria bem melhor se não fosse o PT, isso é incontestável.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

PROTESTO DE CAMINHONEIROS

Além do preço do diesel, o protesto dos caminhoneiros traz à baila outro obstáculo histórico ao crescimento do Brasil - a ênfase no transporte rodoviário de cargas. Nos EUA, país de dimensões comparáveis ao nosso, o transporte de cargas se dá 25% por rodovias, enquanto no Brasil este índice é de 60%. Ainda criança, aprendi que, com exceção do aéreo, o rodoviário é o mais caro dos transportes, mas isso não faz diferença para os nossos líderes, composta de gente, no mínimo, ignorante, quando não interessada exclusivamente em locupletar-se de esquemas os mais variados, os quais perpetuam nossas fraquezas em relação às economias desenvolvidas. 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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BAIXAR O DIESEL

Para aliviar o desespero dos caminhoneiros com o preço do diesel, a solução é reduzir o imposto sobre diesel, mas o governo não tem onde tirar. Que tal, para amenizar o problema desviar em prol dos caminhoneiros o que ainda não foi pago a fundo perdido para os partidos políticos, afinal cada congressista consome R$ 1 milhão anualmente e com seus próprios recursos que façam suas campanhas. Como bons brasileiros eles hão de compreender que é por uma causa.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

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PETROBRÁS E O DIESEL!

Mais uma prova de que nós brasileiros é que pagamos a conta da roubalheira na Petrobrás durante o "lulodilmismo". Enquanto o dólar estava estável os combustíveis subiram assustadoramente três vezes a mais do que a inflação. Agora com o dólar nas alturas, o que justificaria mais aumentos, a Petrobrás anuncia queda do diesel, provavelmente por causa da greve dos caminhoneiros que acaba repercutindo na arrecadação do País. A Petrobrás em dois anos de sucessivos aumentos na gasolina, agora dá lucro aos investidores, e o fez com o sacrifício da população brasileira. Com certeza significa que agora teremos aumentos para repor esses 25% na redução do diesel. Caminhoneiros podem fazer o governo voltar atrás, mas e nós, pobres consumidores que não temos nem transporte público de qualidade para deixar o automóvel em casa? Mais um dos motivos para que nessas eleições partamos para o voto consciente. Por causa de más escolhas que nosso bolso é assaltado diariamente. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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PRODUÇÃO DE PETRÓLEO

Todos os países que produzem petróleo mantêm uma política de preços sempre bem abaixo das cotações internacionais. Aqui no Brasil a política é fazer caixa para salvar uma empresa quase falida, pelos políticos e seus partidos, a política empresarial e a cotação internacional, então a partir de hoje, fica proibida a retirada de qualquer barril de petróleo e seus derivados do solo brasileiro, argumentando que o preço é resultado das cotações do petróleo internacional.

Nelson Pratt nelsonpratt54@gmail.com

São Paulo 

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POLÍTICA DE REAJUSTE

Definitivamente a coisa está feia por conta desta política absurda de reajuste dos preços de combustíveis praticada pela Petrobrás. Recebi em minha casa um folheto promocional de uma das grandes distribuidoras do GLP, o famoso botijão de gás, anunciando uma promoção para a venda dos botijões. Se você for a uma loja deles, o preço do botijão cai de R$ 83,00 para R$ 59,99 (R$ 23,01 de desconto). Se você quiser receber em casa o preço é mais caro, mas cai de R$ 83,00 para R$ 69,99 (R$ 13,01 de desconto). Será que esta política da Petrobrás está certa ou o Brasil é o País da piada pronta?

