Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Junho 2018 | 03h00

RESSACA DA PAREDE

Autofagia

Muito além de análises mais profundas ou muito aquém do tempo que não passa neste Brasil, país do “desde sempre”, percebemos a que levou esse último movimento, essa greve geral pseudo-heroica: a nada. Passou com gigantescos prejuízos, cavando mais um palmo no nosso incensado buraco sem fundo. São tolos os que promovem e os que apoiam um processo de autofagia, quando damos apenas um tiro no próprio pé, provocando desordem econômica, confusão política e desmoralização de uma Justiça que mais do que nunca vê e pesa na balança ideológica suas sentenças parciais. Estamos sós, perplexos com a “macunaimização” do brasileiro. Com seus valores perdidos, vemos na autofagia a salvação da própria pele, como um anti-herói esperto a apostar na estupidez do outro, além da sua. Sim, como diz velho ditado mineiro, “quando a esperteza é muita, vira bicho grande e come o dono”. Mais do que devorados por nós mesmos, com uma política de retrovisor, perdemos a capacidade de um pensar novo, dentro de uma lógica moderna de um mundo que rompe seus limites através de redes sociais sem fronteiras. O discursinho de direita ou esquerda envelheceu, está morto. Vale apenas uma administração nada mais do que séria, visando apenas ao bem-estar geral, sem nenhum privilégio ou direitos adquiridos pelas eternas oligarquias, castas de plantão. Ou mudamos radicalmente nossa forma de agir ou ficamos parados no espaço-tempo do nada, deixando tudo como está para ver como fica. Infelizmente, até agora, resta o nosso eterno perfil: o dos cordiais hipócritas que apostam na memória curta dos desavisados, massa de manobra que se contenta com migalhas dos poderosos, mestres de um populismo de discurso fácil e sem caráter.

GLORIA MONTEIRO DE MORAES

glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

Nome aos bois

O Brasil assistiu horrorizado ao espancamento e humilhações de motoristas, até um morto a pedrada, milhares mantidos reféns nas rodovias. Nesse período de barbáries, diversas vezes o comitê de “esclarecimentos” do governo veio a público informar que empresários inescrupulosos que cometeram locaute (palavrinha que só apareceu na Constituição de 1937 e significa “greve de empresários”) para tirar vantagens espúrias já foram notificados, que os líderes dos bloqueios e os infiltrados estão sendo identificados e que multas milionárias serão aplicadas, hoje estimadas em R$ 340 milhões. Pois bem, a situação de quase calamidade está superada, pelo menos parece. Estradas liberadas, combustíveis chegando ao destino, gêneros alimentícios voltando às prateleiras dos supermercados e animais e aves finalmente tratados. Passou a tempestade, voltou a bonança, e estamos conversados? Nada disso, o povo exige que o dito comitê da crise dê nome aos bois e revele quem foram os comandantes e os covardes paus-mandados dessa insurreição. E também que preste conta das pesadas multas que se multiplicam a cada dia, não podem ser só da boca pra fora, como foi comum em outras paralisações. Lembrem-se de que nós, o “tesouro do governo”, estamos arcando com R$ 13 bilhões, portanto, as multas serão bem-vindas para ajudar a cobrir o rombo anunciado.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Covardia

A cena mostrada na televisão de um cegonheiro, com o caminhão lotado de carros, parado por um grupo de “grevistas” e por eles retirado à força da boleia, a ponto de ter sua roupa rasgada e depois receber golpes de violência gratuita, com brados do tipo “sai daí, vagabundo”, mostra primeiramente quem são os verdadeiros vagabundos. O triste episódio evidencia também o desvirtuamento de um movimento que inicialmente contou com o apoio da população, mas, com a duração exagerada e sem justificativa, uma vez que boa parte das exigências fora atendida, ultrapassou o limite do razoável e então foi usado por grupos que visavam objetivos estranhos às justas reivindicações. Espera-se que, com a identificação facilmente obtida dos covardes que impediram trabalhadores de cumprir sua função, a polícia faça a sua parte e tome as devidas providências.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

