Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Junho 2018 | 04h00

CRIME ORGANIZADO

Crescimento do PCC

Para quem mora na periferia de São Paulo não foi surpresa a manchete de domingo (PCC cresce e já fatura mais de R$ 400 milhões por ano), pois quem manda nos bairros, hoje, são os "irmãos", que estão mais organizados do que o governo, dominam condomínios e favelas, desfilam em carrões e gastam muito no comércio local. Também resolvem conflitos e punem quem sai da linha. O governo perdeu o controle da cidade e vem perdendo o do País há muito tempo!

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LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@outlook.com

São Paulo

Reféns da desordem

Os três Poderes, em todos os níveis republicanos, exercem uma gestão desfocada do Brasil real. No Executivo, presidente, governadores e prefeitos, cercados de conselheiros, ministros e secretários, são subjugados por um Legislativo que, além de funesto, nos assalta aprovando imorais concessões ao poder econômico, aos seus pares e, distorcidamente, até seus próprios salários. O Judiciário, mesmo custando dez vezes mais do que em vários países, perdeu a coerência jurisdicional na dicotomia de divergentes decisões, monocráticas e colegiadas, e, por consequência, o necessário respeito como instituição. Há tempos os brasileiros de bem são obrigados a sentir o odor fétido emanado de um caldo preparado e mexido por uma malfazeja elite de dirigentes que insiste em manter o Brasil em total desgoverno, permitindo, assim, a insurgência de organizações criminosas como o PCC, deixando mais de 200 milhões de brasileiros reféns de uma proposital desordem.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Paralisações 

Teria o PCC ligações com os mandantes das paralisações dos caminhoneiros? A última vez que a população ficou refém de grupos de poder foi em São Paulo, em 2006, quando o governo estadual se viu obrigado a negociar com os criminosos para que a população pudesse voltar a viver na normalidade do ir e vir, trabalhar, estudar, comprar alimentos, etc. Mera semelhança com as últimas paralisações? Afinal, do mesmo modo a população ficou refém dos grevistas e o governo foi obrigado a ceder às exigências estapafúrdias de seus integrantes e comandantes, pondo o País em risco e à mercê dessas forças de essência populista, como nos tempos de Lula e Dilma. Aliás, diga-se, essa dita greve também se mostrou apoiada por criminosos, que, mesmo após as concessões negociadas pelo governo, ameaçavam caminhoneiros e quem passava nas estradas!

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

SINDICALISMO

A vida pós-reforma

A Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que no Ministério do Trabalho transformou a oficialização de sindicatos em moeda de troca - por isso durante o lulodilmismo eles proliferaram tanto e hoje temos cerca de 17 mil. Mas a reforma trabalhista acabou com a farra do chamado imposto sindical obrigatório, o que fez desabar em 88% a arrecadação dos sindicatos. Esperamos que sobrevivam os que tiverem capacidade para se adaptar às novas regras. Depois que o ex-presidente Lulla isentou, por lei, as entidades sindicais de prestarem contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), ter um sindicato virou negócio extremamente lucrativo. Eles não exerciam a função que deveriam, mas enchiam o bolso dos dirigentes, que passaram a levar vida de milionário. Hoje assistimos ao fim de uma era sombria e ao início de uma moderna, contanto que o presidente Temer não baixe aquela medida provisória restabelecendo o imposto sindical. Seria um tremendo retrocesso!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Acabou a farra

O desconto obrigatório da contribuição sindical e a dispensa de as entidades sindicais prestarem contas desses recursos ao TCU foram jogadas de mestre de Lula para consolidar mais e mais apoio ao PT, controlador da maioria dos sindicatos. Mas seis meses após a reforma trabalhista a arrecadação dos sindicatos desabou 88%. O trabalhador não sustenta entidades que nada fazem por ele, é simples assim!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Perigo no Supremo

Embora o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal, seja merecedor do nosso respeito e admiração por sua conduta, sua tendência a decidir monocraticamente pela volta do imposto sindical obrigatório é reprovável. Esse famigerado imposto só serve para onerar ainda mais o já sofrido povo brasileiro e financiar grevistas e baderneiros. Chega!