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo 

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DISTORÇÃO

A capa do "Estado" de 22/5 demonstra o descompasso e a distorção, causados por caminhões parados em protesto. No país do pré-sal e da Petrobrás, o diesel sofre constantes aumentos. Onde o agronegócio é pop o quilo da cebola é R$ 5.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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PREÇO DO BARRIL

Quando o barril do petróleo chegou a US$ 45 a Petrobrás disse que não podia baixar os preços em função dos seus custos de produção. Quando começou a subir ela usa a referência de US$ 45 para reajustar os preços. Os custos de produção não devem ter aumentado quase 100%? O resultado dela foi excelente em 2017, estamos novamente pagando a conta.

Claudio Aparecido Ferrari ferrari838claudio@gmail.com

Osasco

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ICMS

A cobertura pela mídia do movimento dos caminhoneiros para redução do custo dos combustíveis informou que as alíquotas do ICMS são de 25% a 34%, mas há um erro. O ICMS é calculado "por dentro" e a alíquota efetiva dos 34% é na realidade de 51%. É mais uma esperteza do poder público que não nos conta a verdade. Nestes termos, pressionar a Petrobrás para reduzir seu preço é um contrassenso. Afinal, a Petrobrás entrega seu produto enquanto que os Estados não entregam ensino, saúde e segurança que deveriam ser os seus produtos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo 

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LEI FEDERAL 12.741/2012

Muito blá, blá, blá sobre o os aumentos de preços dos combustíveis. Basta conferir as notas fiscais emitidas pelos postos de distribuição de combustíveis, para constatar o valor aproximado correspondente à totalidade dos tributos federais, estaduais e municipais, cuja incidência influi na formação dos respectivos preços de venda. Fica claro que cabem aos tributos a parte do leão.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PEDRO PARENTE

Alguém precisa avisar o sr. Pedro Parente de que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de petróleo. A Petrobrás não precisa repassar instantaneamente cada centavo dos aumentos internacionais do petróleo para os consumidores, na verdade quando ela faz isso ela está faturando alto nas costas do povo brasileiro, pois os custos de produção dela são em reais e não em dólares. O modelo de gestão da época da presidente Dilma represava os preços e quase arruinou a Petrobrás, mas isso não justifica que a empresa agora se comporte como uma predadora voraz do dinheiro do cidadão brasileiro. Há que se buscar um equilíbrio entre as necessidades da Petrobrás, o bom senso e o respeito ao bolso dos brasileiros. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A GASOLINA AUMENTOU DE NOVO, E DAÍ?

O Pedro, que não é meu nem seu "parente", mas é o presidente da maior estatal brasileira, recebeu a missão de estancar a sangria na Petrobrás, saqueada por partidos políticos há pelo menos duas décadas, e vem cumprindo sua tarefa à risca. De cara, cortou os subsídios que os governos petistas usavam como moeda de troca política garantindo votos nos sucessivos pleitos enquanto comandou o País. O executivo da Petrobrás estabeleceu a política de preços flutuantes. Que se dane o mundo e nós que não temos para onde correr. Ao vincular os preços dos derivados à flutuação do barril no mercado internacional, tirou de suas costas as responsabilidades por altas sucessivas da gasolina e consequente insatisfação do povo. Não se fez de rogado e assinou mudanças no preço mais de 150 vezes em um ano, levando a gasolina à beira dos R$ 5 o litro. Isso mesmo, cinco reais o litro de gasolina. Pedro sabe que não haverá qualquer reação, aposta na passividade do brasileiro. A cada aumento o esperneio dura no máximo 3 dias, e quando um ou outro ensaia uma rebeldia, (como tem tentado os caminhoneiros) o remédio vem com alguns centavos a menos que na semana seguinte é incorporado ao preço com o mesmo argumento de sempre: "preço do barril em alta" no mercado internacional. O presidente da Petrobrás sabe também que nos finais de semana, na frente da telinha ou com o "clúnis" depositado em algum banco duro de estádios de futebol, o povo esquece-se de tudo, inclusive que paga 48% de impostos sobre os combustíveis. Para cada litro que é colocado no tanque, outro é injetado nos cofres do governo. Foi assim, é assim e sempre será assim. A "síndrome de Gabriela" não afeta mais o orgulho tupiniquim. Basta ver que a Operação Lava Jato desvelou para o mundo o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, sendo que a maior parte dos roubos foram realizados nos cofres da Petrobrás. Povos menos "civilizados" de certo reagiriam com um pouco mais de brio na face e punho cerrado, Pedro sabe disso... A tarefa do presidente, que não é nosso parente, é recuperar a estatal e sua saúde financeira, custe o que custar, ainda que para isso tenha que sangrar novamente o bolso do brasileiro. O aumento não é culpa da Petrobrás, mas dos árabes, da "TPM de Trump", do "humor de Maduro" ou qualquer outro ator internacional de plantão. Com efeito, o que Pedro, parece não compreender é que brasileiro não recebe correções de salários de acordo com o mercado internacional. Ao contrário, o poder de compra da renda segue despencando. Para encerrar, e mandar um "salve" para o Parente, corrijo uma previsão feita no último artigo a respeito do tema que prenunciava a gasolina fechando o ano de 2018 a R$ 5. Pedrão, acho que errei feio, e sou capaz de apostar que o ano deve encerrar com a gasolina a R$ 6. Não esqueça que Pedro tem a seu favor os russos, combinado?

