Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 03h00

BRASIL REFÉM

Direito à greve

O direito à greve, sem dúvida, deve ser respeitado. E isso tem sido feito. No entanto, o uso de força para obrigar os que rejeitam dela participar é totalmente ilegal e deve ser coibido pela polícia e pela Justiça. Há décadas vejo um grau absurdo de tolerância com tais atos de força. Onde estão as polícias, que não agem? E os promotores, que não reclamam quando se verificam atos de violência de grevistas contra quem não quer fazer greve?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

O próprio umbigo

O Brasil tem uma enorme população sofrida. Há muito tempo dezenas de milhões de pessoas penam com desemprego, salários ridículos, aposentadorias miseráveis, atendimento precário à saúde, educação lamentável, hospitais, escolas e estradas sucateadas, falta de habitação, rigores da seca. Infelizmente, essas pessoas não têm como pressionar o governo em busca de uma situação menos dramática. Enquanto isso, caminhoneiros, donos de transportadoras e agora os petroleiros resolvem fazer uma greve irresponsável, que agrava brutalmente a situação da população, com consequências gravíssimas. Pensam exclusivamente em seus próprios interesses e quanto mais aumentam o sofrimento da população, melhor para chantagearem o governo. Portanto, não faz sentido receberem apoio e simpatia de ninguém. Exigimos que o governo use sua autoridade, delegada por nós, e que sejam punidos os que cometem ilegalidades com a mesma severidade com que eles estão tratando o povo.

CÉSAR GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Raciocínio tendencioso

Justiça seja feita: se o governo de Michel Temer tivesse agido com a tão cobrada veemência desde o início da greve dos caminhoneiros, certamente seria acusado por seus opositores, liderados pela esquerda oportunista, de ter atuado com violência em detrimento do diálogo. Raciocínios retrospectivos são tendenciosos e entram facilmente no terreno da hipocrisia.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Locaute

Vendo as imagens na televisão dos caminhões parados nas rodovias, sou induzido a concluir que a maioria é de empresas de transportes, sim, grandes ou pequenas. Ou de empresas de outros ramos. A maioria deles são carretas de quatro, cinco ou mais eixos e com o nome das empresas estampado na carroceria. Os caminhoneiros autônomos utilizam caminhões menores - a maioria, de três eixos - e sem o nome de empresas na carroceria. Tampouco têm retaguarda financeira ou familiar para ficarem sem trabalhar e sem faturar por uma semana.

VIZMARK IMAMURA

vizmark.imamura@gmail.com

São Paulo

Introito

A greve dos caminhoneiros não passou de um prolegômeno. O corpo do texto vem agora: petroleiros unidos jamais serão vencidos! Conclusão: vocês não sabem de nada, companheiros, o melhor da festa vem agora. Moral da história: somos todos inocentes úteis, continuamos como massa de manobra do PT!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Pegando carona

Lamentável a decisão dos empregados da Petrobrás de engrossarem a greve contra a política de preços da empresa, reivindicando também redução do preço do gás de cozinha e a saída do seu presidente, Pedro Parente. A paralisação foi proposta pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), ligada à CUT e ao PT, deixando clara a intenção de se aproveitar da situação por motivos políticos. A coisa é tão escancarada que a greve foi marcada para amanhã, quando poderá ter acabado a paralisação dos caminhoneiros, que recomeçariam a reabastecer os postos de combustível em todo o País. Há lei contra essa pretensão e é inaceitável que o governo federal engula mais essa. Quanto aos caminhoneiros, se no início tinham razão, agora a perderam, pois estão sacrificando a população de forma imoral e ilegal. 

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

FUP? Aquela que nada viu durante o rombo do fundo de pensão Petros? Essa greve fajuta dos petroleiros é somente para aumentar a confusão. 

