Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

27 Maio 2018 | 03h00

CRISE DOS COMBUSTÍVEIS

Cativos 

Somos todos reféns dos caminhoneiros, pois não sabemos até onde se trata somente de grevistas ou se eles obedecem a um esquema de locaute. Isso porque a prioridade, desde a implantação das montadoras de automóveis no País, sempre foi o transporte rodoviário, criando dependência de combustíveis não renováveis e poluentes, enquanto governos inteligentes teriam dado preferência ao transporte ferroviário. E também não se deve esquecer que a Petrobrás saneada é uma afronta para os espertalhões de plantão, notadamente em ano eleitoral, uma vez que secou a fonte do propinoduto que abastecia as campanhas dos partidos que sempre se apresentam como defensores dos pobres.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Na ponta do lápis

O frete no Brasil é livre, não é tabelado. Então, se os custos que compõem o frete, como diesel, peças, pneus, etc., aumentam, nada impede que os caminhoneiros o reajustem. Por isso não consigo entender a razão dessa greve. Pelo menos do ponto de vista econômico. A não ser que haja outra motivação, como interesses políticos. Um reajuste no frete de uma carreta de batatas em 10%, por exemplo, resultaria num aumento de provavelmente cinco centavos no quilo. Com a greve, pelas notícias, a batata já aumentou 400%. É isso que os caminhoneiros querem?

AVELINO SCHMITT

abschmitt@uol.com.br

São Paulo

Visão curta

Os caminhoneiros estão certos quando promovem uma greve protestando contra o alto, ou melhor, o instável preço do óleo diesel. Como projetar custos com essa incerteza? Como administrar uma empresa de transportes, seja macro ou micro? Isso é reflexo da péssima administração pública dos últimos tempos. Governos que não planejam, não preveem um palmo além do nariz e só pensam em gastar em benefício próprio. O Brasil deveria ter uma malha ferroviária compatível com suas dimensões continentais. Um vagão transporta o equivalente a seis ou sete caminhões e um trem pode chegar a até cem vagões. Imaginem a economia de combustível, pneus, peças, mão de obra, asfalto, manutenção de rodovias... Sem falar no custo mais baixo das mercadorias para o consumidor final na gôndola do supermercado. Vale lembrar que isso não exclui a utilização dos caminhões nos terminais ferroviários, no transporte intermunicipal e na rede de distribuição final. Os caminhoneiros não sairiam perdendo. Nem a população.

PAULO H. MOURA

paulohmoura@terra.com.br

São Paulo

Vias alternativas

A falta de visão de longo prazo e de responsabilidade dos governos, nos últimos 20 anos, para promover a renovação das ferrovias brasileiras, a navegação de cabotagem e o estímulo aos projetos de transporte fluvial foi uma das causas da greve de caminhoneiros. O atual governo está pagando a conta dos erros de seus antecessores, do abandono das vias alternativas. O caminhão, por mais moderno que seja, não é um veículo adequado para fazer longas jornadas: é muito caro, destrói as rodovias e mata os caminhoneiros. Esses profissionais sofrem em suas viagens e muitas vezes acabam usando drogas para suportar o sono invencível. Os desastres fatais não são incomuns. Espero que esta greve seja um alerta forte para que o próximo presidente da República inicie de uma vez por todas o trabalho de revitalização das ferrovias.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Efeito colateral

O caos provocado pelos caminhoneiros pode ter um efeito colateral positivo: demonstrar à opinião pública que a Petrobrás, monopolista por lei, ao seguir o mercado internacional pode levar os combustíveis a preços inaceitáveis. Sua fragmentação, privatização e inserção num mercado competitivo com outras empresas a obrigaria a esforços de redução de custos e aumento de eficiência. O próximo governo precisa enfrentar esse assunto com coragem, sem preconceitos e falsos argumentos.