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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PARENTE

Aproveitando o nome do filme: Parente serpente.

Darcy Martino darcymartino@hotmail.com 

São Paulo 

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CONTA CARA

Viram o atual preço da gasolina? Temos que agradecer aos governos Lula e Dilma, que sucatearam a Petrobrás de tanto que a roubaram e agora nos deixaram essa conta para pagarmos. 

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PIADAS DA TARDE

Redução do preço do diesel e Temer não sendo candidato à reeleição, aliás, nem eleito foi. Temos que rir da nossa sorte.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com 

Mirandópolis 

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ECONOMIA E TRABALHO

É verdade que as estatísticas de desemprego não traduzem bem o estado deplorável social e econômico. Acusam 13 milhões de desempregados. Primeiro porque são levantadas apenas em algumas grandes cidades. Considerando que a urbanização já ultrapassa os 80% da população, talvez seja admissível de que se trata de uma "amostra representativa". Agora o IBGE diz que, "somando-se a esse número as pessoas que estão trabalhando menos do que poderiam ou gostariam e também os desalentados (que desistiram de procurar emprego...) o total sobe para 27,7 milhões de pessoas". O número representa 24,7% da população econômica ativa e expressa a subutilização da força de trabalho". Estatísticas anteriores sobre a pirâmide de renda diziam, que 60% das famílias tinham renda de até 3,5 salários mínimos, o que admitamos seja o limiar da pobreza. Seriam 30 milhões de famílias de um total de 50 milhões, correspondendo então a 120 milhões de pobres. Este número piorou na situação atual. Mas não se percebem clamores por providências de oportunidades de trabalho para a base da pirâmide social nem de políticos e candidatos,  de ONGs ou na mídia.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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115 MIL NOVOS EMPREGOS

Somando os 115.898 novos postos de trabalho criados no mês de abril com carteira assinada, conforme dados do Caged, melhor resultado para o mês desde 2013, no acumulado no primeiro quadrimestre deste ano chega a 336.855 empregos com carteira assinada. Resultado nada mal para uma economia como a nossa que recém saiu da recessão. Porém, bem longe do ideal! Já que, conforme pesquisa Pnad Contínua divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego atingiu a 13,1% ou 13,7 milhões de trabalhadores, e, infelizmente, também, que o índice de subutilização da força de trabalho atingiu a 24,7% ou a 27,7 milhões de pessoas. Se este quadro desolador da falta de empregos é culpa do governo petista da Dilma Rousseff, justo também seria apontar como culpados todos os 35 partidos lotados no Congresso, em que, a maioria dos seus membros sabotou o povo brasileiro, ao não aprovar em 2017, ou até o início deste ano, a reforma da Previdência! Fato esse que continua impedindo o crescimento econômico e a melhora do mercado de trabalho.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