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Incompetentes

No Fórum de 25/5 um leitor chama a atenção para a diferença de eficiência entre a Petrobrás, que tem 186 mil funcionários para processar 2,8 milhões de barris/dia, e uma petrolífera da Noruega que processa 2,2 milhões de barris/dia com apenas 20 mil, ou seja, o operário norueguês processa 105 barris, enquanto o brasileiro, apenas 15! A Petrobrás pode desmentir ou justificar esses números? Quanto à ameaça de greve dos petroleiros, eles podem explicar sua ineficiência, em comparação a petrolífera norueguesa?

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça 

Solução é privatizar

Antigamente uma linha telefônica fixa custava o equivalente a um carro, após a privatização do setor os preços caíram a uma fração do que eram. O Brasil é um dos mercados mais fechados do mundo, com impostos e burocracias desnecessárias, que visam apenas à manutenção de um Estado corrupto. Somente seremos um Estado enxuto e desenvolvido com a privatização das empresas estatais, principalmente a Petrobrás e os bancos públicos, que servem apenas de cabides de empregos para apadrinhados de políticos e para financiar campanhas eleitorais.

DANIEL MARQUES

anielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

Pagamos a conta sempre

O governo diz que o povo não merece pagar a conta da greve dos caminhoneiros. Mas nós pagamos a conta sempre. A conta da corrupção, da violência, da incompetência, do jatinho que nunca vamos usar. Pagamos por saúde e educação sem tê-las, para morar, para estacionar, para vender e comprar, viver e morrer. Até quando vamos suportar tudo isso? Este é um país desigual, a ponta da pirâmide vive em berço esplêndido, enquanto faz de tapete os que lhe pagam a conta. Tudo muito errado. E depois vem a esquerda falar em nome dos pobres... Ora, pobres somos todos nós, obrigados a sustentar a camarilha que não nos representa e só nos achaca. 

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

TEMER CEDEU

O presidente Michel Temer, em alto e bom som, disse que não cederia mais do que já havia cedido. Todavia, no último domingo, voltou a ceder e concordou com outras reivindicações dos caminhoneiros. Já, por sua vez, os grevistas sabem que, acuado, Temer sempre volta atrás e cede mais um pouco, ou seja, por enquanto "está tudo como dantes no quartel de Abrantes". E o povo de bem que tenha paciência, ora bolas! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A FORÇA DOS CAMINHONEIROS E O GOVERNO

Apesar de o governo ter cedido às reivindicações, os caminhoneiros agora também querem a baixa dos preços da gasolina, etanol, alimentos e outras mercadorias. Há, ainda, o risco de outras classes entrarem em greve, como já anunciaram os petroleiros. O governador Márcio França, que ganhou protagonismo ao mediar a greve no Estado de São Paulo, não arriscou prever o fim do movimento. O momento é crítico. É preciso investigar as variáveis do problema. Saber, por exemplo, como é que, sendo autônomos, os grevistas estão fazendo para sustentar suas famílias e pagar a prestação do caminhão, mesmo permanecendo parados por tanto tempo. Há que se verificar, mais do que o locaute das transportadoras (já em apuração) a possível existência de custeadores da greve, e identificar seus interesses e objetivos. O presidente Temer precisa agir rápido para evitar o pior. Até o momento, o movimento não parece tomado por forças ideológicas. Mas, se não encontrar na autoridade uma interlocução firme e confiável, poderá degringolar. Se isso acontecer, além de enfraquecido, o governo pode terminar antes do tempo e até a democracia ficar sob risco. Chegou a hora da sociedade, cumprindo seu dever cívico, colaborar para colocar água na fervura...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo 

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NÃO HÁ MÁGICA

O acordo com os caminhoneiros custará caro ao governo e, consequentemente, ao contribuinte, pois não haverá conta que feche enquanto o gasto da máquina pública federal continuar como está. Temer não teve coragem - por razões políticas - de mexer nesta casca de ferida, mas o próximo presidente, seja lá quem for, será obrigado a fazê-lo mesmo que jure o contrário durante a campanha. Nenhum governo aguentará fazer mais concessões desta monta sem cortar na própria carne. Não é preciso desenhar e não há mágica possível. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo 

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'DILMO' TEMER

"Vou começar pela primeira medida".

