Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

28 Maio 2018 | 03h00

GREVE NO TRANSPORTE

Por que parou?

Porque os parlamentares não fazem as reformas necessárias, como a fiscal, a tributária, a previdenciária, a política. Eles não sabem que os tributos escorchantes são usados para pagar a máquina paquidérmica dos governos federal, estaduais e municipais, com salários, penduricalhos e mordomias que ultrapassam os R$ 100 mil de “salário”? Sem falar na corrupção. Eles falam como se somente o presidente fosse o culpado, falam como se “os outros” fossem culpados e eles, não. Chegamos a uma situação em que não vejo luz no fim do túnel.

VICTOR HUGO A RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

De responsabilidades

Tenho duas perguntas: 1) Alguém fotografou as placas dos caminhões bloqueando estradas, para lavrar as multas de trânsito? 2) Se alguém morrer por falta de diálise ou de oxigênio, quem será responsabilizado pelo homicídio doloso: o motorista do caminhão, o dono da transportadora ou o presidente do sindicato?

EDUARDO NASCIMBENI

eduardo@nascimbeni.com.br

São Paulo

Estopim

Não tivesse sido eleito o pior poste da História para o mais alto cargo do Poder Executivo brasileiro, a ex-presidente Dilma Rousseff, não teríamos tido a pior recessão econômica, a crise na Petrobrás e, consequentemente, essa paralisação dos caminhoneiros. Mais que da corrupção, eles são vítimas da incompetência petista. Com a crise e menos fretes, houve um grande aumento da concorrência, fazendo despencar o valor do transporte de carga. Somando o nivelamento dos preços dos combustíveis ao mercado internacional pela Petrobrás, estava pronto o estopim. Tudo resultado do descrédito de governos com políticas inconsequentes.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

Falta bom senso

Não é só o preço do óleo diesel que está atrapalhando a vida do caminhoneiros, mas, sim, a situação em que o PT deixou o País e o descaso dos políticos amarrados ao poder. Estão muito mais preocupados em salvar a pele do alcance da Operação Lava Jato do que em tirar o País desta situação. Os motoristas querem mais dignidade, como dizem, dinheiro para pagar suas contas. Esse é o problema de todos nós que dependemos da iniciativa privada pós-governo do PT. Eles protestam exigindo, ao que tudo indica, a redução do preço do diesel, sem, no entanto, mostrarem uma saída para o governo e para a Petrobrás, deixando a população na iminência de pagar mais essa conta de subsídio do combustível. Esse custo é deles, como é nosso quando abastecemos nosso carro. E terá de ser repassado, não haverá outro jeito. O dólar subiu e o preço internacional do petróleo, também; logicamente, sobe o preço dos combustíveis. O que não é justo é deixar o Brasil e o governo, mesmo esse aí que temos, à mercê deles. E, do lado do governo, não custa reduzir a alíquota de impostos quando houver uma alta internacional dessa natureza, pois arrecadará o mesmo previsto. E assim ameniza a alta dos combustíveis. Se chegamos a esse ponto, é porque faltaram bom senso e competência de ambas as partes.

MIGUEL PELLICCIARI

mprengci@uol.com.br

Jundiaí

País em guerra

Magnífico o editorial Irresponsabilidade generalizada (26/5, A3), lembrando que o principal culpado por tudo isso somos nós mesmos. Talvez nas próximas eleições, depois de tudo o que estamos vendo, tenhamos a competência de eleger políticos minimamente capazes de trabalhar pelas mudanças que são tão necessárias ao progresso deste país desgovernado.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

Questão de lógica

Quando um lado tem razão e o outro também, resta uma só conclusão: ninguém tem razão! No Brasil está tudo errado. Desde a nossa superada Constituição, feita para ser “interpretada” ou “contrariada”, passando por uma corrompida fusão entre o público e o privado. O resultado? O caos. O remédio? Começar do zero, antes que seja tarde demais. Nova Constituição, outra estrutura política. Chega de “mais do mesmo”! A cidadã e o cidadão conscientes não têm em quem votar. 