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INSS

O INSS anunciou que a entrada do pedido de aposentadoria pode ser feito pela internet. Realmente um avanço. No entanto, o mesmo INSS não aceita como comprovante de vida, para que a aposentadoria ou pensão não seja suspensa e cancelada, um atestado médico comprovando que o idoso está vivo. Exige que o idoso de 90, 95 anos vá à agência bancária (sempre cheia e com péssimo atendimento) de cadeira de rodas ou maca para provar que esta vivo. Coisa de imbecil! De completo desrespeito ao idoso e ao seu estatuto! Se o idoso não puder comparecer o INSS exige uma procuração (que custa mais de 300 reais, pois se o idoso está impossibilitado de ir ao banco claro que não pode ir ao cartório) que é "refrescada" anualmente ao custo de mais de R$ 50! A burocracia do INSS, que não aceita um atestado médico ainda criou o refrescamento de procuração, uma orgia para os donos de cartórios, indecência que só existe no Brasil! Assim não dá para ter esperança e parabenizar o INSS... A prova de vida como está é um completo desrespeito ao idoso, que começou no desgoverno passado e se perpetua no atual sem que ninguém tome qualquer providência. Cadê o Ministério Público, o Judiciário, o Legislativo e o Estatuto do Idoso?

Elcio Dias Gomes ele56@bol.com.br 

Brasília 

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ALÍVIO NO ORÇAMENTO

O governo federal anunciou que liberará R$ 2 bilhões que estavam bloqueados no Orçamento da União. A medida visa desafogar alguns ministérios que sofrem com a escassez de recursos e, ao mesmo tempo, sinaliza melhora na arrecadação federal. Ocorre, no entanto, que ainda restam alguns bilhões de reais bloqueados, dada a necessidade de cumprimento da meta fiscal fixada em um déficit de R$ 159 bilhões, ou seja, a situação melhorou, mas continua dramática. O problema do Estado brasileiro é que se arrecada muito, mas se gasta demais e mal. Em qualquer país verdadeiramente comprometido com a sua saúde financeira e com o equilíbrio orçamentário a classe política, os gestores da máquina, seriam os primeiros e ter seus privilégios reduzidos; algo impensável e impraticável no Brasil, cujas benesses concedidas aos membros do Poder Executivo e Legislativo são absurdas, surreais. Alívio no orçamento? Por quanto tempo?

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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DELAÇÃO DA JBS

Delação da JBS. Decisões intempestivas. Menos de três dias. Foi esse o tempo que o acordo de delação celebrado, em maio de 2017, entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) - à época chefiada por Rodrigo Janot - e o Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, levou para ser recebido, analisado e homologado no Supremo Tribunal Federal (STF). O autor desse feito espantoso pela magnitude da delação envolvendo o nome do presidente Michel Temer e de líderes partidários influentes; por trazer provas de áudio que sequer foram periciadas; por envolver cifras de bilhões de reais e conceder perdão absoluto aos delatores - foi o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. Se a pressa é inimiga da perfeição, dessa vez não foi diferente. Em setembro, a própria PGR descobriu que a delação não era aquilo que foi prometido e solicitou a homologação da rescisão do acordo porque encontrou provas materiais de que, quando de sua celebração, os delatores "omitiram, de forma intencional, fatos criminosos dos quais eles já tinham conhecimento". Oito meses após, a atual PGR, Raquel Dodge, reitera o pedido para que Fachin homologue a rescisão. Enquanto isso, a sociedade brasileira vê o bando responsável pelo megaesquema criminoso, comemorar em liberdade a hesitação do anteriormente precipitado, o agora excessivamente prudente Edson Fachin. 