CÉSAR F. GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Lições não aprendidas

Independentemente das motivações, muitas válidas, e dos interesses, alguns escusos, que levam o País a flertar com o caos, faz séculos que a História mostra que sem canais confiáveis para se comunicar com o governo a sociedade expressa seu descontentamento de forma “heterodoxa”. Ao ser surpreendido pela parada geral dos caminhoneiros, o governo procurou seu canal de comunicação habitual, os sindicatos, e a contragosto teve de aceitar boa parte das exigências impostas. Mesmo assim, o acordo não foi cumprido e a greve continuou. Em vez de esbravejar, que lições o governo deveria ter aprendido? 1.ª) Mudaram os canais de comunicação com a sociedade. Vivendo no passado, o governo ainda vê o caminhoneiro dirigindo solitário pelas estradas e dependente do sindicato. Não percebeu que no século 21 os caminhoneiros estão permanentemente conectados por aplicativos nos celulares, formando uma grande comunidade em rede que dispensa intermediários. 2.ª) Políticos não são mais confiáveis. Os caminhoneiros também deixaram claro que membros dos três Poderes – mesmo os eleitos pela sociedade –, por defenderem apenas interesses próprios, deixaram de ser canais confiáveis para o encaminhamento de suas reivindicações. 3.ª) Lideranças passaram a ser difusas. Nada tendo aprendido com os grandes movimentos sociais de 2013, quando quis negociar com a “liderança” e não encontrou nenhuma, equivocadamente o governo procurou sindicatos de caminhoneiros. Neste século, sociedades em rede passam a ter lideranças difusas, a maioria das vezes constituídas por ideias, propósitos ou desejos coletivos que movem multidões. Não mais existe um grupo ou indivíduo para negociar, ou prender, ou calar. E agora o governo culpa os caminhoneiros pelo fracasso das negociações, sem entender que, ao pôr congressistas e sindicalistas para negociar, deixou de fora exatamente... os caminhoneiros!

MIGUEL SACRAMENTO

miguel.sacramento@gmail.com

São Paulo

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Governos no Brasil: remendões!

PEDRO ARMELINI

paarmellini08@gmail.com

Amparo

Cotidiano do vizinho

Desabastecimento, protestos, especulação, filas... Tá odiando as prateleiras vazias? É assim todo dia na Venezuela bolivariana, tão aplaudida pelo PT.

SILVIO NATAL 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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“Começou a chegar a conta que o lulopetismo deixou para as gerações futuras pagarem, dando dinheiro do povo brasileiro para esquerdistas bolivarianos”

  

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE A GREVE CONTRA A ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

fransidoti@gmail.com

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“Se, como qualquer país de Primeiro Mundo, o Brasil tivesse uma rede ferroviária extensa e eficiente, a greve dos caminhoneiros passaria desapercebida”

WANDA IVETTE ANDREONI / SÃO PAULO, IDEM

wandivte@gmail.com

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200 MILHÕES DE REFÉNS DO CAMINHÃO

Mais uma vez, os caminhoneiros pararam o País. Ainda não sabemos quais os níveis de aceitação ao acordo firmado com o governo. Mas o subsidio prometido aos consumidores do diesel já mobiliza os motoboys, transportadores escolares, condutores de Uber e outros consumidores de etanol e gasolina, em busca do mesmo tratamento. O governo tem de fazer valer sua autoridade nesse momento, e os radicais que tentam levar ao impasse e até forçar a intervenção militar, precisam considerar que esse pode ser um remédio muito amargo. A carga tributária nos combustíveis é escandalosa e deve ser reduzida, mas o problema não é só esse. Em qualquer país desenvolvido, o pesado do transporte e feito por trem, hidrovia e pelo avião. O caminhão é usado apenas nas pontas, entre a produção e o embarque e o terminal de desembarque e o destinatário. No Brasil, que já teve grande e ativa malha rodoviária e hoje a tem abandonada, o caminhão responde com 60% do transporte. Enquanto não se fizer algo para mudar essa relação, continuaremos reféns desse modal e de seus operadores, sejam eles empresas ou autônomos...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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APELO ÀS FORÇAS ARMADAS

Finalmente Michel Temer tomou uma decisão sensata e improrrogável. Como do uso das Forças Armadas, para por fim ao bloqueio das estradas, feito pelo movimento grevista dos caminhoneiros, que infelizmente ocorre em 25 Estados, e DF. Inclusive, os militares estão autorizados a tomar os veículos daqueles que se rebela contra o desbloqueio... Esta providencial reação do Planalto, veio em resposta ao descumprimento de um acordo, diga-se, generoso selado com os líderes dos caminhoneiros, pelo governo, para redução do preço do diesel. Porém, afrontando não somente o governo, mas a população brasileira, que vive um caos de abastecimento, e da liberdade de ir e vir, os caminhoneiros continuam bloqueando as estradas, e agora, também contagiados pelo movimento, proprietários de vãs escolares, etc., bloqueiam ruas e avenidas... E, urge uma solução, porque, a população sofre com a falta de combustível nos postos, produtos nos supermercados, e nas farmácias! Pacientes nos hospitais também estão sendo prejudicados! Assim como as indústrias estão suspendendo a produção por falta de matéria prima e suprimentos. E contra essa anarquia, promovida por parte dos caminhoneiros, justo é o uso das Forças Armadas...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GREVE DOS CAMINHONEIROS