Sergio Salgado de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com 

Monte Santo de Minas (MG)

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GRAVE PROBLEMA

O desdobramento do movimento grevista dos caminhoneiros mostra que estamos diante de mais uma manifestação do governo Temer. Que não tem planejamento e dá a impressão que está sempre buscando a solução dos problemas que surgem, quando o correto seria a ação preventiva. E no caso dos caminhoneiros foram feitas propostas que recusadas na base, motivaram outras negociações. Ainda não aceitas pelos grevistas. De uma vez por todas, os mais diferentes segmentos sociais, com a divulgação nos meios comunicação é que vão definir a solução desse grave problema.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos 

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TEMER DE CABEÇA ERGUIDA

Michel Temer poderia salvar a Pátria: bastaria renunciar aos poucos meses que restam de seu mandato tampão, seguir a pé para a delegacia de polícia mais próxima e se entregar. Acusado de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça, a renúncia de Temer poderia encerrar a greve que paralisa o País. Ao renunciar e colaborar com as investigações Temer poderia ir direto para a prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. 

Mário Barilá mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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COMPARAÇÃO

O governo (sic) Temer está tapando o rombo da Petrobrás com o assalto ao bolso da população. Ressarcir confiscando os bens de quem assaltou a empresa, nem pensar. Com sua ineficiência conseguiu paralisar o País em 48 horas. Parabéns, pois está conseguindo ser pior que o "governo" Dilma.

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br 

São Paulo 

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PACOTE DE MEDIDAS 

Há uma associação de caminhoneiros, que tem até presidente, mas que inexiste. Há centenas de empresas transportadoras. Há os autônomos. Fica difícil negociar.

Fausto Ferraz faustoferraz15@gmail.com

São Paulo 

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AUSÊNCIA DE AUTORIDADE

Os desmandos e a total ausência de credibilidade dos governantes anunciam mais uma vez a possível repetição de uma triste parte da nossa história, uma circunstância agravada frente ao (ainda) pequeno apoio de parte da nossa sociedade ao intervencionismo sem medida no governo que aí está. Apesar dessa "greve" de "motoristas de caminhões" escancarar que o governo federal esteja perdendo o comando do Brasil, é fato inexorável que se trata de um governo constitucional e que a bem da nossa frágil e remediada democracia precisa chegar ao seu marco final, até mesmo porque não se vive em um regime parlamentarista em que governos mudam ao vento de cada momento. Chama a atenção a inércia dos pseudoscandidatos à Presidência da República diante do prenúncio do caos, revelando o quanto o País está desgraçado nas mãos desses péssimos brasileiros. Nenhum daqueles que até aqui se colocaram como sendo uma opção para comandar o Brasil a partir de 2019 se manifestou, sequer externou uma mísera atitude de solidariedade com o povo visando minimizar os efeitos das paralisações. Não se viu da massa de políticos brasileiros um único gesto visando incentivar o término imediato do movimento "grevista", ao contrário, assistimos o voar acelerado de muitos para as suas "bases" e o total abandono da Capital Federal nonagenário da crise. Essa letargia de todos os políticos - candidatos ou não - não é sem propósito, é fruto da máxima do quanto pior melhor, já que certamente irão se apresentar mais à frente como a opção para "salvadores da Pátria". Será por certo um enorme engano, especialmente se a situação se agravar, pois, se a pátria ainda existir, não será essa que permitirá ao candidato alcançar o poder. Os políticos já condenados e presos e aqueles (as) que estão nos corredores das celas e verdadeiros responsáveis em larga medida por tudo isto que aí está talvez até possam estar rindo aos cântaros diante do quadro de quase ruptura a que chegamos, mas, que estes não se enganem, pois, mesmo presos serão também devidamente cobrados pela história. É possível que muito desses talvez devam estar torcendo pela instauração da desordem no País e quiçá, pelo surgimento de algum "mártir" deitado na estrada para chamar de seu; afinal, esses todos são os protagonistas deste capítulo nefasto da nossa republiqueta e não se afastam da própria natureza. A esperança está na parte boa da imprensa nacional, a qual tem o dever de conclamar os envolvidos a cessarem imediatamente com esse movimento, que a cada dia perde a legitimidade face aos estragos e aos prejuízos de monta que está a causar ao trabalhador, as entidades civis, a indústria, ao comércio, ao agronegócio e a sociedade como um todo. Essa situação ganha contornos de medida destinada a instaurar o caos no País e isto não pode ser tolerado. Portanto, é preciso que a imprensa faça um apelo ao pensamento responsável de modo a se conseguir levar o País até às próximas eleições gerais sem mais traumas, caso contrário, o que esperar de tudo isso? 