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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'PROPINÓPOLIS'

O juiz Sergio Moro, graças à sua competência e capacidade, hoje é um orgulho para os brasileiros. Reconhecido internacionalmente sempre deixa uma mensagem de otimismo, como a do sábado em Nova York: "Nunca desistir de uma boa causa". Porém, o seu trabalho é só um começo de tão arraigada que está a corrupção nos meios públicos e privados em Brasília que vulgarmente deveria se chamar: "Propinópolis".

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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SUPREMO, OU QUASE

O Supremo retoma a discussão sobre o foro privilegiado, mais uma vez, e não será a última. O ideal seria uma reunião com prazo indeterminado, poderia ser em um resort ou transatlântico de luxo, mas que no final a decisão seja definitiva, sem atalhos ou margem a interpretações dúbias. Poderiam adotar o sistema do Vaticano, da fumaça preta ou branca para anunciar o "acordo" final, por precaução levariam milhares de pneus para queimar ao final de cada dia.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 

São Paulo 

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UTOPIA E CONVERGÊNCIA

Mobilizar pela democracia na tentativa de eleger presidente da República do Brasil um político que não seja apenas honesto, mas também que pareça honesto e venha a ser um aglutinador de vozes que anunciarão no Congresso Nacional as reformas estruturais de que carecemos, pode ser uma grande utopia. Mas para se imaginar uma eleição na qual se sufraguem como vencedores políticos honestos, porém também engajados nos princípios da liberdade de empreender, do valor do mercado e da iniciativa privada como indutores do crescimento social e de postos de trabalho, que se empenhem na valorização do ensino básico e na transformação da educação superior como elo entre o capital e o trabalho numa sociedade pluralista, e não comprometida com ideologias, também é utópico, senão mais do que eleger um estadista para o comando supremo da Nação. Como induzir os eleitores a uma convergência de tamanha envergadura? Penso que buscar a legenda que tenha em seus estatutos tais princípios, que não quer chegar ao poder tendo como suporte marqueteiros de embusteiros, se recusa utilizar dinheiro público para suas campanhas, e que exijam que seus afiliados, pretendentes a cargos públicos, sejam pessoas capacitadas advindas da sociedade civil comprometidas com os mesmos propósitos, seria a solução. Mas como conseguir a façanha da utopia, senão votando-se em massa nessa legenda, em todas as esferas, estadual e federal? Eis aí a questão a ser resolvida pelos indutores de opinião.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com 

São Paulo 

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Pena que a maioria de nossos eleitores não leem jornal, pois se tivessem esta oportunidade de ver a matéria do "Estadão" (12/5, B7), poderiam ter uma ótima ideia do que prometem os candidatos e aquele que for eleito teria por onde ser cobrado por promessas não cumpridas, que, aliás, é a tônica de todo candidato em todas as eleições. Mas a maior decepção ficou por conta do sr. Márcio Pochmann formulando o programa do candidato réu "Lulla", insistindo em propostas que num passado recente já mostraram-se retrógradas e levaram nosso país ao caos atual. Além disso, não consegue ter clareza em tais propostas falando subjetivamente sem tocar nas feridas reais do Brasil, com claros sinais de que não sabe como enfrentar e propor soluções efetivas para nossos problemas.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 

São Bernardo do Campo 

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POLÍTICOS E MOVIMENTOS DE RENOVAÇÃO