CELSO C. CRETELLA

cpropano@gmail.com

São Paulo

Elefante branco

Greve dos caminhoneiros, descaso do governo, oportunismo de alguns - todos esses assuntos são importantes. Mas a verdade sobre o grande elefante na sala ninguém comenta. Salvar a Petrobrás custa o nosso sangue! Esse monopólio tem de acabar. Privatizem essa ineficiência, abram o mercado e os preços cairão bastante. Chega desse Titanic sem salvação!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

Ferrovias

Várias mensagens de leitores neste Fórum sugerem a construção de ferrovias, uma solução gritante. Entretanto, qualquer projeto levaria anos para se materializar. E qual político semearia hoje para colher somente daqui a uns dez anos? Só com uma radical reforma política e renovação do Congresso Nacional isso seria possível.

SÉRGIO NEVILLE HOLZMANN

holzmanns823@gmail.com

São Paulo

O poder do povo

“Porque a todo aquele a quem muito foi dado, muito será pedido, e aos que muito confiaram, mais contas lhe tomarão.” Eu não teria melhores palavras para expressar o que venho sentindo nestes últimos dias do que a citação do médico no Evangelho (Lucas, XII: 47-48). Demos aos políticos a confiança do nosso voto, o suor do nosso trabalho paga seus salários e, seguindo Lucas, exigimos que nos prestem conta do caos em que nos encontramos. Ou, então, que se retirem e deixem o lugar para os que podem responder de cabeça erguida pelos seus atos.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Graças à Lava Jato

Se em apenas 72 horas tivemos uma noção do caos que o desabastecimento provoca numa sociedade estruturada, imaginem o que passa o povo na Venezuela. O socialismo funciona desde que o povo aceite passar fome e abrir mão de produtos essenciais. Graças à Lava Jato nossa marcha rumo ao “socialismo do século 21” foi interrompida.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

SãoPaulo

PANELAÇO JÁ

Embora este governo e os anteriores não liguem muito para a justiça social são sensíveis quando uma categoria da sociedade (caminhoneiros e transportadoras) usa a força/violência para atingir seus objetivos. Assim o governo concordou rapidamente em eliminar a Cide do preço do óleo diesel, contando que nós contribuintes bancaremos a receita perdida! Na pressa, não quis exigir em troca o desbloqueio das estradas e volta do abastecimento que passou a atingir os setores de saúde, transporte aéreo, exportação além de alimentos. Como não se fabrica carro a diesel no Brasil, pagamos ICMS e Cide/PIS-Pasep/Confins de 45% do preço deste combustível, contra 29% no caso do diesel. Fica evidente a injustiça social, pois o carro é crucial para nossas atividades diárias em face da péssima qualidade do transporte público. Este último não suportará a demanda se decidimos diminuir nosso uso de carro. Devemos parar totalmente por alguns dias para que os políticos “casca grossa” em Brasília percebam que não precisamos de “publicanos” que são eficientes em extorquir impostos, oferecendo muito pouco em troca. Panelaço neles!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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REDEFINIR O TAMANHO DO ESTADO

 

A greve dos caminhoneiros está longe de ser uma reivindicação de redução do preço dos combustíveis. Quem deixou clara a situação, foi o presidente da Petrobrás, Pedro Parente. Dentro da refinaria os produtos, gás, diesel, gasolina, etc. têm preço competitivo, o problema são os impostos escorchantes, agregados pela União e Estados, da ordem de 46%. Ou seja, quase metade do custo do produto são impostos, criados pelas Câmaras e Senado, para sustentar a máquina de governo, que é obesa, custosa, ineficiente, cheia de benesses, além de corrupta, não sobrando dinheiro para investimentos em Educação, Saúde, Segurança. A greve deveria ser ampliada a todos os segmentos da produção industrial e agropecuária e serviços. Empresários e trabalhadores irmanados no proposito de redução de impostos, pois todos nós pagamos impostos altíssimos, não só o setor de transporte! O setor de transportes, pelo seu impacto, está servindo para dar visibilidade a um problema que há muito extrapolou o limite do razoável. Mas aí a conta não fecha, dirão os mal intencionados, o equilíbrio fiscal não será obtido. A solução é reduzir o tamanho do Estado, eliminar cargos inúteis, cargos de confiança, mordomias do Judiciário, Legislativo e Executivo. Ferramentas para isso existem. O “Zero Base Budget” é adotado por países eficientes para definir o tamanho do Estado, quais serviços e como serão fornecidos à população. Isso só vai ocorrer se o movimento se ampliar e a população que paga as contas sair às ruas em todo país, como em 2013.