O nó górdio

O estopim da greve dos caminhoneiros foi o preço do diesel e a política de preços da Petrobrás de reajustes diários, bem como os altos impostos cobrados. O governo federal reduziu os dele, uma pequena parte, mas os Estados são os maiores cobradores de impostos sobre o combustível. Imposto tão complicado que até há fornecedores de cálculo para as empresas. Um problema para todos os produtos e serviços do País, não só para o combustível. A raiz do problema é o monopólio da Petrobrás. Privatizar ou não, essa não é a questão. Acabar com o monopólio é que traria eficiência na formação de preços para o mercado. Se o barril de petróleo aumenta, seria mais bem-sucedida a empresa que melhor administrasse o repasse de seus custos aos preços de mercado. Como todas as empresas que têm competição. Nós, brasileiros, pagamos um preço muito alto por esse monopólio e não vi a discussão desse tema pela mídia, muito menos pelos parlamentares.

JOAQUIM XAVIER DA SILVEIRA

joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo

Os donos da Petrobrás

Leonel Brizola e outros políticos da esquerda sempre defenderam a Petrobrás como patrimônio público inegociável. Não só ela, mas também as estatais que, graças a Deus, já foram privatizadas, senão estariam enroladas, por motivos óbvios, depois de 13 anos de PT. Essa agora suspensa greve dos petroleiros mostra bem em que ponto estaríamos se elas ainda fossem do governo. Assisti a uma entrevista com dois altos representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e mais um economista ligado a ela, falando como se soubessem de tudo o que acontece com a companhia. Negaram o prejuízo com o represamento de preços feito por Dilma e defenderam uma política de preços que atenda ao povo, não ao mercado ou ao resultado contábil da empresa. E adiantaram que continuarão a pressionar para que a administração seja sensível a eles. Cheguei à conclusão de que a Petrobrás não é patrimônio público. São os petroleiros os verdadeiros donos, os únicos que se beneficiam por a Petrobrás ser uma estatal.

MIGUEL PELLICCIARI

mptengci@uol.com.br

Jundiaí

CORREÇÃO

‘Embu das malasartes’

Desculpe-me o leitor por uma informação incompleta em meu artigo de 30/5 (A2). O prefeito mencionado foi beneficiado com um segundo habeas corpus e reassumiu seu mandato.

J. A. GUILHON ALBUQUERQUE

São Paulo

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“Os petropelegos suspenderam a greve por falta de ‘combustível’...”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O RECUO DA FUP DE PARAR A PETROBRÁS, DIANTE DA  MULTA DIÁRIA DE R$ 2 MILHÕES

standyball@hotmail.com

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“Estão com saudades de quem? Do Aldemir Bendine, da Graça Foster, do Sérgio Gabrielli, 

do José Eduardo Dutra?”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), SOBRE O ‘FORA PARENTE’

ssoliveiramsm@gmail.com

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OUTRO CAOS À VISTA

Resolvido o problema dos caminhoneiros, o governo Temer está municiando outro caos, que deverá ocorrer em breve: o dos cidadãos de bom senso deste país, revoltados com os preços da gasolina e do etanol. Quem acompanhou as manifestações sobre o preço dos combustíveis, imaginava que agora eles viriam mais baixos, inclusive o da gasolina, mas, surpreendentemente, eles explodiram. A anarquia está estabelecida e os postos oportunistas, cobram o que querem protegidos pelo cartel, tão combatido pelo governo, mas que continua agindo livremente e desafiando o inoperante Cade. Se o governo não agir com firmeza e impor regras claras e justas, o futuro deste país estará seriamente comprometido, porque as forças contrárias e aqueles que torcem para o “quanto pior, melhor” estão por toda parte, agindo nas sombras e apostando no caos generalizado. Acorda, Temer e deixe de poesias, porque o que o Brasil menos precisa agora é de poetas e de dirigentes frouxos.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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‘EU TENHO A FORÇA’