Temos lido muito sobre a insatisfação do povo quanto à atuação dos políticos em geral, em particular nas nossas casas legislativas. A tendência dos eleitores em repulsa a esta situação é votar branco ou nulo. Só que esta atitude não castiga os ditos nobres representantes do povo, pelo contrário, dá mais chances de eleição de gente indesejada. Haveria um jeito de transformar esta repulsa em algo que dê uma satisfação para a população? Que tal esta ideia (por exemplo, para a Câmara dos Deputados): hoje são 513 vagas para cerca de 140 milhões de eleitores inscritos. Haveria um meio de fazer valer estes votos brancos e nulos. Se, por exemplo, houver 50% de brancos e nulos, o número de vagas a serem preenchidas poderiam ser proporcionalmente, 50% das 513 disponíveis. Além de outras possíveis vantagens: 1) Seria uma evidente economia na despesa pública. 2) Os chamados "movimentos de renovação" poderiam concentrar seus esforços em poucos candidatos que, se porventura eleitos, teriam uma representatividade maior, em uma Câmara com menos deputados. Haveria um jeito de transformar esta ideia em algo factível dentro do emaranhado de leis que nos regem, dentro da Constituição?

K. Emura katemura@uol.com.br 

São Paulo 

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DIAGNÓSTICO

Ainda é cedo para qualquer definição. Mas as alternativas assustam. Considerando o Partido Novo, o que ele expõe é diagnóstico. Com tantos problemas, a mídia já esgota e informa tudo. Já estamos cansados de diagnósticos. O que queremos, é proposta de solução.

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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AZEREDO NA CADEIA

Eduardo Azeredo assumiu a prefeitura de Belo Horizonte em 1990. Em 1995, assumiu o cargo de governador de Minas Gerais. Chegou ao Senado em 2003. Em 2011, iniciou o seu mandato na Câmara dos Deputados. Azeredo presidiu a Prodemge, a Prodabel, o Serpro e a Belgo Mineira Sistemas. Os desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinaram a prisão do tucano, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Em 2015, Azeredo foi condenado em 1.ª instância e em agosto de 2016 foi condenado em 2.ª instância a 20 anos e um mês de prisão. O ex-governador participou do esquema de desvio de dinheiro público para o caixa 2 de sua campanha. Não importa se o político é do PT ou do PSDB. As portas dos presídios estão abertas para aqueles que cometeram crimes e não conseguiram permanecer às margens da lei.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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TJ DE MINAS MANDA PRENDER

Além de jararaca, agora também temos tucano enjaulado. Parece até zoológico...

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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FRAUDE, QUE FRAUDE 

?

E deu no que deu. Nicolás Maduro foi reeleito presidente da Venezuela. Segundo o noticiário, sua excelência venceu o pleito oferecendo comida aos eleitores. Quer dizer, é a fome mantendo a fidelidade nas urnas. A propósito, todos já vimos esse filme, né não? Só para dizer o mínimo!

?

Luís Fernando Amaral Santos luffersanto@bol.com.br 

Rio de Janeiro 

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REELEIÇÃO DE MADURO 

O governo brasileiro em mais um dos incontáveis "tiros no pé" declara que não reconhece a eleição de Nicolás Maduro. O governo brasileiro, de pouca memória, esquece por algum interesse, que no Brasil que canta em verso e prosa uma democracia tupiniquim, Lula, foi reeleito, tentando secar as tetas da Petrobrás e outras estatais, prosseguindo na sua tarefa nefasta elegeu o poste Dilma Rousseff, que, com seu apoio reelegeu-se, sendo barrada pelo bem recebido impeachment, dando início à derrocada do petismo, culminando com a prisão da "alma mais honesta do Brasil". Os métodos usados por Maduro, pouco diferenciam de Lula em matéria de populismo. Porco falando mal do toucinho. Com uma diferença sutil: Lula está condenado e preso.

Jair Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras

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ELEIÇÃO FAJUTA

As eleições populares, nos países ditos democráticos, são uma forma defeituosa de se escolher líderes, presidentes, senadores, deputados e demais representantes do povo. Nicolás Maduro, da Venezuela, com sua eleição fajuta acabou de demonstrar a necessidade de se apurar e aperfeiçoar o sistema de escolha popular dos políticos. O presidente do país que tem uma das mais ricas reserva de petróleo do mundo, que o transformou num território de corrupção, miséria e fome não poderia ser eleito a não ser por uma gigantesca maracutaia eleitoral. Diante destes fatos Maduro revela sua arrogância e cinismo; não tem similar, nem ao mesmo no PT do Brasil. Espero que o Brasil não se mantenha tímido, com "pronunciamentozinhos" e cartinhas diplomáticas medrosas e se mantenha digno diante de sua nação. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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VENEZUELA

A lógica é simples: se o vencedor das eleições venezuelanas for indesejável às oligarquias dos países vizinhos e aos plutocratas dos EUA, então houve fraude!