Claudio Antelo claudio@ahantelo.com.br 

São Paulo 

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PETROBRÁS, SEUS PREÇOS E SEUS LUCROS

Na Petrobrás está prevalecendo a mais-parentia. Pedro Parente foi com muita sede às bombas. Quer bombar o lucro da Petrobrás. Após o petrolão e as "petroladas" e os seguidos criminosos prejuízos a Petrobras deveria se recapitalizar com uma carência de no mínimo 10 anos sem distribuição de dividendos. É o ônus dos acionistas roubados na Petrobrás. Pedro Parente quer reembolsar os acionistas roubados em um prazo muito curto onerando a sociedade brasileira. O povo não tem culpa nem no petrolão nem nas "petroladas". Os roubos na Petrobrás deveriam ser repostos pelos ladrões. Jamais pelo povo brasileiro!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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MAIA E EUNÍCIO

Rodrigo Maia sequer conhece aritmética, não soube calcular despesa contra receita para avaliar como atender os caminhoneiros. Eunício vai para casa e desfruta de 4 dias de descanso com o País se deteriorando com rapidez. Não se move para convocar os senadores para votação aboslutamente necessária. Dois incompetentes pedem a cabeça de Parente que está fazendo uma senhora administração na Petrobrás. Nenhum dos dois tem moral para pedir isto. Ministros se põe afirmar que há (houve?) locaute. Qual destes ministros, se tivesse caminhões, o poria nas ruas sabendo que pode haver depredação? Todos os nossos representantes buscam encontrar um culpado por algo que eles mesmo geraram. Tem que acabar esta distorção. Jornalistas, inclusive alguns do "Estado", afirmam que os caminhoneiros estão chantageando o Brasil. A meu ver total falta de foco no problema enfrentado. Os combustíveis pesam o que pesam por terem mais de 50% de impostos, sendo que 30% vai para governos estaduais que nada fazem para ajudar na solução. Os políticos estão mostrando não ter nenhuma preocupação com o País, daí a solidariedade da sociedade com os caminhoneiros. A sociedade não aguenta mais tanta cara de pau dos políticos que não cortam nenhum dos seus privilégios. Aduza-se a isto um Judiciário com um ministro com vezo reprovável de soltar bandidos. Não é à toa que estamos onde estamos, e se não houver compreensão mais atilada por parte dos políticos a paralisação pode ir longe.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br 

Campinas

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MOREIRA FRANCO

Por onde anda o atuante ministro das Minas e Energia Moreira Franco que deveria estar tratando da política de combustível e tentar estancar esta escorchante greve que atola o País e denigre a imagem do governo?

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br 

São Paulo 

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PEDRO PARENTE

Agora a responsabilidade é dele, quem é o imbecil que pede sua saída, de antemão deve existir muitos, mas de imbecis nada tem e sim de "bandidos"! Pobre Brasil 

João Luiz Piccioni piccionijl@me.com

São Paulo

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O COMANDO

Está na hora de tirar do comando os executivos da Petrobrás que provocaram a crise por incompetência ou má-fé. Melhor, ainda, se Temer renunciasse também. A Nação resiste ao retrocesso!