“Temer preferiu quebrar a cara do que (sic) chamar quem podia ajudar”, palavras do deputado Paulinho da Força (SD-SP). Indivíduo primário e medíocre, que mal consegue se expressar em sua língua nativa, acha-se credenciado a intermediar o inédito - e complexo - problema causado pela paralisação dos caminhoneiros. Tem gente que não se enxerga.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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DEUS E A SURDEZ

Ouvir Michel Temer dizer que é um iluminado por Deus, nos leva a refletir que é melhor ouvir isso do que ser surda.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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O PODER

Os caminhoneiros pararam o País, exigiram abaixar o preço dos combustíveis, entre outras pautas, por sorte não exigiram a renunciar de Michel Temer e sua tropa, e assim ficou claro o que diz a nossa Constituição: “o poder emana do Povo”!

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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IDOSO ASSASSINADO

Um senhor de 70 anos foi assassinado a tiros depois que se opôs à greve dos caminhoneiros. Será que é preciso falar mais alguma coisa sobre essa paralisação criminosa - em todos os sentidos da palavra?

Carlos da Silva Dunham caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

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SOBREPREÇOS

Li no Estadão (31/5, A6) a afirmação de Alckmin de que o custo das obras do Rodoanel Norte está de acordo com a “regularidade dos procedimentos”. Concluo que também o governador está ciente de que todas as obras públicas são superfaturadas.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O COMEÇO ESTÁ PRÓXIMO

A greve dos caminhoneiros, que se alastrou como fogo num palheiro ao longo de todas as estradas do País, aparentemente com o propósito de protestar pelo aumento quase diário e abusivo no preço do óleo diesel, acabou por despertar a Nação para o absurdo custo incidente sobre o setor privado da economia (cerca de 195 milhões de indivíduos) pelos impostos que oneram os preços dos combustíveis (43% sobre a gasolina e 26%-27% sobre o etanol e o diesel) e que fazem parte da carga tributária geral de quase 40% sobre o PIB do País servindo quase que exclusivamente para sustentar as remunerações nababescas, as indecentes aposentadorias e demais privilégios, além de alimentar a corrupção vigente no setor público nacional (cerca de 5 milhões de servidores). Pouco ou quase nada sobra para investimentos em saúde, educação e segurança tão necessários à população mais pobre. Essa paralisação é, portanto, “a primeira batalha” da guerra que está apenas começando entre o imenso contingente de trabalhadores privados contra a minoria constituída pelos burocratas do governo. O começo da revolução que irá levar a uma verdadeira reforma política no Brasil está se aproximando de forma lenta, mas inexorável.

Claudio Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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EXÉRCITO

Parabéns ao Exército brasileiro por não se deixar manipular pelos que no passado disseram que: “não vamos deixar o Temer governar”.

Lourdes Migliavacca

São Paulo

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GOLPE MORTAL

Dilma colocou a Petrobrás na UTI, Pedro Parente e Michel Temer mataram a empresa com golpe mortal.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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‘GREVE’

Quem, seja por ingenuidade, seja com propósito, empregar o termo “greve” com referência às paralisações de caminhoneiros não autônomos e na Petrobrás reforça um ardil perverso de perturbação da ordem pública com intenções políticas. Trata-se de uma deformação maliciosa do significado do termo. É difícil identificar os idealizadores, mas os operadores, os sindicatos dominados pelo PT, estão à vista de todos, em particular do noticiário. Hão de ser denunciados, julgados e condenados pelas instituições competentes da sociedade.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO SAI DA BOLEIA!

Após 10 dias tomando “arrebite” para não dormir, o governo sai da boleia e descobre que perdeu carga pela estrada. Candidatos à Presidência pedem carona aos caminhoneiros! “Partido dos Caminhoneiros” é assediado por candidatos à Presidência para serem vices. Caminhoneiros carregam o governo por estradas nunca dantes percorridas! O governo é “carga pesada”, confirma caminhoneiro. Caminhoneiros ofereceram “arrebite” para o governo não dormir na direção! Mas não fez efeito! Governo compra frota de caminhões para políticos aprenderem a manobrar o poder!