A falta de responsabilidade de um governo que permite que a Petrobrás, a bel prazer, eleve o preço dos combustíveis para cobrir rombos provocados pela corrupção e má administração da empresa que mantém o monopólio sobre a extração e refino do petróleo, teve como consequência a greve dos caminhoneiros, que paralisou o País. Essa greve nefasta, em sentido figurado pode ser considerada uma consequência da 3.ª Lei de Newton: “para toda ação existe uma reação de mesmo valor, mesma direção e sentido oposto”. É bom que esse governo, que agora recorre às Forças Armadas como utópico, indevido, covarde e último recurso para viabilizar o uso das estradas ora entupidas – é bom lembrar que não é função do Exército cuidar da limpeza de nossas estradas – fique ciente de que se aos demais combustíveis não for dado o mesmo tratamento a que será forçado em relação à política de preços do diesel, pode ir se preparando para a reação que, mais cedo ou mais tarde, virá dos esbulhados consumidores de gasolina.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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EFEITOS

O impasse para toda a sociedade causado pela greve dos caminhoneiros refletiu-se imediatamente no governo. Mas e quando os impasses terminais afetam apenas partes da sociedade, porém com os mesmos impactos fulminantes? Por exemplo, doentes terminais sem remédios, populações expostas a contaminações diárias por falta de saneamento básico primário, vítimas reiteradas de assaltos e mortes por falta de iniciativas governamentais em segurança pública? Ora, isso não causa comoção comum a ponto de motivar iniciativas rápidas e eficazes do governo. Simples assim. O governo, no Brasil, é motivado por sua própria sobrevivência, não pela sobrevivência de pessoas da sociedade civil.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MARUM

Quem designa o sr. Carlos Marun para negociar não pode pretender ganhar o jogo.

Mario Barila mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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‘O CAOS COMO ARMA’

Como o articulista menciona em um trecho do seu artigo (25/5, A3): “Os caminhoneiros informaram que vão continuar sua greve até que o Senado aprove o projeto que zera o PIS-Cofins sobre o diesel e que o presidente Michel Temer o sancione – o que só deve acontecer na semana que vem”. É claro, ninguém confia nos políticos que detém o poder, alguns itens não dependem do Poder Executivo para serem implementados e outros dependem dos governos estaduais. Prudente aguardar se as promessas serão cumpridas, mas acabem com esta greve; se em 15 dias não forem cumpridas, greve novamente. Todos devem ceder, é uma negociação.

Zoltan Bergmann zbergmann@me.com

São Paulo

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HIPÓCRITAS INVETERADOS

A partir de o momento em que estourou a greve dos caminhoneiros, o presidente da Petrobrás Pedro Parente tem sido alvo de críticas de parlamentares que o crucificam por ter adotado a política de preços da empresa, que promove reajustes nos combustíveis de acordo com o mercado internacional. Comandante da estatal assumiu a direção em 1/6/2016, portanto, há quase dois anos vem adotando essa política de preços, ora repudiada por deputados e senadores, no entanto, nenhum desses senhores subiu à tribuna, durante todo esse tempo, para questioná-lo sobre o método adotado, que, alias, deu certo, pois tirou a empresa do buraco negro deixado pelos governos Lula e Dilma. Mas, as eleições se aproximam e com quase metade inscrita na “sigla”, Lava Jato, o oportunismo e a demagogia pegaram carona no movimento grevista dos caminhoneiros e no apoio popular pela paralisação, para quem sabe, no pleito de outubro próximo, conseguirem o milagre da reeleição. Essa hipocrisia poderá enganar alguns incautos, mas, pra cima de nós, meus ($) caros representantes, só avião a jato, e olhem lá.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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PARALISAÇÃO

Essa greve, que está levando à total paralisação deste país, poderia ter sido evitada desde outubro do ano passado, quando os representantes dos caminhoneiros tentavam um acordo para evitá-lo. Padilha, o fanfarrão, que em 24/5 fez um pronunciamento inútil, nem tomou conhecimento. Essa politicalha agora só pensa em eleições, para permanecer no poder e continuar a praticar o péssimo serviço que prestam, e, destarte, ganhar rios de dinheiro. Esses desgovernos só terminarão com o afastamento de toda essa corja inútil, que só pensa no próprio bolso. Que tal se o nosso povinho não os mais os reelegesse?