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br 

São Paulo 

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GOVERNO PARALISADO

Será que este governo sem espinha dorsal não percebe que sucumbir deste jeito vergonhoso diante dos caminhoneiros vai abrir as portas do inferno para que outras categorias fazem reivindicações absurdas? Além da autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), e apoio de todas as forças de segurança pública do País, o que mais precisa para forçar o fim da greve? Vai permitir que algumas centenas de pessoas ameaçam a vida dos outros 207 milhões de brasileiros? E cuidado porque os petroleiros já estão ameaçando entrar em greve. Oh, yes, nós temos banana, até pra dar e vender!

Omar El Seoud elseoud.USP@gmail.com 

São Paulo

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PETROBRÁS

Quando a Petrobrás era sucateada a ponto de quase quebrar, Lula passeava de helicóptero a uma plataforma, deixava a oleosa marca de cinco dedos no límpido uniforme de Gabrilli e enaltecia o pré-sal, enquanto a petroleira, seguindo a ordem governamental, vendeu combustíveis durante anos com 20% de prejuízo. Agora, sob nova administração, reerguendo a Petrobrás e restaurando os preços dos combustíveis, a greve dos caminhoneiros que paralisou o País nos faz meditar. O Estado do Rio de Janeiro em profunda roubalheira, apesar de afogado em royalties está insolvente; os ineficientes e gordurosos Três Poderes, cheios de penduricalhos, absorve m quase toda a receita, a ponto de as obrigações governamentais básicas serem precárias e pouco sobrar para investir. O petróleo é finito, estamos na época das vacas gordas, mas esbanjamos, não fazemos o dever de casa; quando chegar o tempo das vacas magras será a falência, nos veremos no espelho que somos outra Venezuela, mesmo cortando o cordão umbilical do Foro de São Paulo. Hoje somos reféns do transporte rodoviário, a Petrobrás é produtiva e o governo tem o dever de, racionalmente, tirar proveito da fartura e, de fato, cortar gastos e investir para o bem do porvir brasileiro, inclusive a imprescindível malha ferroviária para baratear custos, com mais segurança e eficiência. Felizmente o Brasil dispõe de uma imensurável riqueza e é abençoado por Deus, embora fortemente espoliado e mal administrado, é viável - antes tarde que mais tarde...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

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GREVE DOS CAMINHONEIROS

Só falta agora surgir uma nova liderança sindical do tipo "Lula dos caminhoneiros" para incendiar de vez a explosiva situação causada pela falta de combustível.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo 

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REFÉM

A greve dos caminhoneiros provou que uma categoria vital para o funcionamento do País consegue colocá-lo à beira do caos, desabastecido e sem serviços essenciais. Trata-se de um cenário episódico que poderia ser evitado, fossem as lideranças do governo sensíveis à gravidade do problema antes de ele espocar. Por outro lado, é evidente, embora pouco assinalado, que o povo brasileiro é refém, de forma sutil e permanente, de um sistema político que passa ao largo do interesse público e de uma Justiça errática e confusa. Tal quadro emerge, por exemplo, por meio do posicionamento, certa vez manifestado pelo presidente de uma das casas parlamentares, de que ela não é obrigada a ouvir os anseios da sociedade e pelas decisões de alguns ministros da Corte, ao insistirem em aliviar corruptos poderosos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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BLOQUEIO DE VIAS PÚBLICAS

Apesar da demanda dos caminhoneiros e transportadores ser compreensível, o meio utilizado (bloqueio de vias públicas, impedindo a circulação de pessoas e cargas) é extremamente injusto, prejudicial e atenta contra a ordem. Nunca isto ficou tão evidente. Urge legislar para punir severamente - com prisão, pesadas multas e confisco de veículos utilizados para este fim - quem ouse fazer isto. Quer seja nas cidades ou nas rodovias. Manifestar-se é lícito, mas prejudicar toda a sociedade para forçar uma solução não deveria ser. Sob o risco de, se não, virarmos um pandemônio. Por que, já se aprendeu quão eficiente é este método de pressão.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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'O PAÍS NÃO É SÓ DE CAMINHONEIROS'