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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‘BOL$O’

Saímos da greve de cabeça erguida. Traduzindo R$ 2 milhões mexe no passivo - bolso - deles!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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IMPOSTOS

O governo cobra impostos escorchantes para pagar o salário e as mordomias dos funcionários públicos e dos parlamentares, aumenta o combustível e os vereadores respondem com isso: https://www.google.com.br/amp/sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,camara-de-sp-aprova-auxilio-saude-para-vereadores,70002321679.amp

Victor Hugo A. Raposo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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OS DOIS BRASÍS

Os estudos sobre a reforma da Previdência deixaram mais visível uma discriminação imensa existente há décadas no País. Eles mostraram que os 31 milhões de aposentados e pensionistas brasileiros estão divididos em duas classes. A 1.ª classe é formada por um milhão de beneficiados oriundos do setor público, que recebem cerca de R$ 10 mil/mês. A 2.ª classe é formada por 30 milhões de aposentados oriundos do setor privado, que recebem em média R$ 1,6 mil/mês (um sexto do que os outros recebem!). Primeira conclusão, a ponta do iceberg: a Previdência Social tem um grande déficit que é inteiramente situado na Previdência do Setor Público. Segunda conclusão - o corpo do iceberg: os altos salários e privilégios pagos pelo Estado aos seus funcionários são o grande promotor da concentração de renda no País, caracterizando uma divisão na classe dos seus cidadãos: os que se sustentam do Estado, e os que sustentam o Estado, onde se transfere riqueza dos pobres para os ricos, e do setor privado e produtivo, para o setor improdutivo. Agora, a mais preocupante conclusão: todas as iniciativas visando promover uma real justiça na distribuição da riqueza nacional cabem a notórios integrantes da 1.ª classe - deputados, senadores, juízes e seus “entourages”. Isso significa que ou o povo as exige com uma energia ainda não vista no Brasil, ou elas não vão sair... Nunca!

Bernardo Costa bernardolealcosta@gmail.com

Rio de Janeiro

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INTERVENÇÃO MILITAR

Muitos que pedem pela intervenção militar são os que se cansaram de, nos últimos tempos, pedir inutilmente pelo fim das impunidades criminais e pela garantia da ordem e segurança pública. Não são da direita radical e fascista, são da constitucionalidade que deveria preservar, primeiro, o cidadão de bem, mesmo que tal signifique não ser, por exemplo, politicamente correto como os defensores ferrenhos de menores homicidas e de motoristas bêbados intocáveis, apenas isso, pois a ordem e progresso deveria ser uma bandeira nacionalista e imune ao julgamento de ideologias.

Marcelo Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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LEI E ORDEM

Cada vez mais brasileiros falam e querem uma intervenção militar. Há pesquisas em que esta alternativa é apresentada como aprovada pela maioria. O general Villas Bôas nega veementemente esta hipótese, mas, no programa “Conversa com Bial”, chegou a declarar que o artigo 142 da Constituição outorga que as Forças Armadas podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem. Afirmou ainda que a intervenção militar pode acontecer por iniciativa de um dos Poderes ou até por conta própria. O que isto demonstra? Duas coisas: que o brasileiro invariavelmente escolhe sempre as piores opções e que o desespero e a desilusão com a democracia infelizmente passaram dos limites.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PEÇA BUFA BRASILEIRA

Os brasileiros vivem uma Ópera-bufa de baixíssima qualidade, assistindo passivamente a um espetáculo cheio de truques enganosos como, por exemplo, um movimento de caminhoneiros, que falsamente convence como uma livre manifestação de todos. Não percebem que seus aplausos e vaias são habilmente manipulados pelos donos do teatro, saudáveis, soberbos, autoritários e detentores da arrecadação dos ingressos, jamais aplicadas em melhorias, mas enchendo seus bolsos. Nessa construída ilusão de uma realidade fantasiosa, os espectadores esquecem-se que pagaram o ingresso de entrada, via do voto, e, na saída, retornam às ruas inseguras, à habitação alugada, à saúde arriscada e continuam explorados por esses patifes ilusionistas que dominam o erário. Título da peça bufa: “Manipulação e decadência de um povo”!