 

Walter Sant'Anna Zebinden zebinden@terra.com.br

Campinas

 

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LIMITES MORAIS

 

Mais uma vez os caminhoneiros, autônomos ou não, terão suas reivindicações atendidas, nem que seja parcialmente, por conta de mais uma paralisação. Só que há uma diferença: desta vez o impacto junto à população foi mais intenso e brutal. Trabalho numa instituição pública de saúde no interior de São Paulo ­ ­– centro de referência para outras cidades próximas – e na última sexta-feira (25), muitos pacientes com consultas agendadas há muito tempo não puderam comparecer por falta de transporte decorrente da falta de combustível. Se os caminhoneiros e as empresas para quem trabalham se regozijam com esta situação, o mesmo seguramente não acontece com estes enfermos e seus familiares. A greve pode até ser justa, mas há limite moral para tudo. Até o momento, a moralidade não entrou na pauta dos grevistas. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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MOMENTO CRÍTICO

 

Qualquer que seja o final dessa paralisação dos caminhoneiros, ela terá forte efeito político para o País. O choque é gravíssimo. Por mais incompetente ou corrupto que seja o governo que sucedeu Lula e Dilma, e por mais justa a reivindicação contra os aumentos sucessivos e imprevisíveis do preço do diesel, a paralização do País é irresponsável e criminosa. Nenhum dos lados pode sair ileso. A gravidade dos danos causados para toda a população exige punições à altura, e uma saída que dê esperanças para o País. Não se pense que, sem mudar a Constituição, a eleição a ser realizada neste momento crítico, agravado pela anomia nos Três Poderes, vai colocar o País nos trilhos. Só uma profunda reforma constitucional com a participação plena e soberana do povo daria condições para que novos candidatos apresentem programas de governo coerentes com as novas diretrizes constitucionais. Para isso, bastaria postergar a eleição presidencial e para governadores elegendo, em outubro, apenas um novo Congresso Constituinte.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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IMPOSTOS

A crise dos caminhoneiros retrata a situação econômica do País. Há muitas pessoas se beneficiando do erário público, não obstante a corrupção em diversos setores governamentais, envolvendo agentes públicos e empresários. O Congresso Nacional carrega o maior número de  parlamentares do mundo e urge uma reforma política urgente, urgentíssima. A população não  aguenta mais pagar uma alta carga tributária, a fim de sustentar uma parcela significativa de pessoas interessadas em se beneficiar dos seus cargos, e que são indiferentes à resolução de graves  problemas que persistem no Brasil há décadas.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CAMINHONEIROS

 

Apesar de ter certo cheiro de chantagem e irresponsabilidade da categoria dos caminhoneiros em face desta greve, mas analisando friamente o motivo da paralisação com imparcialidade, até por que esta paralisação tem um apoio maciço da população, nenhum brasileiro está suportando o quanto este desgoverno arrecada, e mesmo assim, nunca consegue fechar as contas. Como se só isso não bastasse, existe uma parcela da população que muito contribui para o caos social. Existem comerciantes vendendo seus produtos que estão tripudiando a população com extorsões. Cabe ressaltar que o maior culpado disso tudo é este desgoverno que deixou a bomba explodir mesmo sabendo que uma hora isso aconteceria. 

 

Eugenio Araújo da Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

 

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ACORDO

 

Considerando que os grevistas não estão cumprindo sua parte no acordo (chantagem) negociado com o governo, resta a este, dois meios para solucionar o problema. Caneta e borracha: multas e cassetetes. 