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo 

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VENEZUELA, MANUELA D'ÁVILA & PC do B

A reeleição de Maduro foi "vitória retumbante do povo venezuelano". Mas sem comemoração ou brinde. Por lá, tá faltando até tubaína...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MADURO E A TIGRADA

O Brasil afirmou que não reconhecerá a reeleição de Nicolás Maduro. A sorte é que a tigrada petista está, na maioria, atrás das grades, pois, caso contrário, as fronteiras seriam totalmente abertas, perfazendo um único país, como pretendiam. Essa é a tigrada petista que o Brasil não quer! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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DILMA IGUAL A MADURO

Nos desastrosos anos em que foi presidenta, se Dilma não houvesses sido "impeachada", teria transformado o Brasil num país comunista tão atrasado como a Venezuela. E os resultados de ambas as eleições são suspeitos, porque os tribunais eleitorais são dirigidos por paus mandados dos governantes. Nos dois períodos, ambos os países não foram democráticos. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com 

São Paulo

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MANIFESTO

O senhor François Hollande, fracassado ex-presidente socialista francês, juntamente com outros políticos europeus atualmente sem cargos, destacam, em manifesto, a diminuição da desigualdade no Brasil durante o governo de Lula da Silva. No mesmo documento, pedem a liberdade do petista e defendem seu direito de candidatar-se à Presidência nas próximas eleições. Com esta iniciativa, procuram interferir de maneira deselegante num processo legítimo da justiça brasileira que condenou à prisão seu companheiro da esquerda tupiniquim, diante de provas irrefutáveis de corrupção passiva. Quanto à alegada promoção social à qual se referem, esquecem-se de mencionar que ela não foi real e sim produto de populismo eleitoral, incluído num projeto de poder partidário que resultou na quase falência de importantes estatais, na ruína de fundos de pensão destinados à aposentadoria de trabalhadores e desembocou no nível de desemprego que hoje atinge mais de 13 milhões de pessoas. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro 

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LULA LIVRE, OBA!

O general de Exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa afirmou que se o tribunal permitir que Lula se candidate e se eleja presidente, não restará outra alternativa do que a intervenção militar. Mas... O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na superintendência da PF, em Curitiba, já escolheu o dia 27 de maio para o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência. A esta altura do campeonato torço pela eleição do Lula...

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@hotmail.com 

Guarulhos

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TRISTE LEGADO

Em 1985, quando Sarney assumiu a Presidência do País, o PMDB de então começa a tomar conta da administração pública em todos os níveis. Forma uma verdadeira rede de saques do dinheiro via superfaturamento de obras, empréstimos suspeitos, concursos fraudados e enche a administração de cargos comissionados. A economia vira um desastre com inflação de 85% ao mês. Depois veio Collor e suas loucuras, seguido do PSDB, que controla a economia, mas inicia um processo de privatização mais que suspeito e danoso ao país em muitos caos. Seguem os saques do dinheiro público. Corrupção. Após oito anos vem o PT inundando a administração pública com gente corrupta sem caráter e chegando ao nível da mediocridade com Dilma. Aumentam os roubos à todas as estatais e órgãos do governo, sempre com o suporte do PMDB. Hoje temos mais de 13 milhões de desempregados, perdemos a guerra contra as drogas, as altas cortes da Justiça não merecem credibilidade. Criamos o serviço público mais caro, lento e desigual do mundo. Nosso processo eleitoral é ruim, cheio de falcatruas e descrédito. Não temos líderes formados. Ou renovamos por completo o quadro político nas próximas eleições ou o futuro será trágico. Triste legado da democracia. 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas

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PASSAPORTE

Fichado na Interpol, Maluf tem que entregar o passaporte. País da piada pronta. 