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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ATÉ QUANDO?

Todas nossas autoridades constituídas falam e elogiam a democracia brasileira. Agora leio que todos aqueles que criticam o atual governo e sugerem a volta dos militares ao poder vão ser processados enquadrados na Lei de Segurança Nacional, apesar dela ser esquecida nos casos de ataques terrorista de extremistas no país. Só uma pergunta: a democracia não garante a livre expressão?

Mauricio Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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PARALISAÇÃO DOS TRANSPORTADORES

O que observamos nos últimos dias com a parada dos transportadores é gravíssimo. Como pode o País não ter alternativas para conter um impedimento de livre circulação. Se fosse um governo legítimo e honesto já teria mandado as Forças Armadas e a Polícia Militar liberar a livre circulação de quem assim o deseja. Estamos assistindo a inércia do poder constituído que não sabe o que fazer ou se sabe tem medo de agir. Francamente o País está sob golpe dos transportadores um agente interno nocivo à Nação. Temos aproveitadores da situação que elevam preços e não há como combatê-los. O Brasil necessita urgente rever o sistema de transportes de cargas com viabilização a princípio do transporte ferroviário e gigantes centros de distribuição regionalizados e a partir daí a distribuição de veículos de carga. O País tem uma grave crise político/administrativa. Sem precedentes. Os governadores que cobram o abusivo ICMS já deveriam ter sido convocados à Brasília para diminuírem a alíquota cobrada. A Petrobrás tem que rever a forma de reajuste.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

Mirandópolis

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O BRASIL À DERIVA

Se alguém tinha alguma dúvida que o nosso País se encontra à deriva, acho que essa dúvida dissipou-se. Uma greve sem uma liderança aparente, aproveitada por uma súcia de baderneiros, bloqueando estradas, apedrejando veículos do Correio, provocando o desabastecimento e impedindo o direito de ir e vir de uma população, que também é vítima dessa alta de preços dos combustíveis. Do outro lado, um Congresso corrupto e eleiçoeiro, que chantageia um governo fraco que, preocupado com seus níveis de popularidade, “determina” a redução dos preços dos combustíveis, sem quaisquer estudos a respeito da formação desses preços. Infelizmente, estamos assistindo à repetição do descalabro dos governos anteriores, que determinava os preços dos combustíveis e da energia elétrica, visando exclusivamente fins escusos e eleitorais.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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APARÊNCIAS ENGANAM

Os pronunciamentos sobre a greve dos caminhoneiros, pelos pretensos candidatos à Presidência revelam a taxidermia da moral e da ética que existe no Brasil!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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PERPLEXIDADE

O presidiário Lula da Silva está perplexo com o desabastecimento vivido pelo brasileiro, em virtude da greve dos caminhoneiros, segundo Paulo Pimenta (PT-RS) que comandou comissão de deputados que vistoriou instalações da hospedaria da PF, em Curitiba. Os adoradores do mais honesto, que dispõe de carro, assessores, segurança, moradia, refeições e segurança da PF voltaram a pedir sua libertação, apoiados por um ator de filmes “B” de Hollywood. Mais perplexos ainda que consigam enxergar o mal causado por 13 anos de governo do partido mais, mais, mais e mais corrupto da história brasileira.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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FACHIN E SUA ALMA PETISTA