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

 

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TRANSFERÊNCIA DE PROBLEMA

 

Vamos supor a seguinte situação. Você vai ao restaurante em que o garçom está com problemas financeiros em vista do aumento do seu aluguel. Ao atender o seu pedido, ele avisa que a gorjeta, que é facultativa, deverá ser paga de qualquer maneira, além do que será majorada para 15%. Ele explica o que esta acontecendo. Pergunto, então, por que ele não negocia com o seu patrão um aumento de salário, ao invés de me extorquir? Ele diz que assim é mais simples, pois ele acha que o patrão não o atenderá. O patrão, por sua vez, dentro do balcão, fica satisfeito, pois deixou de ter um problema, o qual está sendo transferido ao cliente. Pois isso mesmo é o que esta acontecendo. Ao invés de reivindicar o aumento do frete, os caminhoneiros partem para cima da população enquanto os patrões, satisfeitos, apoiam a manifestação. Enquanto isto, o governo e Congresso, fracos, ficam dando cabeçadas, com alternativas sem nexo e deletérias as finanças de um país que está à beira da falência. Onde está a lei? Pois esses senhores bloqueiam estradas, impedem a movimentação de quem quer fazê-lo, põem fogo e fazem ameaças. Se os impostos que incidem sobre o combustível são extorsivos, se a Petrobrás é incompetente no gerenciamento dos seus custos, vamos reclamar e pedir soluções, mas não à custa da população, que fica refém de um movimento pra lá de suspeito.

 

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

 

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ARTE DA GENIAL MANCHETE

Em poucas palavras, genial a manchete do “Estadão” (26/5), a qual, em poucas aponta os erros primários na condução que permitiu o caos que se instalou no País, com essa greve irracional dos caminhoneiros! Por que parou. Porque os caminhoneiros fizeram chantagem com o País. Porque o governo foi incompetente ao demorar para agir. Porque o Congresso optou pelo oportunismo eleitoral. Porque os governadores foram omissos. Porque houve falha dos serviços de inteligência. E reproduzindo, o final do editorial da mesma data “Irresponsabilidade generalizada” (A3), outra verdade: “E, de fato, o Brasil está em guerra. De um lado, estão as corporações, os políticos venais e os viciados em subsídios e favores estatais; de outro, os brasileiros que trabalham e pagam impostos, por ora, são estes que estão perdendo”! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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MANCHETE E ELEIÇÃO

Parabéns pela manchete do último sábado, 26/5, que exprime todo o nosso sentimento de revolta. Penso que faltou incluir como omissos os candidatos à Presidência da República também totalmente e adequadamente (para eles) em silêncio, o que nos faz pensar que muito pouca coisa vai mudar com as eleições de outubro, por total falta de opções. Há notícias de que 95%  do atual Congresso serão candidatos à reeleição, o que significa que boa parte deles voltará às suas cadeiras graças à ignorância dos eleitores ou a falta de novos nomes. Só  nos resta pedir que Deus ampare nosso país. 

 

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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QUANDO OS HOMENS E AS MÁQUINAS PARAM

 

Histórica a primeira página do “Estadão” (26/5). Com a coragem que sempre caracterizou o jornal, a manchete define os porquês da greve que instalou o caos no país na última semana. Chantagem, incompetência, oportunismo, omissão e falha, são os melhores adjetivos para descrever a situação. Parabéns aos diretores do jornal.

 

José Roberto de Jesus zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

 

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DIZ TUDO

Como sempre, o “Estadão” veicula notícias, informações e opiniões precisas e responsáveis, como todo bom órgão de comunicação deve ser. A manchete do último sábado “Por que parou” e os questionamentos: "Porque os caminhoneiros fizeram chantagem com o País. Porque o governo foi incompetente ao demorar para agir. Porque o Congresso optou pelo oportunismo eleitoral. Porque os governadores foram omissos. Porque houve falha dos serviços de inteligência” diz tudo.