Frase do ministro Carlos Marun, em entrevista, logo após umas de infindáveis e malogradas reuniões do governo com representantes dos grevistas caminhoneiros. Discutiu-se muito com relação ao diesel e, na reunião de domingo último, o governo cedeu às pressões e publicou no Diário Oficial da União (DCU), atendendo às reivindicações das classes lá representadas, três Medidas Provisórias (MPs). Redução de 0,46 por litro do derivado na bomba; isenção da cobrança de pedágio do terceiro eixo, levantado; e, reserva de 30% de frete contratado pelo Conab, ao transporte autônomo, além de outras concessões acertadas, para fim aos bloqueios. Em momento algum, nem governo e nem caminhoneiros tocaram no assunto gasolina e álcool, combustíveis que movem bilhões de veículos automotores cujos proprietários são explorados pelos preços abusivos da Petrobrás e extorsivos por parte dos donos de postos de combustíveis e derivados. Puro egoísmo, que o ditado popular, "farinha pouca, meu pirão primeiro", pode ser muito bem empregado. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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AUMENTO DE IMPOSTO PARA COMPENSAR SOFRIMENTO

Deseja o Planalto, por vontade de ministro inábil, aumentar imposto para compensar a perda com as reduções decorrentes da greve dos caminhoneiros. Absurdo desejo. Porque agora será a vez de uma greve nacional, inclusive com possível desobediência civil para não pagamento de tributos. O povo deste país não merece providências desse tipo, mesmo porque o povo não aceita mais aumento da carga tributária. Que cortem pessoal, mordomias, cartões corporativos e etc!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 

Rio Claro

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OPÇÕES PARA COMPENSAR 

O ajuste fiscal decorrente dos impostos extorsivos, gasolina insumos e etc., deveria ser compensado retirando os penduricalhos dos políticos e das classes privilegiadas.

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com 

Amparo 

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'DIE$ELGATE'

A greve dos caminhoneiros é um marco do limite de tolerância da população com o "Cu$to" Brasil. Definitivamente, não se pode mais viver num país que cobra impostos de Primeiro Mundo e entrega serviços de Terceiro Mundo e de quinta categoria. De duas, uma: ou o governo corta os impostos ou melhora os serviços. Basta!

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

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SUBVENÇÃO DO DIESEL

O ministro Eduardo Guardia tem o dever de informar à sociedade onde se darão os cortes de R$ 3,8 bilhões em despesas para compensar a subvenção do diesel - se na volumosa gordura da máquina estatal ou na débil musculatura da saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com 

Goiânia

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SITUAÇÃO ATUAL

Nos dias atuais a situação do Brasil é a seguinte: "tudo em ordem na devida desordem".

Nilson Soares da Silva nilson.ssilva@uol.com.br 

Conchas 

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SOMOS REFÉNS

Com todos os pedidos atendidos os caminhoneiros insistem no bloqueio, e como em um longo sequestro a população passará a apoiar a categoria. É a síndrome de Estocolmo, o povo intimidado e impotente dominado por uma categoria que já conseguiu mais do que pediu, mas sente que pode levar o dobro do muito mais, e o pior, sempre que assim desejar.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 

São Paulo 

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SOMOS INDEPENDENTES EM COMBUSTÍVEIS?

Fala-se que alcançamos a independência de combustíveis até porque contamos com a alternativa do etanol, o que significa não precisarmos importar petróleo, então, por que a Petrobrás faz correções de preços com base no valor do barril lá fora que está por volta de 75 dólares? Tal custo em dólares faz o litro do diesel chegar a R$ 4 nas bombas de combustíveis. Se amanhã o barril cair para 45 dólares, seu preço cairá na mesma proporção, ou seja, R$ 2,60 o litro do mesmo? Afinal, somos ou não independentes com relação a combustíveis? O problema maior foi o PT em 13 anos de desgoverno quebrar a empresa e sobrar para nós consumidores pagar a conta.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br 

Garça

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LIÇÃO DE HISTÓRIA

A queda de Salvador Allende foi pavimentada por uma greve de caminhoneiros que instalou o caos e o desabastecimento no Chile, abrindo caminho para a violenta ascensão do general Pinochet. Graças ao último mundial temos agora 12 arenas e estádios novinhos para a função infamante do Estádio Nacional de Santiago. Ou acham que da próxima ficaremos só em mil e poucos desaparecidos? Assim como Allende, o lulopetismo dividiu o País em "nós e eles". Os "bolsonaros et caterva" do Brasil agradecem. Pena que cada geração esquece as lições anteriores da História. 