WALTER ROSA DE OLIVEIRA

walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

Mas é lógico que Fachin é a favor da volta do imposto sindical. Afinal, ele recolhe para qual sindicato? Nenhum!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

Lei é lei

Com todo o respeito ao ministro Edson Fachin, o trabalhador tem todo o direito, democrático e espontâneo, de decidir se quer ou não contribuir.

JAIME E. SANCHES

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

ESCOLA DE FRANKFURT

Fracasso da esquerda

Todos os estudiosos da Escola de Frankfurt (Aliás, 3/6), cujo principal ensinamento se baseava na visão marxista de algumas áreas do conhecimento, como filosofia, antropologia, psicologia, mitologia e outras, tanto na Dialética do Esclarecimento como na teoria crítica da sociedade, mostraram que na economia pararam na época da máquina a vapor, em meados do século 19, e pouco evoluíram. O último teórico econômico marxista, no final da década de 1960 e início da 1970, que influenciou o grupo foi Ernest Mandel, o qual em 1972, na Universidade de Berlim, lançou sua famosa tese, muito distante da realidade do mundo, do capitalismo tardio (Spätkapitalismus), o qual deveria estar terminando, argumentando com dialética e matemática duvidosas para provar que em breve desapareceria por sua absoluta insustentabilidade, em face da superioridade da economia socialista. Pois bem, no início dos anos 1990 desapareceram a URSS e seus satélites, por total falência econômica. Todavia tal teoria foi influente no esquerdismo da América Latina, onde a tradução da obra financiada pela Escola de Frankfurt é até hoje muito citada e usada pelo PT e puxadinhos, sendo talvez a principal razão do fracasso econômico dos governos esquerdistas da região que faliram todos, sem exceção.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Privatização

O orçamento dos sindicatos caiu expressivamente após a vigência da reforma trabalhista que estabelece, entre outros dispositivos, a não obrigatoriedade do desconto de um dia de salário. A nova situação obriga os controladores a, entre outras ações visando a sobrevivência das entidades, estimular a adesão voluntária, inclusive com presença nos locais de trabalho, e recuperar o propósito básico daqueles órgãos de classe, que consiste em servir como porta-voz aos problemas e aspirações dos trabalhadores. Trata-se de uma espécie de "privatização" que, como quase todas, expõe vantagens sobre o modelo no qual se aguarda passivamente o subsídio sem a contrapartida de esforço que vise a atender aos interesses legítimos dos filiados e não os de caráter político dos dirigentes. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Contribuição sindical 

A constatação de que a extinção da contribuição sindical incluída pelo governo Temer teve muitos reflexos nas receitas sindicais é uma realidade. E isto tem a ver com os representantes dos trabalhadores. É uma questão que tem de ser levada em consideração pelas entidades que levam a sério seus compromissos, aproveitando a situação para promoverem campanhas de sindicalização que motivem seus representados a aceitarem a representação efetiva e não apenas de interesses pessoais.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Dependência

Dependência do Estado em maior ou menor grau existe em todos os países. Aqui é flagrante o grau cultural da dependência. Nem se cogitou no aumento das tarifas de transporte para terminar a paralisação dos caminhoneiros autônomos. Seria a solução simples pelo mercado. Teria poupado a renúncia de Pedro Parente e reforçado o prestígio do governo. Nenhum político ou comentarista discutiu esta solução. A democracia será fraca enquanto a cidadania não controlar a formulação e a gestão do Orçamento.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Marketing fraco de Temer!

O marketing do presidente Temer é muito fraco. Bastava copiar o ex-presidente "Lulla" que jogou a culpa de todas as mazelas na "herança maldita de FHC". Se estamos pagando a conta hoje de uma Petrobrás quebrada, vilipendiada, sucateada, precisando urgentemente de capital externo para pagar as contas, a culpa é do "lulodilmismo" ou não é? Junte incompetência com corrupção endêmica e cabides de emprego. Isso quebra qualquer um e o povo precisa se lembrar dos reais culpados. A não ser que Temer estivesse de braços dados com o PT, aí justificaria o silêncio para carregar sozinho a culpa. A quebradeira foi deixada em todo o Estado e os verdadeiros culpados precisam estar presentes no imaginário popular. Que Temer ajude o Brasil a não cair novamente nos cantos das sereias famintas. Esse seria seu verdadeiro legado, porque mesmo culpados, "Lulla" e "Dillma", para salvarem a própria a pele, não o protegeriam de jeito nenhum!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Copa, arraiais e o governo acabado