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

 

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POR QUE PAROU

Por chantagem dos caminhoneiros. Por incompetência do governo. Por oportunismo do Congresso. Por omissão dos governadores. Por falha dos serviços de inteligência. Irretocável elenco de erros, falhas, incompetência, covardia e falta de dignidade e responsabilidade dos políticos que envergonham a Nação. Este foi o resumo estampado na capa do “Estadão” de 26/5 corrente, que deixou de incluir: “O País está demorando e a caminho do caos, por faltarem homens de Estado à altura de suas responsabilidades nas mais diversas esferas do poder público”. Aterrador é imaginar o que veremos depois das eleições de outubro, quando teremos elenco de personagens iguais ou até piores do que os que temos atualmente no governo da massa falida que é o Brasil de hoje. Depois de 129 anos a República conseguiu inviabilizar o País.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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TUDO PARADO

 

“Por que parou” mostra muito acertadamente a capa do “Estadão” do último sábado. No entanto, essa greve foi muito além da paralisação dos caminhoneiros Teve o poder de conscientizar toda a população o quanto pagamos em impostos e nada recebemos em troca. Simples assim, por isso mais de 90% da população apoiou esse movimento. Só que à medida que essa crise se avolumava, nossos congressistas já na quarta-feira viajaram às suas bases para “campanha eleitoral antecipada” e fora da lei. Não estavam nem aí enquanto a população ficava sem gasolina, bens de consumo, empresários perdendo sua produção por falta de transporte, animais morrendo por falta de alimento, etc. Todos nós ficamos à deriva por causa das atitudes de um governo fraco, cuja saída agora é encarcerar os empresários, jogando no colo deles sua incompetência. Fora isso, esse Congresso totalmente ausente preocupado apenas com seu próprio umbigo. Pensem, valerá a pena reelegê-los? 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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‘O CAOS COMO ARMA’

 

Como o editorialista menciona em um trecho do seu artigo “O caos como arma” (25/5, A3): “Os caminhoneiros informaram que vão continuar sua greve até que o Senado aprove o projeto que zera o PIS-Cofins sobre o diesel e que o presidente Michel Temer o sancione – o que só deve acontecer na semana que vem”. É claro, ninguém confia nos políticos que detêm o poder, alguns itens não dependem do Poder Executivo para serem implementados e outros dependem dos governos estaduais. Prudente aguardar se as promessas serão cumpridas, mas acabem com esta greve; se em 15 dias não forem cumpridas, greve novamente. Todos devem ceder, é uma negociação.

Zoltan Bergmann zoltan.bergmann@gmail.com

Blumenau (SC)

 

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O PAÍS QUE NÃO QUEREMOS

 

A análise do editorial “O caos como arma” (25/5, A3) nos leva a sempre presente questão do desenvolvimento do Brasil. Há décadas a opção escolhida por nossos governos foi a de impulsionar a indústria automobilística e de transporte rodoviário, deixando de lado meios de transporte mais limpos e econômicos, como o é o transporte fluvial, marítimo e ferroviário. O resultado aí está, com políticos irresponsáveis impulsionando esses movimentos, empresários do transporte que só veem seus próprios interesses e a população sofrendo todas as consequências. Esse é o país que não queremos. 

 

Gilberto de Lima Garófalo gilgarofalo@uol.com.br

Vinhedo

 

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CAOS

 

Porque chegamos ao caos? Vivemos, na prática, um regime monárquico, dos piores que a história registra. No Brasil, a verdadeira República só foi proclamada, mas não levada a efeito.  Permanecem aqui os antidemocráticos direitos “adquiridos” pela classe dominante, usurpadora dos direitos republicanos da sociedade “anônima”. Enquanto não sairmos dessa verdadeira monarquia disfarçada, em que o povo se comporta como súdito para sustentar imperadores/imperatrizes e suas cortes vivendo em “palácios” (literalmente e ostensivamente) não encontraremos solução para os graves problemas que assolam o País. Não custa lembrar que no regime republicano somos os empregadores e funcionários públicos, em todas as esferas de poder são nossos empregados, sem direito a privilégios. Não vejo outro caminho para a prevenção de crises.

 

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

 

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PERGUNTA AO PRESIDENTE

 

Senhor presidente, deixando de lado falsos otimismos, responda rapidamente: o que é pior, a crise de abastecimento ou a crise de empregos?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

 

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CARGA INSUPORTÁVEL

 

Governo fraco, às vezes, com suporte de bons assessores (ministros), é uma coisa. Governo fraco com suporte de assessores fracos e corruptos dá nisso que estamos vendo... E se insistirem com os mesmos vai piorar... Somos todos caminhoneiros carregando uma carga insuportável de impostos!