Ministro Fachin se diz a favor do imposto sindical (31/5, B10), ele deve, isso sim, de dizer impedido de julgar tais ações por ser petista de carteirinha. Não podemos nunca esquecer que o ministro Fachin fazia campanha para Dilma ser eleita presidente, (https://www.youtube.com/watch?v=8BIdfkmUq5I) e em junho de 2015 foi nomeado por Dilma ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dia 28/6 está na agenda do plenário do STF discutir o fim da obrigatoriedade do imposto sindical, mas Fachin, petista de alma, ameaça conceder “medida cautelar”, caso o plenário não julgue a ação. Como esses sindicatos não defendem nenhum direito dos trabalhadores, e sim se locupletam com tanto dinheiro que recebem do governo e sem contrapartidas, não precisariam entrar com ações no STF, se de fato defendessem direito de seus filiados, aliás, as receitas diz a matéria, diminuíram cerca de 90% após a reforma trabalhista, que aboliu a obrigatoriedade dessa excrescência que é o imposto sindical.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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O VAI E VEM DO STF

Fachin vê razões para o retorno da contribuição sindical obrigatória. Essa notícia nos dá a certeza do papel do STF. O Congresso aprova e o STF desaprova. Até quando vamos viver nessa briga eterna de partidos que não querem ver a lei sendo cumprida e sim a instalação do caos e o poderio das esquerdas tão desmoralizadas? Seria falta de trabalho do ministro que, não tendo o que fazer, fica no vai e volta? Não há quem aguente tamanha preferência pela cor e não pela lei.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DE NOVO GILMAR

Que a Justiça é lenta, todos sabemos. Agora, qual o tramite utilizado, citando apenas exemplos recentes, pelos réus o “Rei dos ônibus” no Rio de Janeiro e Paulo Preto, para que tenham obtido liberdade, em menos de 24 horas, deferida pelo ministro Gilmar Mendes?

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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FALECIMENTO DE AUDÁLIO DANTAS

Recebi, com muito pesar, a notícia da morte de Audálio Dantas. Jornalista e escritor dedicou seu talento e sua capacidade de liderança para avançar as causas da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. Durante o regime de exceção, teve a coragem de levantar sua voz contra o arbítrio. Emprestou também sua pena à denúncia social, demonstrando sua solidariedade com trabalhadores, moradores de favelas e a parcela mais sofrida da população. O exemplo de generosidade de Audálio Dantas valeu-lhe o reconhecimento internacional com o prêmio de direitos humanos da ONU em 1981. Quero expressar minha solidariedade aos familiares e amigos deste grande brasileiro, cuja contribuição a um Brasil mais solidário, justo e tolerante continuará inspirando as atuais e futuras gerações.

Aloysio Nunes Ferreira

Ministro das Relações Exteriores

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OPERAÇÃO BOI BARRICA

Após quase nove anos de espera, o ministro do STF Ricardo Lewandowski, manteve a decisão de o “Estadão” não publicar matérias que envolvam Fernando Sarney, filho do ex-presidente, pelas “trambicagens” cometidas. O clã dos Sarney aplaude. Por outro lado, Lewandowski não se dá por “achado” e afirma categoricamente que aquela Corte, em nenhuma hipótese, demora nos seus julgamentos. Imaginem se demorasse! Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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OITO ANOS E NOVE MESES

O “Estadão” esperou oito anos e nove meses para receber, no STF, uma decisão rapidinha do ministro Ricardo Lewandowski. Houve pedido de reconsideração, mas certamente não será atendido, porque o jornal não faz parte do modus vivendi diuturno do ministro. Foi o julgamento estribado na liberdade de imprensa ou na aplicação ideológica conveniente?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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SALVE IMPRENSA!

Se puder esperar a notícia, se puder não repassar o “zap zap” super malicioso, certamente seria muito melhor. Com o caderno de economia mais volumoso em tempos vazios o “Estado” nos mostrava o estado real das coisas. Competindo com mensagens falsas e xingamentos a torto e a direita. O povo na roda das fake news repassando o que desagrega. Uma concorrência desleal para o “Estado”, mas certamente no final das contas as matérias feitas à luz do bom senso prevaleceram. O jornal ajudou e muito os seus leitores, obrigado. Temos direito a uma notícia bem apurada e bem armada. Não declinou em nem um momento com sua posição democrática, coragem é para poucos. Onde muitos se perderam no turbilhão de notícias falsas, nos tempos de fake news, sai na frente quem lê jornais e se afasta do simulacro de prestação de serviço.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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