No dia em que o Brasil estrear na Copa do Mundo, encerra-se, na prática, o governo do presidente Michel Temer. Mas, o final do período produtivo acaba já nas festas juninas. No nordeste, esses eventos populares são o máximo da mobilização e todo político que se preza e quer continuar a carreira não pode faltar. Terminadas as festas e a Copa, em julho, os deputados e senadores estarão em férias. No mês de agosto, quando deveriam voltar ao trabalho, ocorrerão as convenções partidárias para a escolha dos candidatos, e a campanha começará oficial e explicitamente. Tendo sido eleitos (ou perdido as eleições) em 7 de outubro, passarão todo o mês ocupados com as disputas do segundo turno para presidente da República e governador dos Estados. Temer, que não conseguiu fazer passar a reforma da Previdência e obteve muito pouco da trabalhista, fala em privatizar a Eletrobrás. Mas dificilmente conseguirá pautar as discussões no Congresso. Em termos práticos, seu governo já acabou. Os congressistas agora querem salvar a própria pele e, depois da eleição, terão um novo e futuro governante para se relacionar. Oxalá o presidente e sua equipe consigam, pelo menos, manter a máquina em funcionamento até 31 de dezembro...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo 

Concorrência sadia

Para comemorar dois anos de governo, o cerimonial da Presidência lançou o slogan: "O Brasil voltou 20 anos em 2". Assim como foi concebido, sem a vírgula após o verbo, dava a impressão de que o País regrediu duas décadas sob a gestão do MDB. Essa trapalhada aconteceu em 15/5 e, 15 dias após, outro erro, mas, não na colocação de uma simples vírgula, e sim, no tabelamento do preço do diesel nas bombas. Hoje, podemos afirmar que o Brasil regrediu 32 anos em 2. Em março de 1986, com o lançamento do Plano Cruzado, houve tabelamento geral de preços. Convocadas pelo então presidente José Sarney, donas de casa com broche verde e amarelo na lapela, com lista de preços estabelecidos, cobravam donos de supermercados e os denunciavam, se o preço não batia. Deu no que deu. Produtos sumiram das prateleiras, os bois sumiram dos pastos e o plano foi um fiasco total. Resultado, fornecedores passaram a cobrar ágio, e assim, a inflação voltou a galopar. Então, como controlar 40 mil empresários do ramo de combustíveis? Livre concorrência e fiscalização efetiva em cartéis. Praticou preço justo, cliente garantido; abusou, cliente perdido. Não tem vírgula que conserte.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotail.com 

Jundiaí 

Demissão de Pedro Parente

De todos os estragos ao País provocados pela greve dos caminhoneiros, o mais grave e danoso de todos foi a demissão de Pedro Parente da Presidência da Petrobrás, dano irreparável.

João Aguiar Soares Machado jotaiada@gmail.com

São Paulo 

Pedro Parente

O petróleo, assim como o café, soja, ouro e minério de ferro são commodities. Seus preços oscilam e seus subprodutos são reajustados. Pedro Parente agiu da mesma forma que o mercado internacional e, administrativamente, sem influência política ou populista, a Petrobrás saiu da pré-falência. O Brasil da endêmica corrupção não aprovou e ele pediu demissão. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

Perguntar não ofende...

Alegam os demagogos de plantão que o presidente da República demorou e não soube como agir no lockout, ou seja, "greve" dos caminhoneiros. Ignoram que para haver negociação é indispensável que a parte reivindicante apresente de boa-fé sua pauta de solicitações e não de forma genérica, uma vez e que a parte contrária tem pleno direito de estudá-la e ver a possibilidade de atendimento ou não. Todo empregado sabe que é assim em qualquer empresa, sendo estranho que isso não venha à baila! Entretanto, não se comenta que não houve violência ou morte em decorrência das ações governamentais, sendo que as cenas de violência e a lamentável morte e um caminhoneiro, veio da parte dos ditos "grevistas". Será, então, que se prefere a solução Daniel Ortega, na Nicarágua, onde já se contam mais de cem mortes em virtude dos protestos populares contra o governo? Fácil é posar de estilingue, difícil é ser vidraça. 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Seguro para reduzir preço de gasolina e gás 

Agora sim vai funcionar! Todos poderão ficar seguros que nada mudará, o petróleo é nosso (petroleiros e políticos corruptos), que não será privatizada, que maravilha! Estamos cada vez mais seguros que nos tornaremos em breve em uma nova... Venezuela!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Não dá para entender!