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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BASTA!

 

No Brasil são cobrados 28% (!) de impostos em cada litro de diesel e 45% (!) na gasolina. Até quando os motoristas de veículos automotores ­­­– caminhões, ônibus, carros e motos – aceitarão pagar tributos escorchantes desta magnitude? Basta!

 

J.s. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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PAÍS TROPICAL

Se o fim do mundo for anunciado, a primeira coisa que os brasileiros farão será encher o tanque do carro e deixar o smartphone carregando.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo

 

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INDIGNAÇÃO

 

Sou leitor assíduo do Estadão há muitos anos e admirador da postura e posicionamento do jornal, principalmente em momentos de crise como este que o País vive. Gostaria de utilizar este espaço para manifestar a minha indignação com a postura de certas empresas, como a Uber e Cabify, que se aproveitam de momentos como este para usar e abusar da chamada “tarifa dinâmica”, elevando os seus preços justamente em um momento em que a população vive uma crise de abastecimento, falta de combustível, momento de tensão e dificuldade de locomoção. Tal atitude parece-me no mínimo indigna, desumana e egoísta. Acima de tudo, vergonhosa.

 

Gustavo Meirelles gmeirelles@gmail.com

São Paulo

 

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O MESTRE MIGUEL REALE

 

Oportuna e sábia a intervenção de José Etuley B. Gonçalves invocando a lembrança do mestre de todos nós, Miguel Reale no Fórum. Porém, a estreiteza do espaço e a grandeza oceânica do tema: “direito positivo”, há de perdoar aos que mourejam na seara do direito, pois que as omissões de nomes, não só Miguel Reale, mas inúmeros outros; não só pátrios, que disseminados por todos os quadrantes do “Globo, é mais do que justificável. Ad exemplum dessa magnitude oscilante do tema, (movimento pendular de Giambatistta Vico), cabe-nos citar os períodos de ascensão e declínio do “direito natural”. Esplendor na Grécia antiga e eclipse, com Santo Agostinho; esplendor com Santo Tomás, e eclipse com Bodin e Hobbes; esplendor com Locke; declínio e eclipse com Bentham e Mill; esplendor com Kant e Hegel, eclipse com o Positivismo do século 21. (In “Locke e o Direito Natural” de N.Bobbio). Destas pinceladas a partir da Grécia antiga, (Aristóteles que tratou do tema), a esta parte são incontáveis os autores que se debruçaram sobre o tema. Um, entre tantos, merece reflexão especial: Gustav Radbruch, esse conceituado filósofo lança, em 1932, alentado estudo sobre o “direito positivo”, 5 volumes; (Filosofia do Direito), “gezets ist gezets”, (lei é lei) e, ponto. No entanto, ato contínuo, em 1947, após os horrores do Nazismo, tornou-se defensor convicto do “direito natural”, in “Vorschule der Rechtsphilosophie”, (Propedêutica à filosofia do direito), e, do Positivismo salta para o outro lado. Investe contra sua própria obra, e torna-se jusnaturalista convicto. Isto porque, Adolf Hitler (1939 a 1945) era a autoridade constituída, no entanto, as leis que promulgava, eram a expressão viva da força arbitrária contra a moral e a ética. Os vagões de crianças com destino aos fornos de gás, não é razoável fosse lei, ainda que a autoridade fosse legitimamente constituída, lei não era. Por isso aquelas leis que partiam da caneta de Hitler, não eram leis, porque vazias da moral e da ética. Tinham a forma de lei. Apenas letra morta. Eram leis ocas por dentro. Faltava-lhes o espírito que vivifica a letra, faltava-lhes a humanidade, a moral e a ética. O tema é ambicioso, e se não bastaram dois mil anos de estudos geniais a respeito para consolidar posições, certamente este momento no Fórum não é mais que um pequeno ponto na veste de realeza do direito.

 

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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