Juan Maria Montero juanmontero@uol.com.br

São Paulo

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PERPLEXIDADE

Estou perplexa. Minhas ideias, usualmente claras, dissolvem-se nesta névoa de greve, população entusiasmada concitando a mais greve, governo impotente ante a greve, cuja autoria põe em dúvida... O brasileiro normalmente não pratica a cidadania com especial afinco, mas agora quer seus direitos, que mal sabe quais são. 

Ines Levis ineslevis@hotmail.com

Jundiaí 

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'SHELL'

Agora pra encher o tanque só pedindo pro papai do Shell

!

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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BRASIL SUCATÃO

Na Venezuela a comida apodrece por falta de gás e luz. No Brasil, por falta de transporte. Prateleiras vazias, caos e uma dívida pública sem fim. Os caminhoneiros denunciaram: o governo e o Congresso estão nus.

Alice Gaspar alicearruda@gmail.com

São Paulo 

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NORMALIZAÇÃO NOS COMBUSTÍVEIS

Estamos a quatro meses e meio das eleições presidenciais sem visão, sem propostas e sem atitudes. Com a Petrobrás no palanque (28/05, B5) as falas de privatização da Petrobrás estão fora do foco atual. Certo é que a empresa precisa ser sanada - inclusive dos aparelhados - para que se estabeleça uma situação normal quanto aos combustíveis, com lugar para o etanol e o biodiesel. Atacar o governo é demagogia rasteira. Henrique Meirelles acerta quando defende cortes nos gastos de governo - mais estados e municípios - para viabilizar reduções de impostos. 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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'PARADEIRA E DESMORALIZAÇÃO'

Excelente o texto do Celso Ming no Estadão (27/5, B2), mas tenho um adendo a fazer. Ele acredita que os caminhoneiros voltarão, pois têm família e contas para pagar. O que faltou considerar foi que a maior parte da frota parada é de empresas, que estão apoiando o movimento (locaute ilegal), e que os motoristas dessa frota, na realidade, estão "de férias", em conluio com os patrões.

João Paulo Mendes Parreira jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

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'ÓI NÓIS AQUI TRAVEIS'

Na manhã do último domingo, meu cão "Happy" trouxe-me o "Estadão", como faz sempre, mas ao abri-lo, caí na gargalhada ao ler a manchete. Essa greve de petroleiros prova que uma situação ruim sempre pode piorar. Greve em que salários não estão em destaque na pauta de reivindicações, cheira mal. Parece que certo partido, hoje irrelevante, está tentando voltar a influenciar a cena nacional, justamente através da empresa que quase destruiu. Apesar de tudo, vejo uma coisa positiva na pauta dos futuros grevistas - a retomada da produção interna de combustíveis e o fim da importação de derivados de petróleo. Sempre achei esquisita essa atitude da Petrobrás de "exportar laranjas e importar suco", ou seja, exportar petróleo bruto e importar derivados. A desculpa de desaparelhamento das refinarias não cola, pois essa prática vem perdurando por anos.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 

São Paulo

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'A VELHÍSSIMA POLÍTICA'