Francamente! Não dá para entender os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Estes, atrelados aos preços internacionais, cuja cotação varia diariamente em função do dólar. O que realmente deixa a desejar é que, nenhum órgão da imprensa escrita ou falada mostra a realidade para o povo brasileiro, qual a produção atual de petróleo bruto, quanto dessa extração é refinado pela Petrobrás, qual quantidade é exportada, qual a quantidade é importada, os preços das transações. Por que o etanol não é distribuído diretamente da usina para os postos de abastecimento? A Petrobrás não fabrica etanol, por que tem que ela distribuir? Por que os preços da gasolina em outros países da América do Sul é a metade dos preços!

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva 

O saldo da paralisação

Dados da CNI apontam que 45% das indústrias ficaram paradas durante a greve dos caminhoneiros por falta de matéria prima ou pela dificuldade de enviar sua produção. Mas as perdas não param por aí, cerca de US$ 1 bilhão de dólares foi perdido em exportação, produtos manufaturados e alimentos, mais de 100 milhões de aves foram sacrificaras e 300 milhões de litros de leite foram jogados fora. O saldo dessa paralisação: vai aumentar o desemprego, a inflação vai piorar, assim como o PIB. A fatura chegará para todos, menos para a classe política, essa nunca paga nada, só faz crescer as dívidas. Até quando vamos aceitar essa excrescência?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Ponderações

O índio aqui tem algumas ponderações a fazer para os caciques federais e estaduais, sobre os combustíveis: deixando a Petrobrás seguir sua política empresarial, aliás, lógica, pode-se esperar um lucro anual de algo em torno de R$ 25 bilhões, e a participação federal no lucro praticamente compensaria os subsídios concedidos; se tornarmos os preços médios de 1.º quadrimestre deste ano, e fixarmos estes valores como teto máximo para aplicação dos impostos, tanto os federais quanto os estaduais, ambos terão recolhimentos bem maiores que os esperados no início do ano. Óbvio. Tal política deveria ser mantida até o fim do ano, salvo improváveis reduções significativas de custos que, se for o caso, deveriam ser repassados aos consumidores. Combustíveis mais baratos incrementam a atividade econômica, seja por investimentos como por consumo, e, consequentemente, mais impostos. A ojeriza de muitos políticos pela competência e seriedade só nos causa imensos prejuízos. 

Andre Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo 

Chamem os caminhoneiros 

Renan Filho e Renan Calheiros lideram pesquisas em Alagoas! Romero Jucá não é abalado pela Lava Jato em Roraima! Aécio Neves e Dilma Rousseff lideram pesquisas para senador em Minas Gerais! Chamem os caminhoneiros de volta, já!

Paulo Arisi paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre

'O STF tarda'

O editorial do "Estadão", "STF tarda" (4/6, A3) noticiou que, se todo o Judiciário tivesse o ritmo do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação Lava Jato ainda estaria engatinhando. Foi mais longe e disse que enquanto as instâncias ordinárias julgam e condenam os corruptos, respeitando "o princípio da razoável duração do processo", somente agora, após mais de três anos, é que aquela Corte condenou um político inexpressivo, faltando ainda, uma enorme "plêiade" de criminosos que tem seus processos repousando naquele tribunal. Mesmo assim, justiça seja feita ao ministro Gilmar Mendes que, com a maior eficiência, solta seu criminoso predileto em alguns minutos. Parabéns, Gilmar! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Demora

Nosso prestigiado "Estadão" aborda o fato de o STF demorar na tomada de decisões. Desta forma, faz eco às vozes do povo, que, à boca grande, reclama em todos os cantos do país a inexplicável lentidão com que proferem suas sentenças. Como se diz à solta: cansamos de esperar a decisão do STF... Enquanto isso, os criminosos indiciados desfilam à nossa volta num deboche desmesurado. Outros até ostentando elevados cargos nos Poderes desta República, que o digam muitos senadores, deputados e ministros... Penso que um dos motivos de tanta demora nos julgamentos seja porque, volta e meia andem alguns ministros, mundo afora em congressos, conferências e, sobretudo emendando semanas aos feriados. Quando não levam dois dias em discussões, desfiando conhecimentos e filigranas jurídicas para os holofotes da TV e mídia. Já é hora dos senhores daquela egrégia Corte fazerem como a maioria dos brasileiros faz cumprindo suas obrigações: trabalhem mais para honrar seus cargos e justificar seus altos salários e os penduricalhos que recebem. 

Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

Um político diferente

A postura do prefeito de São Paulo durante a greve dos caminhoneiros mostra que nem todos os políticos são demagogos, irracionais ou crápulas, que só lhes interessam os ganhos pessoais. Com uma atitude equilibrada e sem "oba, oba", o prefeito Bruno Covas, com discrição e bom senso estabeleceu prioridades, mantendo os serviços básicos (saúde, segurança e transporte publico) funcionando, ainda que com reduções, mas não deixando a população, especialmente a mais pobre, desamparada. Como, em se tratando da classe política brasileira, isto é tão raro, só nós resta cumprimentá-lo e parabenizá-lo por sua postura de um verdadeiro defensor da causa pública sem se preocupar com os dividendos pessoais.

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com 

São Paulo

Os vigilantes defensores da nação

Há um traço comum entra os excelentes artigos de Sérgio Fausto "Contra a aventura autoritária" e o da jornalista Eliane Cantanhêde "Isolados e sob ataque", publicados no "Estadão" (3/6, A2 e A6). É o repúdio à "intervenção militar já". A jornalista inclui os militares entre os timoneiros de uma nau à deriva, que precisa chegar ao porto seguro do próximo governo. Sérgio Fausto, ao criticar Jair Bolsonaro, exalta a figura do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente da República após o golpe civil-militar que afastou as negras nuvens do comunismo que rondavam nossa Pátria, impedindo que hoje fôssemos uma Venezuela. Assim são, e auguramos que continuem sendo, as nossas Forças Armadas (FFAA): sempre no pleno cumprimento do seu dever institucional da defesa do nosso país.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 

São Paulo 

'Aventura autoritária'

O artigo de Sérgio Fausto mostra com riqueza de detalhes o risco que o país corre, se as urnas vierem a eleger aventureiros que façam elogios ao governo militar. Além de todos os ataques que a democracia sofreria, nesse caso, há que levar em conta que, passados mais de 50 anos do golpe militar, o mundo globalizou, a economia é muito mais complexa e a sociedade garantiu avanços institucionais importantes, que não podem ser varridos pela visão rasa e demagógica de aventureiros despreparados, como o artigo tão claramente expõe.

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo 

Democracia x ditadura

A quatro meses da importante eleição presidencial, ao tempo em que o País vive em pleno Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado após a longa e interminável noite dos anos de chumbo grosso do regime de exceção, de lamentável memória, é de fundamental importância que os eleitores não confundam na hora do voto a necessária e imprescindível autoridade política de um bom governo com a condenável e inaceitável política autoritária de uma ditadura. Como muito bem escrito no contundente artigo "Contra a aventura autoritária", de Sérgio Fausto, superintendente da Fundação FHC (3/6, A2), "não é hora de lamentar a falta de 'grandes políticos' ou de aderir ao exercício estéril de 'falar mal do Brasil'. Não temos outro país para chamar de nosso. Chegou o momento de construir um pacto pela ordem democrática para conter o risco da aventura autoritária". Vota certo, Brasil!

J.S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo 

Fake news versus qualidade

O que mais me impressiona em relação às fake news são a falta de senso crítico e a preguiça das pessoas. Eu nunca fui vítima de uma, pelo simples fato de que, se desconfio de algo, faço uma rápida pesquisa no Google. Se a notícia não aparecer em nenhum veículo de credibilidade trata-se de fake news, simples assim.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

180 dias de licença paternidade 

Após ler a reportagem sobre a licença paternidade de 180 dias (4/6, A17), concedida pela Justiça, ao professor Luís Souto, fiquei imaginando o que faria o dono de uma pequena empresa ou, mesmo um chefe de um departamento de uma grande organização, ao defrontar com esse problema. Admitiria um substituto e, após treiná-lo por meses, o dispensaria, quando da volta do licenciado ou aproveitaria o novo funcionário, dispensando o antigo? Nos casos relatados na reportagem, todos os licenciados são funcionários de instituições estatais; mas, no nosso mundo real, certamente, os licenciados seriam dispensados. Não seria mais prático, que as empresas fossem obrigadas a ter uma creche para os filhos de seus funcionários ou, mesmo, contratar uma instituição próxima da empresa.