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CENAS DE TERRORISMO

O que se viu nos últimos dias foram cenas de puro terrorismo, típico dos tempos de Al Capone e outros que a história os condenou. Esses chamados “sindicatos” – como o em cena – dos tais “caminhoneiros” demonstraram total falta de honestidade para com o País e o povo tão sofrido. E infelizmente o governo despreparado, demonstrou mais uma vez sua incapacidade técnica e moral para conter tal “chantagem”. As portas do “inferno” foram abertas! Que Deus nos ilumine!

Nelson Cepeda fazoka@me.com

São Paulo

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PANE SECA

A falta de racionalidade e razoabilidade entre as partes em disputa causou pane seca no Brasil. Não há qualquer pacificação e a diretriz da Petrobrás foi infeliz acarretando alta diária do preço, que se reduz na refinaria para o consumidor final não se reverte o proveito. Tem muita coisa estranha nessa paralisação geral e os reflexos na economia serão imperdoáveis

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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REAJUSTE DOS COMBUSTÍVEIS

Como o governo federal não está encontrando contrapartida para conceder desconto do PIS/Cofins, nesta balbúrdia dos combustíveis minha sugestão é a seguinte: anular o desconto vergonhoso concedido no Refis, em que mais de 50% dos beneficiários são políticos, aliás o responsável pela decisão sr. Cardoso de Minas Gerais, cuja família devia mais de R$ 12 milhões, vai pagar apenas R$ 900 mil. Outro ponto neste momento de sacrifício do País, que tal reduzir em 60% o salário de todo político, desde o presidente ao vereador, cargos comissionados e eliminar todo tipo de penduricalho, inclusive cartão de crédito, para que estes passem a viver como um cidadão brasileiro qualquer. Tenho certeza que com estas medidas vai sobrar dinheiro para qualquer negociação.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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CORTAR CONGRESSO

O ideal seria zerar os impostos que incidem sobre os combustíveis e cortar 50% da verba destinada ao nosso inútil Congresso Nacional. Essa é minha sugestão.

Arcangelo Sforcin arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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NÃO AVISOU

O governo, ao assumir os prejuízos com a redução do preço do diesel, nos deixa o seguinte dilema: “Teria Pedro Parente privatizado a Petrobrás e esquecido de avisar”.

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

São Paulo

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DILMA E PETROBRÁS

Dilma sabe muito sobre a Petrobrás, dizendo que nunca esteve “quebrada”, mesmo quando ela deu o “tombo” da Pasadena de 1 bilhão de dólares.

Victório Canteruccio vicv@terra.com.br

São Paulo

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VALOR E CREDIBILIDADE

A Petrobrás perde valor na Bovespa, mas nada que chegue perto do nível de credibilidade que é quase zero. Só não perde o título de maior cabideiro de emprego do Brasil. Lamentável...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo

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BOA VONTADE

Quer dizer que o gesto de inegável boa vontade da Petrobrás vai custar aos cofres brasileiros R$ 5 bilhões. Que bela e cara boa vontade hein!

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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RESUMO DA ÓPERA

Privatização da Petrobrás.

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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TRISTE CONSTATAÇÃO

É de tal ordem a corrupção nos meios oficiais que o meio de transporte mais usado pelos envolvidos tem sido o camburão...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TROCA-TROCA

Quando os movimentos sociais bloquearam as estradas os caminhoneiros reclamavam. Que pelo exemplo.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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BRASIL NA RABEIRA DO MUNDO

No ranking mundial de competitividade do International Institute for Management Development (IMD) e da Fundação Dom Cabral (FDC), o Brasil ocupa o 60.º lugar numa lista de 63 países. Diante desta vergonhosa posição, cabe perguntar: o “Brasil voltou”?!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FALÊNCIA

Nosso país faliu. Logo viraremos outra Venezuela. Aqui não temos governantes, temos organizações criminosas. Em todos os setores. O cidadão é achacado por todos os lados. Qualquer coisa que vem do governo não é solução, é perversidade. E nas eleições, não haverá soluções. Fim da linha. Salve-se quem puder. Um juiz só não faz verão.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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VOTO MUDO

Temos uma eleição pela frente e pouco tempo para conversar. Os pré-candidatos que se apresentam sequer arranharam a bainha do eleitorado (estratégia, acanhamento ou incapacidade?), o hiato é gigantesco. Dizem que os debates são custosos para as emissoras, porém, nem que seja pela audiência, já passou da hora de fazê-los falar.