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo

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MARX

Li em pouco espaço de tempo e com bastante interesse dois excelentes artigos sobre Karl Marx publicados "Estadão" em 17/5 e 20/5, respectivamente, ambos na página A2. No primeiro artigo,  Zander Navarro, o sociólogo e pesquisador descreve com bastante lucidez o fascino que o autor de o "Capital" exerce sobre ele e a sua decepção com as "esquerdas" de orientação marxista. No segundo artigo da autoria de Luiz Sérgio Henriques, o tradutor e ensaísta faz um resumo critico do legado do filósofo nas sociedades avançadas do ocidente bem como no mundo do socialismo real, na antiga União Soviética e na China moderna, com o sistema de economia de mercado socialista, adaptação do marxismo à prática chinesa. Neste ano do bicentenário do grande teórico da teoria da mais-valia e luta de classes, a releitura de sua obra é essencial para entender melhor o mundo moderno em que vivemos e a genialidade deste autor ainda pouco compreendido entre seguidores e detratores. 

John Mcnaughton john@mcnaughton.com.br

São Paulo 

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EDUCAÇÃO: FOME E DESEMPREGO EM SP

Jamil Chade, muito bom e preocupante seu artigo sobre a fome no mundo. A periferia da capital paulista padece muito desses males: desemprego e fome. Tem aumentado assustadoramente a prostituição juvenil na periferia profunda. Quando se fala em abrir escolas municipais na cidade de São Paulo nos fins de semana (Escola Amiga) para uma refeição ou uma boa merenda e atividades ludo - pedagógicas para a criançada são pouquíssimos políticos que entendem. A maioria ignora mesmo. Não à toa que partidos e políticos profissionais estão em desgraça. Nos últimos dias tenho acompanhado concentradamente o que diz o jornalista José Maria Trindade, na Jovem Pan News - um profundo conhecedor de políticos e da política brasiliense. Na quarta-feira passada (16), José Maria comentou o seguinte: "É com vergonha que vejo políticos se debruçarem em cima do fundo partidário e outras verbas, aqui em Brasília, como ladrões na divisão do roubo. Não estão nem aí para as necessidades do povo. Não pensem vocês que isso vai mudar nessas eleições. Os partidos são muito fechados a novas lideranças e ideias. Todos têm donos e seus interesses (...)". José Maria Trindade fez essas observações de forma serena, imparcial e respeitosa (...).  José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes, também de tempos em tempos tem lembrado de agentes públicos que tiram "bolacha da boca de criança", e completa: "É na mão dessa gente que estamos!". Vou procurar pessoalmente o governador Márcio França para sugerir merenda no Programa Escola da Família aos domingos. Tomarei essa atitude na condição de cidadão indignado. Não sou candidato a nada. Desde a criação desse programa, há anos, nunca foi dado nada. É por isso que fracassou o "Escola da Família", segundo os próprios professores e diretores da rede estadual. Abrir a escola das 9 horas às 16 horas e sequer oferecer um lanche às crianças, é um ato de desrespeito, uma insensibilidade. Professor Roberto Luis Troster, chega a ser constrangedor. Izilda Alves, Luciana Garbin, Renata Cafardo, Vanessa Di Sevo, Marcos Aidar, Cássia Godoy e José Paulo de Andrade (Agora Sou Uma Estrela) apurar como anda o "Escola da Família" em tempos de deprimente pobreza material e educacional no Estado mais rico da Federação, é possível que renda uma boa matéria e ajude a melhorar a vida de milhares de pessoas. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo  

 

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