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

Privilégios na marra

Muito terna a cena retratada na primeira página do "Estadão", que mostra as gêmeas filhas de um profesor que obteve na Justiça a licença paternidade de nada menos de seis meses sem trabalhar para ajudar a cuidar das crianças. Sabe-se que as férias de um professor chega a três meses por ano. A única pena a lamentar é que o privilégio absurdo foi pago também pelos que não têm assistência médica e morrem nas filas dos hospitais e não têm advogados tão bem pagos nem são funcionários públicos.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

Licença paternidade

Em um país com 13 milhões desempregados, uma quantidade expressiva de empregados recebendo salário mínimo, problemas econômicos afetando gravemente a economia, altos índices de corrupção, chega a ser um acinte a concessão de licença paternidade de seis meses, para um papai brincar com seu rebento. Um juiz que autoriza esta benesse deveria, no mínimo, pensar quem pagará a conta. Cabe, entretanto, reconhecer que a liberalidade do meritíssimo é bem menos grave que do outro que liberta todos os criminosos.

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Professor carvalhosa

O professor Carvalhosa faz parte do que nos resta de Brasil decente e nos anima a continuar lutando. Parabéns, Sonia Racy e professor pela entrevista (4/6, C2). E o melhor foi a definição da Petrobrás. "De empresa corrompida para empresa acima do mercado"! Já começa ganhando antes de comprar o insumo mais caro e sem concorrente. Que o professor Carvalhosa nos indique o caminho a seguir para sairmos do buraco e que outras cabeças bem intencionadas colaborem, é a nossa esperança. De profissionais cuidando apenas do próprio umbigo (parentes e que tais) estamos saturados. O Brasil precisa de mais dedicação e menos interesses pessoais.

Manoel Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

Neymar

Hoje recebi meu "Estadão" e ao abrir vi uma imagem grande de Neymar dominando boa parte da primeira página, com a mensagem: "Ele voltou". Tudo bem que sou das antigas e da época que aqui se praticava o verdadeiro futebol e reunia os melhores jogadores do mundo. Gostaria de lembrar que em 1962, no Chile, na campanha do bi mundial, no primeiro jogo a seleção brasileira foi abalada com a contusão muscular de um jogador chamado Pelé, que naquela época apesar de seus 22 anos já era o melhor do mundo. Os outros jogadores se uniram e no final o Brasil conquistou, mesmo sem o seu melhor jogador, o bi mundial. Se hoje dependemos do Neymar para ter chance no mundial, o Brasil não merece ser campeão. 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo 

Fez a diferença

Pudemos apreciar a imensa diferença que Neymar faz em campo. Dispensa comentários. Esta diferença pode crescer muito mais se o time aprender a jogar com ele e ele aprender a jogar com o time. E o time aprender a jogar melhor sem ele, uma vez que o primeiro tempo deixou muito a desejar. 

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo 

Vinicius Junior, um novo Neymar?

A mídia esportiva carioca está tratando o garoto Vinicius Junior como um novo Neymar, previsão essa que levou o Real de Madrid a contratá-lo. O garoto é bom de bola, mas muito longe do endeusamento como faz a mídia e torcida flamenguista, tanto é, que seu comportamento mostra isso, mas, seria bom que antes de ir em definitivo para Madri contratado para jogar junto com estrelas como um Cristiano Ronaldo, batesse um papo com o Robinho. O boleiro santista que há alguns surgiu no Santos como uma promessa de ser herdeiro de um Pelé, poderá dizer-lhe da diferença brutal entre jogar aqui e na Europa para não decepcionar e terminar como ele que saiu do brilho das luzes de estrelas do Real de Madrid para atualmente estar apagado na Turquia, salvo engano.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

São Paulo

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