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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FAXINA

O que você quer para o Brasil? 1) Acabar com a reeleição em todos os níveis eleitorais; com isso teremos a necessária renovação política em todo país; 2) Uma comissão de poucos elementos éticos e honrados, escolherá os pouquíssimos políticos honestos e ficha limpa que receberão um certificado com agradecimentos da comunidade e ainda terão seus nomes divulgados pelos jornais, rádios e televisões.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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BANANAL

Só temos bananas como governantes. Presidente que senta no problema, governador que desaparece enquanto as estradas são bloqueadas, e um prefeito que providencia escolta policial para caminhoneiros circularem na marginal em horário proibido. Depois tem gente reclamando da ascensão de gente como Bolsonaro. Vou dar a dica para acabar com a baderna. Basta começar a multar os vagabundos e avisar que terão novas rodadas de multas a cada duas horas. Estradas e entradas de refinarias livres em 15 minutos. Bananas!

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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INVASOR E DEMAGOGO

Guilherme Boulos é o arquétipo da indigente esquerda brasileira. Em recente entrevista no rádio ele afirmou que Venezuela e, especialmente, Cuba, não são ditaduras. Que comportamento diverso do descrito por Almir Pazzianotto (25/5, A2) se pode esperar de um indivíduo tão dissimulado?

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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PRISÃO-RESORT

As recentes prisões, com muitas negociações e exigências dos condenados, e concessões, a pessoas que tenham exercido cargos importantes, ou seja, consideradas com passado “louvável” mostram desigualdades flagrantes. Ah! Preservar a dignidade! Qual? Cometeram crimes; por que tais tratamentos? Desse jeito é melhor construir um megaquartel-flat-resort, com alas específicas para as esferas do poder em seus vários níveis. Cada qual com seus graus de concessões e benesses, sem trancas, entre outros meios ofensivos de prisão. A guarda seria eletrônica.

Luiz Bernardi luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

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NÃO É GOLPE?

Gostaria de saber o que os petistas têm a dizer sobre a prisão de Eduardo Azeredo. Não vão dizer que é golpe? Eu que não tenho bandido de estimação quero que o dinheiro roubado volte aos cofres e que as prisões desses criminosos sejam iguais às dos presos comuns. Seria pedir demais, ou não temos o direito de pedir Justiça igual para todos?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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GERALDO ALCKMIN

Palavras de Geraldo Alckmin: “Quem enricar na política é ladrão”. Desde quando comecei a investigar a concessão de rodovias do Estado de São Paulo, na condição de cidadão, constatei uma mar de falcatruas durante dez anos com dezenas, quiçá mais de uma centena, de provas materiais de irregularidades. A maioria delas enviadas a então Artesp, que sempre foi conivente com essas irregularidades, e enviadas ao gabinete do governador por e-mail. Com certeza mais de uma centena! Algumas relatei ao então governador pessoalmente. Sempre disse que Alckmin não é o tipo de político que rouba pra si, mas faz ouvidos moucos para falcatruas que venham a acontecer ao seu redor e cujas consequências possam ser, por exemplo, colaboração em suas campanhas daqueles que se beneficiaram. Construtoras de estradas, por exemplo. Mas isso o Ministério Público está averiguando. Caso necessite de minha colaboração, tenho aqui, três malas cheias de documento e mais de três mil fotos de irregularidades, registro de mais de dez anos. Às vezes o objetivo maior de um político não é roubar, mas silenciosamente garimpar o poder! Os dois são prejudiciais ao País!

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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COLUNA DO IGNACIO DE LOYOLA BRANDÃO

Lamentável a crônica de Ignácio de Loyola Brandão “Errar a poltrona do avião” (25/5, C18)! Atitudes como essa reforçam preconceitos, no caso o do idoso alienado e simplório. O escritor dedica seu texto a Alberto Dines, que merecia bem mais que esse teatro infantilizado, fazendo de bobas pessoas que valorizam a velhice e a tratam com carinho e delicadeza. Algo está errado: um jornalista com tão longa carreira se achar engraçado com esse relato. Perdeu a noção dos sentimentos alheios.

Marisa Novaes de Assis marisa495@gmail.com

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