Como bem escreveu o editorialista (28/5, A3): "Há uma velhíssima política que precisa ser eliminada urgentemente do cenário nacional". Mas precisamos ficar atentos, para não trocá-la por um "novo" pior que ela. O atraso e a crise que estamos vivendo, tem nome: PT, MDB (ex-PMDB) e aliados, além de uma oposição conivente ou omissa. Hoje temos dois incompetentes na presidência do Congresso: Eunício Oliveira (MDB/CE) e Rodrigo Maia (DEM/RJ). Dá até saudade do "bandido de estimação", Eduardo Cunha. Mas como acabar com essa velha política? Não será com o voto, pois esses velhacos falam o que os seus eleitores, ignorantes ou inocentes, querem ouvir. Talvez o fim do voto obrigatório contribuísse para melhorar a qualidade dos políticos eleitos. Pois bem, nós, paulistas e paulistanos, precisamos voltar pra rua e pedir o fim do voto obrigatório, já que não é possível pedir a nossa independência desse Brasil atrasado.

Maria Carmen Del Bel Goulart carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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SOLUÇÃO ECONÔMICA PARA O BRASIL

Se o Brasil é uma economia 20 vezes menor que a dos Estados Unidos possuindo um Congresso funcionando bem com apenas 450 funcionários, por que no Brasil o nosso Congresso Nacional tem 10 vezes mais funcionários com um péssimo atendimento público? Se quiserem resolver o nosso problema econômico é fácil, basta ser honesto, patriota, competente e cortar 70% de todos os parlamentares: senadores, deputados federais, estaduais, vereadores e seus cabides de empregos aspones empregados. Isso, sabiamente já havia dito em projeto lei o saudoso deputado Clodovil que desagradou a totalidade dos nossos ineficientes e corruptos políticos.

Benone Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo 

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BRASIL 'SUCATÃO'

O espertalhão Lula, preparadíssimo para o que queria fazer, sabia que o País estava bom, mas o avião herdado do FHC era o "sucatão". O primeiro ato que comandou foi a compra de um novinho, o "Aerolula". Já o despreparado Temer, além de não saber o que deveria fazer, herdou da Dilma um Brasil "sucatão", bem mais difícil. Toda a turbulência que estamos sentindo vem daí. A solução é pousar, colocar o piloto de "licença", "consertar" o avião, e aí sim colocar um bom piloto no lugar do Temer. Nenhum piloto consegue pilotar um país "sucatão" do jeito que Dilma deixou. 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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'NO BRASIL DO DESENCANTO, LULA É O NOME MAIS APROVADO'

PUBLICADO NO ESTADÃO EM 28/05/18 

As pesquisas eleitorais da Ipsos são tão tendenciosas como da Datafolha, Ibope, Vox-populi, etc. Pois se baseiam numa presunção teórica falsa, que uma pequena amostragem no caso de 1200 eleitores, seja representativa de um todo homogêneo do País. A imensa extensão territorial do Brasil, além do perfil heterogêneo dos eleitores nos diversos estados e regiões, bem como a falta de sinceridade de muitos entrevistados, tornam pouco confiável tal previsão, as quais teriam um valor equivalente às astrológicas. Devem ser consideradas como formas de influenciar o eleitorado e nada mais, coisa, aliás, muito praticada pela grande mídia.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ROMPER AMARRAS

Está claro que não precisamos apenas de um presidente honesto, precisamos de mudanças estruturais, de otimização de prioridades, é necessário questionar as despesas com o Congresso Nacional, enxugar a máquina e os parafusos, essa legião de aproveitadores do erário público em diferentes níveis de hierarquia. Sem um controle fiscal implacável e independente, teremos sempre mais do mesmo, ou seja, um país à beira do colapso.

Ricardo Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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'SILÊNCIO DOS INOCENTES'

Interessante: o PT, PSOL, PC do B e outros lixos de nossa esquerda estão mudos. É o "silêncio dos inocentes" na prática. 

Paulo Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

São Paulo

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CORDA NO PESCOÇO

Vivo torcendo para que deem um microfone para Bolsonaro para ele se enforque sozinho, mas quem não para de falar bobagem é  Alckmin. A última é que ele é contra a regra do teto dos gastos, ou seja, ele está pregando a indisciplina fiscal do governo federal como sendo positiva. Realmente, sopa de chuchu requentada.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

 

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